Sem chuva há mais de 50 dias, DF acende alerta para incêndios florestais
O Distrito Federal enfrenta um período de estiagem e está há 54 dias consecutivos sem precipitações. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a última chuva na capital federal ocorreu em 25 de junho, decorrente de uma massa de ar seco que atua sobre a região Centro-Oeste e inibe a formação de nuvens. Diante do cenário, típico desta época do ano, frentes de trabalho atuam para mitigar os riscos de incêndios florestais por meio de prevenção, monitoramento e combate. Região registra índices baixos de umidade relativa do ar, com temperaturas mais altas durante a tarde; condição aumenta risco de incêndios | Imagem: Divulgação As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar, temperaturas elevadas nas tardes e ventos de fracos a moderados, reduzem a umidade disponível no solo e na vegetação do Cerrado. Essa combinação aumenta o risco de ignição e acelera a propagação do fogo, o que demanda atenção redobrada. Temperatura tende a ser amena de manhã, com calor intenso à tarde Segundo o Inmet, nos próximos dias, a previsão aponta para a persistência das condições dos baixos índices de umidade relativa do ar, com possibilidade de atingir níveis críticos no período da tarde, o que pode motivar a emissão de avisos meteorológicos. Em relação às temperaturas, as tendências apontam para uma estabilidade, com manhãs amenas e tardes de calor intenso, o que mantém elevada a amplitude térmica. No Plano Piloto, as mínimas oscilam entre 14°C e 16°C, enquanto as máximas variam de 30°C a 31°C. Nas demais regiões do DF, especialmente no Paranoá, as temperaturas mínimas devem ficar, em média, 1°C abaixo das previstas para Brasília, e as máximas tendem a ser, também em média, 1°C acima, com destaque para a região do Gama. Os ventos, de modo geral, sopram com intensidade fraca a moderada em todo o território, com possibilidade de rajadas pontuais. Ações de prevenção Para conter o avanço do fogo nas áreas protegidas, ações contínuas buscam a redução de material combustível. Somente em 2026, equipes técnicas executaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e estabeleceram 50 quilômetros de aceiros que funcionam como barreiras de proteção dentro das unidades de conservação (UCs). A estruturação do planejamento envolve 150 brigadistas com contratos de dois anos para a manutenção dos trabalhos preventivos ao longo de todo o ano, permitindo que as equipes ajam com antecedência ao período crítico de seca para mitigar o risco de incêndios. Para manter atualizados os registros das áreas das UCs afetadas pelas chamas, o monitoramento utiliza o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas (Promaq), que gera mapas e relatórios periódicos. Entre 2020 e 2024, as áreas que apresentaram maior recorrência de queimadas foram os parques distritais Boca da Mata e Recanto das Emas, a Arie Granja do Ipê, a Floresta Distrital dos Pinheiros e os parques ecológicos Ezechias Heringer, Tororó e Riacho Fundo, além de unidades federais como o Parque Nacional de Brasília, a Floresta Nacional de Brasília e a Reserva Biológica da Contagem. Operação Verde Vivo 3.786 Número de ocorrências de incêndio em vegetação registradas até o dia 16 deste mês no DF A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril com previsão de término em novembro, é estruturada de forma gradual conforme o avanço da estiagem. O foco principal é o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios. Na fase mais crítica, o planejamento prevê o emprego diário de até 169 combatentes e 35 viaturas, além de equipamentos especializados, aeronaves e drones. Em situações de grandes proporções que demandem reforço de pessoal, estima-se a mobilização de um contingente adicional de até mil profissionais dedicados ao combate de incêndios florestais. No monitoramento de áreas vulneráveis, empregam-se recursos tecnológicos como câmeras, imagens de satélite, aeronaves tripuladas e drones. Até o dia 16 deste mês, o DF contabilizou 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante o período da operação Verde Vivo, com picos em julho (1.096 ocorrências) e agosto (1.012 ocorrências até o dia 16). Os números atuais mostram-se inferiores aos do mesmo período de 2025, quando o DF registrou 4.346 ocorrências até 16 de agosto, sendo 3.512 no decorrer da operação daquele ano. Impacto ambiental e legislação Os incêndios descontrolados provocam danos ambientais. O fogo causa a perda de biomassa e a degradação do solo pela queima de matéria orgânica superficial — o que estimula a erosão e o assoreamento de cursos d'água, além de alterar a estrutura da vegetação lenhosa e reduzir a fauna nativa. Multa por provocar queimadas irregulares pode passar de R$ 50 mil A fumaça gerada também compromete a qualidade do ar, provocando desconforto respiratório para a população urbana. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) durante o incêndio no Parque Nacional de Brasília em 2024 registrou alteração na qualidade do ar e na rotina dos moradores da capital. A legislação estabelece sanções para quem provocar queimadas irregulares. O uso do fogo para fins agropastoris sem autorização legal sujeita o responsável a multas de R$ 1.000 por hectare ou fração, conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. Caso o fogo atinja áreas sob proteção legal, como unidades de conservação e áreas de preservação permanente (APPs), a conduta é classificada como infração grave, com penalidades que superam R$ 50 mil, além de embargo da área e a obrigação de recuperação ambiental. Orientações Recomenda-se hidratação constante durante todo esse período de seca | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A colaboração dos cidadãos é fundamental para conter incidentes. Veja abaixo as principais orientações de utilidade pública. ► Evitar o uso do fogo Não utilizar chamas para limpeza de terrenos rurais e não queimar lixo, restos de poda ou folhas secas. ► Descarte seguro Não atirar bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou margens de rodovias. ► Cuidados com faíscas Evitar fogueiras e fogos de artifício próximos a áreas verdes. ► Cuidados de saúde Beber água para manter a hidratação, umidificar ambientes internos, evitar desperdícios no uso da água e reduzir a exposição direta ao sol nos períodos mais quentes do dia, entre as 10h e as 16h. ► Ao avistar um foco de incêndio ativo, a orientação é manter distância da área de risco e acionar o telefone de emergência 193, informando o endereço exato ou pontos de referência. Denúncias sobre infrações ambientais e queimadas irregulares podem ser feitas pelos canais telefônicos como o 162.
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Projeto Nave supera 400 aprovações e amplia acesso ao ensino superior
Mais de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal já conquistaram uma vaga no ensino superior por meio do Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), iniciativa que nasceu no Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga e integra as ações da Secretaria de Educação (SEEDF) para fortalecer o acesso dos jovens às universidades. O projeto se consolidou como uma referência de preparação acadêmica na rede pública, ampliando horizontes, incentivando o protagonismo estudantil e mostrando o potencial transformador da educação. Comunidade escolar se reuniu recentemente no auditório do CEM 03 de Taguatinga para celebrar conquistas dos estudantes e os três anos do projeto Nave | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Recentemente, a comunidade escolar se reuniu para celebrar os três anos de atuação do projeto em uma cerimônia que contou com a presença de estudantes, familiares, educadores e autoridades, entre elas a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves. “Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas” Regina Cotrim, professora e coordenadora do projeto Nave Idealizado e coordenado pela professora Regina Cotrim, o Nave atua como um projeto de mediação pedagógica voltado para a democratização do acesso à universidade. A iniciativa prepara estudantes para processos seletivos e fortalece a permanência dos jovens em seus projetos de vida acadêmicos. Os números refletem esse alcance: são quase 200 aprovações na Universidade de Brasília (UnB), além de vagas conquistadas no Instituto Federal de Brasília (IFB), na Universidade do Distrito Federal (UnDF), em universidades federais de diferentes estados e em programas de bolsas de estudo, como o Prouni. Atualmente, mais de 700 estudantes participam das atividades do projeto. Transformação coletiva e apoio institucional Mais do que um curso preparatório, o Nave fundamenta-se na pedagogia histórico-crítica e busca ampliar o acesso dos estudantes ao conhecimento e às oportunidades educacionais. Durante a solenidade, a professora destacou o propósito de fazer da educação um instrumento efetivo de transformação social. A secretária de Educação, Iêdes Braga, ressaltou o papel da escola pública como espaço de oportunidades e de transformação social “Sonhamos com uma escola pública que não fosse um lugar de passagem, mas um lugar de chegada. Um lugar onde o filho da classe trabalhadora pudesse entrar pela porta da frente da universidade e dizer: ‘Este espaço também é meu’”, declarou Regina Cotrim. “Celebrar três anos e mais de 400 sonhos realizados é provar que, quando a escola pública se organiza com rigor e com coração, ela é imbatível”, completou. A iniciativa também recebeu reconhecimento da SEEDF. Presente à celebração, a secretária de Educação, Iêdes Soares Braga, destacou que experiências como a do Nave demonstram o potencial transformador da rede pública quando há engajamento da comunidade escolar e compromisso com os estudantes. “O CEM 03 hoje tem uma experiência riquíssima que precisa ser compartilhada. Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas”, afirmou. A força das famílias e os voos dos estudantes O apoio familiar é um dos pilares do projeto; durante a cerimônia, pais e mães de estudantes aprovados compartilharam momentos de emoção e gratidão com a equipe escolar “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro” Viviane Oliveira, representante dos pais dos estudantes aprovados O sucesso do Nave também passa pelo envolvimento das famílias, que encontram no projeto um importante suporte para incentivar os sonhos dos filhos. Representando os pais dos estudantes aprovados, Viviane Oliveira emocionou o público ao ler uma carta de agradecimento à equipe pedagógica. “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Vocês ofereceram o acolhimento, a estrutura e a direção certeira de que eles precisavam para navegar. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro”, afirmou. Esse futuro já é realidade para jovens como Amy Lee Oliveira, filha de Viviane e estudante da Universidade de Brasília (UnB). Ela conta que, no início do ensino médio, enxergava a universidade pública como um objetivo distante. A perspectiva começou a mudar com o acompanhamento da equipe pedagógica e a participação em visitas guiadas. “O projeto foi muito importante na minha trajetória porque me ajudou a perceber que eu também poderia pertencer à universidade pública e que esse espaço era uma possibilidade real para mim”, relata. [LEIA_TAMBEM]Hoje, vivendo a rotina acadêmica, Amy celebra a conquista. “No começo das aulas, muitas vezes parecia que aquilo tudo que eu estava vivendo não era real. Eu ficava encantada toda vez que chegava na universidade, principalmente por perceber que um lugar que antes parecia tão distante agora fazia parte da minha vida”, comemora. Ao longo de três anos, o Nave tornou-se referência dentro da rede pública do Distrito Federal ao demonstrar que, com orientação, acompanhamento e incentivo, a escola pública pode ampliar horizontes e aproximar milhares de jovens do ensino superior. A experiência do CEM 03 de Taguatinga reforça o compromisso da SEEDF com a construção de oportunidades e com o fortalecimento de trajetórias acadêmicas bem-sucedidas para estudantes de todas as regiões do DF. *Com informações da Secretaria de Educação
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Governadora destaca parceria com a Fecomércio para criação do Polo Tecnológico no SCS
A governadora Celina Leão participou, neste sábado (20), da cerimônia de posse do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e dos demais membros da diretoria. Durante o evento, a chefe do executivo ressaltou a parceria com a entidade para a criação do Polo Criativo Tecnológico no Setor Comercial Sul (SCS), que prevê revitalizar, reocupar os espaços e retomar a vocação econômica da região. Celina Leão na posse de José Aparecido: parceria com a Fecomércio para a criação do Polo Criativo Tecnológico no Setor Comercial Sul | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Nós abraçamos o projeto e, agora, a determinação do governo é que seja feito, implementado e que sejam tomados os trâmites burocráticos” Governadora Celina Leão O inteiro teor do estudo Diagnóstico do Setor Comercial Sul, feito pela Universidade Católica e pela Universidade de Brasília, com parceiros do setor produtivo e do próprio Governo do Distrito Federal (GDF), foi apresentado em reunião nesta semana. “Nós abraçamos o projeto e, agora, a determinação do governo é que seja feito, implementado e que sejam tomados os trâmites burocráticos”, enfatizou a governadora. Identidade visual Segundo a Fecomércio-DF, o SCS conta com dez prédios e cerca de 1,2 mil lojas e salas desocupadas. “A grande transformação começa com a parceria, com a consultoria que a Fecomércio-DF fez, com uma identidade visual maravilhosa. Acredito que quando estiver pronto, será um grande local de entretenimento e cultura”, defendeu Celina Leão. Ainda durante a solenidade, a chefe do Executivo salientou a atuação da entidade na capital, com ênfase ao trabalho exercido pelo presidente José Aparecido. “A Fecomércio-DF tem feito um trabalho incrível, com a inauguração de várias unidades e investimento de mais de R$ 1 bilhão no Distrito Federal. É um braço muito poderoso que temos e que nos ajuda em todas as áreas: educação, saúde, qualificação. A recondução do José Aparecido e de toda a sua diretoria por unanimidade foi o reconhecimento do seu trabalho”, complementou. Governadora está determinada a investir no projeto, que vai além do polo tecnológico: "Quando estiver pronto, será um grande local de entretenimento e cultura” "A Fecomércio é a favor de que haja moradias também no Setor Comercial Sul, com estudo, respeitando todas as normas de tombamento. Quando tiver movimentação e dermos vida 24 horas, o setor vai melhorar. É uma questão de tempo" José Aparecido, presidente da Fecomércio-DF Aparecido foi eleito para um mandato tampão, em 2021, e, na sequência, para o mandato regular, em 2022. No final de maio deste ano, foi reconduzido ao cargo de presidente por unanimidade, seguindo como presidente dos conselhos regionais do Sesc-DF e do Senac-DF pelos próximos quatro anos. “Quando nós assumimos, não tínhamos planejamento, então planejamos executando. Agora nós temos projetos de expansão, inclusive com aquisições de imóveis para fazer essas expansões. Nós levamos aos quatro cantos do Distrito Federal polos do Senac de Qualificação para ajudarmos a Secretaria de Educação na oferta de ensino técnico, e a parceria vai continuar sendo ampliada nos próximos quatro anos”, garantiu o presidente. Sobre o Polo Criativo Tecnológico no SCS, ele ressaltou a importância da ocupação do setor. “Já conseguimos inserir muitos códigos de atividade para empresas irem para lá. Mas, além das empresas, precisamos de movimentação. Por isso, a Fecomércio-DF é a favor de que haja moradias também no Setor Comercial Sul, com estudo, respeitando todas as normas de tombamento. Quando tiver movimentação e dermos vida 24 horas, o setor vai melhorar. É uma questão de tempo, o projeto é muito bonito e será maravilhoso para o setor produtivo do Distrito Federal”, explicou. Atualmente, o setor de comércio de bens, serviços e turismo responde por 95,4% do PIB local e por mais de 67% dos empregos formais, que representam mais de 731 mil trabalhadores de um total de mais de 1,06 milhão de vínculos formais. Representante do segmento, a Fecomércio-DF e os sindicatos empresariais que integram sua estrutura reúnem 277 mil empresas na capital.
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Capacitação garante mais segurança no manejo de animais no zoo
Com o objetivo de fortalecer a segurança no manejo dos animais e promover a saúde integrada entre fauna, profissionais e meio ambiente, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília realizou, nesta segunda (1º) e nesta terça (2), uma capacitação sobre biossegurança e biosseguridade voltada aos profissionais que atuam no manejo de animais silvestres da instituição. O treinamento ocorreu em parceria com o Grupo de Estudo e Pesquisa de Animais Silvestres (Gepas), da Universidade de Brasília (UnB). A iniciativa foi conduzida para atualizar conhecimentos e reforçar procedimentos essenciais para a prevenção de acidentes, doenças e contaminações. Durante o curso, os participantes discutiram conceitos relacionados à saúde ocupacional, ao manejo seguro dos animais e à prevenção da disseminação de agentes infecciosos. Parceria consolidada Segundo a coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília, Tânia Junqueira Borges, a capacitação faz parte de uma parceria já consolidada entre a instituição e o grupo de estudos da UnB, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa, extensão e prática profissional. Treinamento teve como objetivo reciclar conhecimentos e aprimorar rotina de trabalho de profissionais do Zoo | Foto: Divulgação/Jardim Zoológico "Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos” Tânia Junqueira Borges, coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília “A proposta do curso foi trabalhar conceitos de biossegurança e biosseguridade, que estão diretamente ligados à saúde dos animais, do meio ambiente e dos profissionais que atuam no Zoológico de Brasília. Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos”, explica Tânia. A diretora destaca que os conceitos, embora semelhantes, possuem diferenças importantes. Enquanto a biossegurança está relacionada a práticas e procedimentos que garantem a segurança no trabalho, a biosseguridade envolve medidas voltadas para a proteção da saúde animal, ambiental e humana de forma integrada e com enfoque sanitário, seguindo os princípios da abordagem One Health (Saúde Única). Conhecimento aplicado ao manejo Para os participantes, o treinamento representou uma oportunidade de reciclar conhecimentos e aprimorar a rotina de trabalho. O tratador Carlos Eduardo Nunes destaca que, independentemente da experiência profissional, revisitar conceitos e se capacitar é sempre fundamental. “Por mais que a gente receba treinamento antes de começar a trabalhar, é importante relembrar conceitos que, às vezes, acabam passando despercebidos na correria do dia a dia. Essa capacitação melhora nossa atenção em relação aos recintos, aos animais e também aos cuidados com nossa própria segurança”, comenta. [LEIA_TAMBEM] Arthur Freitas, estudante de medicina veterinária da UnB e integrante do Gepas, destaca a importância de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade vivida pelos profissionais do zoológico. “Nosso objetivo é colaborar para que os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres possam aliar a teoria à prática diária”, explica. Arthur ressalta que a capacitação também busca conscientizar os participantes sobre riscos biológicos presentes na rotina de manejo. “Existem diversos microrganismos e agentes infecciosos aos quais os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres podem estar expostos sem perceber. Por isso, trabalhamos a importância do autocuidado e da adoção de medidas preventivas. A saúde dos animais e dos profissionais caminham juntas. Um animal doente pode representar um risco para o tratador, assim como um tratador doente pode representar um risco para os animais”, explica Arthur. Além do treinamento, a equipe recebeu uma cartilha elaborada pelo Gepas/UnB e também teve a oportunidade de participar de treinamento prático no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília. *Com informações do Jardim Zoológico
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Ação educativa reforça prevenção de incêndios florestais no Park Way
Quem passar pela feirinha da Quadra 14 do Park Way entre as 8h e as 12h desta sexta-feira (24) terá uma oportunidade de refletir sobre os riscos da queima de lixo e de restos de poda. Em iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), haverá uma ação educativa de prevenção a incêndios florestais, durante a qual os veículos serão abordados por equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Representantes de diferentes órgãos do GDF participam da mobilização | Foto: Divulgação/Sema-DF A iniciativa faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif) da secretaria, com apoio de órgãos como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Caesb, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília (UnB). [LEIA_TAMBEM]A mobilização busca reduzir os focos de incêndio e as áreas queimadas no Park Way, com atenção especial à Área de Proteção Ambiental (APA) do Gama e Cabeça de Veado, uma das regiões ambientalmente sensíveis do Distrito Federal. Também vão participar 30 estudantes do 5º ano do ensino fundamental do Centro Educacional de Vargem Bonita. Além de contribuir para a conscientização dos motoristas, os alunos atuam como multiplicadores de informação ambiental em suas comunidades, especialmente em áreas rurais onde muitos residem. O Ppcif reúne mais de 20 instituições, incluindo Instituto Brasília Ambiental, Defesa Civil, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Novacap, Marinha, Aeronáutica, Emater, Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), Jardim Botânico de Brasília e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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Medalhistas da Obmep já podem se inscrever em iniciação científica
Estudantes do Distrito Federal que conquistaram medalha na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) já podem se inscrever no Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O prazo vai até o dia 23 deste mês, com inscrição feita exclusivamente pelo site do programa, por meio de login e senha enviados por e-mail aos medalhistas. Atividades têm como objetivo incentivar estudantes a investirem no aprendizado e na autonomia | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF Em 2025, o DF somou 260 medalhistas, entre estudantes da rede pública (205) e privada (55), além de 762 menções honrosas, 538 delas destinadas a alunos de escolas públicas. Podem participar do 20º PIC estudantes premiados com medalha nacional (ouro, prata ou bronze). Em caso de vagas remanescentes, alunos com menção honrosa poderão ser chamados. De acordo com Luis Lucinger, coordenador do PIC e docente do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB), o programa tem como foco o desenvolvimento de melhores hábitos de estudo. “O PIC Júnior da Obmep visa a desenvolver no aluno o hábito do estudo qualificado da Matemática, de modo que ele consiga ganhar independência e autonomia no aprendizado, e isso representa uma grande oportunidade de crescimento acadêmico”, resume. Bolsa para estudantes da rede pública Além do aprofundamento acadêmico, participantes da rede pública têm direito a uma bolsa mensal de R$ 300, paga pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante 12 meses, desde que estejam matriculados em escola pública em 2026. Amanda Líride, ao lado de Fernando Alves, ambos medalhistas: “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis” | Foto: Bruno Grossi/SEEDF “A Obmep foi muito importante para mim, porque me mostrou que esses caminhos e programas científicos eram possíveis”, lembra a medalhista e bolsista Amanda Líride, de 14 anos, ex-aluna do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 7 de Brasília. “Nas escolas em que estudei, eu nunca tinha tido contato com medalhistas e não tinha muita ideia do que eram esses programas e bolsas de estudo.” Segundo Amanda, a entrada no PIC representou uma mudança na forma de estudar. “Eu mudei completamente meus métodos, comecei a rever questões, participar de debates, buscar minhas próprias resoluções, e isso mudou minha forma de pensar e de compreender as possibilidades que eu tenho”, afirma. Experiências avançadas Uma boa notícia para quem obteve classificação é anunciada pelo coordenador do PIC: “Os alunos que obtêm as melhores notas podem participar, no ano seguinte, de uma semana de atividades matemáticas intensas, em uma cidade diferente do Brasil, com todos os custos pagos”. Ele se refere ao Encontro do Hotel de Hilbert, uma imersão nacional com cerca de uma semana com atividades intensivas em Matemática, reunindo medalhistas de todo o país com despesas custeadas pelo programa. O encontro reúne anualmente cerca de 150 a 200 medalhistas de todo o país. O medalhista e bolsista do PIC Fernando Alves, 14, alcançou em 2025 a maior nota do país no nível II da Obmep e participou do Encontro do Hotel de Hilbert como um dos momentos mais marcantes da trajetória. “Foi pelo PIC que eu consegui essa experiência incrível, em que a gente viaja e passa cerca de uma semana participando de aulas, palestras, jogos e atividades”, relata. “Foi uma das melhores experiências que eu tive na vida”. [LEIA_TAMBEM]Ex-aluno do CEF 7 de Brasília, Fernando lembra que seu interesse pela Matemática surgiu ainda no ensino fundamental: “Conheci a Obmep no sétimo ano, e foi quando comecei a estudar para a olimpíada que passei a gostar de Matemática, porque os problemas fazem a gente pensar de um jeito diferente, com raciocínio lógico, e não apenas aplicar fórmulas”. As medalhas conquistadas, valoriza ele, abriram caminho para a participação no PIC e para o aprofundamento contínuo nos estudos. O Programa de Iniciação Científica Jr. tem duração de um ano e reúne aulas presenciais em polos universitários e atividades online, com material didático próprio, listas de exercícios e avaliações periódicas, voltadas ao desenvolvimento do raciocínio crítico e ao estímulo à pesquisa científica. Como se inscrever Para confirmar a participação, o estudante deve acessar este site, entrar com login e senha enviados por e-mail, ler atentamente o regulamento e concluir a inscrição até a data final. Outras informações estão disponíveis pelos contatos da Coordenação Regional do PIC-DF, pelo e-mail cric_df@Obmep.org.br e pelo WhatsApp (61) 99529-5093. *Com informações da Secretaria de Educação
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Pesquisa do DF investe em novos protocolos de eletroestimulação para reduzir fadiga muscular
Em busca de protocolos mais seguros, eficientes e compatíveis com o funcionamento fisiológico do sistema neuromuscular, o professor João Luiz Quagliotti Durigan, da Universidade de Brasília (UnB) — especialista em neurofisiologia do movimento e reconhecido no 4º Prêmio FAPDF de CT&I, onde conquistou o terceiro lugar na categoria Pesquisador Destaque – Ciências da Vida — desenvolveu um estudo aprofundado sobre como diferentes tipos de corrente e larguras de pulso influenciam o recrutamento muscular e os mecanismos centrais e periféricos de fadiga. A pesquisa foi viabilizada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). João Luiz Durigan, da UnB, foi premiado pela FAPDF pelo estudo: “Precisávamos entender se equipamentos comuns poderiam oferecer os mesmos benefícios neurofisiológicos com mais conforto” | Fotos: Marck Castro/FAPDF O aperfeiçoamento dos protocolos de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) é um dos desafios centrais da reabilitação fisioterapêutica. Embora amplamente utilizada para ganho de força, preservação muscular e recuperação funcional, a técnica ainda enfrenta obstáculos importantes, especialmente relacionados à fadiga precoce e ao desconforto do paciente. “A literatura sugeria que os pulsos largos poderiam favorecer o recrutamento via medula espinhal, produzindo menos fadiga, mas quase todos os estudos anteriores testavam apenas correntes monofásicas, que são desconfortáveis e pouco usadas na clínica” João Luiz Durigan, professor e pesquisador A proposta surgiu de lacunas identificadas pela própria equipe coordenada por Durigan em uma revisão sistemática liderada pelo laboratório, que classificou a qualidade da evidência disponível como “muito baixa”. Para produzir dados conclusivos, a UnB desenhou um ensaio clínico rigoroso, comparando correntes monofásicas e bifásicas aplicadas com pulsos curtos e pulsos largos. “A literatura sugeria que os pulsos largos poderiam favorecer o recrutamento via medula espinhal, produzindo menos fadiga, mas quase todos os estudos anteriores testavam apenas correntes monofásicas, que são desconfortáveis e pouco usadas na clínica”, explica o professor. “Precisávamos entender se equipamentos comuns poderiam oferecer os mesmos benefícios neurofisiológicos com mais conforto.” Na eletroestimulação, pulso significa o tempo de duração de cada estímulo elétrico enviado ao nervo ou ao músculo. Pulsos curtos (de microssegundos) ativam diretamente os axônios motores — extensões dos neurônios que funcionam como fios condutores, levando o comando da medula espinhal até o músculo — gerando força rápida, porém acompanhada de maior fadiga. Já os pulsos largos, que duram entre 1 e 2 milissegundos, conseguem recrutar fibras sensoriais que desencadeiam o reflexo medular, produzindo contrações mais fisiológicas, distribuídas e resistentes à fadiga. Novas formas de eletroestimulação O ponto de partida da pesquisa foi o reconhecimento de que a EENM convencional, que utiliza pulsos curtos, recruta fibras musculares de maneira pouco fisiológica. No funcionamento natural do corpo, o sistema nervoso segue o princípio de Henneman, recrutando primeiro fibras menores e resistentes à fadiga antes das fibras maiores e mais fatigáveis. Mas na estimulação elétrica tradicional isso não acontece: os pulsos curtos ativam diretamente axônios motores, produzindo contrações intensas, porém rapidamente fatigantes. Eletrodos de posicionamento manipulados em paciente no hospital A literatura indicava que pulsos largos poderiam ativar fibras sensoriais do tipo Ia (responsáveis por detectar o alongamento do músculo e iniciar o reflexo medular), acionando o Reflexo-H, que passa pela medula espinhal antes de retornar ao músculo. Esse caminho gera um padrão de recrutamento mais próximo do fisiológico, reduzindo a fadiga. “Entender a diferença entre via periférica e via central era crucial”, afirma o pesquisador. “O que queríamos descobrir era: qual combinação de corrente e largura de pulso oferece mais força, menos fadiga e maior conforto? E isso vale para reabilitação ortopédica, neurológica, esportiva e geriátrica.” Análise da fadiga muscular A equipe adotou um delineamento cruzado e randomizado, no qual cada participante é comparado consigo mesmo. Esse tipo de desenho elimina variações individuais como limiar de dor, impedância da pele ou diferenças fisiológicas, elevando a precisão dos resultados. Os participantes não sabiam qual corrente estavam recebendo, o que evita influências subjetivas no desempenho e na percepção de desconforto. A combinação metodológica foi um dos pontos fortes do estudo. Ao mesmo tempo, foram registrados: Reflexo-H, que indica ativação pela via central; Onda-M, que reflete ativação direta do músculo (via periférica); EMG (eletromiografia), que revela a atividade elétrica muscular; Torque evocado, que mede a força provocada pela corrente elétrica; CVIM, avaliada antes e depois da estimulação, para medir perda de força; Sensação de desconforto, registrada por escala analógica. O conjunto forma um quadro claro: o Reflexo-H mostra o quanto o sistema nervoso central está engajado; a Onda-M revela a contribuição periférica; o torque e a CVIM mostram o impacto funcional; e a EMG indica o comportamento elétrico do músculo durante a fadiga. “Queríamos um mapa completo da fadiga”, complementa o professor. “Não basta saber se o músculo cansa. É preciso saber onde ele cansa — no nervo, no músculo ou na medula — porque cada origem exige uma estratégia diferente de tratamento.” Para garantir reprodutibilidade, o estudo padronizou posicionamento dos eletrodos, temperatura, horário do dia e incluiu um protocolo de familiarização para que o desconforto inicial não contaminasse os resultados. O que os resultados podem mudar [LEIA_TAMBEM]Os achados mostraram que o local de aplicação e a largura do pulso determinam padrões distintos de ativação muscular. Quando aplicada no tronco nervoso, a corrente de pulso largo gerou maior ativação pela via central, evidenciada pelo aumento do Reflexo-H e menor queda de torque ao longo do esforço. Isso indica menor fadiga e um recrutamento mais natural. Já a aplicação no ventre muscular provocou maior ativação direta e mais torque inicial, mas com fadiga mais acentuada — um comportamento esperado, já que a ativação periférica exige maior custo metabólico. Outra descoberta importante foi que as correntes bifásicas, mais comuns e confortáveis, produziram resultados equivalentes — e em alguns casos superiores — aos das correntes monofásicas. Isso é relevante porque equipamentos bifásicos são mais acessíveis na clínica e melhor tolerados pelos pacientes. O coordenador da pesquisa afirma: “Nossos resultados mostram que a eletroestimulação pode ser personalizada. Se o objetivo é ganho de força, o ventre muscular funciona melhor. Se a meta é resistência, funcionalidade ou menor fadiga, a estimulação via nervo é superior. Isso muda protocolos e decisões clínicas no dia a dia”. As implicações são amplas: pacientes ortopédicos, idosos, indivíduos pós-AVC, pessoas com lesão medular e atletas podem se beneficiar de protocolos mais eficientes, seguros e confortáveis. Próximos passos A infraestrutura necessária para registrar Reflexo-H, Onda-M, EMG e torque com precisão exige equipamentos de alto padrão como sistemas PowerLab, sensores específicos e estimuladores calibrados. Segundo a equipe, o apoio da FAPDF foi essencial para a aquisição desses materiais, permitindo montar um laboratório de referência na área. Para o presidente da Fundação, Leonardo Reisman, investimentos como esse demonstram a importância da ciência aplicada. “Quando fomentamos estudos que unem rigor científico, inovação e impacto social, fortalecemos a reabilitação, formamos especialistas e elevamos o padrão da pesquisa feita no Distrito Federal”, enfatiza. “É ciência que retorna à sociedade em forma de cuidado e qualidade de vida”.
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Diagnóstico aponta caminhos para transformar o Setor Comercial Sul em polo criativo e tecnológico
A Universidade Católica de Brasília (UCB) apresentou, na quarta-feira (3), o relatório da primeira fase do estudo Diagnóstico do Setor Comercial Sul (SCS), que integra ações assistidas pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) no âmbito do programa Desafio DF (2023), que fomenta pesquisas aplicadas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável e ao fortalecimento da economia criativa da região. Setor Comercial Sul é um dos polos empresariais mais tradicionais de Brasília | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “O Setor Comercial Sul tem potencial para se consolidar como um dos grandes polos criativos e tecnológicos do país, e este diagnóstico é a base sólida que orienta essa transformação” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Localizado no centro de Brasília, o Setor Comercial Sul é um dos polos empresariais mais tradicionais da cidade e, ao longo das últimas décadas, passou a enfrentar desafios como esvaziamento, insegurança, fragmentação das atividades econômicas e aumento de espaços ociosos. Esses fatores motivaram a elaboração de estudos e projetos voltados ao fortalecimento da economia criativa — contexto no qual se insere o diagnóstico. “O Setor Comercial Sul tem potencial para se consolidar como um dos grandes polos criativos e tecnológicos do país, e este diagnóstico é a base sólida que orienta essa transformação”, afirmou o secretário de Ciência,Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, durante a apresentação do estudo. Maquete projeta o Polo Criativo Tecnológico para o Setor Comercial Sul | Foto: Divulgação/FAPDF “O que estamos construindo aqui juntos é uma nova dinâmica para o Setor Comercial Sul e para a cidade, com mais vida, mais empresas e mais oportunidades” Niki Tzemos, prefeita do SCS “Estamos celebrando a continuidade de um sonho para o Setor Comercial Sul”, resumiu a assessora especial da FAPDF, Ana Paula Aragão. “Revitalizar este território é reavivar um coração da nossa história e reconectar pessoas, negócios e ideias. A verdadeira inovação não acontece apenas em laboratórios; ela nasce também nas ruas, nos pequenos negócios e nas ideias que precisam de espaço para florescer. E o Setor Comercial Sul será esse espaço.” A prefeita do SCS, Niki Tzemos, enfatizou o impacto do diagnóstico para o futuro do local: “O que estamos construindo aqui juntos é uma nova dinâmica para o Setor Comercial Sul e para a cidade, com mais vida, mais empresas e mais oportunidades”. Ela citou o exemplo do Porto Digital de Recife (PE), reforçando que o polo brasiliense também pode se consolidar como referência nacional em inovação. Metodologia “A vitalidade de um território como o SCS não se explica apenas por números. Ela emerge das relações sociais, dos fluxos urbanos, das práticas culturais e das maneiras como as pessoas produzem e habitam o espaço” Alexandre Kieling, do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da UCB O diagnóstico foi desenvolvido por uma equipe interdisciplinar com mais de 30 pesquisadores da UCB, sob coordenação do professor Alexandre Kieling, do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa. A análise combinou métodos qualitativos e quantitativos, como cartografia social, entrevistas, observação de campo e levantamento socioeconômico e cultural. “A vitalidade de um território como o SCS não se explica apenas por números”, pontuou o professor Alexandre Kieling, do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa da UCB. “Ela emerge das relações sociais, dos fluxos urbanos, das práticas culturais e das maneiras como as pessoas produzem e habitam o espaço.” Durante o evento, pesquisadores do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (Pisac) da UnB apresentaram uma demonstração imersiva com maquete física em realidade virtual, permitindo ao público visualizar cenários possíveis para o futuro da região. O projeto O Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul nasce como uma iniciativa estratégica voltada à transformação de um dos territórios mais emblemáticos da cidade em um espaço vibrante de inovação, cultura, tecnologia e economia criativa. O projeto busca requalificar o território, fortalecer a vitalidade urbana e estimular a atração de negócios inovadores, conectando governo, universidades, setor produtivo e comunidade. A proposta pretende promover inclusão, criatividade, mobilidade, cultura e desenvolvimento econômico sustentável, reafirmando a vocação do SCS para se tornar referência nacional. [LEIA_TAMBEM]A primeira fase — agora concluída — consistiu na produção de um diagnóstico aprofundado do território. Foram mapeados cerca de 5 mil empreendimentos e mais de 500 empresários foram ouvidos, permitindo compreender de forma abrangente a realidade urbana, econômica e cultural da região. O estudo envolveu cartografia social, observação de campo, entrevistas e levantamento socioeconômico, além de articulações com instituições como Sesc, Senac, Sebrae, Fibra, Fecomércio e entidades locais. Próximos passos Com a conclusão do diagnóstico, o projeto segue para a fase de planejamento estratégico e desenvolvimento do zoneamento urbanístico do futuro Polo Criativo Tecnológico. A etapa será conduzida de forma integrada entre UCB, UnB, Secti-DF, FAPDF, setor produtivo e sociedade civil, com o objetivo de estruturar um modelo replicável de governança participativa e orientar ações de ocupação, mobilidade, cultura, inovação e economia criativa. Veja, abaixo, as etapas do projeto Diagnóstico do território (concluído) ⇒ Análise integrada das dinâmicas sociais, econômicas, culturais e urbanísticas do SCS Planejamento Estratégico (em andamento) – formulação das diretrizes que orientarão o futuro do polo, incluindo governança, vocações, cultura, mobilidade e inovação. Zoneamento do polo ⇒ Definição dos usos, áreas prioritárias, integração entre espaço público e iniciativa privada e diretrizes de ocupação. Implementação e ativação do território ⇒ Criação de espaços criativos, laboratórios, centros culturais e estímulo a negócios inovadores e políticas públicas que sustentem a transformação contínua do SCS. *Com informações da FAPDF
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Abertas inscrições para ação especial de prevenção ao câncer do colo do útero
Agência Brasília · ABERTAS INSCRIÇÕES PARA AÇÃO ESPECIAL DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO Até esta quarta-feira (10), mulheres interessadas em fazer exame de HPV podem ser inscrever junto à Secretaria da Mulher (SMDF) — que, em parceria com o Projeto Marco e Hospital Universitário de Brasília (HUB), estará oferecendo diagnóstico rápido, triagem e tratamento oncológico para 50 mulheres no Ambulatório de Ginecologia do HUB. Atendimento estará disponível na sexta-feira (13); recrutamento vai começar às 8h | Foto: Divulgação/SMDF “Cuidar da saúde é um gesto de amor próprio” Celina Leão, governadora em exercício Os atendimentos da ação de saúde dedicada à prevenção do câncer do colo do útero serão prestados no sábado (13), no HUB, das 8h às 11h para o recrutamento e até às 17h para o atendimento médico. A atividade integra o Projeto Marco, pesquisa coordenada pela Fiocruz Brasília em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e outras instituições para testar estratégias inovadoras para o rastreamento da infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principal causador da doença. “Cuidar da saúde é um gesto de amor próprio”, enfatiza a governadora em exercício Celina Leão. “Essa ação reforça o quanto é importante que cada mulher dedique um tempo para si, para prevenir doenças e preservar a própria vida. Às vezes, uma atitude simples faz toda a diferença.” Cobertura [LEIA_TAMBEM]As mulheres selecionadas devem ter entre 30 e 49 anos para o exame de HPV — um método que permite a coleta do material necessário para análise de forma prática e segura. As participantes que obtiverem resultado positivo no teste receberão atendimento médico no mesmo dia, com triagem e início do tratamento, reduzindo o tempo entre diagnóstico e cuidado efetivo. “Muitas vezes a mulher cuida de todos, mas esquece de olhar para si”, avalia a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Essa ação é uma oportunidade de colocar a própria saúde em primeiro lugar, com acolhimento e atenção. Prevenir é um ato de coragem e cuidado.” A autocoleta tem se mostrado eficaz para ampliar a cobertura do exame preventivo, especialmente entre mulheres com dificuldades de acesso ao sistema de saúde. O Projeto Marco também utiliza tecnologias portáteis para diagnóstico imediato, garantindo agilidade e conforto no atendimento. As inscrições devem ser feitas por meio do formulário online disponível neste link. As vagas são limitadas. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Descarte de eletroeletrônicos bate recorde nos pontos de entrega voluntária do DF
Cerca de 450 toneladas de eletroeletrônicos foram devolvidas de maneira positiva à sociedade a partir da coleta nos pontos de entrega voluntária (PEVs), entre janeiro e julho deste ano. O resultado inédito é fruto do Acordo de Cooperação entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletrônicos e Eletrodomésticos (Abree). Espalhados em mais de 120 pontos do Distrito Federal, os PEVs são espaços físicos ou recipientes onde os cidadãos podem fazer o descarte consciente. Pontos de entrega voluntária são importantes para separar material que pode ser reaproveitado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Os equipamentos são doados para escolas, hospitais, comunidades em geral, então o projeto atende a sociedade, retira o lixo tóxico do meio ambiente e proporciona mais vida útil dos produtos para todos” Luciano Miguel, subsecretário de Gestão das Águas e Registros Sólidos A iniciativa promove a sustentabilidade via logística reversa, ou seja, reduz o impacto ambiental por meio da reutilização de produtos mesmo após o fim da vida útil. “Considerando os anos anteriores, estamos com perspectivas satisfatórias”, comemorou o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel. “Acreditamos que, ainda em 2025, a gente consiga superar os resultados em até 750 toneladas recolhidas”, prossegue o gestor. “Essa é a nossa grande expectativa, pois estamos retirando material do meio ambiente e, assim, evitamos a contaminação do solo, das nossas nascentes e devolvemos esse material de forma positiva.” Segundo Miguel, a ideia é assegurar a maior destinação possível para reaproveitamento e remanufatura de equipamentos, desde CPUs, teclados, telas de monitores, aparelhos telefônicos, impressoras, pilhas, baterias, cabos etc. “Isso é muito importante, também, porque os equipamentos são doados para escolas, hospitais, comunidades em geral, então o projeto atende a sociedade, retira o lixo tóxico do meio ambiente e proporciona mais vida útil dos produtos para todos”, ressaltou. Os pontos de entrega estão situados em locais estratégicos e de grande circulação no DF, como rodoviárias, estações de metrô, unidades do Sesc, Sesi, Senac, Universidade de Brasília (UnB) e parques ecológicos, além de órgãos públicos, como ministérios e administrações públicas. A Sema-DF também tem promovido, em parcerias, eventos de descartes para convidar a sociedade à conscientização. Outra possibilidade é a coleta em domicílio para descartes acima de 30 kg. Para isso, basta agendar gratuitamente junto ao operador responsável (Zero Impacto), por meio do formulário neste link ou pelo WhatsApp (61) 3301-3584. O horário de agendamento é das 9h às 17h. Coletas abaixo de 30 kg serão avaliadas. Acordo responsável É importante saber descartar equipamentos eletrônicos, que, sem reciclagem, podem contaminar o meio ambiente O acordo entre a Sema-DF e a Abree cumpre uma exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) pela logística reversa por meio do compartilhamento de responsabilidades entre fabricantes, importadores, distribuidores e consumidores desses materiais. Nessa parceria, a Abree é responsável pela logística de coleta, transporte e destinação final ambientalmente adequada. [LEIA_TAMBEM]Os equipamentos eletrônicos podem contaminar o meio ambiente a partir da presença de substâncias tóxicas, como polímeros antichama e metais pesados - mercúrio, chumbo e cádmio. O lixo tóxico ganha volume e dificulta a reciclagem, além de causar danos à saúde humana. Para atender as exigências legais, a reciclagem transforma o resíduo em matéria-prima e retorna à cadeia produtiva, na logística reversa. Outros materiais também podem ser coletados em PEVs, como medicamentos, óleo de cozinha, pneus, vidros, embalagens de agrotóxicos, chapas de exames de raio-x e embalagens de óleo lubrificante. Conheça os principais pontos de descarte disponíveis no DF.
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Prorrogadas inscrições para primeira etapa do edital Start BSB
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) informa que as inscrições para a primeira etapa do edital Start BSB foram prorrogadas até o dia 14 deste mês. A prorrogação atende à alta procura e amplia as oportunidades para que empreendedores em fase inicial possam participar da seleção. Programa oferece capacitações, mentorias e suporte técnico especializado | Imagem: Divulgação/FAPDF O Start BSB é um programa de apoio a startups que buscam estruturação, validação de modelo de negócio e inserção no mercado. A iniciativa oferece capacitações, mentorias e suporte técnico especializado, além de promover a conexão entre empreendedores, pesquisadores e investidores. [LEIA_TAMBEM]O processo seletivo está dividido em duas etapas obrigatórias. A primeira é a que está prorrogada até o dia 14; a segunda transcorre entre os dias 15 e 29 deste mês. As inscrições podem ser feitas por meio da plataforma indicada no edital. Podem participar startups sediadas no Distrito Federal que estejam em fase inicial de desenvolvimento. O Start BSB é uma iniciativa da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto MultipliCidades e da Camp, com apoio da FAPDF. Mais informações sobre o programa e o edital estão disponíveis no site oficial do programa. *Com informações da FAPDF
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Protagonismo feminino no campo é destaque na IV Feira do Produtor Rural
Com apoio da Secretaria da Mulher (SMDF), a Universidade de Brasília (UnB) promove, em 3 e 4 de julho, a IV Feira do Produtor Rural, evento que este ano chega com o tema “Valorizando as Mulheres do Campo”. Com uma programação intensa e gratuita, a feira ocorrerá na Fazenda Água Limpa, campo experimental da universidade, e contará com exposições, minicursos, mesas-redondas, palestras e mostras de produtos agropecuários do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Feira terá exposição de produtos artesanais elaborados por representantes da agropecuária local | Fotos: Vinicius de Melo/SMDF O evento reforça o papel das mulheres na produção rural e na construção do conhecimento, e contará com 16 minicursos e 30 expositores, além de produtos frescos e de qualidade que estarão disponíveis para venda direta ao consumidor. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca a importância da iniciativa: “A valorização da mulher do campo é essencial para construirmos um DF mais justo e com igualdade de oportunidades. A Feira da UnB é um espaço de protagonismo, de fortalecimento das produtoras rurais e de reconhecimento do seu papel estratégico na nossa economia e sociedade”. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, eventos como esse ajudam a promover a autonomia e o empoderamento feminino. “Nosso apoio à feira reafirma o compromisso do GDF com políticas públicas voltadas para as mulheres”, afirma. “As produtoras rurais são agentes de transformação, e essa feira mostra como o conhecimento, aliado à prática e à inovação, pode impulsionar a força feminina no campo”. Conexão [LEIA_TAMBEM]Organizada por três grupos de pesquisa da universidade – Gehorti (Grupo de Estudos em Horticultura), Gepec (Grupo de Estudos em Pecuária) e Lamagri (Laboratório de Mecanização Agrícola) –, com a colaboração do Instituto 360, a feira tem como objetivo conectar produtores, estudantes, pesquisadores, empresas e a comunidade em geral. Coordenadora a Georthi e uma das idealizadoras da feira, a professora Michelle Vilela vê o evento como um espaço essencial para o diálogo e o aprendizado: “É um momento para a troca de ideias e experiências entre produtores rurais, acadêmicos, pesquisadores, professores, estudantes e o público em geral. Esperamos que esse evento seja catalisador para a expansão de horizontes e o fortalecimento dos laços da universidade com a comunidade”. Veja, abaixo, a programação da feira. Quarta-feira (3/7), das 9h às 19h ♦ Exposição de produtores rurais e empresas agropecuárias ♦ Exposição de animais e máquinas agrícolas ♦ Mesa-redonda e dia de campo ♦ Visitas de alunos de escolas públicas ♦ Show cultural de encerramento Quinta-feira (4/7), das 9h às 19h ♦ Minicursos e capacitações ♦ Dia de campo com práticas e demonstrações técnicas ♦ Troca de experiências e networking. A participação é gratuita e aberta ao público. A Fazenda Água Limpa da UnB fica no Setor de Chácaras da Vargem Bonita, no Núcleo Bandeirante. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Aulão de redação na Biblioteca Nacional de Brasília prepara candidatos para o vestibular 60+ da UnB
Faltam 10 dias para o vestibular exclusivo para pessoas com 60 anos ou mais, e 120 candidatos participaram nesta sexta-feira (30) de um aulão de redação gratuito na Biblioteca Nacional de Brasília. A atividade integrou a preparação para o processo seletivo da Universidade de Brasília (UnB), que oferece 215 vagas para o segundo semestre deste ano nos campus Darcy Ribeiro (Plano Piloto), Ceilândia, Gama e Planaltina. Mais de mil pessoas idosas se inscreveram neste processo seletivo. O resultado final da seleção e a convocação dos aprovados saem em 15 de julho. A ideia de oferecer um curso voltado para pessoas idosas surgiu com o objetivo de ampliar o acesso desse público à UnB e, ao mesmo tempo, aproximá-lo das atividades oferecidas pela biblioteca. “Muitas pessoas dessa faixa etária passam por aqui e não conhecem a biblioteca. Queríamos trazê-las para dentro do nosso espaço e funcionou. Hoje, vemos muitos deles participando das nossas atividades culturais”, explicou a diretora da biblioteca, Marmenha Rosário. Daqui a 10 dias os alunos irão disputar vagas em cursos dos campus Darcy Ribeiro (Plano Piloto), Ceilândia, Gama e Planaltina | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Marmenha conta que esse público costuma ser muito comprometido e assíduo. “É um número muito pequeno de inscritos que acabam faltando. O retorno tem sido muito positivo. Muitos dizem que o projeto os ajudou a conquistar a vaga na universidade ou a melhorar as notas. Alguns contam que estão realizando um sonho de vida, que não puderam seguir antes por estarem cuidando da família ou trabalhando.” A professora Paula Monteiro participa voluntariamente do projeto de preparação para o vestibular 60+ desde a criação. Ela destaca a importância do vestibular exclusivo para idosos como forma de reconhecer a capacidade e a produtividade dessa faixa etária, pois é uma iniciativa que coloca os idosos em um lugar de protagonismo, de realização pessoal e intelectual. Paula relata que a receptividade dos alunos tem sido positiva. “Eles são muito atenciosos, e hoje em dia é difícil manter a atenção de um aluno por tanto tempo. Com eles é diferente. Estão acostumados com lápis, caderno, e passam o tempo todo anotando, perguntando, participando. Eles realmente se comprometem”, afirmou. A seleção ocorrerá por meio da aplicação de prova de redação em língua portuguesa. Para isso, durante o aulão, é passado para os estudantes como elaborar uma redação dissertativo-argumentativa, com foco na estrutura (introdução, desenvolvimento e conclusão), critérios de avaliação, regras do edital, planejamento do texto e dicas práticas de escrita. Também é apresentado possíveis exemplos de temas, além de orientações motivacionais para os participantes. Antônio Brito sonha em estudar história na UnB: "Enquanto meus olhos estiverem piscando e a boca abrindo e fechando, pretendo fazer o curso" Prestes a completar 88 anos, no dia 18 de julho, o aposentado Antônio Brito está determinado a realizar um antigo sonho: cursar História na UnB. “É uma matéria que eu sempre adorei”, afirma. Antônio participou do vestibular 60+ no ano passado e, desde então, se dedica para a tão sonhada vaga. A primeira vez que tentou ingressar na universidade foi em 1971, quando chegou a passar no vestibular para o curso de Pedagogia na própria UnB. No entanto, as dificuldades da época, muitos filhos, salário baixo e jornada de trabalho puxada, o forçaram a interromper os estudos. Agora, mais de 50 anos depois, ele busca retomar esse projeto de vida. “Enquanto meus olhos estiverem piscando e a boca abrindo e fechando, pretendo fazer o curso”, afirma com bom humor. Além disso, ele elogia a iniciativa da Biblioteca Nacional de Brasília em oferecer esse suporte. Teresinha Meneses buscou na volta aos estudos instrumentos para vencer uma depressão Candidata ao vestibular 60+ da UnB, Teresinha Meneses, 66, sonha em cursar Serviço Social. Ela conta que voltar a estudar transformou a própria vida. “Eu estava triste, em depressão, mas quando comecei a estudar, minha autoestima melhorou muito. Para a mente é muito importante”, afirmou. No último processo seletivo, Teresinha ficou em quarto lugar e voltou ao aulão com o objetivo de aprimorar ainda mais a preparação. [LEIA_TAMBEM]Um dos maiores desafios, segundo ela, tem sido adaptar a letra para caber nas 30 linhas exigidas pela redação. “Minha letra é grande, mas já estou conseguindo ajustar”. A escolha pelo curso de Serviço Social veio do desejo de ajudar o próximo. “Quero lidar com pessoas, dar apoio, oferecer acolhimento. O relacionamento humano é muito importante para mim”, conta. Aulão O aulão faz parte de um projeto maior da Biblioteca Nacional de Brasília que oferece aulas preparatórias para vestibulares, Enem e concursos públicos, todas gratuitas e ministradas por professores voluntários com alto nível de qualificação. Para quem não conseguiu participar presencialmente, o conteúdo está disponível no canal do YouTube da Biblioteca Nacional de Brasília. Interessados em futuras edições podem acompanhar as novidades pelas redes sociais da instituição, que divulga, além dos aulões, outros cursos gratuitos.
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