De trabalhadores rurais a proprietários que se tornaram referência na produção agrícola
O que começou há quase duas décadas como uma tentativa de oferecer um futuro melhor aos filhos transformou-se em um exemplo de sucesso da agricultura familiar no Distrito Federal. Com apoio da assistência técnica da Emater-DF e muita disciplina, o casal Francisco Santos de Sousa e Maria do Rosário de Sousa saiu da condição de arrendatário para se tornar proprietário de duas chácaras em Brazlândia, consolidando um negócio rural que hoje garante renda, trabalho e perspectivas para toda a família. Com orientação de técnicos da Emater-DF, a família paraibana tornou-se referência no cultivo de morangos | Fotos: Divulgação/Emater-DF “Chegamos aqui só com a força e a coragem, e a gente tinha um objetivo: sair da cidade” Rosário de Sousa Conhecidos na região como “Família F” — uma referência aos oito filhos Fábio, Fabiano, Fernanda, Felipe, Francisco Júnior, Fagner, Fabíola e Franciele — , Francisco e Rosário encontraram no campo não apenas uma atividade econômica, mas um projeto de vida. Naturais da Paraíba, os dois passaram anos em São Paulo antes de decidir mudar de rumo. A preocupação com a criação dos filhos em meio à violência urbana foi determinante para a mudança. “Chegamos aqui só com a força e a coragem, e a gente tinha um objetivo: sair da cidade”, relata Rosário. “Isso porque a gente viu muitos filhos de amigos caírem nessas loucuras da vida, e eu vi nesse novo momento uma luz no fim do túnel”. Crédito rural Em 2006, a família chegou a Brazlândia. Nos primeiros anos, eles trabalharam em propriedades de terceiros, acumulando experiência e economizando recursos. Pouco depois, arrendaram uma pequena área para iniciar a própria produção. Foi nesse período que a Emater-DF entrou na história da família. O primeiro cadastro dos produtores junto à empresa foi feito em 2009, período em que a família começou a estruturar sua atividade rural em Brazlândia. Em estações chuvosas, a “Família F” alterna o cultivo e também desenvolve o plantio de cenoura e outras culturas Desde então, recebeu apoio para acesso ao crédito rural, participação em programas governamentais de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), além de orientações técnicas e gerenciais para ampliar a produção. Ao longo dos anos, diferentes extensionistas acompanharam o crescimento da propriedade, contribuindo para que a família conquistasse autonomia produtiva e financeira, consolidando-se como uma das referências da produção de morango na região. “A gente trabalhava para crescer; se ganhava dez, usava dois para o consumo e reinvestia oito na lavoura” Francisco de Sousa “Na época, quando a gente estava começando a trabalhar, quase ninguém sabia mexer bem com o morango, e a gente foi aprendendo com a prática”, lembra Francisco. “Com a assistência da Emater, fomos nos desenvolvendo cada vez mais.” Hoje, o carro-chefe da produção é o morango. Já no tempo de chuva, a propriedade diversifica o cultivo com hortaliças como cenoura, beterraba e outras culturas, garantindo melhor aproveitamento da área e geração de renda ao longo do ano. Crescimento planejado A estratégia da família sempre foi reinvestir grande parte dos recursos obtidos com a produção. “A gente trabalhava para crescer; se ganhava dez, usava dois para o consumo e reinvestia oito na lavoura”, resume Francisco. A disciplina financeira permitiu quitar financiamentos, acessar novas linhas de crédito e ampliar gradativamente a produção. O resultado foi a conquista da primeira propriedade rural própria e, posteriormente, de uma segunda área produtiva. “A gente pensava: nossos filhos vão casar, cada um tem que ter a sua rocinha, então a gente teve que crescer para cada um ter a sua terra”, detalha Rosário. Hoje, a produção ocupa duas chácaras e sustenta uma estrutura familiar que envolve filhos, noras, genros e netos. Sucessão Um dos maiores orgulhos do casal não está apenas na produção agrícola, mas na permanência dos filhos no campo. Para a engenheira-agrônoma Nadja Oliveira, da Emater-DF, a família se tornou um exemplo bem-sucedido de sucessão rural. “A gente vê que a sucessão familiar foi muito bem conduzida pelos pais”, avalia ela. “Os filhos viram os pais ganharem dinheiro com a cultura do morango, e, na minha visão, isso deu o impulso para eles permanecerem, porque é uma cultura que tem um valor agregado bom, e você vê que eles trabalham muito e por conta própria correm atrás pra melhorar cada dia mais.” Nem sempre foi assim. Segundo Rosário, nos primeiros anos os filhos resistiam à rotina da lavoura. Com o tempo, passaram a enxergar na propriedade não apenas trabalho, mas perspectivas de crescimento pessoal e profissional. O incentivo aos estudos sempre caminhou ao lado da atividade rural. [LEIA_TAMBEM]Hoje, a família reúne filhos formados em educação física, pedagogia, direito e técnico em meio ambiente. Mesmo com diferentes formações, muitos deles decidiram permanecer ligados ao empreendimento familiar. “Entendemos que precisávamos investir não apenas na terra, mas também nos nossos filhos”, afirma Rosário. O casal sempre estimulou que os jovens estudassem e investissem nos seus sonhos, mas lembrando que a fonte de renda que permitia dar cada novo passo vinha da produção rural. Rosário conta: “Eles tiveram outras opções. Quase abriram uma academia, mas logo veio a pandemia. Acho que viram que aqui na roça era onde tinha mais segurança, porque não trabalhamos para os outros, só depende da gente e de Deus, em primeiro lugar”. Para Fagner, o exemplo dos pais é a chave da união da família: “O que fez a gente permanecer na agricultura foi ver o esforço deles dando resultado. Percebemos que estávamos construindo algo sólido e que o campo também oferece oportunidades de crescimento e qualidade de vida”. “A história dessa família mostra exatamente o propósito da assistência técnica e extensão rural” Nadja Oliveira, extensionista da Emater-DF O jovem conta que na própria escola, na área rural, era desencorajado a permanecer no campo. "A gente tinha um professor que falava: 'estudem para vocês saírem da roça'... mas hoje a gente vê que não é bem assim, aqui a gente também tem boas condições", relembra. Conhecimento gera resultados Além da assistência técnica voltada para a produção, os jovens também participaram de iniciativas da Emater-DF com foco em gestão, empreendedorismo e sucessão rural. Os irmãos Francisco Júnior e Felipe de Sousa atuaram nos programas Empreender e Inovar e Filhos deste Solo. “Eu e meu irmão já tínhamos estudado um pouco de gestão, mas os cursos da Emater ampliaram nossa visão do negócio”, diz Felipe. “Foi como encaixar uma peça que faltava. O conhecimento adquirido contribuiu muito para o que fazemos hoje”. Ao longo dos anos, o acompanhamento da Emater-DF ajudou a família a tomar decisões produtivas e de gestão que contribuíram para consolidar o negócio rural. Hoje, a renda gerada pela produção de morango não apenas garante a sustentabilidade da propriedade, mas também permitiu a formação acadêmica dos filhos, a aquisição de patrimônio e a continuidade da atividade por uma nova geração. “A história dessa família mostra exatamente o propósito da assistência técnica e extensão rural”, conclui Nadja Oliveira. “A Emater-DF acompanha essa família desde os primeiros anos, quando ainda estavam estruturando a produção, acessando as primeiras políticas públicas e buscando espaço no mercado. Ao longo do tempo, vimos os filhos crescerem, assumirem responsabilidades na propriedade e transformarem aquele sonho inicial em um empreendimento familiar consolidado. Hoje eles caminham com muita autonomia, e isso é motivo de orgulho para nós, porque demonstra que o trabalho da Emater-DF ajudou a criar oportunidades para que a família prosperasse e permanecesse unida no campo.” *Com informações da Emater-DF
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Emater-DF celebra 48 anos com reconhecimento ao trabalho no campo
A força de uma história construída no campo, lado a lado com o produtor rural, marcou a solenidade de celebração dos 48 anos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), nesta sexta-feira (10). Em um evento concorrido, a instituição reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agropecuária e com a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais. Servidores, extensionistas e produtores rurais se reuniram para a comemoração do aniversário da empresa pública | Foto: Divulgação/Emater-DF Logo na abertura da cerimônia, a extensionista Sandra Evangelista declamou o poema Emater, Minha Flor, na qual a produtora Manu, do Assentamento Pequeno William, em Planaltina, traduziu em versos a relação de afeto e parceria entre a empresa e o homem do campo. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater-DF “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater. Ao longo da solenidade, autoridades e representantes dos produtores destacaram o papel estratégico da assistência técnica e extensão rural. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo”, declarou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ao falar sobre as parcerias institucionais. Políticas públicas O presidente da Associação dos Servidores da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforçou que o maior patrimônio da empresa são as pessoas: “Toda história tem protagonistas, e os protagonistas da Emater-DF são seus trabalhadores. Somos nós que levamos as políticas públicas até onde elas precisam chegar, transformando conhecimento em produção, alimento e qualidade de vida”. Representando os produtores rurais do Gama, a presidente da Cooperativa Brasil Cerrado, Maria José Ribeiro Alves, falou sobre sua trajetória de três décadas ao lado da Emater-DF. “Mais do que profissionais, vocês são amigos do produtor”, afirmou. “Vocês olham além da produção, olham para a família. Se hoje existimos como produtores, é porque a Emater esteve e está sempre presente”. Por sua vez, o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, lembrou a relevância da Emater-DF no cenário nacional e o papel da instituição como porta de entrada junto ao produtor rural. “Precisamos avançar continuamente para manter o Distrito Federal como referência”, pontuou. “O sistema de agricultura reconhece o trabalho de vocês”. Dedicação [LEIA_TAMBEM]Representante da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba, Luiz Curado ressaltou a importância do trabalho contínuo dos extensionistas: “São vocês que estão diariamente ao lado dos produtores, levando tecnologia, conhecimento e sensibilidade. Transformar quem não tinha acesso à informação em um produtor de alto nível exige paciência, dedicação e compromisso”. Um dos pontos altos da programação foi a premiação de empregados e equipes que se destacaram ao longo do último ano. Foram reconhecidos profissionais nas categorias Destaque Individual (área-fim e área-meio), Gestão e Equipes Destaque, evidenciando iniciativas inovadoras, resultados expressivos e o compromisso com a missão institucional.Também foram homenageados os servidores da Ouvidoria. Houve ainda o reconhecimento de iniciativas voltadas à qualidade de vida no trabalho, com premiação para as equipes da Gerência de Desenvolvimento Social (Gedes), da Gerência de Agricultura Orgânica (Esorg) e do escritório local de Vargem Bonita, reforçando o olhar da instituição para o bem-estar de seus colaboradores. *Com informações da Emater-DF
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Boletos da Taxa de Fiscalização e da Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos estão disponíveis
Desde domingo (15), usuários de recursos hídricos no Distrito Federal podem emitir, no site da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa), os boletos da Taxa de Fiscalização pelo Uso de Recursos Hídricos para não prestadores de serviços públicos (TFU-NP) e da Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos (CBRH). Arte: Divulgação/Adasa Os valores cobrados neste exercício são calculados com base no volume autorizado no ano anterior. Isso significa que, se a outorga foi concedida em 2025, o pagamento deve ser feito agora em 2026. Cada usuário deve emitir os boletos referentes a cada interferência registrada em seu nome e verificar se ela se enquadra na TFU-NP, na CBRH ou em ambas. Prazos e parcelamento O valor anual pode ser pago em cota única ou parcelado em até quatro vezes mensais. Para valores acima de R$ 400, o sistema permite o parcelamento, desde que cada parcela tenha valor mínimo de R$ 100. Nesse caso, o usuário precisa emitir os quatro boletos de uma só vez. A primeira parcela ou cota única vence em 15 de abril deste ano. As demais vencem em 15 de maio (segunda parcela), 15 de junho (terceira parcela) e 15 de julho (quarta parcela). TFU-NP Atividades agrícolas e industriais são as que mais utilizam a água como insumo A TFU-NP é destinada a usuários com potencial de provocar maiores impactos, quantitativos ou qualitativos, sobre a disponibilidade de recursos hídricos. Isso inclui usos relacionados à captação superficial ou subterrânea de água e ao lançamento de efluentes. Em linhas gerais, a taxa alcança cerca de 20% dos usuários que captam 80% da água utilizada no DF. Entre os públicos alcançados estão setores como agricultura e indústria, que utilizam a água como insumo em suas atividades produtivas e, por isso, demandam grandes volumes do recurso. A taxa não se aplica aos usuários que fazem captações de água para determinados usos isentos, pequenos produtores de canais coletivos de irrigação voltados à promoção da produção rural sustentável, usos que não envolvam o consumo direto da água — como lazer, pesca e navegação — e lançamentos de esgotos considerados física, química e biologicamente insignificantes CBRH [LEIA_TAMBEM]Já a CBRH é um instrumento de gestão e valorização da água, previsto na Lei Federal nº 9.433/1997 e na Lei Distrital nº 2.725/2001, que instituíram, respectivamente, as políticas nacional e distrital de recursos hídricos. A cobrança é direcionada aos grandes usuários de recursos hídricos. Os valores são calculados com base nos mecanismos propostos pelos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do DF e aprovados pelo Conselho de Recursos Hídricos do DF (CRH/DF). A arrecadação da CBRH, realizada pela Adasa conforme previsto na Resolução CRH/DF nº 03/2024, tem como objetivo permitir um aporte financeiro para a recuperação das bacias hidrográficas. Os valores arrecadados são repassados aos comitês que aplicarão os recursos nas bacias em que foram gerados. A Adasa não envia boletos por e-mail nem pelos Correios. A emissão é de responsabilidade do próprio usuário e deve ser feita exclusivamente pelo site oficial da agência. Em caso de dúvidas, o atendimento está disponível pelo telefone (61) 3961-4943 e pelo e-mail cobranca@adasa.df.gov.br. *Com informações da Adasa
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DF é agro: feiras da Goiaba, da Uva e do Morango têm edições de 2026 lançadas oficialmente
Nos últimos anos, o Distrito Federal vem se consolidando também como uma potência do agronegócio. Prova disso são as rotas da Uva e do Queijo, bem como as festas que celebram a produção de frutas no DF, que, só em 2025, reuniram mais de 2 milhões de pessoas. Neste ano, os três principais eventos do calendário — as feiras da Goiaba, da Uva e do Morango — foram lançados oficialmente de maneira conjunta, em evento que contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, nesta sexta-feira (13), na Granja do Torto. Ao anunciar a programação, o governador Ibaneis Rocha ressaltou: “Brasília tem crescido muito na nossa produção rural, e nós, do Governo do Distrito Federal, temos feito um investimento direto na melhoria da vida dos produtores” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “Essas festas geram milhares de empregos diretos no Distrito Federal e levam mais de 2 milhões de pessoas para conhecê-las” Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil “Essas feiras são muito importantes para a cultura do Distrito Federal, para o desenvolvimento e, principalmente, para a fixação do homem no campo”, declarou o governador. “Brasília tem crescido muito na nossa produção rural, e nós, do Governo do Distrito Federal, temos feito um investimento direto na melhoria da vida dos produtores.” Somadas, as três festas foram responsáveis, no ano passado, pela geração de 50 mil empregos diretos e indiretos e movimentaram mais de R$ 500 milhões na economia do DF. “Brasília se consolida como a capital das frutas”, ressaltou o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Essas festas geram milhares de empregos diretos no Distrito Federal e levam mais de 2 milhões de pessoas para conhecê-las. Então é importante a divulgação, é importante para o Distrito Federal, é importante para a cultura e para a economia do DF.” Feiras que expõem a produção local de goiaba, morango e uva são as maiores do DF e têm programação extensa | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Além de exposição e venda das frutas e de seus derivados por produtores, essas feiras também se destacam pela programação artística, com shows de artistas nacionais. “São eventos muito interessantes, porque envolvem uma vocação que Brasília tem, que é da grande produtividade agrícola — a tecnologia que se emprega aqui no Distrito Federal no campo agrícola é muito forte, muito potente —, e isso aliado a grandes nomes da música brasileira, em um olhar também muito democrático, porque são shows gratuitos”, avaliou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. “Então, são feiras que impactam muito a sociedade, tanto nos campos econômico, artístico e cultural quanto no social.” Programação Produtor rural em Brazlândia e presidente da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão José Luís Yamagata ressaltou: “A feira ajuda a escoar os produtos, além de gerar renda nessa área” | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A Feira da Goiaba de Brasília, que chega à 11ª edição, abre o calendário, já no próximo mês. O evento ocorre de 4 a 12 de abril, em Brazlândia. As atrações musicais confirmadas são Israel & Rodolfo (4/4), Pablo e Tuca Fernandes (5/4), Henry Freitas (10/4), Zezo (11/4) e Eduardo Costa (12/4). De 31 de julho a 9 de agosto, será a vez de Planaltina promover e sediar a 6ª Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília. Já a tradicional Feira do Morango de Brasília celebra sua 30ª edição de 4 a 13 de setembro, em Brazlândia. “É muito importante para mostrar a nossa produção”, pontuou José Luís Yamagata, produtor rural em Brazlândia e presidente da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag). “Hoje, nós temos um mercado interno aqui no Distrito Federal, e uma parte nós mandamos para fora. A feira ajuda a escoar os produtos, além de gerar renda nessa área.“ Eduardo Campos, presidente da Associação Cresce-DF: “A gente vê a importância das feiras, e esse lançamento conjunto mostra como Brasília está propícia para o cultivo dessas frutas”| Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O presidente da Associação Cresce-DF, Eduardo Campos, que é produtor em Planaltina, reforçou: “A Feira da Uva, que é uma das mais novas, tem tomado uma proporção muito grande. Ela vem junto das feiras da Goiaba e do Morango, mostrando a importância do agro no Distrito Federal e a importância da família produtora para que esses frutos cresçam em várias vertentes, não somente na fruta em si, mas nos seus derivados. A gente vê a importância das feiras, e esse lançamento conjunto mostra como Brasília está propícia para o cultivo dessas frutas”. Produção A força das feiras acompanha o crescimento da fruticultura no Distrito Federal, atividade que ocupa cerca de 2.381 hectares e responde por uma produção superior a 40 mil toneladas por ano. Entre as principais culturas estão as de abacate, goiaba, banana, limão, tangerina, laranja, maracujá, manga, pitaia e uva, distribuídas por diversas regiões rurais da capital. 3.385,4 toneladas Total da produção de goiaba no DF em 2025 Na produção de uva, o DF contabilizou, em 2025, 39,43 hectares plantados, com colheita de 484,86 toneladas e atuação de 59 produtores. A cultura está presente em áreas como Planaltina, PAD-DF, Sobradinho e Vargem Bonita, em pequenas propriedades voltadas tanto ao consumo in natura quanto ao enoturismo e à agroindustrialização artesanal. O morango, por sua vez, segue com forte presença em Brazlândia, principal polo produtor do fruto no Distrito Federal. Neste ano, a cultura soma 131,9 hectares plantados, produção de 3.956,1 toneladas e 403 produtores na região. Já a goiaba tem produção concentrada em Alexandre Gusmão e Brazlândia. Em Alexandre Gusmão, são 181,18 hectares plantados, 3.385,4 toneladas produzidas e 87 produtores. Em Brazlândia, os números chegam a 233,2 hectares, 3.737,2 toneladas e 80 produtores, consolidando as duas regiões como referências no cultivo da fruta no DF. [LEIA_TAMBEM]No evento desta sexta, o governador Ibaneis Rocha também destacou os investimentos feitos em prol da população rural: “Nosso objetivo é incentivar para que eles tenham mais condições de trabalho. Entregamos recentemente mil kits de irrigação de 1 hectare, cada um, para que essas pessoas possam ter as suas áreas irrigadas e melhorem a sua produção. Além disso, investimos muito também na melhoria das estradas rurais, e muitas delas têm sido asfaltadas nas mais diversas regiões. Ao depositar confiança no homem do campo, a gente melhora a vida na cidade”. Calendário ► 11ª Feira da Goiaba de Brasília (Brazlândia) → 4 a 12 de abril Atrações • 4/4: Israel & Rodolffo • 5/4: Pablo e Tuca Fernandes • 10/4: Henry Freitas • 11/4: Zezo • 12/4: Eduardo Costa ► 6ª Feira Nacional da Uva e do Vinho de Brasília (Planaltina) → 31 de julho a 9 de agosto ► 30ª Feira do Morango de Brasília (Brazlândia) → 4 a 13 de setembro.
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Governo do Distrito Federal é homenageado por avanços no agronegócio e empórios rurais
Com produção anual superior a 130 milhões de quilos de carne de frango e faturamento bruto estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão, a avicultura do Distrito Federal se consolidou como um dos principais pilares do agronegócio local e como segmento estratégico da pecuária regional. Foi nesse contexto que membros da Associação dos Avicultores do Planalto Central (Aviplac) se reuniram, neste sábado (28), em um almoço de agradecimento ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Durante o almoço, o governador firmou a disposição do GDF em apoiar o agronegócio: “Eu conheço essa realidade há 30 anos e fico muito feliz de ver o que está sendo feito aqui” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília O encontro, realizado na Fazenda Milhomens, no Recanto das Emas, reuniu representantes da cadeia produtiva para reconhecer as políticas públicas adotadas nos últimos anos e apresentar novas demandas voltadas ao fortalecimento da atividade, como a renovação da isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a comercialização da cama de frango (material que forra o piso dos aviários e, após absorver os resíduos das aves, vira adubo orgânico de alto valor, rico em nitrogênio, fósforo e potássio), melhorias no fornecimento de energia elétrica às granjas, manutenção de estradas rurais e ampliação de incentivos e linhas de crédito. “Por mais que haja investimento nas propriedades, se o governo não der auxílio e não ajudar na infraestrutura, as coisas não andam. Quando você vê a mudança na infraestrutura, você vê o tanto que é mais fácil produzir” Governador Ibaneis Rocha Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha destacou que o fortalecimento do agronegócio passa por ações integradas entre as áreas técnicas do governo. Ele afirmou que conhece de perto a realidade do campo e reforçou que investir em infraestrutura é essencial para fortalecer quem produz no DF. Só a avicultura, considerada um dos principais segmentos da pecuária local, integra a agroindústria nacional e responde por parcela significativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária do DF. “Eu sei a dificuldade do produtor rural”, afirmou o chefe do Executivo. “A infraestrutura é a principal delas. Por mais que haja investimento nas propriedades, se o governo não der auxílio e não ajudar na infraestrutura, as coisas não andam. Quando você vê a mudança na infraestrutura, você vê o tanto que é mais fácil produzir. Eu conheço essa realidade há 30 anos e fico muito feliz de ver o que está sendo feito aqui.” Avanço na avicultura Também homenageado no evento deste sábado, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, falou sobre a importância estratégica do setor e das ações adotadas pelo GDF: “Esse é um dos segmentos mais fortes do agronegócio do Distrito Federal. Atendemos quatro pleitos apresentados pelos produtores: melhoria das vias rurais, reforço na energia, incentivo fiscal em votação na Câmara e apoio do BRB para novos galpões. Hoje são mais de 300 galpões em funcionamento e a meta é ampliar, gerando ainda mais impacto positivo na economia”. Atualmente, o DF reúne cerca de 100 produtores de frango de corte, com aproximadamente 500 aviários em operação, além de seis empresas de médio e grande portes na produção de ovos e mais de 500 pequenos produtores. Juntas, essas atividades compõem uma cadeia produtiva em expansão, responsável pelo abastecimento local e por parte do fornecimento interestadual de carnes e ovos. Rafael Toscano, presidente da Aviplac, ressaltou a importância do trabalho conjunto: “Essa parceria é necessária para que a atividade consiga se desenvolver cada vez mais, empregar e gerar impostos” O presidente da Aviplac, Rafael Toscano, ressaltou a relevância do apoio deste GDF para o fortalecimento do setor agropecuário: “A agricultura produziu mais de 1 bilhão de reais de PIB para o GDF em 2023, e esses números crescem a cada ano. Criamos 5 mil empregos diretos e mais de 16 mil no total. Movimentamos mais de 1 bilhão de reais em 2023, e a expectativa é crescer cerca de 300 milhões a cada ano. Essa parceria é necessária para que a atividade consiga se desenvolver cada vez mais, empregar e gerar impostos”. Eduardo Batista, presidente do Sindiaves: “O GDF é um facilitador das nossas ações. Embora pequenos, nós produzimos 1% do frango do Brasil inteiro e 3% dos ovos férteis, e hoje somos referência nacional” Para o presidente do Sindicato dos Avicultores do Distrito Federal (Sindiaves), Eduardo Batista, o encontro simboliza o reconhecimento do setor ao apoio do GDF nos últimos anos.“É um evento que está mostrando um pouco da nossa gratidão pelo que o GDF tem feito nesses últimos anos, especialmente na parte de infraestrutura, que é o que nós mais precisamos para poder acessar as nossas propriedades em paz”, declarou. “O GDF é um facilitador das nossas ações. Embora pequenos, nós produzimos 1% do frango do Brasil inteiro e 3% dos ovos férteis, e hoje somos referência nacional”. Apoio à agricultura Além das ações voltadas à pecuária — especialmente à avicultura —, o GDF também tem adotado medidas de fortalecimento da agricultura. Em 2025, o governo instituiu oficialmente o período de colheita da soja no DF por meio de decreto, definindo entre janeiro e fevereiro o calendário oficial a cada safra. A iniciativa busca organizar o ciclo produtivo, valorizar o trabalho dos agricultores e fortalecer a interlocução entre o poder público, a assistência técnica e as entidades representativas do agronegócio. No campo da comercialização, o GDF anunciou recentemente a construção de um novo empório rural no Jardim Botânico, com investimento superior a R$ 1,4 milhão. O objetivo é ampliar o acesso a mercados e incentivar a venda direta da produção da agricultura familiar aos consumidores. [LEIA_TAMBEM]A soja, principal grão produzido no DF, segue em destaque, com expectativa de movimentar cerca de R$ 1 bilhão na safra 2025/2026. São mais de mil produtores cadastrados para o cultivo do grão em aproximadamente 600 propriedades na capital federal, consolidando o setor agrícola como importante gerador de renda e emprego no meio rural. Apoio técnico e financeiro Outra frente de apoio ao setor produtivo é o crédito rural. Somente em 2025, mais de R$ 5 milhões foram destinados a produtores do DF por meio de programas de financiamento, com apoio técnico da Emater-DF, que auxilia na elaboração da documentação necessária para obtenção de crédito junto às instituições financeiras. Para ter acesso ao crédito rural, o produtor — pessoa física ou jurídica — deve procurar atendimento na Emater-DF, apresentando documentos pessoais e da propriedade para avaliação da linha de financiamento mais adequada e da viabilidade do projeto.
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GDF impulsiona crédito agrícola com investimento de R$ 8 milhões
Aos 22 anos, Danilo Matsumoto decidiu investir em galinhas poedeiras. Morador de Samambaia, ele nasceu e cresceu na chácara da família — um terreno de cinco hectares onde os pais sempre plantaram hortaliças. “Antes eu trabalhava com quiabo, mas queria investir em algo que me permitisse crescer mais. Por isso, decidi produzir ovos caipiras. Hoje, tem 600 galinhas poedeiras com 50 dias de vida que devem começar a produzir ovos com quatro meses. A expectativa é chegar a 500 ovos por dia”, conta o produtor rural. "Com o Prospera, o crédito se transforma em oportunidade. O programa impulsiona a produção, fortalece a independência dos produtores rurais e estimula um ciclo de crescimento que aquece a economia local e leva mais qualidade de vida ao campo" Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda Com o apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Danilo teve acesso ao programa Prospera, linha de crédito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) voltada a produtores familiares. “Com o Prospera, o crédito se transforma em oportunidade. O programa impulsiona a produção, fortalece a independência dos produtores rurais e estimula um ciclo de crescimento que aquece a economia local e leva mais qualidade de vida ao campo”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. O jovem produtor foi beneficiado pelo programa e já sente na prática os resultados desse apoio. “Procurei o crédito rural porque não tinha a quantia [de dinheiro] suficiente. Com o dinheiro que tinha guardado, consegui apenas montar o galpão e comprar comedouros. Por ser produtor rural, consegui um financiamento com juros mais baixos. O valor do crédito cobre os gastos até as galinhas começarem a produzir. Sem isso, não conseguiria manter a qualidade que preciso”, explica o jovem. Danilo Matsumoto: "O valor do crédito cobre os gastos até as galinhas começarem a produzir. Sem isso, não conseguiria manter a qualidade que preciso" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Histórias como a de Danilo mostram como o crédito rural impulsiona a vida de produtores familiares. De janeiro a outubro deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) contratou R$ 8 milhões em crédito agrícola, com 143 projetos aprovados que fortalecem a produção em várias regiões. Desde 2019, já são R$ 63 milhões em 1.180 projetos orientados para o desenvolvimento da agricultura local. “Nós trabalhamos com diferentes linhas e bancos — BRB e outras instituições financeiras. O produtor escolhe a melhor opção com orientação técnica. Somos correspondentes bancários, então é como se o banco estivesse dentro do escritório da Emater”, detalha o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. A Emater oferece linhas de financiamento em instituições financeiras, além de manter equipes em 15 escritórios rurais para atender aos produtores | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo Duval, o primeiro passo para o produtor rural acessar o crédito é procurar um dos 15 escritórios da Emater espalhados pelas áreas rurais do DF. “Lá, ele encontra uma equipe completa, com agrônomos, veterinários e zootecnistas prontos para orientar. O técnico vai até a propriedade, avalia a atividade e indica a melhor linha de financiamento conforme a necessidade — seja para irrigação, energia solar, estufas, embalagens ou novos equipamentos”, explica. Além dos financiamentos federais, há também linhas locais. “O DF possui instrumentos próprios, como o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), e o Prospera, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedes-DF). São créditos rápidos e acessíveis, que podem chegar a R$ 150 mil, com juros baixos. O Prospera, por exemplo, é ideal para pequenos investimentos, como uma irrigação, um equipamento ou uma pequena estufa”, aponta Duval. Apoio completo ao produtor Para ter acesso ao crédito, o produtor precisa cumprir alguns requisitos, entre eles a regularização ambiental e cadastral Para ter acesso ao crédito, o produtor precisa cumprir alguns requisitos, entre eles a regularização ambiental e cadastral. “Não é só questão fiscal. O banco e a Emater também olham o lado ambiental. Se for um financiamento para irrigação, precisa da outorga de uso da água. Para determinadas atividades, é exigido o licenciamento simplificado, o DCAA, que a própria Emater ajuda a providenciar junto à Seagri”, afirma o presidente. Duval lembra que, além da assessoria técnica, a Emater oferece capacitações de gestão e empreendedorismo. “Temos o curso Empreender e Inovar, que ensina o produtor a separar os gastos familiares dos custos da atividade e a pensar o negócio com eficiência. Às vezes, ele descobre que pode economizar implantando uma irrigação mais eficiente, um sistema fotovoltaico ou uma embalagem melhor. Tudo isso é inovação — e sem inovação não há avanço na produção”, diz. Ciclo completo: crédito, produção e venda O presidente explica que o crédito rural está ligado a outros instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar, como as compras governamentais. “O GDF é um grande comprador da agricultura familiar. A Secretaria de Educação, por exemplo, adquire alimentos para a merenda escolar pelo PNAE e pelo Papa. Então o produtor pega o crédito para investir, melhora a produção e já tem a quem vender. É um ciclo que garante renda e escoamento”, ressalta. Outro ponto destacado é o apoio à comercialização. “Há produtores que vendem em feiras, outros para restaurantes. Criamos até um aplicativo que funciona como uma vitrine virtual, conectando produtores e compradores. É uma espécie de ‘páginas amarelas’ da agricultura do DF. O restaurante, por exemplo, pode procurar ‘tomate’ e encontrar quem produz mais perto dele. Hoje, cerca de 400 produtores já estão cadastrados”, conta Duval. Transformação no campo Miguel Simões Oliveira contou com o apoio da Emater para a instalação de painéis solares e túnel de cultivo protegido na propriedade dele | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Para o produtor Miguel Simões Oliveira, da região de Ponte Alta, no Gama, o crédito rural foi decisivo para a modernização da propriedade. Com o apoio da Emater, ele contratou financiamentos para a instalação de painéis solares e túnel de cultivo protegido, reduzindo custos e aumentando a produtividade. “Com a energia solar, minha conta caiu de R$ 1.700 para cerca de R$ 44. Mesmo pagando o financiamento, ainda fico no lucro”, relata. A esposa de Miguel, Natalina Monteiro da Silva, reforça o papel da assistência técnica. “A Emater ajuda muito, orienta e acompanha. Foi com o trabalho no campo que conseguimos criar os filhos e formar um deles, que hoje é médico-veterinário”, conta. Extensão rural e segurança alimentar [LEIA_TAMBEM]Cleison Duval também destaca o papel da extensão rural na segurança alimentar e no fortalecimento da agricultura familiar. “A Emater existe em todos os estados do país com essa missão honrosa: servir aos agricultores e garantir a segurança alimentar da população. É um trabalho feito com propósito, com amor e compromisso. Nossa meta é fazer da área rural do DF o melhor lugar para se viver”, afirma. Segundo ele, o trabalho da empresa hoje se baseia em quatro dimensões: social, ambiental, econômica e de inovação tecnológica. “O Distrito Federal é campeão em produtividade de grãos e hortaliças porque utiliza tecnologia de ponta. Sem inovação, não há avanço. Por isso, a Emater atua desde a porteira para dentro — na produção — até a porteira para fora, ajudando na comercialização”, resume o presidente.
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Safra de soja no DF tem expectativa de R$ 1 bilhão em renda
Nesta quarta-feira (5), o governador Ibaneis Rocha participou da abertura oficial do Plantio da Soja — Safra 2025/2026, evento que marca o início simbólico da plantação no Distrito Federal. A cerimônia reuniu dezenas de produtores rurais, lideranças do agronegócio e convidados, focando a importância da cultura da soja para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região. Mais de mil produtores cultivam a soja em aproximadamente 600 propriedades cadastradas no DF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Atualmente, 1.031 produtores cultivam o grão em cerca de 600 propriedades cadastradas no Sistema de Informações em Defesa Agropecuária do Distrito Federal (Siagro DF). A cadeia da soja movimenta cerca de R$ 775 milhões por ano no DF e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo. “Estamos muito otimistas com o aumento da área plantada e com o desempenho desta safra” Governador Ibaneis Rocha Segundo o governador Ibaneis Rocha, o Distrito Federal tem se destacado nacionalmente na produção de soja, especialmente pela qualidade das sementes cultivadas na região. “Mais de 40% do que é colhido aqui são sementes preparadas para outros produtores”, enumerou. “Vendemos para estados como Mato Grosso e oeste da Bahia, o que garante maior rentabilidade ao nosso agricultor”. O chefe do Executivo ressaltou que o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Emater-DF, tem oferecido todo apoio e infraestrutura necessários para fortalecer o setor. “A expectativa de renda com a soja neste ano é de cerca de R$ 1 bilhão, o que mostra a força e a produtividade do nosso agro”, apontou. “Estamos muito otimistas com o aumento da área plantada e com o desempenho desta safra”. Apoio a agricultores O governador destacou ainda o bom relacionamento com os produtores rurais e o compromisso do governo em apoiar tanto grandes quanto pequenos agricultores: “Temos trabalhado desde o incentivo às hortaliças e à cultura do mirtilo, que aumentou a renda das famílias, até o fortalecimento da bacia leiteira e da cadeia do vinho, que tem sido um grande sucesso. O ecoturismo também cresce muito nessa região, atraindo visitantes e diversificando a economia rural”. “Nossos produtos estão atravessando oceanos e levando o nome do Distrito Federal a novos mercados” Rafael Bueno, secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural As perspectivas para a safra 2025/2026 são positivas, com crescimento de 2% na área cultivada, que deve alcançar 90,2 mil hectares, e produção estimada em 331 mil toneladas de grãos, durante o período de plantio que abrange o fim de outubro e o início de novembro. As regiões de Pipiripau, Planaltina, Rio Preto, São Sebastião, Sobradinho e PAD/DF, segundo a Emater-DF, se destacam pela alta produtividade e pela adoção de boas práticas agrícolas, o que reforça o papel estratégico do DF no agronegócio nacional. Segundo o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, a sojicultura do DF tem se beneficiado especialmente do programa ProRural, que concede incentivos fiscais, como redução de ICMS e taxas de licenciamento ambiental. “Esse apoio dá competitividade ao produtor do DF, que consegue comercializar a soja com vantagens em relação a regiões do entorno, atraindo compradores e fortalecendo a economia rural”, explicou. Investimentos “Realizamos competições de variedades em parceria com os agricultores, sempre em busca das melhores opções de sementes e dos lançamentos mais promissores” Cleison Duval, presidente da Emater-DF Ele atribuiu esse bom desempenho à combinação de altitude favorável, controle fitossanitário e investimento em tecnologia. “A Defesa Agropecuária do DF tem atuado com eficiência no combate à ferrugem asiática, e isso tem estimulado a produção de sementes”, especificou. “Hoje, cerca de 40% da soja produzida no DF é destinada à produção de sementes, que possuem valor agregado superior. Fornecemos sementes para estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás, e até exportamos”. O secretário também lembrou que o Paquistão é o principal destino internacional da soja produzida no DF, o que demonstra o alcance da produção local. “Mesmo sem um volume tão grande quanto o de outros estados, o DF exporta soja de alta qualidade”, enfatizou. “Nossos produtos estão atravessando oceanos e levando o nome do Distrito Federal a novos mercados”. Na safra anterior (2024/2025), o DF registrou 88,4 mil hectares plantados, com produção total de 339,2 mil toneladas, o que representa um aumento de 13,4%. Ainda no ano anterior, o segmento representou 36,53% de participação na produção agrícola total do DF e 45,83% da participação na área agrícola. Apoio técnico Entre as políticas públicas e incentivos oferecidos para o produtor de grandes culturas pela Emater-DF estão o crédito rural e o acompanhamento feito pelo corpo técnico, além de capacitações oferecidas durante todo ano em diversas áreas. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, os técnicos da empresa acompanham os produtores rurais ao longo de todo o ano, oferecendo suporte em diversas etapas do cultivo. “Realizamos competições de variedades em parceria com os agricultores, sempre em busca das melhores opções de sementes e dos lançamentos mais promissores”, exemplificou. “Também orientamos sobre as práticas ideais de plantio e o ajuste das colheitadeiras, que é um processo técnico e essencial para garantir bons resultados”. Ronaldo Triacca, produtor de grãos e de uvas: “O Distrito Federal tem algumas das maiores médias de produtividade de grãos do país, o que movimenta a economia e gera empregos” Esse trabalho, lembrou Duval, envolve ainda o monitoramento hídrico, com orientações sobre o uso adequado da água em períodos de estiagem e o acompanhamento da umidade do solo. “É um conjunto de ações de apoio contínuo, que inclui também o controle de doenças e o manejo adequado das lavouras”, ilustrou. “Estamos sempre próximos dos produtores, oferecendo assistência técnica em todas as fases da safra”. O produtor rural Ronaldo Triacca, que cultiva grãos e uvas para a produção de vinhos finos com os irmãos, avalia que a safra deste ano deve ser positiva. “A expectativa é muito boa, porque a chuva chegou na hora certa”, afirmou. Segundo ele, o apoio da Seagri-DF e da Emater tem sido constante desde o início do PAD-DF, o que garante segurança e condições favoráveis para o trabalho no campo. Triacca lembrou que parte da produção de grãos é destinada à Coopa-DF, enquanto os vinhos são comercializados por meio do enoturismo na propriedade e em restaurantes renomados de Brasília. “O Distrito Federal tem algumas das maiores médias de produtividade de grãos do país, o que movimenta a economia e gera empregos”, observou. Para ele, o clima local favorece a diversidade de culturas e o desenvolvimento de diferentes atividades agrícolas. Produtividade comparada [LEIA_TAMBEM]A produtividade média da soja no DF é superior à registrada em outros estados produtores. No ciclo 2020/21, a média distrital foi de 3.743,6 kg/ha, enquanto a média nacional foi de aproximadamente 3.497 kg/ha, e Mato Grosso, maior produtor do país, registrou 3.448 kg/ha na mesma safra. A produção de grãos e cereais no DF bateu um recorde histórico, atingindo a marca de 1.042.328,09 de toneladas em 2024, um salto de 9,32% em relação às 953.498 toneladas da safra do ano anterior. O crescimento é fruto do aumento da área plantada e do número de produtores que investem no plantio das grandes culturas agrícolas. Dos alimentos produzidos na capital federal, a soja lidera, seguida pelo milho comum, com cerca de 272 mil toneladas; milho para silagem, com mais de 112 mil toneladas; e sorgo, com uma produção em torno de 87 mil toneladas.
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GDF reforça crédito e investe mais de R$ 16 milhões no Fundo de Desenvolvimento Rural
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), tem intensificado os investimentos no Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), um dos principais instrumentos de fomento à agricultura no território. Desde 2019, o programa já aplicou R$ 16,6 milhões em 175 projetos, com destaque para o crescimento nos últimos dois anos — quando o número de financiamentos e o valor investido praticamente dobraram. De acordo com o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, o FDR tem se consolidado como um mecanismo de apoio direto aos pequenos e médios produtores, viabilizando o acesso a crédito com juros reduzidos e condições acessíveis. “O crédito é uma das partes mais pesadas para o produtor rural. Sem esse apoio, ele não consegue investir em tecnologia, irrigação, adubação ou em sementes de qualidade. O FDR oferece um recurso acessível, com juros baixos, para que o agricultor possa crescer e continuar produzindo no Distrito Federal”, destacou. O programa financia desde a compra de máquinas, equipamentos e sistemas de irrigação até projetos de energia renovável e agroindustrialização, com prazos que podem chegar a dez anos para pagamento | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Segundo o secretário, o fundo é uma alternativa às linhas de crédito bancário, que costumam ter taxas mais altas e exigências mais rígidas. “O produtor pode financiar até R$ 200 mil como pessoa física, e até R$ 500 mil se for associação ou cooperativa, com juros de apenas 3% ao ano e desconto de 25% para quem paga em dia. É um estímulo direto ao investimento e à produtividade”, explicou Bueno. O programa financia desde a compra de máquinas, equipamentos e sistemas de irrigação até projetos de energia renovável e agroindustrialização, com prazos que podem chegar a dez anos para pagamento. O diferencial, segundo Bueno, é permitir o financiamento conjunto de custeio e investimento. “O produtor pode comprar adubo, semente e corretivos de solo e, no mesmo financiamento, investir em equipamentos e infraestrutura. Isso é raro nas linhas bancárias tradicionais, mas o FDR foi criado exatamente para fomentar a produção e garantir a permanência do homem no campo”, pontuou. Expansão e foco em fruticultura Nos últimos dois anos, o FDR recebeu aportes adicionais de recursos do Tesouro do Distrito Federal, ampliando o alcance das ações. O investimento tem se concentrado, entre outros setores, no fortalecimento da fruticultura local, por meio do projeto Rota das Frutas, desenvolvido em parceria com a Emater-DF, a Embrapa e a iniciativa privada. De acordo com o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, o FDR tem se consolidado como um mecanismo de apoio direto aos pequenos e médios produtores | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “O governo aumentou os aportes especialmente para culturas de alta rentabilidade, como o mirtilo e o açaí. Estamos financiando desde o material básico da produção até veículos para o escoamento das frutas. O resultado é mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais”, afirmou o secretário. Bueno destaca ainda que o programa tem efeito direto sobre a sustentabilidade ambiental e a geração de empregos no campo. “O FDR não é apenas uma linha de financiamento. Ele é uma política de fomento que ajuda o produtor a investir em sistemas mais eficientes, com uso racional da água e incremento de tecnologia. Isso mantém a família no campo, gera emprego e renda e fortalece a economia rural do DF”, ressaltou. O secretário explica que, além de investir na produção, o GDF também garante o escoamento da colheita por meio de programas públicos de compra direta de alimentos. “O governo investe na produção e também compra essa produção. Programas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos], o PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] e a Cesta Verde asseguram mercado e preço justo, fortalecendo o ciclo de desenvolvimento rural no DF”, completou. Como acessar o FDR Os interessados em solicitar financiamento devem procurar a Emater-DF, que presta apoio técnico e elabora os projetos necessários à aprovação. O atendimento também é feito na sede da Seagri, no Parque Estação Biológica, Asa Norte, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O FDR oferece duas modalidades: — FDR-Crédito: financiamento para atividades rurais, aquisição de equipamentos, irrigação e agroindústrias; — FDR-Social: apoio financeiro não reembolsável a projetos comunitários apresentados pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CRDRS). As taxas são de 3% ao ano, com prazos que variam conforme o tipo de investimento: até 10 anos para construções, 8 anos para máquinas e veículos, e 5 anos para estufas e mudas. Mais informações: (61) 3051-6374 / 3051-6369 / 3051-6303 Endereço: Parque Estação Biológica s/n — Asa Norte, Edifício Sede da Seagri-DF Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h
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Ibaneis Rocha valoriza a agricultura e investimentos do GDF no campo
Durante almoço com dezenas de produtores rurais na Residência Oficial de Águas Claras (Roac), nesta sexta-feira (26), o governador Ibaneis Rocha falou sobre a importância da agricultura para a vida das famílias. Segundo ele, cuidar do campo envolve dar segurança jurídica, oferecer infraestrutura adequada, apoiar financeiramente os produtores e fortalecer a agricultura familiar. Ao abrir as portas da Residência Oficial para receber lideranças e produtores rurais, Ibaneis reforçou o compromisso do GDF com este público: “Fui criado no interior e sei o valor do trabalho no campo. Foi com esse olhar que construímos políticas públicas para quem mais precisa. Regularizamos terras, levamos água, garantimos crédito acessível e valorizamos o pequeno produtor”. A vice-governadora Celina Leão destacou o impacto das políticas públicas voltadas à área rural e o reconhecimento crescente da população do campo ao trabalho realizado nos últimos anos. “O que estamos vendo é um resgate histórico da área rural, que por muito tempo ficou sem voz. Hoje há investimentos reais: estrada, creche, crédito com juro de 3% ao ano. O governador montou um time forte, que está mudando a realidade de homens e mulheres do campo com dignidade e resultado”, afirmou. O governador Ibaneis Rocha abriu as portas Residência Oficial de Águas Claras para receber lideranças e produtores rurais, nesta sexta (26) | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Mais investimentos De acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, foram recuperados mais de 1.800 km de estradas rurais, além da entrega de 50 tanques lonados para irrigação, com capacidade superior a 20 milhões de litros de água, e 6,5 km de canais tubulados. Ele também destacou a linha de crédito subsidiada do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), que oferece juros de apenas 3% ao ano, bem abaixo das taxas de mercado. Outro anúncio importante foi a compra de 30 tratores novos, que serão distribuídos para produtores que utilizam maquinário defasado. [LEIA_TAMBEM]“Estamos falando de investimentos reais, que chegam na ponta. É estrada recuperada, água garantida, crédito barato e dignidade para quem trabalha no campo. Esse é o compromisso do governo com a agricultura do Distrito Federal”, afirmou Rafael Bueno. Regularização fundiária e segurança jurídica Um dos pilares do processo de fortalecimento do campo é a regularização fundiária. Desde 2023, a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), responsável por esse segmento, formalizou 780 imóveis rurais, sendo 200 somente neste ano, beneficiando mais de 500 famílias. O processo, que antes podia ter até 28 etapas e se tornava moroso, foi simplificado para agilizar o acesso ao crédito rural pelas famílias e produtores. “Nos últimos dois anos, conseguimos entregar mais de mil contratos de concessão de uso, regularizando terras esperadas por famílias há mais de 60 anos. Isso representa justiça no campo e dignidade para quem produz”, disse Candido Teles, presidente da ETR. A ETR também lançou neste ano um edital de intenção de compra de imóveis rurais, abrangendo 209 propriedades distribuídas em oito fazendas, somando mais de 11 mil hectares. Os produtores podem adquirir a terra à vista, com desconto, ou parcelar em até 30 anos, garantindo segurança jurídica e planejamento de longo prazo para a produção agrícola. Durante o encontro, Ibaneis Rocha destacou as políticas públicas desenvolvidas por este GDF para fortalecer a agricultura Infraestrutura no campo Ter a terra regularizada não basta; é preciso garantir infraestrutura que permita produzir e escoar os alimentos com segurança. Desde 2019, o GDF instalou ou recuperou mais de 100 km de canais de irrigação, beneficiando 874 famílias e garantindo que a agricultura familiar continue abastecendo a população mesmo em períodos de estiagem. Pelo Programa Caminho das Escolas, conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), quase 30 km de vias receberam pavimentação, com investimento de R$ 35,95 milhões. As obras beneficiaram áreas do Paranoá, Taquari, Altiplano Leste, Recanto das Emas, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Sobradinho, Ceilândia e Brazlândia. Além disso, há 13,7 km de trechos em andamento ou com ordens de serviço a serem assinadas, com aporte previsto de R$ 19,7 milhões. Essa infraestrutura garante transporte seguro para estudantes e facilita o escoamento da produção, melhorando a vida no campo. Candido Teles, presidente da ETR: "Nos últimos dois anos, conseguimos entregar mais de mil contratos de concessão de uso, regularizando terras esperadas por famílias há mais de 60 anos" Do campo para a mesa das famílias Todo esse ecossistema depende das famílias e dos produtores que atuam na ponta. Anualmente, eles geram mais de 1,2 milhão de toneladas de alimentos, com destaque para hortaliças, frutas e grãos. Essa produção conta com suporte técnico do governo. Em 2024, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) atendeu quase 10 mil produtores familiares. “Estamos levando infraestrutura, fortalecendo cadeias produtivas e apoiando o produtor rural como nunca antes. O campo representa R$ 6 bilhões do PIB do DF e temos condições de dobrar esse valor em dez anos”, afirmou Cleison Duval, presidente da Emater. O suporte técnico se complementa com programas de incentivo à agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF). Em 2024, essas iniciativas beneficiaram 1.884 produtores e 17 organizações, atingindo mais de 1 milhão de pessoas e movimentando mais de R$ 44 milhões, fortalecendo toda a cadeia de produção e abastecimento do DF. Cleison Duval, presidente da Emater: "O campo representa R$ 6 bilhões do PIB do DF e temos condições de dobrar esse valor em dez anos" Ceasa mais forte A Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) concentra e distribui grande parte da produção agrícola da capital desde 1971. Para manter a relevância e modernizar esse tradicional espaço, o GDF vai investir R$ 20 milhões em melhorias que incluem troca de asfalto, revitalização de calçadas, nova iluminação, revisão de telhados e recuperação do piso de pedra. As obras já estão em andamento, com substituição de 36 mil m² de telhados, recuperação de forros, reforma da rede elétrica e construção de novos banheiros, incluindo o Espaço Mulher. Nesta sexta-feira (26), o GDF publicou no Diário Oficial (DODF) licitação de R$ 14,7 milhões para renovar o asfalto e a drenagem da parte interna da Ceasa, garantindo mais segurança para trabalhadores, permissionários e consumidores.
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Expoabra 2025: Uma das maiores feiras agropecuárias do DF inicia preparativos para receber 70 mil visitantes
Considerada uma das maiores feiras agropecuárias do Distrito Federal, a 33ª edição da Expoabra já começou a ganhar forma. Faltam apenas dez dias para dar início às atividades, que vão do dia 29 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições da Granja do Torto (PGT). Com entrada gratuita, a expectativa é receber cerca de 70 mil visitantes ao longo do evento, que une atividades técnicas, culturais e de lazer para toda a família. A 33ª edição da Expoabra começa no dia 29 de agosto e segue até 7 de setembro, com atividades técnicas, culturais e de lazer | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A montagem da estrutura e a chegada dos primeiros animais já estão em andamento. Segundo o diretor-executivo do PGT, Luciano Mendes, essa preparação antecipada é importante para garantir o bem-estar dos animais e a qualidade das apresentações. “Já estamos recebendo bois e cavalos, além das vacas leiteiras que participarão do concurso de produção de leite. Ao todo, serão 60 vacas competindo. Elas ficarão aqui até o dia da competição justamente para se acostumarem com o ambiente. Esses animais vêm de diversas regiões do país, como Goiás, Minas e São Paulo, o que mostra a amplitude da nossa feira”, explica Luciano. A Expoabra é reconhecida como um espaço de fortalecimento da agricultura e da pecuária não só do Distrito Federal, mas de toda a região Centro-Oeste. Estão previstas provas equestres, julgamentos, torneios leiteiros e leilões com animais de elite, que permitem aos produtores renovar e diversificar seus rebanhos. A previsão é que mais de 600 animais participem das atividades propostas pela feira. “Estamos inserindo a feira no processo de fortalecimento da cadeia de agricultura e pecuária do DF, Ride [Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno] e do Centro-Oeste. Aquilo que teremos exposto aqui é o melhor que temos na nossa região”, ressalta o diretor-executivo. Bois, cavalos e vacas leiteiras já começaram a desembarcar na Granja do Torto, para garantir o bem-estar dos animais e a qualidade das apresentações Em 2024, a Expoabra movimentou cerca de R$ 9 milhões em negócios. Para este ano, as expectativas são ainda maiores. “Esse é um evento onde os produtores rurais podem mostrar todo o trabalho de melhoramento genético, todo o potencial que a pecuária do Distrito Federal tem alcançado. Neste ano, a gente aguarda um número recorde de animais, e isso é muito bom, porque gera economia, fomenta a economia rural do DF e aproxima as pessoas do agro. É importante também porque gera emprego e desenvolvimento para a nossa cidade”, acrescenta o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Para estimular que a procura pela feira seja alta também de segunda a sexta-feira, a organização está preparando uma programação especial para esses dias: “Nesta edição, teremos um atrativo diferente. Para estimular a movimentação também durante a semana, vamos colocar happy hour, todos os dias, no final da tarde, com artistas sertanejos da nossa cidade. Assim, conseguimos aumentar o fluxo de visitantes e valorizar a nossa cultura local. Ao todo, serão 27 atrações musicais”, detalha Luciano. [LEIA_TAMBEM]Programação para todas as idades As atividades da 33ª Expoabra também contam com cursos, seminários e atividades voltadas à agricultura familiar e à agroindústria local, com o apoio de instituições de ensino parceiras. Além disso, é possível que estudantes das redes pública e privada visitem a feira mediante agendamento. Para o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Cleison Duval, a Expoabra é uma oportunidade de mostrar, na prática, caminhos para a transformação da produção rural. “A Emater vai promover cursos e palestras voltadas às principais demandas do setor agropecuário. Um dos grandes destaques será a maquete em tamanho real de uma agroindústria, mostrando como o produtor pode se formalizar, agregar valor e conquistar novos mercados. O foco tem sido incentivar a agroindustrialização como estratégia para fortalecer a produção e ampliar oportunidades no campo”, enfatiza. A Expoabra contará com cursos, seminários e atividades voltadas à agricultura familiar e à agroindústria local Além da programação técnica, a Expoabra terá espaço para cultura e lazer. Nos dias 4, 5 e 6 de setembro, o palco principal receberá grandes shows nacionais de artistas sertanejos. Outro destaque será o mega rodeio, com capacidade para cinco mil pessoas, que abrirá o primeiro fim de semana da feira, nos dias 29, 30 e 31 de agosto. No campo cultural e gastronômico, o público poderá acompanhar exposições de orquídeas raras, feira de cachaças e cervejas artesanais – incluindo o lançamento de uma edição limitada da Cerveja Expoabra – além de vinhos, queijos e produtos da agroindústria local. “Quem visitar o espaço terá a oportunidade de conhecer e adquirir produtos cultivados e fabricados aqui no DF e na região”, destaca Luciano Mendes. A Expoabra 2025 conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, da Secretaria de Governo, da Secretaria de Educação e da Emater.
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Produção de cogumelos cresce quase 50% no DF em um ano
A produção de cogumelos no Distrito Federal segue em forte expansão. Em 2024, o número de produtores locais aumentou de 17 para 19, e o Valor Bruto da Produção (VBP) saltou de R$ 3,49 milhões para R$ 5,2 milhões — um crescimento de 49% em relação ao ano anterior. A variedade e a qualidade dos alimentos, somadas ao apoio técnico e ao perfil exigente do consumidor brasiliense, impulsionam o setor. "Todo o apoio que tive da Emater foi fundamental para diminuir meus custos de energia em condições excepcionais, é uma grande parceria", afirma Jansen Barreira, que produz cogumelos no Lago Oeste | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília O Quadradinho também fornece vantagens climáticas para quem decide produzir a espécie, por não apresentar tantas variações de temperatura e ser relativamente fácil fazer o controle de umidade, o que possibilita que o DF tenha um grande potencial para a produção de cogumelos. Entre os produtos estão champignon embalado, cogumelo-do-sol, shimeji, shiitake e cogumelos em conserva. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esses alimentos são altamente nutritivos — com teor proteico semelhante ao da carne e maior que o de muitos vegetais e frutas. São, ainda, ricos em vitaminas, carboidratos e possuem baixo teor de gordura. Estudos científicos investigam, desde os anos 1970, as propriedades medicinais dos cogumelos, que já demonstraram potencial como aliados em tratamentos complementares para doenças como câncer, lúpus, HPV e até Aids, por estimularem o sistema imunológico. Apoio na base A técnica Clarissa Campos, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), explica que o trabalho da empresa pública acompanha toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a comercialização e acesso às políticas públicas. Ela ressalta que o número de produtores também aumentou no último ano, impactando no aumento da produção local. “A Emater orienta desde o acesso a crédito rural até a emissão de documentação, apoio técnico e ajuda na inserção nos mercados”, detalha. "Com a produção local, os cogumelos chegam ao consumidor no mesmo dia da colheita, com mais sabor e qualidade nutricional", comenta Clarissa Campos, técnica da Emater-DF O produtor Jansen Barreira, da chácara Cerrado Funghi, no Lago Oeste, é um exemplo do avanço do setor. Ele cultiva entre 500 e 600 quilos de cogumelos por semana. Ex-publicitário, Jansen deixou o mercado da comunicação para investir no sonho antigo de viver do campo. “Desde 2005 pensava nisso. Em 2018 fechei minha agência e mergulhei de cabeça. Hoje, tenho uma vida menos estressante e moro onde trabalho. E todo o apoio que tive da Emater foi fundamental para diminuir meus custos de energia em condições excepcionais, é uma grande parceria”, conta. [LEIA_TAMBEM]Para produzir os cogumelos, a propriedade abrange todas as etapas: compostagem, pasteurização, incubação e colheita. Com o apoio da Emater-DF, o produtor conquistou crédito rural, instalou painéis de energia fotovoltaica e aumentou em um terço a capacidade produtiva em 2024. E ainda há espaço para crescer: “Mesmo com o aumento, nossa produção ainda não consegue atender toda a demanda local”. Qualidade para o mercado O Distrito Federal é o segundo maior mercado consumidor de cogumelos do Brasil, atrás apenas de São Paulo. Além da demanda aquecida, o clima estável e o investimento em pesquisa e transferência de tecnologia tornam a região ideal para o cultivo. O resultado é um setor promissor, que gera renda, empregos e coloca o DF em destaque na produção de alimentos saudáveis e sustentáveis. Segundo a técnica da Emater-DF, o crescimento do setor é impulsionado também pelo perfil do consumidor do DF. “O mercado consumidor do Distrito Federal é muito antenado e sempre procura alimentos frescos e nutritivos. E o cogumelo é essa opção, há muitos restaurantes e eventos que utilizam esse produto. Com a produção local, os cogumelos chegam ao consumidor no mesmo dia da colheita, com mais sabor e qualidade nutricional”, destaca.
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Vem aí a Semana do Produtor Rural em Sobradinho
Entre a próxima quarta-feira (11) e domingo (15), a Emater-DF promove a Semana do Produtor Rural de Sobradinho, que reunirá agricultores, técnicos, empreendedores rurais e a comunidade em uma programação diversificada e prática, com o objetivo de fortalecer a produção sustentável, promover a troca de experiências e impulsionar o desenvolvimento agropecuário da região. Feiras com produtos da agricultura familiar fazem parte da programação | Foto: Divulgação/Emater-DF “Queremos fomentar a diversificação da produção, alertar para desafios sanitários e abrir novos mercados, especialmente por meio da valorização das agroindústrias locais”, afirma a gerente da unidade local da Emater-DF em Sobradinho, Clarissa Campos. “É uma iniciativa importante para a promoção da segurança alimentar, para a geração de renda no campo e também para o fortalecimento dos produtores.” As atividades são desenvolvidas com foco nas demandas atuais do setor, dividindo-se em oficinas, reuniões técnicas, palestras e até uma excursão. Entre os temas abordados estão desde a fruticultura de alto valor (como pitaya, açaí e mirtilo) até biossegurança aviária. O encerramento será marcado pela Feira do Padre, com edição especial, destacando o potencial das agroindústrias locais. Produtores e público interessado em participar podem fazer a inscrição pelo escritório da Emater-DF em Sobradinho, por meio dos telefones (61) 3311-9423 ou (61) 99146-5204. [LEIA_TAMBEM]Confira abaixo a programação. Quarta-feira (11) 9h - Reunião técnica: Produção de açaí Local: Núcleo Rural Boa Vista – Chácara Bonança 14h: Reunião técnica: Boas práticas na avicultura caipira e o risco da influenza aviária Local: Plenária do Assentamento Antônio Júlio Quinta-feira (12) 9h - Reunião técnica: Mirtilo - do cultivo à comercialização Local: Cerrado Blue - Rota do Cavalo 16h - Palestra: Programa Trabalho Sustentável Local: Recanto dos Amigos - Rota do Cavalo Sexta-feira (13) 9h Oficina: Poda e produção de pitaya Local: Núcleo Rural Sobradinho I - Chácara 53/2 Excursão: Túnel Alto e automatização na produção de hortaliças Local: Agrobrasília Sábado (14) 9h - Oficina: Influenza aviária e biosseguridade na criação de galinhas poedeiras Local: Asproeste Domingo (15) 8h - Feira do Padre – Edição especial com produtos das agroindústrias de Sobradinho Local: Estacionamento da Administração Regional de Sobradinho. *Com informações a Emater-DF
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Diplomatas visitam AgroBrasília e se surpreendem com setor no DF
Com destaque cada vez maior no cenário do agronegócio, o Distrito Federal vem despertando a atenção de inúmeros países, não apenas quanto à produção do campo, mas também pela tecnologia e pesquisa desenvolvidas no Planalto Central. Focados no potencial da região, representantes de 20 embaixadas participaram, nesta quinta-feira (22), do Dia Internacional AgroBrasília, visita guiada por uma das maiores feiras com foco em novas tecnologias e negócios para empreendedores rurais do país. Pelo terceiro ano consecutivo sob o comando da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) do Governo do DF (GDF), o evento tem o intuito de mostrar o potencial do agronegócio do DF e alavancar a região no mercado internacional. Representantes de países como Argentina, Camboja, Israel, Myanmar, Nepal, Nigéria, República Democrática do Congo, Nova Zelândia, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Alemanha, El Salvador, Belarus, Uruguai, Haiti, Turquia, Venezuela, Trinidad e Sri Lanka, participaram do evento. Embaixadores e representantes diplomáticos de vários países conheceram a AgroBrasília e buscaram aprender com o agronegócio brasiliense | Foto: Divulgação/Serinter-DF Acompanhados pelo secretário de Relações Internacionais, Paco Britto, o corpo diplomático conheceu parte dos mais de 570 expositores da 16ª edição da AgroBrasília, promovida pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). “Está sendo muito importante e valioso podermos testemunhar o desenvolvimento do setor aqui no DF”, afirmou o adido agrícola da Embaixada da França, Pierre-Adrien Romon. “Também é a chance de encontrarmos com as autoridades, com a Emater, a Embrapa, e conhecer mais da agricultura do DF e do Brasil”, concluiu. No encontro, os diplomatas foram apresentados a dados e informações sobre as técnicas sustentáveis e as tecnologias do agronegócio. “Não há dúvidas de que o Distrito Federal assumiu papel de protagonismo no agronegócio nacional, tanto que Brasília foi reconhecida como a melhor cidade para negócios no agronegócio em 2024”, destacou o secretário Paco Britto. Paco Britto: "Brasília foi reconhecida como a melhor cidade para negócios no agronegócio em 2024" Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, existe uma correlação entre regiões produtoras e regiões com um PIB maior. “É a cultura, a indústria, o transporte”, apontou. “O que mostra que, graças aos investimentos em infraestrutura rural realizados pelo nosso governo, aliado ao esforço dos produtores, ao desenvolvimento de pesquisas e aos financiamentos disponibilizados pelo BRB ao povo do campo, o DF tem crescido bastante no setor”, completou Paco Britto. Após as apresentações, os diplomatas caminharam pelo parque, indo até os estandes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF). De acordo com o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a visita dos embaixadores é muito importante para apresentar a agricultura do DF. “Reforça a relevância da nossa vitrine tecnológica, onde apresentamos algumas das principais inovações que impulsionam a agricultura e promovem a produção sustentável no Distrito Federal”, afirmou. Embaixadora da República Tcheca, Pavla Haverlíková: "Nos interessa muito a colaboração, principalmente nas áreas de sustentabilidade, biodiversidade, saúde da terra e recursos hídricos" [LEIA_TAMBEM]Conhecer os espaços surpreendeu, realmente, muitos dos diplomatas do grupo. “É a primeira vez que estamos aqui e tem sido uma surpresa muito positiva conhecer o tamanho do setor agrícola do DF. Nos interessa muito a colaboração, principalmente nas áreas de sustentabilidade, biodiversidade, saúde da terra e recursos hídricos”, adiantou a embaixadora da República Tcheca, Pavla Haverlíková. Interesses, também, compartilhados pelos embaixadores de El Salvador, Luís Aparício, e do Nepal, Nirmal Raj Kafle. “O Nepal tem buscado tecnologias no Brasil, que lidera na elaboração dessas tecnologias para a agricultura”, afirmou Nirmal. “El Salvador está buscando parceiros estratégicos e o DF nos mostra uma impressionante transformação agrícola”, completou Aprício. *Com informações da Serinter-DF
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Com o uso de tecnologias, novas variedades de mandioca podem chegar a produzir 64 t por hectare
A popularidade da mandioca se deve não apenas à versatilidade culinária da planta, mas também ao uso integral, que contribui para a sustentabilidade e agrega valor à cadeia produtiva. Desde a raiz até as folhas, a mandioca tem mostrado potencial, tanto no consumo humano quanto na indústria de alimentação animal. No Distrito Federal, o número de produtores que cultivam a planta passou de 921, em 2019, para 1920, em 2023 – um aumento de 108,4%. Responsável pelo programa de olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Antonio Dantas explica: “A mandioca tem deixado de ser uma cultura marginalizada, em que os produtores cultivavam sem correção de solo, adubação e tecnologias. Hoje, vemos muitos produtores investindo na mandioca, com uso de novas cultivares, adoção de tecnologias na produção que contribuem para o aumento de produtividade”. Mais de 50 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas | Fotos: Divulgação/Emater-DF A adoção de tecnologias pelos produtores se deve, principalmente, ao trabalho articulado entre a Emater-DF, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados) e a Universidade de Brasília (UnB). “O trabalho de articulação entre o serviço público de extensão rural e a pesquisa é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da produção e da produtividade no cultivo da mandioca, levando as demandas dos produtores aos pesquisadores e vice-versa”, explica o extensionista rural da Emater-DF Hélcio Henrique Santos. Hoje, 54 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas. “A Emater-DF é responsável por fazer a seleção dos produtores que participam do trabalho de validação tecnológica, além de fazer o acompanhamento técnico e orientações de manejo”, pontua Hélcio. Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca e vende a produção in natura em feiras e para descascadores O produtor Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca no núcleo rural Taquara. Atualmente ele planta as cultivares japonesinha, a BRS 429 e o clone 54/10 (ainda em fase de validação), as duas últimas da Embrapa Cerrados. “A BRS 429 e a 54/10 são mandiocas que me atraíram pela rentabilidade, pois dão o dobro de produtividade da japonesinha”, conta Antônio José. “Além da produtividade, a gente observa a resistência a doenças, se o consumidor gosta, se cozinha bem, se a textura é boa, o tempo para a colheita e o tamanho da raiz. A gente repassa tudo para os técnicos da Emater e para a Embrapa”, observa Antônio. Ele vende a raiz in natura em feiras e para descascadores por cerca de R$ 50 a caixa de 26 kg. O pesquisador Josefino Fialho defende a sustentabilidade econômica, social e ambiental na produção de mandioca no DF Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Josefino Fialho, independentemente de o produtor plantar mandioca para indústria ou mandioca de mesa, é importante que tenha um processo produtivo sustentável. “Não tem como querer atingir uma alta produtividade de raiz se o seu comércio não atende aos requisitos para cobrir os custos dessa alta produtividade. É preciso ter sustentabilidade econômica, social e ambiental”, diz Josefino. Tecnologias de produção Entre algumas tecnologias utilizadas pelos produtores atualmente está o cultivo no mulching (cobertura plástica no solo), com uso de irrigação localizada. “Após a colheita de hortaliças como tomate, pimentão, pepino, os produtores aproveitam a mesma estrutura plástica e de irrigação, os resíduos de adubação da cultura anterior, para plantar a mandioca. Isso reduz os custos e melhora a produtividade”, conta o extensionista Hélcio Santos. O uso de cobertura plástica aumenta a produtividade das raízes, mantém a umidade do solo, controla a erosão e diminui a mão de obra para roçar o mato. Na unidade demonstrativa implantada na AgroBrasília, a produtividade do cultivo da mandioca no mulching chegou a 64 toneladas por hectare. Esse resultado deve-se a anos de trabalho participativo entre pesquisa, extensão rural e produtor. O pesquisador Josefino Fialho detalha: “É com essa pesquisa participativa que se determina quais os melhores materiais genéticos, as melhores formas de adubar, de espaçamento entre plantas, observando as diferentes fases do sistema, desde o plantio até a colheita. A troca de experiência é fantástica”. Usos da mandioca O uso integral da mandioca no Distrito Federal surge como uma estratégia para agregar valor à produção agrícola local. Em 2023, foram 883,25 hectares destinados ao cultivo de mandioca, por 1.920 produtores, que produziram 19.754 toneladas. “A mandioca é uma raiz de reserva, mas ela tem um período de sobrevida pós-colheita muito curto. Então, ela perde a qualidade não só da forma microbiológica, mas também fisiológica, principalmente a mandioca para mesa. A Embrapa Cerrados e outras unidades desenvolveram vários trabalhos voltados a minimamente processados, para que a mandioca pudesse conservar mais tempo e obtivesse assim melhor qualidade do produto para o consumidor”, afirma. A economista doméstica da Emater-DF Cátia Freitas destaca que a mandioca é rica em fibras, potássio e vitamina C, podendo ser consumida cozida, assada, em sopas e em diversas outras receitas. “Por não possuir glúten, ainda é uma ótima opção para pessoas com doença celíaca. Apenas não deve ser consumida crua, por conta da toxidade”, pondera. A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos. Ele tem uma agroindústria há 20 anos, na região do Café sem Troco, no PAD-DF, onde emprega seis pessoas na produção dos alimentos. “Eu vendo a mandioca descascada, além de produzir a farinha de mandioca e de tapioca e a massa puba. Algumas pessoas vêm comprar direto na propriedade e outras compram na banca que minha filha administra na feira no Guará. Processar a mandioca ajuda a ter mais renda do que a vendendo in natura”, conta Luís. Além da raiz, o caule e as folhas podem ser utilizados na alimentação animal, orienta o zootecnista é responsável pelo Programa de Ruminantes e Equídeos da Emater-DF, Maximiliano Cardoso. “Na alimentação animal, a raiz é um alimento energético, bem-aceito pelos animais, de forma fresca ou desidratada. Já a parte aérea da mandioca, que é composta pelo terço médio das hastes principais, galhos e folhas, pode ser usada como volumoso e é rica em vitaminas A e C. Essa parte pode ser aproveitada in natura ou também passada por processo de fenação, facilitando a estocagem, por exemplo”. Por não conter glúten, a mandioca é uma boa opção na dieta de celíacos Ao aproveitar todas as partes da planta, desde a raiz até as folhas, os produtores do DF não só contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também abrem novos caminhos para o desenvolvimento de produtos inovadores que atendem a um mercado cada vez mais exigente. *Com informações da Emater-DF
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Agricultoras do DF aprendem novas tecnologias em visita à Fazenda Água Limpa
O programa Agropecuária Sustentável: Mulheres Transformando o Campo reunirá, nesta sexta-feira (7), aproximadamente 30 agricultoras do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) na segunda visita técnica do ano à Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília (UnB), no Núcleo Rural Vargem Bonita. A iniciativa é da Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com o Instituto Movimento Brasil, e visa a levar capacitação às mulheres do campo com a disseminação de novas tecnologias e práticas agrícolas. O evento é para toda a comunidade de produtoras da agricultura familiar, estudantes e entusiastas da agropecuária. Esta será a segunda edição de um total de quatro visitas técnicas programadas pelo projeto. A primeira, realizada no dia 14 de janeiro, atendeu cerca de 40 pessoas. As inscrições para a visita técnica são gratuitas e podem ser realizadas online no site do projeto. As participantes do Agropecuária Sustentável participam de uma rica troca de experiências | Fotos: Vinícius de Melo/SMDF Para a vice-governadora Celina Leão, ações como esta são fundamentais para a capacitação das mulheres do DF. “Essa interação com pesquisadores proporciona uma troca de conhecimentos e enriquece a experiência das nossas agricultoras. Estamos fortalecendo o protagonismo feminino no setor agropecuário e contribuindo para o crescimento da nossa cidade”, disse. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, falou sobre a importância de investir no trabalho das mulheres do campo. “Além de promover a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, o projeto traz inclusão e geração de renda para as produtoras rurais. Elas vão aprender novas tecnologias e se qualificar ainda mais para o mercado de trabalho”, relatou. O roteiro inclui visitas aos pomares de frutas, às áreas de produção de hortaliças, aos setores de piscicultura e aquicultura, produção animal e máquinas agrícolas. Elas serão orientadas sobre manejo, controle de regras e práticas sustentáveis. As visitantes serão guiadas por um engenheiro agrônomo que contará com o apoio e a orientação de professores da instituição responsáveis por cada setor. *Com informações da SMDF
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Frango de corte lidera setor de pecuária no DF com faturamento bilionário em 2023
A produção de carne de frango de corte liderou o setor pecuário do Distrito Federal em 2023, com faturamento bruto superior a R$ 1 bilhão. O valor é referente à produção de 132.845.561 kg de alimento, dos quais cerca de 90% são exportados para países como Arábia Saudita, Japão, Rússia e México, por meio do sistema de integração vertical. Criados especificamente para o consumo da carne, os frangos de corte são desenvolvidos por 618 avicultores, em parceria com grandes empresas do ramo, como Seara/JBS e Pluma – os brasilienses são responsáveis pela engorda dos pintinhos, e as demais fases são geridas pelas companhias. A produção de carne de frango de corte liderou o setor pecuário do Distrito Federal no ano passado, com faturamento bruto superior a R$ 1 bilhão | Foto: Arquivo/Agência Brasília O resultado monetário da avicultura em 2023 impulsionou em 78% os números da pecuária, junto à produção de ovos férteis para frango de corte e ovo comercial, que alcançaram, em valores brutos, R$ 703 milhões e R$ 56 milhões, respectivamente. Além disso, o montante bilionário da indústria de aves de corte no ano passado superou o registrado em 2022 – quando o faturamento bruto foi na ordem de R$ 780 milhões, com participação de 573 agricultores e produção de 136.198.804 kg do alimento – e o de 2021, em que foram produzidos 112.814.935 kg de frango por 547 produtores, resultando em 788 milhões. As equipes de defesa agropecuária da Seagri fazem a busca ativa dos criadores de aves industriais para observar se as normas são seguidas e se há algum sinal das doenças de notificação obrigatória Os dados estão presentes nos relatórios do Valor Bruto da Produção Agropecuária da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). O valor bruto é um indicador conjuntural que demonstra o desempenho das safras. A metodologia multiplica a produção rural pelo preço médio dos produtos agropecuários. “Quase 90% da carne de frango do DF vai para a exportação justamente pelo fato de que é possível agregar maior valor ao produto, uma vez que a comercialização é em dólar. O que fica para o mercado interno são as aves que não atingem o padrão exigido pelos compradores internacionais”, salienta o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. A pasta do Governo do Distrito Federal (GDF) é responsável pela fiscalização sanitária das granjas. As equipes de defesa agropecuária da Seagri fazem a busca ativa dos criadores de aves industriais para observar se as normas são seguidas e se há algum sinal das doenças de notificação obrigatória, como é o caso da gripe aviária, que podem comprometer o desempenho e a performance dos animais e prejudicar o comércio. “O GDF garante a qualidade sanitária das aves e, consequentemente, que nenhuma doença se propague no nosso território, preservando a geração de emprego e renda da cadeia produtiva”, observa o secretário. Cerca de 5 mil empregos são gerados para que a carne de frango chegue às prateleiras dos mercados nacional e internacional Entre os fatores que favorecem os resultados da avicultura brasiliense, destaque para o uso de grãos desenvolvidos aqui para alimentação das aves. “Todo milho que é consumido pelas aves é produzido aqui mesmo, barateando o custo logístico e trazendo mais competitividade, já que o milho é a base da ração”, pontua o secretário. Em maio, o milho, o trigo e o feijão foram incluídos no programa Pró-Rural, que concede crédito e incentivos ambientais, administrativos, fiscais, econômicos, de infraestrutura e profissionalizantes a produtores rurais, reduzindo em até 80% os impostos sobre a comercialização de mercadorias. A vice-governadora Celina Leão pontua o impacto que a avicultura surte na geração de emprego e renda. “Graças aos incentivos e suporte técnico oferecidos por este GDF, a avicultura tem se consolidado como um forte componente econômico. No ano passado, o agronegócio, com a pecuária e a agricultura, movimentou R$ 6 bilhões na capital, dos quais mais de R$ 1 bilhão são referentes à produção industrial de aves”, exemplifica. “É uma cadeia com muitas vantagens: não precisa de grandes áreas para ocorrer, demanda menos água que a bovinocultura, por exemplo, e ainda cria centenas de postos de trabalho”. Criados especificamente para o consumo da carne, os frangos de corte são desenvolvidos por 618 avicultores do DF, em parceria com grandes empresas do ramo | Foto: Divulgação Sistematização Cerca de 5 mil empregos são gerados para que a carne de frango chegue às prateleiras dos mercados nacional e internacional, segundo o presidente do Sindicato dos Avicultores do Distrito Federal (Sindiaves), Rodrigo Dolabella. “A avicultura é uma cadeia longa e com muitos segmentos, além de ser o maior consumidor de grãos do DF e da Ride [Região Integrada de Desenvolvimento] e responsável pelo principal item de exportação agropecuária daqui. Temos trabalhadores nas granjas, os caminhoneiros que levam ração às fazendas, o pessoal que trabalha na indústria de abate, nas fábricas de ração, nos incubatórios e nos frigoríficos”, elenca. No sistema de integração pecuária vertical, os produtores recebem os pintinhos com um dia de vida e todo o suporte necessário para a engorda dos animais, incluindo ração, medicação e assistência veterinária. As aves são recolhidas cerca de 40 dias depois, conforme a conveniência da empresa integradora, e encaminhadas para abate e processamento. “Os avicultores são remunerados de acordo com a eficiência da produção com base em fórmula definida por contrato. Para o avicultor, é interessante estar associado a uma empresa que oferece assistência técnica e ainda a comercialização dos produtos”, salienta Dolabella. Segundo o presidente do sindicato, a avicultura no DF reúne cerca de 200 granjas de frango de corte adeptos ao sistema de integração. Diariamente, são abatidas mais de 260 mil aves. “O DF é muito importante na criação das matrizes, que são as galinhas produtoras dos ovos férteis, que serão galados e levados para o incubatório para virarem pintinhos. Eles recebem as vacinas e são levados para as granjas para que passem pela engorda e, depois, vão para o abate”, detalha. Dolabella explica ainda que nem sempre o frango consumido pelos brasilienses é produzido aqui, tendo em vista a variedade de empresas presentes no mercado. “O consumo de frango no Brasil cresceu muito e é maior do que o de carne bovina, já que cada cidadão come, por ano, quase 40 kg de carne bovina e 42 kg de frango”, cita Dolabella. Avicultores O produtor rural Brasil Américo Louly, 77 anos, é um dos mais antigos no ramo, tendo iniciado a criação de frangos de corte e a parceria com a integradora em 2002, no Núcleo Rural Santos Dumont. “Entendi que a atividade se apresentava como um bom investimento para obter ganho financeiro”, pontua. No primeiro ano de trabalho, a propriedade de Brasil contava com dois galpões, cada um com capacidade para 1.021 aves. Hoje, são seis espaços destinados à atividade, que somam capacidade para comportar cerca de 130 mil aves, entregues à integradora em seis lotes ao longo do ano. Quase 90% da carne de frango do Distrito Federal é destinada à exportação | Foto: Divulgação As aves chegam à propriedade com um dia de vida e são devolvidas às integradoras 41 dias depois. “O processo se inicia com o recebimento e o alojamento dos pintinhos e segue até a data da retirada pela empresa, quando os frangos atingem peso em torno de 3 kg”, explica Brasil, que é criterioso na preservação da segurança sanitária da criação. “Os cuidados são rigorosos para evitar a contaminação das aves por doenças, em especial a salmonela e a influenza aviária, o que inviabilizaria o consumo por humanos. É proibida a entrada de pessoas estranhas no interior da granja, e os veículos que entram na fazenda passam pelo arco de desinfecção, que pulveriza produtos químicos para desinfetar as superfícies”. O potencial da avicultura também chamou a atenção do produtor rural Henrique Matos, 40, que iniciou a produção junto ao pai e o irmão em Planaltina há seis anos. “Estávamos estudando a piscicultura e procurando uma propriedade para iniciar no ramo, até que encontramos um local que já tinha aves e decidimos arriscar”, relembra. Pouco depois da aquisição da propriedade, foi iniciada a parceria com a Seara para produção de frangos de corte. Considerada moderna e eficiente, a granja da família Matos entrega seis lotes com cerca de 157 mil aves para a integradora anualmente, em média. A quantidade de frangos por lote, assim como a frequência e o número de entregas, é um fator particular de cada propriedade. “É um modelo de trabalho interessante pela estabilidade que encontramos. Nós recebemos as aves e todo o apoio logístico e técnico necessário para a criação, o que facilita o processo e diminui a chance de erro. Somos responsáveis por uma etapa do processo, em que somos assessorados, fiscalizados pela empresa e pelo GDF, além de acompanhados em cada etapa”, observa Matos. “Também não somos impactados nem para cima e nem para baixo com as mudanças no mercado, já que os preços são fixados em contrato.”
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Agricultores do DF aumentam produtividade com fertilizante orgânico fornecido pela Caesb
Centenas de produtores rurais do Distrito Federal e Entorno têm colhido os benefícios de uma técnica que transforma o lodo tratado em fertilizante para o solo. O esgoto transformado em biossólido pela Companhia Ambiental de Saneamento (Caesb) é rico em nutrientes e ajuda mais de 200 famílias do campo a melhorar a qualidade da terra e aumentar a produção, especialmente durante o período de estiagem. Desde 2021, a iniciativa funciona como uma alternativa sustentável e acessível para pequenas e médias propriedades da região. Um dos produtores beneficiados com o uso do lodo é o gerente da Fazenda Barreiras, Luciano Sousa, 29 anos. Há três anos utilizando o material para fertilizar as plantações de milho, soja e feijão que ocupam a propriedade no município Cidade Ocidental (GO), ele explica que o custo de produtividade acaba sendo mais baixo — não apenas por terem as máquinas necessárias para fazer o transporte e o confinamento, mas também pelo material doado gratuitamente pela Caesb. Luciano Souza utiliza o produto fornecido pela Caesb no cultivo de milho, soja e feijão | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Além disso, Luciano ressalta que o biossólido reduz a necessidade de se utilizar agrotóxicos nas plantações: “Quando há [produto] químico no plantio, você tem que ter mais mão de obra. Com esse material na fazenda, a gente distribui bem mais rápido. Nós vimos que a produtividade melhorou bastante porque a gente diminuiu o químico e as terras responderam melhor”. O gerente afirma que já foram utilizadas 500 toneladas do material neste ano, aplicando de duas a três toneladas por hectare na propriedade. Como funciona O processo de transformação do lodo começa com a remoção de sólidos e impurezas do esgoto que chega às estações de tratamento da Caesb. Lixo, detritos e areias, por exemplo, são encaminhados para o Aterro Sanitário de Brasília. Em seguida, o esgoto passa por uma etapa biológica, onde micro-organismos anaeróbios e aeróbios realizam duas fases de depuração, retirando elementos dissolvidos, como fósforo e nitrogênio, que são incorporados ao biossólido. O lodo resultante vai para o decantador, onde é separado do líquido tratado — que é liberado no rio —, e o excesso de água é removido. Esse lodo úmido é transportado em caminhões até o pátio de secagem, onde é exposto ao sol e ao vento. As condições climáticas do DF, especialmente durante a estiagem, favorecem a secagem do material, que é monitorado para garantir que atenda aos padrões de umidade e elimine micro-organismos patogênicos, tornando-o adequado para uso agrícola. O clima do DF – com calor e seca durante vários meses do ano – é propício para a produção do lodo tratado Por dia, são produzidas cerca de 400 toneladas de lodo pela Caesb. De acordo com gerente de Operação das Bacias do Melchior e Alagado, Cristiano Mano, as condições climáticas do DF favorecem a técnica: “Temos muito calor e secura, isso torna o processo de baixo custo para processar um lodo de ótima qualidade em termos de matéria orgânica”. “O lodo é um material rico em minerais adequados para uso no solo. Com ele, o produtor não precisa comprar outros insumos, basta o produto gratuito e de alta qualidade feito por nós. O benefício é tanto para o agricultor quanto para a Caesb e, principalmente, para o meio ambiente, porque dessa forma a gente conclui o ciclo biogeoquímico”, defende o gerente. “O biossólido é ótimo como condicionador de solo. Funciona como um adubo complementar para nutrir a terra e melhorar as características de retenção de água e a resposta nas culturas adotadas”, explica a engenheira florestal e coordenadora de Operações da Unidade de Gerenciamento de Lodos da Caesb, Leiliane Saraiva. Resultado visível Ao chegar na propriedade do Luciano, o lodo ainda é submetido a um processo antes de ser utilizado na lavoura. Misturado a pó de rocha e resíduo de confinamento, a substância passa por mudanças de temperatura após a junção com água e é revirada com as máquinas para resfriar, de acordo com a necessidade. Em um mês ele está pronto para ser utilizado no solo. O gerente da fazenda destaca que as plantações respondem bem ao fertilizante, até melhor do que aos químicos. “O milho responde muito bem, a planta fica mais bonita, você vê pelas folhas da planta, fica incrível na lavoura. O resultado é visível mesmo”, concluiu.
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Começa neste sábado (21) a 24ª Semana do Pimentão
De 21 a 29 de setembro, o Núcleo Rural Taquara, em Planaltina, será o cenário da 24ª Semana do Pimentão, evento que reúne agricultura, tecnologia e cultura, promovendo a troca de conhecimentos entre profissionais do setor e a comunidade local. O evento será realizado na Chácara 01, às 9h, e oferece uma oportunidade para que os agricultores conheçam as mais recentes inovações tecnológicas voltadas ao setor agrícola | Foto: Divulgação/Emater-DF A abertura oficial será neste sábado (21), com o 2º Dia Especial de Mecanização e Automação para a Agricultura Familiar, organizado pela Emater-DF. O evento será realizado na Chácara 01, às 9h, e oferece uma oportunidade para que os agricultores conheçam as mais recentes inovações tecnológicas voltadas ao setor agrícola. “Este evento une a comunidade em torno de algo que é vital para a nossa identidade: o trabalho no campo, a preservação do meio ambiente e a valorização do pequeno produtor, que muitas vezes enfrenta desafios imensos, mas que nunca desiste de inovar e crescer. É um momento de celebração, troca de conhecimento e fortalecimento do trabalho rural” Cleison Duval, presidente da Emater-DF “Este evento une a comunidade em torno de algo que é vital para a nossa identidade: o trabalho no campo, a preservação do meio ambiente e a valorização do pequeno produtor, que muitas vezes enfrenta desafios imensos, mas que nunca desiste de inovar e crescer. É um momento de celebração, troca de conhecimento e fortalecimento do trabalho rural”, afirma o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. Em 2023, a produção de pimentão no Distrito Federal atingiu 16.976 toneladas em 161,36 hectares, com a participação de 570 produtores rurais. A região de Taquara lidera essa produção, representando 20% do total do DF, com 85 produtores responsáveis por 2.795 toneladas cultivadas em 33,34 hectares. Segundo o produtor Maurício Rezende, que é presidente da Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina-DF (Cootaquara), o evento deste ano visa também reforçar a importância da organização dos produtores por meio do cooperativismo. “Queremos lembrar aos produtores que ninguém se ergue sozinho, principalmente no contexto da agricultura familiar. O cooperativismo vai além de uma forma de gestão ou mais que uma forma de organização social. Ela considera a eficiência do capital, mas também considera a essência do social, que é o ser humano, que é o produtor rural. O nosso desafio é agregar valor à produção”, explica. Em 2023, a produção de pimentão no Distrito Federal atingiu 16.976 toneladas em 161,36 hectares, com a participação de 570 produtores rurais Nos dias seguintes, a programação se intensifica com palestras e workshops, como a de nanotecnologia na agricultura, técnicas de enxertia e boas práticas agrícolas, além de entretenimento com um show de mágica, que será promovido pelo Sescoop, muita discussão sobre novas tecnologias de manejo e produção, Concurso de Receitas com Pimentão, exposição agrícola e apresentações musicais. O encerramento da semana ocorre no domingo (29) com uma programação voltada para a comunidade. Atividades como torneio de futebol, oficinas de artesanato e um animado forró da terceira idade serão promovidos visando proporcionar uma forma alegre e inclusiva de finalizar a celebração. De acordo com o gerente da Emater na Taquara, Revan Soares, a semana do pimentão nasceu da necessidade de buscar novas tecnologias que melhorem o rendimento produtivo e fitossanitário da cultura, além de novas variedades e técnicas de cultivo. “Hoje, ela vai além e se consolidou no calendário oficial do GDF, oferecendo uma diversidade técnica para os produtores. A programação é desenhada com base nas demandas observadas ao longo do ano e nas inovações que surgem no setor. O evento é uma oportunidade de intercâmbio de experiências e de acesso ao que há de mais moderno no segmento.” O evento é realizado pela Cootaquara e Emater-DF, com apoio da Seagri-DF, Ceasa-DF, Administração Regional de Planaltina, Batalhão de Policiamento Rural, Unium, Secretaria de Turismo, Leaf, Casa Bugre, Takii Seed, Agrosyn, Yuksel Seeds, Bio Cerrado, Embrapa, Ministério da Agricultura. Confira abaixo a programação completa do evento Arte: Ascom/Emater-DF *Com informações da Emater-DF
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Colha & Pague do Morango encanta visitantes com experiência no campo
A tradicional atividade Colha & Pague do Morango, que faz parte da programação da Festa do Morango, contou com participantes de diversas regiões do Distrito Federal interessados em vivenciar a rotina no campo e a experiência da colheita do fruto diretamente da planta. Promovido com apoio da Emater-DF na propriedade Morangos Oliveira, o evento foi dividido em duas turmas de 30 participantes neste sábado (14). Realizada na propriedade do produtor Sandoval Oliveira, na comunidade Bucanhão, a atividade foi mais do que uma experiência de lazer. Os visitantes puderam aprender sobre o cultivo do morango, as técnicas de manejo aplicadas, conheceram a variedade do fruto oferecido, comeram o morango no momento da colheita e interagiram no ambiente de produção agrícola. Dalila Maria de Lara Brito (esq.) curtiu a atividade ao lado das filhas e do neto e adorou a experiência: “Além de comer, estou levando para fazer geleia, bolo, sorvete, suco” | Fotos: Divulgação/ Emater-DF Moradora de Taguatinga Norte, Dalila Maria de Lara Brito, de 68 anos, vivenciou pela primeira vez a experiência de colher morangos ao lado das filhas e do neto. “Eu achei excelente porque, além de comer, ainda estou levando um monte. Dá para fazer tudo: geleia, bolo, sorvete, suco. É um momento especial com a minha família. Eu não deveria estar aqui hoje, porque tinha outro compromisso, mas decidi participar e estou muito feliz”, contou Dalila. Já Islaine Tavares, participou com o filho e o marido. “Nós amamos a experiência. É a segunda vez que participamos e meu filho, que tem 4 anos, também adorou. Ele ama morango. É a fruta preferida dele. Além disso, é muito didático, porque ele aprende de onde vem o alimento e o manejo na hora de colher. Essa é uma atividade que ajuda a refinar o tato da criança.” Islaine Tavares comemorou que a atividade mostrou ao filho de 4 anos de onde vem a fruta e como fazer para colhê-la “Essa atividade é uma oportunidade não só de comercializar nossos produtos diretamente com o consumidor, mas também de mostrar o valor do nosso trabalho, trazer as pessoas para conhecer o campo, ver de onde vem o alimento, como funciona a colheita e provar da qualidade dos nossos produtos” Sandoval Oliveira, produtor rural Sandoval Oliveira, dono da propriedade, destacou a importância dessa interação entre os produtores e o público urbano. “Essa atividade é uma oportunidade não só de comercializar nossos produtos diretamente com o consumidor, mas também de mostrar o valor do nosso trabalho, trazer as pessoas para conhecer o campo, ver de onde vem o alimento, como funciona a colheita e provar da qualidade dos nossos produtos. As pessoas precisam ter consciência dos nossos desafios na produção para ter noção do custo envolvido em todo o processo e valorizar mais o alimento”, comentou. A Emater-DF esteve presente durante toda a atividade, com extensionistas prontos para orientar os participantes e fornecer informações sobre as melhores práticas de cultivo do morango. “O Colha & Pague, além de ser uma atividade de vivência no campo e turismo rural, permite que as pessoas conheçam a origem dos alimentos que consomem e entendam o valor do trabalho no campo. Além disso, é uma excelente oportunidade para os produtores divulgarem seus produtos e fortalecerem sua comercialização”, afirmou o técnico da Emater-DF, Claudinei Vieira. A Festa do Morango continua até domingo (15), com uma programação repleta de atrações, degustações e, claro, muitos morangos fresquinhos direto do campo. *Com informações da Emater-DF
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Produtores conhecem experiências de inovação tecnológica na ExpoAbra
A programação da ExpoAbra, nesta quinta-feira (5), trouxe aos produtores rurais o painel Inovação Tecnológica no Agro. “A atividade é importante para que os produtores saibam como se apropriar de tecnologias e inovações e melhorar a produção agropecuária, a gestão e a comercialização dos produtos”, afirma o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. Entre as experiências apresentadas estavam o programa Empreender e Inovar, da Emater-DF, que capacita e acompanha produtores e instituições do meio rural na gestão do negócio rural. Painéis sobre inovações na agricultura foram destaque nesta quinta-feira na ExpoAbra | Foto: Divulgação/Emater-DF O empreendedor Aurelino de Almeida relatou sua experiência: “Temos muito apoio técnico sobre como criar os animais, produzir o leite, o queijo, mas vimos como é importante também aprender a gerenciar, escrever, planejar, anotar os gastos e os ganhos e estruturar o que se está fazendo. Levamos um susto quando colocamos tudo em planilha e conseguimos ver nossos pontos de estrangulamento. Temos que nos ver como empresários, e este programa da Emater tem nos ajudado muito”. Outro trabalho em destaque da Emater-DF é o de assistência técnica e extensão rural digital, apresentado pelo gerente de Tecnologia da Informação da empresa, Fabrício Portes Braga. Com a tecnologia e a conectividade dos produtores no meio rural, ele mostrou os serviços que facilitam o acesso a informações técnicas, como o chatbot, que pode ser acessado no site da empresa e pelo WhatsApp (61)3311-9456. Também foram abordados nesta quinta-feira os temas Apropriação tecnológica e desenvolvimento ambiental, econômico e social, por Fábio Faleiro, da Embrapa Cerrados; Gestão da informação com foco em resultados (Tecnologia de processos), com o relato da experiência da Fazenda Malunga; o programa É do Campo, divulgado por Thiara Vieira Viggiano Fernandes, da Emater-MG, e Tecnologias para o agro e como obter recursos a fundo perdido para desenvolvimento destas tecnologias, por Marcio Machado, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). *Com informações da Emater-DF
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