Como aproveitar as festas juninas sem parar na emergência
O cheiro de milho cozido, a canjica fumegante, as fogueiras acesas e o som do forró fazem parte das lembranças mais afetivas das festas juninas. Mas, para algumas pessoas, a celebração termina de forma bem diferente: em uma sala de emergência. Olho maior que a barriga: tenha cuidado com alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio | Fotos: Divulgação/IgesDF Queimaduras provocadas por fogueiras e fogos de artifício, intoxicações alimentares, crises hipertensivas, aumento da glicemia e agravamento de doenças respiratórias estão entre os problemas de saúde que costumam se tornar mais frequentes durante o período junino. A combinação entre temperaturas mais baixas, consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio, além do uso inadequado de artefatos com fogo, exige atenção redobrada. “Sou diabética e não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial e precisei procurar atendimento de emergência” Elenice Mendes, aposentada Há dois anos, a aposentada Elenice Mendes, 71 anos, descobriu isso da pior maneira. Apaixonada pelas tradições juninas, ela aproveitava os arraiais sem se preocupar com os impactos da alimentação sobre a própria saúde. “Sou diabética e, por muito tempo, não me colocava limites. Comia canjica, pamonha, bolo, cachorro-quente, sem pensar nas consequências. Até que passei mal durante um arraial. Fiquei enjoada, com a visão embaçada e muito tonta, e precisei procurar atendimento de emergência. Foi um susto que serviu de aprendizado. Hoje sei que preciso me controlar”, relata. De acordo com o médico clínico e gastroenterologista Álvaro Modesto, profissional que atua no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), pessoas com doenças crônicas não devem encarar as festas juninas como um período de exceção. “Quem convive com diabetes, hipertensão ou outras doenças em que a alimentação faz parte do tratamento precisa manter os cuidados mesmo durante as comemorações. O diabético continua precisando controlar a ingestão de açúcares e carboidratos, enquanto o hipertenso deve evitar o excesso de alimentos ricos em sódio”, explica. Cuidado com fogueiras e fogos de artifício: acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes Queimaduras ainda são um dos principais perigos Outro risco associado aos festejos juninos está relacionado ao uso de fogueiras e fogos de artifício. As crianças merecem atenção especial, já que acidentes podem causar queimaduras profundas, lesões oculares e sequelas permanentes. “Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco” Álvaro Modesto, médico clínico e gastroenterologista A orientação é manter distância segura das chamas, não permitir brincadeiras próximas às fogueiras e nunca utilizar álcool ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo. Caso ocorra uma queimadura, o primeiro socorro deve ser feito apenas com água corrente em temperatura ambiente. “Não devem ser aplicados gelo, manteiga, pasta de dente, borra de café ou qualquer outro produto caseiro sobre a lesão. Essas práticas podem piorar a queimadura e dificultar o tratamento”, orienta Modesto. O frio também pode representar um risco Além das comidas típicas e das fogueiras, as baixas temperaturas características desta época do ano também merecem atenção. O frio favorece a circulação de vírus respiratórios e provoca alterações no funcionamento do organismo, aumentando os riscos para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardiovasculares. [LEIA_TAMBEM]Segundo o especialista, a queda da temperatura provoca uma contração natural dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial e aumentar a chance de complicações em pacientes hipertensos. Outro fator que preocupa é a redução da ingestão de líquidos. “O frio não aumenta apenas os casos de gripes e resfriados. Ele também provoca alterações no funcionamento do organismo, favorecendo a elevação da pressão arterial e exigindo cuidados extras com a hidratação, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.” Quando é hora de procurar ajuda? Em casos de urgência e emergência, a população pode procurar as unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede ou os serviços hospitalares de referência. A recomendação é buscar atendimento médico diante de sinais como: → Falta de ar ou dificuldade para respirar; → febre persistente; → vômitos e diarreia intensos; → queimaduras extensas ou profundas; → dor no peito; → alterações importantes da pressão arterial; → sintomas de hiperglicemia, como visão turva, tontura e mal-estar. “Com alguns cuidados simples, é possível aproveitar as tradições, saborear as comidas típicas e celebrar com a família sem colocar a saúde em risco”, orienta o gastroenterologista. *Com informações da IgesDF
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Aleitamento materno é aliado na proteção contra doenças respiratórias
No Brasil, o período de sazonalidade dos vírus respiratórios (como influenza, vírus sincicial respiratório e coronavírus) ocorre majoritariamente entre março e agosto, período de outono e inverno. Essa é a época em que o tempo seco e a baixa umidade do ar no Distrito Federal contribuem com o ambiente ideal para a proliferação desses microorganismos. Bebês e crianças, por apresentarem sistema imunológico ainda imaturo e estarem expostos em maior frequência ao contato interpessoal, são os principais acometidos por essas doenças. Nesse contexto, o aleitamento materno reforça sua importância. O leite humano é reconhecidamente o melhor alimento que o bebê pode ter. Sua composição nutricional balanceada favorece a proteção imunológica contra doenças infecciosas, além de promover o desenvolvimento psicológico e afetivo. Mesmo em crianças já acometidas por um quadro de doença respiratória, é recomendada a intensificação do aleitamento materno | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Durante os seis primeiros meses de vida, o leite materno é suficiente para atender, de forma exclusiva, as necessidades nutricionais da criança, inclusive em água. “É muito mais do que alimento. É a proteção básica, a primeira vacina do bebê”, destaca a médica pediatra do Hospital Materno Infantil (Hmib), Vanessa Macedo. “Quanto mais tempo esse bebê for amamentado, mais proteção ele vai desenvolver. Também nisso, é verdade que cada gota importa”, completa. Tratamento de doenças Mesmo em crianças já acometidas por um quadro de doença respiratória, é recomendada a intensificação do aleitamento materno. “A amamentação vai contribuir para uma boa hidratação, que é uma das principais medidas para o tratamento desses quadros respiratórios; além de ajudar na defesa do organismo e no tratamento da doença”, explica a pediatra. Interrupções e intervalos durante a amamentação são necessários e comuns enquanto o bebê estiver resfriado. Sinais de cansaço e fraqueza acentuados, entretanto, exigem a busca por assistência médica. Vanessa Macedo: "Quanto mais tempo esse bebê for amamentado, mais proteção ele vai desenvolver. É verdade que cada gota importa" No caso da mãe ou algum outro familiar em casa apresentarem sintomas de doença respiratória, a recomendação é praticar a reconhecida “etiqueta respiratória”, amplamente difundida durante a pandemia da covid-19. Medidas preventivas, como o uso de máscaras e a higienização das mãos, contribuem para a contenção da disseminação de gotículas respiratórias e para a inibição da contaminação. O vínculo entre mãe e filho, aliás, deve ser mantido, como reforça Vanessa Macedo: “Há evidências de que se a mãe teve contato com o vírus hoje, algumas horas depois ela já está produzindo anticorpos para esse bebê por meio do leite. Muitas vezes, isso ocorre antes mesmo dela perceber os principais sintomas da doenças”. [LEIA_TAMBEM]Saúde pública Como parte do rol de medidas preventivas, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou em dezembro a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. A imunização está sendo realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Para crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como bebês prematuros e com comorbidades, a SES-DF oferece o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções respiratórias graves. Nas maternidades públicas do DF, os bebês que têm recomendação recebem a proteção após o nascimento, ainda durante a internação. A lista com outros locais e a indicação das comorbidades elegíveis está no site da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios
Diante de novas variantes e do aumento de casos de doenças respiratórias, um estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), ganha ainda mais relevância ao propor uma máscara capaz de inativar não apenas o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios. A máscara Vesta representa um avanço ao ir além da proteção física tradicional. Diferentemente dos modelos convencionais, que atuam apenas como barreira mecânica, a tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana — substância extraída da carapaça de crustáceos, como caranguejo, camarão e lagosta. Inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira atua diretamente sobre o vírus, envolvendo e degradando sua membrana, o que leva à inativação. Além disso, a estrutura do material contribui para impedir a passagem de micro-organismos. No modelo PFF2, a máscara recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, sendo capaz de atuar contra vírus, bactérias e fungos. Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB Impacto duradouro O projeto teve início em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, período em que a comunidade científica foi mobilizada globalmente em busca de soluções para conter a disseminação do vírus. No entanto, os resultados da pesquisa ultrapassam esse momento. A tecnologia foi desenvolvida com potencial de atuação contra diferentes vírus respiratórios, o que amplia sua relevância em cenários atuais e futuros, como surtos sazonais de gripe e outras síndromes respiratórias. Com coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, o projeto também contou com a atuação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Da pesquisa à validação clínica A máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas | Foto: Divulgação/SES-DF A máscara Vesta percorreu diferentes etapas de desenvolvimento, desde testes laboratoriais até a validação em condições reais de uso. Em 2023, o projeto alcançou a fase final dos ensaios clínicos, etapa essencial para comprovar a eficácia e a segurança da tecnologia. Essa fase contou com a atuação do professor da UnB e coordenador do ensaio clínico, Rodrigo Luiz Carregaro, contribuindo para o avanço da solução rumo à aplicação prática. Com isso, a tecnologia se encontra em um estágio avançado de maturidade, compatível com fases de validação em ambiente real (TRL 7 a 8), aproximando-se da aplicação prática e da produção em escala. Ciência aplicada com apoio do DF O projeto contou com investimento de R$ 76.825, viabilizado por meio do convênio Transparência Covid (2020), em parceria entre a UnB, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão provenientes do edital Demanda Induzida (2021), com fomento exclusivo da Fundação. [LEIA_TAMBEM]“A trajetória da máscara Vesta demonstra a capacidade do ecossistema de ciência e inovação do Distrito Federal de desenvolver soluções com alto nível de maturidade tecnológica. Trata-se de uma iniciativa que percorre todas as etapas da pesquisa aplicada, desde a concepção até a validação em ambiente real, o que reforça a importância de instrumentos de fomento contínuos e estruturados. A FAPDF tem atuado justamente nesse sentido, apoiando projetos que não apenas geram conhecimento, mas que se traduzem em inovação com potencial de transformação social”, destaca o presidente da Fundação, Leonardo Reisman. Além de impulsionar a inovação, o investimento contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica e para a geração de soluções com potencial de impacto direto na sociedade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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GDF conquista certificação no cuidado a doenças respiratórias
O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Saúde (SES-DF), recebeu, nesta quarta-feira (15), o selo Jade do programa Abraçar, iniciativa da farmacêutica Boehringer Ingelheim, que reconhece o fortalecimento da Atenção Primária no diagnóstico e no cuidado de pacientes com doenças respiratórias. A cerimônia de entrega da placa de reconhecimento foi realizada no auditório da sede da pasta. O DF é o primeiro do país a alcançar essa certificação, concedida a sistemas de saúde que cumprem mais de 80% dos critérios técnicos estabelecidos, como programa de vacinação estruturado para pacientes com doenças respiratórias e capacitação de 75% das equipes médicas da Atenção Primária. Também estão entre os critérios o fortalecimento de grupos de enfrentamento ao tabagismo, capacitação de agentes comunitários de saúde (ACSs) e ampliação da busca ativa de pacientes. “Ao definirmos a meta de conquistar esse selo até junho, a motivação nos impulsionou. Superar as expectativas demonstra o comprometimento das equipes e aponta o caminho para avançarmos ainda mais no cuidado com os pacientes”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “Acreditamos que o avanço na saúde se constrói com colaboração. Essa parceria fortalece o cuidado ao paciente em toda a sua jornada e gera impacto direto para a sociedade”, ressaltou a presidente da Boehringer Ingelheim no Brasil, Andrea Sambati. Secretaria de Saúde recebeu o selo do programa “Abraçar”, que reconhece o fortalecimento do diagnóstico e cuidado com doenças respiratórias | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Projetos ampliam atendimento e reduzem sequelas Durante o evento, também foram apresentadas iniciativas que transformam o atendimento na rede pública de saúde. Entre elas, os projetos AVC no Quadrado, que descentraliza o tratamento de acidente vascular cerebral (AVC), e o Sprint, voltado à linha de cuidado do infarto. Segundo a coordenadora do projeto Sprint, Edna Maria Marques, a iniciativa tornou o DF referência no tratamento de infarto agudo do miocárdio. “Esse projeto nasceu de um sonho de integrar toda a rede de emergência e promover educação continuada. Hoje, temos 100% de integração e somos referência no tratamento do infarto, com impacto direto na vida dos pacientes”, destacou. Com a reorganização da rede por meio do projeto AVC no Quadrado, hospitais regionais como o do Gama (HRG) e o de Sobradinho (HRS) passaram a realizar trombólise endovenosa, terapia estabelecida para o tratamento agudo, que possui alto impacto na redução de sequelas relacionados ao AVC. Já o Hospital de Base (HBDF) concentra procedimentos de maior complexidade, como a trombectomia mecânica, técnica avançada e de alta complexidade no tratamento agudo de casos selecionados. *Com informações da SES-DF
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Dia D de vacinação protege brasilienses contra doenças respiratórias
Desde as 8h deste sábado (28), brasilienses foram atendidos por servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) no Dia D de Vacinação contra doenças respiratórias. São ofertados imunizantes contra gripe, covid-19 e bronquiolite, entre outros. O aposentado Carlos Roberto Pinheiro da Gama, de 69 anos, compareceu cedo à Unidade Básica de Saúde 16 de Ceilândia para receber as vacinas contra a gripe e a covid-19. “Minha mãe nos criou assim desde pequenininho. Assim que a vacina saía, corríamos para tomar. Por isso minha vacinação está sempre em dia”, contou. Carlos Roberto Pinheiro da Gama não deixa a carteira de vacina desatualizada: "Minha mãe nos criou assim desde pequenininho" | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Quem já passou dos 60 anos, como o Carlos Roberto, faz parte dos grupos prioritários para as vacinas contra a gripe (influenza) e covid-19. Também são esperados outros públicos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com comorbidades e uma série de profissionais de áreas específicas, como membros das forças armadas e de forças de segurança, além de trabalhadores da saúde e professores. A professora Camila Cunha, de 37 anos, aproveitou que um local de atendimento foi montado na Feira do Guará e garantiu a proteção contra o vírus influenza, causador de quadros gripais. "Eu tive uma gripe muito severa e decidi que, a partir deste ano, todos os anos eu vou me vacinar. Tenho contato com muitas crianças todos os dias", disse. A professora Camila Cunha tem contato diário com crianças e se imunizou contra a influenza Ela está certa: a vacina contra a gripe precisa ser tomada anualmente, pois todos os anos é atualizada para ser eficaz contra novas cepas do vírus. A versão aplicada em 2026 é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). Proteção para todos O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes Júnior, destacou a importância da vacinação como principal estratégia de proteção da população. "Estamos falando de cuidado, de prevenção e, principalmente, de responsabilidade coletiva. Cada dose aplicada representa a redução de internações, de complicações graves e a proteção de vidas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis’, afirmou. Ele também ressaltou o esforço das equipes de saúde para ampliar o acesso à vacinação. "Nossas equipes estão mobilizadas nas unidades e em ações estratégicas nos territórios, facilitando o acesso da população. A vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzirmos a pressão sobre os serviços de saúde", completou. "A vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzirmos a pressão sobre os serviços de saúde" Afonso Mendes Júnior, coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF Para o Dia D, além das vacinas contra a gripe e a covid-19, a SES-DF disponibilizou a vacina VSR, que oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida contra o Vírus Sincicial Respiratório, um dos principais causadores de bronquiolite e de pneumonia em crianças de até dois anos. Neste caso, a indicação é que a vacina seja aplicada em todas as mulheres com pelo menos 28 semanas de gestação. Também houve a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo que reforça a proteção natural contra o Vírus Sincicial Respiratório, sendo aplicado em bebês com menos de seis meses que tenham nascido prematuros ou de menos de 2 anos que apresentem comorbidades. "Foram distribuídas 150 mil doses somente da vacina contra a gripe e 200 mil doses das demais vacinas, para atualização de toda a caderneta de vacinação. O grande objetivo é proteger a população para o período de aumento do número de casos de doenças respiratórias, entre abril e maio", detalha a chefe da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Vacinas contra doenças como sarampo, caxumba e febre amarela também foram aplicadas no dia D. No domingo (29), não haverá vacinação no DF. Na segunda-feira (30), mais de 100 salas de vacinação voltam a atender normalmente. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Sábado é Dia D de vacinação contra doenças respiratórias
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) prepara um Dia D especial de vacinação para este sábado (28). Haverá 113 locais de atendimento, incluindo um posto montado na Torre de TV de Brasília. O foco é a proteção contra os vírus causadores de doenças respiratórias, como gripe, bronquiolite e covid-19. Mais de um milhão de pessoas poderão se vacinar, pois fazem parte dos grupos prioritários, com destaque para gestantes, idosos a partir de 60 anos, bebês que nasceram prematuros e crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias. Para atendimento rápido no Dia D, a SES-DF orienta levar documento de identificação e a caderneta de vacinação. Caso tenha perdido a caderneta, a orientação é ainda assim comparecer, pois a equipe fará a análise vacinal da pessoa. Já quem fizer parte de grupos profissionais previstos para a vacinação contra a gripe — caso de professores, profissionais de saúde, membros das forças armadas e de forças de segurança e caminhoneiros, entre outros — deve levar algum documento que comprove o exercício da profissão, como crachá ou contracheque. Por fim, gestantes e pessoas com deficiências ou comorbidades previstas para a vacinação precisam levar exames, relatório médico ou outro tipo de comprovação. É importante que a pessoa leve a caderneta de vacinação ou algum documento de identificação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Brasília Medida preventiva A médica pediatra Juliana Queiroz, referência distrital em pediatria da SES-DF, ressalta a importância desse dia D como uma das principais medidas para prevenir doenças respiratórias que, historicamente, têm aumento do número de casos entre abril e maio. “A adesão ao Dia D funciona como um acelerador para cobertura vacinal. Nesse período estamos lidando com vários vírus respiratórios ao mesmo tempo, então quanto mais pessoas vacinarem, maior o impacto coletivo”, afirma. "A adesão ao Dia D funciona como um acelerador para cobertura vacinal" Juliana Queiroz, pediatra da SES-DF De acordo com a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira, as vacinas a serem aplicadas na data ajudam a reduzir as ocorrências de quadros graves das doenças respiratórias e os números de internações, além de prevenir óbitos. Ela destaca que são vacinas atualizadas; a da gripe, por exemplo, protege contra três cepas novas do vírus influenza. “Quem já se vacinou contra a gripe nos anos anteriores deve se vacinar mais uma vez este ano”, explica. Quem deve tomar as vacinas? A vacina contra a gripe é indicada para mais de 1,1 milhão de moradores no DF, entre gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos e pacientes com deficiências ou doenças crônicas, além de profissionais de áreas específicas. A campanha começou nesta quarta-feira (25), com a chegada das primeiras 80 mil doses. Arte: Secretaria de Saúde Boa parte desses grupos prioritários também é elegível para a vacinação contra a covid-19, caso das crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes, idosos a partir dos 60 anos e trabalhadores de saúde. Quem não fizer parte desses grupos e nunca tiver recebido vacina contra a covid-19 pode receber uma dose. Os detalhes dos grupos prioritários estão disponíveis no site da Secretaria de Saúde. No Dia D haverá um cuidado especial com as gestantes. Além de se vacinarem contra a gripe e covid-19, elas poderão receber a vacina VSR, que oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida contra o vírus sincicial respiratório, um dos principais causadores da bronquiolite e da pneumonia em crianças de até 2 anos. Nesse caso, a indicação é que a vacina seja aplicada em todas as mulheres com pelo menos 28 semanas de gestação. Atualmente há um estoque disponível de mais de três mil doses. As gestantes terão atenção especial no Dia D de vacinação, com a imunização contra o vírus sincicial respiratório | Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Também haverá a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo que reforça as proteções naturais contra o VSR. O nirsevimabe é indicado para bebês com menos de 6 meses (até 5 meses e 29 dias) que tenham nascido prematuros, ou seja, com idade gestacional inferior a 36 semanas e seis dias. Também é indicada a aplicação em crianças de até 1 ano, 11 meses e 29 dias que apresente as comorbidades. Outras vacinas Com mais de cem salas de vacinação abertas no sábado, a Secretaria de Saúde também vai aproveitar para ofertar outras três vacinas: a de febre amarela, a tríplice viral e a que protege contra o vírus HPV. Em uma única visita a uma sala de vacina, é possível atualizar vários esquemas vacinais simultaneamente. A vacina contra a febre amarela tem um esquema padrão de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Já os adultos até 59 anos, que nunca se vacinaram antes, tomam uma dose única. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. [LEIA_TAMBEM]Por fim, a vacina que protege contra o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês) e previne contra câncer de pênis, boca e colo de útero, estará disponível para crianças e adolescentes dos nove aos 19 anos. A imunização é feita em dose única e traz uma vantagem: a proteção é contra quatro tipos do vírus HPV, sendo dois deles considerados de baixo risco e dois de alto risco. Os de baixo risco estão presentes em cerca de 90% das verrugas genitais, enquanto os de alto risco estão associados a 70% dos casos de câncer de colo do útero. A vacinação contra o HPV é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, a SES-DF iniciou, em março de 2025, uma ampliação temporária da faixa etária para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos, com o objetivo de garantir a proteção daqueles que não foram vacinados na idade recomendada. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Rede pública vai receber 41 novos pediatras para fortalecer assistência infantil no DF
Em meio à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reforçou a linha de frente do atendimento infantil. Nesta terça-feira (3), 22 novos pediatras passam a integrar as equipes das unidades com assistência pediátrica da rede, ampliando a capacidade de resposta a essa fase de maior demanda, que tradicionalmente ocorre entre março e julho. Além do Hospital Regional de Santa Maria, várias unidades de pronto atendimento terão novos pediatras em seus quadros | Foto: Arquivo/Agência Brasília Outros 19 profissionais também foram aprovados e estão na fase de entrega de documentação. Os 41 pediatras vão atuar nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que concentram parte significativa da demanda pediátrica da rede. Recém-contratada, a médica Karolina Moura celebra a nova etapa profissional. É a primeira experiência dela sob regime CLT. Vinda do Mato Grosso, escolheu o Distrito Federal para atuar no HRSM. “Estou muito feliz e motivada para contribuir com a equipe e com o atendimento às crianças”, afirma. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs” Elaine Silvestre, superintendente de Pessoas do IgesDF Já Ediana Pantoja trilhou um caminho diferente. Concursada como enfermeira na Secretaria de Saúde (SES-DF), ela foi aprovada no processo seletivo para pediatra no Instituto e agora inicia a atuação na UPA de São Sebastião. “É a realização de um projeto profissional; tenho boas expectativas para esse novo desafio”, destaca. Planejamento e integração Antes do início dos plantões, os profissionais passam por integração institucional, etapa considerada estratégica para alinhar protocolos assistenciais, fluxos internos e diretrizes de humanização. O processo inclui a apresentação de indicadores e orientações sobre o funcionamento das unidades. “Não se trata apenas de admitir profissionais, mas de planejar com antecedência, analisar indicadores epidemiológicos, mapear o histórico de atendimentos e estruturar processos seletivos alinhados às necessidades assistenciais das unidades hospitalares e das UPAs”, esclarece a superintendente de Pessoas do IgesDF, Elaine Silvestre. A Superintendência de Pessoas atua de forma integrada com a Diretoria de Atenção à Saúde e com as superintendências das unidades para dimensionar corretamente o quadro de pediatras, fortalecer o cadastro reserva e garantir agilidade nas reposições e ampliações temporárias. “É um trabalho silencioso, mas essencial para assegurar que as crianças atendidas pelo SUS [Sistema Único de Saúde] recebam assistência qualificada, humanizada e no tempo adequado”, explica Elaine. Foram 55 candidatos aprovados no processo seletivo, originalmente destinado a 41 vagas; assim, haverá um cadastro reserva O processo seletivo, de 41 vagas, foi concluído com 55 candidatos aprovados. Com isso, há um cadastro reserva de 14 profissionais, o que possibilita novas convocações conforme a necessidade da rede. A expectativa é que os 19 pediatras restantes concluam a entrega da documentação nos próximos meses. Capacidade de resposta Além da contratação de novos pediatras, o IgesDF já iniciou o atendimento por teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas. A implantação desse sistema ocorre dentro de um planejamento discutido desde 2025. A estratégia está diretamente relacionada à sazonalidade das doenças respiratórias no DF, que impactam principalmente o público infantil. Historicamente, o aumento dos casos ocorre entre março e julho. Futuramente, as UPAs de São Sebastião e Ceilândia I, que ofertam atendimento pediátrico, também passarão a contar com o atendimento por videochamada nessa especialidade. Ao ampliar o atendimento antes do período mais crítico, as unidades geridas pelo IgesDF se antecipam à alta demanda, garantindo organização, agilidade e segurança assistencial. A medida também enfrenta um desafio nacional: a escassez de pediatras, realidade que atinge tanto a rede pública quanto a privada. O modelo amplia o acesso ao especialista e fortalece a capacidade de resposta da rede. Alta de vírus respiratórios [LEIA_TAMBEM]A circulação de vírus respiratórios atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa. Entre os quadros mais comuns está a bronquiolite viral aguda (BVA), infecção que compromete os bronquíolos — estruturas mais delicadas dos pulmões — e lidera as internações de crianças de até dois anos nesse período. O cenário reforça a importância da medida. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), em 2024, o aumento das síndromes respiratórias no Distrito Federal tornou-se mais expressivo a partir de abril, marcando o início do período de maior circulação dos vírus. Já em 2025, o cenário se mostrou ainda mais desafiador: até setembro, o DF registrou crescimento de 37% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior. Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como respiração acelerada, esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado intenso), recusa alimentar e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas no Hospital Regional de Santa Maria e nas Upas de Sobradinho, São Sebastião, Ceilândia I e Recanto das Emas. *Com informações do IgesDF
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Saúde credencia hospitais para contratação de UTIs
A Secretaria de Saúde (SES-DF) publicou edital de credenciamento visando à contratação de serviços de terapia intensiva. Dos 365 leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) previstos, 116 vagas ainda não foram contratadas. Seguem disponíveis 63 leitos de UTI adulto, 40 leitos de UTI pediátrica e 13 de UTI neonatal para credenciamento da rede complementar. Contratação visa à garantia de acesso oportuno a procedimentos de terapia intensiva | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Segundo a gerente de serviços de terapia intensiva da SES-DF, Priscila Domingues, o credenciamento de novos prestadores privados tem como objetivo dar mais eficiência ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa contratação é essencial para garantir o acesso oportuno aos serviços de terapia intensiva, sobretudo nesse momento em que iniciamos a sazonalidade das doenças respiratórias”, afirma. [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que o credenciamento contribua para a ampliação da rede de UTIs disponível para a população do DF. “Por meio de hospitais habilitados, queremos promover mais agilidade na assistência”, detalha a gerente. “O credenciamento permite a seleção contínua de prestadores de serviço, ampliando a competitividade e atendendo às demandas de forma dinâmica”. As empresas interessadas deverão encaminhar a documentação necessária para habilitação por meio do e-mail inexigibilidade.sesdf@saude.df.gov.br. O resultado do credenciamento será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Confira o edital de credenciamento nº 5/2024. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Temporada de chuvas no DF aumenta os casos de doenças respiratórias
Com a chegada das chuvas intensas no Distrito Federal, acende um alerta para os cuidados com a saúde nesta época do ano. A combinação entre calor e umidade cria o cenário ideal para o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias, exigindo atenção redobrada da população. Combinação de calor com umidade propicia o aumento de doenças respiratórias, viroses e alergias | Foto: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF Para muitas pessoas, o problema começa dentro da própria casa. O aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias. A advogada Carolina Araújo, moradora de Sobradinho, conta que a filha de 7 anos precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região após uma crise de falta de ar provocada pela umidade. “Depois das chuvas, o quarto dela amanheceu com cheiro forte de mofo. Em poucos dias, começou a tossir muito e ter dificuldade para respirar. Agora, estamos deixando as janelas abertas durante o dia e lavando as paredes com água sanitária”, relata. Aumento da umidade estimula o aparecimento de mofo, fungos e ácaros, principais responsáveis por crises alérgicas e respiratórias | Fotos: Divulgação/IgesDF Prevenção De acordo com a pneumologista do Hospital de Base (HBDF), Nancilene Melo, nessa época de chuva é possível observar um aumento significativo de pessoas à procura de atendimento com sintomas gripais, crises de asma e rinite alérgica. “Com o aumento da umidade e da temperatura, há maior circulação de vírus respiratórios e fungos. Pessoas com histórico de asma, bronquite ou rinite precisam redobrar a atenção, evitando ambientes fechados e úmidos e mantendo as vacinas em dia”, orienta a especialista. [LEIA_TAMBEM]Ela explica que sintomas como tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e febre não devem ser ignorados. “A automedicação pode mascarar sinais de agravamento. O ideal é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica”, reforça. Dicas para cuidar da saúde A especialista reforça algumas recomendações simples que ajudam a prevenir doenças e manter o bem-estar durante o período de chuvas: • Mantenha ambientes ventilados para evitar mofo e fungos; • Lave roupas e lençóis com frequência e, se possível, seque-os ao sol; • Use máscaras durante a limpeza de locais com poeira ou mofo; • Mantenha a hidratação e a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e a Covid-19; • Evite carpetes e cortinas pesadas que acumulam poeira. Arte: IgesDF Atenção redobrada Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas são os mais afetados pelas mudanças climáticas e pela umidade. Para a pneumologista Nancilene, a prevenção é o melhor caminho. “Nessa época, é comum que infecções leves evoluam rapidamente para bronquite ou pneumonia. Ao primeiro sinal de piora, é importante buscar atendimento médico”, reforça. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Saiba como se proteger de doenças respiratórias
Janelas fechadas, pouca ventilação e aglomerações em ambientes internos criam o cenário ideal para a circulação de vírus respiratórios no inverno. Com isso, aumentam os casos de gripe, resfriado, tosse persistente e até quadros graves que exigem internação. O alerta vale para todos, mas especialmente para bebês, crianças e idosos. Entre os vírus mais comuns neste período estão o influenza A H1N1 (da gripe), o vírus sincicial respiratório (VSR), o SARS-CoV-2 (causador da covid-19) e o rinovírus (do resfriado comum). A transmissão ocorre, principalmente, por gotículas de saliva liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Objetos e superfícies também podem atuar como vetores de infecção. Os vírus que mais circulam neste período são transmitidos, principalmente, por gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse ou espirros | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF “Essas gotículas podem atingir até um metro de distância e contaminar superfícies, o que facilita a transmissão. Também pode haver formação de aerossóis que permanecem no ar por longos períodos”, explica o infectologista José David Urbaez, referência técnica distrital (RTD) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Segundo boletim da SES-DF divulgado neste mês, foram registrados 4.079 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre dezembro de 2024 e maio de 2025 no Distrito Federal. Desse total, 79% ocorreram em crianças de até 10 anos, com predominância do rinovírus e do VSR nas amostras analisadas. Sintomas [LEIA_TAMBEM]Coriza, tosse, espirros e dor de garganta são os sintomas mais leves e frequentes. Em casos de síndrome gripal, surgem febre alta, dores no corpo e cansaço. Crianças pequenas podem apresentar desconforto respiratório, inquietação e dificuldade para se alimentar ou dormir. Ao notar esses sinais, a orientação é procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência assim que os sintomas aparecerem. “É importante iniciar o acompanhamento desde o começo para detectar qualquer sinal de agravamento, especialmente em pessoas dos grupos de risco”, reforça Urbaez. Proteção coletiva A vacina contra a influenza segue como a forma mais eficaz de prevenir casos graves e óbitos. Deve ser priorizada a imunização de crianças menores de 5 anos, gestantes, idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. “É uma vacina com grande impacto, especialmente para quem tem maior risco de complicações”, destaca o médico. Além da vacinação, é essencial manter hábitos que ajudem a interromper a cadeia de transmissão dos vírus respiratórios. Confira: Arte: SES-DF *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Prepare-se para o frio: como manter a saúde no inverno
Com a chegada do inverno, que começa nesta sexta-feira (20), aumentam os casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e outras doenças respiratórias. As oscilações de temperatura, associadas à baixa umidade do ar, criam um cenário propício para a propagação de vírus e o agravamento de quadros de saúde, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Período de frio exige cuidados especiais para manter a saúde em dia | Foto: Paulo H Carvalho - Agência Brasília Além das doenças respiratórias, como rinite, sinusite, bronquite e pneumonia, o frio também exige atenção redobrada com a saúde do coração. De acordo com a chefe da cardiologia do Hospital de Base, Ruiza Teixeira, os infartos podem aumentar em até 30% nos dias frios. “O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem, o que pode aumentar a pressão arterial e agravar problemas cardíacos já existentes”, explica. O infectologista Tazio Vanni, do IgesDF, alerta que a sazonalidade dos vírus, aliada ao ar seco e à permanência prolongada em locais fechados, favorece a disseminação de doenças. “Por isso, os cuidados precisam ser intensificados durante o inverno”, orienta. Veja a seguir três dicas importantes para manter a saúde em dia durante a estação. 1. Hidrate-se — por dentro e por fora Inverno exige mais atenção para evitar o risco de desidratação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A hidratação é fundamental o ano todo, mas merece atenção especial no inverno. Com o frio, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal, o que aumenta o risco de desidratação — mesmo quando não sentimos sede. [LEIA_TAMBEM]Além de beber bastante água, também é importante manter a pele e as vias respiratórias hidratadas. Algumas medidas recomendadas: · Use umidificadores de ar ou toalhas molhadas no ambiente; · Evite banhos longos e muito quentes, que ressecam a pele; · Aplique cremes hidratantes regularmente. 2. Deixe o ar circular Ambientes fechados favorecem a proliferação de vírus, ácaros e fungos, aumentando o risco de doenças respiratórias e alergias. Apesar do frio, é essencial manter os locais bem-ventilados. · Abra janelas diariamente para renovar o ar · Evite aglomerações em locais fechados · Lave e higienize com frequência roupas de cama, cobertores e cortinas. 2. Vacine-se Imunização é fundamental para a prevenção de doenças | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção. No inverno, a vacina contra a gripe (influenza) é fundamental, especialmente para os grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Além de proteger contra os sintomas da gripe, a imunização ajuda a evitar complicações como a pneumonia e reduz a sobrecarga nos serviços de saúde. *Com informações do IgesDF
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GDF investe em ações para reforçar atendimento de crianças com doenças respiratórias
Para garantir um atendimento mais eficiente às crianças durante o período de aumento de doenças respiratórias, o Governo do Distrito Federal (GDF) está investindo em ações pioneiras, como a contratação de unidades de terapia intensiva (UTI) e a aquisição de medicamentos e equipamentos modernos. De acordo com o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, os investimentos visam melhorar o atendimento à alta demanda durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. “Temos trabalhado em diversas frentes para aperfeiçoar a infraestrutura e o atendimento oferecido aos pacientes de todas as regiões do DF”, ressalta. Quase dois mil cateteres nasais infantis de alto fluxo serão distribuídos nos oito hospitais da rede que atendem o público pediátrico | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Medicamento moderno Mais de 240 bebês prematuros já receberam o medicamento Nirsevimabe, que protege crianças contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. O Distrito Federal é a primeira unidade da federação a adquirir o medicamento, que está sendo aplicado como medida preventiva para reduzir complicações e internações de infecções respiratórias em bebês – o que tem impacto direto na ocupação de leitos de UTI neonatal. O público-alvo do medicamento são recém-nascidos prematuros, entre 32 semanas e 36 semanas e 6 dias, nascidos a partir de 1º de outubro de 2024. O Nirsevimabe vai ampliar a estratégia de proteção, de forma complementar e integrada. O medicamento é especialmente eficaz para prematuros e crianças com menos de dois anos com comorbidades. O Palivizumabe continua sendo utilizado para os grupos de risco nascidos com menos de 32 semanas, como crianças com cardiopatias congênitas e displasias pulmonares. Mais de 240 bebês prematuros já receberam o medicamento Nirsevimabe, que protege crianças contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Mais leitos de UTI A Secretaria de Saúde publicou novo edital para contratação de serviços de terapia intensiva adulto, pediátrica e neonatal, em caráter complementar. A previsão é contratar 304 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com estimativa anual de investimento de R$ 635 milhões. De acordo com o secretário de Saúde do DF, a ampliação da rede de UTIs, por meio da parceria com prestadores habilitados, visa dar mais agilidade na assistência e reforça o compromisso da SES-DF com a integralidade do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS). “A contratação é essencial para garantir o acesso oportuno e qualificado aos serviços de terapia intensiva, sobretudo para atendimento de pacientes com doenças respiratórias, acidentes graves e condições clínicas complexas”, explica. Novos pediatras Desde 1º de março, novos pediatras estão atuando em regime de plantão nos hospitais da rede. A iniciativa visa melhorar o atendimento à alta demanda durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, como o sincicial respiratório (VSR), rinovírus humano (RVH) e influenza. Secretaria de Saúde do DF publicou edital para contratação de serviços de terapia intensiva adulto, pediátrica e neonatal | Foto: Tony Winston/Agência Saúde-DF A coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da SES-DF, Julliana Macêdo, destaca que os profissionais contratados atuam exclusivamente nos prontos-socorros e não em ambulatórios. “Nos primeiros meses de contrato, já observamos impactos positivos diretos nas equipes e no atendimento aos pacientes”, afirma. Cateteres [LEIA_TAMBEM]Outra iniciativa para garantir atendimento mais eficiente às crianças é a aquisição de 1,9 mil cateteres nasais infantis de alto fluxo. Os cateteres serão distribuídos nos oito hospitais da rede pública que atendem pacientes pediátricos. O cateter nasal de alto fluxo permite a oferta de maior volume de oxigênio aos pulmões por meio de dutos com diâmetro ampliado, conectados ao nariz da criança. A SES-DF, após uma experiência bem-sucedida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), padronizou esses equipamentos como parte do esforço para modernizar e estruturar o parque tecnológico da rede pública. A tecnologia não invasiva é a mais avançada disponível para tratar síndromes respiratórias em crianças. Ele desempenha um papel fundamental para evitar a intubação e até a reintubação. Os hospitais da SES-DF que oferecem atendimento pediátrico são Brazlândia (HRBz), Ceilândia (HRC), Guará (HRGu), Planaltina (HRPL), Região Leste/Paranoá (HRL), Sobradinho (HRS), Taguatinga (HRT) e Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Bronquiolite é a principal causa de internação por infecção respiratória em menores de 1 ano
Com a chegada das estações mais frias, os atendimentos por doenças respiratórias em crianças disparam, enchendo as emergências pediátricas em todo o país. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a situação não é diferente – de janeiro a 10 de abril deste ano, o pronto-socorro infantil da unidade registrou 8.960 atendimentos, a maioria por problemas respiratórios. Apenas nos dez primeiros dias de abril, 903 crianças foram atendidas. Entre as doenças mais frequentes nesse cenário está a bronquiolite, atualmente a principal causa de internação por infecções respiratórias em crianças menores de 1 ano, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De janeiro a 10 de abril deste ano, o pronto-socorro infantil do HRSM registrou 8.960 atendimentos, a maioria por problemas respiratórios | Fotos: Divulgação/IgesDF A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção das vias respiratórias inferiores que afeta principalmente os bronquíolos – estruturas pequenas e terminais dos pulmões. Acomete com maior frequência bebês de até 2 anos, sendo mais comum entre os 2 e 6 meses de idade. Na maioria dos casos, é causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). “O vírus provoca inflamação e acúmulo de muco nos bronquíolos, dificultando a passagem de ar. Em bebês, cujas vias aéreas já são naturalmente mais estreitas, isso pode evoluir rapidamente para quadros graves”, explica o infectologista pediátrico do HRSM, Pedro Bianchini. O tratamento da bronquiolite é, na maioria dos casos, de suporte. Isso inclui hidratação, controle da febre e, quando necessário, oxigenoterapia Sintomas e sinais de alerta Os primeiros sinais da bronquiolite costumam se assemelhar aos de um resfriado comum: coriza, tosse seca e febre baixa. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente. A criança pode apresentar respiração acelerada (taquipneia), chiado no peito (sibilância), dificuldade para mamar ou se alimentar, tiragem intercostal e batimento de asas nasais – indicativos de esforço respiratório. “É essencial que pais e cuidadores estejam atentos. Febre em bebês com menos de 3 meses, recusa persistente de alimentos, dificuldade para respirar, episódios de apneia (pausas na respiração), cianose (coloração azulada na pele ou nos lábios) e sonolência excessiva são sinais de alerta. Nesses casos, a procura por atendimento médico deve ser imediata”, orienta o especialista. Uma das abordagens mais eficazes em casos moderados a graves de bronquiolite é o uso da cânula nasal de alto fluxo (HFNC) Tratamento e cuidados O tratamento da bronquiolite é, na maioria dos casos, de suporte. Isso inclui hidratação, controle da febre e, quando necessário, oxigenoterapia. “Não há benefício comprovado no uso rotineiro de broncodilatadores, corticosteroides ou antibióticos, a menos que o quadro clínico assim exija”, afirma Pedro Bianchini. Uma das abordagens mais eficazes em casos moderados a graves é o uso da cânula nasal de alto fluxo (HFNC), que melhora a oxigenação e reduz o esforço respiratório. Em situações mais severas, pode ser necessário suporte ventilatório em unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. A decisão pela internação leva em consideração o estado clínico da criança, especialmente quando há desconforto respiratório acentuado, dificuldade para se alimentar, hipóxia (baixa oxigenação do sangue), apneias ou doenças pré-existentes. A decisão pela internação leva em consideração se há desconforto respiratório acentuado, dificuldade para se alimentar e hipóxia (baixa oxigenação do sangue) Fatores de risco De acordo com o infectologista, alguns fatores aumentam o risco de evolução para formas graves da bronquiolite, como a ausência de aleitamento materno exclusivo, prematuridade (especialmente abaixo de 32 semanas), idade inferior a 6 meses durante o período de circulação do VSR, presença de doenças cardíacas, pulmonares ou neuromusculares, e imunodeficiências. “Além disso, o contato com muitas pessoas, como em creches ou lares com grande número de moradores, favorece a disseminação do vírus. Por isso, a prevenção é fundamental e envolve medidas simples: lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, evitar contato com pessoas gripadas e higienizar brinquedos e superfícies regularmente”, destaca. Vacinação: um avanço na prevenção Uma importante novidade no combate à bronquiolite é a incorporação da vacina Abrysvo, da Pfizer, ao Sistema Único de Saúde (SUS). Aprovada pela Anvisa em 2024, ela é aplicada em gestantes entre a 24ª e a 36ª semana de gravidez, protegendo o bebê por meio da transferência de anticorpos via placenta. A imunização foi incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e começará a ser aplicada nas campanhas sazonais a partir de 2026. Além da vacinação materna, o Brasil já conta com duas formas de imunização passiva contra o VSR. O anticorpo monoclonal Nirsevimabe (Beyfortus™), disponível na rede privada desde 2023, é administrado em dose única e protege os recém-nascidos durante os cinco meses de maior risco. Já o Palivizumabe (Synagis®), que requer doses mensais, é oferecido gratuitamente pelo SUS nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e indicado apenas para grupos de alto risco. “Essas estratégias se somam às vacinas tradicionais contra doenças respiratórias, como a da gripe, a pneumocócica conjugada, a pentavalente e a da covid-19. Juntas, têm contribuído significativamente para reduzir hospitalizações e óbitos por infecções respiratórias na infância”, reforça o médico. Pedro Bianchini também destaca que a vacina contra a gripe ajuda a diminuir internações e complicações causadas pelo vírus influenza, enquanto as vacinas pneumocócicas previnem doenças como pneumonia, otite e meningite, além de colaborar na redução do uso de antibióticos e na contenção da resistência bacteriana. “A bronquiolite pode assustar, mas informação e prevenção são nossas maiores aliadas. Vacinar, amamentar, manter a higiene e saber quando buscar ajuda médica são atitudes que fazem toda a diferença na saúde dos nossos pequenos”, conclui o especialista. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Doenças respiratórias infantis são principais causas de procura por atendimento médico nesta época do ano
As doenças respiratórias são comuns ao longo de toda a vida, mas na infância costumam ocorrer com mais frequência e são responsáveis por grande parte dos atendimentos nas emergências, principalmente em meses de sazonalidade dos vírus respiratórios, entre janeiro e julho. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), de janeiro a março deste ano, foram prestados 7.617 atendimentos no pronto-socorro infantil. A taxa de ocupação subiu com o passar dos meses. Em janeiro, era de 89,13%; em fevereiro, de 93,98% e, em março, foi para 145,84%. As doenças respiratórias podem ser transmitidas por meio de gotículas de tosse e espirros | Fotos: Davidyson Damasceno/IgesDF “Doenças respiratórias, como gripe, resfriado e bronquiolite, são comuns na infância e podem ser transmitidas facilmente por meio de gotículas de tosse e espirros. Durante os surtos de doenças respiratórias, como é o caso agora, é importante evitar a exposição de crianças a ambientes muito fechados e aglomerados”, explica a pediatra Loren Nobre, do HRSM. A principal prevenção, segundo a médica, é manter a criança afastada de pessoas com sintomas respiratórios como tosse, febre, coriza; e, se possível, cuidar para que a criança use máscara se necessário. Ela também orienta para a implementação de cuidados adicionais, como a prática de bom uso do lenço de papel para descartar secreções e manter o ambiente limpo. “Um ambiente limpo e bem ventilado é fundamental para reduzir o risco de infecção” Loren Nobre, pediatra “Um ambiente limpo e bem-ventilado é fundamental para reduzir o risco de infecção, já que muitos microrganismos proliferam em lugares fechados e úmidos. Por isso, o indicado é abrir janelas para permitir a circulação de ar fresco e reduzir a concentração de microrganismos”, destaca. Caso os sintomas se agravem, é necessária uma consulta com o pediatra Loren Nobre chama a atenção para a higiene regular dos brinquedos e objetos de uso comum, especialmente os que são utilizados em creches, escolas ou em casa, onde várias crianças podem ter contato com os mesmos itens: “Objetos de uso pessoal, como talheres, copos, toalhas, roupas e brinquedos, podem ser veículos de transmissão de doenças, especialmente em locais com muitas crianças”. A médica ressalta que cuidados básicos, como a oferta de uma alimentação saudável e equilibrada para as crianças, a atualização constante do cartão de vacina e consultas periódicas ao pediatra, são as maneiras de prevenir as crianças e melhorar o sistema imunológico. Se, mesmo assim, a criança adoecer, o importante é observar e buscar atendimento médico caso os sintomas se agravem. Além disso, oferecer bastante líquidos ajuda a melhorar alguns sintomas em casos de gripes e resfriados. *Com informações do IgesDF
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GDF amplia atendimento de pediatria em prontos-socorros com novos profissionais
Para assegurar que nenhuma criança fique sem o cuidado médico necessário, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contratou empresas especializadas em serviços de pediatria. Desde 1º de março, os profissionais atuam em regime de plantão em diversos hospitais da rede pública. A medida faz parte de um conjunto de estratégias da pasta para lidar com a alta demanda durante o período de sazonalidade de doenças respiratórias. Com investimento de mais de R$ 17 milhões, profissionais complementam atuação pediátrica na rede pública, garantindo assistência | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) ultrapassa os R$ 17 milhões. Com a contratação, os novos pediatras foram distribuídos nos hospitais regionais do Guará (HRGu), Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz), Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Planaltina (HRPl), Região Leste (HRL, no Paranoá) e Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates) da SES-DF, Julliana Macêdo, explica que os profissionais contratados atuam exclusivamente nos prontos-socorros – e não em ambulatórios -, cumprindo plantões de seis horas. “No total, serão mais de 14 mil plantões ao longo de seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis. Nessas duas semanas, já foi possível perceber impactos diretos tanto nas equipes quanto nos atendimentos”, destaca. Atualmente, a rede pública de saúde conta com 475 pediatras em atividade. Os pediatras contratados estão atendendo nas emergências dos hospitais regionais de Brazlândia (HRBz), Ceilândia (HRC), Guará (HRGu), Planaltina (HRPL), Região Leste (HRL), Sobradinho (HRS), Taguatinga (HRT) e Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF Segundo a especialista, a sazonalidade das doenças respiratórias está menos intensa neste ano, se comparada ao mesmo período de 2024. Essa percepção, aliada a novas estratégias terapêuticas, tem garantido um atendimento mais eficiente. Exemplo disso é a padronização e ampliação do uso do cateter nasal de alto fluxo – tecnologia que reduz significativamente a necessidade de intubações e proporciona um tratamento menos invasivo e mais seguro às crianças. Medidas Além da contratação emergencial, a SES-DF tem adotado outras estratégias para fortalecer o atendimento pediátrico, como nomeações por concurso público, mudança de especialidade de médicos com formação em pediatria e ampliação da carga horária de 20 para 40 horas semanais a profissionais interessados. Na última sexta-feira (14), com foco na otimização dos fluxos de atendimento nas unidades de neonatologia e pediatria, mais 33 servidores da Saúde tiveram carga horária ampliada. Os profissionais atuam nos hospitais de Sobradinho, Planaltina, no Hmib e em outras unidades da SES-DF. UPAs Também em complemento ao reforço nos plantões, o GDF tem expandido o atendimento pediátrico nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs), gerenciadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF). Atualmente, as UPAs de São Sebastião, Ceilândia I, Recanto das Emas e Sobradinho já contam com pediatria 24 horas, com possibilidade de expansão para outras unidades conforme a demanda. *Com informações da SES-DF
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Sazonalidade respiratória: HRSM alerta para a importância de cuidados preventivos e de vacinação
Com a sazonalidade das doenças respiratórias, que ocorre entre os meses de janeiro a junho, a busca por atendimento médico na emergência do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tem sido cada dia maior. As crianças são as que mais sofrem com os vírus respiratórios. Em janeiro e fevereiro, o HRSM notificou 843 casos de síndromes respiratórias, dos quais 80,4% são em crianças de 1 a 9 anos de idade | Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF De acordo com a chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima, é necessário intensificar as medidas de prevenção e controle, especialmente em relação à vacinação contra a influenza. “Também temos a questão da higiene das mãos, uso de máscara e evitar aglomerações. A Vigilância Epidemiológica do HRSM tem reforçado o monitoramento para que possamos detectar o mais precocemente e, assim, atuar de forma rápida e oportuna nestes casos”, afirma. Nos meses de janeiro e fevereiro, o HRSM notificou um total de 843 casos de síndromes respiratórias, entre graves e leves. Sendo que 80,4% dos casos são em crianças de 1 a 9 anos de idade. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe) e do aplicativo E-SUS, compilados pela Vigilância Epidemiológica do hospital. Predominância dos casos de síndrome respiratória atendidos no Hospital Regional de Santa Maria, em janeiro e fevereiro, é de influenza Entre as notificações das síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs), em janeiro deste ano foram registrados 67 casos e em fevereiro, 120. Já os casos leves totalizaram 656 casos nos dois primeiros meses do ano. Foram 292 notificações em janeiro, sendo 6,5% dos casos por covid-19, e 364 em fevereiro, dos quais 7,6% foram notificados para o vírus SARS-CoV-2. No início de 2024, foi registrado um total de 66 notificações de SRAG, sendo 42 em janeiro e 24 em fevereiro. Já os casos leves notificados totalizaram 395, sendo 125 em janeiro e 270 em fevereiro. A chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM destaca que os dados mostram um aumento significativo nos casos de síndrome respiratória, principalmente as síndromes graves. “O aumento é perceptível, principalmente a partir da oitava semana, que é referente ao período de 16 a 22 de fevereiro, provavelmente porque é o período em que as crianças retornaram às escolas. E sendo que uma distribuição de 45% desses casos foram positivos para a influenza, 36,5% para outros vírus como o rinovírus e o restante, que é equivalente a 13% para covid-19. A distribuição dos casos indica que a predominância é a influenza”, afirma Larysse Lima. As SRAGs podem ser causadas por vários micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos. Esses vírus podem ser influenza, sincicial, adenovírus e rinovírus. A consequência são infecções das vias aéreas como as gripes e os resfriados, pneumonias e bronquiolites. E, desde 2020, com o início da pandemia de covid-19, existe a infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2. *Com informações do IgesDF
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Especialista alerta sobre principais sintomas de asma na infância
Preocupante para os pais e desconfortável para as crianças, a asma é a doença crônica mais comum na infância e uma das principais causas de atendimento em emergências pediátricas. Nos primeiros anos de vida, pode ser confundida com outras doenças respiratórias – por isso, a recomendação é buscar atendimento nas unidades de saúde do Distrito Federal para um correto diagnóstico. Os sintomas mais comuns da asma incluem respiração curta e acelerada, falta de ar e chiado no peito (sibilos) | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Com a chegada do período sazonal das doenças respiratórias, muitas crianças têm chegado ao pronto-socorro pediátrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) com crises agudas de asma. A doença é caracterizada pela inflamação das vias aéreas, que provoca inchaço e estreitamento, dificultando a respiração. Afeta os pulmões, especificamente os brônquios, responsáveis por conduzir o ar. O estreitamento desses canais pode desencadear crises que, em casos graves, levam à falta de oxigenação dos tecidos e, em situações extremas, ao óbito. Por ser uma condição crônica, o primeiro passo é obter um diagnóstico correto, realizado por meio de avaliações com o pediatra “A asma se manifesta de forma heterogênea, mas tem como principal característica a inflamação crônica das vias aéreas. Geralmente, surge nos primeiros anos de vida. O termo asma é mais comumente utilizado a partir dos 6 anos, enquanto antes dessa idade, alguns médicos e autores preferem chamá-la de sibilância ou bronquite”, explica o infectologista pediátrico do HRSM, Pedro Bianchini. Os sintomas mais comuns incluem respiração curta e acelerada, falta de ar e chiado no peito (sibilos). Além disso, infecções virais respiratórias desempenham um papel fundamental na piora das crises, pois aumentam a hiperreatividade brônquica e o processo inflamatório. “Outros fatores, como poluição, tabagismo passivo e exposição a alérgenos, também contribuem para o agravamento da doença. Além disso, um histórico familiar de asma é um fator de predisposição”, acrescenta o especialista. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a asma afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, abrangendo todas as faixas etárias. No Brasil, estima-se que aproximadamente 20 milhões de pessoas tenham a doença, com alta prevalência entre crianças e adolescentes, chegando a 20% em algumas regiões urbanas. Segundo Bianchini, por ser uma condição crônica, o primeiro passo é obter um diagnóstico correto, realizado por meio de avaliações com o pediatra. O diagnóstico preciso e o tratamento – tanto para crises agudas quanto para o controle da doença a longo prazo – costumam ser conduzidos pelo pediatra, podendo haver encaminhamento para um pneumologista ou alergista pediátrico, quando necessário. “As orientações sobre mudanças de hábitos e o uso de medicações específicas para reduzir a frequência e a intensidade das crises devem ser feitas pelo pediatra, com ajustes frequentes conforme a evolução do quadro. O acompanhamento regular da criança é essencial”, conclui o especialista. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Evento capacita profissionais de saúde para manejo de doenças respiratórias
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) promoveu, na terça-feira (25), um curso online sobre bronquiolite aguda. O momento educativo foi a finalização do curso de emergências pediátricas, promovido pelo Hospital em janeiro e fevereiro. As aulas prepararam os profissionais de saúde da atenção primária e secundária da rede pública de saúde para atender crianças que evoluam para estado crítico e que precisem ser estabilizados até uma transferência para a terapia intensiva. O webinar contou com palestras da pneumologista pediátrica do HCB, Luciana Monte, e do intensivista pediátrico do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Andersen Fernandes, além de moderação da coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva do HCB, Selma Kawahara. Os participantes atualizaram os conhecimentos sobre o tratamento de crianças com bronquiolite e puderam sanar dúvidas sobre o acompanhamento de pacientes com a doença. O curso sobre diagnóstico, tratamento e evolução da bronquiolite aguda teve quase 500 visualizações | Foto: Divulgação/HCB O evento abordou reconhecimento, diagnóstico e manejo da bronquiolite aguda, enfatizando fisiopatologia, sinais de gravidade, critérios de internação e condutas baseadas em evidências e mantendo o foco na segurança e qualidade do atendimento ao paciente pediátrico. Realizado online, o evento foi aberto a todos profissionais de saúde interessados no tema, não se restringindo àqueles que participaram do curso de emergências pediátricas. O webinar contou com 489 visualizações, com pico de 213 espectadores simultâneos. *Com informações do HCB
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Profissionais do HRSM fazem capacitação em bronquiolite viral aguda
Buscando capacitar os profissionais para o enfrentamento da sazonalidade das doenças respiratórias, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está oferecendo treinamento para todos os profissionais que atuam na assistência sobre bronquiolite viral aguda, responsável pelas maiores taxas de internação dessa época. O treinamento é voltado para todos os profissionais de saúde que queiram participar, principalmente os que lidam diretamente com o atendimento aos pacientes pediátricos | Foto: Divulgação/IgesDF Nesta quarta (19) e quinta-feira (20), foram abertas quatro turmas de capacitação para os profissionais que trabalham no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A aula foi ministrada no auditório da unidade hospitalar e foi promovida pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep). “O objetivo do curso é atualizar os participantes sobre o manejo da bronquiolite viral aguda, que é uma infecção respiratória comum na infância, afetando principalmente as crianças menores de dois anos. Então, focamos nas atualizações que a gente tem a respeito do manejo dessa criança, no tratamento, diagnóstico. Além de mostrar ao colaborador a importância de identificar os fatores de risco que podem levar a bronquiolite, identificar os sinais de desconforto respiratório que pode levar a quadros de maior gravidade”, informa a enfermeira do Núcleo de Educação Permanente, Luiza Melo. O treinamento é voltado para todos os profissionais de saúde que queiram participar, principalmente os que lidam diretamente com o atendimento aos pacientes pediátricos. “Nossa sazonalidade costuma ter o pico entre março e julho. Então, a gente já está treinando e capacitando os colaboradores para enfrentarem essa possível sazonalidade que a gente vai ter aí nos próximos dias”, destaca. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Profissionais de saúde do DF são capacitados para atender crianças com doenças respiratórias graves
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) deu início ao seu Curso de Emergências Pediátricas, voltado para profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas participam da capacitação, que conta com módulos de ensino a distância e aulas práticas realizadas no HCB. O curso tem o objetivo de preparar os profissionais de saúde da atenção primária e secundária para atender crianças que evoluam para estado crítico e precisem ser estabilizadas até a transferência para a terapia intensiva. Profissionais da rede pública de saúde do Distrito Federal participam do Curso de Emergências Pediátricas, promovido pelo Hospital da Criança de Brasília José Alencar | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB Os profissionais que participam da capacitação atuam em emergências e prontos-socorros do DF. Segundo a médica coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva do HCB, Selma Kawahara, o curso não é voltado para o atendimento de crianças levadas a esses serviços no dia a dia, mas daquelas que correm risco, por exemplo, de uma parada cardiorrespiratória. “O objetivo é que o paciente, tendo o primeiro atendimento no pronto-socorro, consiga aguardar a chegada à UTI em uma condição mais estável”, afirma Kawahara. O conteúdo do curso foi preparado pela equipe do Hospital da Criança de Brasília, seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria em relação a esse perfil de paciente. A parte teórica é composta por videoaulas, disponíveis na plataforma de ensino a distância do HCB, sobre quatro situações críticas: insuficiência respiratória aguda, intubação orotraqueal com sequência rápida, choque e ressuscitação cardiopulmonar. A seção prática da capacitação é realizada presencialmente no Hospital, integrando a atuação de diferentes profissionais no atendimento. “A capacitação dos profissionais, de forma multidisciplinar, é uma ação estratégica que nos prepara para o período de maior incidência de doenças respiratórias no DF” Lucilene Florêncio, secretária de Saúde “O enfermeiro tem sua função, com medicação e acessos; o fisioterapeuta cuida da parte respiratória; os médicos atuam na coordenação de condutas e na tomada de decisões, realizando procedimentos mais invasivos, como a intubação e o acesso intraósseo”, relata Kawahara. “Acredito que a grande questão do atendimento hospitalar é visar a capacitação da equipe multidisciplinar; cada um tem sua função e importância no atendimento.” O fisioterapeuta Guilherme Pacheco, do Hospital Regional de Ceilândia, aprova a abordagem: “Somos porta de entrada de emergências; atendemos classificação vermelha, laranja e amarela; temos box de emergência e leitos de observação, e fazemos a estabilização e avaliação do paciente. É importante manter o treinamento multidisciplinar”. A metodologia escolhida para a parte presencial do Curso de Emergências Pediátricas foi a simulação realística. Quatro médicos intensivistas e uma fisioterapeuta da Unidade de Terapia Intensiva do HCB, apoiados pela equipe de ensino do hospital, acompanham e orientam os alunos. “Sabemos que o treinamento apenas com aulas não tem o mesmo grau de retenção que uma parte prática, com simulação. Já existem estudos que comprovam isso”, diz Selma Kawahara. O conteúdo do curso foi preparado pela equipe do HCB, seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria em relação a esse perfil de paciente Além dos atendimentos em equipe, os participantes – independentemente da profissão – simulam procedimentos de intubação, massagem cardíaca, acesso intraósseo e ventilação, assim como a avaliação sistematizada do paciente. Preparação para sazonalidade “A capacitação dos profissionais, de forma multidisciplinar, é uma ação estratégica que nos prepara para o período de maior incidência de doenças respiratórias no DF. Esse curso é extremamente importante para que as crianças em estado crítico sejam transferidas da melhor forma possível para uma UTI”, destaca a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio. O curso é realizado no início do ano como forma de preparar a saúde do Distrito Federal para o período de sazonalidade das doenças respiratórias, que pode trazer um aumento nos casos graves. “Temos previsões de um pico, como tivemos no ano passado, mas não sabemos se será maior ou menor. Queremos que esses pacientes sejam atendidos por uma equipe que se sinta não apenas capacitada, mas também segura para realizar esse atendimento”, afirma Kawahara. Em 2024, o Hospital da Criança de Brasília, a pedido da Secretaria de Saúde, inaugurou mais 10 leitos de terapia intensiva para atender à demanda gerada pela sazonalidade. Para a diretora executiva do HCB, Valdenize Tiziani, o Curso de Emergências Pediátricas é mais uma medida na busca pela qualidade do atendimento de crianças com quadros respiratórios críticos. “Queremos que a criança seja bem atendida desde o primeiro momento, para que chegue à UTI correndo menos riscos e tenha os melhores desfechos clínicos. O HCB, como parte do Sistema Único de Saúde, entende que compartilhar a expertise no atendimento de pacientes críticos com outros hospitais é uma forma de zelar pela saúde das crianças do Distrito Federal em um período tão desafiador quanto o da sazonalidade – é um desdobramento da nossa missão”, explica Tiziani. A enfermeira Joyce Souza, do Hospital Regional de Sobradinho, se interessou pela capacitação justamente pela proximidade da época em que há um aumento dos quadros respiratórios. “Trabalho no pronto-socorro desde agosto; como está chegando o período da sazonalidade, precisamos estar preparados. O conteúdo do curso é excelente, porque é bem pontual; é exatamente o que vivenciamos na prática”, garante Souza. A enfermeira Joyce Souza elogia a capacitação: “O conteúdo do curso é excelente, porque é bem pontual; é exatamente o que vivenciamos na prática” Essa não é a primeira vez que a equipe de terapia intensiva do Hospital da Criança de Brasília realiza ações para apoiar outras unidades da rede. Em 2023, médicas intensivistas que estavam gestantes e não podiam desempenhar suas atividades na UTI participaram de uma mentoria com outros hospitais por meio de chamadas de vídeo. Elas recebiam informações sobre os casos de cada local, ficavam online para dar orientações sobre a condução e tiravam dúvidas. Durante a mentoria, o perfil do HCB de oferecer cuidado integral e multidisciplinar também foi importante. “Inicialmente, focamos na equipe médica. Depois, de forma espontânea, outros profissionais da equipe – fisioterapeutas, enfermeiros, técnicos de enfermagem – passaram a participar das discussões de forma muito positiva, com um retorno excelente”, finaliza Kawahara. O HCB receberá as próximas turmas do Curso de Emergências Pediátricas entre os dias 10 e 13 de fevereiro (segunda a quinta-feira), dando continuidade à capacitação dos profissionais de saúde pública do DF. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília (HCB)
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