Alimentação escolar da rede pública do DF passa a oferecer tilápia de produtores locais
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) iniciou, neste ano, um projeto-piloto para incluir filé de tilápia produzido pela agricultura familiar na alimentação escolar da rede pública de ensino. O pescado já começou a ser servido em escolas atendidas pelas coordenações regionais de ensino (CREs) de Sobradinho, Núcleo Bandeirante, Guará e Plano Piloto, ampliando a oferta de alimentos saudáveis e fortalecendo a produção local. Segundo a diretora de Alimentação Escolar da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais, Camila Beiró, a meta é ampliar gradualmente a iniciativa para toda a rede pública de ensino. "O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, diversificar o cardápio oferecido aos estudantes e ampliar a oferta de alimentos saudáveis e de qualidade nas escolas", afirmou. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis meses e dez meses até atingir o peso ideal para o consumo. Depois desse período, os peixes são encaminhados para um frigorífico, onde passam pelos processos de filetagem e embalagem antes de serem distribuídos às unidades escolares. As tilápias são criadas em tanques instalados em propriedades da agricultura familiar e permanecem entre seis e dez meses até atingirem o peso ideal para o consumo | Foto: Divulgação Alimentação escolar em números A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal está entre as maiores políticas públicas do setor no país. Diariamente, em média, são servidas 515.958 refeições para 382.624 estudantes matriculados em 694 escolas públicas. Em 2026, o orçamento autorizado para a alimentação escolar soma, até o momento, R$ 144,6 milhões, destinados à aquisição de alimentos, à logística de distribuição e à execução do programa. Os cardápios contam, atualmente, com 83 alimentos, entre frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, pescados, laticínios e grãos. Desse total, 34 itens são provenientes da agricultura familiar. Entre as proteínas oferecidas estão patinho moído, acém em cubos, peito de frango, coxa e sobrecoxa, tulipa de frango, lombo e paleta suínos, ovos e, agora, a tilápia. Os cardápios também incluem queijo muçarela, iogurte natural, manteiga, arroz, feijão, leite em pó, macarrão e flocão de milho. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Lilian Borges, explica que a inclusão de alimentos naturais na merenda busca proporcionar benefícios às crianças e aos adolescentes, tanto do ponto de vista nutricional quanto do desenvolvimento. "Uma alimentação saudável contribui para a melhora da concentração, da memória e da disposição dos estudantes, fatores que favorecem o processo de aprendizagem e o desempenho escolar. O consumo regular desses alimentos também auxilia na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, reduzindo o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão, ao longo da vida", ressaltou. Agricultura familiar abastece as escolas A agricultura familiar tem papel estratégico na alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal. Atualmente, 796 agricultores familiares fornecem frutas, verduras e legumes para as escolas. Outros 212 produtores abastecem a rede com laticínios, como queijo, manteiga e iogurte, enquanto dez agricultores são responsáveis pelo fornecimento de mel. A inclusão do filé de tilápia produzido pela agricultura familiar amplia a variedade e a qualidade nutricional da merenda oferecida aos estudantes da rede pública do Distrito Federal | Foto: André Amendoeira/Ascom SEEDF Os alimentos chegam de propriedades localizadas em regiões como Planaltina, Brazlândia, São Sebastião, Vargem Bonita e municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). Todo o planejamento dos cardápios é realizado pela Diretoria de Alimentação Escolar (Diae), da Suape, vinculada à SEEDF. O trabalho é desenvolvido por uma equipe de 68 nutricionistas, responsável pela elaboração dos cardápios, acompanhamento da qualidade dos alimentos e suporte técnico às 14 coordenações regionais de ensino. Cardápio Os cardápios seguem as diretrizes da Resolução nº 4/2026 e consideram fatores como faixa etária dos estudantes, necessidades nutricionais, sazonalidade dos alimentos e hábitos alimentares da população local. O planejamento anual é dividido em seis ciclos de distribuição, cada um correspondente a sete semanas letivas. Em cada ciclo são produzidas 61 variações de cardápios, o que representa aproximadamente 366 diferentes cardápios ao longo do ano letivo. A equipe também elabora cardápios específicos para estudantes com necessidades alimentares especiais, como alergia à proteína do leite de vaca (APLV), diabetes mellitus, intolerância à lactose e intolerância ao glúten. Nesses casos, as unidades escolares recebem orientações técnicas para a aquisição dos alimentos adequados. *Com informações da SEEDF
Ler mais...
Produtores conhecem primeiro edital do programa de compras da alimentação escolar de 2026
Representantes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), da Emater-DF e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) se reuniram, na tarde desta quinta-feira (28), para apresentar aos produtores rurais a Chamada Pública nº 01/2026, voltada à aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede pública de ensino. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais, com previsão de aquisição de cerca de 4,8 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar, movimentando aproximadamente R$ 44,8 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Cerca de 50 agricultores, representantes de organizações rurais do DF aptas a participar da chamada pública, compareceram ao encontro, onde puderam esclarecer dúvidas e informações sobre esse edital, que representa uma importante oportunidade de comercialização para a agricultura familiar, para o fortalecimento das organizações rurais e também para a comercialização a preços justos de alimentos orgânicos. A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, destacou o impacto social e educacional da iniciativa. “A alimentação escolar é uma das políticas públicas mais importantes para a garantia do direito à educação. Ao investirmos R$ 44,8 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar, fortalecemos a economia local, valorizamos o trabalho dos produtores rurais do Distrito Federal e asseguramos que nossos estudantes recebam refeições cada vez mais saudáveis, nutritivas e de qualidade. É uma ação que gera desenvolvimento no campo e mais oportunidades de aprendizagem na escola.” Segundo o gerente de Comercialização e Organização Rural da Emater-DF, Blaiton Carvalho, o chamamento deste ano traz avanços importantes em relação à edição anterior. “Teremos um aumento de 35% no valor dos contratos e crescimento de 15% no volume de produtos previstos. A expectativa é atender mais de 1,1 mil produtores rurais do Distrito Federal”, destacou o extensionista. O edital contempla uma diversidade de produtos, são 70 gêneros alimentícios entre frutas e hortaliças orgânicas e convencionais | Foto: Divulgação/Emater-DF A presidente da Comissão de Chamada Pública da Agricultura Familiar da Secretaria de Educação, Patrícia Jane Lacerda, ressaltou os resultados positivos do programa para os estudantes da rede pública. “Podemos dizer que os 449.593 estudantes da rede pública estão sendo atendidos com alimentos frescos e saudáveis”, explicou. Para o diretor de Compras Institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio da Silva, o crescimento do programa demonstra sua relevância para agricultores e estudantes. “Desde o primeiro contrato, em 2014, o volume de recursos investidos pelo GDF no PNAE aumentou 2.900%. Esse é um trabalho que beneficia diretamente os agricultores familiares e os estudantes da rede pública”, observou. A nutricionista da Secretaria de Educação, Flávia Itabaiana, reforçou a importância da alimentação escolar para milhares de alunos do DF. “Grande parte dos alunos depende das 515.958 refeições servidas diariamente para ter acesso a uma alimentação saudável, que é um direito constitucional”, aponta. A Chamada Pública 1/2026 foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 21 de maio. As organizações rurais interessadas em participar têm até o dia 22 de junho para apresentar a documentação. O edital pode ser conferido aqui. *Com informações da Emater-DF
Ler mais...
Volta às aulas: o que incluir na lancheira das crianças?
Com o início das aulas, a correria volta a fazer parte da rotina. No meio da confusão, como planejar a lancheira das crianças? A escolha de alimentos que forneçam energia e nutrientes adequados para as atividades escolares pode ser simples — e servir de aprendizado para pequenos e adultos. Alimentos in natura ou minimamente processados devem predominar na composição do lanche | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos” Carolina Gama, gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde A premissa básica, apresentada no Guia Alimentar para a População Brasileira, é a mesma para todas as idades: evite produtos ultraprocessados. Alimentos in natura ou minimamente processados — obtidos diretamente de plantas ou de animais, cujo preparo para consumo não altera suas propriedades naturais — são a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada. A diferença entre ultraprocessados e processados está no rótulo. De forma simplificada, basta observar a lista de ingredientes: eu conheço o que está escrito? Se for um alimento, é processado; se tiver cinco ou mais componentes, com nomes difíceis de pronunciar e de identificar, é ultraprocessado. Montagem da lancheira A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) sugere um método fácil para a montagem da lancheira. Os alimentos podem ser divididos em três grupos: frutas e vegetais, grãos (arroz, feijão, aveia, sementes) e proteínas, como carnes, laticínios e ovos. Para uma refeição saudável, o ideal é combinar um alimento de cada grupo. [LEIA_TAMBEM]A participação da família no preparo das refeições pode ajudar a transformar o momento em convívio e aprendizado. “O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF), Carolina Gama. “Dessas experiências, nascem os bons hábitos”. A Lei nº 5.146, de 19 de agosto de 2013, estabelece as diretrizes para promover a alimentação saudável nas instituições de ensino. Cantinas e outros comércios de alimentos devem obedecer a princípios relacionados à proibição e à oferta de determinados tipos de produtos. Além disso, escolas devem adotar conteúdo pedagógico que trate de alimentação, hábitos e estilos de vida saudáveis. Consulte o Fórum Permanente sobre Alimentação Saudável nas Escolas, um colegiado com caráter intersetorial, formado por membros representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e de entidades da sociedade civil. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Encontro Sabor de Escola apresenta novidades no cardápio da rede pública
A combinação entre técnica e criatividade ganhou destaque, na sexta-feira (6), durante o 3º Encontro Sabor de Escola. Realizado na Escola de Sabores Oscar, na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape), o evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Eape no YouTube e marcou um avanço na política de alimentação escolar do Distrito Federal, ao apresentar novos ingredientes e proteínas que passam a integrar o cardápio das mais de 500 mil refeições servidas diariamente nas unidades escolares. “Aproveitamos este espaço da Eape para criar uma escola técnica, que se tornou um nicho de trabalho não só para o mercado, mas também para a própria Secretaria. Nosso objetivo é formar profissionais qualificados, com uma compreensão profunda sobre nutrição e o valor dos alimentos”, reforçou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ao destacar a importância da escola para a comunidade escolar durante a live. A diversidade do cardápio escolar da rede pública do DF foi celebrada no Encontro Sabor de Escola | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF A merendeira Josilene Páscoa Santos, primeira campeã do concurso Sabor de Escola e representante da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Santa Maria, compartilhou como a formação mudou a sua visão sobre a cozinha no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 209. “Meu sonho é dar aula aqui na Escola de Sabores. O conhecimento que adquiri faz toda a diferença para conquistar o paladar das crianças. Ver a alegria delas ao comer é o que me motiva”, relatou emocionada. [LEIA_TAMBEM]Luz, câmera e sabor! Durante a live, o público acompanhou o preparo de receitas que unem valor nutricional e boa aceitação pelos estudantes. O destaque foi o uso de produtos in natura, com a redução de alimentos processados e a priorização da saúde dos alunos. Para a nutricionista e gerente de Planejamento Alimentar, Thalita do Carmo Pereira, a estratégia é clara. “O peito de frango e o patinho moído são cortes menos gordurosos, que vêm para oferecer maior variedade. Quanto mais produtos in natura inserimos, melhor é a qualidade biológica do que nossos estudantes consomem”, explicou. Live demonstrou o preparo das refeições, exemplificando como podem ser utilizados os novos ingredientes da alimentação escolar Confira as combinações apresentadas: · Proteína bovina: acém em cubos refogado ao molho de tomate, acompanhado de macarrão parafuso ao alho e óleo, feijão, abóbora e pepino fresco. · Versatilidade do frango: filé de peito acebolado servido com arroz, feijão, beterraba e um inovador refogado de batata-doce. · Lanche nutritivo: patinho moído servido no pão, acompanhado de suco natural de abacaxi. · Sobremesas saudáveis: curau de milho-verde com canela e iogurte natural batido com mel, cereais e abacaxi picado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Merenda escolar do DF amplia variedade e padroniza cardápio para iniciar ano letivo
A alimentação escolar da rede pública do Distrito Federal começa o ano letivo com novidades importantes e reforço na qualidade nutricional. A Secretaria de Educação (SEEDF) ampliou o número de proteínas oferecidas nas refeições e, pela primeira vez, adotará um cardápio único para todas as escolas, incluindo as unidades do campo. A medida garante padronização, regularidade no abastecimento e equidade no atendimento aos estudantes. Ao todo, o cardápio passa a contar com 12 tipos de proteínas de origem animal, entre carnes in natura e ovos. Estão incluídos peito de frango congelado, coxa e sobrecoxa de frango, coxinha da asa, filé de tilápia, acém bovino em cubos, acém bovino moído, patinho bovino moído, lombo suíno e paleta suína em peça e em pedaços. A merenda escolar da rede pública reúne mais de 80 itens, abrangendo também legumes, frutas, grãos e produtos da agricultura familiar. Entre as novidades desse segmento estão o tomate-cereja, o quiabo e o mel. Já por meio de licitação, foram incorporadas frutas como laranja e manga. Produtos como canela em pó, farinha de mandioca, leite de coco e cacau retornam ao cardápio, ampliando as possibilidades nutricionais e culinárias das refeições. O depósito central de alimentação escolar da SEEDF está abastecido para iniciar o ano letivo de 2026 | Foto: Marco Delgado/SEEDF As novidades foram apresentadas durante visita técnica da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, e da subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus, ao depósito central de alimentação escolar, localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SAAN). O espaço está completamente abastecido para atender todas as escolas da rede desde o início das aulas, com planejamento antecipado e contínuo, que já soma quatro anos de organização e aprimoramento do armazenamento e da logística. “Pela primeira vez, toda a rede pública de ensino do Distrito Federal contará com o mesmo cardápio, o que assegura equidade e qualidade na oferta da alimentação escolar. Isso significa que todos os estudantes, independentemente da região ou da modalidade da escola, terão acesso às mesmas refeições, entregues dentro do prazo e com o padrão que defendemos”, afirmou a secretária. [LEIA_TAMBEM]A gestora também ressaltou que a alimentação escolar é parte essencial da política educacional. “Cuidar da merenda é cuidar do estudante. Quando garantimos uma alimentação adequada, variada e de qualidade, estamos contribuindo diretamente para o aprendizado, para a permanência na escola e para o desenvolvimento integral dos nossos alunos”, destacou. A subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais enfatizou que o trabalho envolve planejamento técnico e articulação entre diferentes áreas da Secretaria. “A visita ao depósito mostra que a alimentação escolar é tratada com seriedade, desde a compra até a distribuição. O estoque completo no início do ano letivo dá segurança às escolas e reforça o compromisso da Secretaria com a continuidade e a qualidade do serviço”, explicou Fernanda Mateus. Com o cardápio unificado, a ampliação das proteínas e a inclusão de novos alimentos, a Secretaria de Educação garante regularidade no fornecimento da merenda escolar e reforça o cuidado diário com os estudantes da rede pública do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Final do concurso Sabor de Escola será disputada nesta segunda (15)
O maior concurso gastronômico das escolas públicas do Distrito Federal chega ao momento mais esperado. Nesta segunda-feira (15), a grande final do Sabor de Escola – 3ª edição transformará o Centro de Convenções Ulysses Guimarães em um palco de celebração e talento, reunindo merendeiras e merendeiros finalistas em um evento especial, com transmissão ao vivo pelo canal da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) no YouTube. “A grande final foi concebida como uma experiência completa, pois apresenta as receitas finalistas preparadas ao vivo, resgata histórias inspiradoras das merendeiras e merendeiros, celebra o impacto desses profissionais nas escolas e transforma o palco em um verdadeiro cenário de reconhecimento público”, destaca a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. O trabalho dos merendeiros e merendeiras do DF é reconhecido por meio do Sabor de Escola | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Além da disputa, a programação inclui momentos de homenagem, atrações culturais, trilha sonora exclusiva e a participação de convidados que reforçam o compromisso do DF com a educação, a alimentação escolar e o desenvolvimento social. Sucesso da edição A edição de 2025 recebeu 126 inscrições, reforçando a relevância e o alcance do projeto idealizado pela SEEDF em parceria com a G&E Serviços Terceirizados, empresa responsável pela gestão das cozinhas escolares e pela equipe que garante a merenda dos estudantes da rede pública. Para a subsecretária de Apoio e Saúde do Estudante, Fernanda Mateus, a participação dos profissionais de cozinha escolar mostra o reconhecimento e o amadurecimento da iniciativa, que se consolida como um dos principais projetos de valorização profissional da SEEDF. [LEIA_TAMBEM]“O Sabor de Escola é um movimento de pertencimento, reconhecimento e orgulho profissional. Ao longo das seletivas, das semifinais e agora na final, ficou evidente a criatividade extraordinária das merendeiras e merendeiros, que transformaram ingredientes do dia a dia em pratos cheios de identidade”, afirma. Fernanda também ressaltou o trabalho das equipes envolvidas. “O compromisso técnico e humano das equipes pedagógicas, nutricionistas, gestores, coordenadores regionais, produtores e colaboradores transformou o concurso em uma política pública de impacto. Esta edição celebra as mãos que, todos os dias, alimentam nossos estudantes e fortalecem a educação pública”, completa. *Com informações da Secretaria de Educação
Ler mais...
Seminário incentiva hábitos alimentares equilibrados nas escolas do DF
O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal, realizado na segunda-feira (10) pela Secretaria de Educação (SEEDF), reuniu gestores, nutricionistas, professores e representantes das redes pública e privada para discutir boas práticas e políticas voltadas à alimentação equilibrada no ambiente escolar. O encontro, no auditório da Escola de Saúde Pública (ESP-DF), contou com palestras de nutricionistas do Programa de Alimentação Escolar (PAE) do Tocantins, apresentações, o lançamento de uma série de videocasts educativos e a premiação de experiências exitosas em Educação Alimentar e Nutricional (EAN). O VII Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal debateu boas práticas e políticas para uma alimentação equilibrada no ambiente escolar | Fotos: Mary Leal/SEEDF A assessora especial da Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape) da SEEDF, Patrícia Lacerda, ressaltou a importância de compartilhar experiências bem-sucedidas nas redes pública e privada de ensino. Segundo ela, o seminário marca o encerramento de um ciclo de intenso trabalho e cooperação. “Este é o momento de reunir todos os parceiros desta caminhada para apresentar o que foi construído, os desafios superados e os avanços alcançados. Fizemos muito ao longo do ano e continuaremos fazendo ainda mais”, concluiu. Orientações para uma alimentação saudável Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do Distrito Federal e nutricionista da SEEDF, destacou que o seminário faz parte de um movimento contínuo de fortalecimento das ações de educação alimentar e nutricional nas unidades escolares. “Este é um espaço de articulação entre diferentes setores do governo e da sociedade civil, que trabalham juntos para garantir que a alimentação saudável esteja no centro das práticas educativas e das escolhas diárias das comunidades escolares”, afirmou. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda” Nayara de Menezes, presidente do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF Nayara lembrou que o fórum foi instituído por decreto em 2015, em conformidade com a Lei Distrital nº 5.146/2013, que estabeleceu diretrizes para o PAE. O espaço reúne representantes de diversos conselhos e órgãos públicos. “Nosso papel é promover a alimentação saudável nas escolas públicas e particulares do DF, regulamentando o que é comercializado nesses ambientes e estimulando ações educativas que vão além da merenda. O objetivo é valorizar boas práticas e inspirar mais escolas a desenvolver projetos que unam saúde, aprendizado e cidadania”, acrescentou a nutricionista. Horta como espaço de aprendizado O projeto “Horta com Bases Agroflorestais da Escola Classe 12 de Sobradinho: Espaço Arco-Íris” foi um dos premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional, apresentada durante o seminário. A iniciativa, desenvolvida pela professora Íris Soares Lourenço, integra educação ambiental, alimentar e nutricional em um único espaço, transformando a horta escolar em um ambiente de aprendizagem, convivência e sustentabilidade. Com o objetivo de aproximar os estudantes das ciências e dos saberes populares, o projeto incentiva a autossustentabilidade e o protagonismo da comunidade escolar. A horta agroflorestal tem promovido práticas saudáveis e o cuidado coletivo com o meio ambiente. “A experiência também estimula o envolvimento das famílias, fortalecendo vínculos e ampliando a consciência sobre alimentação saudável e preservação ambiental”, enfatizou a professora. Servidores da Escola Classe 12 de Sobradinho foram premiados na Mostra de Experiências Exitosas em Educação Alimentar e Nutricional Desafios da segurança alimentar Adriano Gomes, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e assessor técnico do Fórum sobre Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas do DF, explicou que, durante o seminário, foi apresentado um manifesto originado de um movimento nacional para repensar os desafios da segurança alimentar no país. Segundo ele, a fome passou a manifestar-se também nos centros urbanos, o que levou o governo federal a criar políticas específicas para esses territórios. “Em 2023, percebeu-se que a fome estava mudando de forma e, hoje, ela se entranha nas cidades. Por isso, foi criada a Estratégia Alimenta Cidades, uma política que reconhece a importância dos ambientes alimentares, como as escolas, na formação de hábitos saudáveis”, contou. Adriano salientou que o texto orienta ações voltadas à educação alimentar e nutricional, à restrição de produtos ultraprocessados e à limitação da publicidade comercial no ambiente escolar. “O decreto depende da adesão dos estados, municípios e do Distrito Federal, que precisam adaptar as diretrizes federais às suas realidades locais. Aqui no DF, queremos garantir que as políticas cheguem de forma efetiva a todas as escolas”, afirmou. A SEEDF já realiza um importante trabalho de atualização das leis relacionadas à alimentação escolar, e o manifesto consolida esse esforço. O documento foi elaborado de forma participativa e busca sensibilizar a sociedade. “Ele apresenta dados como o fato de que 25% das crianças do DF estão com sobrepeso, e nove em cada dez consomem alimentos ultraprocessados, o que evidencia uma relação direta entre consumo e adoecimento. Nossa expectativa é avançar na promoção da educação alimentar”, disse. O pesquisador e assessor técnico do Fórum, Adriano Gomes, explicou que o Manifesto pela Alimentação Saudável surgiu de um movimento nacional Avanços A gerente de Supervisão Técnica e Educação Alimentar e Nutricional da Secretaria de Educação, Juliene Moura, destacou que o Distrito Federal se mantém na vanguarda da alimentação escolar saudável graças às parcerias com a agricultura familiar. Segundo ela, o trabalho conjunto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) tem aprimorado a qualidade dos alimentos oferecidos aos estudantes e valorizado os produtores locais. “O DF vem construindo esse resultado há mais de dez anos, qualificando a agricultura familiar em parceria com diversas instituições. Hoje, já alcançamos 30% das compras com recursos federais provenientes da agricultura familiar e, no próximo ano, esse número deve chegar a 45%, apenas com hortifrutis frescos. Isso fez os índices de consumo de ultraprocessados caírem drasticamente nas escolas”, ressaltou. Juliene também reforçou que o Fórum e o Seminário sobre Promoção da Alimentação Saudável ampliam a importância de estender essa qualificação às escolas particulares, garantindo um ambiente alimentar mais equilibrado em todo o DF. Ela explicou que, enquanto as unidades públicas já aboliram cantinas comerciais, o desafio agora é proteger os estudantes do entorno e das redes privadas. “As escolas públicas têm avançado cada vez mais na oferta de alimentos naturais e nutritivos, mas queremos que as unidades particulares também sigam esse caminho. A alimentação saudável precisa ser uma cultura em toda a comunidade escolar, não apenas uma política da rede pública”, concluiu. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Vigilância Sanitária divulga informativo sobre alimentação escolar saudável
Os educadores do Distrito Federal agora têm mais uma ferramenta para encorajar bons hábitos alimentares em estudantes e colegas de trabalho. Está disponível, no portal da Secretaria de Saúde (SES-DF), o fôlder Cantinas Saudáveis. O material foi produzido pela Gerência de Alimentos (Geali), unidade da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa). Servidor da Vigilância Sanitária faz inspeção em alimentos consumidos em escola: foco é orientar a educação nutricional | Foto: Matheus de Oliveira/Agência Saúde-DF O intuito do informativo é fomentar a educação nutricional no âmbito escolar, ambiente importante para a formação de hábitos e valores de crianças, adolescentes e adultos. O fôlder também fornece orientações para manter o espaço da cantina higienizado e em ordem. [LEIA_TAMBEM]O material segue as indicações do Decreto nº 36.900/2015, que regulamenta as diretrizes sobre a promoção de uma alimentação adequada e saudável nas escolas públicas e privadas do DF. A normativa estabelece critérios para a comercialização de alimentos nas cantinas escolares, estimulando o consumo de produtos in natura e restringindo ultraprocessados ricos em açúcares e gorduras. “A alimentação nos centros de ensino é também uma ação de educação e formação”, reforça a titular da Geali, Dillian Silva. “A escola precisa ser um espaço protegido contra os ultraprocessados, de modo a promover bons hábitos entre todos – dos estudantes aos funcionários, professores e corpo diretivo.” Confira o material publicado. *Com informações da Secretaria de Saúde
Ler mais...
Sobradinho define representantes para semifinal do concurso Sabor de Escola
A terceira edição do concurso de merendeiros da rede pública do Distrito Federal continua a todo vapor. Na terça-feira (30), um aroma convidativo tomou conta do Centro de Ensino Médio (CEM) 04 de Sobradinho. O cheirinho de comida gostosa no ar mostrava o cuidado e a dedicação das merendeiras no preparo dos pratos para a seletiva regional do Sabor de Escola. Ao longo do dia, 14 profissionais apresentaram suas criações culinárias. Após avaliação dos jurados, Silvana Rocha e Maria Helena de Oliveira foram anunciadas como vencedoras, garantindo vaga na semifinal e o direito de representar a Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Sobradinho na próxima etapa da competição. As merendeiras Silvana Rocha e Maria Helena conquistaram o paladar dos jurados e seguem para a semifinal do Sabor de Escola | Foto: Divulgação/SEEDF Silvana, que atua há 17 anos na Secretaria de Educação, apresentou sua Lasanha de Macarrão. Para ela, participar do concurso é uma forma de mostrar o empenho que dedica diariamente ao seu trabalho. “Fui inspirada por uma colega que também participa do concurso e resolvi me inscrever para mostrar um pouco do meu trabalho e o amor que tenho pelas crianças. Cozinhar para elas é um ato de carinho”, contou. [LEIA_TAMBEM]A Lasanha de Macarrão usa massa tipo parafuso, sobrecoxa de frango desfiada e um creme de milho caseiro, gratinado ao forno. “A receita é versátil e pode ser feita também com carne moída. Em escolas grandes, podemos preparar tudo em uma panela só, o que facilita a produção em larga escala sem perder o sabor e o afeto”, detalhou a semifinalista. Prata da casa A segunda vaga da seletiva da CRE Sobradinho ficou com Maria Helena, que conquistou os jurados com sua Delícia de Frango. “É uma alegria estar aqui e ter meu trabalho valorizado. Essa vitória não é só minha, mas de todas as merendeiras que se dedicam todos os dias para oferecer o melhor aos nossos alunos. Agora, o foco é a semifinal, vamos com tudo”, celebrou. O concurso Sabor de Escola revela talentos culinários dentro da rede pública e reforça o papel da alimentação escolar na educação, transformando ingredientes de qualidade em refeições saborosas e atrativas. A cada etapa, o projeto valoriza a criatividade e o cuidado das profissionais, que são fundamentais para o desenvolvimento e o bem-estar dos estudantes do Distrito Federal. Para a merendeira Silvana Rocha, participar do concurso é uma forma de mostrar o amor que dedica diariamente ao seu trabalho | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Veja o cronograma das seletivas · 2 e 3/10: CRE Planaltina (CEM 01) · 7 e 8/10: CRE São Sebastião (CED Jardim Mangueiral) · 10/10: CRE Santa Maria (Escola Técnica) · 15/10: CRE Gama (CEM 02) · 28/10: CRE Núcleo Bandeirante (Regional) · 30 e 31/10: CRE Guará (CEM 01) · 4/11: CRE Recanto das Emas (CEF 801) · 6/11: CRE Samambaia (EC 425) · 10 e 11/11: CRE Taguatinga (ETB) · 13 e 14/11: CRE Ceilândia (Escola Parque) · 17/11: CRE Brazlândia (Escola Técnica) *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Terceira edição do concurso Sabor de Escola tem premiação de até R$ 15 mil
Vai começar o maior reality culinário da rede pública de ensino do Distrito Federal. A Secretaria de Educação (SEEDF) lançou, na terça-feira (19), a terceira edição do Concurso Sabor de Escola, iniciativa desenvolvida para valorizar os profissionais da alimentação escolar. O evento ocorreu no Espaço Neusa França, na sede da Secretaria, com a presença de merendeiros, autoridades e parceiros. As inscrições já estão abertas e seguem até 31 de agosto. "A criança que se alimenta bem aprende mais, se concentra melhor e tem energia para se desenvolver" Hélvia Paranaguá, secretária de Educação “A alimentação escolar é essencial para o aprendizado, pois a criança que se alimenta bem aprende mais, se concentra melhor e tem energia para se desenvolver. Nesta edição, além do reconhecimento, estamos trazendo surpresas que reforçam ainda mais a importância desse trabalho e o carinho que chega até os estudantes todos os dias”, afirmou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Os profissionais da alimentação escolar, merendeiros servidores efetivos e terceirizados da G&E, empresa responsável pela alimentação nas escolas públicas do DF, têm até o último dia de agosto para se inscrever na competição por meio de formulário on-line disponível no site do concurso. concursosabordeescola.com.br Cada participante deve apresentar uma receita original e saudável, alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conforme o edital do concurso, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira. As receitas apresentadas no concurso devem ser originais e seguir as diretrizes do PNAE | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF “O edital garante transparência, regras claras e o reconhecimento de todos os profissionais envolvidos. Mas o concurso só acontece porque contamos com vocês, coordenadores, chefes de unidade e profissionais da alimentação escolar, que abraçam essa missão. Serão quatro meses intensos de muito trabalho, mas também de muita gratificação, porque cada etapa valoriza quem está na linha de frente da nossa rede de ensino”, explicou a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus. Parceria "É um reconhecimento a uma operação complexa, muitas vezes invisível, mas fundamental para a educação do DF" Isaias Aparecido, secretário-executivo da Secretaria de Educação Para o secretário-executivo da SEEDF, Isaias Aparecido, o concurso nasceu de uma necessidade de dar visibilidade a quem realmente faz a diferença no dia a dia da rede de ensino. “O Sabor de Escola mostra o trabalho das merendeiras e equipes de alimentação escolar, que sempre estiveram na linha de frente, garantindo a refeição dos estudantes mesmo em momentos de crise. É um reconhecimento a uma operação complexa, muitas vezes invisível, mas fundamental para a educação do DF”, afirma. O presidente da G&E, Luiz Carlos Ferreira, reforçou a importância da parceria de todos. “Esse esforço conjunto com a secretaria é o que garante anos de sucesso. Mas quem realmente faz acontecer são vocês, merendeiras, professores, equipe de apoio, todos os que estão na linha de frente. Temos uma missão temporária de executar programas como o Sabor de Escola. Mas o nosso propósito maior é fazer com que os resultados cheguem até as crianças e construam o futuro do nosso Distrito Federal.” Premiação A final do concurso será no dia 5 de dezembro, quando serão conhecidos os oito finalistas. Os prêmios em dinheiro chegam a R$ 15 mil para o primeiro lugar, além de valores que variam de R$ 4 mil a R$ 12 mil para os demais classificados. Rosana Leite Pacheco venceu a edição do ano passado e vai lutar pelo bicampeonato: em 2024 quitou dívidas, agora quer viajar | Foto: André Amendoeira/SEEDF Além das premiações individuais, as três primeiras escolas representadas pelos merendeiros vencedores também serão contempladas com recursos para melhorias estruturais nas respectivas cozinhas: R$ 120 mil para o 1º lugar, R$ 100 mil para o 2º e R$ 80 mil para o 3º lugar. A merendeira Rosana Leite Pacheco, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 19 de Taguatinga, foi a campeã da edição passada com o prato escondidinho de carne suína, intitulado por ela como Escondidinho a cara do Cerrado. Emocionada, Rosana esteve presente na solenidade desta terça e garantiu a volta para a competição. “Passa um filme na cabeça, como se eu estivesse revivendo tudo de novo. Quero me inscrever, sim. Estou ansiosa, nervosa, mas a gente vai que vai”, contou Rosana. Na edição anterior, ela recebeu R$ 9 mil em premiação, que ajudaram a reorganizar sua vida financeira. “Esse dinheiro veio em uma hora muito boa e me ajudou a quitar dívidas. Agora, quem sabe, se eu ganhar de novo, quero usar para realizar uma viagem”, afirmou. *Com informações da Secretaria de Educação
Ler mais...
GDF lança chamada pública de R$ 25 milhões para compra de lácteos de produtores locais
O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a abertura do Edital de Chamada Pública nº 02/2025, no âmbito do Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF). A iniciativa tem como objetivo a compra direta de produtos lácteos da agricultura familiar, com o propósito de fortalecer a cadeia produtiva do leite, fomentar a economia local e contribuir para a segurança alimentar da população do DF. Edital relacionado ao Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no DF | Foto: Divulgação/Seagri-DF O valor estimado da compra é superior a R$ 25 milhões, em atendimento à demanda da Secretaria de Educação (SEEDF), para a aquisição de queijo muçarela, manteiga com sal e iogurte natural integral. Serão necessários mais de 4 milhões de litros de leite para atender essa demanda. [LEIA_TAMBEM]O Papa-DF busca consolidar uma política pública que valorize a produção local, que possa gerar renda no campo e contribua para o desenvolvimento rural sustentável. Ao adquirir produtos diretamente da agricultura familiar, o Governo do Distrito Federal estimula práticas produtivas responsáveis, com impacto direto na melhoria da qualidade de vida das famílias rurais. Além disso, a aquisição fortalece as cadeias produtivas regionais, proporcionando estabilidade econômica aos pequenos produtores e ampliando o acesso a alimentos de qualidade nas instituições públicas beneficiadas. A Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) destaca que a participação no edital representa uma oportunidade estratégica para os produtores da agricultura familiar do DF e do Entorno integrarem os circuitos de abastecimento institucional, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite. A chamada pública está aberta a agricultores familiares, cooperativas e associações com CAF ou DAP válidas e atuantes no setor agropecuário. As informações completas do edital estão disponíveis neste link. *Com informações da Seagri-DF
Ler mais...
Comitivas africanas conhecem modelo de alimentação escolar da rede pública do DF
Na última terça-feira (20), a Coopindaiá – cooperativa de agricultores familiares localizada no Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas – sediou um evento internacional que reuniu delegações de aproximadamente 40 países africanos. O encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), teve como foco a construção de um pacto para o fortalecimento da agricultura familiar. Alimentos fornecidos à rede pública por cooperativas locais ganham reconhecimento internacional por sua qualidade e impacto social | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF O papel estratégico do GDF na articulação institucional e na promoção de políticas públicas que integram educação, segurança alimentar e desenvolvimento rural foi um dos destaques do evento. A parceria entre a cooperativa e a SEEDF fortalece iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), assegurando alimentos frescos e saudáveis para os estudantes, ao mesmo tempo em que gera renda para famílias agricultoras do DF e do entorno. “Hoje temos contratos com 15 cooperativas e adquirimos 33 produtos da agricultura familiar. Só da Coopindaiá, compramos muçarela e manteiga de excelente qualidade, que reforçam a alimentação dos nossos mais de 550 mil estudantes”, afirmou a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais da SEEDF, Fernanda Costa Melo. [LEIA_TAMBEM]Potencial transformador O evento também serviu como espaço de intercâmbio de experiências e apresentação de propostas voltadas à expansão da agricultura familiar, como a implementação de tecnologias sustentáveis – a exemplo de painéis solares –, melhoria genética e ampliação do acesso a programas de crédito, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com a presença de representantes de diversas nações africanas e autoridades brasileiras, a atividade reafirma o potencial transformador das parcerias entre o campo e a escola. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Merendeiros da rede pública passam por treinamento
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, na quinta-feira (6), a cerimônia de abertura do 2º Encontro Sabor de Escola. Com o tema Um olhar para Além da Cozinha – Qualidade de vida no trabalho dos merendeiros e seu papel na Educação Alimentar e Nutricional, o evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reuniu 2.700 profissionais responsáveis pela alimentação dos estudantes para um dia de aprendizado, troca de experiências e valorização da categoria. A abertura do 2º Encontro Sabor de Escola reuniu 2.700 profissionais responsáveis pela alimentação dos estudantes da rede pública do DF | Fotos: Jotta de Casttro/SEEDF O 2º Encontro Sabor de Escola é o ponto alto do primeiro treinamento do ano para os merendeiros da rede pública do Distrito Federal. A capacitação, promovida pela equipe técnica da SEEDF em parceria com a empresa G&E Serviços, ocorre em formato híbrido, combinando encontros on-line e presenciais. Desde terça-feira (4), os participantes passaram por formações on-line sobre nutrição para alunos com necessidades alimentares especiais, educação alimentar, segurança do trabalho, ética profissional e relações interpessoais. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou a importância dos merendeiros para a qualidade das refeições oferecidas na rede pública de ensino e o impacto do trabalho desses profissionais na nutrição dos alunos. “Cada refeição servida em nossas escolas representa cuidado, dedicação e saúde para nossos estudantes. Valorizar os merendeiros é reconhecer o papel essencial que desempenham na educação alimentar”, afirmou Hélvia. Presente na abertura, a vice-governadora Celina Leão recebeu o título de embaixadora da alimentação escolar do Distrito Federal. “Estamos transformando essa cidade com o Cartão Material Escolar, o Cartão Creche, e com mais de 20 mil crianças nas creches. E vocês, merendeiros, estão transformando a vida das nossas crianças. Não é fácil preparar várias refeições; é um trabalho pesado, pois são muitas crianças. O que mais me encanta, quando visito as escolas, é o sorriso, o abraço e o amor que vocês demonstram todos os dias na nossa rede pública”, destacou Celina Leão. Treinamento e valorização “A formação das merendeiras vai muito além da entrega da alimentação escolar – envolve um compromisso afetivo com os estudantes, muitos dos quais têm na escola a principal refeição do dia”, ressaltou o subsecretário de Administração Geral, Francisco das Chagas. Ele explicou que a SEEDF tem aprimorado os processos de licitação para garantir que os treinamentos sejam parte essencial do serviço prestado à comunidade escolar. O encontro presencial também proporcionou um momento de motivação para os merendeiros da rede. O treinamento reforça o compromisso da SEEDF com a alimentação saudável nas escolas, alinhado à política nacional de incentivo ao consumo de alimentos orgânicos. Atualmente, cerca de 80 unidades educacionais das regionais do Núcleo Bandeirante, Guará e São Sebastião já recebem hortifrutis orgânicos. A expectativa é expandir essa oferta para todas as escolas. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, anunciou a vice-governadora Celina Leão como embaixadora da alimentação escolar do Distrito Federal “O evento é uma forma de reconhecer o protagonismo das merendeiras, que desempenham um papel essencial na alimentação escolar, com dedicação e carinho”, ressalta a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Matheus Melo. “Elas são verdadeiras educadoras. Se o aluno não estiver bem alimentado, ele não aprende. Não basta comprarmos os melhores produtos se não tivermos pessoas que preparem as refeições com amor.” Volta às aulas Com a proximidade do início do ano letivo, o evento reforçou a preparação dos profissionais para receber os estudantes com refeições nutritivas e equilibradas, assegurando que a alimentação escolar continue sendo um pilar fundamental do aprendizado. “Esse evento é de extrema importância para nós, porque permite reciclar conhecimentos e nos preparar melhor para o dia a dia nas escolas”, destaca Raquel Moreira, merendeira da Escola Classe 502, da Regional do Paranoá. “Os merendeiros são agentes fundamentais no processo educacional. Afinal, eles atuam como verdadeiros educadores e disseminadores de saúde” Camila Fernanda de Lucca, diretora de Alimentação Escolar da SEEDF Ela ressalta que o treinamento aborda desde a manipulação de alimentos até a forma de lidar com as crianças, incluindo aquelas com transtorno do espectro autista. “Aprender a lidar com as diferenças é fundamental, e essa formação nos dá mais segurança para começar o ano letivo com tranquilidade. É um respaldo muito grande da Secretaria de Educação, demonstrando valorização pelo nosso trabalho”, completa. A alimentação escolar no Distrito Federal é planejada para garantir refeições nutritivas e balanceadas aos estudantes. Os cardápios são elaborados por nutricionistas, assegurando a presença de proteínas, carboidratos, frutas e hortaliças em todas as refeições. Atualmente, são oferecidos 32 tipos de frutas, verduras e hortaliças provenientes da agricultura familiar, o que também incentiva a produção local e movimenta a economia regional. A qualidade da merenda escolar é fundamental para o desenvolvimento dos estudantes, influenciando diretamente o processo de ensino-aprendizagem. Além de fornecer os nutrientes necessários, a alimentação escolar desempenha um papel importante na formação de hábitos alimentares saudáveis, promovendo a reeducação alimentar desde cedo. “Os merendeiros são agentes fundamentais no processo educacional, responsáveis por muito mais do que preparar refeições. Afinal, eles atuam como verdadeiros educadores e disseminadores de saúde”, afirmou Camila Fernanda de Lucca, diretora de Alimentação Escolar da SEEDF. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Investimento de R$ 44 milhões em programas de aquisição de alimentos fortalece agricultura familiar e segurança alimentar
Alimentos de qualidade para quem mais precisa e renda para o agricultor familiar. Essa é a essência da política pública deste Governo do Distrito Federal (GDF) que, por meio de programas de aquisição de alimentos, tem garantido a segurança alimentar de mais de um milhão de pessoas, entre crianças, jovens e idosos, além da sustentabilidade das pequenas propriedades rurais da capital do país. Neste ano, o Executivo investiu mais de R$ 44,3 milhões para a manutenção das iniciativas, beneficiando diretamente 1.884 produtores. “O governo me ajuda demais. Se não fosse por essa ajuda, não teria condições de dar início à minha produção”, diz Genivaldo José dos Santos, do Núcleo Rural Betinho, em Brazlândia | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em 12 meses, foram mais de 5,3 mil toneladas de frutas, legumes e verduras distribuídos por meio dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA-DF); Alimentação Escolar do Distrito Federal (PAE-DF); e de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) – tudo em benefício de parcelas distintas da população garantindo ao DF uma posição de destaque no que diz respeito à segurança alimentar. Aos 50 anos, o produtor rural Genivaldo José dos Santos é um exemplo de como os programas sociais de aquisição de alimentos transformam vidas. Com décadas dedicadas ao cultivo de frutas e hortaliças, sendo 12 anos em sua propriedade, no Núcleo Rural Betinho, em Brazlândia, ele destaca a importância do apoio do GDF para manter a produção e assegurar à família uma fonte de renda estável: “O governo me ajuda demais. Se não fosse por essa ajuda, não teria condições de dar início à minha produção”, enfatiza. Assistência qualificada A extensionista rural Vanessa Lira, da Emater-DF, diz que os produtores são orientados sobre o acesso a programas de compras públicas. “Por se tratar de compras estabelecidas em contrato, isso permite aos produtores que permaneçam no campo e tenham uma renda a mais garantida”, afirma Mais do que apenas comprar periodicamente os alimentos produzidos por Genivaldo, o governo também oferece toda a estrutura necessária para garantir a continuidade de sua atividade. Neste contexto, o produtor tem como grande parceira a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF). “Eles me ajudam em tudo, desde a parte técnica da produção até a questão de viabilizar o crédito rural. A Emater não mede esforços para me ajudar aqui”, completa. “Outro benefício direto da nossa atuação é preparar esse agricultor para o mercado privado. Por meio das compras públicas, ele aprende o padrão comercial do produto e a necessidade de ter um cronograma de plantio para atender as demandas” Bruna Heckler, extensionista rural da Emater-DF Entre os vários técnicos à disposição dos agricultores da região, está a extensionista rural Vanessa Lira, lotada na Gerência de Comercialização e Organização Rural da Emater. “A gente dá o apoio para esses produtores acessarem as compras públicas. Temos alguns grupos de acompanhamento desses programas e fazemos a interlocução do agricultor com outros órgãos para viabilizar essas aquisições”, explica. “Por se tratar de compras estabelecidas em contrato, isso permite aos produtores que permaneçam no campo e tenham uma renda a mais garantida. Além disso, o preço pago por cada alimento é sempre o mesmo, não oscilando conforme a flutuação do mercado”, prossegue a técnica. Segundo a também extensionista rural Bruna Heckler, a Emater atua, inclusive, na formalização dos agricultores. “Para ele participar dessas compras, é preciso emitir nota fiscal e a gente os auxilia nesse processo. Outro benefício direto da nossa atuação é preparar esse agricultor para o mercado privado. Por meio das compras públicas, ele aprende o padrão comercial do produto e a necessidade de ter um cronograma de plantio para atender as demandas”, detalha. Segurança alimentar A parceria entre Emater-DF e as secretarias de Educação e de Agricultura e Pecuária assegura alimentos de qualidade e diretamente do campo para a refeição dos alunos Camila Beiró, diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, enfatiza a relevância dos programas de aquisição de alimentos para a alimentação escolar no Distrito Federal. “Os programas de aquisição proporcionam a compra de alimentos frescos e bem diversificados, respeitando a cultura alimentar local e a sazonalidade dos produtos”, destaca ela. A estratégia, de acordo com a servidora, enriquece a dieta dos estudantes com uma alimentação rica em nutrientes e também promove o contato com novos sabores e alimentos na sua forma in natura, auxiliando no desenvolvimento físico e mental das crianças. A diretora ainda reforça a importância da colaboração entre a pasta, a Emater e a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagri), formando um grupo que impulsiona a aquisição de alimentos da agricultura familiar no DF. “Essa parceria garante alimentos de origem assegurada e diretamente do campo para a refeição dos alunos”, afirma. Como resultado, desde 2023, alunos de três regionais de ensino – Guará, Núcleo Bandeirante e São Sebastião – já têm acesso a frutas e hortaliças orgânicas, promovendo uma alimentação escolar ainda mais saudável e benéfica. Há, ainda, as unidades educacionais da rede pública abastecidas com frutas e hortaliças frescas convencionais, como o Centro Educacional (CED) Incra 8. Na escola pública, o empenho dos agricultores familiares de Brazlândia é a certeza de um cardápio diverso e saudável para os mais de 900 alunos, com idades entre 9 e 18 anos. “Recebemos semanalmente alimentos frescos, como frutas, verduras e carnes. Esses produtos garantem a segurança alimentar das crianças, especialmente aquelas que dependem da escola para fazerem suas refeições diárias”, defende Raul Igor Trindade, vice-diretor do CED Incra 8.
Ler mais...
Nova lei distrital assegura alimentação inclusiva e adaptada para estudantes atípicos
O Distrito Federal deu um passo importante em direção à inclusão escolar com a sanção da lei nº 7.644, de 26 de dezembro de 2024, publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quinta-feira (26). A lei prevê a implementação do Plano de Alimentação Personalizado (PAP), elaborado com base em avaliações nutricionais realizadas por profissionais. Esse plano levará em consideração preferências alimentares, restrições e recomendações médicas, sendo atualizado regularmente para garantir sua efetividade. Nova legislação altera a lei nº 5.991, de 31 de agosto de 2017, que previa alimentação diferenciada apenas para intolerantes a lactose | Foto: André Amendoeira/SEEDF A legislação determina a adaptação dos cardápios escolares, contemplando as restrições alimentares, preferências individuais e orientações médicas dos estudantes. Além disso, regulamenta o manuseio e o armazenamento de alimentos trazidos de casa, assegurando padrões de segurança alimentar. Para a subsecretária de Apoio às Políticas Educacionais, Fernanda Mateus, responsável pelo setor de alimentação escolar, a medida representa um avanço significativo. “Com essa lei, buscamos garantir que cada estudante seja acolhido de forma respeitosa e que suas necessidades específicas sejam atendidas, fortalecendo o compromisso com a inclusão nas escolas públicas”, destacou. Além da nova legislação, foi lançada uma cartilha de alimentação para estudantes com necessidades especiais, que visa orientar profissionais da educação e familiares sobre como atender adequadamente os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições. O material está disponível para download no site oficial da Secretaria de Educação (SEEDF. Para garantir a efetividade das mudanças, os profissionais das unidades escolares – como professores, nutricionistas e equipes de cantina – passarão por capacitações específicas. Os treinamentos abordarão temas como seletividade alimentar e atendimento individualizado, enquanto campanhas de conscientização serão realizadas para sensibilizar a comunidade escolar e as famílias. A nova lei substitui e amplia as disposições da lei nº 5.991, de 31 de agosto de 2017, que previa alimentação diferenciada apenas para intolerantes à lactose. Com a inclusão de estudantes com necessidades especiais, a medida reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) em promover igualdade de oportunidades no ambiente escolar. A Secretaria de Educação está mobilizada para oferecer suporte às escolas e às famílias durante o processo de implementação das novas regras. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Programa de Alimentação Escolar da rede pública do DF será informatizado em 2025
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) implementará, em 2025, um novo sistema de gestão operacional informatizado para trazer mais transparência à gestão da alimentação escolar. O projeto foi anunciado, na última segunda-feira (2), pelo secretário-executivo Isaias Aparecido, durante audiência pública na Câmara Legislativa (CLDF) para apresentação do relatório de Diagnóstico da Gestão do Programa de Alimentação Escolar (PAE-DF). A informatização será feita em duas etapas – a primeira vai focar a gestão dos cardápios e controle de estoque; a segunda visa à modernização do planejamento para aquisição de alimentos | Foto: Divulgação/SEEDF O sistema será integrado ao site da SEEDF, na página EducaDF Digital, e terá como objetivo assegurar a eficiência, a transparência e a qualidade na distribuição de alimentos para os estudantes da rede pública de ensino. Isaias Aparecido destacou as expectativas da pasta com a idealização deste novo projeto, previsto para ser implementado no primeiro semestre de 2025. “É um grande passo para a secretaria. Estamos empenhados em trazer uma proposta eficiente. A previsão é que seja implementado em 2025, mas não estará funcionando em sua totalidade de imediato. Porém, já teremos algumas funcionalidades. Será o momento para que as pessoas avaliem o sistema e indiquem o que precisa ser melhorado”, afirmou o secretário-executivo. Arte: SEEDF O desenvolvimento do módulo será feito em duas etapas. A primeira vai focar a gestão dos cardápios, controle de estoque e merenda nas unidades escolares. A segunda visa à modernização e sistematização do planejamento para aquisição de gêneros alimentícios. A implementação se alinha às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e às especificidades locais do Distrito Federal. Entre as vantagens previstas com a implementação do sistema estão a maior eficiência no planejamento de cardápios e na logística de distribuição; a redução do desperdício de alimentos por meio de um controle mais rigoroso dos estoques; e mais tempo para os nutricionistas se dedicarem à educação alimentar e à supervisão técnica. A diretora de alimentação escolar, Camila Beiró, reforçou a relevância do projeto no trabalho empenhado pelos nutricionistas da SEEDF. “O sistema marca uma nova era para as práticas administrativas e operacionais, garantindo que todas as etapas – da logística ao controle de qualidade e adequação nutricional – sejam realizadas de forma organizada e segura”, explica Beiró. Resultado do Diagnóstico PAE-DF O relatório do Diagnóstico do Programa de Alimentação Escolar (PAE-DF) revelou dados que reforçam a importância da modernização. Atualmente, o programa atende mais de 400 mil estudantes em 697 escolas públicas, servindo 500 mil refeições diariamente, incluindo 34 alimentos in natura, com o trabalho de 2.523 merendeiros e aproximadamente 80 nutricionistas responsáveis pela supervisão e planejamento. Várias das recomendações apontadas já estão em andamento na SEEDF. Entre as principais, destacam-se: licitações de novos gêneros alimentícios; convocação e contratação de novos nutricionistas; atualização do regimento interno da pasta; licitação de climatizadores para os depósitos; e o desenvolvimento do sistema informatizado do programa de Alimentação Escolar, dentro do EducaDF. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
Ler mais...
Merendeira transforma comida em arte em escola da Asa Norte
No Jardim de Infância (JI) da 102 Norte, a cozinha vai além de um espaço de preparo de alimentos e se transforma em um verdadeiro ateliê onde magia e imaginação se encontram. Sobre o comando da merendeira Vanderleia Neves, carinhosamente chamada de Vanda, as refeições ganham vida em formas criativas, coloridas e saborosas, encantando os pequenos e transformando o momento da alimentação em uma experiência única de alegria e aprendizado. A merendeira Vanderleia Neves conta que é sempre uma alegria poder alimentar as crianças: “Descobri esse meu talento dentro da escola, na cozinha. Comecei a praticar cada vez mais porque percebi que isso incentiva as crianças a se alimentarem melhor” | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Nesta quinta-feira (28), Vanda surpreendeu ao servir uma refeição especial: abóbora recheada com frango, apresentada como uma escultura decorativa na mesa do lanche. As crianças, imediatamente fascinadas pelas criações, não apenas saborearam a comida, mas também se divertiram enquanto aprendiam a apreciar alimentos que antes poderiam passar despercebidos. No JI 302 norte a hora da merenda é sempre um momento de alegria e entusiasmo Para a comunidade escolar, Vanda é muito mais que uma cozinheira; é uma artista e uma inspiração. “Descobri esse meu talento dentro da escola, na cozinha. Comecei a praticar cada vez mais porque percebi que isso incentiva as crianças a se alimentarem melhor. Eles ficam muito felizes quando veem as artes, e essa é a forma que encontrei de expressar meu amor e carinho por eles”, compartilha a merendeira com entusiasmo. A subsecretária de Alimentação Escolar, Fernanda Mateus Costa Melo destaca o comprometimento e o talento de Vanda: “Acompanhei o trabalho da Vanda nos últimos dois anos e é impressionante ver como ela aprimora suas habilidades continuamente. Ela busca novos cursos, se qualifica e cuida com muito carinho de cada prato que prepara. Em uma escola com poucos alunos, ela dedica atenção especial a cada detalhe, mostrando o quanto se preocupa com o bem-estar e o desenvolvimento das crianças.” A dedicação de Vanda tem impacto direto no estímulo à alimentação saudável, um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento infantil. Heloyana Travassos, nutricionista da Unidade de Alimentação e Nutrição Escolar (Uniag) do Plano Piloto, reforça a relevância desse trabalho. “Planejamos os cardápios das escolas com muito carinho. Essa fase, dos 3 aos 6 anos, é crucial para formar hábitos alimentares que acompanharão as crianças ao longo da vida. O trabalho da Vanda vai além do incentivo: ele une saúde e imaginação, tornando os alimentos mais atrativos e promovendo a educação alimentar de forma lúdica e eficaz”, explica a nutricionista. De figuras de animais até desenhos em melancias, Vanda apresenta um amplo repertório artístico ao oferecer a alimentação às crianças O exemplo de Vanda mostra como pequenos gestos podem transformar realidades e reforça a importância da alimentação escolar como ferramenta não apenas de nutrição, mas também de afeto e criatividade. No Jardim de Infância 102 Norte, comer bem é mais do que uma lição: é uma experiência inesquecível. *Com informações da SEEDF
Ler mais...
Alunos do CEM 01 do Guará participam de jogo sobre gastronomia e empreendedorismo
Empreendedorismo e gastronomia saudável são os dois pilares do Sustenchef, um jogo idealizado pelo Espaço Evolução em parceria com a Universidade de Brasília e apoio da Diretoria de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A ação foi desenvolvida com alunos do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Guará nessa sexta-feira (27). Os alunos fizeram a apresentação e defesa das receitas para três juradas nutricionistas | Fotos: Mary Leal/SEEDF O projeto teve início em agosto e contou com a formação de quatro equipes de seis a oito alunos do 3º ano da escola. O objetivo era fomentar habilidades, por meio da elaboração de receitas saudáveis e sustentáveis pelos estudantes e venda dos alimentos produzidos à comunidade escolar. Foram trabalhados princípios do empreendedorismo, da sustentabilidade e da alimentação saudável durante o percurso do jogo. “Foi um desafio e, ao mesmo tempo, uma surpresa muito grande, porque a gente viu o engajamento dos adolescentes e dos jovens para realizarem as receitas saudáveis. E junto a isso, a gente viu somadas a questão do empreendedorismo, que eles foram construindo ao longo de todo o jogo” Nayara Dias, nutricionista da SEEDF “Os estudantes tiveram que criar uma receita dentro de quadrantes de uma mandala do guardião do jogo, que é um indígena. Então, eles não podiam usar vários alimentos industrializados. Eles tiveram que usar alimentos mais sustentáveis e regionais”, comenta Patrícia Martins, CEO do Espaço Evolução e idealizadora do jogo. Cada equipe desenvolveu uma receita e também o planejamento de marketing para a venda do produto, desde a elaboração da logomarca até a precificação. Entre os pratos criados estavam mousse de maracujá do Cerrado e chocolate, overnight (aveia dormida), pão de abóbora e cupcake de banana com castanhas e calda de caramelo de banana. Os testes das receitas foram realizados na cozinha experimental da escola e a produção final aconteceu no laboratório da UnB visando uma padronização de higiene e pesagem. Ao final, as equipes expuseram os produtos criados para três juradas nutricionistas e tiveram que fazer uma defesa sobre o planejamento de marketing e a escolha dos rótulos e alimentos para as profissionais. O vencedor “Nós provamos os quatro pratos e, além do sabor, nós avaliamos as escolhas do rótulo, das informações contidas nele, dos ingredientes escolhidos, se foram escolhidas frutas da estação e de produtores locais. Gostamos de todas, mas selecionamos a que achamos que fez as melhores escolhas”, comenta a nutricionista Karina Aragão. Prato vencedor foi a mousse de maracujá do Cerrado e chocolate O prato vencedor foi a mousse de maracujá do Cerrado e chocolate e a equipe responsável ganhou uma mochila com itens esportivos. Cada time ficará com o lucro das vendas de seus pratos. A premiação foi acompanhada por todos os estudantes do turno matutino do CEM 01 do Guará. “A gente aprendeu bastante no processo, fiquei muito feliz. Pensamos inicialmente em fazer um bolo. Só que uma colega do nosso grupo deu a ideia de fazermos a mousse e todo mundo concordou. Além de mais gostoso, achamos que venderia mais”, comenta Nayara Silva, estudante de 17 anos do CEM 01 Guará, integrante da equipe vencedora. Parceria O jogo, que é uma parceria entre o Espaço Evolução e a UnB, com apoio da Secretaria de Educação do DF, teve a participação efetiva dos nutricionistas da SEEDF que acompanharam os alunos em todas as fases da competição. “Foi um desafio e, ao mesmo tempo, uma surpresa muito grande, porque a gente viu o engajamento dos adolescentes e dos jovens para realizarem as receitas saudáveis. E junto a isso, a gente viu somadas a questão do empreendedorismo, que eles foram construindo ao longo de todo o jogo”, comenta Nayara Dias, nutricionista da SEEDF. *Com informações da SEEDF
Ler mais...
Projeto incentiva bons hábitos alimentares na Escola Classe 61 de Ceilândia
Descasque mais, desembale menos. Esse é lema que deu nome ao projeto desenvolvido pela Escola Classe 61 de Ceilândia com o intuito de conscientizar os estudantes e famílias sobre a importância dos bons hábitos alimentares para a saúde. O corpo docente da instituição, que atende 764 alunos de 4 a 12 anos, desenvolveu a iniciativa ao perceber que os estudantes tinham o hábito de levar lanches com alimentos ultraprocessados. Nesta quarta (25), os estudantes da Escola Classe 61 de Ceilândia participaram de atividades desenvolvidas por nutricionistas | Fotos: Mary Leal/SEEDF A coordenadora da educação infantil da escola, Edilma Dias, conta que alguns dos alunos chegaram a deixar de comer a merenda escolar, que é balanceada e saudável, para consumir lanches industrializados. “Nós ficamos preocupados com os maus hábitos alimentares dos nossos estudantes, principalmente dos mais novos; sabemos que isso afeta a saúde e também o desenvolvimento escolar. Então, nossa equipe se reuniu e pensou nesse projeto e já estamos percebendo mudanças, o que é muito positivo”, comenta. Os professores confeccionaram um monstro só com embalagens de alimentos ultraprocessados levados pelos alunos em seus lanches e colocaram para exposição no hall da escola como símbolo do projeto. Vendados, os estudantes tiveram que adivinhar os alimentos pelo tato, olfato e paladar; atividade faz parte do projeto ‘Descasque mais, desembale menos’ A nutricionista da Secretaria de Educação (SEEDF) Tamara Ribeiral é uma das responsáveis pelo projeto na escola. Segundo ela, as atividades foram desenvolvidas pensando nos estudantes, mas também envolve familiares e a equipe escolar. “Visamos não só o aumento do consumo dos alimentos in natura incluídos na merenda escolar, mas também dos consumidos nas casas dos integrantes da comunidade escolar”, explica. Atividades Como parte do projeto, diversas atividades são realizadas ao longo dessa semana. Uma delas foi o encontro de nutricionistas da Secretaria de Educação com os estudantes, realizado nesta quarta-feira (25). Na ação, os alunos aprenderam a classificar os alimentos de saudáveis até ultraprocessados, quais devem ser consumidos e quais devem ser evitados. Os estudantes viram, por exemplo, que o milho pode ser consumido livremente, mas que o mesmo alimento em lata possui sal e açúcar como conservantes; então, deve ser consumido com moderação. Em um outro momento, alguns alunos escolhidos foram vendados e tiveram que adivinhar os alimentos pelo tato, olfato e paladar. “Eu aprendi que a gente deve trazer coisas saudáveis para escola, como frutas – maçã, banana, morango. E comer isso em casa também. Eu gostei muito das atividades”, comenta Miguel da Silva Araújo, estudante da Escola Classe 61 de Ceilândia. A escola também realizou palestras sobre a importância da alimentação para a saúde e o desenvolvimento das crianças para professores e merendeiras. Ainda nesta semana, outras ações envolvendo os estudantes serão realizadas. O projeto será encerrado com uma reunião com os pais. *Com informações da Secretaria de Educação
Ler mais...
Delegação de São Tomé e Príncipe busca modelo de alimentação escolar do DF
Durante dois dias, representantes da Secretaria de Educação (SEEDF) receberam uma delegação de São Tomé e Príncipe, na África, assistida pelo World Food Programme (WFP), uma agência da ONU dedicada a combater a fome e promover a segurança alimentar global. A comitiva, liderada pela ministra da Educação, Cultura e Ciências de São Tomé e Príncipe, Isabel Maria Correia, visitou escolas urbanas e rurais, além de uma cooperativa rural, com o objetivo de explorar e adaptar as boas práticas da SEEDF para fortalecer a segurança alimentar em seu país. Delegação de São Tomé e Príncipe busca inspiração no modelo de alimentação escolar do DF | Fotos: Jotta Castro/SEEDF O objetivo da visita foi promover a cooperação técnica internacional entre os dois países, com o Brasil sendo um modelo no combate à fome. As políticas públicas de alimentação escolar do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da SEEDF, que fornecem alimentos de qualidade e incentivam a agricultura familiar no Distrito Federal, foram apresentadas como exemplo. A delegação incluiu o coordenador do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (Pnase) de São Tomé e Príncipe, Emanuel Montóia, e o diretor do Escritório de País do WFP, Leon Victor Mushumba. A delegação visitou o Centro Educacional (CED) 01 do Guará, a Escola Classe Aguilhada e a Associação de Agricultores Familiares da Ecocomunidade do Assentamento 15 de Agosto (Afeca), em São Sebastião, onde Isabel Correia elogiou o exemplo do DF. “O Brasil tem sido nosso conselheiro desde a criação do nosso programa em 2010. Essa experiência com a agricultura familiar é algo que queremos implementar em nosso país para enriquecer nossas crianças nutricionalmente e apoiar a produção local”, afirmou Isabel. Michele Ornelas, produtora rural e diretora da Afeca, explicou que a associação foi criada para participar de editais da SEDF, garantindo a produção e a comercialização de seus produtos. “A parceria com a Secretaria de Educação é crucial para o assentamento, pois nos dá segurança de que teremos um mercado estável para nossos produtos, o que nos permite produzir com qualidade e vender a um bom preço, levando alimentos saudáveis para nossas crianças”, disse Michele. Modelo de financiamento A comitiva de São Tomé e Príncipe visitou associação de agricultores familiares em São Sebastião, onde a ministra Isabel Correia elogiou o exemplo do DF A nutricionista Juliene Moura, diretora da Diretoria de Alimentação Escolar da SEEDF, apresentou à comitiva o modelo de financiamento brasileiro, que permite aos agricultores venderem para o Estado de forma individual ou coletiva. Juliene celebrou a oportunidade de compartilhar o conhecimento. “Articulamos os produtores locais da agricultura familiar com as cerca de 800 escolas da rede pública, o que reduz a burocracia para todos, facilitando tanto para os gestores escolares quanto para os produtores”, destacou. Enquanto uma escola pequena pode comprar diretamente do agricultor, a compra coletiva se aplica a grandes volumes financeiros, centralizando os produtores em associações ou cooperativas. Isso facilita tanto para a gestão pública quanto para os agricultores. “As associações passam as demandas de produção e as soluções de logística, favorecendo fornecedores e consumidores. A SEDF só faz contratos com pessoas jurídicas, negociando dezenas de contratos com associações e cooperativas. É uma grande alegria quando podemos compartilhar nosso conhecimento com outros países que se beneficiarão desse modelo de parcerias”, celebrou a diretora. Após a apresentação, a ministra Isabel Maria anunciou que levará o modelo de financiamento brasileiro para consideração do governo de São Tomé e Príncipe. “Fiz o registro e vou apresentar a proposta aos demais membros do governo, incluindo o ministro da Agricultura e o primeiro-ministro, que preside o Conselho para Alimentação e Nutrição. Em nossa região, somos um país modelo, fornecendo 50 mil refeições quentes a todas as crianças no ensino pré-escolar e no ensino básico, de forma universal e gratuita, com o governo financiando toda a alimentação escolar”, garantiu. *Com informações da SEEDF
Ler mais...