DF registra alta de 31% nas cirurgias e amplia ações na saúde
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal é a unidade da Federação com maior crescimento no número de cirurgias eletivas de 2025 para este ano. Segundo o Ministério da Saúde, foram 100.478 procedimentos neste ano, contra 76.615 registrados em 2025, alta de 31,2%. O resultado coloca o DF à frente de estados como Sergipe, Paraíba e Bahia, que registraram crescimento de 25%, 23% e 20%, respectivamente. O dado foi apresentado pela governadora Celina Leão, nesta terça-feira (6/10), em reunião com representantes de hospitais privados credenciados à rede pública, no Palácio do Buriti. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com a chefe do Executivo, o aumento está relacionado à ampliação da oferta de procedimentos na rede pública e à contratação dos serviços na rede privada. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente. Isso é fruto de um trabalho grande nosso, das cirurgias que nós estamos fazendo no privado, da complementaridade, daquilo que estava na fila havia muitos anos, que nossa rede pública não tem condição de suportar”, salientou. Celina Leão reforçou que o principal objetivo do governo é reduzir o tempo de espera pelos procedimentos. “A gente sabe que essas pessoas iriam esperar muito tempo na fila, porque você não consegue crescer a rede pública do dia para a noite. Mas, ao mesmo tempo que nós fazemos a complementaridade, nós temos investimento em mais cinco novos hospitais, sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs), das quais cinco entregues neste ano ainda”, disse. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que o acompanhamento das filas precisa ser permanente, já que a demanda é renovada diariamente. Segundo ele, o uso de dados permite identificar os principais gargalos e direcionar a oferta de procedimentos conforme a necessidade. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas. Isso mostra que esses projetos estão dando resultado e que, com a ajuda da rede privada, podemos continuar mudando essa realidade no Distrito Federal”, declarou. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas", afirmou Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF Durante a reunião, a governadora também anunciou a destinação de R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas eletivas e o repasse de R$ 46 milhões aos hospitais privados credenciados à rede pública do DF. Além disso, a chefe do Executivo comunicou a integração dos sistemas de regulação de saúde do Distrito Federal e de Goiás. O projeto está em processo de licitação e prevê a comunicação entre os sistemas dos dois estados, para que pacientes regulados simultaneamente pelas duas redes possam ser identificados nos sistemas.
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Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes
Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda. Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano
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Com recursos de R$ 1,4 milhão, Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criado pelo governo federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS. Novo equipamento, que começou a ser utilizado neste mês, permite mais precisão nos procedimentos oftalmológicos | Foto: Divulgação/IgesDF A medida vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que processa, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário” Stefânia Diniz, chefe da Oftalmologia do HBDF Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade. Segundo o cirurgião oftalmológico Carlos José de Souza Júnior, do HBDF, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos. “Nas cirurgias oftalmológicas, trabalhamos em um campo milimétrico”, explica. “Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento tem sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”. Mais tratamentos [LEIA_TAMBEM]Além do microscópio, o Hospital de Base, referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas. Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos. “O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia”, aponta a chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário.” Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador — empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos — e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico. *Com informações do IgesDF
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DF é referência nacional no tratamento e reabilitação de animais silvestres
O Distrito Federal tem uma referência nacional no atendimento a animais silvestres: o Hospital da Fauna Silvestre, gerido pelo Instituto Brasília Ambiental, é o único do Brasil especializado nessa categoria de animais. Apenas neste ano, entre março e junho, a unidade recebeu cinco animais em estado grave de saúde: uma jovem fêmea de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) em estado crítico e quatro cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), vítimas de atropelamentos e doenças associadas à proximidade com áreas urbanizadas. Vítima de atropelamento, fêmea de tamanduá-mirim, em estado crítico, recebe atendimento no Hfaus | Fotos: Caio Cavalcante/Hospital da Fauna Silvestre “Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de serem reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação” Thiago Marques, coordenador do Hfaus O coordenador do hospital, Thiago Marques, explica que os animais resgatados chegaram por meio de resgates feitos por órgãos públicos como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Corpo de Bombeiros e unidades do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama), vindos de áreas como Brazlândia, Planaltina, Floresta Nacional (Flona) e Luziânia. Contato com ambientes domésticos Ele diz que alguns dos animais recebidos foram vítimas de atropelamento, outros apresentavam múltiplas fraturas, de menor e maior intensidade, ou zoonoses (doenças) oriundas do contato com ambientes domésticos. "Quando os animais chegam ao hospital, eles passam pela avaliação dos clínicos. Eles recebem os animais e fazem o primeiro atendimento para depois encaminhar para os especialistas. Por exemplo, passam pelo ultrassom, cardiologista, também por cirurgiões e cirurgiões ortopédicos. Depois de toda essa avaliação, os animais seguem em tratamento junto aos médicos clínicos, diariamente", explica. Depois das cirurgias, há uma segunda etapa de atendimento dos animais. Marques afirma que um corpo de fisioterapeutas assume os cuidados em busca de acompanhar a evolução do quadro de cada um e avaliar as possibilidades do futuro deles. Segundo o coordenador do hospital, ainda é difícil precisar o futuro dos animais. Um dos quatro cachorros-do-mato atropelados continua em tratamento, com acompanhamento de fisioterapeutas [LEIA_TAMBEM]“Eles ainda estão em tratamento. Precisamos saber como vão lidar com essas fraturas e com todos os problemas que eles já enfrentaram até aqui. Então, avaliamos novamente para ver se têm condição de ser reintegrados à natureza ou se serão encaminhados para algum projeto de conservação”, afirma. Marques reitera que a destinação final dos animais é feita pelos órgãos ambientais, Ibama e Brasília Ambiental. Casos como os desses animais e tantos outros ilustram os riscos enfrentados pela fauna silvestre em áreas sob intensa pressão urbana, sendo submetidos a acidentes em rodovias e vias urbanas até doenças relacionadas à interação cada vez mais frequente entre animais silvestres e ambientes domésticos. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, em reconhecimento ao trabalho de excelência do Hfaus, afirmou que a Câmara de Compensação do instituto aprovou a construção de uma nova estrutura hospitalar definitiva, em sede própria, com a proposta de ampliação dos serviços, como a reabilitação de animais a fim de “manter o compromisso de continuar atendendo com excelência à fauna silvestre”.
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Hospital da Região Leste fará 90 cirurgias até sábado (20); média chega a 15 por dia
As equipes do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, junto às do programa Opera DF, executam, até sábado (20), 90 cirurgias ortopédicas, ginecológicas e traumatológicas. Iniciada nesta semana, a força-tarefa já contabiliza mais de 45 intervenções. Para uma média de 15 cirurgias ao dia, quatro salas equipadas operam simultaneamente, durante 18 horas. Ao final, as equipes terão trabalhado cerca de 320 horas. Ronaldo da Conceição foi encaminhado ao HRL e fará, em breve, uma cirurgia na coluna: “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “A oportunidade de ter uma semana com reforço de anestesistas, dentro do contrato do Opera DF, permite que as necessidades dos pacientes que estavam aguardando por procedimentos eletivos sejam atendidas de forma mais célere”, explica a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco. O Hospital da Região Leste é referência em procedimentos de traumas e cirurgias de coluna vertebral e de mão Vítima de um acidente de motocicleta, o morador do Paranoá, Edison de Santana, está se preparando para corrigir sequelas de um rompimento nos ligamentos. “Assim, devo recuperar a estabilidade e a função do meu ombro esquerdo”, relata. “Ao longo desse período de espera, sempre fui bem- atendido por toda a equipe médica e de enfermeiros”. Procedimentos [LEIA_TAMBEM]Com uma condição que afeta o sistema imunológico atacando a comunicação entre nervos e músculos (miastenia), o morador de Águas Lindas (GO) Ronaldo Juraci da Conceição foi encaminhado ao HRL com problemas na coluna. Há um mês internado, sob os cuidados da equipe da ele segue para a cirurgia. “Eu me emociono porque estou sendo muito bem-acompanhado e tratado”, afirma ele. “Meus dias aqui foram especiais, cheios de carinho. Não me sinto um paciente, mas como parte da família deles.” Como nos casos de Ronaldo e Edison, a força-tarefa pretende diminuir a quantidade de pacientes internados no HRL, e, ainda, resgatar aqueles que aguardavam em casa por cirurgias, ampliando o atendimento e restaurando a qualidade de vida dessas pessoas. Na rede pública, o HRL é referência em procedimentos de traumas em geral, ginecológicos e ortopédicos, como as cirurgias de coluna vertebral e de mão. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Distrito Federal bate recorde e alcança 56 mil cirurgias feitas em um ano
O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas. O resultado é fruto de um esforço concentrado para reduzir as filas de espera por procedimentos cirúrgicos na capital federal. A dedicação, expressa especialmente por meio de programas como o Opera DF, aponta o caminho a ser percorrido: o programa permite que cirurgias mais simples sejam feitas na rede privada parceira, abrindo espaço para que procedimentos complexos sejam realizados nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O último recorde, de 46 mil cirurgias atendidas na rede pública, tinha sido alcançado em 2019. “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou a governadora Celina Leão, em evento no Palácio do Buriti. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, comemorou a marca alcançada. “Nós sabemos que mais resultados virão. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os servidores da saúde, porque nós alcançamos um recorde histórico de cirurgias na rede. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto, com ferramentas de controle e os resultados têm aparecido. É importante colocar que esses resultados repercutem diretamente para a população. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes. Nós temos feito isso com compromisso e seriedade dentro da Secretaria de Saúde”, celebrou. Governadora Celina Leão: “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ao desafogar a rede pública, o Opera DF permite reduzir o tempo de espera de pacientes que aguardam por uma intervenção cirúrgica. “O OperaDF nada mais é do que colocar luz em procedimento cirúrgico, ou seja, um projeto revisitado constantemente, que melhora a eficiência e eficácia dos nossos centros cirúrgicos e atrela a cirurgia de menor complexidade para a rede privada. O Opera DF é tudo isso. Então, nós mapeamos todos os nossos centros cirúrgicos e iniciamos um modelo de gestão, que reduz etapas para trazer mais eficiência e eficácia. E isso tem repercutido num acréscimo de cirurgias mensal. Nós temos observado a curva aumentando, mês a mês." Apesar do pouco tempo, os resultados já são sentidos pela população. “Tínhamos um tempo de espera de mais de mil dias para cirurgia de varizes. Hoje, está em torno de nove dias. Nós tínhamos um tempo de espera que ultrapassava dois anos para cirurgia de hérnia; agora, são 50 dias”, exemplificou Juracy. Programa Logo no lançamento do Opera DF, em outubro de 2025, a SES-DF contratou sete hospitais e três empresas de anestesia para executar milhares de cirurgias eletivas de diversas especialidades na rede pública e complementar. À época, foram beneficiados pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos em urologia, cirurgia geral, cirurgia vascular e cirurgia de cabeça e pescoço. Na abertura do programa, foram contratados nove mil procedimentos. Os hospitais contratados devem fazer consultas antes e após as cirurgias, realizar a avaliação prévia com cardiologista, oferecer o acompanhamento pré-anestésico e dispor de equipamentos, insumos e curativos pós-operatórios e eventuais biópsias, além de internação pós-operatória, caso necessário. O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas Os editais são elaborados conforme a nova lei de compras públicas, a 14.133/2021, e se beneficiam da experiência obtida pela pasta em contratações anteriores. A iniciativa recebeu a aprovação do Conselho de Saúde do Distrito Federal e as empresas passam por avaliação técnica, administrativa e jurídica antes da assinatura do contrato com o poder público. Os pacientes contemplados pelo Opera DF já são acompanhados pela rede pública e são encaminhados para cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. Além dos procedimentos, por meio do Opera DF, a Secretaria de Saúde contratou serviços de anestesiologia. Com as 5 mil horas de plantões já adquiridas, é possível viabilizar o funcionamento das salas cirúrgicas dos hospitais da própria pasta, nos três turnos, e atender pacientes adultos e pediátricos.
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OperaDF: programa possibilitou aumento de 70,6% nas cirurgias feitas pela rede pública
Lançado no ano passado para acelerar as cirurgias eletivas, o programa OperaDF possibilitou um aumento de 70,6% no total de procedimentos feitos pela rede pública de saúde do Distrito Federal. Em números absolutos, isso significa 9.792 cirurgias a mais. O governador Ibaneis Rocha ressaltou que essa ampliação é fruto da parceria com o Legislativo, que tem ajudado no custeio do programa com verba de emendas parlamentares. “No ano passado, o [deputado federal] Rafael Prudente destinou, juntamente com os demais deputados do DF, R$ 150 milhões que foram injetados diretamente na Saúde, o que possibilitou que a gente ampliasse o número de cirurgias no Distrito Federal”, apontou o chefe do Executivo. “Para se ter ideia dos resultados, entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, foram feitas 13.865 cirurgias. De setembro de 2025 a janeiro de 2026, nós tivemos 23.657 feitas tanto na rede pública, que ampliou a sua capacidade com a contratação de plantões extras de anestesistas, quanto na rede privada, que foi contratualizada”, acrescentou Ibaneis Rocha. Para conseguir esse aumento, o programa firmou parceria com nove hospitais da rede particular e, segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, contratou mais de 10,8 mil plantões extras na rede pública. “A ideia é você tirar essa sobrecarga de cirurgias de menor complexidade dos nossos hospitais para que eles sejam fortalecidos em cirurgias de maior complexidade”, explicou Lacerda. “E é justamente essa dinâmica que nos permitiu conseguir avançar nos números. Então, isso prova que essa união dos servidores e o matriciamento dos nossos processos possibilitam a gente fazer uma entrega maior.” O programa OperaDF possibilitou um aumento de 70,6% no total de procedimentos da rede pública de saúde. O governador Ibaneis Rocha ressaltou que essa ampliação é fruto da parceria com o Legislativo | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Oftalmologia O OperaDF já atende cirurgias de diversas especialidades. A partir de agora, terá procedimentos também na área oftalmológica. “Vão ser investidos mais R$ 22 milhões, com grande parte desses recursos sendo destinados às cirurgias oftalmológicas. Serão, aproximadamente, 6,5 mil cirurgias que serão realizadas já nesses próximos meses”, destacou o governador. “Já tem tempo que a gente trabalha para viabilizar esses recursos, tem muita gente aguardando a cirurgia de catarata, que é o maior volume represado da Secretaria de Saúde, e a gente fica feliz agora de conseguir os recursos necessários para fazer mais de 6,5 mil cirurgias. Acho que, com isso, a gente consegue zerar essa fila e melhorar a saúde das pessoas”, reforçou o deputado Rafael Prudente.
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Hospital de Base registra maior número de cirurgias da sua história em 2025
O Hospital de Base do Distrito Federal atingiu, em 2025, a maior marca de cirurgias de sua história e ultrapassou a barreira de 15 mil procedimentos realizados em um único ano. Ao todo, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos. O recorde mensal também foi superado três vezes, nos meses de maio, julho e setembro. O resultado foi alcançado no ano em que o hospital completou 65 anos de funcionamento e reflete um conjunto de medidas adotadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração da unidade. As ações tiveram como foco organizar melhor a rotina do hospital, acompanhar os resultados de perto e ampliar a capacidade de atendimento cirúrgico. Entre as estratégias implementadas está o projeto Lean, iniciado em 2023. A metodologia busca reduzir desperdícios e tornar o atendimento mais eficiente. No centro cirúrgico, a iniciativa impactou diretamente a organização da agenda cirúrgica e o monitoramento do horário de início das cirurgias. O chefe do centro cirúrgico, Danillo Almeida de Carvalho, destaca que a metodologia permitiu aprimorar o uso das 16 salas operatórias e reduzir períodos de ociosidade. “O Lean nos ajudou a qualificar o trabalho das equipes e a diminuir o tempo ocioso. Houve envolvimento integrado das equipes de limpeza, enfermagem e anestesiologia, o que foi determinante para os resultados”, afirma. Segundo o médico, a reorganização também permitiu ampliar o uso das salas no período noturno para procedimentos de emergência, contribuindo para dar mais agilidade lista de espera cirúrgica. O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, avalia que o crescimento reflete o comprometimento da gestão com a melhoria contínua: "Estamos empenhados em trazer inovação e sempre aumentar a qualidade do Hospital de Base, que já é uma referência em saúde". Ao todo, e, 2025, foram 15.166 cirurgias, número 7,5% superior ao registrado em 2024, quando foram contabilizados 14.107 procedimentos | Foto: Divulgação/IgesDF Crescimento nas especialidades A ampliação da produção cirúrgica impactou diretamente a população, com aumento em diversas especialidades. A urologia apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 24%. O número de procedimentos passou de 1.374 em 2024 para 1.708 em 2025. Os procedimentos de otorrinolaringologia registraram aumento de 14% no período. Já ortopedia e trauma cresceram juntas 9% na comparação anual e somaram 2.943 cirurgias, o que representa quase uma em cada cinco realizadas no hospital. Novo centro cirúrgico Em fase final de construção, o novo centro cirúrgico deve ampliar ainda mais a capacidade de atendimento da unidade. A estrutura contará com 16 salas operatórias, duas delas equipadas com tecnologia de alta performance para cirurgias robóticas, além de uma sala de recuperação pós-anestésica com 18 leitos e áreas de apoio destinadas às equipes assistenciais e à logística hospitalar. Arte: IgesDF Além disso, com a transferência das cirurgias de alta complexidade para o novo complexo, o antigo centro cirúrgico será readequado para a criação de salas destinadas a procedimentos de menor complexidade. São aqueles mais rápidos, em que o paciente é operado e recebe alta no mesmo dia. Isso amplia a capacidade de atendimento do hospital e melhora o fluxo assistencial. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia é reformado e amplia atendimento
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), está prestes a entregar à população o novo centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Fechado desde agosto para reforma, o espaço retorna com capacidade ampliada em 50%, segundo a pasta. Entre janeiro e junho deste ano, cerca de mil cirurgias foram feitas no local, e, durante o período de interdição, os pacientes já convocados para operar receberam assistência no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde 110 procedimentos puderam ser feitos. Obras feitas no hospital não impediram o atendimento aos pacientes; cirurgias eletivas foram feitas, provisoriamente, no HRT | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Mesmo durante a renovação, o hospital não deixou de prestar assistência. Segundo a diretora hospitalar Elielma Almeida, foram mantidos os atendimentos de obstetrícia, ginecologia e os serviços das três UTIs da unidade. As cirurgias eletivas foram efetuadas provisoriamente no HRT, para onde a equipe, composta por médicos, cirurgiões, enfermeiros, anestesistas e técnicos de enfermagem, foi deslocada, a fim de dar continuidade aos procedimentos. Após operarem em Taguatinga, os pacientes retornaram ao HRSam para a recuperação. Atendimento ampliado Com a entrega das novas salas, haverá aumento do número de cirurgias e também a incorporação de um equipamento de arco cirúrgico, que permite procedimentos como colangiografia, pancreatografia, ressonância intraoperatória e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), com o objetivo de ampliar a capacidade diagnóstica e terapêutica do hospital. Novas salas de cirurgia vão receber ainda equipamentos mais modernos A direção explica que o preparo para o exame de CPRE, um dos principais avanços dessa reforma, é igual ao de uma cirurgia. Antes, o CPRE era feito apenas no Hospital de Base, hoje administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), e no Hospital Regional de Taguatinga. Agora, o HRSam passa a oferecer o serviço. Como a unidade já é referência em cirurgias de vesícula e hérnia, o novo equipamento permite diagnosticar e tratar esses casos no próprio hospital, que traz mais agilidade e resolutividade ao atendimento. O centro cirúrgico do HRSam faz cirurgias de colecistectomia, hernioplastia, vasectomia e procedimentos ginecológicos, como histerectomia, sling, correções do períneo e laqueadura tubária. Além disso, a equipe oferece suporte aos pacientes de UTI, casos de pós-operatório vindos de outros hospitais e cirurgias de emergência e traqueostomias quando necessário. Ampliação A enfermeira Aparecida Silva comemora as reformas: “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes” A diretora administrativa da Região de Saúde Sudoeste, Izabela Alves, explica que os espaços onde agora funcionam as novas salas estavam sendo utilizados anteriormente para áreas administrativas, mas foram totalmente adaptados para atender às necessidades do centro cirúrgico. Um dos principais avanços foi a adequação e ampliação da infraestrutura, especialmente da sala necessária para o CPRE. Outro ponto destacado pela diretora é a ampliação da sala de recuperação anestésica. Como antes havia menos salas de cirurgia, também era menor a capacidade de recuperação. Agora, com a devolução desses espaços à função original, foi possível aumentar esse suporte essencial. Isso garante fluxo, segurança e qualidade no pós-operatório, evitando gargalos. “Não adianta ter várias salas de cirurgia se não há onde recuperar adequadamente o paciente”, explica. Sobre a finalização da obra, ela informa que a parte assistencial já está praticamente concluída. Faltam apenas ajustes finais de base de apoio. Os equipamentos das novas salas mais específicas já estão em produção e chegarão em breve. Como são equipamentos confeccionados sob medida, não podem simplesmente ser instalados, pois exigem gabarito, medições precisas e montagem técnica especializada. [LEIA_TAMBEM]Além disso, o centro cirúrgico passou por uma ampla reforma da Central de Materiais Esterilizados (CME), que recebeu novo sistema de ar-condicionado, gases medicinais, estrutura física e painéis técnicos. Todo o piso da área também foi renovado, para garantir mais segurança e conforto aos pacientes. Quem precisou se deslocar para o Hospital de Taguatinga durante a manutenção corretiva comemora o retorno ao HRSam. A enfermeira Aparecida Keilly Silva conta que, apesar da boa recepção na unidade temporária, nada se compara à sensação de estar “de volta para casa”. Ela destaca que o centro cirúrgico está mais amplo, com mais salas abertas e mais leitos na sala de recuperação pós-anestésica. “Estamos muito satisfeitos, porque agora podemos oferecer um atendimento maior, com qualidade, e garantir uma assistência ainda melhor aos pacientes”, afirma. Quem aguarda cirurgia também vê com bons olhos a transformação do hospital. A paciente Ana Paula Martins, 50 anos, ainda realiza os últimos exames antes de marcar o procedimento e afirma que a nova ala representa um avanço importante. Para ela, a mudança, com salas novas, ar-condicionado, piso renovado e mais leitos, traz esperança e agilidade. “É tudo novo, inovador”, celebra. “Isso é importante para acelerar as cirurgias. Tem muita gente esperando”. Ana Paula acredita que a reestruturação ajudará a reduzir a fila e melhorar o atendimento para todos.
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Hospital Regional de Santa Maria atinge recorde de cirurgias e melhor desempenho em dois anos
Em julho deste ano, o morador do bairro Lunabel, em Novo Gama (GO), Kayran Nunes da Silva, de 31 anos, sofreu um acidente de moto que resultou em uma lesão no braço. Após procurar atendimento no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), os médicos constataram a necessidade de cirurgia. Em 24 horas, Kayran deu entrada no centro cirúrgico, passou pela cirurgia e já recebeu indicação de alta. “Eu não tenho do que reclamar. Achei que, por se tratar de uma cirurgia, ficaria mais tempo internado, mas me surpreendi com a rapidez de todo o processo”, conta. A agilidade reflete mudanças na rotina do centro cirúrgico do HRSM, que adotou o Projeto Lean, metodologia de gestão implementada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em maio de 2024. Desde então, o hospital vem reorganizando fluxos, reduzindo desperdícios e ampliando a eficiência das equipes. O resultado já aparece nos números: em outubro, o centro cirúrgico geral e obstétrico bateu recorde e realizou 502 cirurgias — o maior volume dos últimos dois anos. O crescimento é consistente: foram 497 intervenções cirúrgicas em agosto, 494 em setembro e 502 em outubro, sem contar os partos. Organização e produtividade Para a coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, Isabel Lima, o desempenho é resultado de uma gestão mais eficiente e focada em eliminar desperdícios. “O Centro Cirúrgico Obstétrico passou a contar com uma equipe dedicada, incluindo anestesistas exclusivos. Implementamos protocolos assistenciais e rounds multidisciplinares, fortalecendo a integração entre as equipes. Focamos em otimizar os recursos existentes sem novas contratações ou aumento de salas operatórias”, explica. De acordo com o chefe dos Serviços Cirúrgicos do HRSM, Júlio Borges, a mudança trouxe mais previsibilidade e organização. “Melhoramos o gerenciamento das salas, reduzimos atrasos e aumentamos a capacidade de atendimento, inclusive nos fins de semana”, destaca. Júlio Borges: “Melhoramos o gerenciamento das salas, reduzimos atrasos e aumentamos a capacidade de atendimento, inclusive nos fins de semana” O Projeto Lean inclui em seus objetivos a padronização do início das cirurgias até 7h30, o aumento da produtividade e a redução dos cancelamentos. Reuniões semanais, protocolos padronizados e capacitação contínua fortalecem o engajamento das equipes. Mesmo com o aumento no volume cirúrgico, os indicadores de qualidade se mantêm estáveis. Até agosto de 2025, não houve aumento na taxa de infecção de sítio cirúrgico, segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). “O foco em gestão, integração e organização garante agilidade sem abrir mão da segurança e da humanização”, afirma Borges. “Os resultados refletem o compromisso do hospital com uma assistência eficiente e de qualidade para a população”. *Com informações do IgesDF
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Com reformas e novos aparelhos, Hospital Regional de Santa Maria registra mais de 460 cirurgias em um mês
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) registrou 466 cirurgias em agosto. O número está acima da média mensal de 320, representando um crescimento de mais de 45%. O salto se deve, principalmente, à modernização do centro cirúrgico, que recebeu novos aparelhos de laparoscopia, focos cirúrgicos, equipamentos de anestesia e ultrassom. O investimento de R$ 550 mil reduziu o tempo de operações como retirada de vesícula e hérnia de uma hora para apenas 15 minutos, melhorando o fluxo de procedimentos feitos no local. Modernização do centro cirúrgico do HRSM aumento em mais de 45% o número de cirurgias, crescimento registrado em agosto deste ano | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Além dos avanços no centro cirúrgico, o hospital, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), também passou por reformas em diferentes áreas. Reconhecida pela atenção à saúde da mulher, a unidade ganhou um novo jardim da obstetrícia. O local é de cunho terapêutico, dedicado à aplicação de técnicas que estimulam a evolução do parto normal. [LEIA_TAMBEM]Com relação à segurança na unidade de saúde, o HRSM conta agora com uma central de monitoramento. O investimento de R$ 81 mil permite integrar, em tempo real, informações sobre leitos e atendimentos, facilitando a tomada de decisão pela administração. Além disso, a unidade iniciou a reforma da sala que vai abrigar um novo tomógrafo, com previsão de R$ 130 mil em obras. Segundo a superintendente do HRSM, Eliane Abreu, o conjunto de investimentos traz impacto direto na qualidade da assistência. “Santa Maria é uma referência importante para a região Sul e para o Entorno. Esses equipamentos permitem otimizar o tempo cirúrgico, melhorar o acesso e garantir segurança ao paciente. O GDF investir aqui é investir na saúde pública, garantindo que o usuário seja atendido com qualidade, permitindo que dê continuidade ao cuidado”, afirmou. Com seis salas de cirurgia geral e três obstétricas, o centro cirúrgico do hospital ampliou sua capacidade de atender tanto procedimentos eletivos quanto urgências/emergências. “Mesmo durante as reformas, nunca bloqueamos as salas. Fizemos a gestão de forma a manter os atendimentos. Hoje, com os novos equipamentos, conseguimos reduzir o tempo de cirurgia de quatro horas para uma hora e meia, o que amplia a nossa capacidade de resposta para a população”, detalhou a gestora. No novo jardim da obstetrícia da unidade de saúde, técnicas são aplicadas por fisioterapeutas para estimular a evolução do parto normal | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Alta rotatividade Referência na linha materno-infantil, o HRSM conta com 12 leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), banco de leite humano e 40 leitos de alojamento conjunto, além de leitos de estabilização materna e recuperação pós-anestésica. A unidade também registra alta demanda: são mais de 22 mil atendimentos por mês no pronto-socorro e cerca de 40 mil consultas anuais em ambulatório. “As reformas e novos espaços mostram como o hospital, mesmo jovem, tem estrutura facilitadora para se reorganizar e atender melhor a população. Nosso objetivo é ampliar o acesso e melhorar a qualidade de vida das pessoas que dependem do SUS”, concluiu Eliane Abreu.
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Serviço de diagnóstico de doenças do aparelho gastrointestinal é ampliado no HRT
Técnica inovadora utilizada no diagnóstico e tratamento de doenças do aparelho gastrointestinal, vesícula biliar, vias biliares e pâncreas, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) teve seu serviço mais que dobrado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Desde julho, o exame — também chamado de colangiografia endoscópica — passou a ser ofertado duas vezes por semana, às terças e às quintas-feiras, aumentando de sete para 16 o número de atendimentos semanais. Procedimento é indicado a quem tem cálculos na bile ou a pessoas que, após um transplante, passem a apresentar necessidades especiais | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Trata-se de um procedimento moderno, que envolve simultaneamente um exame radiológico e outro endoscópico”, detalha o endoscopista André Luiz Ferreira, da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Este último consiste em um aparelho semelhante ao da endoscopia gástrica, mas que, por ter uma visão lateral — e não frontal — , permite visualizar uma estrutura no duodeno chamada de papila duodenal.” Indicações A CPRE é indicada a pacientes com presença de cálculos (pedras) na bile ou que, após um transplante, apresentem necessidades especiais. Em um único exame, são executadas a fluoroscopia — que permite visualizar estruturas do corpo em movimento e em tempo real — e a duodenoscopia – caracterizada pela inserção de um tubo fino e flexível acoplado a uma microcâmera. [LEIA_TAMBEM]Por ser versátil, a colangiografia endoscópica dispensa cirurgias ou outros procedimentos mais invasivos. Com a técnica, é possível remover cálculos, fazer biópsias, drenagens e desobstruir a via biliar (a chamada papilotomia), além de diagnosticar cálculos e tumores. “Com a ampliação da oferta dos serviços de CPRE, a Secretaria de Saúde desafoga a fila de um exame extremamente importante, realizado apenas no HRT e no Hospital de Base, garantindo uma assistência mais segura e assertiva aos pacientes”, enfatiza Diego Caires, gerente de Assistência Multidisciplinar e Apoio Diagnóstico do HRT. Novos exames O equipamento também permitiu que o hospital passasse a oferecer exames de videodeglutograma, técnica utilizada para avaliação de estruturas anatômicas, como esôfago e boca, durante o processo de deglutição de alimentos. O exame de pacientes internados no HRT é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por fonoaudiólogos, técnicos e médicos radiologistas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Base bate recorde histórico de cirurgias em julho
Sentada na enfermaria, já em recuperação, Josilene Rocha da Silva, 50 anos, sorri aliviada. Mãe de quatro filhos e cuidadora de idosos, ela convivia com um tumor nas costas que cresceu rápido demais e a impedia de trabalhar. “A dor e as dificuldades eram tão grandes que eu mal conseguia dormir. Achava que ia esperar meses para operar, mas em 15 dias, entre exames e resultados, já estava na mesa de cirurgia. Hoje posso dizer que ganhei uma nova chance de viver”, conta. A cirurgia de Josilene faz parte do marco alcançado pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), que em julho deste ano realizou 1.326 procedimentos, um recorde histórico desde a inauguração da unidade. Arte: IgesDF A reorganização que resultou nesses números é fruto do Projeto Lean, implementado pelo Instituto de Gestão Estratégico de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no centro cirúrgico do Hospital de Base em agosto de 2023. A ação levou mais agilidade, reduziu desperdícios e garantiu maior aproveitamento das salas. O reflexo é claro: só em 2024, o HBDF realizou 14.106 cirurgias, um aumento de aproximadamente 35% em relação a 2022 e 21,8% a mais que em 2023. Nos primeiros cinco meses de 2025, já são 6.273 procedimentos, mantendo a média de mais de 1.250 cirurgias por mês. Com o Projeto Lean, o HBDF passou a monitorar de perto indicadores como o cumprimento do horário de início das cirurgias, programadas entre 7h e 7h30, e a taxa de cancelamentos. Também foram adotadas práticas para otimizar o uso das 16 salas cirúrgicas, o que permitiu ampliar a agenda de procedimentos. Nos primeiros cinco meses de 2025, foram feitas, em média, 1.250 cirurgias por mês | Foto: Alberto Ruy/IgesDF “Todo mundo abraçou a causa. Anestesistas, cirurgiões, enfermagem, técnicos, limpeza, todos trabalham para que nenhuma sala fique parada. Em 2023, tínhamos 10 ou 12 salas funcionando. Hoje são 16, reativadas com novos equipamentos e monitores. Quebramos paradigmas e mostramos que é possível fazer mais e melhor”, afirma a coordenadora do centro cirúrgico, Nadja Gloria Graça. Mais do que estatísticas Para o gerente dos Serviços Cirúrgicos, Danillo Almeida de Carvalho, cada número representa uma história de superação. “Por trás de cada cirurgia realizada, existe uma vida sendo transformada, um pai, uma mãe, um filho, uma família inteira.” Josilene Rocha da Silva elogia o tratamento recebido no Hospital de Base: "É um atendimento que acolhe e conforta nos momentos mais difíceis" | Foto: Bruno Henrique/IgesDF Segundo o gerente, o trabalho no centro cirúrgico não é apenas fazer procedimentos. “Nós devolvemos esperança, qualidade e tempo para que essas pessoas possam estar ao lado de quem amam. Saber que estamos contribuindo para que mais famílias tenham essa oportunidade é o maior valor da nossa profissão e a maior motivação para continuar avançando”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Hoje, Josilene já faz planos para retomar o trabalho que tanto ama: “Depois de tudo que passei, vou voltar para casa e para o meu trabalho com ainda mais amor pelo que faço. Sou grata a cada pessoa do Hospital de Base que me devolveu a saúde. Aqui, todos me trataram com carinho e atenção, médicos, enfermeiros, cada profissional que vinha saber como eu estava. É um atendimento que acolhe e conforta nos momentos mais difíceis”. Novo centro cirúrgico O Hospital de Base, referência em atendimento cirúrgico de alta complexidade no Distrito Federal, deu mais um passo importante na modernização da estrutura. Com investimento de R$13,5 milhões, começou a ser construído um novo centro cirúrgico, equipado com 16 salas modernas e tecnologia avançada, que vai ampliar a capacidade e a qualidade dos procedimentos realizados. “Nos últimos meses, o Hospital de Base superou todos os recordes de cirurgias salvando vidas. Com o novo centro cirúrgico, vamos além: mais agilidade, mais conforto e mais segurança para que cada paciente retome sua vida o quanto antes. Esse é o nosso compromisso inegociável — cuidar de cada pessoa com a excelência e o respeito que ela merece", afirma o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. *Com informações do IgesDF
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Hospital da Criança recebe especialistas em técnica cirúrgica delicada
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) recebeu recentemente o Grupo Cooperativo Brasileiro Multi-Institucional para o Tratamento de Extrofia de Bexiga pela técnica de Kelley. São médicos que trabalham em hospitais de diversos estados brasileiros e que se reúnem para operar as crianças nascidas com extrofia de bexiga – malformação congênita na qual a parede abdominal inferior, os ossos da bacia e o aparelho genital não se fecham. A primeira reunião realizada no HCB foi em 2019, ano a partir do qual mais de dez pacientes já passaram pelo procedimento em Brasília. Considerada complexa, a cirurgia pela técnica de Kelley foi desenvolvida na década de 1970 e passou a ser implantada no Brasil em 2019 | Foto: Maria Clara Oliveira/HCB A técnica utilizada pelo grupo para corrigir a malformação foi desenvolvida pelo urologista pediátrico australiano Justin Kelley na década de 1970 e começou a ser empregada no Brasil em 2019, quando o médico Nicanor Macedo, do Hospital Estadual da Criança (Rio de Janeiro), reuniu outros profissionais para especializarem-se no procedimento. “Essa é uma cirurgia difícil, não é para principiantes; é a mais complexa que temos, porque vai reconstruir o que a natureza começou e não finalizou”, explica o médico. “Essa técnica tem uma preocupação muito grande em preservar o grande maestro disso, que é o nervo que conecta nossos músculos, nossa pele, nossos tecidos ao cérebro; ele dá toda a sensibilidade e as sensações da região urogenital, além da parte motora: é quem segura nosso esfíncter retal, nosso esfíncter urinário e assim por diante.” Cuidados intensivos [LEIA_TAMBEM]Incluindo os dois pacientes operados no HCB, o grupo já atendeu 143 crianças em todo o país. O médico coordenador da Cirurgia Urológica Pediátrica do HCB, Hélio Buson, explica que um fator essencial na definição dos hospitais onde os procedimentos são executados é a estrutura de cuidados intensivos pós-cirúrgicos, devido à complexidade do quadro. Depois da cirurgia, os pacientes passam cerca de 15 dias na UTI e, na primeira semana, não podem se movimentar. “Essas crianças precisam ficar completamente paralisadas, e chamamos isso de curarização; elas ficam em um estado de relaxamento completo da sua musculatura”, detalha Buson. “Isso ajuda a cicatrização e ajuda a não ter ruptura de pontos, especialmente do fechamento da parede abdominal.” Buson ressalta que o HCB já é preparado para esse tipo de atendimento: “O Hospital da Criança de Brasília, do jeito que foi concebido, é um hospital que, desde o princípio, tem essa estrutura pós-operatória. As primeiras cirurgias de Kelley aqui em Brasília foram feitas bem no início da experiência do grupo”. Após as cirurgias, realizadas, em 28 de junho, a equipe do HCB segue acompanhando os pacientes e monitorando, especialmente, a produção de urina de cada criança, parâmetro de boa evolução do quadro de saúde de cada uma. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília
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GDF vai contratar 2,8 mil cirurgias de hérnia e vesícula na rede complementar
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) publicou, nesta quinta-feira (10), novo edital de credenciamento para ampliar a realização de cirurgias gerais na rede pública. Serão ofertadas mais de 2,8 mil vagas para procedimentos de colecistectomia videolaparoscópica e de hernioplastias umbilicais, inguinais e crurais - cirurgias indicadas, por exemplo, para tratamento de pedras na vesícula e para correção de hérnias inguinais e incisionais. Os pacientes contemplados pelo edital já são acompanhados pela rede pública e serão direcionados conforme os critérios do Complexo Regulador do DF. A contratação será feita por meio da rede complementar de saúde, com base na Lei de Licitações, incorporando experiência acumulada pela SES-DF em contratações anteriores de cirurgias eletivas. Os procedimentos de colecistectomia videolaparoscópica e de hernioplastias umbilicais, inguinais e crurais são essenciais para evitar complicações clínicas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Embora classificados como eletivos, esses procedimentos são essenciais para evitar complicações clínicas, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar os recursos do sistema. O edital de credenciamento completo pode ser conferido neste link. [LEIA_TAMBEM]Mais especialidades Além do edital de cirurgias gerais, na última semana a SES-DF divulgou os editais de credenciamento para os procedimentos de cabeça e pescoço, oftalmologia, coloproctologia e operações vasculares. Serão beneficiados, por exemplo, pacientes que atualmente sofrem com catarata, hemorróidas e varizes, além dos que precisam retirar a tireoide ou amígdalas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com estoques de sangue em níveis críticos, Hospital de Base mobiliza a população para garantir atendimentos de emergência e cirurgias
Durante o Junho Vermelho, mês de conscientização sobre a importância da doação regular de sangue, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) enfrenta um dos momentos mais delicados do ano. Os estoques dos tipos O positivo e O negativo, fundamentais para atendimentos de emergência e cirurgias, estão abaixo do nível seguro. A situação se agravou com o aumento de casos de influenza neste outono, o que impactou diretamente a quantidade de doadores. Segundo o médico Luiz Henrique Ramos, chefe do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea do Hospital de Base, o DF enfrenta um desafio único. “Estamos entre os maiores consumidores de sangue do Centro-Oeste, com aproximadamente 3 mil transfusões por mês, mas dependemos exclusivamente da sensibilidade dos doadores de sangue para termos os estoques disponíveis para distribuição pela Fundação Hemocentro de Brasília”, explica. Os estoques no Hospital de Base de sangue dos tipos O positivo e O negativo, fundamentais para atendimentos de emergência e cirurgias, estão abaixo do nível seguro | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília A chegada do outono e o aumento de casos de infecções respiratórias, como a Influenza, têm afastado doadores regulares, já que sintomas gripais impedem temporariamente a doação. “Temos um cadastro de doadores com tipos sanguíneos raros, que são acionados com frequência. Mas, com a alta circulação de vírus, muitos acabam inaptos para doar nesse período. Por isso é fundamental ampliar o número de voluntários”, destaca. Diante da situação, o especialista faz um apelo: “Estamos em um momento de contingência. O sangue não é produzido em laboratório, ele é 100% doado. Dependemos única e exclusivamente da generosidade das pessoas”. Parceria com o Hemocentro Para reforçar os estoques, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa) do Hospital de Base promove uma campanha especial de doação de sangue nesta segunda-feira (16), em parceria com o Hemocentro de Brasília. A ação integra o Junho Vermelho e busca sensibilizar tanto os profissionais da saúde quanto a população em geral. Quem quiser aderir à campanha pode procurar a Fundação Hemocentro de Brasília, na Asa Norte A mobilização já garantiu a participação de 15 voluntários, que preencheram os formulários e estão aptos a doar. O Hemocentro disponibilizará transporte aos doadores no dia da campanha. “Já temos um grupo inicial confirmado, mas isso é só o começo. Precisamos mobilizar todo o Distrito Federal. Cada doação pode salvar até quatro vidas”, reforça Luiz Henrique. Um dos idealizadores da ação, Márcio Pascoal, integrante da Cipa destaca a proposta de engajamento. “A ideia é que cada um de nós seja multiplicador dessa causa. Doar sangue é um gesto simples, rápido e salva vidas”. [LEIA_TAMBEM]O designer Paulo Inglês, 23 anos, doador frequente desde os 17, também apoia a campanha. “Desde a minha primeira doação, entendi o impacto que isso tem. Sempre penso que poderia ser alguém da minha família precisando. É seguro, fácil e faz toda a diferença”. Quem pode doar sangue? A doação é segura, rápida e segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Para doar, é necessário: → Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 precisam de autorização); → Pesar acima de 51 kg e ter IMC maior que 18,5; → Estar saudável e alimentado; → Não apresentar sintomas gripais ou de covid-19; → Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas; → Ter dormido pelo menos 6 horas na noite anterior; → Respeitar o intervalo mínimo entre doações (2 meses para homens e 3 meses para mulheres); → Evitar fumar nas duas horas anteriores à doação. Como participar? Quem quiser aderir à campanha pode procurar a Fundação Hemocentro de Brasília, na Asa Norte, próxima ao Hran e à Fepecs. A unidade funciona de segunda a sábado para doações regulares e também estará envolvida na ação especial do dia 16 de junho. Mais informações estão disponíveis no site oficial da Fundação. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base alcança recorde histórico de cirurgias em um único mês
Dois dias após a histerectomia, Maria Edite Sales Oliveira aguardava a notícia da alta médica. Ela foi uma das 1.294 pessoas operadas no Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) no mês de maio – o maior número mensal já registrado pela unidade. “Queria agradecer a todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais que me atenderam. Foram muito atenciosos e cuidadosos comigo. Estou muito feliz”, comentou Maria. O Hospital de Base bateu recorde de cirurgias em maio: foram 1.294 pessoas operadas, o maior número mensal já registrado pela unidade | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), o HBDF mantém alta produtividade: foram 6.273 procedimentos nos primeiros cinco meses deste ano – média superior a 1.250 cirurgias por mês. “Esse recorde é resultado de um trabalho coletivo e de gestão estratégica. Com o apoio fundamental do Projeto Lean, a recomposição das equipes e o pleno funcionamento das salas cirúrgicas, mostramos que eficiência e qualidade são nossas prioridades”, destacou o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. Até então, o melhor desempenho havia sido registrado em outubro de 2024, com 1.291 cirurgias. Ao longo do ano passado, foram realizados 14.106 procedimentos. O crescimento tem sido consistente: em 2022, foram 10.452 cirurgias, número que subiu para 11.581 em 2023 – um aumento de 21,5%. [LEIA_TAMBEM]Para o gerente de Serviços Cirúrgicos, Danillo Almeida de Carvalho, o avanço é resultado de uma gestão focada na eficiência e na qualidade assistencial: “Temos trabalhado com foco na eficiência, e o Projeto Lean no Centro Cirúrgico tem sido fundamental nesse processo. Com ele, conseguimos organizar melhor os fluxos, reduzir cancelamentos e garantir mais rigor no cumprimento dos horários de início das cirurgias”. Implantado em 2023, o Projeto Lean busca otimizar continuamente a rotina do centro cirúrgico. Entre os objetivos estão o melhor aproveitamento das salas, o aumento do número de procedimentos diários, a redução de cancelamentos e a pontualidade no início das cirurgias, que devem começar entre 7h e 7h30. Outro fator decisivo para os bons resultados foi o funcionamento pleno das salas cirúrgicas, aliado à recomposição das equipes e à regularização no fornecimento de medicamentos e insumos. “As salas funcionam de forma rotativa. Isso significa que, assim que termina um procedimento eletivo, é possível iniciar rapidamente uma cirurgia de urgência, se necessário”, destacou Nadja Glória, coordenadora do Centro Cirúrgico e responsável pela gestão estratégica dos espaços. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Projeto aumenta número de cirurgias no Hospital de Base em 35% em dois anos
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) atingiu a marca de 14.106 cirurgias no ano de 2024. Se comparado ao ano de 2022, quando foram realizados 10.452 procedimentos, o número de cirurgias aumentou em aproximadamente 35%. Já em 2023 foram realizados 11.581 procedimentos, o que dá um aumento de 21,8% em 2024. Esse resultado foi alcançado graças ao Projeto Lean, iniciado em agosto de 2023 no centro cirúrgico do hospital com o objetivo de aprimorar a eficiência das operações realizadas na unidade. Além de otimizar o uso das salas cirúrgicas, o que propicia a realização de mais procedimentos por dia, o projeto reduz o cancelamento de procedimentos e cumpre o horário de início das cirurgias agendadas, com início programado entre 7h e 7h30. Arte: Divulgação/IgesDF “Além da mudança no modelo de funcionamento com a implementação do Lean, contribuíram para esse resultado a ativação de salas cirúrgicas, a reposição de profissionais e a regularidade no fornecimento de medicamentos e insumos”, explica o superintendente do Hospital de Base, Guilherme Porfírio. Antes do Projeto Lean, entre janeiro e agosto de 2023, o HBDF realizava, em média, 922 cirurgias mensais. “Após a implementação do projeto, pode-se observar avanço para a média de 1.222 cirurgias realizadas no terceiro quadrimestre de 2024, o que representa um aumento de 33%”, conta Porfírio. Cirurgias canceladas Enquanto em 2022 foram canceladas 1.720 cirurgias, em 2024 esse número caiu para 1.202, uma queda de 30% | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Dentro do número de cirurgias canceladas, o resultado também foi positivo. Enquanto em 2022 foram canceladas 1.720 cirurgias, no ano de 2024, esse número caiu para 1.202, uma queda de 30%. Apesar de ainda ser um número alto, esse desempenho de queda, também reflexo da implementação do Lean, demonstra o compromisso e a dedicação de toda a equipe envolvida, sempre com a prioridade voltada para o cuidado e a segurança do paciente, que é o foco principal. “Os motivos para o cancelamento de uma cirurgia são variados, sendo que a maioria é em razão do não comparecimento do paciente para a internação no dia anterior. Mas [os cancelamentos] podem ser em razão de algum pedido médico devido à segurança do paciente como uma descompensação em comorbidade, piora no quadro clínico ou jejum inadequado”, explica a anestesiologista responsável pela coordenação assistencial do Centro Cirúrgico (COASS), Nadja Gloria Correa Graça. De acordo com Guilherme Porfírio, a diminuição no número de procedimentos cancelados reflete o empenho e dedicação das 17 especialidades cirúrgicas, em colaboração com a equipe do Centro Cirúrgico, composta por profissionais de enfermagem, anestesiologistas, técnicos, colaboradores da limpeza, entre outros. “Desde a avaliação pré-operatória até os cuidados pós-cirúrgicos, cada etapa é crucial para prevenir complicações e garantir a recuperação rápida e eficaz do paciente”, completou. Outra meta do Lean no centro cirúrgico envolve iniciar as cirurgias até as 7h30. Esse marco inicial é estabelecido como o momento em que tanto o paciente, quanto o cirurgião e o anestesista estão presentes na sala de operação. Foi possível observar um aumento expressivo de 142% em comparação aos índices registrados antes da implementação do projeto. Antes do projeto, apenas 7,5% das cirurgias eram iniciadas até esse horário. Hoje, o índice já é de 18,2%. De acordo com a anestesiologista Nadja Gloria, a otimização na utilização e a maior rotatividade das salas cirúrgicas são os maiores benefícios alcançados com essa medida. “A redução do tempo de inatividade das salas reflete o comprometimento em maximizar recursos, o que acaba promovendo um fluxo operacional mais ágil e organizado”, completou. *Com informações do IgesDF
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Hospital Regional do Gama abre terceiro turno para atender pacientes de ortopedia
O Hospital Regional do Gama (HRG) começou a realizar cirurgias ortopédicas em um terceiro turno. Os procedimentos durante a noite têm por objetivo reduzir a espera de pacientes internados. No primeiro final de semana da ação, que ocorreu no dia 9, foram operados 12 pacientes. A iniciativa segue neste final de semana, com previsão de continuar nas próximas. Referência em ortopedia e trauma, Hospital Regional do Gama investe na ampliação do turno para garantir a qualidade do atendimento | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “Nosso objetivo é realizar cirurgias noturnas duas a três vezes por semana, priorizando pacientes que estão na fila há mais tempo” Ruber Paulo de Oliveira Gomes, diretor do HRG “Essa medida é fundamental para garantir que todos os pacientes recebam o cuidado necessário o mais rápido possível”, avalia a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “A colaboração entre nossas equipes tem sido essencial para o sucesso dessa iniciativa e para a melhoria contínua do serviço prestado à população, e essas ações não param por aqui: já estão em andamento em outros hospitais, como os da Região Leste [Paranoá], Ceilândia e Taguatinga”, anuncia a gestora. O diretor do HRG, Ruber Paulo de Oliveira Gomes, lembra que a unidade é referência em ortopedia e trauma, recebendo pacientes de diversas regiões de saúde, incluindo o entorno sul do Distrito Federal. Isso torna essencial a ampliação dos procedimentos cirúrgicos. “O hospital atende, em média, 400 pessoas por dia na ortopedia, muitas delas com traumas e fraturas expostas”, aponta. “Nosso objetivo é realizar cirurgias noturnas duas a três vezes por semana, priorizando pacientes que estão na fila há mais tempo.” Rotatividade O superintendente da Região de Saúde Sul (Gama e Santa Maria), Willy Pereira Filho, explica que a região está trabalhando para integrar as equipes de ortopedia, anestesia e outras áreas essenciais, como enfermagem, farmácia, à Central de Materiais Esterilizados (CME). “Também temos a cooperação da Gestão de Leitos e da Gerência de Emergência, garantindo que as cirurgias ocorram de forma eficiente e assim, podemos atender um maior número de pacientes”, pontua. A iniciativa já mostra resultados aumentando a rotatividade dos leitos e agilizando as altas hospitalares. De acordo com o diretor do HRG, Ruber Paulo de Oliveira Gomes, o novo turno permite atender de três a quatro pacientes por noite, complementando os procedimentos realizados durante o dia. “Organizamos nossa equipe para incluir essas cirurgias no terceiro turno, reduzindo o número de pacientes internados e agilizando o atendimento”, detalha. Ao todo, o HRG conta com 29 médicos ortopedistas. Madalena Martins fraturou o braço e fez a cirurgia na noite de sexta-feira: “Não demorei a ser atendida, e o acolhimento foi muito bom” Madalena Martins, 59, uma das pacientes beneficiadas pelas cirurgias realizadas no período noturno, elogia o rápido atendimento: “Não demorei a ser atendida, e o acolhimento foi muito bom”. A aposentada, que caiu em casa e fraturou o braço, fez a cirurgia na noite desta sexta (17), quando foram registrados no hospital mais quatro procedimentos, entre esses dois de grande porte. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde bate recordes de atendimento em 2024
Os números de 2024 da Secretaria de Saúde (SES-DF) revelam um ano com aumento de produtividade e ampliação na oferta de serviços para a população. Foram mais de 4 milhões de atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS). O número é 18% maior que o registrado em 2023. Houve também avanços no atendimento ambulatorial, expansão das cirurgias e maior oferta de leitos nas unidades de terapia intensiva (UTIs). Números de 2024 da Secretaria de Saúde do DF revelam aumento de produtividade e ampliação na oferta de serviços para a população | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Em termos de gestão, os indicadores positivos são interessantes, mas não são apenas estatísticas”, pontua a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “O que temos, efetivamente, é um número maior de pessoas beneficiadas. São crianças, mães, pais e idosos, todos com uma vida melhor.” 3,7 milhões Número aproximado de atendimentos registrados nas 176 UBSs do DF No caso da APS, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), foram mais de 3,7 milhões de atendimentos na rede de 176 unidades básicas de saúde (UBSs) e mais de 16 mil em domicílio. Destacaram-se, ainda, 5,7 mil ações em vias públicas, como o Consultório na Rua, que atende populações vulneráveis, e 1,5 mil em instituições como abrigos. Em instituições de ensino e creches, ocorreram 1,6 mil atividades, como parte do programa Saúde na Escola. Atualmente com 100 vagas, o Serviço de Atenção Domiciliar de Alta Complexidade, conhecido como home care, caminha para oferecer 200. Os pacientes recebem em casa serviços de técnico de enfermagem 24 horas, visita médica e de enfermeiro, nutricionista, profissionais de fonoaudiologia e da área de fisioterapia motora e respiratória. Atenção Secundária A Atenção Secundária, que atua no atendimento ambulatorial especializado e complexidade intermediária, também teve avanços. De janeiro a setembro deste ano, foram mais de 2,5 milhões de atendimentos. A média é de 283,3 mil por mês, cerca de 13,5% acima dos 249,5 mil registrados em cada mês do ano passado. Somente na atenção secundária, foram mais de 2,5 milhões de atendimentos realizados em 2024 | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Os índices envolvem as unidades de pronto atendimento (UPAs), policlínicas, centros especializados e dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), de Especialidades Odontológicas (CEOs) e de Especialidades para a Atenção às Pessoas em Situação de Violência (Cepavs). Hospitais Nos hospitais, as cirurgias ambulatoriais chegaram, de janeiro a outubro, a quase cinco mil por mês, 6,2% acima da média registrada ao longo de 2023. Também aumentou o uso de leitos de UTI: de janeiro a outubro de 2024, foram em média quase 13 mil diárias atendidas por mês, frente a 11 mil diárias mensais ao longo de todo o ano passado. “Todos esses dados, disponíveis para a população por meio das iniciativas de transparência da secretaria, mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção” Lucilene Florêncio, secretária de Saúde A ampliação é fruto do aumento da oferta. Nos últimos seis anos, o número de leitos de UTI na rede pública saltou de 319, em dezembro de 2018, para 433, até novembro deste ano. De acordo com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), o DF tem mais que o dobro de leitos de UTI por 100 mil habitantes, na comparação com a média brasileira. “Todos esses dados, disponíveis para a população por meio das iniciativas de transparência da secretaria, mostram que houve um planejamento acertado para a ampliação de atendimento em todos os níveis de atenção”, detalha Lucilene Florêncio. A secretária ressalta ainda o investimento constante em melhorias de gestão, com processo de digitalização avançado e investimento em iniciativas como o Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão do Sistema Único de Saúde (Cieges-DF) – uma plataforma que permite o acompanhamento de diversos indicadores. Nos hospitais, o destaque ficou por conta das forças-tarefas para realização de cirurgias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Atendimento sem distinção Os dados também mostram a importância da SES-DF para os 33 municípios goianos e mineiros da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Pessoas com moradia fora do Distrito Federal (DF) são, conforme preconiza o SUS, atendidos sem distinção. De janeiro a setembro deste ano, o DF atendeu 36,3 mil pacientes da Ride-DF em internações hospitalares (UTI e alta complexidade), o que equivale a 48,5% de todas as internações dessa região. Além disso, o DF acolheu 5,1 mil pacientes de outros estados fora da região, incluindo 515 internações em UTI e 974 em alta complexidade. A saúde materno-infantil também faz parte da estatística: 71% dos partos e puerpérios da Ride-DF são realizados nos hospitais públicos do Distrito Federal, enquanto 92% das internações no período perinatal também ocorrem na rede pública de saúde da capital. Cerca de 30% dos 24,2 mil brasilienses nascidos entre janeiro e setembro, na verdade, vão morar em outros estados: Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, São Paulo, Maranhão e Tocantins. A situação se repete na oncologia. No mesmo período, das 1,6 mil autorizações de internação para cirurgias oncológicas, 246 foram para pacientes de outras unidades federativas. Além disso, até setembro, foram registrados 78,4 mil procedimentos ambulatoriais de alta complexidade para pacientes da Ride-DF. Na prática, no DF ocorrem 46,7% dos tratamentos de oncologia de habitantes do Entorno do DF, 72,2% dos cateterismos cardíacos e 40,3% dos exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada, entre outros procedimentos de alta complexidade. Ainda no DF, foram atendidos 17 mil pacientes de outros estados fora da Ride, em procedimentos ambulatoriais de alta complexidade ao longo deste ano *Com informações da Secretaria de Saúde
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