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Hemocentro inaugura Sala de Apoio à Amamentação nesta sexta (29)

A Fundação Hemocentro de Brasília inaugura, nesta sexta (29), às 14h, a Sala de Apoio à Amamentação, tornando-se o primeiro hemocentro público do país a contar com esse tipo de estrutura. A data faz referência ao Mês da Doação de Leite Humano, campanha que reforça a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mulheres. Nova sala tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado | Foto: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases” Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília A criação do espaço reflete a realidade da instituição. Das 357 pessoas que compõem o quadro de servidoras e servidores da fundação, 235 são mulheres — mais de 65% do total. Entre elas, 14 estão atualmente em período de lactação. Somados os 34 profissionais terceirizados, a proporção feminina ultrapassa 70% da força de trabalho. Espaço aberto A sala é aberta a todas as mulheres em período de amamentação que circulam pelo Hemocentro — trabalhadoras, servidoras e profissionais terceirizadas —, além de doadoras de sangue, familiares de pacientes do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias e comunidade em geral. O espaço também servirá de referência para servidoras e estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Projetada para oferecer conforto e privacidade, a sala de apoio tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado. A iniciativa atende ao disposto na Lei Distrital nº 7.057/2022, que obriga órgãos e entidades da administração pública do DF a disponibilizar esse tipo de espaço para suas trabalhadoras. [LEIA_TAMBEM]“A criação desta sala representa um passo importante no cuidado com as mulheres que fazem parte do Hemocentro — trabalhadoras, doadoras ou pacientes atendidas pelos nossos serviços”, afirma o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto. “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases.” Ponto de coleta  A sala também funcionará como ponto de coleta de leite humano para doação. A mãe que desejar contribuir pode extrair e deixar o leite armazenado no local — a retirada será feita pelo banco de leite humano do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que faz a coleta diretamente no Hemocentro. O leite doado passa por análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados na rede pública. Para participar, basta procurar a equipe da sala. Mulheres que ainda estão amamentando só podem doar se o parto tiver ocorrido há mais de 12 meses. Caso a mulher já tenha encerrado a amamentação, basta que tenham se passado pelo menos três meses desde o parto. Em caso de qualquer dúvida, a orientação é procurar a equipe de triagem do Hemocentro antes de se dirigir ao local. * Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília

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Rede de bancos de leite do DF é considerada a melhor do país

A excelência dos bancos de leite no Distrito Federal foi ressaltada em dois eventos nesta semana. Nesta sexta-feira (19), uma sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) lembrou a importância do trabalho coletivo realizado para que essa atividade tenha sucesso. No dia anterior, quinta-feira (18), a atividade foi reconhecida em evento do Ministério da Saúde, quando a Secretaria de Saúde (SES) foi reconhecida por ter a melhor rede de bancos de leite do país. Na sessão solene na CLDF, foram homenageados o Corpo de Bombeiros do DF, servidores da saúde e mães doadoras. “São quatro gerações de brasilienses que conhecem o trabalho do Banco de Leite e do Corpo de Bombeiros na coleta na casa dessas mães”, agradeceu a coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do DF, Miriam Oliveira dos Santos. Miriam também teve o trabalho reconhecido no lançamento, promovido pelo Ministério da Saúde, da campanha Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho. Doe leite materno. Na ocasião, o coordenador da Rede Global de Banco de Leite Humano, João Aprígio, premiou Miriam por “uma vida profissional inteira dedicada à construção da rede de banco de leite humano distrital, nacional e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.” A coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do DF, Miriam Oliveira dos Santos, foi homenageada na CLDF | Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde “Estou nessa missão desde 1992. É um sonho realizado. A gente só existe por causa dos bebês receptores de leite humano e das mães nutrizes. Eu sou apenas uma maestra, somente conduzo uma grande banda. Sem cada um desses integrantes, que são os instrumentos disso tudo, não haveria como e nem porquê fazer este trabalho”, agradeceu Miriam. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também fez parte dos aclamados. Em parceria com a SES, há 34 anos, eles atuam na coleta do leite materno na residência das doadoras. Representante da SES no evento, a diretora geral do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marina da Silveira, reforçou a premiação. “Miriam é como uma mãe: tem aquele coração em que sempre cabe mais um, mas também sabe a hora de puxar a orelha da gente. Esse mérito que a capital tem de ser a única unidade da federação autossuficiente em leite humano deve-se muito ao trabalho e à dedicação dessa profissional”, diz Marina. Pequeno gesto [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O lançamento da campanha Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho. Doe leite materno ocorreu no auditório do Hmib e contou também com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Rede Global de Banco de Leite Humano, da Organização Pan-Americana de Saúde, da Fundação das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ação marca o dia mundial de celebração da doação e do aleitamento materno e busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da doação. Em especial, pretende estimular mulheres que amamentam a adotar o ato que salva vidas em todo o mundo. O Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo, sendo referência internacional por utilizar estratégias que aliam baixo custo e alta qualidade e tecnologia, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal é classificada como referência nacional pelo Ministério da Saúde, tendo o selo de Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano. O DF é a única unidade da federação que é autossuficiente em leite humano. Para doar, faça o cadastro por meio do telefone 160 (opção 4) ou no site Amamenta Brasília. Após o registro, serão enviadas orientações de como coletar e armazenar o leite em casa. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Doações de leite materno cresceram quase 10%

[Olho texto=”“O aumento é positivo, mas quero pedir que as doações continuem, pois quanto mais leite coletarmos, mais crianças vamos conseguir atender”” assinatura=”médica Miriam Santos” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os bancos de leite humano do Distrito Federal coletaram de janeiro a maio 7.449,1 litros do alimento. O total representa um aumento de 9,45% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, foi possível atender 10% a mais de receptores, ou seja, crianças que precisam do leite humano. Apesar do aumento, a coordenadora dos Bancos de Leite Humano do DF, a médica Miriam Santos, destaca que o estoque varia muito e que as doações precisam continuar para manter os bancos abastecidos e salvar a vida dos bebês que precisam do alimento. “O aumento é positivo, mas quero pedir que as doações continuem, pois quanto mais leite coletarmos, mais crianças vamos conseguir atender”, pontua. O Posto de Coleta de Samambaia foi o que se destacou em visitas domiciliares para o recolhimento dos potes. O local atende as regiões de Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Santo Antônio do Descoberto. “Houve uma grande procura das mulheres dessas regiões. Queremos agradecer pelo gesto que ajuda a salvar tantos bebês”, agradece a médica. Além disso, ela reforça que todas as mulheres que estão amamentando são potenciais doadoras. A orientação para aquelas que quiserem doar, é ligar para o telefone 160, opção 4 ou acessar o site Amamenta Brasília e se inscrever. As equipes do Banco de Leite Humano entram em contato para agendar a visita do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Como funciona a visita domiciliar? [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A coordenadora explica que a equipe do CBMDF, no dia da visita, recolhe os potes de leite coletados pela própria doadora. “Caso a mulher tenha alguma dúvida em relação à extração, pode procurar uma unidade de banco de leite para receber as orientações”, informa. Todo o material necessário para a coleta é deixado na residência da doadora antes da primeira extração. Importância A doação é um gesto solidário e ajuda a salvar vidas diariamente. “O leite humano é o melhor alimento para qualquer criança e fundamental para os bebês que estão doentes, internados nas UTIs neonatais precisando do alimento. Ele traz nutrientes para o crescimento e desenvolvimento, além de auxiliar no processo de defesa imunológica das crianças”, ressalta a médica. * Com informação das Secretaria de Saúde

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Em 3 meses, 13,6% de litros de leite a mais que em 2020

Durante as visitas dos militares, que podem ser agendadas por meio do telefone 160, as mães recebem orientações sobre a forma correta de recolher o leite humano | Foto: Divulgação SSP/DF A quantidade de leite materno arrecadada no primeiro trimestre deste ano por militares do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) superou o total recolhido no mesmo período de 2020. De segunda a quinta-feira, cerca de 360 mães doadoras recebem a visita da equipe de militares, composta por pelo menos uma mulher. Foram 3.665 litros de leite, 13,6% a mais que em 2020, quando foram recolhidos 3.165 litros do produto. “Tínhamos certo receio que a pandemia mudasse a rotina de recolhimento de leite. Ou seja, que ela fosse reduzida. Para nossa feliz surpresa, talvez por conta das pessoas estarem mais em casa e muitos não terem viajado no período de férias, conseguimos arrecadar ainda mais leite”, avalia a chefe dos Programas Comunitários do CBMDF, Major Lorena. [Olho texto=”Foram 3.665 litros de leite, 13,6% a mais que em 2020, quando foram recolhidos 3.165 litros do produto.” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Com a pandemia, o trabalho para recolhimento do leite humano passou por adaptações, mas não foi interrompido. “Tínhamos certo receio que a pandemia mudasse a rotina de recolhimento de leite. Ou seja, que ela fosse reduzida. Para nossa feliz surpresa, talvez por conta de as pessoas estarem mais em casa e muitas não terem viajado no período de férias, conseguimos arrecadar ainda mais leite”, avalia a chefe dos Programas Comunitários do CBMDF, Major Lorena. [Olho texto=”O serviço de coleta dos bombeiros é essencial para abastecimento dos dez bancos de leite e dos dois postos de coleta da rede pública de saúde” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Durante as visitas dos militares, que podem ser agendadas por meio do telefone 160, as mães recebem orientações sobre a forma correta de recolher o leite humano, como explica a major. “Por isso é tão importante a presença da bombeira na equipe, pois além do recolhimento são feitas orientações sobre a maneira correta de fazer a ordenha, como utilizar máscaras e luvas. Também é feita a entrega de um novo recipiente, esterilizado pela Secretaria de Saúde (SES), que deverá ser utilizado pela mãe”. O serviço de coleta dos bombeiros é essencial para abastecimento dos dez bancos de leite e dos dois postos de coleta da rede pública de saúde. “A permanência do serviço é imprescindível para a continuidade dos cuidados com os recém-nascidos. Nenhuma doadora ficou sem entregar e é importante ressaltar que contamos com o apoio dos servidores da SES (Secretaria de Saúde) na coleta”, ressalta Lorena. O material é coletado até as quintas-feiras, para que na sexta-feira o leite seja pasteurizado por servidores da SES. Parceria  O material é coletado até as quintas-feiras, para que na sexta-feira o leite seja pasteurizado por servidores da SES | Foto: Divulgação SSP/DF Há mais de 30 anos, o CBMDF e a Secretaria de Saúde fazem esse trabalho em conjunto. “A confiança e compromisso do Corpo de Bombeiros são fatores importantes e resultam em vidas salvas. Somos muito gratos a cada doadora, aos funcionários do Banco de Leite Humano, aos bombeiros militares e aos amigos que compartilharam essa corrente do bem. Que neste ano a gente consiga continuar a superar as doações de anos anteriores”, comemora a coordenadora dos Bancos de Leite Humano do DF, a médica Miriam Santos. De acordo com a médica, mesmo diante do elevado número de doações, é necessário incentivar que esse ato continue. “Precisamos agradecer este ano, pois a coleta foi maior que ano passado. Mas continuamos precisando sempre que as mulheres que estejam amamentando sejam doadoras de leite materno. Além disso, esse trabalho de coleta é feito de forma muito cuidadosa, para que não haja nenhum problema para as mãezinhas e familiares”, finaliza Miriam. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Você também pode ajudar O CBMDF tem uma campanha permanente para recolhimento de frascos: Tia Anna Illeanna. Os frascos precisam ser de vidro, com tampa plástica de rosca (frascos de café solúvel). Eles podem ser entregues em qualquer quartel do CBMDF. Mais informações nos telefones 3901-7926/7924. *Com informações da SSP/DF

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Doações de leite humano em 2020 superam ano anterior

Os militares utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para coletar o material | Foto: Divulgação/SSP As doações de leite materno em 2020 superaram o total recolhido em 2019. Mesmo diante da pandemia, a coleta do material continuou a ser feita pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Foram 17.976 litros de leite, o que corresponde a 5,7% a mais que em 2019, quando 17.003 foram doados. O serviço, essencial para abastecimento dos dez bancos de leite e dos dois postos de coleta da rede pública de saúde, passou por modificação nas escalas de trabalho e adaptações para atender demandas seguindo as normas de segurança sanitária. “A permanência do serviço era imprescindível para a continuidade dos cuidados com os recém-nascidos. Adaptamos nossa rotina e reduzimos o recolhimento para dois dias. Nenhuma doadora ficou sem entregar o leite, pois direcionamos toda a demanda da semana para ser recolhida em menor tempo, ou seja, aumentamos o número de visitas diárias. Importante ressaltar que contamos com o apoio dos servidores da Secretaria de Saúde na coleta”, explicou o comandante do Grupamento de Proteção Civil e Projetos Sociais do CBMDF, tenente- coronel Sinfrônio Lopes. Aos poucos, os militares retomaram a rotina de recolhimento, que atualmente é feita de segunda a quinta-feira, como explica Lopes. “Entregamos todo o material coletado até quinta-feira para que na sexta-feira o leite seja pasteurizado, pois o processamento feito na semana seguinte ao recolhimento pode ocasionar na perda da validade do produto”, conta. Proteção Os militares utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para coletar o material. “Eles utilizam máscara e luvas, além de álcool nas mãos e no material de transporte do leite. Ainda assim, os bombeiros reduziram ao máximo o contato da equipe com as doadoras. Felizmente não houve relato de nenhuma infecção tanto dos militares como das mães devido a coleta”, afirma. Parceria Há mais de 30 anos o CBMDF e a Secretaria de Saúde fazem esse trabalho em conjunto. “Já são quase 32 anos de parceria, que é de extrema importância para o Banco de Leite Humano do DF. A confiança e compromisso do Corpo de Bombeiros são fatores importantes e resultam em vidas salvas. Somos muito gratos a cada doadora, funcionário do Banco de Leite Humano, aos bombeiros militares e aos amigos que compartilharam essa corrente do bem. Esperamos que 2021 seja repleto de doações”, comemorou a coordenadora dos Bancos de Leite Humano do DF, Miriam Santos. Serviço: O agendamento para que os bombeiros busquem a doação pode ser feito pelo Disque Saúde 160, opção 4, pelo site Amamenta Brasília ou, ainda, por meio do aplicativo disponível em IOS e Play Store. Para saber o protocolo que deve seguir para fazer a doação, acesse o site da Secretaria de Saúde. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Entenda a importância dos bancos de leite humano

Toda mulher sadia que esteja amamentando é uma potencial doadora de leite materno, independentemente da idade da criança. A doação de leite materno é de extrema importância porque alimenta cerca de 250 bebês por dia no Distrito Federal, em todas unidades neonatais da rede pública de saúde. O Distrito Federal é destaque nacionalmente pelo fato de distribuir leite materno para todas as crianças internadas em unidades neonatais. Para isso, possui 15 bancos de leite humano (BLH), sendo dez da Secretaria de Saúde, dois federais e três da saúde suplementar. Há também cinco postos de coleta, sendo dois da Secretaria de Saúde e três da rede suplementar (e todas maternidades da rede contam com um banco de leite ou posto de coleta). Foto: Agência Saúde/Divulgação “A principal função dos bancos de leite e postos de coleta é o apoio, proteção e promoção do aleitamento materno. Outra função é coletar o leite excedente das nutrizes, pasteurizar e distribuir com qualidade certificada”, explica Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do Distrito Federal. No Distrito Federal, 98% da doação de leite materno é feita de forma domiciliar: no caso, as mães coletam o leite em um pote de vidro com tampa de plástico e armazenam no freezer, entram em contato com o banco de leite, que faz o cadastro e, uma vez por semana, vai até a casa delas e troca o pote cheio por um vazio. Equilíbrio De janeiro a julho deste ano, foram coletados 10.299 litros de leite materno, que serviram para atender 7.360 crianças. “Iniciamos o ano com um déficit de 30% nas doações, mas conseguimos recuperar e estamos com 1% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, no mês de julho, tivemos uma arrecadação menor que as de maio e junho – e temos muitos bebês doentes que precisam de leite materno”, informa Miriam Santos. Segundo ela, a queda nas doações de julho preocupa, já que houve menos de 300 litros de leite materno coletado em relação ao mês anterior. Segundo a coordenadora, é de extrema importância que se mantenham os estoques para atender os bebês que estão internados nas unidades neonatais. “O banco de leite que está passando por maior dificuldade é o do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), que tem uma distribuição diária de cerca de 12 litros de leite materno pasteurizado. A maioria das mães que têm bebês internados na unidade neonatal é diarista, ou seja, aquela mãe que passa o dia no hospital e vai embora para casa. Com a questão da pandemia, estas mães estão evitando ir ao hospital porque a maioria delas utiliza o transporte público”, afirma Miriam. Fundação O primeiro Banco de Leite Humano foi criado no Distrito Federal em 1978, que foi o do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), uma parceria da época com o Rotary Clube de Taguatinga Norte. Essa parceria existe até hoje, esse clube de serviços sempre disponibiliza alguns insumos que o banco de leite possa precisar, vidros e até conserto de equipamentos. A coleta domiciliar é realizada pelo Corpo de Bombeiro Militar desde 1989. “A rede de Banco de Leite Humano é uma casa de apoio à amamentação. Todas mulheres que desejam amamentar deve nos procurar. Estamos dispostos e prontos para atender e orientar. Mesmo com a pandemia, fazemos orientações por telefone, e-mail, videochamadas e presencialmente”, conclui.  Serviço Para mais informações sobre o Banco de Leite Humano, acesse o site Amamenta Brasília. * Com informações da Secretaria de Saúde/DF

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Bancos de Leite: saiba como doar frascos de vidro

Os Bancos de Leite Humano (BLH) do Distrito Federal estão coletando potes e frascos de vidro de 150 ml e 300 ml para o armazenamento do leite materno. A doação desses utensílios pode ser feita em qualquer um dos 12 pontos do Banco de Leite ou nos postos de coletas nos hospitais da rede pública. Foto: Agência Saúde-DF Apenas potes de vidro com a tampa plástica podem ser utilizados: para ser pasteurizado, o leite precisa ser aquecido a 62,5º C por 30 minutos. Os recipientes plásticos não suportam este aquecimento. Recomenda-se também o pote de café solúvel, ou algum no mesmo modelo, para melhor condição de coleta e armazenamento do leite, devido à boca mais larga. Potes com o fechamento a vácuo, como os de azeitona ou extrato de tomate, também não poderão ser utilizados: tem fechamento inadequado e a tampa de metal pode contaminar o leite. A coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno, Miriam Santos, explica que, uma vez abertas, essas tampas de potes a vácuo oxidam e podem contaminar o leite. Por isso, insistimos que as tampas devem ser de plástico”, explica a médica. Além da doação dos potes, lactantes que desejarem compartilhar o leite materno podem se cadastrar pelo site do programa Amamenta Brasília ou pelo telefone 160, opção 4. O site da Secretaria de Saúde também fornece todas as informações para mães que desejam doar. A coleta é feita no próprio domicílio da doadora pelo Corpo de Bombeiros do DF, a rota de coleta também está disponível no site do BLH. [Numeralha titulo_grande=”17 mil ” texto=”quantidade de litros coletados em 2019″ esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Toda mulher que esteja amamentado é uma potencial doadora de leite. Um pote de 300 ml pode alimentar até 10 bebês”, complementa Miriam. Ela ressalta que, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus, a coleta de leite sempre foi feita seguindo os devidos protocolos de higiene. Devido à pandemia, o BLH também está utilizando todos os canais virtuais abertos para atender e orientar as doadoras, inclusive por videochamada, se for necessário. No último ano, o Distrito Federal possuía 6.278 doadoras de leite cadastradas, que beneficiavam 14.274 recebedoras de leite humano.  * Com informações da Secretaria de Saúde-DF

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