Estudantes podem ter passe livre no sistema de transporte
Quem estuda no Distrito Federal e mora ou trabalha a mais de um quilômetro da instituição de ensino pode ter direito ao Passe Livre Estudantil no sistema de transporte público. Há duas formas de requerer o benefício. Uma, no endereço online. A outra, presencialmente, comparecendo a posto de atendimento. Têm direito ao cartão estudantil alunos dos ensinos fundamental, médio e superior, de cursos técnicos e profissionalizantes com carga horária igual ou superior a 200 horas-aula, e discentes de faculdades teológicas ou equivalentes. Para solicitar o benefício, o estudante ou responsável legal deve efetuar o cadastro no sistema do Passe Livre. É necessário informar dados como nome completo, data de nascimento, CPF, endereço, sexo, número de telefone, nome da mãe ou responsável legal, CEP e e-mail. Estudantes aguardam, em posto de atendimento, para receber o cartão do Passe Livre | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Até quatro acessos diários Também são exigidos: foto 3x4 colorida de frente, recente e com fundo branco, sem uso de acessórios que dificultem a identificação do solicitante; comprovante de residência com no máximo de três meses de emissão; RG ou certidão de nascimento; CPF; e declaração escolar, devidamente carimbada e assinada pela instituição de ensino, com data de emissão recente (até 30 dias). No cadastro online, a lista é anexada no site. Se a solicitação for presencial, os documentos devem ser físicos. Por padrão, são concedidos até quatro acessos diários, limitados ao total de 54 no mês. Caso haja necessidade de mais acessos, o pedido deve ser feito por meio da página cadastral do Passe Livre Estudantil, utilizando o serviço "Extensão de Acesso". O estudante receberá resposta à solicitação por e-mail, estando disponível o acompanhamento na página do Passe Livre Estudantil. Para manter o benefício ativo, a instituição de ensino deve informar o período letivo — no início de cada semestre —, além de comprovar a matrícula e a presença escolar, mensalmente, por meio da lista de frequência. Acompanhamento e atualização do cadastro A situação do cadastro pode ser verificada a qualquer momento pelo sistema web do passe livre, utilizando CPF e senha. Assim que a solicitação é aprovada, o estudante recebe um e-mail informando a data e o local para retirada do cartão. Estudantes de 12 a 17 anos ou responsáveis legais podem retirar mediante apresentação de documento oficial com foto. Já no caso de estudantes maiores de 18 anos, somente o próprio titular do cartão pode retirá-lo, apresentando um documento oficial original com foto. Em caráter excepcional, a retirada por terceiro será permitida mediante procuração assinada digitalmente via gov.br. Se houver alguma pendência na solicitação do benefício, será encaminhada notificação por e-mail para que seja enviada a documentação pendente pelo login no sistema. Além disso, sempre que houver alteração dos dados, tais como troca de instituição de ensino, troca de endereço ou troca de nome civil, o estudante deve atualizar o cadastro. Serviço: ⇒ Para mais informações, acesse o site.
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Com investimento de R$ 2,9 milhões, GDF leva asfalto ao acesso da escola do Incra 9
Estudantes, professores e moradores do Incra 9 passaram a contar, nesta segunda-feira (8), com um acesso asfaltado entre a BR-070 e a escola pública da comunidade, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, em Ceilândia. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a obra integra o Caminho das Escolas, programa do GDF voltado para a pavimentação de vias próximas a unidades de ensino em áreas rurais do Distrito Federal. Durante a entrega da obra, a governadora anunciou: “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com mais uma rua pavimentada, avançamos no cercamento de toda essa área”, comemorou a governadora Celina Leão, que acompanhou a entrega da obra. “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos. Esse é um esforço conjunto para garantir dignidade à população que vive no campo. Os alunos passam a chegar à escola com mais conforto, sem poeira ou lama, mesmo diante das duas estações bem marcadas da região, seca e chuva. A melhoria também preserva os ônibus e contribui para uma melhor qualidade de vida para todos.” Área rural Trecho da obra concluída liga a BR-070 à escola, atendendo diretamente a comunidade do Incra 9 A intervenção contemplou pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical e obras complementares no trecho de acesso à unidade de ensino. O trecho liga a BR-070 à unidade escolar e atende diretamente a comunidade do Incra 9, formada por estudantes, famílias, professores, trabalhadores da educação e moradores da área rural de Ceilândia. “Ações como essa mostram a força desse governo que não faz obra somente nas cidades, mas também na área rural, que tem uma carência muito grande”, pontuou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. “E essa entrega é ainda mais importante quando é na porta de uma escola, com crianças que sofrem na seca e na chuva. Isso é, inclusive, uma questão de saúde para a comunidade escolar, que agora não lida mais com as doenças causadas pela poeira.” [LEIA_TAMBEM]A escola atende cerca de 500 estudantes. Pela manhã, recebe turmas da educação infantil e do ensino fundamental I; à tarde, alunos do ensino fundamental II; e, à noite, estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A obra faz parte do pacote de intervenções do Caminho das Escolas em Ceilândia. A emenda federal de bancada destinada ao conjunto de obras soma R$ 22,4 milhões e contempla também acessos a outras unidades de ensino da área rural. Caminho das Escolas O Caminho das Escolas foi criado para melhorar o deslocamento de alunos, professores e servidores da educação em áreas rurais. Segundo a Secretaria de Governo (Segov-DF), o programa já havia viabilizado 29,2 km de acessos pavimentados a escolas rurais desde 2020, com previsão de chegar a 42,9 km após a conclusão das obras em andamento. Andreia Gomes, que mantém uma ONG no local: “O asfalto fez muita diferença para a gente. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui” Moradora da região, Andreia Gomes, de 57 anos e mantenedora de uma ONG de proteção animal, destacou a importância da obra para a comunidade: “O asfalto fez muita diferença para a gente. Antes, com a passagem dos ônibus, havia muita poeira. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui. Há várias ONGs aqui na região, e foi muito importante para todos nós”. Eron Lopes, organizador de eventos: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós” Também morador do Incra 9, o organizador de eventos Eron Lopes, 60, também ressaltou o impacto da obra para a comunidade: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Era inadmissível ter uma escola tão próxima da rodovia e ainda em estrada de chão. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós”. Escola Classe 15 Antes da entrega do acesso asfaltado no Incra 9, a governadora Celina Leão visitou a Escola Classe 15 de Ceilândia, única unidade da região que oferece ensino integral em tempo integral para cerca de 530 estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo” Mariângela Rolim, diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia Com jornada de dez horas diárias e 530 alunos matriculados, a escola desenvolve projetos nas áreas de educação financeira, informática, esporte e cultura, além de acumular premiações em iniciativas pedagógicas e de alimentação escolar. A unidade também recebeu recentemente um novo parquinho, instalado após pedido feito por uma aluna à governadora. A diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia, Mariângela Rolim, enfatizou o papel do ensino integral para a comunidade, tanto no desenvolvimento pedagógico e segurança nutricional das crianças quanto no apoio que oferece às famílias. “Quando a criança passa mais tempo na escola, ela tem mais tempo para se desenvolver”, avaliou. “Os projetos que temos, de horta, educação física e outros, potencializam a aprendizagem”, enumerou a diretora. “Nesse cenário, são os meninos que ganham, porque uma escola que atende crianças durante dez horas consegue atender as famílias também. Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo.” Na agenda, a governadora Celina Leão anunciou a construção de um vestiário para atender a comunidade escolar. Para a secretária de Educação, Iêdes Braga, esses espaços chegam em uma boa hora. “Com a construção dos vestiários feminino e masculino, essas crianças vão poder tomar banho”, lembrou. “Também vamos fazer uma parceria com a CEB que vai resolver o problema da rede elétrica das escolas, porque muitas unidades não suportam ar-condicionado e outras demandas”.
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DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025
Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país. Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas. Em 2026, o número de estudantes matriculados no Alfaletrando chega a 141.670 | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública. Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede. Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas. "Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço", ressalta. Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas Impacto real Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%. A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.” Michele Rodrigues Alves: "A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula" A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas. Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.” Conexão com as famílias Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: "A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes" Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata. Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma. Alan de OIiveira: "Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa" Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”
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Pedagogos fortalecem aprendizagem e inspiram estudantes na rede pública do Distrito Federal
Nesta quarta-feira (20), comemora-se o Dia Nacional do Pedagogo, profissional essencial na formação e transformação da vida de crianças, jovens e adultos. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, 18.751 profissionais desta área atuam na promoção do desenvolvimento educacional, como professores efetivos, temporários e pedagogos-orientadores educacionais que contribuem diretamente para o fortalecimento da aprendizagem e da gestão pedagógica nas escolas. Andrea Costa e Silva, coordenadora pedagógica da EC 308 Sul, acompanha o interesse pelo curso de pedagogia nos alunos: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz” | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Há 13 anos na Secretaria de Educação (SEEDF), Andrea Costa e Silva é coordenadora pedagógica da Escola Classe (EC) 308 Sul e foi a vencedora do prêmio Docente Empreendedor 2025, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) DF, com o projeto “Integrando a inteligência artificial à prática pedagógica: um novo olhar para a educação”. Projetos desenvolvidos na EC 308 Sul estimulam nos estudantes o prazer pela leitura Na unidade escolar, Andrea coordena o projeto Leitura Prazer, trabalhando com estudantes do 2º e 3º ano do ensino fundamental. “A intenção é que eles gostem de ler, que a leitura não seja aquela coisa condicionada a fazer um teste, um texto; depois de um tempo, eles começaram a trazer os próprios livros”, relata. Em outro projeto da escola, o Sacola Literária, toda sexta-feira os estudantes levam um livro para casa e depois precisam responder a uma fichinha sobre o material selecionado. Já no Leitura Prazer, a pedagoga trabalha normalmente com dois livros: Feiurinha, de Pedro Bandeira, e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, histórias sobre as quais são exibidos filmes para os estudantes. Mas outros livros da biblioteca também são escolhidos pelos alunos, assim como eles mesmos trazem de casa. Retorno positivo e influência Bela Barbalho e Catarina Mazzola, participaram de projetos de leitura e de tecnologia desenvolvidos na Escola Classe 308 Sul Bela Barbalho e Catarina Mazzola, ambas com dez anos e estudantes do 5º ano, foram alunas de Andrea em 2023 e em 2024 na EC 308 Sul. Bela participou do projeto de leitura, e Catarina, além desse, desenvolveu atividades no projeto de tecnologia. “No livro você consegue imaginar do seu jeito; cada um tem um jeito diferente de imaginar”, afirma Bela. “Esse projeto me engajou mais a ler; antes eu nem gostava muito, agora melhorou bastante minha leitura, eu presto atenção no livro.” 900 mil Número aproximado de alunos matriculados em cursos de pedagogia no Brasil Catarina, por sua vez, identificou-se com um projeto que permite, a partir de um prompt de comando, criar seu próprio personagem virtual: “No de tecnologia, o que eu mais gostei foi quando nós criamos o avatar da gente, um autorretrato. Achei muito legal”. Segundo o levantamento mais recente do número de matrículas no curso de pedagogia, a graduação está entre as dez mais buscadas pelas pessoas que ingressam no nível superior de educação, com cerca de 900 mil alunos matriculados nas faculdades. Esses dados correspondem ao Censo da Educação Superior 2024, divulgado em setembro de 2025 pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep), indicando que a carreira está em ascensão. Andrea Costa e Silva se entusiasma: “Você não consegue dizer até onde vai sua influência, mas, quando eu vejo que eles estão escolhendo a mesma profissão que eu, penso que alguma coisa boa eu fiz”. Data comemorativa dos profissionais O dia 20 de maio passou a ser a data de homenagem aos pedagogos após a publicação da Lei nº 13.083/2015. O objetivo é promover a discussão sobre o papel da família e da escola no desenvolvimento das pessoas, principalmente de crianças. A discussão inclui a delimitação das responsabilidades de cada meio e, ao mesmo tempo, cria alternativas para oferecer um ensino de qualidade e humano. [LEIA_TAMBEM]O pedagogo tem sua atuação ligada à educação infantil e fundamental, atuando como gestor de processos educativos de sistemas e de instituições de ensino, editoras e órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e ensino a distância. Sua atribuição central é a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da educação, sobre o desenvolvimento histórico e as relações com diversas áreas, assim como sobre estratégias para a internalização do conhecimento pedagógico em ambiente escolar. O profissional da pedagogia que atua como orientador educacional desempenha papel estratégico nas unidades escolares ao acompanhar trajetórias estudantis em todas as etapas e modalidades da educação básica, viabilizar o trabalho coletivo, criar e organizar mecanismos de participação em programas e projetos educacionais, fortalecendo o vínculo entre escola e famílias e apoiando ações de inclusão, mediação de conflitos e desenvolvimento socioemocional. *Com informações da Secretaria de Educação
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Ibaneis Rocha inaugura novo prédio da EC 59, em Ceilândia, com estrutura moderna e inclusiva
A Escola Classe (EC) 59, em Ceilândia, ganhou um novo prédio e inicia agora uma nova fase. A unidade foi inaugurada nesta quarta-feira (25) pelo governador Ibaneis Rocha, na QNN 36, Área Especial 2. Com 16 salas de aula e capacidade para atender aproximadamente 600 estudantes, a EC 59 passa a oferecer mais conforto e estrutura adequada para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental, nos turnos matutino e vespertino. O investimento na obra foi superior a R$ 7,9 milhões. Hora da aula: na nova sede, alunos passam a contar com ambiente seguro e infraestrutura completa para a aprendizagem | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso” Governador Ibaneis Rocha O chefe do Executivo enfatizou que a nova escola garante mais qualidade para que as crianças possam se dedicar e construir um futuro com mais oportunidades, perto de casa. “Ter os filhos estudando próximo às suas residências dá tranquilidade aos pais, porque eles sabem que os jovens estão em um ambiente seguro, salubre, com uma boa alimentação e com excelentes professores da nossa rede pública de ensino”, afirmou. Ibaneis Rocha lembrou ainda que, na terça-feira (24), foi entregue mais uma escola no Jardins Mangueiral, região que também apresentava carência de equipamentos públicos de ensino. Investir em educação é um trabalho contínuo, pontuou o governador: “O projeto da educação não acaba. É permanente. Aumenta o número de crianças, e é preciso melhorar a qualidade das escolas, do ensino e a qualidade de vida das famílias que dependem disso. Para nós, é um motivo de grande alegria”. Alunos nas escolas “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal” Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora Celina Leão lembrou que a inauguração é fruto de mais uma política pública adotada por este GDF para garantir a permanência de alunos nas escolas. “Essa entrega é motivo de orgulho para o nosso governo, pois com ela garantimos oportunidades reais de ensino para as nossas crianças e jovens”, avaliou. “Sabemos que um ambiente estruturado e preparado faz toda a diferença no aprendizado, e é por isso que devolver esta escola à comunidade é a concretização do nosso compromisso em assegurar o presente e construir um futuro melhor para o Distrito Federal.” A nova unidade está distribuída em um terreno de 6.180 metros quadrados, dos quais 2.550,26 metros quadrados correspondem à área construída. Além das salas de aula, a estrutura contempla biblioteca, auditório, laboratório de informática, laboratório de artes, refeitório, quadra poliesportiva, sala de recursos, sala de apoio à aprendizagem, Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Serviço de Orientação Educacional (SOE). A unidade de ensino foi projetada para ser inclusiva desde a concepção arquitetônica, com rampas que garantem o acesso de pessoas com deficiência (PcDs) ou com dificuldades de locomoção, banheiros adaptados, piso tátil e placas de identificação das salas em Braille. A segurança também é um ponto de destaque: o prédio conta com saídas de emergência e alarmes de incêndio nos corredores, além de extintores e mangueiras. “Começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou a relevância da entrega para a comunidade escolar de Ceilândia, que já começou o ano letivo de 2026 nas novas instalações. “Tinha um movimento judicial para acabar com essa escola, mas quando nós assumimos o governo, começamos a construção do zero e hoje estamos aqui entregando uma unidade moderna, arrojada, que comporta todos os estudantes da região”, relatou. A escola é mais um investimento voltado para o fortalecimento da educação pública na cidade. A obra foi executada pela Infra Engeth Infraestrutura, Construção e Comércio Ltda., com recursos da Secretaria de Educação (SEEDF). Os trabalhos já foram concluídos, com energia elétrica e abastecimento de água devidamente regularizados. Ambiente de qualidade Renata Campos, diretora da EC 59: “Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças” Atualmente, a EC 59 atende crianças a partir de 4 anos, na educação infantil, até o 5º ano do ensino fundamental, com estudantes entre 10 e 12 anos de idade. A unidade tem hoje cerca de 470 alunos matriculados, mas possui capacidade para atender até 547. A diretora da escola, Renata Campos, pontuou que a entrega do novo prédio representa a concretização de uma espera de quase dez anos: “Hoje é um dia histórico, um dia ímpar, de muita felicidade. Esperamos oito anos por esse momento. É uma alegria enorme receber uma estrutura tão bonita, que vai permitir oferecer uma educação de qualidade às nossas crianças”. [LEIA_TAMBEM]Renata explicou que a escola funcionava anteriormente em um prédio com sérios problemas estruturais, que acabou sendo condenado. Depois disso, a unidade foi transferida para o Centro de Ensino Médio 4, onde permaneceu por oito anos. Com a mudança para o novo prédio, a realidade é diferente. “Hoje temos uma estrutura que realmente proporciona uma educação de qualidade”, reforçou. Outro diferencial apontado por ela é a localização. Na unidade anterior, muitas famílias levavam cerca de 20 minutos para chegar e dependiam de transporte. Agora, a nova escola está mais acessível, o que inclusive tem motivado o retorno de estudantes que haviam saído. Demanda antiga Daisy Lima, aluna de 8 anos, elogiou a escola: “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova” A aluna Daisy Cristina Lima, de 8 anos, resumiu o sentimento dos estudantes com a nova escola: “Eu gostei de tudo”. Para ela, a novidade faz toda a diferença. “É tudo novo: as regras, as salas, os amigos, os alunos. Tem muita coisa nova”, contou, animada. Seu espaço preferido é a quadra poliesportiva, e entre as atividades favoritas estão basquete, futebol e ginástica. Daiany Silva, mãe de Daiany: “A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós” “Eu gosto de basquete, gosto de jogar um pouquinho de futebol também e de fazer ginástica”, relatou. Na nova quadra, ela já consegue aproveitar boa parte das brincadeiras, especialmente as que envolvem corrida e jogos com as amigas. “Em qualquer lugar que eu vou, eu faço amigos. Aqui tem mais brincadeira, mais alegria, mais amizade para a minha vida.” Daiany Silva, 33, mãe de Daisy, comemorou a entrega do novo prédio e lembrou a longa espera da comunidade escolar. Ela elogiou o padrão arquitetônico mais moderno, com ambientes claros e bem-organizados, diferentemente dos modelos mais antigos. Além da estrutura física, a segurança foi outro ponto enfatizado. Daiany contou que se sente mais tranquila ao deixar a filha na escola. “Tem dois portões, portas com controle de acesso, é bem seguro”, apontou. “É uma emoção muito grande ver eles aqui este ano, nessa escola nova. A equipe merecia, as crianças mereciam. Estou muito feliz por todos nós”.
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Panorama da ProvaDF 2025 é apresentado em encontro nesta terça (24)
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) realizou, nesta terça-feira (24), uma reunião técnica para apresentar e analisar os resultados da ProvaDF 2025. O encontro ocorreu no Auditório Neusa França, na sede da pasta, e reuniu representantes das 14 Coordenações Regionais de Ensino, além de gestores e equipes pedagógicas dos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo foi aprofundar a leitura dos dados das avaliações aplicadas aos estudantes do 2º e do 5º anos e subsidiar decisões pedagógicas para o próximo ciclo letivo. Mais do que a divulgação de números, a reunião teve como foco o uso das informações como ferramenta de gestão e de promoção da equidade educacional. O encontro reuniu coordenadores regionais de todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino, chefes de unidades, articuladores de avaliação, coordenadores intermediários de apoio dos anos iniciais e articuladores regionais do Programa Alfaletrando | Foto: Mary Leal/SEEDF Na abertura do encontro, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou a consolidação do SipaeDF como política estruturante da rede pública. “O SipaeDF é um divisor de águas para a nossa rede. Ele consolida uma política estruturante, que garante previsibilidade, transparência e foco na aprendizagem. Não se trata de uma ação isolada, mas de um sistema permanente que fortalece a gestão pedagógica e assegura que cada decisão seja orientada por evidências concretas”. A gestora também informou que foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) o resultado do processo que definiu o Cebraspe como responsável pela aplicação da ProvaDF pelos próximos cinco anos. “A definição do Cebraspe para a aplicação das avaliações pelos próximos cinco anos garante estabilidade, qualidade técnica e segurança ao processo. Estamos fortalecendo uma política de Estado, assegurando que o SipaeDF continue sendo um instrumento efetivo de melhoria da aprendizagem em toda a rede”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, ressaltou o alcance da avaliação. “A divulgação dos resultados da Prova DF 2025 representa muito mais do que a apresentação de números. Estamos falando de um diagnóstico técnico, construído com rigor, que alcança mais de 58 mil estudantes em todas as regionais de ensino”. A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, destacou que a divulgação dos resultados representa um marco no processo de acompanhamento da aprendizagem Leitura pedagógica dos resultados Os dados apresentados, disponibilizados na plataforma do CAEd, ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora, foram detalhados em exposições técnicas voltadas ao uso pedagógico das informações pelas escolas. A analista de avaliação educacional Edyenis Frango destacou avanços nas proficiências médias. “Tanto nos resultados de matemática como de língua portuguesa, para as etapas avaliadas, segundo e quinto ano do ensino fundamental, a gente vê um crescimento nessa proficiência média, o que indica que os estudantes estão conseguindo desenvolver mais habilidades com relação aos dados da avaliação do ano passado. Isso mostra que as ações que a rede realizou no último ano letivo se refletem na melhoria dos resultados gerais”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a especialista, a plataforma permite monitoramento contínuo e planejamento mais preciso. “Por meio da plataforma, as escolas conseguem visualizar seus resultados pontuais, os dados dos estudantes e das turmas, analisar o quanto avançaram em 2025 e planejar intervenções mais assertivas. Trouxemos propostas que podem ser aplicadas já no início do ano letivo, apoiando professores e coordenadores no enfrentamento dos desafios”. Próximos passos Com a consolidação dos resultados, a Secretaria de Educação inicia a etapa de devolutivas às escolas e o aprofundamento das análises pedagógicas. As evidências devem orientar o planejamento de 2026, com prioridade para ações de alfabetização e recomposição das aprendizagens nos anos iniciais. A expectativa é que os dados sirvam de base para o aprimoramento das estratégias pedagógicas e para o fortalecimento das políticas educacionais, com impacto direto no desempenho dos estudantes da rede pública do Distrito Federal.
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Nova Escola Classe 425 amplia oferta de vagas e transforma rotina escolar em Samambaia
Há três meses, a comunidade escolar de Samambaia comemorou a entrega da nova estrutura da Escola Classe (EC) 425. Com investimento de R$ 14 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a antiga “escola de lata” deu lugar a um prédio moderno, acessível e adequado às necessidades pedagógicas dos estudantes. A unidade, que funcionava em instalações provisórias desde 1991, agora atende 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, um aumento em relação aos 600 que havia antes. Capacidade atual da escola é de aproximadamente 700 estudantes; direção manteve turmas reduzidas para garantir o atendimento a alunos atípicos | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias” Liliene de Souza, diretora da EC 425 Segundo a diretora da unidade, Liliene de Souza, a nova estrutura representa uma conquista esperada há mais de três décadas. Ela conta que a antiga escola havia sido construída de forma provisória, com blocos de madeira e apenas um pavimento térreo. “Se considerarmos turmas com 30 estudantes, poderíamos atender aproximadamente 1.100 crianças; entretanto, mantemos diversas turmas reduzidas para garantir o atendimento adequado aos nossos estudantes atípicos”, explica a gestora. “Por isso, neste momento, nossa capacidade é de cerca de 700 estudantes.” Estrutura reforçada A escola recebe estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, da faixa etária dos 4 aos 11 anos. O número de salas aumentou de 15 para 18, o que permitiu abrir cerca de 100 novas vagas. “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”, ressalta Liliene. Uma quadra de esportes coberta faz parte das novas aquisições da escola Além do aumento de salas de aula, a escola também recebeu quadra de esportes coberta, laboratórios, biblioteca, auditório e estacionamento. Uma das professoras do espaço, Lannuccia Borges, conta que a mudança estrutural da unidade representa uma verdadeira virada de página. Ela relata que trabalha na escola há quatro anos, mas apenas neste ano pôde lecionar em um prédio novo e adequado. Antes da reforma, a realidade era muito diferente. “Tínhamos uma estrutura bastante precária, que dificultava o nosso trabalho pedagógico e também a aprendizagem das crianças”, afirma. “Não basta o professor planejar e querer fazer um bom trabalho se não houver condições adequadas para isso.” A docente lembra que o termo “escola de lata” surgiu pela precariedade da antiga construção: “Eram janelas quebradas, portas que não fechavam, tetos que caíam quando chovia. As crianças tinham medo, e nós, professores, também, mas precisávamos demonstrar coragem para acolhê-las da melhor forma possível”. Nova realidade Elisete Pereira, professora e mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia: “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares” Mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia, a professora Elisete Pereira descreve o sentimento de impotência diante do cenário antigo. “Era muito triste ver meu filho estudando em um lugar sem segurança, sem conforto, sem uma quadra de esportes, sem espaços adequados”, lembra. “As salas eram quentes, pequenas e mal ventiladas. Como mãe, a gente quer o melhor para os filhos, e era doloroso saber que eles não tinham acesso a uma escola com estrutura digna. Muitas mães compartilhavam esse mesmo sentimento de tristeza e preocupação.” A professora Lannuccia Borges elogia a estrutura do novo prédio: “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender” Hoje, ela vive a realidade completamente diferente da nova EC 425, e com um vínculo ainda mais forte, agora como professora. “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares”, comemora. “Temos acessibilidade para cadeirantes, refeitório, biblioteca, salas amplas e arejadas. É um ambiente acolhedor, bonito, pensado para o aprendizado e o bem-estar das crianças”. Impacto Segundo Lannuccia Borges, a nova estrutura interfere diretamente no aprendizado. “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender”, pontua. “Cada aluno tem seu tempo, mas se o ambiente oferece conforto e recursos, o desenvolvimento é muito mais significativo.” [LEIA_TAMBEM]Com a nova estrutura, os benefícios não se limitam aos alunos. “Estamos todos mais motivados, gestão, coordenação e docentes”, afirma a professora. “Hoje temos salas amplas, arejadas, com armários, televisões e espaços adequados para projetos. Antes, chegávamos e não conseguíamos abrir o armário porque estava estragado. Agora, tudo funciona. Isso nos dá vontade de planejar mais, de inovar nas aulas”. Com obras coordenadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), agora o novo espaço conta com uma área total construída de 4.464,82 metros quadrados, para oferecer mais conforto e qualidade no ensino das crianças. São 18 salas de aula, laboratórios de informática e artes, biblioteca, auditório, refeitório, cozinha, depósito, área de recreação, parquinho e sanitários. A escola tem ainda 30 vagas de estacionamento e uma quadra coberta de 768 metros quadrados. A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, também comemora o novo espaço de aprendizagem. Entre os novos espaços, ela conta o que mais chama atenção: “A biblioteca, o refeitório e os banheiros. Dá mais gosto vir para uma escola assim, maravilhosa”.
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Cinco anos após reforma, Escola Classe Porto Rico oferece educação de qualidade para mais de 500 estudantes
Vinte salas de aula, quadra poliesportiva, parquinho infantil, pátio, estacionamento e muito mais: o que antes era um sonho distante hoje é realidade para a Escola Classe 01 Porto Rico, em Santa Maria. A reforma da unidade foi iniciada em 2014 e permaneceu sem avanços até 2019, quando foi destravada por este Governo do Distrito Federal (GDF). O espaço foi devolvido para a população em 15 de abril de 2021, 11 meses após a retomada da obra, em março do ano anterior, voltando a ser palco de transformação social e educação de qualidade. Atualmente, são atendidos mais de 500 estudantes a partir de 6 anos em período integral, com quatro refeições diárias, nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo a diretora da unidade, Zeneide Araújo, a cobertura só é possível graças à ampliação do equipamento, uma demanda antiga da comunidade que faz diferença na rotina escolar. A diretora Zeneide Araújo destaca que a reforma na escola levou benefícios para a comunidade como um todo | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília “Traz um impacto positivo porque oferecemos um ambiente limpo, organizado, para o desempenho pedagógico e bem-estar dos nossos alunos, além do trabalho dos professores e demais servidores que estão inseridos no processo de aprendizagem”, comenta a diretora. “Hoje temos uma quadra para aulas de educação física e recreação dos alunos, um parquinho, salas de aula amplas e arejadas, cozinha e refeitório para a alimentação das crianças. Tudo isso veio para benefício da comunidade.” Os serviços foram executados com investimento de R$ 1,6 milhão por meio de licitação promovida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O primeiro certame foi lançado em 2014, mas o contrato foi rescindido dois anos depois por problemas financeiros. A segunda licitação ocorreu em 2017, com prazo de finalização para janeiro de 2018. Mais uma vez, não houve sucesso, e o contrato foi rescindido, com aplicação de multa. A companhia que saiu como segunda colocada na licitação negou a convocação, e foi preciso um terceiro concurso em 2019. O chefe da secretaria da escola, Henrique Albuquerque, que acompanhou cada etapa da empreitada, alega que, devido à lentidão, a obra prejudicou o aprendizado dos estudantes. A circulação de máquinas e de operários no espaço reduziu as atividades escolares, e o período integral ficou suspenso. “Algumas empresas assumiram, mas não continuaram. Foi bem difícil trabalhar nesse período com obras”, relata. A área construída da escola é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos Até que, em abril de 2020, finalmente, a população viveu um recomeço. Sob a gestão deste GDF, os trabalhos ganharam fôlego e foram finalizados em menos de um ano. “Ganhamos muito espaço e também conseguimos ampliar muito o número de matrículas. Temos um retorno positivo por parte dos pais. A escola é muito procurada, tem muita demanda por novas vagas”, comenta Albuquerque. A área construída é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos. A infraestrutura inclui quadra coberta, parquinho, pátio, estacionamento, biblioteca, sala de artes, sala de informática, sala de recursos e espaços convencionais, como cozinha, refeitório, banheiros e sala de professores. Os recursos foram provenientes do orçamento da Secretaria de Educação (SEEDF) e de emendas parlamentares da deputada distrital Jaqueline Silva e da deputada federal Érika Kokay. Mais conforto, mais aprendizado Regis Cardoso tem dois filhos na EC 01 Porto Rico: "O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho" A EC 01 Porto Rico foi fundada em 2009 em caráter provisório e já recebeu milhares de estudantes, que aprenderam a ler, a escrever e, principalmente, a sonhar com apoio do equipamento. Entre os discentes, estão os filhos do cobrador e líder comunitário Regis Cardoso, 49 anos. “Meu filho David Gabriel fez o ensino fundamental aqui, vai concluir o ensino médio e, se Deus quiser, vai para a faculdade. Atualmente eu tenho a Maria Clara, de 8 anos, que chegou com dificuldade em aprender a ler e escrever e hoje já está bem melhor”, conta Regis. “O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho. É fantástico saber que as crianças podem jogar uma bola, dançar uma quadrilha, em uma quadra coberta, sem se preocupar com a chuva.” Valentina Alves da Fonseca e Isabel Cristina Cardoso elegeram a quadra poliesportiva e a sala de leitura como os espaços preferidos delas na escola [LEIA_TAMBEM]A quadra poliesportiva e a sala de leitura, instalada em um dos blocos entregues em 2019, são os ambientes preferidos das estudantes Valentina Alves da Fonseca, 11, e Isabel Cristina Cardoso, 11. “Na quadra, a gente brinca, se diverte, e na sala de leitura podemos assistir a filmes, ler, fazer várias coisas”, afirma Valentina. Isabel completa: “A gente tem tempo para respirar depois das aulas, que são bem puxadas. Lá na quadra, é um momento que temos para brincar e socializar”. Outras intervenções também foram executadas nos últimos anos para manter a ordem e as boas condições da escola com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). A verba destinada é originária da SEEDF e de emendas parlamentares para uso autônomo da instituição. Desde 2022, mais de R$ 92,5 mil foram recebidos e executados pela Escola Classe Porto Rico em diferentes ações, como pintura das salas de aula e regularização das paredes, instalação de arames cortantes na parte superior dos muro e manutenção da serralheira das janelas, além da pintura dos corredores, demais dependências internas, do muro e do pátio.
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Exposição no CEF 410 Norte revela transformações pela arte e ancestralidade
A exposição Entre Olhares da Arte, Detalhes que Encantam e Histórias que Inspiram, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte, apresenta trabalhos que transformaram a forma como os estudantes do 9º ano relacionam-se com a arte, integrando literatura, história e artes visuais. Eles criaram obras que dialogam com a ancestralidade, a diversidade e as práticas antirracistas, ampliando o seu olhar sobre o mundo. A coordenadora pedagógica, Andréia Modtkowski, explica que a mostra marcou uma mudança importante na postura dos alunos ao longo do ano. Para ela, o principal avanço é que os estudantes reconheceram o valor da criação: “Eles entenderam que a arte transforma e mostra que todos são capazes de produzir. Não se trata de ser excelente, mas de perceber que conseguem fazer coisas incríveis. A exposição mostra que esse reconhecimento é construído aos poucos.” O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410 Norte apresenta trabalhos dos alunos, integrando literatura, história e artes visuais. | Fotos: Mary Leal/SEEDF Os trabalhos expostos dialogam com eixos transversais definidos pelos docentes de literatura, história e artes, com ênfase na leitura de autoras negras e na investigação de temas relacionados às ancestralidades. Referências de criadores negros e pesquisas sobre símbolos culturais, como o Baobá, aprofundado pelo professor e pesquisador André Lúcio Bento, ampliaram o repertório desenvolvido em sala de aula. Para a professora de português, Luane Almeida, essa integração entre áreas é fundamental para expandir a leitura de mundo dos estudantes. “Quando você fala de eixos transversais, fala da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Currículo em Movimento, que cobram eixos da educação inclusiva. Trabalhamos com múltiplas linguagens, pintura, visual, gestual, icônico, porque não há como desenvolver uma perspectiva artística integrada sem considerar essas semióticas, como vemos nas telas expostas”, explica. Oliver Ciro Teixeira Silva destaca que o projeto ajuda a aprofundar o entendimento sobre temáticas fundamentais da cultura brasileira Aprendizagem e identidade A produção dos estudantes evidencia diversidade, inclusão e práticas antirracistas, temas presentes no cotidiano escolar. A docente destaca ainda que o projeto segue rigorosamente as orientações pedagógicas do componente curricular. “O Currículo em Movimento pede que os alunos saiam do 9º ano com um repertório crítico fundamentado. Nada mais interessante do que trazer projetos que tornem isso visível na prática. Seguimos o currículo e cruzamos esses eixos com a legislação que torna obrigatório o ensino das matrizes africanas e afro-brasileiras. Esse compromisso ficou muito evidente no desenvolvimento da mostra”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Estudante do 9º ano, Oliver Ciro Teixeira Silva, de 14 anos, relata que o projeto ajuda a aprofundar o entendimento sobre temáticas fundamentais da cultura brasileira. “Eu acho que é muito importante a gente estudar bastante sobre isso, saber e aprender sobre essa cultura, que é muito importante tanto para o Brasil quanto para muitos acontecimentos históricos. Acho que dessa forma a gente está resgatando e valorizando as origens da cultura brasileira”, afirma. O aluno participou de diferentes etapas da mostra e desenvolveu diversas obras ao longo do ano. “Eu fiz o cartaz do afro, como se fosse uma árvore, e também trabalhei com realismo, pintando flores e plantas de forma mais detalhada. Teve ainda um trabalho de nome artístico, em que a gente desenhava o nosso nome com letras artísticas, grafite, várias expressões diferentes”, conta. O processo criativo da mostra envolveu estudo teórico, análise de contos e criação de interpretações visuais sobre as temáticas propostas. As obras reforçam o papel da linguagem visual como forma de expressão e reflexão, especialmente em um contexto social marcado pela força das imagens. A exposição permanece aberta ao público escolar até 17 de janeiro. *Com informações da Secretaria de Educação
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Alunos do CEF 101 participam de palestra sobre vacinação contra o HPV
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e com a organização Grupo Mulheres do Brasil, promoveram, na última quinta-feira (23), uma palestra sobre a importância da vacina contra o HPV no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 101 do Recanto das Emas. A médica infectologista Ana Rosa dos Santos, voluntária da instituição sem fins lucrativos, conversou com alunos do 8º ano sobre sintomas, formas de transmissão, tratamento e grupos afetados pelo vírus. Para Carla Dias, psicóloga da SEEDF e gerente de projetos na Diretoria de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante (Diase), ações como essa são fundamentais, uma vez que o aluno não consegue aprender se não estiver saudável. “Por estar tendo uma baixa adesão à vacinação contra HPV entre crianças e adolescentes, decidimos fazer essa parceria com o Grupo Mulheres Brasil. É importante trazer um profissional da saúde para combater a desinformação e explicar os riscos sobre a transmissão do HPV”, destacou. Os estudantes aprenderam sobre a ação da vacina e como o HPV se manifesta | Fotos: Alexandre Alvares/Agência Saúde DF Ana Rosa ressaltou como a eficácia das vacinas de hoje é essencial no combate a doenças relativamente simples, mas que no passado eram letais, como o HPV. “A vacina ajuda não só a salvar vidas, mas também diminui muitas sequelas em quem tem a doença”, reforçou. “Acredito que o conhecimento é tudo, e a troca dele é maior ainda. Podemos salvar vidas por meio do conhecimento”, expressou a palestrante, que antes de praticar a medicina foi professora. “O público pode ficar com dúvidas, se houver só uma propaganda demonstrativa, e não correr atrás da informação" Gabriela Avelar, médica sanitarista A médica sanitarista Gabriela Avelar, servidora da Coordenação da Atenção Primária à Saúde (Coaps) da SES-DF, refletiu sobre a diferença entre uma campanha de vacinação apenas publicitária e uma ação presencial, como debates e palestras: “O público pode ficar com dúvidas, se houver só uma propaganda demonstrativa, e não correr atrás da informação. A parceria que estamos fazendo com o Grupo Mulheres do Brasil ajuda a sanar dúvidas e, principalmente, a sensibilizar os jovens e suas famílias”. A estudante do 8º ano Ágatha Oliveira, 14 anos, também considerou a palestra importante para si e seus colegas. “Muita gente aqui não sabe nem o que é o HPV. Então, ela (a palestrante) ter falado sobre o que é, como se pega e se trata foi essencial porque pode ter pessoas que praticam relações sexuais, mas que não sabem sobre a doença e não se cuidam por não terem noção dos sintomas, podendo adoecer ainda mais”, afirmou. Os alunos conversaram com a médica infectologista Ana Rosa e com a psicóloga da SEEDF Carla Dias Saiba mais sobre o HPV ⇒ O que é É um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais comum do mundo. ⇒ Transmissão O HPV é transmitido pela pele ou mucosas de alguém que tem o vírus, principalmente por meio de relações sexuais. ⇒ Grupo afetado A maioria são homens e mulheres entre 16 e 25 anos. [LEIA_TAMBEM]⇒ Sintomas A princípio, aparecem verrugas na parte íntima, boca ou garganta, mas se não tratadas, podem evoluir para diferentes tipos de câncer, como no pênis, no colo do útero ou no ânus. ⇒ Diagnóstico Geralmente, é feito por meio do exame de Papanicolau, nas mulheres, ou por avaliação clínica de identificação de verrugas. ⇒ Tratamento Os sinais que aparecem pelo corpo podem ser tratados, mas isso não garante que o vírus saia totalmente do organismo. Por isso, a melhor opção é a prevenção por meio da vacina. ⇒ Vacinação A vacina é gratuita e está disponível para adolescentes de 9 a 14 anos; jovens de 15 a 19 anos também podem se vacinar até dezembro de 2025. *Com informações da Secretaria de Educação
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Fórum discute projetos do ensino fundamental da rede pública do DF
Entre os dias 6 e 8 de outubro, professores e gestores do ensino fundamental da rede pública do Distrito Federal participarão do Fórum do Ensino Fundamental: da alfabetização às adolescências, no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), na Asa Norte. As inscrições estão abertas e podem ser feitas on-line. Em todos os dias do Fórum, haverá momentos de homenagem aos autores das práticas pedagógicas selecionadas, reforçando o compromisso da Secretaria de Educação (SEEDF) com o reconhecimento do trabalho dos profissionais da educação. A programação do Fórum do Ensino Fundamental foi pensada para valorizar o trabalho de quem está no dia a dia da escola | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “A programação foi pensada para valorizar o trabalho de quem está no dia a dia da escola. Queremos ver professores, gestores e equipes pedagógicas que atuam nas Coordenações Regionais de Ensino (CREs) trocando experiências e se inspirando uns nos outros para melhorar ainda mais a aprendizagem dos nossos estudantes”, afirma a diretora de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação do DF, Ana Carolina Tavares. O seminário começa com o painel Do diagnóstico à ação: estratégias de gestão para fortalecer as aprendizagens no ensino fundamental, que vai apresentar relatos das coordenações regionais de ensino de Samambaia, Ceilândia e Plano Piloto sobre o impacto das avaliações do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) no Programa Alfaletrando. “Cada prática pedagógica que será apresentada é um exemplo concreto de dedicação e criatividade dos nossos educadores. Reconhecer essas ações é essencial para fortalecer a rede e inspirar novas iniciativas”, destaca Ana Carolina Tavares. Programação Um dos destaques do fórum será o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: inovação e aprendizagem significativa [LEIA_TAMBEM]O segundo dia do fórum será voltado a práticas pedagógicas realizadas nos anos iniciais do ensino fundamental e dedicado a dois temas centrais. No período da manhã, o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: inovação e aprendizagem significativa trará experiências de educação financeira, letramento científico e robótica envolvendo alunos do 5º ano. Já na parte da tarde, o foco será o painel Alfabetização na perspectiva dos diversos letramentos: entre vozes, saberes e sustentabilidade, que apresentará projetos de conscientização ambiental, práticas inclusivas de alfabetização para estudantes indígenas e o trabalho de musicalização Trilhando Sons. Encerrando o evento, serão apresentadas, em dois painéis, práticas pedagógicas realizadas em escolas que ofertam anos finais. No período da manhã, será realizado o painel O ensino fundamental e as adolescências: leitura e caminhos para a diversidade, que trará experiências de dança, artes visuais e incentivo à leitura. Já à tarde, o painel O ensino fundamental e as adolescências: natureza, linguagem e matemática em diálogo abordará práticas que envolvem horta agroflorestal, uso de avaliações externas para a recomposição das aprendizagens em Língua Portuguesa e a iniciativa Motiva Matemática — Reconectando Saberes, que busca aproximar os estudantes da disciplina por meio de novas metodologias. *Com informações da Secretaria de Educação
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Formatura encerra capacitação de guardiões ambientais no Park Way e em Taguatinga
O Programa de Educação Ambiental Lobo Guará (Prealg) do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), em parceria com as escolas classe Ipê do Park Way e 29 de Taguatinga, realizou nessa sexta-feira (8) a formatura do Projeto Guardiões Ambientais. Alunos do 5º ano das escolas classe Ipê do Park Way e 29 de Taguatinga participaram de formatura do Projeto Guardiões Ambientais | Foto: Divulgação/PMDF Ao todo, 215 estudantes do 5º ano receberam o certificado de conclusão, após participarem do projeto durante o primeiro ciclo de 2025. Os novos guardiões ambientais aprenderam a agir como cidadãos mais conscientes e responsáveis em relação ao meio ambiente em que vivem. Além disso, tornaram-se multiplicadores dos conhecimentos adquiridos, contribuindo de forma significativa para a construção de uma comunidade mais sustentável. [LEIA_TAMBEM]O Projeto Guardiões Ambientais, uma das frentes de atuação do Prealg, é desenvolvido em escolas de ensino fundamental do Distrito Federal, tendo como base a Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). A iniciativa promove a segurança pública com foco na prevenção primária de delitos ambientais, com ênfase na criação irregular de animais silvestres. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Centros interescolares de línguas abrem vagas para cursos de idiomas nesta sexta-feira (18)
Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, das escolas militares e comunidade em geral poderão inscrever-se, a partir desta sexta-feira (18), às 18h, para os cursos de idiomas oferecidos pelos centros interescolares de línguas (CILs), com vagas para o segundo semestre deste ano. As inscrições poderão ser feitas até o dia 25 deste mês, às 23h59, no site da Secretaria de Educação do DF. Podem participar estudantes de escolas públicas e militares do Distrito Federal, além da comunidade em geral | Foto: Mary Leal/SEEDF O processo seletivo será feito por meio de sorteio e ocorrerá em três etapas: [LEIA_TAMBEM]- Estudantes da rede pública: resultado previsto para 2/8; - Estudantes de escolas militares: resultado em 13/8; - Comunidade em geral: resultado em 21/8. Serão ofertados cursos de inglês, espanhol, francês, japonês e alemão, este último exclusivo para estudantes da rede pública, do 8º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio, e oferecido apenas no CIL 01 de Brasília (907/908 Sul). Cada uma das 17 unidades da escola de idiomas no DF abrirá 18 vagas por turma. “O CIL é uma política pública consolidada e pioneira no país, já que o DF foi o primeiro a oferecer ensino gratuito de línguas. É um projeto importante por garantir acesso a quem, normalmente, não teria essa oportunidade”, afirma Rosana Correia, gerente de Educação Ambiental, Patrimonial e de Línguas Estrangeiras, da Secretaria de Educação. Criada com foco na comunicação e no desenvolvimento de habilidades práticas, a iniciativa completa 50 anos em 2025, desde a inauguração do CIL 01 de Brasília, em 1975. A maioria das vagas é destinada aos estudantes da rede pública, e as não preenchidas são ofertadas à comunidade em geral. *Com informações da SEEDF
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Programa Escola para as Adolescências valoriza o protagonismo estudantil
Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (9) a portaria 650, de 6 de junho, que institui o Programa Distrital Escola para as Adolescências. A iniciativa é voltada aos estudantes do 6º ao 9º anos das escolas públicas do Distrito Federal. A ação está alinhada à Portaria do Ministério da Educação (MEC) n° 635, de 10 de julho de 2024, que criou o Programa Escola das Adolescências em nível nacional, com foco no fortalecimento dos anos finais do ensino fundamental por meio de apoio técnico-pedagógico e financeiro. “A implementação do Programa Distrital Escola para as Adolescências é um passo essencial para fortalecer o vínculo dos nossos adolescentes com a escola. Estamos comprometidos em criar espaços mais atrativos, dialogados e que respeitem as especificidades dessa fase da vida”, afirmou Iêdes Braga, subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O programa está estruturado em cinco eixos estratégicos que orientam as ações de forma integrada | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Cinco eixos estratégicos O programa distrital está estruturado em cinco eixos estratégicos que orientam as ações de forma integrada, com foco nas necessidades específicas dos estudantes adolescentes: governança; formação de profissionais da educação e acompanhamento pedagógico; desenvolvimento curricular e protagonismo estudantil; reconhecimento e compartilhamento de práticas pedagógicas exitosas; e sistema de avaliação. O eixo da governança assegura a articulação entre os diferentes níveis de gestão da SEEDF, por meio do Comitê do Programa Distrital Escola para as Adolescências (Codipea) e da Rede do Programa Distrital Escola para as Adolescências (Redipea). O Codipea é composto por representantes das áreas técnicas da SEEDF e das coordenações regionais de ensino, enquanto a Redipea será formada por articuladores distritais e regionais, que atuarão diretamente nas escolas, acompanhando a execução pedagógica do programa. Formação, currículo e protagonismo O eixo de formação de profissionais da educação e acompanhamento pedagógico prevê ações de formação continuada e suporte técnico-pedagógico para apoiar os educadores que atuam nos anos finais do ensino fundamental. Já o eixo de desenvolvimento curricular e protagonismo estudantil busca implementar estratégias para incentivar o protagonismo dos adolescentes e tornar as práticas pedagógicas mais significativas. Serão disponibilizados instrumentos metodológicos e recursos que contribuam para a superação das defasagens e para a recomposição das aprendizagens nas escolas. O eixo de reconhecimento e compartilhamento de práticas pedagógicas exitosas visa a estimular a valorização de experiências bem-sucedidas, promovendo a troca de saberes e fortalecendo a rede por meio de iniciativas como o Fórum do Ensino Fundamental, já realizado de forma contínua pela SEEDF. Avaliação e melhoria contínua [LEIA_TAMBEM]Por fim, o eixo de avaliação pretende utilizar os resultados dos sistemas de avaliação já instituídos no Distrito Federal para aprimorar a qualidade da oferta educacional nos anos finais e subsidiar melhorias contínuas no próprio programa. A iniciativa busca enfrentar desafios como a evasão escolar, a defasagem de aprendizagem e a desmotivação, promovendo a valorização do contexto juvenil e o desenvolvimento integral dos estudantes nessa fase da educação básica. *Com informações da Secretaria de Educação
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Estudantes da rede pública se preparam para desafio nacional de matemática
Alunos da rede pública do Distrito Federal participam, na próxima terça-feira (3/6), da primeira fase da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), considerada a maior competição estudantil do país. Voltada para estudantes dos ensinos fundamental e médio, a prova é promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e tem como objetivo estimular o interesse pela Matemática, identificar talentos e ampliar oportunidades acadêmicas para alunos da educação básica. Arthur Souto e Pedro Soares, de 13 anos, participam do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF “A Obmep representa uma oportunidade única para nossos estudantes demonstrarem seu potencial em matemática e abrirem portas para o futuro acadêmico e profissional”, afirma a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEEDF), Iêdes Soares Braga. “Nossos resultados em 2024 mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que podemos alcançar ainda mais estudantes e desenvolver novos talentos.” Os resultados da edição anterior mostram o crescente envolvimento das escolas públicas do DF com a olimpíada. Em 2024, a rede teve 9,7 mil estudantes classificados para a segunda fase, conquistando 91 medalhas nacionais e 273 medalhas estaduais. Ao todo, 17 escolas e 18 professores foram premiados, fortalecendo o papel da Obmep como ferramenta de valorização do ensino e descoberta de jovens talentos na rede pública. Histórias de sucesso Entre as escolas que se destacam está o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 201 de Santa Maria, que conquistou o primeiro lugar no ranking de medalhas no DF em 2024, com três medalhas de ouro e uma de prata. O sucesso da instituição é resultado de um trabalho coordenado que envolve toda a comunidade escolar. “O mais importante é que todos abracem a causa - gestão, professores, alunos”, pontua a diretora da escola, Dayse Cristina Salazar. “Quando todos trabalham juntos por um objetivo comum, tudo flui melhor.” O coordenador pedagógico Hélio Carneiro Ferreira, que atua na organização da Obmep na escola desde 2009, reforça a importância do trabalho contínuo de sensibilização: “Nosso trabalho é motivar os alunos e mostrar histórias reais de sucesso. No próprio site da Obmep há vários relatos inspiradores, que compartilhamos com eles como forma de mostrar um mundo de possibilidades que pode se abrir”. O professor ressalta ainda a riqueza do material disponível: “O site oferece material didático excelente, com provas anteriores resolvidas e vídeos explicativos. Se os professores incentivarem o uso e os alunos se dedicarem, as chances de sucesso aumentam muito”. Novas perspectivas Pedro Vitor Fernandes Soares, de 13 anos, estudante do 8º ano, conquistou medalha de ouro nacional em 2024 e hoje participa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O interesse dele pela olimpíada começou ainda no 5º ano, motivado pelos benefícios que a competição oferece. “Eu me interessei muito pelos benefícios, pela bolsa, pelas viagens”, relata. “Achei muito interessante porque no fundamental já tem tantas oportunidades boas, e eu pensava que oportunidades como essa iam aparecer só depois do ensino médio.” Pedro pretende usar a medalha como diferencial para ingressar em uma boa universidade - quer cursar medicina. [LEIA_TAMBEM]Para a preparação, o estudante desenvolveu uma metodologia própria: “Tem um método que achei muito bacana, que é o TNA – Teste de Nível Atual. Você vai pegando as provas anteriores, coloca um cronômetro com o mesmo tempo da prova e vai fazendo. As que você acerta, deixa para lá; se você erra, tira dúvida e refaz, porque você vai melhorar seus erros”. Medalha de prata nacional, Arthur Marques Souto, 13, encontrou na Obmep uma nova motivação para os estudos. “Antes eu não gostava muito de estudar”, lembra. “Estudava por necessidade, não gostava nem de olhar para os livros. Depois mudou. Agora está muito mais fácil estudar para as matérias, revisar conteúdo. Essas olimpíadas contribuíram muito para isso”. Porta de entrada para o ensino superior A Obmep consolidou-se como importante via de acesso ao ensino superior. Estudantes premiados com medalhas nacionais garantem vaga no PIC, que oferece aulas avançadas de Matemática e bolsa de R$ 300 do CNPq para alunos de escolas públicas. Além disso, o Impa A Tech reserva 80% das vagas para medalhistas em olimpíadas científicas, enquanto outras universidades públicas, como USP e Unicamp, também adotaram vagas específicas para esses estudantes. Programação A olimpíada será aplicada em duas fases: a primeira na terça-feira (3) e a segunda, em 25 de outubro. Os vencedores serão anunciados em 22 de dezembro. A competição é dividida nos níveis 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental) e 3 (ensino médio). Escolas como CEF Polivalente e CEF 4 de Brasília destacam-se por terem medalhas nos níveis 1 e 2, enquanto o CEM Setor Leste e o CEM 414 de Samambaia registram conquistas principalmente no nível 3. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escola Parque da Natureza e do Esporte ganha seis novas salas de aula com capacidade para 210 alunos por turno
O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quarta-feira (21), a Escola Parque da Natureza e do Esporte, no Núcleo Bandeirante, onde foram construídas seis novas salas modulares. A unidade, que já havia passado por uma reconstrução em 2022, agora ganha reforço na estrutura para ampliar o atendimento aos estudantes da rede pública de ensino no contraturno escolar. "Esses módulos escolares têm sido um grande sucesso de construção porque trazem qualidade, ar-condicionado em todas as salas, um ambiente realmente salutar para que as nossas crianças possam se desenvolver", destacou o governador Ibaneis Rocha | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Com investimento de R$ 1.014.059,04 da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), os módulos foram concluídos em fevereiro deste ano e ocupam uma área total de 1.185,80 metros quadrados, com capacidade para atender até 210 alunos por turno. "Esses módulos escolares têm sido um grande sucesso de construção porque trazem qualidade, ar-condicionado em todas as salas, um ambiente realmente salutar para que as nossas crianças possam se desenvolver. Nós vemos várias atividades lúdicas que os alunos participam e certamente isso vai engrandecer o desenvolvimento. Essa escola tem um caráter muito excepcional porque era um clube abandonado e, com recursos de emendas do deputado distrital Hermeto, nós a recuperamos e transformamos na Escola Parque da Natureza e do Esporte, integrando natureza e educação para que essas crianças cresçam cada vez mais entendendo a necessidade de preservar a nossa flora e fauna", afirmou o governador Ibaneis Rocha. A Escola Parque recebe hoje crianças de 14 escolas da regional de ensino do Núcleo Bandeirante Atualmente, a Escola Parque atende 1.423 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental com atividades no contraturno escolar, como natação, ginástica, lutas, dança, música, arte cênica e manejo sustentável do solo. De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a proposta é aliar o aprendizado escolar à prática esportiva, ao desenvolvimento artístico e ao contato com a natureza. “A criança precisa se desenvolver em todas as áreas, não só na cognitiva para aprendizagem, mas também na socialização, e é isso que a Escola Parque proporciona. O esporte e a música são tudo para esses meninos, então o ensino daqui complementa o que é repassado dentro das salas de aula regulares”, defendeu Hélvia Paranaguá. [LEIA_TAMBEM]De cara nova, a Escola Parque recebe hoje crianças de 14 escolas da regional de ensino do Núcleo Bandeirante (Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Park Way, Riacho Fundo e Riacho Fundo II) e uma do Guará. Com os novos investimentos, o plano é aumentar a capacidade de alunos nos próximos anos. “Com a ampliação, a gente consegue oferecer uma estrutura melhor para executar as atividades desenvolvidas por nós, além de possibilitar uma ampliação no número de alunos acolhidos. Agora a gente consegue criar mais blocos de atividades, sendo que cada um tem cerca de 80 crianças. Então, vamos criando blocos, aumentando nossas modalidades e oficinas para trazer essa complementação para os nossos estudantes”, anunciou a diretora da Escola Parque, Aline Protta. "Os módulos escolares são estruturas modernas que nos permitem ampliar o número de vagas economizando recursos e tempo, mas com entregas de extrema qualidade. As salas de aula são amplas, iluminadas e confortáveis, garantindo as condições necessárias para o bom aprendizado. Investir em educação é cuidar no futuro", pontuou a vice-governadora Celina Leão.
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Educação de Jovens e Adultos receberá livros didáticos por meio do PNLD
As escolas públicas que ofertam a Educação de Jovens e Adultos (EJA) já podem realizar a escolha dos novos livros didáticos que serão utilizados entre 2026 e 2029. A seleção faz parte do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que tem como objetivo garantir materiais de qualidade para apoiar o trabalho e fortalecer a aprendizagem dos estudantes. A escolha deve ser feita pelos professores escolares no sistema PNLD Digital, até o dia 23 de maio. A escolha dos livros é feita de forma autônoma e democrática, com registro em sistema oficial do MEC, e os livros escolhidos são posteriormente enviados gratuitamente às escolas públicas | Foto: Mary Leal/SEEDF A chegada de novos materiais didáticos representa uma importante oportunidade para o fortalecimento da EJA, modalidade essencial para a ampliação do acesso à educação na rede pública do Distrito Federal. “É com muita alegria e entusiasmo que recebemos o PNLD EJA. A EJA ficou 10 anos sem receber material didático por meio desse importante Programa, que objetiva garantir a todos os estudantes e professores o acesso a materiais de qualidade, com orientações e atividades voltadas às suas especificidades", celebra Lilian Sena, diretora da EJA da SEEDF. Para o primeiro segmento da EJA (anos iniciais do ensino fundamental), cada escola poderá escolher até três coleções: Práticas de Alfabetização e de Matemática, Práticas em Linguagem e Cultura Digital e Práticas do Mundo do Trabalho e Territórios. [LEIA_TAMBEM] Já para o segundo segmento (anos finais), será possível selecionar até seis coleções: Práticas em Ciências da Natureza, Práticas em Ciências Humanas e Arte, Práticas de Leitura e Escrita, Práticas em Língua Estrangeira (Espanhol), Práticas em Língua Estrangeira (Inglês) e Práticas em Matemática. Guia das obras As obras estão disponíveis no Guia Digital do PNLD, que apresenta resenhas e versões completas dos livros, além de orientações sobre o processo de escolha. O cadastro prévio dos diretores é obrigatório para acessar o sistema, e o manual com as instruções está disponível para download. Mesmo as escolas que optarem por não receber nenhuma coleção devem registrar sua decisão no sistema. No caso das coleções de Práticas em Língua Estrangeira — Inglês e Espanhol —, as escolas devem estar atentas: apenas as que lecionam ambas as disciplinas devem solicitar os livros dos dois componentes. Instituições que oferecem apenas um dos idiomas devem registrar no sistema a opção “Não desejo receber obras” para o idioma não ministrado. Todas as orientações sobre os procedimentos estão disponíveis na página oficial da Escolha PNLD EJA - 2026 a 2029. *Com informações da SEEDF
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Avaliação contínua mapeia a aprendizagem de mais de 250 mil estudantes no DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (Suplav), concluiu o Ciclo I da Avaliação Contínua das Aprendizagens, realizado entre 24 de março e 18 de abril. A ação mobilizou todas as escolas públicas que ofertam do 1º ao 9º anos do ensino fundamental, como parte dos programas Escola das Adolescências e Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd). A Avaliação Contínua das Aprendizagens é aplicada em todas as escolas públicas que oferecem do 1º ao 9º anos do ensino fundamental | Foto: André Amendoeira/SEEDF “Essa aplicação funciona como um termômetro. Ela nos mostra o que os estudantes já dominam e o que ainda precisam aprender. Isso permite que as escolas planejem intervenções mais assertivas, respeitando o ritmo de cada turma e promovendo uma aprendizagem significativa”, explicou a subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da SEEDF, Francis Ferreira. Neste primeiro ciclo, participaram cerca de 253 mil estudantes, abrangendo tanto os anos iniciais quanto os finais do ensino fundamental. As provas foram elaboradas com foco em habilidades essenciais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), gerando um diagnóstico contextualizado e preciso. Avaliações diversificadas Nos anos iniciais, as provas incluíram matemática e língua portuguesa (leitura, escrita e fluência leitora). No 1º ano, os estudantes realizaram atividades de leitura e matemática; a partir do 2º ano, a fluência leitora passou a ser aplicada individualmente, com acompanhamento do docente. “Quando o professor compreende, com base em dados concretos, quais são as dificuldades e os avanços da sua turma, ele se sente mais seguro para intervir de forma efetiva” Francis Ferreira, subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Para os anos finais (6º ao 9º anos), os conteúdos avaliados incluíram matemática e leitura e escrita em língua portuguesa. As escolas também puderam optar pela inclusão da área de ciências da natureza. As visitas técnicas da Diretoria de Avaliação Educacional (Diav) revelaram o comprometimento das unidades escolares. No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 de Taguatinga, por exemplo, a avaliação foi incorporada ao processo pedagógico e à menção bimestral dos estudantes. Já na Escola Classe (EC) 54, também em Taguatinga, a fluência leitora foi aplicada com sensibilidade e organização, em ambiente acolhedor. Em Planaltina, a EC Altamira destacou-se pelo uso consciente dos dados para o replanejamento das ações educativas. A atuação dos articuladores de avaliação das regionais tem sido fundamental para o êxito logístico da iniciativa. Avanços da avaliação Para Francis Ferreira, o uso pedagógico dos dados é um dos maiores ganhos desse processo. “A educação pública do DF tem avançado na cultura do uso de evidências. Quando o professor compreende, com base em dados concretos, quais são as dificuldades e os avanços da sua turma, ele se sente mais seguro para intervir de forma efetiva. Isso fortalece a prática docente e melhora os resultados de aprendizagem”, destacou a gestora. O Ciclo I também evidencia o compromisso com a inclusão. As escolas estão garantindo condições adequadas para a participação dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Anee), por meio de adaptações como tempo adicional, auxílio de leitor e aplicação em ambientes adequados. Outro diferencial da Avaliação Contínua é o suporte aos docentes. Os guias orientadores têm sido amplamente utilizados durante os momentos de coordenação coletiva, contribuindo para a formação continuada dos professores e para a qualidade da aplicação. Os dados obtidos ajudam a identificar habilidades ainda frágeis, subsidiando intervenções pedagógicas e o monitoramento da evolução dos estudantes ao longo do ano. Acompanhamento ao longo do ano A Avaliação Contínua segue ao longo do ano letivo com mais dois momentos: o Ciclo II, previsto para junho, e o Ciclo III, em setembro. Juntos, os três ciclos permitirão um acompanhamento progressivo da trajetória dos estudantes, fortalecendo o planejamento pedagógico com base em dados concretos e contribuindo para garantir o direito de todos à aprendizagem. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Escolas do DF recebem ações intensificadas de combate ao bullying e promoção da cultura de paz
Neste mês, quando se celebra – nesta segunda (7) – o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, o Governo do Distrito Federal (GDF) intensifica as ações de enfrentamento à violência no ambiente escolar. Por meio do programa Cidadania nas Escolas, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa busca promover a cultura da paz e conscientizar sobre os impactos negativos do bullying e do cyberbullying na vida de crianças e adolescentes. Programa Cidadania nas Escolas já beneficiou mais de 2,5 mil estudantes e membros da comunidade escolar com ações contra o bullying | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Fazem parte da programação do projeto palestras e outras metodologias que estimulam o diálogo como instrumento de resolução de conflitos Desde a sua criação, em 2023, o programa já beneficiou mais de 2,5 mil estudantes, professores e membros da comunidade escolar com ações voltadas exclusivamente à prevenção do bullying. Foram mais de 60 atividades realizadas, com destaque para as 45 ações promovidas ao longo de 2024, que alcançaram cerca de 2 mil alunos. Em 2025, mais de 500 estudantes já participaram das iniciativas nos primeiros meses do ano. Educação para a não violência As ações são direcionadas a alunos da educação infantil, ensino fundamental e médio, além de professores, gestores escolares e responsáveis. A programação inclui palestras, bate-papo, dinâmicas interativas, contação de histórias e outras metodologias que estimulam a escuta ativa, o respeito às diferenças e o diálogo como instrumento de resolução de conflitos. O eletricista Davi Matos acompanhou o filho, Daniel, em uma atividade da Sejus-DF no Recanto das Emas: “A gente educa em casa, mas é necessário que ele também tenha essa noção dentro da escola. O que ele aprendeu nesse projeto é para sempre” Durante os encontros, os participantes são incentivados a refletir sobre comportamentos nocivos e suas consequências, aprendem a identificar sinais de bullying e recebem orientações sobre como agir diante dessas situações. O objetivo é promover valores como empatia, respeito mútuo e convivência pacífica, em consonância com os princípios da cultura da paz. Essa transformação também é sentida pelas famílias, como conta o eletricista Davi Lucas Matos, 62, morador do Recanto das Emas, que acompanhou a participação do filho, Daniel Matos, 11, em uma das atividades: “Foi muito importante esse aprendizado. A gente educa em casa, mas é necessário que ele também tenha essa noção dentro da escola. O que ele aprendeu nesse projeto é para sempre”. Prevenção é compromisso permanente “A escola deve ser um espaço de acolhimento, respeito e aprendizado” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania “Combater o bullying é essencial para garantir o desenvolvimento saudável de nossas crianças e adolescentes”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “A escola deve ser um espaço de acolhimento, respeito e aprendizado. A Sejus tem atuado de forma ativa para promover a cultura da paz, estimulando o diálogo e a empatia desde cedo. Nosso papel é levar conhecimento e apoio a toda a comunidade escolar, contribuindo para uma sociedade mais justa e livre de violências.” Outra frente de atuação da Sejus é a parceria com a organização Safernet Brasil, que tem levado às escolas públicas do DF o projeto de uso consciente e seguro da internet. A ação oferece oficinas e atividades educativas sobre segurança digital, prevenção à violência online, proteção de dados pessoais e combate ao discurso de ódio nas redes sociais. A iniciativa amplia o debate sobre os riscos do ambiente virtual e complementa os esforços do programa Cidadania nas Escolas no combate ao cyberbullying. Ao longo deste mês, a Sejus-DF levará suas atividades a diversas escolas do DF, ampliando o alcance das ações educativas e reforçando a importância de construir ambientes escolares seguros, acolhedores e livres de violências. Falar sobre bullying importa Diversas pesquisas indicam que o bullying pode causar danos sérios à saúde emocional e ao desenvolvimento social das vítimas, afetando sua autoestima, rendimento escolar e relações interpessoais. Quando não enfrentado, pode evoluir para quadros graves de ansiedade, depressão, automutilação e até comportamentos agressivos. Nesse contexto, iniciativas como o Cidadania nas Escolas são essenciais para a prevenção de conflitos e fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade. Como participar Escolas públicas, privadas e instituições comunitárias interessadas em receber as ações do programa Cidadania nas Escolas podem entrar em contato pelo e-mail subav@sejus.df.gov.br ou pelo telefone (61) 2244-1228. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Ampliada, Escola Classe 425 de Samambaia atenderá mais de 600 estudantes
Iniciada em 2022, as obras da Escola Classe 425, de Samambaia, entra na fase de acabamentos. Antes de chegar a esse estágio, o projeto precisou ser modificado para a inclusão de um estacionamento e adequações estruturais. A escola, que desde a década de 1991 funcionava em instalações provisórias, foi transformada em uma unidade moderna e acessível, com ampliação da estrutura para atender mais de 600 estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Erguida em Samambaia com investimentos de R$ 14 milhões, a Escola Classe 425 poderá atender mais de 600 estudantes | Foto: Divulgação/Novacap A nova estrutura conta com 18 salas de aula, além de espaços dedicados a reforço escolar, artes, laboratórios, biblioteca, auditório, cozinha, depósito, área de hora, parquinho, refeitório e sanitários. Além disso, estão sendo executadas 30 vagas de estacionamento para melhor atender à comunidade escolar. A área total da construção tem 4.464,82 m², divididos entre 3.696,37 m² da escola e 768,45 m² da quadra coberta. Presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Fernando Leite destacou a importância da obra para a comunidade local: “Finalmente, esta gestão conseguiu encaminhar essa entrega que vai ser de fundamental importância para os moradores dessa região.” Durante o período de reconstrução, os alunos da EC 425 foram realocados para outras escolas da região. Com a conclusão das obras, os estudantes retornam à unidade, proporcionando um ambiente de ensino mais adequado e confortável. Rosalvo Souza, de 36 anos, morador da quadra 423 de Samambaia, afirma que a entrega dessa escola vai trazer muitos benefícios para a região. “Principalmente para pessoas que, assim como eu, tem algum familiar na unidade”, disse ao lembrar-se de um sobrinho à espera do retorno da escola. “A entrega da nova Escola Classe 425 é um marco para a comunidade de Samambaia e reforça o compromisso do governo Ibaneis Rocha com a educação pública de qualidade. A unidade foi planejada para oferecer um ambiente moderno, acessível e bem equipado, garantindo as melhores condições de aprendizagem para nossos estudantes. Melhorar a infraestrutura é investir no futuro das nossas crianças, e essa escola representa mais conforto, segurança e oportunidades para toda a comunidade escolar”, enfatizou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. *Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
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