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Unidade Básica de Saúde (UBS)

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Grupo Viva Leve encerra turma com resultados positivos no cuidado de pacientes com doenças crônicas

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga encerrou, na quinta-feira (10/9), mais uma turma do grupo Viva Leve. A iniciativa é voltada ao cuidado integrativo de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e dores crônicas. Semanalmente, o grupo promove ações de educação em saúde e acompanhamento multidisciplinar, com foco na mudança de hábitos e na melhoria da qualidade de vida. Ao longo dos três meses de acompanhamento, os participantes apresentaram resultados que vão além da perda de peso. Segundo a nutricionista Raquel Cota, coordenadora do grupo, foram registrados relatos de mudanças na alimentação, na rotina e na forma de lidar com os desafios relacionados à saúde. “A gente quer que eles percam peso, mas a gente quer uma mudança de estilo de vida”, explica a nutricionista. Grupo Viva Leve busca estimular mudanças de hábitos e um estilo de vida mais saudável. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Para Raquel, um dos resultados mais significativos é o efeito multiplicador da iniciativa: os conhecimentos e hábitos trabalhados durante os encontros são levados para o ambiente familiar, contribuindo para mudanças que alcançam outras pessoas além dos pacientes acompanhados diretamente pelo grupo. “Os benefícios sentidos pelos participantes do Grupo Viva Leve vão além da saúde física, com impactos positivos também na saúde emocional e na socialização”, completa a nutricionista. Benefícios sentidos pelos participantes do grupo vão além da saúde física, impactando também a saúde emocional e a socialização dos participantes O Viva Leve conta com a participação de diferentes profissionais da UBS, como nutricionista, fisioterapeuta e enfermeiros. O acesso ocorre por meio de encaminhamento das equipes de Saúde da Família. A próxima turma terá início em 24 de setembro e já conta com mais de 30 pessoas na lista de espera. A proposta é que o grupo funcione como um ponto de partida para a adoção de hábitos mais saudáveis e para a continuidade do cuidado na própria unidade. Para participar dos grupos de cuidado integrado, procure sua UBS de referência.   Clique aqui e confira qual é a sua UBS de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Fisioterapia especializada ajuda pacientes a recuperar autonomia após AVC 

Perder a força de um lado do corpo, deixar de caminhar sozinho e depender da ajuda de familiares para tarefas simples do dia a dia são algumas das mudanças enfrentadas por quem sobrevive a um acidente vascular cerebral (AVC). No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), pacientes que passaram pela doença encontram na fisioterapia especializada um caminho para recuperar movimentos, readquirir autonomia e reconstruir a rotina.  Vítima de um AVC, Joana Darc Vigilato faz fisioterapia no HRSM e já apresenta avanços que surpreendem a família | Fotos: Divulgação/IgesDF “Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses” Francimar Santos O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Ao lado do infarto, integra o grupo das doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos registrados anualmente no país, segundo o Ministério da Saúde. Dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), com base no Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, mostram a dimensão do problema: somente entre 1º de janeiro e 31 de março deste ano foram registradas 20.461 mortes por AVC no país, o equivalente a uma média de 235 por dia, praticamente uma vítima a cada seis minutos. Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em neurofuncional adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC.  Definição do plano terapêutico Para definição do plano terapêutico, cada paciente passa por uma avaliação individualizada antes do início das sessões “Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador” Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área no HRSM “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área.  O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina da pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física  [LEIA_TAMBEM]A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação.  “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da Secretaria de Saúde. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento. *Com informações do IgesDF

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Dengue e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas

Febre, mal-estar e dores pelo corpo costumam ser os primeiros sinais de alerta para quem contrai dengue ou chikungunya. Apesar de apresentarem sintomas semelhantes nos primeiros dias, as duas doenças evoluem de maneiras diferentes.  A principal forma de prevenir a dengue e a chikungunya é eliminar possíveis fontes de reprodução do mosquito transmissor | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses” José David Urbaez, infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área  Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti —, ambas as doenças possuem algumas características distintas entre si. Na dengue, a febre alta e repentina (acima de 38°C) é um dos principais sintomas. Já na chikungunya, as fortes dores nas articulações marcam sua presença.  “A chikungunya provoca um processo inflamatório mais intenso, principalmente em mãos, pés, punhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar à dificuldade de movimentação e, em alguns casos, permanecer por meses”, explica o infectologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica na área, José David Urbaez. Sinais em comum e diagnóstico A dengue é causada pelo vírus Denv, que possui quatro sorotipos diferentes: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4. Seus sintomas incluem, também, dores na cabeça, atrás dos olhos e nos músculos. Nos casos mais graves podem ocorrer sangramentos nas mucosas e o surgimento de manchas vermelhas na pele. Mal-estar, dores nas articulações e na cabeça e vermelhidão também aparecem em ocorrências de chikungunya.  Além dos testes rápidos, a rede pública também realiza exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico das doenças | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF  Mesmo com as diferenças visíveis, a forma mais segura de identificar a dengue ou a chikungunya é procurar atendimento médico, segundo Urbaez. As duas doenças podem ser identificadas por exames laboratoriais disponíveis na rede pública de saúde do DF. Além dos testes rápidos, também podem ser realizados exames como RT-PCR e sorologia, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Ao apresentar febre, dores no corpo ou nas articulações, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). “A maioria dos casos de dengue, por exemplo, pode ser totalmente gerenciada na atenção primária, com hidratação, repouso e medicamentos para aliviar os sintomas. Os casos graves são encaminhados aos hospitais regionais”, detalha o especialista da SES-DF. Combate diário  A liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, é uma estratégia da SES-DF que ajuda a reduzir a transmissão de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF  [LEIA_TAMBEM]A principal forma de prevenir as arboviroses é eliminar pontos de acumulação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito transmissor. Pneus, garrafas, calhas e caixas d’água sem proteção estão entre os recipientes que mais favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Na capital federal, a SES-DF também mantém uma série de ações de enfrentamento, como: borrifação intradomiciliar, uso de drones para identificar possíveis criadouros, instalação de armadilhas e aplicação da vacina contra a dengue em públicos específicos. Outra estratégia adotada pela pasta é a liberação dos chamados Wolbitos, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. A tecnologia ajuda a reduzir a capacidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti e reforça as ações de controle. *Com informações da SES-DF  

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Governadora Celina Leão autoriza obra de mais de R$ 7 milhões para nova UBS em Sobradinho

Moradores da Vila Rabelo, em Sobradinho, terão atendimento de saúde mais próximo de casa com a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Neste sábado (9), a governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para o início das obras da unidade, que terá investimento de mais de R$ 7,1 milhões.  Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou que a nova unidade vai garantir atendimento mais perto de casa para os moradores da comunidade, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões de Sobradinho. Celina Leão: "Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão" | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “É uma demanda muito antiga que nós estamos atendendo, que é a atenção primária. Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. Por isso, demos essa ordem de serviço aqui. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão”, afirmou Celina Leão. A UBS será construída na Quadra 01, Área Especial 01, na comunidade Vila Rabelo, seguindo o modelo UBS Modular Tipo I. A estrutura terá capacidade para atender até duas equipes de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde.  O espaço contará com consultórios médicos e de enfermagem, salas de vacinação, curativos, acolhimento e farmácia. A unidade será a porta de entrada do SUS na Vila Rabelo, com foco em prevenção e atenção básica à comunidade local. Juracy Cavalcante: "Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica" Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a unidade terá capacidade para atender até 4 mil pessoas.  “A atenção primária cria um vínculo com o paciente. Por exemplo, uma pessoa diabética ou hipertensa passa a ser acompanhada pela equipe de Saúde da Família, tanto pelos médicos quanto pela equipe multidisciplinar. Esse vínculo é importante porque fortalece os laços com a comunidade e ajuda a evitar a sobrecarga da atenção secundária. Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica”, destacou o secretário.  [LEIA_TAMBEM]Mais reforço na saúde Nesta semana, a governadora Celina Leão também autorizou a contratação de 164 médicos para reforçar a rede pública de saúde do Distrito Federal. São 114 profissionais temporários para atuação na Estratégia de Saúde da Família, além da nomeação de 45 médicos efetivos e cinco psiquiatras aprovados no concurso vigente.  A medida foi viabilizada após o remanejamento de cerca de R$ 25 milhões inicialmente destinados às comemorações do aniversário de Brasília para investimentos na saúde pública. Os profissionais serão distribuídos pelas unidades conforme planejamento estratégico da pasta. A medida integra a estratégia do governo de priorizar áreas essenciais diante do cenário orçamentário, direcionando recursos para o atendimento direto à população.

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Aumento de casos de síndrome gripal exige atenção redobrada com crianças e idosos

O mês de março marcou o início de um período que preocupa muitos pais e responsáveis: a sazonalidade das infecções respiratórias virais. Tosses, corizas, dores de garganta, catarro, febre e diversos outros sintomas começam a aparecer com mais frequência nos lares, exigindo atenção redobrada com a prevenção e o cuidado. Estação atual é marcada pelo aumento das síndromes gripais, que podem ser identificadas a partir de vários sintomas | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF  Esse período não está associado a uma única doença, mas ao aumento das chamadas síndromes gripais (SGs). Um indivíduo é classificado com SG se apresentar uma infecção respiratória, com início nos últimos sete dias, com pelo menos dois desses sintomas: tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio. “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação” Camila Damasceno, médica da Secretaria de Saúde Nos casos mais graves, pode haver a evolução para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que ocorre quando o paciente hospitalizado com SG apresenta agravamento, como dispneia (dificuldade de respirar), taquipneia (respiração rápida) e baixa saturação de oxigênio. Sintomas Camila Damasceno, médica e referência técnica distrital (RTD) de família e comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), aponta os principais sintomas aos quais a pessoa deve ficar atenta para procurar um serviço de emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”. A especialista orienta sobre o cuidado com as altas temperaturas do corpo: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas. Se a febre já passou por mais de 48 horas, mas retornou, também cabe uma avaliação”. Sintomas como convulsões ou confusão mental também são sinais de alerta. “Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforça a médica. “Na presença de sinais de gravidade, a pessoa deve procurar o serviço de emergência, como uma UPA ou pronto-socorro, principalmente nos períodos em que a UBS estiver fechada.” Aumento [LEIA_TAMBEM]O alerta se intensifica diante de dados recentes. Nos últimos anos, foram notificados mais de 21 mil casos de SRAG em residentes do DF. De 2024 para 2025, houve um aumento de 25%, após um período de queda, sinalizando uma retomada da circulação viral — foram 6,5 mil casos, em 2024, e 8 mil casos, em 2025. O crescimento dos casos entre março e julho se dá, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Alguns vírus apresentam melhor sobrevivência em temperaturas mais baixas. Mudanças de temperatura e a menor exposição ao sol também podem afetar o sistema imunológico. As faixas etárias mais suscetíveis à evolução para formas graves de infecções respiratórias agudas incluem crianças menores de cinco anos e idosos, devido à imaturidade ou declínio da resposta imunológica. Prevenção e cuidados A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes. Hábitos cotidianos também são fundamentais para reduzir a transmissão, como higienizar as mãos, dar preferência a ambientes naturalmente ventilados, isolar-se em casos suspeitos, manter o ambiente limpo e evitar aglomerações em locais fechados. Veja, abaixo, as vacinas oferecidas na rede pública de saúde do Distrito Federal. Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)    

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Câncer de intestino já é o terceiro mais comum no DF

Cláudio tinha 59 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Ao procurar atendimento médico, precisou passar por uma cirurgia de emergência. Após a retirada de um tumor e a realização de biópsia, veio o diagnóstico: câncer de intestino. Durante sete meses, ele fez quimioterapia no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). “Foi um grande susto; é o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra. Cláudio, diagnosticado com câncer colorretal, fez o tratamento completo e hoje segue aproveitando a vida em viagens pelo mundo: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Sempre tive fé em que seria algo passageiro” | Foto: Acervo pessoal  O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, afeta o intestino grosso (cólon) ou o reto e é o terceiro tipo de câncer mais frequente no DF, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Hospital de Base, referência em atendimento oncológico na rede pública do DF, são prestados anualmente cerca de mil atendimentos relacionados à doença. Apesar da incidência elevada, muitos diagnósticos ainda ocorrem em fases avançadas, já que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sintomas perceptíveis. Prevenção e diagnóstico precoce Durante todo este mês, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar a conscientização da população sobre a prevenção e a detecção precoce do câncer colorretal. Dados do Inca indicam que o Distrito Federal registra uma taxa de incidência de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes, a sexta maior do país. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado” Ana Rosa Melo, proctologista do Hospital de Base A proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, explica que o tumor geralmente se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões benignas que surgem na parede do intestino e podem evoluir lentamente. Como o intestino é um órgão oco, essas alterações podem crescer durante anos sem provocar sinais claros. “O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.”  Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente. Vida pós-tratamento Cláudio encarou o processo como uma etapa necessária para recuperar a saúde: “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se fosse preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”. Ele relata que a jornada foi longa e cansativa, marcada por efeitos colaterais como perda de cabelos, enjoos, dormência nas mãos e redução de peso. Ao longo desse período, perdeu 24 quilos. O apoio da equipe de saúde fez diferença durante todo o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando; não sei como conseguem manter tanta energia”, conta. [LEIA_TAMBEM]Desde o fim da quimioterapia, em 2013, Cláudio decidiu aproveitar mais a vida. Realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países. Hoje, aos 74 anos, continua viajando e descobrindo novos destinos. Neste mês, ele segue na estrada rumo ao Chile, em uma viagem de motorhome pela América do Sul. Apesar das dificuldades relacionadas ao diagnóstico tardio, o câncer colorretal apresenta boas chances de cura quando tratado adequadamente — como no caso de Cláudio. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, enfatiza Ana Rosa Melo Atendimento na rede pública Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado. O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde. *Com informações do IgesDF  

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De cidade-dormitório a polo de serviços, Riacho Fundo II recebe investimento em saúde, educação e mobilidade

Desde 2019, o Riacho Fundo II passou a contar com uma série de equipamentos públicos inéditos que ampliaram o acesso da população a serviços essenciais nas áreas de saúde, mobilidade, educação e desenvolvimento urbano. Com mais de 70 mil moradores e prestes a completar 31 anos, em maio deste ano, a região administrativa já recebeu investimento superior a R$ 96 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e segue em expansão. "O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente" Celina Leão, vice-governadora “O Riacho Fundo II deixou de ser uma 'cidade-dormitório' para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão, destacando o compromisso do Executivo com o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. “Desde 2019, priorizamos entregas inéditas, como a primeira UPA [Unidade de Pronto Atendimento], o viaduto e o primeiro Cepi [Centro de Educação da Primeira Infância], entre tantas outras que tiraram do papel demandas históricas de mobilidade, saúde e educação, aproximando o Estado de quem mais precisa.” Riacho Fundo II ganhou o primeiro papa-entulho em janeiro deste ano | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em janeiro, foi inaugurado o primeiro papa-entulho da cidade, com aporte de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil. Localizado na QN 20, Conjunto 1, Lote 1, o novo equipamento beneficia tanto a limpeza da cidade como a saúde da população, conforme avalia a administradora regional, Ana Maria da Silva. “Tem efeito no descarte irregular de lixo e, principalmente, na prevenção à doenças. Já eliminamos dez pontos de descarte irregular de lixo, que eram próximos às residências e concentravam muitas reclamações de bichos mortos, insetos e ratos”, afirma. Em pouco tempo de funcionamento, o equipamento já facilitou a vida de diversos moradores, entre eles a aposentada Ana Mônica da Cunha, 48 anos, que está com a casa em obras. “Antes não tínhamos onde colocar o entulho, então ajudou bastante”, disse ela, que mora no Riacho Fundo II há mais de uma década. “A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações.” Ações Atualmente com mais de 70 mil moradores, a cidade foi reconhecida como RA em 2003 Ocupado desde 1995, o Riacho Fundo II foi reconhecido como região administrativa em maio de 2003 e, atualmente, é lar de 70.180 pessoas. Destas, 52,4% são do sexo de nascimento feminino e a idade média é de 32,2 anos, segundo dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad Ampliada 2024). Em relação à infraestrutura urbana, o levantamento mostrou que 98,5% dos domicílios contam com asfalto na rua de acesso principal e 94,5% dispõem de calçada. Além disso, para 93,3% dos entrevistados havia iluminação na rua principal, enquanto 91,5% responderam que havia drenagem da água da chuva. Segundo a administradora regional, uma das estratégias para garantir a ordem da cidade é o mapeamento diário das demandas e resolução agilizada e descomplicada das questões. “Temos o compromisso de que todo e qualquer funcionário da administração deve registrar as demandas que encontrar por aqui, com localização e o máximo de informações, para que a gente possa mandar aos órgãos competentes. Isso facilita o nosso trabalho.” "Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso" Ana Maria da Silva, administradora regional do Riacho Fundo II Os reparos são executados ao longo de todo o ano, especialmente nos meses de seca, como prevenção ao período de chuvas. “Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso”, explica Silva, que reside na cidade desde 1997. “Antes, para buscar um alimento tinha que ir em uma cidade vizinha. Não tinha emprego e a infraestrutura era muito precária. Hoje temos tudo aqui: trabalho, comércio, e uma cidade bonita, organizada e prazerosa de se viver.” Morador da região administrativa desde 2002, o vigilante Francisco Lima Feitosa, 61, também acompanhou as mudanças de perto. “É um lugar bom de morar e melhorou bastante. A gente só tem a agradecer ao GDF pelas obras que fez e continua fazendo”, elogia. Entre as principais ações, ele destaca as calçadas, que utiliza para praticar exercícios físicos semanalmente. “Caminho dia sim, dia não, e agora está bem mais seguro. Antes, a gente tropeçava muito nas pedras. O piso novo está excelente.” Entregas Francisco Lima Feitosa mora na cidade há 24 anos e aponta que o local "melhorou bastante" Em 2020, foi inaugurado o Centro Interescolar de Línguas (CIL), com investimento de R$ 2,6 milhões, atendendo a mais de 3 mil estudantes nos turnos matutino, vespertino e noturno, com cursos de inglês, espanhol e francês. A unidade dispõe de 12 salas de aula, biblioteca, auditório e espaços administrativos e pedagógicos. Também na área de educação, em outubro de 2024, foi entregue o novo Centro de Educação Infantil (CEI), localizado na QN 12, no Parque do Riacho, com capacidade para acolher 672 crianças de 4 e 5 anos. A obra recebeu investimento superior a R$ 12,2 milhões e foi executada pela Secretaria de Educação, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Outro marco histórico foi a construção, em dezembro de 2025, do primeiro Centro Educacional da Primeira Infância (Cepi) do Riacho Fundo II. O Centro Flor de Magnólia era aguardado há décadas pela população e foi erguido com investimento de R$ 7,2 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do GDF. O espaço tem capacidade para atender a 188 crianças em tempo integral, ampliando a oferta da rede pública na região. Ana Mônica da Cunha atesta: "A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações" Em 2021, foi aberta a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, com aporte de R$ 6,5 milhões e capacidade para cerca de 4,5 mil atendimentos mensais. No mesmo ano, a economia local ganhou impulso com a abertura da Feira Permanente, que foi inaugurada em 2018 mas só entrou em funcionamento graças a este GDF, após a regularização de inconsistências legais herdadas da gestão anterior. Desde então, a feira se consolidou como ponto de geração de emprego e renda. Na área de mobilidade urbana, a entrega do Viaduto Recanto das Emas/ Riacho Fundo II, em 2023, representou um avanço significativo para o trânsito da região. A estrutura beneficia aproximadamente 60 mil motoristas diariamente e contou com investimento de R$ 30,9 milhões, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), contribuindo para a melhoria da fluidez e da segurança viária. A estrutura de serviços bancários também foi ampliada com a abertura, em 2024, da agência do Banco de Brasília (BRB) no Riacho Fundo II. A unidade atende aos cerca de 25 mil correntistas da região, além de beneficiários de programas do GDF e novos clientes, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras cidades. R$ 5 milhões investimento na inauguração da UBS 5, em 2021 Além das entregas inéditas, o Riacho Fundo II recebeu obras que reforçaram a infraestrutura, como a inauguração da UBS 5, em 2021, com investimento de R$ 5 milhões; a duplicação da Avenida N3, em 2023, com R$ 2,8 milhões; a pavimentação da Granja Modelo, em 2022; e da via que liga os Caub I e II, em 2023; manutenções na sede da administração regional; e construção de cerca de 4,1 mil m² de calçadas com acessibilidade. A lista de conquistas também engloba a transformação de quatro pontos de descarte irregular de lixo pelo projeto Cara Nova, a entrega da praça da QN 29, a instalação de cerca de 100 novos abrigos para passageiros de ônibus, além da abertura de unidades habitacionais que beneficiaram aproximadamente 36 mil pessoas desde 2019. No esporte e lazer, foram executadas a reforma de oito quadras poliesportivas e de dois campos de grama sintética. [LEIA_TAMBEM]A cidade também foi beneficiada com a implantação do Centro de Reservação do Sistema de Abastecimento de Água do Descoberto, garantindo segurança hídrica para a população. Houve, ainda, a implantação da elevatória de esgotos bruto e linha de recalque, para aumentar a eficiência do sistema local, e a expansão da rede de distribuição de energia elétrica e iluminação pública urbana. Atualmente, estão em obras o Complexo Esportivo, que já conta com um campo sintético e uma quadra de areia entregues, com aporte de R$ 4,6 milhões; e o Centro de Educação da Primeira Infância da QN 14, que terá capacidade para atender até 188 crianças, de 4 meses a 6 anos, em período integral, com investimento de mais de R$ 6 milhões.  

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Diagnóstico rápido e tratamento especializado fortalecem combate à leucemia no DF

Aos 30 anos, o consultor Alysson Borges ouviu uma notícia que muda qualquer vida: diagnóstico positivo para leucemia. O impacto foi imediato, mas a reação também veio com firmeza e esperança. “Quando recebi o diagnóstico, eu pensei: quero ficar curado. Vou enfrentar de cabeça erguida. Eu vou vencer. Você automaticamente fica triste. Ninguém quer passar por isso”, relembra. Os primeiros sintomas pareciam comuns: tosse persistente, febre alta, cansaço intenso e sonolência. Ao se alimentar, Alysson sentia como se algo estivesse entalado na garganta. “Parecia que eu estava sufocando”. A busca por atendimento o levou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá foi feito o encaminhamento ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde faz o tratamento para Leucemia. Diagnóstico precoce pode salvar vidas A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada, prejudicando a produção saudável do organismo. A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo a chefe do Serviço de Hematologia do HBDF, Laura Ferraz, o quadro pode provocar anemia, sangramentos e infecções, o que exige atenção rápida. “Fadiga constante, palidez, infecções frequentes, febre recorrente, sangramentos espontâneos, manchas roxas sem causa aparente, dor nos ossos e falta de ar são sintomas que não devem ser ignorados. Nas leucemias agudas, os sinais costumam evoluir em poucos dias ou semanas. Já nas crônicas, podem surgir de forma mais lenta, ao longo de meses”, explica. Referência no tratamento de cânceres hematológicos na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base concentra o diagnóstico e o cuidado desses pacientes, com atendimento especializado e equipe formada por diferentes profissionais da saúde. A gerente de operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias, destaca que o fluxo é ágil e sem demora para iniciar o tratamento. “Hoje temos uma triagem sem fila de espera. O paciente chega com os exames, fecha o diagnóstico e já sai com o tratamento programado. Em média, são cerca de 15 dias entre o diagnóstico, a liberação das medicações e o início da terapia”, informa. Tratamento moderno e acompanhamento especializado Para Alysson, o maior desafio tem sido enfrentar as sessões de quimioterapia e radioterapia. “A quimioterapia é difícil, tem reações, é um processo pesado. Mas eu coloco na minha mente que aquela medicação é o que vai me curar. É o que vai me fazer ficar bem”, conta. Além da quimioterapia convencional, o Hospital de Base oferece medicamentos mais modernos, muitos com menos efeitos colaterais, e faz encaminhamento para transplante de medula óssea quando há indicação clínica. “Hoje temos respostas muito positivas aos tratamentos. É fundamental que o paciente mantenha o acompanhamento regular e confie na equipe”, reforça Larissa Dias. Atualmente em remissão, Alysson destaca o apoio recebido durante todo o processo. “A força não vem só de dentro. Vem da família, dos amigos, dos profissionais de saúde e até de outros pacientes. Sou muito grato ao IgesDF, ao Hospital de Base e ao SUS. Desde o início fui muito bem atendido. Tenho confiança de que vou vencer. É uma luta que a gente trava junto”, afirma. Campanha reforça conscientização e orienta população Este mês é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia e à importância do diagnóstico precoce. A mobilização busca informar a população sobre sinais de alerta, incentivar a doação de medula óssea e reforçar que o tratamento está disponível gratuitamente na rede pública. A porta de entrada para o cuidado começa na rede básica de saúde. Ao identificar sintomas como anemia, fraqueza e palidez, a UBS solicita exames iniciais e, diante de suspeita, encaminha o paciente ao Serviço de Hematologia do Hospital de Base. A campanha também reforça a importância do cadastro como doador de medula óssea, que pode salvar vidas e ampliar as chances de cura de pacientes que precisam de transplante. “Neste Fevereiro Laranja, a principal mensagem é que informação salva vidas. O IgesDF e o Hospital de Base seguem comprometidos em oferecer diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado humanizado, garantindo assistência qualificada do primeiro sinal à continuidade do cuidado”, reforça Laura Ferraz. Para doar medula óssea no Distrito Federal, cadastre-se no Hemocentro de Brasília. Para mais informações entre no site do Hemocentro.

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Agentes comunitários de saúde de Santa Maria e Gama estão de uniformes novos

Já é possível ver os novos trajes em azul e branco utilizados pelos profissionais da Atenção Primária à Saúde nas regiões administrativas de Santa Maria e Gama. Agora, todos os agentes comunitários de saúde (ACSs) da Região de Saúde Sul usam uniformes durante o desempenho de suas funções. A proposta busca, principalmente, garantir a correta identificação dos profissionais perante os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o superintendente da Região de Saúde Sul do Distrito Federal, Willy Pereira da Silva Filho, a medida fortalece o vínculo do usuário com os gestores e com as equipes. “Por meio dessa identificação, a pessoa sabe a quem direcionar-se, a quem fazer algum questionamento. Isso melhora o tempo de assistência e acolhimento, por exemplo”, afirma. Kelvin de Souza comemora a nova identificação: "Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Quem já fez uso do equipamento corrobora a afirmação. “Quando estamos descaracterizados, muitas vezes, somos confundidos com outras pessoas", relata o ACS Kelvin de Souza. “Vestindo crachá e uniforme, os moradores sentem confiança e têm mais abertura para passar informações ou deixar a gente entrar nas casas”, detalha. Uniformes Os ACSs atuam, predominantemente, nas ruas e nos domicílios, sendo o elo entre moradores e o serviço público de saúde. Seus uniformes compreendem camiseta com proteção térmica, chapéu com cobertura de pescoço e colete, acessório que também será oferecido aos integrantes do Núcleo de Vigilância Epidemiológica. Os profissionais que trabalham nas UBSs da região e os das categorias assistenciais também terão uniforme novo Estão em processo de confecção, com previsão de entrega ainda neste mês, as camisetas dos demais profissionais das unidades básicas de saúde da região, inclusive daqueles que desempenham funções administrativas, como distribuição de medicamentos e outros insumos. As categorias assistenciais também receberão jalecos com a respectiva identificação. Recursos do Pdpas [LEIA_TAMBEM]O conjunto de uniformes foi adquirido por meio do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS), criado para dar autonomia gerencial às unidades de saúde. Os recursos destinam-se à manutenção e ao funcionamento dos serviços. Ao todo, para a confecção de mais de 3,3 mil peças, foram investidos cerca de R$ 142 mil. Cada profissional recebe um kit com o padrão estabelecido para a categoria dele. A recomendação é que seja utilizado diariamente, durante o expediente. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Ações de combate à transmissão de hanseníase no DF são intensificadas

Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) indicam que os casos de hanseníase diminuíram nos últimos três anos no Distrito Federal. Foram registradas 113 ocorrências em 2024. O número é 28,5% menor que os 158 casos registrados em 2022. O DF registrou 1.018 notificações de hanseníase entre 2020 e 2024. Atualmente, a capital apresenta uma taxa de detecção de 3,53 casos para cada 100 mil habitantes, o que a posiciona em um patamar de média endemicidade, segundo critérios técnicos. Os dados constam no Informativo Epidemiológico da Hanseníase. O perfil epidemiológico revela que os homens são os mais acometidos, representando 50% das novas notificações. A maior concentração de casos ocorre na faixa etária entre 50 anos e 59 anos. O cenário nacional ainda é desafiador: o Brasil é o segundo país com maior volume de casos no mundo, atrás apenas da Índia. Secretaria de Saúde aposta em busca ativa e monitoramento para reduzir sequelas e interromper ciclo da doença | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Estratégia e monitoramento A Secretaria de Saúde segue o Plano de Enfrentamento da Hanseníase do DF 2023-2030, com o objetivo de intensificar as políticas públicas para eliminar a transmissão da doença no território. Ana Carolina Igreja, referência técnica distrital (RTD) em dermatologia da SES-DF, explica que a demora na identificação da doença ainda é um obstáculo. Muitas vezes, os sintomas iniciais são negligenciados ou confundidos com outras patologias. “Os sinais mais comuns são manchas com sensibilidade alterada, mas nódulos eritematosos [caroços vermelhos], áreas com diminuição de suor e perda de pelos também são sintomas frequentes”, detalha a especialista. "O diagnóstico tardio reflete diretamente na qualidade de vida do paciente" Ana Carolina Igreja, referência técnica distrital em dermatologia Embora a hanseníase tenha cura e o tratamento seja gratuito, a continuidade da medicação é fundamental. A especialista da SES-DF alerta para a taxa de abandono, que chegou a 22% no DF em 2022. A interrupção do tratamento prejudica a recuperação do paciente, favorece a resistência bacteriana e mantém a cadeia de transmissão ativa na comunidade. “O diagnóstico tardio reflete diretamente na qualidade de vida do paciente. Em 2020, o Distrito Federal registrou muitos casos com grau de incapacidade física 2, o que significa que muitos cidadãos já chegavam às unidades de saúde com sequelas físicas ou danos neurológicos visíveis”, detalha.  Para alcançar as metas dos indicadores, a Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis está intensificando a busca ativa por meio dos agentes comunitários de saúde e ampliando a realização de testes rápidos em pessoas que convivem com os pacientes diagnosticados, entre outras estratégias. A porta de entrada para o atendimento de pacientes com hanseníase são as unidades básicas de saúde (UBSs). Casos que exigem suporte especializado são encaminhados aos centros de referência: Centro Especializado de Doenças Infecciosas (Cedin), Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e Hospital Universitário de Brasília (HUB). [LEIA_TAMBEM]Na Região de Saúde Norte, a unidade de infectologia de Planaltina é referência no atendimento a doenças infectocontagiosas, com destaque para HIV, Aids, hepatites virais, tuberculose e hanseníase, que estão entre as mais prevalentes na região. A unidade atua como ponto estratégico, prestando cerca de 500 atendimentos mensais com equipe multidisciplinar. “Contamos com profissionais habilidosos no manejo da doença para garantir que o paciente receba a orientação correta e complete o tratamento com sucesso”, afirma a diretora da Atenção Secundária da Região Norte, Joyce Vieira Dantas. Transmissão A hanseníase é transmitida pelo contato prolongado com pacientes não tratados. A doença tem cura, e o tratamento, padronizado pelo Ministério da Saúde, é feito por meio da associação de três antimicrobianos denominada poliquimioterapia única (PQT). O tempo pode variar de seis a 12 meses, de acordo com a forma clínica da doença. Em caso de manchas suspeitas, procure a UBS mais próxima. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Nova UBS da Ponte Alta, no Gama, vai reforçar a saúde pública para 5 mil moradores da região

Com 65 anos recém-completados em 12 de outubro, o Gama vive um momento de transformações. Entre os investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) na região está a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da Colônia Agrícola Ponte Alta, em fase de acabamento. Com investimento de mais de R$ 6,1 milhões e executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a unidade vai ampliar o acesso à atenção primária e beneficiar cerca de 5 mil moradores. Em fase de acabamento, a nova UBS da Colônia Agrícola Ponte Alta, no Gama, vai beneficiar aproximadamente 5 mil moradores | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O projeto contempla duas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e duas de saúde bucal. O espaço conta com recepção, sala de espera, consultórios médicos e odontológicos, banheiros adaptados, fraldário e farmácia, além de salas de vacinação, medicação, curativos e coleta. Também fazem parte da estrutura escovário, sala de acolhimento, sala de procedimentos, copa, rouparia e almoxarifado, entre outros ambientes. A unidade terá capacidade para atender cerca de 300 pacientes por dia. Segundo a gerente de Acesso e Qualidade da Atenção Primária da Região Sul, Gracimone Vasconcelos, a nova UBS vai facilitar o acesso dos moradores aos serviços básicos de saúde, uma vez que as unidades do Gama ficam distantes e nem sempre a população tem condições ou tempo para o deslocamento. “Essa unidade vem para favorecer essa comunidade, levando a assistência mais perto das pessoas e ajudando a desafogar outras unidades da região, que hoje estão sobrecarregadas”, destacou. Morador da Colônia Agrícola Ponte Alta há mais de 50 anos, o agricultor familiar Domingos Ferreira, 68, considera a construção da UBS a realização de uma antiga reivindicação da comunidade. Ele conta que a nova unidade está a cerca de um quilômetro de sua casa, o que facilita bastante o acesso aos atendimentos. “Da minha casa até aqui gasto cinco minutos. Antes, quando alguém passava mal, a gente tinha que correr para o centro do Gama, porque o posto mais próximo era muito longe. Lá onde a gente era atendido era uma casinha simples, sem muita estrutura. Aqui vai ser bem melhor, com mais espaço e condições de conversar com o médico com mais privacidade”, observa Domingos. A obra está a cargo da Construtora Queiroz Oliveira (C.Q.O). Entre os serviços em andamento estão pintura interna e externa, limpeza e acabamento do piso. A nova unidade contará ainda com estacionamento para carros e motocicletas, com vagas reservadas para ambulâncias, pessoas com deficiência (PCDs) e idosos. O espaço terá acessibilidade, iluminação externa, sistema de câmeras de segurança, área verde, reservatórios superior e inferior e fechamento em gradil metálico. O agricultor familiar Domingos Ferreira comemora a proximidade da nova UBS: "Da minha casa até aqui gasto cinco minutos. Antes, quando alguém passava mal, a gente tinha que correr para o centro do Gama, porque o posto mais próximo era muito longe" Impacto O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido de forma significativa para fortalecer a rede pública de saúde. As intervenções fazem parte do conjunto de ações voltadas à ampliação e modernização dos espaços de atendimento de urgência, emergência e atenção primária e secundária, que somam R$ 524.170.071,70 em todo o DF. O médico Fernando Ibiapina, que atua na região há cinco anos, destaca que a nova unidade representa um avanço importante no atendimento à população local. “Com a construção dessa nova unidade, nossos pacientes serão acolhidos de forma mais adequada, em um ambiente novo e bem estruturado. Além disso, poderão receber as medicações aqui mesmo na região, sem precisar se deslocar até o Gama”, ressalta. Fernando Ibiapina, médico: "Com a construção dessa nova unidade, nossos pacientes serão acolhidos de forma mais adequada, em um ambiente novo e bem estruturado" Fernando enfatiza que a proposta de trabalho da equipe é voltada principalmente para a medicina preventiva, sem deixar de lado os cuidados curativos. “Atendemos desde crianças até idosos, fazendo prevenção e acompanhamento contínuo. A ideia é que o paciente precise cada vez menos recorrer ao hospital, porque resolvemos a maior parte das demandas na atenção primária.” O médico também reforça a importância de ter uma UBS próxima às residências, especialmente em uma área rural. “Estar perto dos pacientes facilita o acesso e reduz as dificuldades de locomoção, que ainda são grandes por aqui. A proximidade estimula o cuidado contínuo e faz com que as pessoas procurem atendimento mais cedo, o que é essencial para a saúde da comunidade”, conclui.

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UBS 1 da Candangolândia realiza evento de conscientização do Outubro Rosa

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Candangolândia mobilizou a comunidade neste sábado (4) para um evento de conscientização do Outubro Rosa. A ação reuniu dezenas de moradores em torno de atividades educativas, serviços de saúde e momentos de integração social, destacando a importância do cuidado preventivo e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Ao longo da manhã, foram oferecidos testes rápidos, vacinação, inserção de DIU e atendimentos de prevenção, incluindo coleta de exames. Também foram realizadas práticas integrativas, como auriculoterapia, automassagem e atividades físicas, além de palestras sobre saúde da mulher. “A UBS recebe, em média, 1.100 pessoas por dia, número que aumenta bastante em períodos de campanhas como esta. Hoje, a expectativa é muito alta, porque Outubro Rosa é um mês muito importante para nós. A comunidade engaja nesse tipo de campanha e temos trabalhado em parceria com a administração regional para divulgar a programação”, destacou Maísa Marte dos Passos Santos, gerente da UBS 1 da Candangolândia. A gerente ressalta que a ação continua durante a semana. "Vamos continuar com coleta de prevenção, inserção de DIU e exames durante todo o mês".  Ao longo da manhã, foram oferecidos testes rápidos, vacinação, inserção de DIU e atendimentos de prevenção, incluindo coleta de exames | Foto: Divulgação/SES-DF Maísa explicou que a unidade conta com diversos grupos ativos que contribuem para o engajamento da população. “Temos, por exemplo, grupos de fisioterapia com cerca de 40 pessoas por período, além de automassagem e artes. Essas atividades ajudam a trazer a população para dentro da UBS e facilitam o acesso aos serviços de saúde”, completou. Entre as participantes do evento estava Ana Pereira de Moraes, moradora da região há 10 meses, que participou das atividades pela primeira vez. “Está sendo tudo muito bem organizado, com palestras, bazar, orientações nutricionais e atividades físicas. Tudo isso faz bem pra saúde. A prevenção é essencial! Faço meus exames todos os anos e sempre procuro me cuidar”, contou Ana. Geni Rosa Santos, 73 anos, é exemplo de superação e cuidado com a saúde. Há 11 anos, ela enfrentou um câncer de útero, precisou passar por cirurgia para a retirada do órgão e, hoje, curada, celebra a vida ao lado dos filhos e netos. Moradora da Candangolândia, Geni é frequentadora assídua da UBS 1, participando regularmente dos eventos e acompanhando de perto sua saúde. “Vou ficar o dia todo aqui para aproveitar todos os serviços que estão sendo oferecidos. Fiquei sabendo do evento por vários grupos. A gente precisa se cuidar, né?”, afirmou enquanto esperava para aferir a glicemia. As ações do Outubro Rosa continuam ao longo do mês em várias Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal, com atividades voltadas para a conscientização, diagnóstico precoce e incentivo à realização de exames preventivos. A iniciativa integra a campanha da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) para ampliar o alcance das ações de saúde da mulher em todo o território. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Práticas integrativas ampliam cuidados e transformam vidas na rede de saúde pública do Distrito Federal

“Eu tomava muita medicação e vivia dopada. A auriculoterapia e o reiki me ajudaram tanto que consegui reduzir quase todos os remédios. Mais do que isso: me inspiraram a estudar e hoje também sou terapeuta voluntária. Posso dizer que essa prática mudou a minha história.” O depoimento de Sheila Alves de Souza, paciente da Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 de Samambaia, resume como as práticas integrativas em saúde oferecidas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) vêm transformando vidas. O DF foi pioneiro ao incorporar práticas integrativas em saúde (PIS) já em 1983, em Planaltina, com projetos de cultivo e uso de plantas medicinais. Desde então, a SES-DF estruturou uma gerência própria: em 2010, com portaria específica, e em 2014, com a criação da Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde. Atualmente, a rede da secretaria conta com as práticas de acupuntura, arteterapia, auriculoterapia, automassagem, fitoterapia, homeopatia, lian gong, medicina e terapias antroposóficas, meditação, musicoterapia, reiki, shantala, tai chi chuan, terapia comunitária integrativa, ayurveda, yoga (hatha e laya) e a técnica de redução de estresse (T.R.E.). Todas elas são oferecidas por profissionais de saúde da secretaria e apoiadores voluntários cadastrados, habilitados por meio de cursos de capacitação ou formações específicas. Mais de 130 unidades básicas de saúde — cerca de 75% do total — oferecem ao menos uma dessas modalidades. Somados hospitais, Caps e policlínicas, a cobertura chega a 65% da rede da SES-DF. O DF foi pioneiro ao incorporar práticas integrativas em saúde (PIS) já em 1983, em Planaltina, com projetos de cultivo e uso de plantas medicinais | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “O Distrito Federal foi o primeiro território do país a implantar PIS em sua rede de saúde. Elas não substituem tratamentos convencionais, mas ampliam o cuidado, promovem bem-estar e fortalecem o vínculo entre usuários e profissionais”, afirma o médico Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF. Para ele, o investimento promovido pela secretaria revela comprometimento com a qualidade dos serviços de atenção à saúde. “Mais que isso, demonstra um sistema de saúde que promove vínculo, humanidade e respeito ao direito democrático das pessoas de escolher as suas terapêuticas preferidas”, afirma. “A oferta de práticas integrativas em saúde é uma atitude de ampliação de acesso a recursos que antes só estavam disponíveis no âmbito privado e, nesse momento, fazem parte das políticas públicas do Distrito Federal”, conclui. A política distrital estruturou também uma rede de 37 hortos agroflorestais medicinais biodinâmicos, onde são cultivadas espécies do Cerrado e de outros biomas usadas em fitoterapia. Além de fornecer insumos, os hortos funcionam como espaços educativos e de convivência comunitária, aproximando a população das unidades de saúde. Trajano destaca que as práticas integrativas em saúde fortalecem a relação entre pacientes e equipes de saúde. “Essas práticas abrem espaço para escuta e convivência. É saúde feita com humanidade, em que a pessoa não é vista apenas pela doença, mas em sua integralidade”, completa o gestor. A lista completa de unidades da SES-DF, modalidades online e materiais de apoio está disponível neste site. Em 2024, a SES-DF firmou convênio com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para investir em pesquisa, formação e desenvolvimento institucional de profissionais nos próximos quatro anos Impacto na vida dos pacientes A aposentada Gilvanete Maria Bueno, 70 anos, encontrou alívio no reiki. “Eu cheguei com ansiedade e depressão, problemas que refletiam no meu corpo. Em duas semanas já comecei a dormir melhor e a sentir mais leveza. Hoje tomo menos remédios, inclusive para arritmia, e quando saio das sessões parece que estou flutuando.” A fisioterapeuta Luciana Escarião Soares, referência técnica distrital em reiki, relata que a procura é crescente. “Muitos pacientes chegam com depressão, ansiedade ou fibromialgia e relatam melhora significativa”, comemora. Pesquisa e formação Em 2024, a SES-DF firmou convênio com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para investir em pesquisa, formação e desenvolvimento institucional de profissionais nos próximos quatro anos. “É um dos maiores investimentos do país em práticas integrativas em saúde. Ele garante o direito democrático de a população escolher terapêuticas de sua preferência, com segurança e qualidade”, afirma Trajano. Neste ano, a SES-DF e a Escola de Saúde Pública do Distrito Federal abriram a segunda residência em atenção básica com foco em PIS do Brasil, contemplando cinco categorias e 15 residentes na primeira chamada. As categorias são: educação física, nutrição, terapia ocupacional, fisioterapia e farmácia.

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Aberta licitação para construção de nova UBS em Sobradinho

Agência Brasília · (31) 18-06-2025 - ABERTA LICITAÇÃO PARA CONSTRUÇÃO DE NOVA UBS EM SOBRADINHO A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 12 de junho, aviso de licitação para contratar empresa especializada na construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) em Sobradinho – a ser implantada na Quadra 1 da Vila Rabelo, na Região de Saúde Norte. “GDF e Novacap de mãos dadas, atuando para fortalecer o atendimento em saúde no DF”, afirmou o presidente da companhia, Fernando Leite. “É mais um avanço em prol da população que tanto precisa dessa política pública.” O edital prevê investimento estimado em R$ 7.164.156,64, com prazo de execução de 240 dias corridos a partir da emissão da ordem de serviço | Foto: Divulgação/Novacap Segundo o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick, a rede de atenção primária tem se expandido nos últimos anos. “Temos um plano de ampliação e qualificação da atenção primária. Esta unidade faz parte dessa expansão, que vem sendo possível graças aos esforços do governador Ibaneis Rocha e à parceria com a Novacap, que compreende a necessidade de mais infraestrutura na saúde”, destacou. [LEIA_TAMBEM]O edital prevê investimento estimado em R$ 7.164.156,64, com prazo de execução de 240 dias corridos a partir da emissão da ordem de serviço. O projeto segue o modelo modular, já adotado em outras regiões do DF, como alternativa para acelerar a modernização da rede pública de saúde. A sessão de abertura da licitação será no dia 25 de julho, às 9h. O edital e seus anexos estão disponíveis no site da Novacap. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3403-2321 e 3403-2322 ou pelo e-mail nlc@novacap.df.gov.br. A previsão de início das obras será divulgada após a conclusão da fase licitatória, a depender do andamento do processo e de eventuais recursos administrativos. *Com informações da Novacap

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GDF amplia vacinação contra a gripe para todos os públicos a partir de segunda (19)

A partir de segunda-feira (19), toda a população do Distrito Federal a partir de seis meses de idade poderá se vacinar contra a gripe na rede pública de Saúde. A campanha, iniciada em 25 de março, era voltada inicialmente apenas aos grupos prioritários. Com a ampliação, a meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é aumentar o número de pessoas imunizadas, reduzindo complicações, internações e mortes associadas às infecções respiratórias causadas pelo vírus influenza. Segundo a Secretaria de Saúde, o estoque disponível atualmente é de 300 mil doses. Até a última terça-feira (13), 272 mil doses de imunizantes haviam sido aplicadas no público-alvo pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES). Somente no Dia D de mobilização, realizado em 10 de maio, foram aplicadas 11.861 doses.  Atualmente, a Secretaria de Saúde dispõe de 300 mil doses de vacina contra a gripe | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília "Todo ano já temos um cenário em que o Ministério da Saúde lança a campanha inicialmente para os públicos prioritários e depois abre para outros públicos. Hoje o DF tem um quantitativo de doses, dado a oferta para o público prioritário e não havendo mais essa procura tão intensa, e considerando o momento de sazonalidade dos vírus respiratórios, é importante intensificar a ação de vacinação contra a gripe. É o instrumento que a Secretaria de Saúde e o GDF lançam mão para proteger a população contra essas infecções que circulam no período de outono e inverno”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos. [LEIA_TAMBEM]O vírus influenza é atualmente a principal causa do aumento de óbitos por doenças respiratórias no Brasil. De acordo com estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a vacinação contra a gripe reduz em até 35% o risco de hospitalizações entre pessoas dos grupos de alto risco. A vacina, atualizada anualmente, oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e B, e pode ser aplicada simultaneamente a outras vacinas do calendário básico de imunização. Os imunizantes estão disponíveis nas 164 salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. A lista completa dos locais pode ser consultada no site da SES-DF. Para se vacinar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.  

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Para manutenção, UBS 1 do Mangueiral ficará fechada neste sábado (22)

Neste sábado (22), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Jardins Mangueiral ficará fechada para manutenção predial. A comunidade atendida pela UBS 1 poderá buscar assistência na UBS 3 do Paranoá e na UBS 1 do Itapoã, que estarão funcionando até o meio-dia. A UBS 1 do Mangueiral fica localizada na Praça de Atividades 2, Lote 1, sendo uma das unidades básicas que funcionam aos sábados até as 12h. Os atendimentos retornam normalmente na segunda-feira (24), das 7h às 19h. A diretora de Atenção Primária da Região Leste, Danielle Figueiredo, explica que, para não interromper o atendimento aos usuários, os reparos na unidade foram marcados para o fim de semana. Segundo ela, os serviços de saúde não serão prejudicados, pois a agenda foi reorganizada para realizar a manutenção. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Reformas nas UBSs do Riacho Fundo modernizam estrutura para atender mais de 45 mil pacientes da região

As duas unidades básicas de saúde (UBS) do Riacho Fundo passam por obras para oferecer mais conforto aos mais de 45 mil usuários do serviço público na região. A UBS 1, maior unidade da região, está em processo de manutenção estrutural, com reparos no telhado, piso, sistema hidráulico e elétrico, além da substituição de revestimentos e pintura. O investimento é de R$ 500 mil para deixar o espaço mais moderno e acolhedor. As UBSs 1 e 2 do Riacho Fundo passam por obras de modernização para atender mais de 45 mil pacientes da região | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Durante as obras, os atendimentos foram transferidos para o Centro de Convivência do Idoso (CCI) da cidade e para uma área na rodoviária da cidade, onde funciona a farmácia e a sala de vacina. De acordo com o diretor administrativo da Região de Saúde Centro-Sul,  Evillasio Ramos, essa é a primeira grande reforma na UBS 1 desde que foi inaugurada. “Essa unidade foi construída nos anos 1990 e estamos investindo em torno de R$ 500 mil para substituir o telhado para sanar infiltrações, canalizar a fiação que antes estava exposta e trocar parte do piso”, explicou. A UBS 1 tem cerca de 30 mil pessoas cadastradas, que contam com serviços de atendimento médico, pré-natal, controle de hipertensão e diabetes, além de vacinação e exames laboratoriais. “Mesmo com as obras, nenhum paciente ficou desassistido. A administração disponibilizou espaços alternativos para garantir a continuidade dos atendimentos. Os serviços odontológicos permaneceram nas dependências da UBS 1, em um prédio independente”, afirmou o diretor regional de Atenção Primária, Luiz Henrique Mota. “Mesmo com as obras, nenhum paciente ficou desassistido”, disse Luiz Henrique Mota, diretor regional de Atenção Primária As reformas são fundamentais para garantir um acolhimento de qualidade à população. “Ano passado, essa unidade fez 39 mil atendimentos e mais de 103 mil procedimentos, incluindo serviços odontológicos e curativos. Com essa revitalização, os moradores terão uma estrutura mais moderna e eficiente”, destaca Luiz Henrique. Já a UBS 2 recebeu pintura nova e manutenção predial, com um investimento de R$ 80 mil. A unidade, que conta com aproximadamente 15 mil pessoas cadastradas, segue funcionando normalmente, oferecendo atendimento à população sem interrupções.

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Rede pública de saúde do DF oferece vasectomia, opção segura de planejamento familiar

A escolha de não ter mais filhos é uma decisão que transforma vidas e reforça a autonomia no planejamento familiar. Para muitos homens no Distrito Federal, essa transformação se concretizou em 2024, quando 612 vasectomias foram realizadas na rede pública de saúde. O procedimento, que combina segurança, eficácia e acessibilidade, é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde, por meio de atendimento inicial nas unidades básicas de saúde (UBSs). O urologista Álvaro Canuto, referência técnica distrital na área, da Secretaria de Saúde (SES-DF), enfatiza a importância da vasectomia no planejamento familiar. “É uma solução segura e eficaz, permitindo ao casal interromper o uso de outros métodos contraceptivos, sendo menos invasiva que a laqueadura tubária”, destaca. Uma das vantagens da vasectomia é que ela é um método menos invasivo do que opções femininas, como a laqueadura tubária | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF O advogado Raphael Souza, pai de três crianças, foi um dos pacientes que optaram pela vasectomia em 2024. “Minha esposa e eu decidimos que não queríamos mais filhos e o procedimento para ela seria mais invasivo. Fiz a cirurgia no Hospital Regional de Samambaia e, em 19 dias, estava quase totalmente recuperado. Recomendo pela simplicidade e eficácia”, relata. Para a vasectomia é feita anestesia local e não há necessidade de internação. O procedimento consiste na interrupção do fluxo de espermatozoides para a uretra, impedindo a gravidez. “Os riscos são mínimos, como sangramento ou infecções. Quando ocorrem, evoluem favoravelmente, na maioria dos casos, se detectados e tratados adequadamente”, explica Canuto. Arte: Divulgação/Agência Saúde-DF Mitos sobre a vasectomia Apesar de ser um método seguro, a vasectomia ainda enfrenta resistência devido a mitos, especialmente no que se refere aos impactos na vida sexual. Muitos homens temem que o procedimento afete a libido ou cause disfunção erétil. “A cirurgia não interfere na produção hormonal nem no desempenho sexual, pois apenas interrompe o transporte dos espermatozoides”, esclarece Álvaro Canuto. Após a cirurgia, o paciente só é considerado estéril e pode suspender outros métodos contraceptivos após realizar um espermograma, exame que confirma a ausência de espermatozoides no sêmen. O exame deve ser feito entre 60 e 90 dias após o procedimento. Em casos de arrependimento, a reversão é possível, mas o sucesso depende de alguns fatores, como o tempo decorrido desde a vasectomia. Álvaro Canuto explica que não há método contraceptivo 100% eficaz, entretanto, a vasectomia é uma das técnicas que apresentam menores taxas de falha. Acesso ao procedimento Para ser elegível à vasectomia, o homem deve ter 21 anos ou mais, ou pelo menos dois filhos vivos, conforme a Lei nº 14.443/2022, que regulamenta o Planejamento Familiar. Além disso, é necessário manifestar a vontade por escrito, com assinatura de termo de consentimento 60 dias antes da cirurgia. Os interessados devem procurar a UBS de referência, onde serão orientados por uma equipe multidisciplinar e, após triagem inicial, encaminhados a um dos hospitais regionais capacitados, como o da Asa Norte (Hran), de Ceilândia (HRC), do Gama (HRG), da Região Leste (HRL), de Sobradinho (HRS), Santa Maria (HRSM) e de Taguatinga (HRT). *Com informações da Secretaria de Saúde

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UBS promove festa de Carnaval com ações de saúde

Com o objetivo de aliar cuidados com a saúde ao bem-estar da população, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 7 do Paranoá, localizada na região do Café sem Troco, realizou neste sábado (22) uma festa de Carnaval. Durante o evento, os participantes tiveram acesso a serviços de prevenção a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) enquanto aproveitavam momentos de lazer. Ampliando o cuidado para além da saúde física, a UBS 7 do Paranoá realizou uma festa de carnaval e ofereceu testagem rápida para ISTs | Fotos: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A equipe da UBS ofereceu testagem rápida para HIV e sífilis, além de orientações gerais sobre infecções sexualmente transmissíveis. Também foram distribuídos preservativos, lubrificantes e kits odontológicos. O evento contou ainda com palestras educativas, sorteio de brindes e música ao vivo, proporcionando um ambiente animado e acolhedor. A coordenadora da unidade, Juliana Marques Oliveira, destacou a importância da iniciativa para a comunidade: “Esta é uma região onde muitas pessoas vivem em situação de vulnerabilidade, e nem todos têm o costume de comemorar o Carnaval. Decidimos criar esse momento festivo e, ao mesmo tempo, promover ações de saúde relacionadas à temática, como a testagem para ISTs”. Entre os participantes, Maria Ivone da Silva, de 56 anos, elogiou a iniciativa e aproveitou a oportunidade para realizar a testagem gratuita. “Achei tudo muito bom, o povo estava animado. Quando meu menino me falou do evento, decidi participar. Quero aproveitar até o final”, contou. Maria Ivone da Silva realizou a testagem rápida para HIV e sífilis, e aproveitou a festa: “Achei tudo muito bom, o povo estava animado” Serviços A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibiliza gratuitamente preservativos, lubrificantes e materiais informativos em diversos pontos, como as 176 UBSs, o Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), o Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) e a Unidade de Testagem e Aconselhamento (Utai). Os endereços estão disponíveis no site da SES-DF por meio deste link. A testagem rápida para ISTs também pode ser realizada em qualquer um desses locais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)  

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Distrito Federal e mais 11 estados são atingidos pela terceira onda de calor do ano

Uma nova onda de calor chega ao Distrito Federal, e, com a sensação térmica elevada e a intensa exposição ao sol, é necessário atenção redobrada para manter a saúde e evitar sintomas comuns nesse período, como cansaço e dores de cabeça. Esta é a terceira vez que as temperaturas altas atingem o território brasileiro desde o começo do ano. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as temperaturas sigam intensas até o fim da semana em áreas do Sul, Sudeste e Nordeste, com máximas que podem ficar mais de 5°C superiores à média climatológica para o período. Temperaturas altas expõem as pessoas a diversos riscos, alerta a Defesa Civil | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Os alertas têm por objetivo a proteção da população e a informação sobre os riscos mais altos nesse período de calor. Usamos a prevenção para mitigar as consequências que as temperaturas mais elevadas podem trazer” Capitão Mauro Coimbra, gerente da Defesa Civil A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e monitora continuamente as condições climáticas do DF aferidas pelo Inmet. Quando observados índices inferiores a 30% persistentes por dois dias consecutivos, a pasta emite alertas à comunidade. Os alertas são enviados por SMS, destacando a importância dos cuidados necessários neste período. Para recebê-los, é preciso fazer um cadastro prévio, enviando o CEP para o número 40199. O gerente da Defesa Civil, capitão Mauro Coimbra, reforça: “Os alertas têm por objetivo a proteção da população e a informação sobre os riscos mais altos nesse período de calor. Usamos a prevenção para mitigar as consequências que as temperaturas mais elevadas podem trazer”.  Entre as principais orientações da Defesa Civil estão manter a atenção com a hidratação de recém-nascidos, crianças, idosos e doentes; evitar a exposição direta ao sol nos horários de maior calor; usar roupas leves e arejadas e também utilizar umidificadores de ar ou toalhas molhadas. Com as altas temperaturas, também é inadequado deixar crianças ou animais no interior de veículos estacionados. Em situações de risco, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros (CBMDF) pelo telefone 193. Cuidados com a saúde A chefe do serviço de Nefrologia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Núbia Moreira, afirma que durante o calor a perda de água pelo organismo é maior, aumentando a chance de desidratação: “As consequências são maiores chances de dor de cabeça, fraqueza, tontura, cansaço, cãibras e ressecamento da boca e pele, além da possibilidade de sintomas mais graves, como a queda brusca da pressão arterial, confusão mental, coma e até morte. A desidratação é mais comum em pacientes pediátricos e idosos, por isso é importante manter atenção redobrada com essa faixa etária”. Confira, a seguir, quatro dicas importantes com os principais cuidados que a população deve ter nesse período mais quente, de acordo com a especialista da área de saúde. Hidratação Uma das principais recomendações é manter bom nível de hidratação; cada pessoa deve ingerir uma média de 35ml de água por quilograma de peso, diariamente | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Manter-se hidratado é essencial, sendo indicado tomar muita água durante o dia, mesmo sem sentir sede. Cada pessoa deve ingerir uma média de 35ml por quilograma de peso diariamente;  em dias quentes, esse valor pode extrapolar essa quantidade. Para uma pessoa de 60 kg, seriam 2,1 litros de água por dia. As exceções ficam para pacientes com restrição da ingestão hídrica (com deficiência da função renal que não conseguem eliminar líquido adequadamente pela urina) ou aqueles com insuficiência cardíaca, que também podem apresentar dificuldades – como inchaço e cansaço, a depender da quantidade de líquido ingerida. Também é primordial ter atenção ao consumo excessivo de álcool, visto que bebidas alcoólicas causam desidratação por ser uma substância diurética que aumenta o fluxo urinário. Logo, é importante que a pessoa que decida consumir álcool também opte por beber água constantemente. Alimentação balanceada A alimentação também precisa ser pensada para dias mais quentes, dando preferência para alimentos leves, de digestão mais rápida e ricos em água. Evitar consumo excessivo de sal que pode ajudar na retenção hídrica, aumentando a sede e necessidade do organismo por água. Optar por uma alimentação leve e rica em frutas, verduras e legumes ajuda não só a minimizar os sintomas causados pelo calor, mas também a manter o sistema imunológico preparado para enfrentar adversidades que podem surgir nesse período. Evitar esforços Outra dica importante é evitar esforço extenuante ou atividade física nos horários mais quentes do dia, interrompendo a atividade imediatamente sempre que sentir cansaço excessivo, dificuldade para respirar ou tontura durante o exercício. Roupas leves e baixa exposição ao sol É recomendado ter atenção às vestimentas, preferindo roupas mais frescas e tecidos mais naturais, como algodão e linho, evitando peças que esquentam mais como as que possuem poliéster na composição. A pele também requer proteção especial. Para uma proteção maior do corpo contra os raios solares, além do filtro solar, é recomendado o uso de roupas com fatores UV certificados. Esse material protege até 98% dos raios que atingem a pele, sendo indicado principalmente para crianças e idosos. Chapéus e bonés devem ser incluídos como parte da proteção. Outras orientações da Secretaria de Saúde (SES-DF) e da Defesa Civil incluem evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 16h, reaplicar o filtro solar a cada duas horas ou após contato com água ou suor, manter uma boa hidratação, usar hidratante facial e corporal à noite, buscar sombras e evitar exposições diretas ao sol. A desidratação devido à exposição excessiva ao sol pode causar queimaduras e insolação, ocasionando sintomas como náuseas, vômitos, diarreias e até arritmias. Caso apresente qualquer um desses sinais, a pessoa deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) ou, em casos de emergência, a unidade de pronto atendimento (UPA) mais próxima.

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