Catetinho celebra 70 anos com programação cultural, apresentações musicais e atividades para o público
O Catetinho completa 70 anos com uma programação especial no dia 10 deste mês, reunindo atividades culturais, apresentações musicais, exposições e experiências interativas que resgatam a história do espaço e sua relação com a construção de Brasília. As comemorações começam às 8h, no museu localizado às margens da BR-040, na Saída Sul, região do Park Way. Entre as atrações está uma experiência imersiva com o filme Água de beber – uma viagem no tempo ao lado de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. Por meio da realidade virtual, crianças, jovens e adultos poderão conhecer aspectos da história do Catetinho e da construção da capital federal de maneira interativa. A tecnologia também amplia as possibilidades de acesso ao patrimônio cultural. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida poderão conhecer virtualmente áreas do museu que apresentam dificuldades de acesso físico, como o pavimento superior do edifício. História viva de Brasília Imagem do Catetinho, primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek | Foto: Divulgação “Preservar a memória de Brasília também significa criar condições para que as pessoas conheçam e se reconheçam nessa história. Ao reunir os pioneiros, receber novas gerações e utilizar recursos que tornam o museu mais acessível, o Catetinho mostra como o patrimônio cultural pode continuar presente na vida da cidade” Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fernando Modesto, a celebração é uma oportunidade de aproximar a população da história da capital e ampliar o acesso ao patrimônio cultural. “Preservar a memória de Brasília também significa criar condições para que as pessoas conheçam e se reconheçam nessa história. Ao reunir os pioneiros, receber novas gerações e utilizar recursos que tornam o museu mais acessível, o Catetinho mostra como o patrimônio cultural pode continuar presente na vida da cidade”, destaca o secretário. A programação inclui ainda uma exposição da maquete do Catetinho, com apresentação e explicações do arquiteto Marcelo Berquó, além de uma réplica do edifício produzida por Antônio Sérgio. Café da Manhã de JK [LEIA_TAMBEM]Outro momento das comemorações será o tradicional Café da Manhã de JK, que reunirá pioneiros de Brasília, amigos e parceiros do Lions Club. O encontro contará com relatos e histórias sobre o Catetinho, visitas guiadas às dependências do Palácio de Tábuas e um lanche com bolo de milho, café preto e pão de queijo. Às 10h, a companhia Bagagem e Cia de Bonecos apresenta bonecos gigantes e o espetáculo Brasília – Uma História. Na sequência, às 11h, será a vez da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional se apresentar ao público. As atividades continuam à tarde, das 15h às 17h, com apresentações do Coral Seguindo a Vida e de Levi Andrade. Ao reunir música, memória, teatro e recursos de realidade virtual, a programação dos 70 anos do Catetinho oferece ao público diferentes formas de conhecer a história do museu e sua ligação com a construção de Brasília. A celebração também abre espaço para o encontro entre gerações, aproximando os relatos dos pioneiros das experiências de quem visita o patrimônio cultural nos dias de hoje. *Com informações da Secec-DF
Ler mais...
Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória
Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho. O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos. 4,5 milhões número de documentos em pequeno formato no acervo do Arquivo Público do DF O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações. No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes. Memória de Brasília O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base. “Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida. Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses. Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos. O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK. O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek. O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.
Ler mais...
Microrrevestimento asfáltico na Epia prolonga vida útil da pista e beneficia cerca de 70 mil motoristas diariamente
Cerca de 8,8 km da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia/DF-003) passarão pelo serviço de microrrevestimento asfáltico do viaduto do Catetinho até a saída para o Aeroporto de Brasília, nos dois sentidos. A ação do Governo do Distrito Federal (GDF) visa a aumentar a fluidez do trânsito, beneficiando aproximadamente 70 mil condutores diariamente. A obra começou no último dia 6 e é executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 7 milhões. Técnica de microrrevestimento é duradoura e proporciona economia durante a execução | Foto: Divulgação/DER-DF “É um serviço para acabar com a trepidação dos veículos, para que o motorista não caia em buracos, não perca o controle na via e possa trafegar de forma mais harmônica” Mozer de Castro, engenheiro civil do DER-DF A técnica, considerada econômica e duradoura, prolonga a vida útil do asfalto. Além disso, oferece mais aderência dos veículos com a pista, principalmente no período chuvoso. Segundo o engenheiro civil do DER-DF Mozer de Castro, trata-se da recomposição funcional da pista, com o objetivo de melhorar a experiência do condutor sem refazer a base do asfalto. “É um serviço para acabar com a trepidação dos veículos, para que o motorista não caia em buracos, não perca o controle na via e possa trafegar de forma mais harmônica”, resume. O método tem início com a fresagem da área, que é a retirada do pavimento desgastado. Em seguida, ocorre o preenchimento da via com uma nova camada de capa asfáltica do tipo Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e, posteriormente, há a implantação do microrrevestimento asfáltico. O material é depositado na pista por uma usina móvel, cuja produção diária estimada é de 9 mil m² de camada dupla da composição, uma mistura de brita, cal e emulsão especial. Para evitar congestionamentos e interferências na rotina dos usuários da rodovia, máquinas e operários trabalham no período noturno, das 22h às 3h. Em menos de uma semana, as equipes já executaram o trecho inicial próximo ao viaduto do Catetinho. Outras vias importantes da capital já contam com o tipo de revestimento, como o Pistão Norte, em Taguatinga, a Estrada Parque das Nações, tanto na L4 Sul quanto na L4 Norte, e a Estrada Parque Dom Bosco, que contorna o Lago Sul.
Ler mais...
Aniversário de Brasília tem shows católicos e balonismo nesta quinta (18)
Brasília está prestes a celebrar 64 anos, e a programação para comemorar o aniversário da capital segue movimentando a cidade. Para esta quinta-feira (18), há diversas atividades gratuitas, de shows e eventos religiosos a festivais de balonismo. O que não falta é opção para agitar o brasiliense. Nesta quinta, o destaque vai para o evento católico com a apresentação musical do padre Fábio de Melo, na estrutura montada no complexo da Torre de TV. O show está previsto para começar às 20h30, mas haverá outras atrações católicas com bandas locais a partir das 14h. Também começa nesta quinta o Festival de Balões. Entre as 14h e as 18h, o céu na altura do gramado do Eixo Monumental ficará colorido com a apresentação da Etapa Nacional do Campeonato de Balonismo. O festival segue até o dia 28 deste mês. Padre Fábio de Melo é uma das atrações da noite desta quinta-feira, na Torre de TV | Foto: Divulgação O Recanto das Emas vai receber, a partir das 13h, o LAB Biblioteca Renato Russo. As oficinas ocorrerão no Centro de Ensino Médio (CEM) 111 da cidade. História, arte e cultura O Memorial JK será palco para o ciclo de visitas guiadas Descobrindo Brasília: um passeio pela história | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília Até o próximo sábado (20), o Memorial JK e o Museu do Catetinho receberão a cada dia cerca de 40 crianças em vulnerabilidade social para visitas guiadas intituladas Descobrindo Brasília: um passeio pela história. Ao longo de todo este mês, as estações do metrô Galeria e Central apresentarão a exposição dos artistas plásticos Xande e Rivas, tendo Brasília como tema. Aulões de dança também serão ofertados nos complexos culturais de Samambaia e de Planaltina, Centro de Dança, Espaço Cultural Renato Russo e Casa do Cantador. Já na Biblioteca Nacional de Brasília, serão realizados clubes de leitura uma vez por semana com a discussão de obras do poeta Nicolas Behr. Durante o mês ocorre ainda a primeira edição do concurso de fotografia Regina Santos. Serão contempladas três categorias: fotografias de natureza, de pessoas e de arquitetura. A premiação varia de R$ 1 mil a R$ 10 mil. As imagens vencedoras ficarão expostas no Espaço Oscar Niemeyer, na Praça dos Três Poderes. Clique aqui para ver a programação completa do aniversário de Brasília.
Ler mais...
Brasília, cidade que inspira
Não há um único brasiliense que não tenha se sentido energizado ao observar o céu de Brasília. O mar de nuvens brancas, assim como os traços arquitetônicos de Niemeyer, as quadras e eixos de Lucio Costa, bem como a pluralidade das regiões administrativas, são fontes inesgotáveis de inspiração para artistas do Distrito Federal e de todo o Brasil. Em 63 anos de existência, a serem completados nesta sexta-feira (21), centenas de músicas e poemas surgiram para homenagear a nova capital. “O que faz de Brasília uma cidade tão inspiradora é o fato de ela ser, além da capital de todos os brasileiros, tão acolhedora a todos, independentemente de estarem no centro ou nas periferias”, avalia a subsecretária de Difusão Cultural e Diversidade da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Sol Montes. “E por que tanta arte sobre a cidade? Porque aqui cabe qualquer conceito de arte, cabe qualquer manifestação. Brasília aceita qualquer cultura sem nenhum preconceito, nenhuma reticência. É isso que a faz tão inspiradora”, completa. O Catetinho inspirou Tom Jobim e Vinícius de Moraes a compor “Água de Beber” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A primeira canção sobre a capital foi escrita por Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em 1960. Água de Beber nasceu a partir de uma curiosidade de Tom. O músico queria saber se o olho d’água nas proximidades do Catetinho era potável, ao que um trabalhador teria respondido: “É água de beber, sim, senhor”. Antes, Tom e Vinícius criaram Brasília, Sinfonia da Alvorada, um poema sinfônico que celebra a criação da cidade. De lá para cá, outras músicas apareceram, nos mais variados estilos: reggae (Te Amo Brasília, de Alceu Valença, e Surfista do Lago Paranoá, sucesso do Natiruts), rock (Saquear Brasília e Brasília, gravadas por Capital Inicial e Plebe Rude, respectivamente), balada (Brasília, de Guilherme Arantes), viagem experimental (Céu de Brasília, com Toninho Horta e Orquestra Fantasma), sertanejo (Pagode em Brasília, de Tião Carreiro e Pardinho), blues (Brasília, de Sérgio Sampaio), romântica (Coisas de Brasília, de Oswaldo Montenegro) e instrumental (Suíte Brasília, de Renato Vasconcelos). Para a profissional de relações públicas Patrícia Resende, 49, as melhores canções sobre a cidade são as produzidas pelas bandas de rock. “Sou dos anos 1970, mas uma curtidora dos anos 1980”, afirma. Entre as favoritas, estão Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, ambas da Legião Urbana, entre outros sucessos de Capital Inicial e Plebe Rude – grupos que surgiram em Brasília. [Olho texto=”“Brasília aceita qualquer cultura sem nenhum preconceito, nenhuma reticência. É isso que a faz tão inspiradora”” assinatura=”Sol Montes, subsecretária de Difusão Cultural e Diversidade da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Filha de um baiano e uma mineira, Patrícia diz se considerar uma brasiliense legítima. “Sou a caçula de quatro irmãos e nasci aqui. Meus dois filhos e neto também”, conta. “Amamos a cidade e sempre estamos curtindo o que é democrático, público, que cabe todo mundo e que realmente é o cartão-postal e a cara de Brasília. E já dizia Renato [Russo]: ‘Meu Deus, mas que cidade linda’…”. Morador de Ceilândia, o mecânico de motores Felipe Junior Andrade, 31, também aproveita o tempo livre para curtir a cidade. “Gosto muito de ir aos pontos turísticos, tirar fotos, observar”, diz ele, que é pai de dois meninos, de 6 e 8 anos. Para Felipe, a música que melhor retrata a iconicidade do DF é Não Troco, do Hungria Hip-hop. A letra diz: “Eu não troco por duas Miami ou Paris/ A metade da minha Ceilândia”. Felipe Junior Andrade elege a música “Não Troco” como a mais representativa da cidade | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Já a criadora de conteúdos digitais Ana Lucia Rocha, 39, não tem uma música preferida que fale sobre Brasília. Na verdade, gosta da canção Uma Brasileira, dos Paralamas do Sucesso, que, segundo ela, retrata bem o antes e depois de ela ter chegado na capital federal. “Quando vim, era bem xucra, e hoje sou bem espevitada”, brinca. A letra original diz: “Rodas em sol, trovas em dó/ Uma brasileira, ô/ Uma forma inteira, ô/ You, you, you/”. Mas, como uma forma de aproximar a canção às próprias vivências, ela improvisa uma nova versão: “Rodas em sol, trovas em dó/ Uma brasileira, ô/ Vinda do interior, ô/ You, you, you/”, canta, alegremente. Ana Lúcia Rocha e as filhas: “Minha relação com Brasília é muito especial. Cada cantinho me alegra e me deixa feliz“ | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Ana veio para o DF quando tinha 15 anos para trabalhar como babá. “Costumo falar que é a capital do meu coração. Sou tocantinense, mas sou apaixonada por Brasília e não consigo ficar longe daqui”, pontua. “Minha relação com Brasília é muito especial. Cada cantinho me alegra e me deixa feliz, não passo muitos dias sem vir nos pontos turísticos, andando no centro da cidade”. Folha em branco Nicolas Behr escreve poemas inspirados nas curvas brasilienses | Foto: Paulo H Carvalho/ Agência Brasília Fonte de inspiração, Brasília também rende verso e prosa. O poeta Nicolas Behr que o diga. Nascido em Cuiabá (MT), veio para a capital em 1974 e tornou-se, a partir de 1977, uma das principais vozes da poesia marginal brasiliense. Atualmente, soma oito obras sobre a cidade, sendo que a mais recente é o livro As superquadras invisíveis de Ailisarb. “É uma cidade cheia de simbolismos, que permitem muitas associações e as criações partem disso”, explica o poeta de 65 anos. “Quando cheguei aqui, com 14, 15 anos, Brasília era uma folha em branco. E fui privilegiado por ter chegado tão cedo. A cidade tem quase a minha idade, e isso é uma sorte”, completa. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Morador do Plano Piloto, Nicolas viveu as grandes aventuras da juventude nas asas Sul e Norte. Uma das experiências está impressa no poema Travessia do Eixão, de 1979, sobre o trajeto da casa de Nicolas à da namorada Noélia, entre a 415 Sul e a 109 Sul. Os versos foram musicados por Nonato Veras, integrante do Liga Tripa, e imortalizada pela Legião Urbana no disco póstumo Uma Outra Estação (1997). Um outro poema, Eixosa, também colocou em palavras as sensações e impressões causadas por Brasília em Nicolas: “Naquela noite/ Suzana estava/ mais W3 do que nunca/ toda eixosa/ cheia de L2/ Suzana, vai ser superquadra assim/ lá na minha cama”. “Já falei muita coisa sobre a cidade e tento continuar indo pelo original. Existem várias Brasílias: a do poder, das periferias, das satélites, a formal, da rapaziada, a subversiva e underground. Não há um poema que traduza a cidade; Brasília é caleidoscópica”, enfatiza o artista.
Ler mais...
Catetinho reabre as portas para o público
O Museu do Catetinho voltou a receber visitantes nesta terça-feira (14). O Palácio de Tábuas e o Anexo foram reabertos para o público, enquanto a área de piquenique e o acesso à nascente seguem interditados. Fundado em 1956, o equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) esteve fechado por 72 dias após a queda de uma árvore na Casa do Zelador, edificação histórica que não era tombada. O local funcionava como sede administrativa do museu. Reabertura da parte histórica do Catetinho permite aos visitantes conhecerem os detalhes da primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília | Fotos: Joel Rodrigues / Agência Brasília Com a reabertura da parte histórica do museu, é possível conhecer os detalhes da primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek em Brasília. Quartos, salas, banheiros, bar e cozinha – localizada no anexo – reúnem artefatos que levam os visitantes a uma viagem no tempo, anterior à inauguração da capital federal. Diante de tamanha preservação histórica, o Catetinho é palco de atividades voltadas para a educação patrimonial. Os trabalhos são realizados pelo Projeto Territórios Culturais – parceria entre a pasta de Educação e a de Cultura -, em que são agendadas visitas de escolas públicas e particulares. Além disso, outros grupos podem ir ao local, bem como visitantes comuns, sem necessidade de aviso prévio do passeio. “Levamos crianças de várias regiões administrativas do DF para conhecer esse monumento histórico, o primeiro prédio construído por Oscar Niemeyer e que já dá ideia de Brasília com seus pilotis”, explica o subsecretário de Patrimônio Cultural, Aquiles Alencar Brayner. Até o momento, 35 escolas definiram datas para a visita ao longo de 2023. “Reabrir o museu é mostrar que o espaço é de todos, queremos a circulação das pessoas aqui e que aproveitem o patrimônio coletivo”, afirma a diretora do Catetinho, Artani Grangeiro. “Para nós, é gratificante retornar às atividades de educação patrimonial, porque os estudantes representam 30% do público que recebemos anualmente. É uma oportunidade de trabalhar com eles a questão do pertencimento histórico”, frisa Grangeiro. A advogada Marília Russo, 62 anos, aproveitou a reabertura do Palácio de Tábuas e do Anexo para conhecer os espaços: “Achei muito bonito, muito bem ambientado. Os móveis resgatam a história do Brasil e de Brasília” Assim que soube que o museu seria reaberto, a advogada Marília Russo, 62 anos, decidiu tirar um desejo do papel. Ela e o marido costumam dedicar os momentos livres na rotina para conhecer os espaços turísticos e históricos do DF. No entanto, a lista estava incompleta: faltava visitar o Catetinho. “Já tinha muita vontade de conhecer o museu, porque meu pai era um apaixonado por Juscelino Kubitschek, então aproveitei a oportunidade”, conta Marília. “Achei muito bonito, muito bem ambientado. Os móveis resgatam a história do Brasil e de Brasília”. A aposentada Maria da Fé Paiva, 72 anos, conheceu a primeira residência oficial de JK há cerca de dez anos e, desde então, voltou ao local pelo menos três vezes: “Amo esse lugar, sou apaixonada” Por sua vez, a aposentada Maria da Fé Paiva, 72, conheceu os aposentos de JK há cerca de dez anos. Desde então, a moradora de Barbacena, Minas Gerais, esteve no local pelo menos três vezes. A passagem mais recente foi nesta terça (14). “Amo esse lugar, sou apaixonada. Toda vez que tenho uma oportunidade, venho para cá”, diz. Participe Além do Museu do Catetinho, o Projeto Territórios Culturais faz visitações ao Museu Vivo da Memória Candanga, ao Museu dos Povos Indígenas, entre outros equipamentos públicos. Mais informações estão disponíveis aqui.
Ler mais...
Catetinho reabre parte histórica nesta terça-feira (14)
O Museu do Catetinho será reaberto nesta terça-feira (14) para a retomada de trabalhos de educação patrimonial com alunos de escolas públicas e particulares e para receber visitantes em geral. O equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), fundado em 1956 e primeira residência oficial do então presidente Juscelino Kubitschek em Brasília, ficou 72 dias fechado em razão de queda de uma árvore que destruiu a Casa do Zelador, edificação história que não era tombada. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, destaca a necessidade de interdições temporárias do local: “O Catetinho é um espaço muito vulnerável e delicado. Então, essas interdições temporárias e periódicas precisarão acontecer se quisermos cuidar bem de um equipamento histórico com essas peculiaridades”. “O Catetinho, a rigor, está em constante reforma, em constante restauro, porque é um espaço que necessita de um olhar aguçado, cuidadoso, 24 horas por dia. É um palácio de tábuas no meio de uma pequena floresta. Estamos sempre preocupados com a importância histórica do espaço, tanto quanto com o conforto e a segurança dos visitantes”, observa. [Olho texto=”“O Catetinho é um espaço muito vulnerável e delicado. Então, essas interdições temporárias e periódicas precisarão acontecer se quisermos cuidar bem de um equipamento histórico com essas peculiaridades”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] A reabertura do Catetinho será apenas do Palácio de Tábuas e do Anexo – onde fica a cozinha -, projetados por Oscar Niemeyer. O público não terá acesso à parte recreativa, junto ao curso de água, onde há necessidade de podas para garantir a segurança das pessoas. O museu encontra-se na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, com um trecho de mata de galeria preservado. A Defesa Civil isolou esta área e solicitou laudo das espécies próximas a 25 metros das edificações. A situação exigiu o planejamento de ações em etapas. Já houve a retirada da árvore caída e dos escombros da Casa do Zelador. Num segundo momento, engenheiros florestais da Novacap inspecionaram a gleba, o que resultou em laudo que pede novas podas na área. Na lista estão espécies protegidas como patrimônio ecológico, o que torna o trâmite mais demorado. Museu do Catetinho retoma trabalhos de educação patrimonial com alunos de escolas públicas e particulares. O local também voltará a receber visitantes em geral | Foto: Hugo Lira/Secec Educação patrimonial Nesta terça (14), 53 alunos da Escola Internacional de Curitiba chegam a Brasília, acompanhados de dez responsáveis, para fazer uma visita de estudos no Catetinho, trabalho que uma empresa de São Paulo oferece a escolas particulares. “A educação patrimonial é essencial na preservação do patrimônio cultural. Ações como esta, com as escolas nos museus, estimulam nos estudantes novas perspectivas sobre a história do país e da memória nacional”, comenta a gerente do Catetinho, Artani Pedrosa. “A visita desses estudantes com certeza vai impactar a vida de cada um; eles terão um entendimento melhor da história e vão conhecer em que circunstâncias Brasília foi construída”, complementa o secretário de Cultura. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na semana que vem, serão retomados os trabalhos de educação patrimonial previstos no projeto Territórios Culturais – parceria da Secec com a Secretaria de Educação (SEE). Já há 35 escolas agendadas até meados de 2023. A iniciativa de estado prevê visitas também a locais como Museu Nacional da República, Museu Vivo da Memória Candanga, Conjunto Cultural Três Poderes, Memorial dos Povos Indígenas e Cine Brasília. A liberação do restante da área do Catetinho depende do corte de árvores isoladas, o que ocorre segundo trâmite regulado pelo Decreto nº 39.469/2018, em uma operação do Brasília Ambiental, autarquia vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema). Devido às especificidades e fragilidades das edificações do Museu do Catetinho, bem como às características que envolvem a APA, toda movimentação de manutenção e intervenção no local exige o trabalho conjunto de órgãos distritais (Novacap, Brasília Ambiental, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil) e do Iphan, que é federal. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Ler mais...
Do Gama ao Catetinho: de bike e com mais segurança
O Governo do Distrito Federal (GDF) dá início à construção de uma ciclovia na DF-480 que liga a região administrativa do Gama à primeira residência oficial – e ponto turístico – de Brasília, o Catetinho. A obra será administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), que coloca mais 9,3 km na conta da malha cicloviária do DF, a segunda maior do país. Segundo o governador Ibaneis Rocha, a meta é deixar Brasília em primeiro lugar no Brasil em extensão de pistas para ciclistas| Foto: Renato Alves/Agência Brasília [Olho texto=”“Todos os projetos adotados pela Novacap e pelo DER-DF têm a nossa orientação para que tenham uma ciclovia ao lado e onde ainda não tem estão sendo feitos levantamentos para que tenhamos em breve o título de cidade mais acessível do Brasil”” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] O investimento de R$ 4.153.394,59 no modal não poluente foi oficialmente liberado, nesta terça-feira (7), pelo governador Ibaneis Rocha no ato de assinatura da ordem de serviço. De acordo com ele, a meta é deixar Brasília em primeiro lugar em extensão de pistas para ciclistas. “Todos os projetos adotados pela Novacap e pelo DER-DF têm a nossa orientação para que tenham uma ciclovia ao lado e onde ainda não tem estão sendo feitos levantamentos para que tenhamos em breve o título de cidade mais acessível do Brasil”, disse o governador. A solenidade ocorreu na praça Euzébio Pires de Araújo, próxima ao Terminal do BRT Gama, e contou com a presença de ciclistas e autoridades do governo, como os secretários de Governo José Humberto Pires; de Transporte e Mobilidade Valter Casimiro; os deputados distritais Daniel Donizet e Jaqueline Silva; e o diretor-geral do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. Confira o vídeo: Segundo Fauzi, a nova ciclovia vai ligar o Gama ao Plano Piloto. Isso porque há um projeto em estudo para a construção de uma faixa para o trânsito de bicicletas em toda a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) dentro do programa de mobilidade sustentável do GDF. “A gente faz viadutos para os carros, cuidamos do coletivo e estamos atentos à segurança dos ciclistas e pedestres”, ressalta. Com previsão de entrega em até 150 dias, a ciclovia terá 2,5 metros de largura com duas faixas de rolamento de 1,25 metros em cada sentido e 0,25 metro de segurança em cada bordo – ou margem – da pista. A obra passará pelas etapas de terraplenagem, pavimentação, serviços de drenagem, e outras intervenções complementares, como calçada, além de sinalizações horizontal e vertical. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Fabiano Araújo, 46 anos, é segurança e pedala desde os 14. Em 1991, fundou o Cobras do Cerrado e em grupos percorre algumas regiões administrativas de bicicleta. Para ele, o novo trecho da ciclovia vai proteger os ciclistas da disputa pelo asfalto com os carros – e do desrespeito de motoristas. “O GDF está investindo muito nesse modal e ajudando não só quem se desloca de bike a lazer, mas, principalmente, criando uma possibilidade saudável para quem utiliza esse meio de transporte para chegar ao trabalho”, conclui.
Ler mais...
Mais de 10 mil pessoas aproveitam a programação do ‘Sorria, Brasília’
[Olho texto=”“Este é o aniversário do renascimento, da volta à vida presencial, da festa, e nada melhor que celebrá-lo com todos os equipamentos culturais de portas abertas”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”direita”] Brasília amanheceu ensolarada e repleta de atividades culturais, que atravessaram o dia em comemoração ao seu aniversário de 62 anos, na quinta-feira (21), dentro da programação do projeto Sorria, Brasília, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Os equipamentos culturais do DF receberam um público de 10 mil pessoas nos eventos e iniciativas que representaram toda a diversidade de linguagem das expressões artísticas da cultura local. O destaque ficou para a reabertura de dois desses espaços que estavam fechados para reforma: o Museu do Catetinho e a Gibiteca TT Catalão, no Espaço Cultural Renato Russo. Com piquenique no gramado, homenagens no Catetinho, contação de histórias, feiras, shows, concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, teatro, balé e exibição de filmes, a programação colocou um sorriso no rosto dos brasilienses, que aproveitaram o feriado com as muitas opções culturais. “Este é o aniversário do renascimento, da volta à vida presencial, da festa, e nada melhor que celebrá-lo com todos os equipamentos culturais de portas abertas”, comemora o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. O Catetinho foi reaberto depois de dois anos fechado para receber melhorias necessárias | Foto: Renato Alves/ Agência Brasília Reabertura do Catetinho Completamente reformado, o Museu do Catetinho amanheceu pronto para receber o público para visitação depois de dois anos fechado. Ao som do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, o “Palácio de Tábuas” reabriu as portas para homenagear personalidades da cultura da cidade. Na ocasião, 30 pessoas e organizações engajadas na cultura do DF receberam a Medalha do Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro pela contribuição ao fortalecimento identitário e difusão da arte e da cultura local. Estiveram presentes o governador Ibaneis Rocha, o vice-governador Paco Britto e a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha, que foram recebidos pelo secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. O secretário fez um emocionado discurso. “Esse lugar respira memórias. O Catetinho evoca memórias daqueles que o visitam. Aqui, é um desafio da epopeia de construção que ainda está de pé”. O governador falou do sonho de recuperar o espaço, fechado desde o início da pandemia. “A ideia da construção de Brasília é de superação. Aos 62 anos, seguimos nesse renascimento. Brasília nasce novamente para o Brasil neste 21 de abril.” Feriado ao ar livre A brasiliense Ellen Oléria foi uma das atrações do Eixo Cultural Ibero-americano | Foto: Nityama Macrini/Secec A programação do Sorria, Brasília no feriado teve seu ponto mais alto nas atividades do Eixo Cultural Ibero-americano, onde reuniu um público de 6 mil pessoas. Pela manhã, teve diversão para as crianças, com contadores de história, fabulistas, artistas e performers com um toque de inclusão. Além de uma feira colaborativa, o gramado do Eixo Monumental também recebeu a banda de samba Coisa Nossa, o espetáculo Ballet Dança by Juan Carlos Veja, do Grupo Bailarinos de Brasília, e concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Contadora de histórias, Adma Oliveira apresentou às crianças um conto adaptado sobre as seis décadas da capital. Por ser portadora de necessidades especiais, ela faz um trabalho com narrativas inclusivas, mas é com o público que ela também acaba aprendendo muito. “Ao contar histórias para as crianças, eu gravo, memorizo e dou vida para os personagens”, destaca a fabulista, como gosta de ser chamada. Quando viu o convite pelas redes sociais da Secretaria de Cultura sobre a programação do Eixo Cultural, a manicure Erika Carolina, 28 anos, levou a família toda para curtir um feriado ao ar livre. “Espaços abertos e com atrações para toda a família são a melhor forma de comemorar neste feriado”, disse a brasiliense. No final da tarde, no gramado, o Eixo Cultural recebeu o show da brasiliense Ellen Oléria. A cantora e compositora abrilhantou a celebração com sua voz potente e a força dos ritmos brasileiros. “Parabéns, Brasília, jovem senhora, por esse povo lindo que é teu!”, comemorou. Completamente renovada, a Gibiteca TT Catalão tem 23 mil itens no catálogo | Foto: Marina Gadelha/Secec Gibiteca em ação A Gibiteca TT Catalão abriu as portas completamente renovada, depois de nove anos fechada. Com investimento de R$ 80 mil e 23 mil itens no catálogo, ressurgiu como umas das maiores do país, exibindo estantes inteiras para heróis como Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Uma das mais cobiçadas é da coleção X-Men e Novos Titãs. Uma das preciosidades da Gibiteca é o espaço infantil, com forte presença de A Turma da Mônica e a galera de Patópolis. Marmenha Rosário, gerente do espaço, que comandou a reabertura, se emocionou ao falar do poder da Gibiteca. “É uma viagem fantástica pelo mundo da fantasia e da pesquisa”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os quadrinistas Duarte e Jô Oliveira apareceram com um exemplar raro de Risco, primeira HQ do DF, de 1979. Doaram para a Gibiteca e prometeram voltar a frequentar o espaço. Enquanto as portas não se abriam, a banda Marefreboi transformou o Espaço Renato Russo numa pista de dança. Rolaram dos frevos de Pernambuco a clássicos como a Feira de Mangaio. Maíra Oliveira, atriz e diretora, deu boas vindas ao público e saudou a memória de TT Catalão, que deu nome ao grupo de teatro que integra, fundado por seu pai, Ary Pára-raios: O Esquadrão da Vida. Aproveitou a ocasião para também homenagear o diretor teatral Hugo Rodas, que faleceu recentemente. Também esteve presente na cerimônia de abertura do espaço Nanan Catalão, filha de TT Catalão. Ela relembrou o tempo em que TT comandava o Espaço Cultural Renato Russo. “Aqui, sempre foi um território de cultura, de grande intensidade”, disse. Povos originários Apresentação no Memorial dos Povos Indígenas: cultura compartilhada | Foto: Caio Marins/Secec Um encontro de tribos no coração do Planalto Central. Assim vem sendo as festividades em comemoração ao Dia do Índio e aos 62 anos de Brasília no Memorial dos Povos Indígenas (MPI). Além das exposições, a novidade este ano é a Feira dos Produtos Indígenas com artefatos de tribos de várias partes do país, além de comidas típicas como a lua de milho e o vinagre de frutas vermelhas. Descendente da etnia Apinajé, oriunda do Tocantins, a artista Natasha Barros Cardoso, 35 anos, apresentou o ritmo do catimbó e o ritmo do boi-bumbá com o grupo Impacto da Amazônia. Ela acha importante compartilhar sua cultura milenar com os visitantes. “Não nasci na minha aldeia. Sou enraizada, mas aprendi desde cedo a valorizar nossa cultura”, destaca. “Fico feliz quando as pessoas se interessam pela nossa cultura”, festeja. Reaberto há um ano, o Museu de Arte de Brasília tem exposições permanentes e mostras provisórias | Foto: Marina Gadelha/Secec Joia da arquitetura Sediado às margens do Lago Paranoá, com uma vista belíssima e uma arquitetura exuberante, o Museu de Arte de Brasília (MAB) celebra um ano de reabertura e os 62 anos da cidade como parte da programação do Sorria, Brasília. Além das exposições permanentes, dentro e fora do espaço, e de mostras provisórias, como uma organizada pela Embaixada da China – Atrás da Grande Muralha -, o público este ano pode conferir, até domingo (24), a Feira Colaborativa de Artes e Gastronomia no espaço. Rock na Concha Acústica Digão, dos Raimundos, embalou a festa dos 62 anos de Brasília na Concha Acústica | Foto: Marina Gadelha/Secec Um dos primeiros palcos da capital, inaugurado oficialmente em 1969, a Concha Acústica recebeu, na quinta-feira (21), o guitarrista dos Raimundos, Digão, que embalou a festa dos 62 anos de Brasília no local. “Brasília é minha terra. Amo essa cidade. Esse céu e a Concha me representam”, comentou o cantor, antes da apresentação. “É uma honra ter sido chamado para esse show do aniversário de 62 anos dessa cidade que me faz sonhar até hoje”, disse, animadíssimo. Sucessos do rei do reggae Bob Marley e de bandas como Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers não foram esquecidos. Mas os fãs queriam ouvir mesmo eram os hits dos Raimundos, causando histeria na plateia. No dia do aniversário da capital, Os Melhores do Mundo celebraram os 27 anos da trupe | Foto: Caio Marins/Secec Ria, Brasília A Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo foi a atração do Cine Brasília na noite de celebração dos 62 anos de Brasília. Na ocasião, os comediantes também comemoraram os 27 anos da trupe. “O nosso público foi aumentando ao longo do tempo por conta do boca a boca”, ressaltou Jovane Nunes, um dos atores do grupo. Em cena, o grupo misturou trechos de peças consagradas com esquetes inéditos. Após longo período de restrições por conta da pandemia, a plateia chegou empolgada e fez fila ao redor do Cine. Com a sala de cinema lotada e tomada pelo cheiro de pipoca, a peça começou. Diante dos olhos atentos e ansiosos do público, a gargalhada voltou a dar o tom das noites de arte e cultura no Cine Brasília. Sinfonia brasiliense A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro também se apresentou no Eixo Cultural Ibero-americano | Foto: Nityama Macrini/Secec A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro também fez um espetáculo para presentear a cidade em concerto no Eixo Cultural Ibero-americano. No repertório, sob a batuta do maestro Cláudio Cohen, a orquestra executou números que encantam o público por onde passa, reunindo música clássica, trilhas de cinema, rock sinfônico e música brasileira. O concerto começou com Aquarela do Brasil, caminhou por um pot-pourri da banda Queen e seguiu caminho com inesquecíveis músicas da sétima arte, fazendo vibrar o público de todas as idades que prestigiou o evento. E, claro, não podia ficar de fora uma homenagem ao clássico brasiliense Eduardo e Mônica. No Panteão da Pátria, o público apreciou o projeto Brasília, Museu Aberto, com projeção mapeada de artes visuais | Foto: Caio Marins/Secec Panteão iluminado No encerramento das atividades, a noite do Sorria, Brasília levou ao Centro Cultural Três Poderes uma atividade alternativa. O Panteão da Pátria, que fica na Praça dos Três Poderes, também fez parte da comemoração do aniversário da cidade. Além da exposição permanente, o local recebeu o projeto Brasília, Museu Aberto com projeção mapeada de artes visuais de artistas, como Orlando Brito, exibindo fotografias históricas.
Ler mais...
Ícone de Brasília, Catetinho reabre no dia do aniversário da cidade
?
Ler mais...
Catetinho reabre as portas no dia em que Brasília completa 62 anos
[Olho texto=”“Esse monumento representa o sonho de muitos brasileiros; representa a ideia de trazer o desenvolvimento para o Centro-Oeste, para onde vieram milhares de famílias com o ideal de vencer na vida” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”direita”] Primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção de Brasília, o Catetinho reabre as portas para o público no dia em que a capital completa 62 anos. A cerimônia de reabertura foi realizada nesta quinta-feira (21), com a presença do governador Ibaneis Rocha e de outras autoridades. O espaço ficou dois anos fechado para receber as melhorias necessárias. Foram investidos quase R$ 400 mil na obra, que contou com várias etapas, como manutenção do telhado e do piso, pintura, limpeza de forros, troca de peças, renovação do estacionamento, melhoria na acessibilidade, entre outras. Governador Ibaneis reinaugura um dos espaços mais icônicos da capital federal | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “Esse monumento representa o sonho de muitos brasileiros; representa a ideia de trazer o desenvolvimento para o Centro-Oeste, para onde vieram milhares de famílias com o ideal de vencer na vida”, declarou o governador. “O ideal de Brasília é o que ela representa até hoje, passados 62 anos: o de superação.” [Olho texto=”“O Catetinho é uma sala de aula ao ar livre”” assinatura=”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em 2019, o Catetinho passou por melhorias, mas necessitava de mais reformas. Naquele ano, antes de fechar novamente para obra, recebeu 45 mil visitantes. Agora, está pronto para novos tempos. “O Catetinho é uma sala de aula ao ar livre”, define o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Ele abraça as pessoas. É quase um clima de fazenda, que evoca as melhores lembranças. A gente tem a impressão de que a qualquer momento o JK vai passar dando ordens, ou que veremos o Tom Jobim e o Vinicius de Moraes, porque aqui eles compuseram uma canção.” Ao lado da imagem de Juscelino Kubitschek, governador Ibaneis discursa: “O ideal de Brasília é o que ela representa até hoje, passados 62 anos: o de superação” A reforma do Catetinho é mais uma iniciativa do programa de investimentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) na recuperação de equipamentos culturais do DF. Ao todo, foram investidos R$ 16 milhões nesses trabalhos, dos quais a maior obra foi feita no Museu de Arte de Brasília (MAB), com aporte de R$ 9 milhões. A Concha Acústica, o Cine Brasília, o Conjunto Fazendinha, a Biblioteca Nacional, o Memorial dos Povos Indígenas e o Museu Vivo da Memória Candanga são alguns exemplos desse trabalho coordenado pela secretaria. “À exceção do Teatro Nacional, cujas obras devem começar em breve, todos os equipamentos culturais sob o comando do GDF estão em pleno funcionamento ou passaram por reforma”, reforçou Bartolomeu Rodrigues. Sobre o Catetinho Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Catetinho foi construído em apenas dez dias, em novembro de 1956. A estrutura simples, feita de madeira, ficou conhecida como “Palácio de Tábuas”. A visitação aberta ao público permite o acesso à suíte presidencial, ao quarto de hóspedes e à cozinha utilizada por JK, entre outros espaços, que voltam a ter dignidade após as intervenções. Objetos, roupas e imagens do ex-presidente também revivem a memória do DF.
Ler mais...
Catetinho reabre nos 62 anos de Brasília
O Catetinho completa 66 anos no dia 10 de novembro e já está de roupa nova para a ocasião. Primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na construção da capital, o museu reabre para comemorar os 62 anos de Brasília, depois de dois anos fechado. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) investiu R$ 396,6 mil da manutenção do telhado ao piso de cimento da estrutura arquitetônica com pilotis, desenhada por Oscar Niemeyer, em 1956. Depois da limpeza de forros e da troca de peças de ipê comprometidas, o Catetinho recebeu novas pinturas internas e externas | Fotos: Divulgação/Secec-DF “O Catetinho é espaço símbolo de toda a jornada de criação de Brasília. É uma preciosidade para o mundo”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. Localizado na região administrativa do Park Way, com acesso novo e sinalizado via Brasília Country Club, o Museu do Catetinho passou por pinturas externa e interna do Palácio de Tábuas, Anexo e Sede Administrativa. Essa ação se deu depois da limpeza de forros e da troca das peças de ipê comprometidas. Orifícios na estrutura receberam tela e espuma para evitar entrada de insetos e outros animais. O piso de cimento do pilotis foi recomposto. Banheiros históricos receberam limpeza dos revestimentos. Cera acumulada nos pisos foi removida. Vigas e pilastras ganharam verniz novo. Durante a manutenção, o acervo de 466 itens foi embalado, entre peças de mobiliário, utensílios, livros, discos e outros objetos, que Juscelino Kubitschek utilizou até 1959 – quando ficou pronto o Palácio da Alvorada –, e armazenado no Centro de Dança, espaço cultural da Secec. [Olho texto=”“A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar”” assinatura=”Aquiles Brayner, subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec” esquerda_direita_centro=”direita”] “Foram priorizadas práticas visando a estabilização tanto do prédio histórico que abriga a coleção, quanto das peças que compõem o acervo, uma vez que, dispostas em um ambiente adequado, essas obras estarão mais bem acondicionadas”, conta a gerente de Conservação e Restauro da Secec, Mariah Boelsums. A manutenção também ocorre na área externa, com recapeamento total do estacionamento de visitantes feito pela Novacap, que também fez a roçagem de gramados e poda em árvores. Também foi construída a rampa de acesso destinada a pessoas com deficiência e instaladas as sinalizações horizontal e vertical (projeto do Detran/DER). O sistema elétrico e de comunicação foram revisados. Os cuidados com a estrutura do “Palácio de Tábuas” incluíram o piso de cimento do pilotis, que foi recomposto. As vigas e pilastras ganharam verniz novo A gerente do Catetinho, Artani Grangeiro, que acompanhou o movimento de trabalhadores em turnos de 9h às 17h, não esconde a ansiedade de ver o museu repleto de turistas, moradores do DF e estudantes. Em 2019, o espaço havia recebido quase 45 mil visitantes – 40% de estudantes, 23% do DF, 36% de outros estados e 1% do exterior. “Não vejo a hora de ter os ônibus escolares aqui de novo”, aponta. O Catetinho está plantado numa espécie de santuário ecológico, na Área de Proteção Ambiental das Bacias do Gama e Cabeça de Veado e na Área de Proteção de Mananciais Catetinho. A beleza que cerca o local e inspirou Tom Jobim e Vinícius de Morais a compor Água de beber (1960) – quando deram com um olho d’água local durante estada a convite de JK para que compusessem Sinfonia da Alvorada (mesmo ano) – também guarda ameaças ao patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1959. Cupins, brocas e outros insetos xilófagos (que se alimentam de madeira) encontram no Palácio de Tábuas um convidativo repasto. Esse ambiente obrigou a Gerência de Conservação e Restauro a recorrer a tintas com alta resistência às ações climáticas e que contêm fórmula fungicida moderna e de efeito prolongado, além de resinas que repelem água e evitam o empenamento da madeira. Marco da construção [Olho texto=”“O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”” assinatura=”Maritza Dantas, arquiteta e urbanista” esquerda_direita_centro=”direita”] Subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec, Aquiles Brayner destaca que o Catetinho é marco fundamental na construção de Brasília. “A sua elaboração rústica de madeira, origem do termo ‘Palácio de Tábuas’, referência à sua função de residência presidencial, representa um marco arquitetônico na identidade moderna dos prédios de Brasília, os famosos pilotis, nos oferecendo a sensação de leveza e suspensão no ar.” “O Pala?cio de Ta?buas serviu como base para o ‘modernismo candango’, sendo modelo para edificações tempora?rias e definitivas erguidas na capital com caracteri?sticas semelhantes, a exemplo do Brasília Palace Hotel e dos prédios residenciais nas superquadras”, reforça a arquiteta e urbanista Maritza Dantas na tese Brasília, Patrimônio Moderno em Madeira. “O Catetinho incorpora, justamente, essa particularidade do movimento modernista brasileiro, o que está evidenciado no seu volume alongado, elevado sobre pilotis, mas elaborado em madeira, como os vernaculares (habitações que usavam materiais locais) uma vez foram erigidos”, ensina a arquiteta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segurança sanitária Durante os períodos de liberação de espaços públicos ao longo da pandemia da covid-19, o Museu Catetinho não pôde ser reaberto porque não atendia às regras dos decretos, como o distanciamento e a sanitização. Dois anos depois do início da emergência sanitária, o cenário de vacinação e novas orientações de segurança facilitaram a reabertura. “Hoje, temos a orientação da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz de que a limpeza com água e sabão é muito eficaz, diferentemente do que se sabia antes, quando apenas álcool ou cloro ativo eram recomendados”, observa Artani Grangeiro. Os espaços de exposição, por exemplo, estão sinalizados para que os visitantes não toquem nas superfícies, o que é praxe nos museus históricos. Há ainda dispositivos para desinfecção das mãos com álcool. *Com informações da Secec-DF
Ler mais...
Projeto aproxima estudantes de espaços culturais no DF
O projeto Territórios Culturais anuncia a temporada 2022. A iniciativa oferece uma dimensão pedagógica alternativa, que amplia as possibilidades de ensino e aprendizagem visando a integração entre as unidades escolares e os territórios culturais do Distrito Federal. Por meio do projeto, estudantes da rede pública participam de ações em seis espaços da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), com orientações de professores da Secretaria de Educação (SEE) sobre vários assuntos, como artes, história, sociologia e geografia. Programa educativo no Museu Nacional da República (MUN) estimula a reflexão sobre conceitos fundamentais na educação patrimonial – identidade, pertencimento, cidadania e cuidado | Fotos: Divulgação/Secec [Olho texto=”“Vivemos na capital do país, patrimônio da humanidade. É importante que os estudantes compreendam não só a magnitude desse título, mas, sobretudo, o que é ser cidadão numa cidade-patrimônio” – Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] “Vivemos na capital do país, patrimônio da humanidade. É importante que os estudantes compreendam não só a magnitude desse título, mas, sobretudo, o que é ser cidadão numa cidade-patrimônio”, observa o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “Territórios Culturais têm a missão de promover, por meio do processo de imersão patrimonial e reflexão crítica, uma educação inclusiva que desperte nos nossos estudantes a identificação com os bens culturais, artísticos e históricos do DF”, reforça o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secec, Aquiles Brayner. Aquiles lembra que a iniciativa fomenta aprendizagem sobre o patrimônio cultural de forma “dinâmica e participativa, em que as temáticas trabalhadas refletem as questões e peculiaridades de cada equipamento envolvido”. Os espaços que fazem parte do projeto são Museu Nacional da República, Catetinho, Museu Vivo da Memória Candanga, Conjunto Cultural Três Poderes, Memorial dos Povos Indígenas e Cine Brasília. Pedagoga e analista de atividades culturais da Secec, Alessandra Lucena Bittencourt, que atua na coordenação técnica e acompanhamento do projeto, elogia o perfil dos docentes selecionados. Os candidatos passam por prova de títulos e entrevista. “Há professor de história, pedagogia, sociologia, artes e outras áreas, alguns com duas formações, mestrado, doutorado. São profissionais que têm interesse por pesquisa.” Catetinho virtual No segundo semestre do ano passado, o professor Ramón Ribeiro Barroncas realizou atendimentos online sobre o Catetinho Atuante no Catetinho, o professor de história e mestre na disciplina, Ramón Ribeiro Barroncas, trabalhou em atendimentos online, de uma hora de duração, no segundo semestre do ano passado. “A visitação virtual era projetada em tempo real no espaço da unidade escolar que havia agendado o atendimento. Os estudantes tinham a oportunidade de conhecer a história do Catetinho e fazer um passeio tridimensional ao território com a ajuda de ferramentas digitais”, relata. [Olho texto=”“Sinto-me orgulhoso de trabalhar nesse projeto que concilia cultura e educação. Entrei no Territórios Culturais no ano passado e, aos poucos, crio o programa educativo desse espaço, templo do cinema brasileiro” – Ronivan de Sousa Vieira, professor lotado no Cine Brasília” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Entre estudantes do ensino fundamental e do médio, o projeto recebeu 1.238 estudantes em 2021, divididos pelas 10 regionais de ensino que participaram da visitação virtual. “Eles se mostraram bastante participativos, com muitos questionamentos e demonstrando muita vontade de conhecer presencialmente o espaço”, informa. O Catetinho está passando por manutenção e reforma e continua fechado até a segunda quinzena de abril. Mobiliário, utensílios, livros e objetos que fazem parte da mostra permanente no local, num total de 466 itens, foram guardados temporariamente no Centro de Dança. O equipamento, pelo fato de ser de madeira e não poder ser sanitizado adequadamente a fim de evitar a transmissão da covid-19, foi mantido fechado até o surgimento de novos protocolos que já permitem sua liberação após a reforma. Lotado no Cine Brasília, o professor e artista multimídia Ronivan de Sousa Vieira é mestre em artes cênicas, pela Universidade Nova de Lisboa, de Portugal, e especialista em videografia pela francesa Université Bordeaux Montaigne. “É uma realização como artista e professor. Sinto-me orgulhoso de trabalhar nesse projeto que concilia cultura e educação. Entrei no Territórios Culturais no ano passado e, aos poucos, crio o programa educativo desse espaço, templo do cinema brasileiro”, diz. No início de março, o professor Ronivan de Sousa Vieira exibiu o filme Eduardo e Mônica com legendas e intérprete de Libras Durante a pandemia, Ronivan conta que experimentou levar o objeto do Cine Brasília até as escolas. Numa espécie de “cinema na mochila”, como ele diz, o professor visitava as unidades agendadas e exibia filmes brasileiros, realizava debates ao final e desenvolvia projetos de cinema-educação com alunos e professores. “Apesar das restrições da covid-19, conseguimos atender a muitas unidades escolares”, comemora. Ronivan, em sua prática pedagógica, discute com os estudantes a importância do Cine Brasília como patrimônio cultural, estabelece a relação do espaço com a criação da capital e das quadras-modelo lá existentes (SQS 107, 108, 307 e 308), e discorre sobre o papel do cinema na história da cidade. “Percebo que a maioria dos alunos nunca havia ido ao Cine Brasília ou mesmo ao Plano Piloto, e por isso tenho tentado, por meio de dinâmicas pedagógicas, fomentar a aproximação e a identificação dos alunos com esse território que, para muitos deles, é estranho e distante”, elabora. No início de março, Ronivan exibiu o filme Eduardo e Mônica com legendas e intérprete de Libras. “Foi maravilhoso. Pudermos incluir os alunos surdos que são, muitas vezes, excluídos das atividades culturais”. O docente atendeu cerca de 400 alunos dos Centros de Ensino Médio (CEM) 2 e 4 de Sobradinho e CEM 2 do Guará. ‘Museu voador’ Doutora e mestra em arte pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Gestão Escolar, Leísa Sasso é responsável pelo programa educativo no Museu Nacional da República (MUN). Ela usa uma metodologia que media o processo de aprendizagem com o uso criativo de impressões e informações. Leísa provoca os visitantes no Museu Nacional com questões que estimulam a reflexão sobre conceitos fundamentais na educação patrimonial – identidade, pertencimento, cidadania e cuidado. Leísa Sasso, doutora e mestra em arte pela UnB e especialista em Gestão Escolar, é responsável pelo programa educativo no Museu Nacional da República Olhar para o céu de Brasília com o objetivo de reproduzi-lo a partir de um estudo de cores; pensar na estrutura do museu como a de uma oca, cujas janelas para o mundo são os quadros; ou a de um disco voador que pode transportar os jovens usuários para outros lugares estão entre as vivências pedagógicas sugeridas pela professora. Docente de arte-educação e servidora da Educação desde 1991, Renata Azambuja frisa que projetos culturais constituem um eixo transversal (um recorte combinando conhecimentos de várias áreas), que usa o patrimônio – material e imaterial, tombado ou não – para produzir vínculos de identidade, memória e pertencimento. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Renata destaca ainda que o termo “território” também é especial. Significa espaço vivenciado, em que sujeitos se reconhecem, se localizam e pensam sobre o lugar onde moram. Ela festeja a parceria entre Cultura e Educação. “É importantíssima! Fazemos um trabalho em rede que gera vínculos institucionais mais fortes”. Territórios Culturais Para solicitar o agendamento, é necessário preencher o formulário disponível online – clique aqui – e aguardar o retorno dos professores do projeto. – Museu Nacional da República: 3325-5220 / museu@cultura.df.gov.br – Museu do Catetinho: 3338-8803 / educativo.catetinho@cultura.df.gov.br – Memorial dos Povos Indígenas: 3306-2874 / 3344-1155 / educativo.mpi@cultura.df.gov.br – Cine Brasília: 3325-7777 / cinebrasiliaeducativo@cultura.df.gov.br – Conjunto Cultural Três Poderes: 3322-7025 / agendamento.cc3p@cultura.df.gov.br – Museu Vivo da Memória Candanga: 3327-2145 / mvmc@cultura.df.gov.br *Com informações da Secretaria de Cultura
Ler mais...
Mais de dez mil obras de museus mapeadas
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) avança no processo de mapeamento dos acervos museológicos sob a custódia da pasta, compreendendo mais de 10 mil itens alocados por cinco museus e outros espaços. O objetivo é identificar, descrever, medir, fotografar e avaliar o valor das peças para alimentar um banco de dados que vai ajudar no aperfeiçoamento da política de gestão de acervos da Secec, recomendando aquisições e descartes, ações previstas na Lei Orgânica da Cultura (LOC). O secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, explica que catalogar obras como a de Roberto Burle Marx (sem título) do Museu de Arte de Brasília (MAB) fortifica a “política de preservação e conservação” dos bens | Fotos: Divulgação/Secec O principal objetivo desse processo é compor um banco de dados que possibilite a valorização e salvaguarda, planejamento e pesquisa, conhecimento de potencialidades e educação patrimonial. A estimativa para a conclusão dos trabalhos é 2022. “O Distrito Federal precisa saber, entre doações e compras, a extensão das obras que possui salvaguardas em nossas instituições. Ter essas informações catalogadas fortifica as ações da Secretaria em sua política de preservação e conservação dos seus bens de arte”, conta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. [Olho texto=”“Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”” assinatura=”Daniele Pestana, museóloga da Secretaria de Cultura e Economia Criativa” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Público é o maior beneficiado A museóloga da Secec, Daniele Pestana explica que, ao pé da letra, só constitui acervo aquilo que passou pelo crivo de um trabalho dessa natureza. Ela é a autora do Termo de Referência (TR) – documento com estudos técnicos e informações orientadoras à licitação –, mediante o qual a pasta obteve recursos da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), no valor de R$ 300 mil, para custear o trabalho de consultores externos. “A pandemia nos deu tempo para pensar e desenhar todo esse trabalho. Se já tivéssemos todo o nosso acervo mapeado e pesquisado, poderíamos estar compartilhando muito mais esses tesouros com o público nas redes sociais”, aponta. Cestaria do Museu dos Povos Indígenas será cadastrada. Recursos da ordem de R$ 300 mil são da Unesco Levantamento árduo e em três fases A primeira fase refere-se à mudança de status do objeto, que se torna museológico, com valor chancelado por um especialista; A segunda é composta por processos museológicos de classificação, catalogação e documentação; A terceira fase consiste na comunicação e na disseminação da informação, a partir da exposição e pesquisa do objeto, garantindo acesso ao público e à pesquisa. Os equipamentos culturais da Secec que dispõem de acervos museológicos e serão contemplados por essa contratação são Museu de Arte de Brasília (MAB), Museu Nacional da República (MUN), Memorial dos Povos Indígenas (MPI), Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) e Catetinho. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da LOC, o Decreto-Lei nº 25 de 1937, considerado pelos museólogos o principal diploma de proteção do patrimônio cultural brasileiro, e a Constituição Federal de 1988, no art. 216, determinam a custódia cuidadosa do patrimônio cultural que esses objetos, em sua materialidade e simbolismo, representam em termos de identidade e memória. O trabalho de mapeamento desse acervo terá a participação de quatro consultores, com quatro perfis diferentes. O primeiro vai trabalhar as peças do MAB e do MUN. O segundo, o MPI. O terceiro, o Catetinho e o Museu Vivo da Memória Candanga. O quarto vai fazer todo o mapeamento do acervo da Secec que não está nos museus. Esses especialistas entregarão três produtos, que precisarão ser aprovados pelos servidores – dois museólogos e duas restauradoras – da Secec: um documento sobre mapeamento das coleções, outro sobre o estado de conservação das peças e, a partir destes, um estudo propositivo para auxiliar a política de gestão de acervo. É uma peça-chave para tornar os museus menos vulneráveis a ingerências políticas e administrativas, trazendo essas riquezas para a égide do estado. MAB e MUN De luva e máscara, equipamento básico para esse tipo de trabalho mesmo antes da pandemia, o museólogo Gustavo Nascimento Paes (graduação e mestrado) tem pela frente mais de 2.800 peças que formam o acervo comum do MAB e do MUN. Ele divide a tarefa com duas colegas de profissão. Ele conta que o acervo desses museus é muito representativo, passando por Carybé, (argentino/brasileiro que se radicou em Salvador), Alberto da Veiga Guignard e Inimá de Paula, dentre outros. Além de obras de Athos Bulcão, acervo do MAB e do MUN conta com peças de Carybé e Guignard, dentre outros “Estamos em um marco da arquitetura [Museu Nacional]. Podemos observar alguns desafios para a conservação e guarda desses bens patrimoniais. O contato direto com as obras exige atenção, não só para manusear como também na revisão das informações. Um olhar apurado para perceber como a obra vem se comportando, se possui perda da pintura, algum craquelado [pequenas fissuras] e até mesmo diferença de coloração. É um trabalho bastante desafiador e instigante”. Gustavo, que em 2014 organizou o “Seminário Interdisciplinar em Museologia” para o Museu Hering, em Blumenau (SC), tem consciência de que está lidando com um bem que dialoga com o passado, o presente e se constitui em direito para as gerações futuras. “O acervo é muito importante, não só para Brasília, mas para o nosso país”, observa. Catetinho e Museu Vivo Com mais de 15 anos de experiência profissional em documentação museológica e gestão de acervo, a consultora Tariana Maici de Souza Stradiotto, formada em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), começou a trabalhar no mapeamento da coleção do Catetinho no início de abril. Está em curso o levantamento do inventário e a verificação do estado de conservação das obras. No segundo semestre, ela se ocupará do Museu Vivo da Memória Candanga. Inventário do Museu Vivo da Memória Candanga terá início no segundo semestre do ano “O inventário consiste em listar as peças encontradas, anotando informações como denominação, fabricante, técnica e medidas. Coloco etiquetas com a numeração provisória das peças, afixadas por meio de linha de algodão, nunca com etiqueta adesiva”, explica ela. Nessa etapa, a historiadora registra o estado de conservação dos itens da coleção, identificando particularidades, como obra trincada, desgastada, com sujidade, etc. Tariana também fotografa as peças. “O Catetinho tem um acervo bem interessante, variado, com peças que estavam no local na época em que o prédio estava em uso. Outras são peças cenográficas, como os cestos com bolos e pães que estão na cozinha. Eu ainda estou fazendo a análise das informações que consegui localizar para tentar descobrir mais detalhes sobre a procedência das peças”, remata a consultora. *Com informações da Secretaria de Cultura
Ler mais...
Cultura para tudo quanto é lado
A Agência Brasília publica uma série de matérias que mostram ações do Governo do Distrito Federal em relação à reforma e manutenção dos espaços culturais. Na sexta-feira (7), o destaque foi para os monumentos culturais do Plano Piloto. Neste sábado (8), apresentamos as reformas no Catetinho e nos complexos culturais de Planaltina e Samambaia. No Catetinho, placas externas de educação ambiental foram instaladas próximas ao estacionamento, pela trilha ecológica e do lado de uma famosa nascente. Foto: Acácio Pinheiro | Agência Brasília Ele foi a primeira construção com traços modernistas da cidade. Para o poeta Nicolas Behr, mato-grossense de alma candanga, o espaço é filho do cateto, não se sabe se com a hipotenusa, mas, de nome Catetinho, entrou para história de Brasília como o marco da construção da saga que foi o surgimento da nova capital. E mais: “É um lugar estratégico no DF, com acesso à água nascente e um pôr do sol lindo”, observa Behr. “Sempre que passo por ali, indo para o Gama ou Valparaíso, fico pensando como aquele lugar é bonito”, constata, deslumbrado. Não há como se encantar. Construído em apenas dez dias, após amigos do presidente Juscelino Kubitschek ficarem indignados em ver o chefe da nação dormindo numa barraca do exército, enquanto visitava os canteiros de obras, um dos museus mais peculiares do País tem relevância histórica inenarrável. É um patrimônio cultural como poucos. E a preservação, cuidado, zelo e manutenção de toda sua estrutura, mais do que indiscutível. É o que está fazendo nessa gestão, de forma sistemática e carinhosa, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), com a ajuda de órgãos parceiros. “O lugar tem uma importância inquestionável, é um dos símbolos da transferência da capital”, chama a atenção Artani Grangeiro Pedrosa, no comando há um ano e, desde 2017, servidora do agradável ambiente. “São equipamentos que fazem parte da história da nossa cidade, alguns tombados e que precisam ser zelados. Essa é a nossa preocupação”, enfatiza o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] As novidades por lá são muitas e estão em duas fases. A que estão em execução, a que já foram realizadas e as que ainda não saíram do papel. Mas vão sair. Há algumas vitórias, mesmo que no âmbito virtual, como as tratativas para o Acordo de Cooperação Técnica com o Brasília Country Club, parceria que visa a interligação de ações entre Museu do Catetinho e Museu Casa Velha Fazenda Gama, um pedaço dos primórdios do DF. “Foi uma das grandes conquistas que tivemos, esse acesso permite que os visitantes percorram um circuito histórico, era uma ligação histórica que foi resgatada”, diz, exultante Artani, formada em Biblioteconomia, com especialização em cultura patrimonial e museografia. “O novo acesso pelo Country diminuiu consideravelmente a distância do museu para a comunidade e visitantes”, observa. Sinfonia da Alvorada Na prática, placas externas de educação ambiental foram instaladas próximas ao estacionamento, pela trilha ecológica e do lado da famosa nascente onde um dia JK tomou a água de beber que deu origem à canção homônima que se tornou o primeiro registro musical na capital. O ano? 1959… Seus autores dispensam apresentação. “Essa história é muito emblemática na gênese da cidade, o Tom e o Vinícius passaram um tempo lá para compor a Sinfonia da Alvorada”, contextualiza Nicolas Behr. “Essas sinalizações são importantes porque dão ênfase de que estamos dentro de uma área de proteção ambiental”, explica a gestora Artani. Tanto é sério essa preocupação que um acordo firmado com o Museu do Cerrado, da Universidade de Brasília (UnB), irá dar início, no período de chuva, à criação de um espaço revitalizado e reflorestado com plantas nativas. “Essa é uma das missões do Museu do Catetinho, também: a preocupação com a preservação do Cerrado”, destaca. O Complexo Cultural de Planaltina dispõe de galeria e palco em estilo italiano com estrutura para camarins, além de um anfiteatro para 450 pessoas. Foto: Acácio Pinheiro | Agência Brasília A imponência cultural de Planaltina Com uma vida cultural intensa, Planaltina há tempos reivindicava a construção de amplo complexo cultural para a cidade mais antiga do DF, algo que aconteceu em 2018. Pela grandeza do local, a manutenção e reparos são serviços recorrentes. “A importância da revitalização se dá na manutenção da estrutura física do espaço público de cultura, garantindo vida útil do equipamento, além do conforto do público e dos agentes culturais que frequentam o Complexo”, explica Júnior Ribeiro, gerente do complexo cultural local. Então, mãos às obras. De março para cá, aproveitando a ociosidade do local devido à pandemia do novo coronavírus, revitalizações pontuais foram feitas, assim como de grandes portes. Detalhes que, como destaca o gestor da área, vão fazer diferença. Assim, placas de sinalização foram aplicadas nos banheiros, estacionamento e teatro de arena. Na parede do foyer, antes bem descascada, foi colocado um adesivo contando a história da área, o que deu novo frescor ao saguão. “Percebemos, também, que as árvores em volta do complexo estavam comprometendo a rede elétrica. Então, acionamos a Administração Regional por meio da Ouvidoria e o problema foi solucionado”, detalha Ribeiro, que destaca a poda e roçagem da grama ao redor do enorme prédio. Localizado no centro da cidade, quase do lado da sede administrativa do centenário município, o edifício cultural dispõe de galeria, palco em estilo italiano com estrutura para camarins, além de arquibancadas para um anfiteatro com capacidade para 450 pessoas. Dentro, o público pode chegar a 340 almas apreciadoras da arte. “O complexo deu vida nova a uma cidade que é rica em artistas e atividades culturais”, pontua o professor José Manoel, morador há mais de 40 anos de Planaltina. “Sem falar que é um ótimo ambiente para grandes apresentações, não deixando nada a desejar aos que existem no Plano Piloto”, compara. No Complexo Cultural de Samambaia, banheiros foram consertados, o piso de madeira da Sala de Dança passou por raspagem, lixamento e aplicação de verniz. E os jardins foram impermeabilizados. Foto: Divulgaçãoi | Secec Em Samambaia, um jovem equipamento cultural Com sua imponente forma de tenda, o Complexo Cultural de Samambaia, construído em 2018, é um jovem equipamento cultural que, apesar do pouco tempo, já precisou de manutenções regulares. Situação natural para um lugar com 14 mil metros quadrados. De modo que banheiros masculinos e femininos foram consertados, o lindo piso de madeira da Sala de Dança passou por raspagem, calafetagem, lixamento e aplicação de verniz. E os amplos jardins foram impermeabilizados. A água que se acumulou na laje, após a última chuva, foi toda escoada e as luminárias, reparadas. Grades de segurança foram colocadas na bilheteria e o forro da sala de administração foi consertado. “O Complexo Cultural Samambaia é um palco que abriga várias manifestações culturais, vai do teatro à música, da dança à poesia. E, portanto, precisa ser preservado”, comenta Élvia Sousa, gerente do ambiente. “Neste sentido, as revitalizações que foram e são realizadas pela Secec são importantes para manter o espaço em pleno funcionamento, contribuindo para que possamos atender a comunidade e preservar esse lugar de cultura lindo e que foi tão sonhado pela população de Samambaia”, agradece. *Leia neste domingo (9) – A reforma que está sendo feita no Museu de Arte de Brasília (MAB), que está prestes a ser reinaugurado após 13 anos fechado
Ler mais...
Brasília, o reduto dos chorões de ontem e de hoje
Dilermando Reis, com o violão, em uma das rodas de choro que marcaram presença nos primeiros anos da capital | Foto: Divulgação / Arquivo Público do Distrito Federal Antes de ser a capital do rock, Brasília foi a metrópole do choro. A cidade deve muito a esses artistas consagrados do gênero que aqui chegaram e fizeram história com trajetórias carregadas de paixão e muito talento. Nesta quinta (23), quando se comemora o Dia Nacional do Choro – a data foi escolhida por ser o mesmo dia de nascimento de Pixinguinha –, vale conhecer um pouco da história dos chorões que marcaram presença na capital federal desde sua inauguração. E, tendo sido Juscelino Kubitschek o presidente que foi um dínamo de simpatia, alegria e energia, tudo só poderia acabar mesmo em samba – ou melhor, em choro. Já vinha sendo assim em 1956, na inauguração do primeiro prédio oficial da cidade, o Catetinho, palácio de tábuas projetado por Niemeyer para abrigar, provisoriamente, JK e seu séquito. Naquele 10 de novembro, a noite estrelada e fria do Planalto Central foi embalada pelo violão de Dilermando Reis, autor de Exaltação a Brasília, uma homenagem à então recém-criada capital federal. Músico de prestígio, Dilermando era amigo do “presidente bossa nova”, a quem costumava acompanhar nas primeiras visitas ao Cerrado. A afinidade entre os dois deixava bem claro o amor que Juscelino sempre nutriu pela música popular brasileira. A chegada dos músicos Com a construção de Brasília e a mudança oficial da capital – que era o Rio de Janeiro – para o Brasil central, muitos servidores, vários deles instrumentistas, vieram transferidos para cá, sem contar aqueles que, de passagem pela nova cidade em temporadas profissionais, resolveram ficar definitivamente. Foi o caso de Inácio Pinheiro Sobrinho, o Pernambuco do Pandeiro (1924 – 2011), que, depois de viver tempos gloriosos no Rio de Janeiro, tocando até com Carmen Miranda, decidiu tentar a sorte em Brasília, em 1959. Por interferência de JK, o artista conseguiu até um trabalho que não fosse ligado à boemia. “Vim para ser músico da Rádio Nacional, mas não deu muito certo e aí fui fichado na Novacap, na qual me aposentei”, contou, em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada em janeiro de 2010. [Olho texto=”“Vim para ser músico da Rádio Nacional, mas não deu muito certo e aí fui fichado na Novacap, na qual me aposentei”” assinatura=” Inácio Pinheiro Sobrinho, o Pernambuco do Pandeiro, em declaração publicada no jornal Correio Braziliense em 2010″ esquerda_direita_centro=”centro”] Jacob do Bandolim A relação da cidade com esses eternos chorões parecia mesmo inevitável. Em novembro de 1967, sem tocar há quatro meses, entrevado numa cama em sua casa em Jacarepaguá (Rio de Janeiro) por conta de uma crise de coluna cervical, Jacob do Bandolim recebe a visita de dois médicos de Brasília. Na verdade, tratava-se de dois chorões, que ali estavam para assistir a mais um dos marcantes saraus realizados pelo artista. Um era o cavaquinista Assis Carvalho, que se apresentou como “ginecologista”. O outro era o paraibano Arnoldo Velloso da Costa, que já conciliava o bandolim com o jaleco e não titubeou: foi logo aplicando no doente uma terapia neural recém-aprendida na Alemanha que se mostrou eficaz. [Olho texto=”“O Jacob do Bandolim gostou tanto do tratamento que veio passar uns tempos em Brasília e ficou na minha casa. Para mim foi bom, porque de dia eu trabalhava no Hospital de Base e à noite tinha aulas de bandolim com ele. Foram oito meses assim”” assinatura=”Arnoldo Velloso da Costa, médico e bandolinista paraibano, pioneiro de Brasília” esquerda_direita_centro=”direita”] “No dia seguinte, para surpresa de todos, lá estava ele [Jacob do Bandolim] de pé”, lembra o médico e músico, atualmente com 91 anos. “Ficou tão animado que disse: ‘mas você é um grande esculápio [médico, doutor, terapeuta]!’. Como ele era escrivão da polícia, sempre tinha essas palavras diferentes na ponta da língua. O Jacob gostou tanto do tratamento que veio passar uns tempos em Brasília e ficou na minha casa. Para mim foi bom, porque de dia eu trabalhava no Hospital de Base e à noite tinha aulas de bandolim com ele. Foram oito meses assim.” Incentivador do choro Morto aos 51 anos de idade, em agosto de 1969, duas semanas depois de deixar Brasília, Jacob do Bandolim marcou presença na capital e ajudou a fortalecer o gênero musical na cidade. Isso, sobretudo, graças às inúmeras rodas de que participou, arregimentando chorões que aqui já viviam – alguns deles considerados os melhores instrumentistas do pedaço. Reza a lenda que os saraus comandados pelo artista, durante sua jornada em Brasília, alcançaram tanta fama que até o presidente Arthur da Costa e Silva chegou a programar uma apresentação exclusiva do bandolinista e seu grupo, o Época de Prata, no Palácio da Alvorada. Arnoldo Velloso da Costa sempre considerou a passagem de Jacob do Bandolim pela cidade como fundamental para o surgimento do Clube do Choro, anos depois. “Ele deixou plantada uma semente com a sua memória”, sentencia Velloso, que o viu em apresentações na Rodoviária do Plano Piloto e no Beirute da 109 Sul. “Ele tocava maravilhosamente lindo”, diz, emocionado. Minhas mãos, meu cavaquinho Era para ser uma manhã de sol, como tantas outras em Brasília, mas naquele dia sombrio de 1971, no Lago Sul, um cortador de grama quase causou uma tragédia. Num momento de fúria, o homem, que manuseava o equipamento, teve o dedo anular esquerdo decepado. Era ninguém menos do que o mestre do cavaquinho Waldir Azevedo, autor de pérolas como Delicado, Pedacinho do céu e Brasileirinho. Fazia pouco tempo que o artista, carioca do bairro da Piedade, morava na capital, à qual chegou acompanhando uma filha e o genro, funcionário transferido pelo Banco Central. Vivia deprimido e sem vontade de tocar depois de ter perdido outra filha, Míriam, de 18 anos, num acidente de carro. O grave episódio doméstico com o cortador de grama só fez piorar o estado de espírito do grande maestro do cavaquinho. Mas, com o dedo reimplantado, amparado pelos cuidados da esposa Olinda e pelo constante incentivo e interesse de amigos, parceiros, admiradores e da imprensa – todos torciam por sua volta aos palcos –, Waldir Azevedo, aos poucos, se deixa levar pela chama da música que nunca adormecera dentro de si. Cercado por vários chorões que aqui viviam, começou a participar de rodas de choro que pipocavam nos apartamentos do Plano Piloto e nas casas do Lago Sul – entre elas, a sua, onde um dia ele recebeu o futuro presidente Ernesto Geisel, amante do gênero. Finalmente, em 1975, como que renascendo das cinzas, Waldir e seu grupo se apresentam no Teatro Martins Pena. No ano seguinte, ele grava o disco Minhas mãos, meu cavaquinho, cuja música-título é praticamente um tratado de gratidão. “Eu pensei que não ia poder mais tocar, mas fiquei curado, o pedaço do dedo foi reimplantado e eu fiz essa música em agradecimento a Deus por ter podido voltar…”, lembraria o músico, tempos depois. [Olho texto=”“Eu pensei que não ia poder mais tocar, mas fiquei curado, o pedaço do dedo foi reimplantado e eu fiz essa música em agradecimento a Deus por ter podido voltar”” assinatura=” Waldir Azevedo, cavaquinista” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O burburinho em torno da criação de um espaço que reverenciasse os artistas do gênero e amantes do ritmo faz renascer, de vez, a carreira de Waldir Azevedo, falecido em 1980, aos 57 anos. “Nunca pensei que pudesse sustentar a minha família com um pedacinho de madeira e quatro arames esticados. Às vezes chego a pensar que foi uma ousadia muito grande”, confessou, certa vez. Nasce o Clube do Choro Foto: Divulgação / Bento Viana É desses estilhaços da história e encontros marcantes que ficaram na poeira do tempo que aos poucos surgiu, entre instrumentistas da cidade, a ideia de um local para homenagear o mais brasileiro dos ritmos nascidos no Rio de Janeiro em meados do século 19. Sim, porque o choro está para o Brasil assim como o fado está para Portugal ou a música flamenca para a Espanha. É considerado a nossa mais genuína e autêntica identidade musical. Assim, logo as festivas e culturais reuniões que aconteciam pela cidade ganharam um caráter mais sério. Em setembro de 1977, seria lavrada, no apartamento da flautista Odette Ernest Dias – uma francesa que caiu de amores pela música brasileira –, na 311 Sul, a ata de criação do Clube do Choro. No documento, estava registrado que a agremiação se destinava “a promover a interação de músicos profissionais, amadores e pessoas identificadas com o choro e músicas brasileiras afins”, além da “organização de concertos, recitais, biblioteca e discoteca do gênero, com intenção de estimular a formação de grupos e intercâmbio com associações similares dentro e fora do país”. Participaram desse encontro antológico, entre outros, o percussionista Pernambuco do Pandeiro, o flautista Bide – primo do mestre Pixinguinha – e o bandolinista e médico Arnoldo Velloso da Costa, além de vários jornalistas e entusiastas do gênero, que aclamaram como primeiro presidente da entidade o citarista Avena de Castro, grande amigo de Jacob do Bandolim. Como os apartamentos e residências dos chorões começaram a ficar pequenos para tantos instrumentistas e convidados, a alternativa foi organizar apresentações pagas no Teatro Galpão e no Teatro da Escola Parque. “Numa dessas apresentações no Teatro da Escola Parque, o governador Elmo Serejo compareceu e amoleceu o coração ao assistir aos chorões, que faziam uma homenagem ao Pixinguinha”, recorda hoje Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim. “Foi quando ele cedeu o vestiário do Centro de Convenções para apresentações do grupo.” Foram seis anos de intensas atividades e interatividade fervilhante entre a velha guarda de chorões e jovens artistas que passaram a conhecer aquele gênero centenário que fazia sucesso na mais moderna das cidades do país. Numa época em que as guitarras ditavam moda no cenário musical na cidade, foi fundamental a fusão criada entre o rock e outros ritmos bem brasileiros pelo revolucionário grupo Os Novos Baianos. “O Pepeu Gomes foi o cara que colocou guitarra no samba”, analisa Reco do Bandolim, na época conhecido como Jimi Reco. “A turma dos Novos Baianos apresentou para as novas gerações gente como Assis Valente, Ary Barroso e Dorival Caymmi”. Movimento e queda Após um começo promissor, o Clube do Choro mergulharia em franca decadência durante quase uma década, sendo alvo de vandalismo, roubos frequentes e falta de estrutura – o que afastou tanto os músicos quanto o público. “O governo ia retomar a sede, caso algo não fosse feito”, conta Reco, que assumiu a presidência do clube em 1993, arregaçando as mangas no processo de revitalização do espaço. “Nos quatro anos em que ficou à frente da instituição, o músico trabalhou para adequar o clube às exigências legais e estruturais e receber apoio cultural”, conta Fátima Bueno no livro Do Peixe Vivo à Geração Coca-Cola, sobre a história da música em Brasília. “Além da reforma do espaço para apresentações, ele estabeleceu agenda de eventos e superou divergências entre os defensores da roda tradicional e os partidários da abertura para a incorporação de música popular brasileira afinada com o choro.” Patrimônio Imaterial Elevado à condição de Patrimônio Imaterial de Brasília em 2007, o Clube do Choro, hoje, é uma referência nacional e internacional. Seu complexo cultural, projetado por Oscar Niemeyer em 2006, abriga ainda o clube, uma escola de música – inaugurada em 1998 – e um centro de referência e memória do choro. Sem qualquer “filiação ideológica ou partidária”, como gosta de frisar Reco, o espaço é um dos projetos de música instrumental brasileira mais longevo e bem-sucedido da história da MPB, com mais de 2,5 mil shows apreciados por um público superior a 750 mil pessoas. Uma experiência de sucesso que tem despertado interesse de outros entusiastas da música e do choro em vários países. “Já viajamos o mundo inteiro dando palestras sobre o Clube do Choro, contando a história do gênero por meio do repertório de vários artistas”, orgulha-se Reco do Bandolim. “É um ponto de encontro democrático da cidade que prima pela qualidade da música apresentada e excelência dos músicos brasileiros, hoje, por meio da nossa escola, exportando seus talentos para todos os lados.”
Ler mais...
Além de saúde, outros serviços essenciais não param no DF
Além do reconhecido atendimento desempenhado pelos profissionais da saúde em hospitais, postos e laboratórios, outros serviços considerados essenciais à população não param, mesmo em meio ao combate à pandemia de coronavírus no Distrito Federal. Na linha de frente de podas de árvores e mato e fechamento de buracos estão a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Nesta sexta-feira (27), homens e máquinas dos dois órgãos do DF foram vistos em três importantes vias brasilienses. Trabalhos de roçagem no mato e podas: em tempo de chuva, principalmente, ação não pode parar | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília Na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), no trecho entre o Park Way e Santa Maria, tanto a pista quanto a marginal ganharam reparos no asfalto e roçagem de mato, respectivamente. Pela manhã e no início da tarde, um grupo de funcionários do DER fazia o serviço de tapa-buracos na frente do Park Way, enquanto uma equipe da Novacap aparava o mato no canteiro central próximo ao Catetinho e à margem da Epia, em direção a Santa Maria. DER em ação A maior concentração de buracos nessa parte da Epia fica um pouco antes da floricultura, e no sentido Plano Piloto. Em dias normais, dificilmente naquele horário, por volta das 11h, seria possível fazer reparos no asfalto. Com a determinação do Governo do Distrito Federal de instituir o teletrabalho para algumas categorias de servidores e o fechamento das escolas, o movimento de carros diminuiu consideravelmente. Então, o DER aproveitou o baixo fluxo de veículos e entrou em ação. Operações de reparos no asfalto também seguem em ritmo intenso, aproveitando o pouco movimento: tudo pela segurança| Foto: Divulgação / DER Para quem passava pela Epia, foi um alívio poder acompanhar as obras. Empresário de Santa Maria, Cristiano Ferreira, 42 anos, pontuou que os buracos são um perigo para o motorista desavisado que trafega por ali. Ele conta que já soube de vários acidentes provocados pela má conservação da pista. “Essa estrada é nova [foi construída no governo passado], e já está assim, precisando de reforma, mas que bom que o governo atual tem feito esse trabalho”, comemorou. Novacap entra em campo Um pouco antes do Park Way, no sentido Santa Maria, funcionários de uma empresa contratada pela Diretoria de Urbanização da Novacap diminuíam o tamanho do mato até uma altura que ficasse agradável aos olhos de quem aprecia paisagens verdejantes à margem da estrada. Responsável pelo serviço, o tratorista Sérgio Ferreira Lima admirava a dimensão da área que já tinha roçado. “Comecei na área perto de Santa Maria e estou aqui já”, mostrou o trabalhador. Além da Epia Sul, a Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) e a DF-345, que fica em Planaltina, também receberam a operação Buraco Zero. Nessas vias, foram fechadas pequenas aberturas que surgiram em meios a asfalto em bom estado de conservação. Por isso, não foi necessário aplicar uma nova manta de piche.
Ler mais...
Estudantes de Gama e Recanto das Emas visitam pontos turísticos de Brasília
Estudantes do CED Myriam Ervilha e do CED 08 tiveram visita guiada por monumentos | Foto: Robson Dantas / Secretaria de Educação A história de Brasília é repleta de simbolismos que estão marcados, principalmente, nos diversos monumentos históricos que estão espalhados pela cidade. Vencedores do projeto pedagógico Turismo Cívico, cerca de 50 estudantes das regionais de ensino do Recanto das Emas e do Gama ganharam a oportunidade de mergulhar ainda mais na magia que envolve a capital do Brasil e visitar diversos pontos turísticos da cidade. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Nesta sexta-feira (13), eles passaram por locais como o Congresso Nacional, o Memorial JK e o Catetinho. O passeio turístico se estenderá por mais dois dias, quando os estudantes terão a chance de visitar novos lugares históricos de Brasília. O roteiro do fim de semana foi fundamentado a partir de três temas: a transferência e a construção da capital no centro do país, Brasília enquanto símbolo nacional e a cidade planejada. Movidos pela curiosidade e atentos a cada detalhe que era apresentado pelos guias turísticos, os estudantes aproveitaram com bastante energia o primeiro dia da experiência, que foi inédita para a maioria deles. Aluna do 2º ano do Ensino Médio no CED 08 do Gama, Renata Inácio dos Santos tinha apenas uma mera noção do que cada espaço realmente representa na história da cidade. Estudante do 2º ano do CED 08, Renata Inácio comemorou a oportunidade de conhecer pontos históricos da cidade onde vive | Foto: Robson Dantas / Secretaria de Educação “No projeto que ganhamos, tivemos a oportunidade de conhecer outros lugares das nossas próprias cidades e tivemos noção de como elas são grandes. Agora, estamos tendo a oportunidade de ir além dos muros de onde vivemos e conhecer toda a história que está por trás dos pontos turísticos de Brasília. Com isso, vamos ter condição de explicar tudo isso para as pessoas que vêm de fora para visitar a capital”, ressaltou. Professora de inglês do CED Myriam Ervilha, Rita Rosa lembrou que as visitas aos pontos turísticos também trarão ganho pedagógico aos estudantes. “São todos alunos do 2º ano e essas visitas irão fomentar a produção textual deles. É uma oportunidade única. Nenhum deles tinha entrado no Congresso Nacional, por exemplo. Uma aluna falou ‘é o que vemos na TV’. Quando ela vir essa imagem de novo, ela vai poder dizer ‘eu estive lá!’”, destacou. Concurso de fotografia encerrará projeto Na primeira etapa do projeto Turismo Cívico, os estudantes apresentaram as próprias regiões administrativas onde vivem através da produção de vídeos. Após conhecerem os pontos turísticos e monumentos de Brasília, eles terão uma outra missão: a de retratar toda a experiência vivida através de seus próprios olhares em fotografias produzidas durante as visitações. Na segunda parte do projeto, estudantes terão que retratar a experiência vivida por meio das fotografias | Foto: Robson Dantas / Secretaria de Educação Cada uma das quatro escolas que venceram a primeira etapa da ação fará uma seleção interna das fotos que irão concorrer no projeto “Brasília, Nossa Capital”. A premiação final ocorrerá em 18 de dezembro. Ao total serão selecionadas 12 fotografias que irão compor outras exposições realizadas em homenagem aos 60 anos de Brasília, comemorados em abril de 2020. Parceria da Secretaria de Educação com a pasta de Turismo, a ação teve a perspectiva de desenvolver o projeto de educação patrimonial nas escolas. “A ideia era oportunizar espaços de conhecimentos e vivências patrimoniais em Brasília. O resultado foi bem favorável. Os estudantes gostaram bastante da experiência e é uma forma deles se apropriarem da cidade onde vivem”, explicou Rodrigo Capelle, membro da equipe de educação patrimonial da SEEDF. * Com informações da Secretaria de Educação
Ler mais...
Catetinho – o Palácio de Tábuas
Fotos: Arquivo Público do Distrito Federal / Divulgação Rio de Janeiro, 1956. Numa das mesas do Juca’s Bar, que ficava dentro do hotel Ambassador, no centro da então capital brasileira, Oscar Niemeyer, acompanhado de amigos, pega um guardanapo e rabisca, com mãos ágeis, o projeto da primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek na nova capital federal que estava sendo construída. O nome foi inspirado na sede oficial do governo federal inaugurada no século 19, o Palácio do Catete. Surgia assim, num gesto simples, tal qual Lucio Costa fez para esboçar o Plano Piloto, o Catetinho. Revitalizado recentemente pela atual gestão do GDF, o espaço já nasceu sob o signo da história. “Foi a primeira edificação do período da construção de Brasília. Envolve um simbolismo por ter sido projetada por Oscar Niemeyer com traços simples, traços esses que viriam marcar outras construções do arquiteto”, sustenta o professor de sociologia e pesquisador Guilherme França, coautor, juntamente com a historiadora Christiane Portela, do curta-metragem O Palácio de Tábuas, lançado em 2012. No filme, de pouco mais de dez minutos, pioneiros de Araxá (MG) que fizeram parte da construção do Catetinho, direta ou indiretamente, ligados à empresa mineira Fertisa, são homenageados, lembrando a aventura que foi chegar ao coração do Planalto Central para levantar o edifício de madeira. Tudo em tempo recorde: dez dias. Niemeyer se inspirou num galpão de obras para desenhar o casarão. O lugar escolhido, parte do terreno da antiga fazenda Gama, foi o primeiro chão em que JK pisou no DF. Levantar um edifício de madeira no meio do Cerrado foi uma aventura; relatos estão imortalizados na história de Brasília e do Brasil “A importância do Catetinho foi enorme não só na vida dos pioneiros araxaenses, fazendo Araxá ficar conhecida nacionalmente, mas ligando as duas cidades [Araxá e Brasília] umbilicalmente”, comenta Ahilton Guimarães, 83 anos. Ele foi um dos mineiros que participaram – a distância – da construção do “palácio de tábuas”. Então funcionário administrativo da Fertisa, Ahilton teve sob sua responsabilidade, entre outras atribuições, a logística do embarque do comboio de caminhonetes, caminhões e carretas até o local das obras. “Durante a construção do Catetinho, eu permaneci em Araxá; só depois da obra concluída é que fui até Brasília”, conta. Vaquinha Reza a lenda que a compra dos materiais para a empreitada veio de uma “vaquinha” feita por Niemeyer e amigos do presidente naquela mítica noite no Juca’s Bar. Além do arquiteto e do dono do bar, José Ferreira de Castro Chaves – o Juca –, fizeram parte da reunião os engenheiros Roberto Penna e Joaquim da Costa Júnior, o piloto João Milton Prates e o compositor e violonista Dilermando Reis, que era professor de violão de JK. O encontro teria acontecido 15 dias depois da primeira visita presidencial ao Cerrado brasiliense, em outubro de 1956. Estarrecido com a notícia de que JK pretendia acompanhar as obras da nova capital sem ter um lugar adequado para ficar, o grupo meteu a mão no bolso e fez a coisa andar. Uma nota promissória de quinhentos contos teria sido descontada no Banco de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Há controvérsia sobre essa versão. “É um episódio inserido dentro do mito fundador da cidade”, atenta o historiador Wilson Vieira, coautor de uma publicação que conta o surgimento do DF a partir de mapas do século 18. “Pode ter tido um movimento nesse sentido dos amigos do presidente, mas que ganhou uma revisitação mágica, romanceada, enaltecendo personagens diante de um feito histórico. As obras do Catetinho foram pagas pela Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil], e toda a documentação da construção se encontra no Arquivo Público do DF.” “Água de beber” O presidente Juscelino Kubistchek usou intensamente o Catetinho na fase inicial da construção de Brasília, para pernoitar, durante o acompanhamento das obras. Também eram assíduos no local o presidente da Novacap, Israel Pinheiro, e os diretores da empresa, Bernardo Sayão, Íris Meinberg e Ernesto Silva. Ernesto, no livro História de Brasília, relata: “Durante dois anos, residimos no Catetinho Israel, eu e Iris Meinberg, além de alguns engenheiros. Ali dormíamos, fazíamos as nossas refeições. Em torno da mesa tosca, prolongávamos, pela noite, as nossas discussões sobre os problemas mais urgentes, as decisões a tomar, a ação a empreender”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Por ali também passaram autoridades internacionais, como a rainha da Inglaterra, Elizabeth II e, em junho 1959, dois grandes nomes da música brasileira então em franca ascensão: o maestro Tom Jobim e o poeta Vinícius de Moraes, que fizeram história dentro da história. Incumbidos por JK de escrever, em dez dias, uma peça clássica falando sobre a construção de Brasília e a bravura dos pioneiros que ergueram a cidade – a Sinfonia da Alvorada –, tiveram tempo ainda de criar um clássico da MPB, o primeiro registro musical do DF. Gravada até por Frank Sinatra, Água de beber nasceu da sensibilidade telúrica de Tom Jobim. Certa noite, após um jantar, ele percebeu o rumor de uma bica d’água atrás do Catetinho. Ao perguntar que barulho era aquele, ouviu do vigia: “Você não sabe, não? É aqui que tem água de beber, camará”. E foi assim que conheceu a fonte na qual JK, um dia, de terno e gravata, fez questão de molhar as mãos, o rosto e matar a sede. Museu revitalizado Tombado como Patrimônio Cultural do DF em 1959 e desde 1970 transformado em museu, o Catetinho, hoje, é uma das atrações turísticas da cidade, reunindo móveis antigos, objetos pessoais e de trabalho do presidente Juscelino Kubistchek, além de acervo bibliográfico. Uma visita ao local é uma viagem no tempo, com o público sendo guiado pelo cheiro forte de madeira, da natureza que cerca o casarão, pela nostalgia dos objetos e por dezenas de fotos em preto e branco. Tudo está espalhado pelos oito cômodos do espaço, que vão desde a suíte presidencial e passam por quartos de hóspedes, banheiros e cozinha. Fragmentos da história da nossa cidade que a equipe de conservação e restauro teve o cuidado de tratar, equilibrando preservação histórica, natural e ambiental. Tudo em conformidade com o projeto original.
Ler mais...
GDF finaliza obra de revitalização do Catetinho
Governador Ibaneis Rocha entrega as obras de finalização do Catetinho. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Primeira residência oficial do ex-presidente Juscelino Kubitschek no Distrito Federal, o Catetinho teve a sua restauração e revitalização finalizada. A obra foi concluída em julho e celebrada em cerimônia nesta quarta-feira (17) com a presença do governador Ibaneis Rocha (assista ao vídeo abaixo). Com investimento de R$ 40 mil, o reparo é o pontapé oficial para entregar à população equipamentos culturais restaurados e modernizados para o aniversário de 60 anos de Brasília, em 2020. “Tenho muito carinho por esses pontos porque eles representam um Brasil pujante. Brasília se tornou o grande centro de integração nacional. Aqui todas as culturas se aportaram e aqui se fixaram. Esse prédio simples significa um Brasil simples que existia à época”, disse Ibaneis Rocha, que autorizou a viabilização de um acesso mais fácil ao museu pela via. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Catetinho foi construído em apenas 10 dias, em novembro de 1956. A estrutura simples, feita de madeira, ficou conhecida como “Palácio de Tábuas”. A visitação aberta ao público permite o acesso à suíte presidencial, quarto de hóspedes e à cozinha utilizada por JK, entre outros espaços, que voltam a ter dignidade após as intervenções. Objetos, roupas e imagens do ex-presidente também revivem a memória do DF. Os secretários Adão Cândido (Cultura e Economia Criativa), Vanessa Mendonça (Turismo) e Izídio Santos (Obras) prestigiaram a cerimônia. “Temos a certeza que nossa cidade nasceu e foi pensada aqui. JK se reunia com as pessoas mais próximas a ele e nunca fui impossível existir Brasília para essas pessoas”, destacou Vanessa Mendonça. Adão Cândido pontou a iniciativa do governo. “Nossa vinda é pra marcar a retomada do carinho que devemos ter com a cultura da cidade. A recuperação da infraestrutura cultural é e sempre será prioridade da nossa gestão”, afirmou. Em visita ao Catetinho pela primeira vez, o professor aposentado Antônio Carlos Carvalho dos Santos elogiou o espaço. “Está bem conservado, agora. É uma bela homenagem ao nosso grande presidente JK”, disse o morador de Palmas (TO). Turistas visitaram o Catetinho nesta quarta (17), entre eles Antônio Carlos (à esquerda) Patrimônio cultural A ausência de manutenção atingiu em cheio o Catetinho. Sem o cuidado necessário, o edifício apresentava buracos entre as paredes, propiciando ambiente para o alojamento de colmeias. Isso resultou na infestação de abelhas, ameaçando funcionários e visitantes, inclusive a funcionalidade do museu. Jardins e a grama sumiram com o tempo, dando lugar à brita e ao chão batido. O calçamento também se deteriorou, bem como o cuidado com a identificação das peças do museu. “Esse não é um monumento só de Brasília, mas de todo o país. Aqui nasce Brasília, a capital de todos os brasileiros”, reforçou Ibaneis. Tudo isso foi arrumado com carinho. Foi feita a calafetação das frestas das paredes e as abelhas foram retiradas cuidadosamente. O trabalho ficou a cargo da Gerência de Conservação e Restauro da Subsecretaria do Patrimônio Cultural, em parceria com a Diretoria de Manutenção do Patrimônio e Espaços Culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. A equipe de conservação e restauro teve o delicado trabalho de equilibrar a preservação dos patrimônios histórico, natural e ambiental da área de entorno (APA). Os jardins e espaços de gramas foram restaurados em conformidade com o projeto original. O calçamento foi inteiramente reconstruído, incluindo os que circundam a nascente. Todas as peças do Catetinho estão legendadas. Cuidar do patrimônio cultural é prioridade da atual gestão. A partir de agosto, outros espaços como o Complexo Cultural Praça dos Três Poderes e o Memorial dos Povos Indígenas vão passar por ações interventivas. Os museus, as bibliotecas e os centros de cultura e memória serão entregues para a população, no aniversário de 60 anos da cidade, em abril de 2020, em excelente condição.
Ler mais...