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Com investimento de R$ 2,9 milhões, GDF leva asfalto ao acesso da escola do Incra 9

Estudantes, professores e moradores do Incra 9 passaram a contar, nesta segunda-feira (8), com um acesso asfaltado entre a BR-070 e a escola pública da comunidade, no Setor de Chácaras Alexandre Gusmão, em Ceilândia. Com investimento de R$ 2,9 milhões, a obra integra o Caminho das Escolas, programa do GDF voltado para a pavimentação de vias próximas a unidades de ensino em áreas rurais do Distrito Federal. Durante a entrega da obra, a governadora anunciou: “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “Com mais uma rua pavimentada, avançamos no cercamento de toda essa área”, comemorou a governadora Celina Leão, que acompanhou a entrega da obra. “Já temos pedidos para outros dois trechos, que estão em elaboração, com o objetivo de concluir a pavimentação no Incra 8 e no Incra 9, com apoio de deputados e da bancada federal, que também destinou recursos. Esse é um esforço conjunto para garantir dignidade à população que vive no campo. Os alunos passam a chegar à escola com mais conforto, sem poeira ou lama, mesmo diante das duas estações bem marcadas da região, seca e chuva. A melhoria também preserva os ônibus e contribui para uma melhor qualidade de vida para todos.” Área rural Trecho da obra concluída liga a BR-070 à escola, atendendo diretamente a comunidade do Incra 9 A intervenção contemplou pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical e obras complementares no trecho de acesso à unidade de ensino. O trecho liga a BR-070 à unidade escolar e atende diretamente a comunidade do Incra 9, formada por estudantes, famílias, professores, trabalhadores da educação e moradores da área rural de Ceilândia.   “Ações como essa mostram a força desse governo que não faz obra somente nas cidades, mas também na área rural, que tem uma carência muito grande”, pontuou o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. “E essa entrega é ainda mais importante quando é na porta de uma escola, com crianças que sofrem na seca e na chuva. Isso é, inclusive, uma questão de saúde para a comunidade escolar, que agora não lida mais com as doenças causadas pela poeira.” [LEIA_TAMBEM]A escola atende cerca de 500 estudantes. Pela manhã, recebe turmas da educação infantil e do ensino fundamental I; à tarde, alunos do ensino fundamental II; e, à noite, estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A obra faz parte do pacote de intervenções do Caminho das Escolas em Ceilândia. A emenda federal de bancada destinada ao conjunto de obras soma R$ 22,4 milhões e contempla também acessos a outras unidades de ensino da área rural. Caminho das Escolas O Caminho das Escolas foi criado para melhorar o deslocamento de alunos, professores e servidores da educação em áreas rurais. Segundo a Secretaria de Governo (Segov-DF), o programa já havia viabilizado 29,2 km de acessos pavimentados a escolas rurais desde 2020, com previsão de chegar a 42,9 km após a conclusão das obras em andamento. Andreia Gomes, que mantém uma ONG no local: “O asfalto fez muita diferença para a gente.  A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui”  Moradora da região, Andreia Gomes, de 57 anos e mantenedora de uma ONG de proteção animal, destacou a importância da obra para a comunidade: “O asfalto fez muita diferença para a gente. Antes, com a passagem dos ônibus, havia muita poeira. A gente respirava poeira. Então, essa melhoria não beneficia só os alunos, mas também quem trabalha aqui. Há várias ONGs aqui na região, e foi muito importante para todos nós”. Eron Lopes, organizador de eventos: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós” Também morador do Incra 9, o organizador de eventos Eron Lopes, 60, também ressaltou o impacto da obra para a comunidade: “Antes, o Incra 9 parecia uma região abandonada. Era inadmissível ter uma escola tão próxima da rodovia e ainda em estrada de chão. Esse asfalto foi o que de melhor aconteceu para a comunidade. Trouxe dignidade para todos nós”. Escola Classe 15 Antes da entrega do acesso asfaltado no Incra 9, a governadora Celina Leão visitou a Escola Classe 15 de Ceilândia, única unidade da região que oferece ensino integral em tempo integral para cerca de 530 estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. “Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo” Mariângela Rolim, diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia Com jornada de dez horas diárias e 530 alunos matriculados, a escola desenvolve projetos nas áreas de educação financeira, informática, esporte e cultura, além de acumular premiações em iniciativas pedagógicas e de alimentação escolar. A unidade também recebeu recentemente um novo parquinho, instalado após pedido feito por uma aluna à governadora. A diretora da Escola Classe 15 de Ceilândia, Mariângela Rolim, enfatizou o papel do ensino integral para a comunidade, tanto no desenvolvimento pedagógico e segurança nutricional das crianças quanto no apoio que oferece às famílias. “Quando a criança passa mais tempo na escola, ela tem mais tempo para se desenvolver”, avaliou. “Os projetos que temos, de horta, educação física e outros, potencializam a aprendizagem”, enumerou a diretora. “Nesse cenário, são os meninos que ganham, porque uma escola que atende crianças durante dez horas consegue atender as famílias também. Em Ceilândia, muitas mães trabalham; então, com o ensino integral, elas podem deixar seus filhos em um lugar seguro onde estão aprendendo e se desenvolvendo.” Na agenda, a governadora Celina Leão anunciou a construção de um vestiário para atender a comunidade escolar. Para a secretária de Educação, Iêdes Braga, esses espaços chegam em uma boa hora. “Com a construção dos vestiários feminino e masculino, essas crianças vão poder tomar banho”, lembrou. “Também vamos fazer uma parceria com a CEB que vai resolver o problema da rede elétrica das escolas, porque muitas unidades não suportam ar-condicionado e outras demandas”.

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Escola do Recanto das Emas reduz evasão a partir do ensino noturno flexível

A conclusão do ensino médio é um marco fundamental para o desenvolvimento do cidadão. No entanto, para muitos jovens, a pressão do cenário socioeconômico impõe uma escolha difícil entre os estudos e a inserção no mercado de trabalho. Para enfrentar esse desafio, a rede pública do Distrito Federal tem investido em estratégias que tornam a escola mais acessível a quem precisa conciliar o aprendizado com a jornada laboral. No Recanto das Emas, o Centro de Ensino Médio 804 (CEM 804) virou referência nesse esforço. A escola foi reconhecida pelo Ministério da Educação dentro do Programa Ensino Médio Mais, que oferece apoio a unidades com ensino noturno. A iniciativa fortalece a permanência de estudantes do 1º ao 3º ano que trabalham durante o dia. Inovação e adaptabilidade no currículo O investimento em ações pedagógicas reflete no aumento da procura pelo ensino médio noturno na região | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A resposta da escola tem sido prática. A unidade reorganizou o currículo e investiu em estratégias que dialogam com a rotina dos alunos. O resultado aparece no aumento da procura pelo ensino noturno. A adequação segue a Política Nacional de Ensino Médio, que prevê carga horária ampliada e a combinação entre atividades presenciais e recursos tecnológicos. Para dar conta desse novo formato, a escola criou um Núcleo de Inovação, com aulas gravadas e suporte pedagógico para o estudo fora da sala. Segundo o chefe da Gerência de Desenvolvimento Curricular e Gestão Pedagógica do Ensino Médio, Tiago Luz, a mudança passa pela escuta dos estudantes. “O CEM 804 realiza um trabalho de proximidade. Ao estabelecer esse vínculo, a escola percebeu, nos últimos anos, um aumento expressivo no número de estudantes interessados no ensino médio noturno”, afirma. Ele lembra que manter o aluno na escola após um dia de trabalho exige mais do que conteúdo. “O ensino médio noturno é um desafio histórico no Brasil. Estratégias de retenção precisam partir do diálogo. É necessário trazer discussões pertinentes a esse público, com foco no mundo do trabalho, para que eles percebam que a qualificação é o caminho para almejar melhores oportunidades”, diz. Para quem vive essa rotina, a flexibilidade faz diferença. O professor de artes Thiago André de Lacerda reforça que o diálogo constante entre professores e alunos humaniza o processo de ensino-aprendizagem e vem sendo fundamental para a formação cidadã, para além do currículo [LEIA_TAMBEM]O estudante Daniel Ribeiro conta que precisou mudar de turno para continuar estudando. “Mudei para o noturno na metade do primeiro ano porque não conseguia conciliar o trabalho com o horário regular. Foi uma escolha pela minha autonomia e liberdade financeira, e a escola me permitiu isso”, relata. Educação para o protagonismo e formação humana O projeto também aposta na formação humana. Professores e alunos mantêm um diálogo constante, que vai além do conteúdo curricular e ajuda a construir um ambiente mais acolhedor. “O projeto é rico por vincular as disciplinas à realidade dos estudantes, mas também por fomentar o processo de formação cidadã”, afirma o professor de artes Thiago André de Lacerda. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Abertas inscrições para programas de incentivo à pesquisa científica

A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) abriu inscrições para a 3ª edição dos programas institucionais de Iniciação Científica (PICs) e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIDTI), assim como para suas modalidades Afirmativas (PIC-AF e PIDTI-AF) e de Ensino Médio (PIC-EM). Ao todo, serão ofertadas 65 bolsas, sendo 60 apoiadas pela UnDF e cinco pelo CNPq. UnDF aceitará inscrições presenciais ou feitas por meio do site; prazo vai até 27 de maio | Foto: Divulgação Com valor mensal de R$ 700 e duração de 12 meses, as bolsas serão distribuídas entre os dois programas e suas modalidades. Destinam-se a estudantes de graduação da UnDF e de suas escolas vinculadas, assim como a estudantes do ensino médio de instituições públicas do Distrito Federal. Carga horária mínima dos bolsistas selecionados será de dez horas semanais As inscrições deverão ser feitas do dia 25 deste mês a 27 de maio, por meio deste site. Cada docente orientador de estudantes de graduação poderá inscrever até dois orientandos. Já o orientador de estudantes do ensino médio deverá indicar apenas um orientando, além de um professor da escola na qual o bolsista está matriculado, para atuar como preceptor.  Educação básica [LEIA_TAMBEM]“Esta chamada acentua a preocupação da instituição com a pesquisa inclusiva e voltada às questões de ordem social e humana, assim como busca o estreitamento e o fortalecimento de laços com a educação básica”, resume Maria Veralice Barroso, chefe da Unidade de Cursos de Pós-graduação da UnDF.  O PIC e o PIDTI são iniciativas voltadas para o aprimoramento da pesquisa científica no âmbito do ensino público distrital. Os bolsistas selecionados deverão dedicar no mínimo dez horas semanais à pesquisa, conforme o plano de trabalho aprovado. Dúvidas sobre as inscrições podem ser solucionadas presencialmente, na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UnDF, ou pelos e-mails iniciacaocientifica@undf.edu.br ou codatec@undf.edu.br. Conheça mais sobre os programas e os projetos de pesquisa da UnDF neste site.  *Com informações da UnDF

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Delegação do Uzbequistão visita Centro Educacional 08 do Gama

A Secretaria de Educação (SEEDF) recebeu, na manhã desta terça-feira (7), autoridades educacionais do Uzbequistão, membros do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A visita institucional ao Centro Educacional (CED) 08 do Gama integra a programação da 61ª reunião do conselho, realizada em Brasília entre os dias 7 e 10 deste mês, promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A agenda teve como objetivo apresentar práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal e fortalecer o intercâmbio internacional na área educacional. Durante a visita, o chefe do Instituto Nacional de Excelência Pedagógica do Uzbequistão, Abduvali Ismailov, destacou o interesse em compreender o funcionamento do sistema educacional brasileiro e suas estratégias de melhoria. O CED 08 do Gama recebeu autoridades educacionais do Uzbequistão, integrantes do Conselho do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) | Fotos: André Amendoeira/SEEDF “Estávamos ansiosos para conhecer as iniciativas de uma escola local no Brasil e entender como o país tem desenvolvido suas políticas educacionais, especialmente a partir dos resultados do Pisa. Isso é muito relevante para nós, que somos de um país em rápido desenvolvimento e buscamos aprimorar nossas práticas com base em experiências bem-sucedidas”, afirmou. Ainda segundo o gestor, a evolução do Brasil nos indicadores educacionais chamou a atenção da delegação internacional. “Observamos que, ao longo do tempo, o Brasil utilizou os resultados do Pisa como base para implementar melhorias consistentes no sistema educacional, alcançando avanços importantes. Queremos compreender como novas metodologias e políticas são aplicadas na prática e como isso contribui para a qualidade da educação”, completou. [LEIA_TAMBEM]Projetos inovadores O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: “É uma grande honra para o CED 08 receber representantes do Inep e do Instituto Nacional de Educação do Uzbequistão. Este momento reafirma o papel da escola pública como espaço de transformação social e de busca permanente pela excelência”. A unidade escolar tem se consolidado como referência na rede pública do Distrito Federal, com resultados expressivos em avaliações educacionais. “Esse trabalho nos colocou entre as dez melhores escolas do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], com uma gestão pedagógica focada em acompanhamento contínuo, uso de dados e intervenções rápidas. Nossas práticas estão alinhadas às competências avaliadas pelo Pisa, priorizando o pensamento crítico e a resolução de problemas”, explicou o diretor. Além dos indicadores, o protagonismo estudantil também se destaca nas conquistas acadêmicas da escola. “Temos estudantes premiados anualmente na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas [Obmep], além de um número expressivo de aprovados na Universidade de Brasília [UnB]. Esses resultados refletem um trabalho coletivo, com professores comprometidos e uma cultura escolar que acredita no potencial de todos os estudantes”, afirmou Valdevino. O diretor do CED 08 do Gama, Francisco Valdevino, ressaltou a importância da visita para a valorização da escola pública: "É uma grande honra para o CED 08" Ensino integral e protagonismo estudantil Com 533 estudantes matriculados no ensino médio, o CED 08 do Gama funciona em regime de educação em tempo integral. A estrutura ampliada permite o desenvolvimento de projetos pedagógicos, científicos e de acolhimento, além de oferecer suporte contínuo à aprendizagem, com foco em avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A escola também investe em espaços de estudo e iniciativas voltadas para o bem-estar dos estudantes, fortalecendo um ambiente que estimula tanto o desempenho acadêmico quanto o protagonismo juvenil. No último ano, a escola conquistou o bicampeonato no Circuito de Ciências da SEEDF, com o projeto de extração de citronela voltado para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A iniciativa envolveu o cultivo da planta, a extração de óleos essenciais com materiais de baixo custo e a produção de soluções acessíveis para a comunidade. “A gente percebeu a gravidade dos casos de dengue no Distrito Federal e quis desenvolver algo que pudesse ajudar a diminuir esse problema. Foi assim que surgiu o projeto com a citronela, pensando em soluções acessíveis e de baixo custo, como velas, difusores e outros produtos que ajudam a afastar o mosquito”, explicou a estudante Júlia Damásio, 17 anos, ex-aluna do CED 08 e uma das responsáveis pela iniciativa. As estudantes Júlia Damásio e Cinthya Dourado, do CED 08 e responsáveis pela iniciativa que conquistou o primeiro lugar no circuito distrital de ciências Os pilares da avaliação A ação integrou a agenda institucional da SEEDF, com intermediação da diretora de Avaliação Educacional da pasta, Gizelle Xavier. A gestora destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A visita reforça o intercâmbio de experiências e o reconhecimento das práticas pedagógicas desenvolvidas na rede pública do Distrito Federal”, apontou. “Essa troca contribui para o fortalecimento da cooperação entre os países participantes do Pisa e amplia o diálogo internacional na área educacional”. Gizelle explicou que o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Diferentemente de avaliações tradicionais, que priorizam a memorização de conteúdos, o exame busca medir o nível de preparo de estudantes de 15 anos para os desafios da vida adulta e da cidadania”, destacou a gestora. A avaliação concentra-se em três áreas principais: leitura, matemática e ciências. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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CEM 03 de Taguatinga chega a 100 aprovações em universidades públicas e reforça impacto de projeto pedagógico

Até 2023, o Centro de Ensino Médio 03 de Taguatinga registrava uma média de cerca de 20 alunos aprovados por ano em universidades públicas. A partir da implantação do Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), um projeto multidisciplinar de preparação para vestibulares implantado em junho daquele ano, os resultados passaram a crescer de forma expressiva. Em 2024, o número de aprovações ultrapassou 100, com múltiplas aprovações de cerca de 80 alunos da unidade da rede pública. Ao fim de 2025, o total chegou a cerca de 150 aprovações. Em 2026, a escola já contabiliza 100 aprovações, com expectativa de novos resultados positivos ao longo do ano. Com espaço próprio na unidade de ensino, o Nave acompanha os estudantes desde o início do ensino médio e envolve professores de diferentes áreas, com foco nas matrizes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Programa de Avaliação Seriada (PAS). Entre as ações estão mentorias individuais, empréstimo de material didático, grupos de estudo no contraturno, simulados, palestras, orientação para escolha de cursos e aulões, além de visitas guiadas a universidades públicas. O Núcleo de Apoio aos Vestibulando acompanha os alunos com mentorias, grupos de estudo e material de estudo | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília Idealizadora e coordenadora do projeto, a professora Regina Cotrim destaca que o acompanhamento contínuo é um dos principais diferenciais do Nave, ressaltando também a importância de mostrar que os alunos são capazes de alcançar o ensino superior. “É um trabalho feito com acompanhamento de perto, desde o primeiro ano orientando, emprestando material, fazendo visitas às universidades e ajudando o aluno a entender que aquele espaço também é dele. Se o aluno não quiser entrar na universidade, está tudo bem. Mas aquele que quer e tem esse desejo, recebe todo o apoio na escola.” Além do conteúdo pedagógico, o projeto atua no esclarecimento sobre processos seletivos, inscrições, análise de notas e possibilidades reais de ingresso, buscando aproximar os estudantes do ambiente universitário e fortalecer a permanência dos jovens da escola pública no ensino superior. A iniciativa é desenvolvida com recursos da própria escola, doações de material e, mais recentemente, com apoio obtido por meio de edital parlamentar, voltado à melhoria da estrutura de estudo oferecida aos alunos. A supervisora pedagógica da escola, Simone Soares Gonçalves, explicou que muitos alunos não sabiam como realizar as inscrições nas provas e nas universidades, como funcionam os cursos ou até mesmo como a profissão é de forma prática. Essas questões são sanadas no projeto, junto com diversas orientações e incentivos acadêmicos. Simone Soares Gonçalves reforça que o Nave é um importante ator de inclusão social, pois o aluno da escola pública passa a acreditar que as universidades federais são também espaços para ele “O conhecimento dos espaços universitários também fez diferença porque os estudantes achavam isso muito distante deles. Muitas vezes, o aluno da escola pública não acredita que aquele espaço é para ele, então a diferença maior é mostrar que eles são capazes. Cada vez que os alunos realizam uma prova de simulado e recebem um bom resultado, eles percebem que, se é o mesmo modelo e conseguiram, podem repetir o sucesso pelo PAS ou Enem”, observou. Mudança de perspectiva Atualmente, cerca de metade dos aproximadamente 1.200 alunos do CEM 03 de Taguatinga participam das ações do Nave. No último ano, quase metade dos estudantes do terceiro ano conseguiu aprovação em instituições públicas, como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Federal de Brasília (IFB) e demais universidades federais. “A gente vê que a realidade está mudando e esses alunos têm acesso à universidade, o que é um direito deles. Esperamos que daqui saiam diversos profissionais para melhorar a nossa sociedade cada vez mais”, completou a idealizadora do Nave. Miguel de Carvalho Santos credita ao Nave parte do sucesso na aprovação do vestibular para Ciência da Computação Entre os ex-alunos aprovados está Miguel de Carvalho Santos, de 18 anos, que concluiu o ensino médio no CEM 03 e foi aprovado em Ciência da Computação pelo PAS na UnB. Ele apontou o projeto como uma das ferramentas mais importantes para a conquista: “O Nave sempre mostrou que a universidade é uma porta de entrada para tudo que você quer realizar profissionalmente. Isso foi muito importante para eu entender o que eu realmente queria fazer. É muito bom que esteja acontecendo numa instituição pública, porque democratiza o acesso ao ensino para todo mundo.” Outra aprovada em 2026 foi a estudante Crislayne Rocha, de 17 anos, que passou em Farmácia na UnB pelo PAS e também em Letras no IFB. Ela afirmou que o projeto mudou completamente sua forma de estudar: “Antes eu tinha muita dificuldade para estudar e minhas notas eram um pouco mais baixas. Depois de entrar com os direcionamentos e participar dos grupos de estudo, realmente ficou muito mais fácil de estudar. Antes eu achava impossível um aluno de escola pública passar numa [universidade] federal. Depois do Nave, minha perspectiva mudou completamente.” João Vitor Gonçalves Moreira quer cursar Medicina e estuda no Nave: "Sem esse projeto eu estaria muito menos preparado"  [LEIA_TAMBEM]Ainda em preparação, Elizabeth Alves da Silva Aguiar, de 15 anos, cursa o segundo ano do ensino médio no CEM 03 de Taguatinga e relata que o projeto contribuiu para aumentar a confiança. “Aqui eu aprendi como é o verdadeiro estudo, principalmente na redação. A nota que eu tirei no PAS me surpreendeu bastante.” Com o sonho de ingressar em Medicina na federal, ela declarou que durante as visitas à universidade se apaixonou ainda mais pelo curso e que isso a incentiva ainda mais a pegar firme nos estudos. Também interessado em Medicina e estudante do segundo ano, João Vitor Gonçalves Moreira, 16, avalia que o acesso ao material e às orientações fazem a diferença no processo: “Normalmente esse material é caro e de acesso mais difícil, com muitos conteúdos para você estudar sozinho. Sem esse projeto eu estaria muito menos preparado. Ainda dá medo, por serem provas difíceis, mas a confiança é muito maior com esse apoio que temos.”  

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Escola do Lago Norte é bronze em concurso da Embaixada da França

Entre 55 instituições do Brasil e da Guiana Francesa, o Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan) foi a única escola pública brasileira a conquistar uma medalha na 5ª edição da FrancEcolab 2025, promovida pela Embaixada da França. Os estudantes garantiram o bronze na categoria ensino médio com um podcast produzido inteiramente em francês. A cerimônia oficial de premiação foi realizada no dia 28 de novembro, na Oficina Francisco Brennand, no Recife (PE), e reuniu autoridades diplomáticas e educadores. O projeto premiado, Curupira et Maskilili: Gardiens de la Nature, foi criado pela equipe Baguette Squad, formada pelos alunos Gabriely Dantas, Matheus de Sousa, Rute Ribeiro e Maria Eduarda Bernardes, do terceiro ano. O trabalho destacou-se pela criatividade e pela forma como abordou o tema ambiental proposto pelos organizadores. O Cedlan foi a única escola pública brasileira que chegou ao pódio na categoria ensino médio | Foto: Arquivo pessoal Gabriely Dantas representou a equipe na entrega das medalhas. “Destacamos a importância do trabalho coletivo desenvolvido na escola, que torna possível fazer a voz de nossos estudantes ecoar mundo afora”, afirmou a jovem. Para a professora Verônica Biano, orientadora do grupo, o resultado reflete o compromisso da nossa escola com uma formação integral: “Não estamos apenas ensinando francês. Integramos o idioma ao processo educativo para formar pessoas capazes de transformar o mundo.” Formação integral [LEIA_TAMBEM]Desde 2019, o Cedlan é escola-piloto do Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Embaixada da França. Atualmente, quatro escolas da rede pública participam do programa, cada uma com um idioma: francês no Lago Norte, espanhol em Taguatinga, alemão no Gama e inglês no Centro Educacional do Lago. Como a escola é de tempo integral, os estudantes do Cedlan permanecem lá nos dois turnos. Pela manhã, têm a formação geral básica e, à tarde, participam de oficinas de francês, arte, esporte, cultura e pensamento crítico. A escola também oferece alimentação completa durante todo o dia. A edição 2025 do FrancEcolab contou com a participação de escolas da Guiana Francesa pela primeira vez. As produções inscritas foram avaliadas em três categorias: contos (fundamental I), slams bilíngues (fundamental II) e podcasts ambientais (ensino médio). Para a direção do Cedlan, o reconhecimento internacional reforça o impacto positivo do ensino bilíngue e do tempo integral na vida dos estudantes. As matrículas para 2026 estarão abertas a partir de 12 de fevereiro no site da SEEDF ou pelo telefone 156. *Com informações da Secretaria de Educação

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Segunda edição do GerAção Enem 2025 mobiliza estudantes da rede pública do DF

A poucos meses do fim do ano letivo de 2025, os estudantes da rede pública do Distrito Federal intensificam a preparação para as provas finais. Para os alunos da 3ª série do ensino médio, a reta final da educação básica é ainda mais significativa. Para apoiá-los, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF), em parceria com o Banco de Brasília (BRB), promove a 2ª edição do Projeto GerAção Enem. A ação, realizada nesta terça-feira (21), marca o início de uma série de atividades de preparação intensiva para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. O projeto busca fortalecer a preparação dos alunos, promover equidade e ampliar o acesso ao ensino superior. A 2ª edição do evento contou com aulas das 9h às 15h, abrangendo as disciplinas de matemática, redação, ciências humanas e sociais aplicadas, ativação corporal, ciências da natureza e suas tecnologias, teoria de resposta ao item (TRI) e língua portuguesa. Durante as atividades, os estudantes receberam dicas práticas para resolver questões, gerenciar o tempo de prova e manter o equilíbrio emocional, aspectos essenciais para um bom desempenho no exame. Estudantes que participaram das aulas do GerAção Enem 2025 receberam dicas para resolução das questões, gerenciamento do tempo de prova e como equilibrar o emocional | Foto: Jotta Casttro/SEEDF A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, ressaltou que o Projeto GerAção Enem representa uma oportunidade de transformação e incentivo aos jovens da rede pública: “Essa é uma parceria que acredita na educação e no potencial dos nossos estudantes. Essa união mostra que, quando trabalhamos juntos, abrimos caminhos para que mais jovens realizem o sonho de ingressar na universidade”, destacou. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, destacou a importância da parceria com a SEEDF para o Projeto GerAção Enem, reforçando o compromisso do banco público em apoiar a educação e ampliar oportunidades para os jovens da rede pública: “Essa parceria mostra que juntos podemos transformar o futuro. Jovens, usem cada aula, cada material e cada dica para acreditar no potencial de vocês e conquistar seus sonhos”. Dicas úteis  Os estudantes do terceiro ano, Milka Cardoso e Arthur Duarte, destacaram a preparação motivacional recebida no projeto para a realização do Enem 2025 Entre os 350 estudantes presentes na aula presencial, estava a estudante do Colégio Cívico-Militar Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas, Milka Cardoso, 18 anos. A aluna, que também está num cursinho pré-vestibular, pretende cursar Nutrição ou Fonoaudiologia. Ela destacou a importância do GerAção Enem para sua preparação para o exame.  “Aprendemos muita coisa, principalmente sobre redação e algumas disciplinas da área de exatas. Além disso, essas dicas de equilíbrio emocional ajudam a controlar a ansiedade dessa época do terceiro ano. Esse evento vai nos deixar mais confiantes para enfrentar o Enem valendo de verdade este ano”, disse a estudante. O colega de Milka, Arthur Duarte, 18 anos, também estudante do CED 308 do Recanto das Emas, pretende cursar Física, e destacou a importância de se preparar antecipadamente, especialmente na área de exatas, que exige raciocínio lógico e concentração. "O apoio da escola e de programas como o GerAção Enem é fundamental, não só para revisar a matéria, mas também para controlar o aspecto emocional, evitando nervosismo e esquecimentos durante a prova. Equilibrar conhecimento e gestão do tempo é essencial para chegar confiante no Enem”, afirmou o participante. Orientações para o momento após a prova Hélvia Paranaguá: "Quando trabalhamos juntos, abrimos caminhos para que mais jovens realizem o sonho de ingressar na universidade" Além das dicas para controle do tempo de prova e equilíbrio emocional, os alunos receberam orientações sobre o momento pós-Enem, incluindo informações sobre universidades nacionais e internacionais que aceitam a nota do exame, bem como o funcionamento das seleções pelo Sisu, Prouni e Fies. A professora e uma das palestrantes do evento Regina Cotrim destacou que conhecer essas oportunidades ajuda os estudantes a se sentirem mais seguros e preparados para tomar decisões sobre seu futuro acadêmico. “Quanto mais informação os alunos tiverem sobre como utilizar a nota do Enem, mais tranquilos e confiantes estarão para encarar a prova e planejar o futuro”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A preparação contou com uma aula especial sobre a estruturação da prova e o método Teoria de Resposta ao Item (TRI), com o professor Ney Vieira. Ele explicou que o Enem é uma prova de estratégia e coerência, orientando os alunos a começar pelas questões fáceis, seguir para as médias e deixar as difíceis por último, ressaltando a importância de planejar o tempo, dosar esforços e criar disciplina. “Fazer prova não é apenas responder questões, é ter estratégia, disciplina e resiliência. Quem souber usar o tempo e a TRI com inteligência pode transformar sua nota e conquistar grandes oportunidades”, enfatiza o educador. Esta é a segunda edição do professor no GerAção Enem, e ele destacou que o aprendizado serve também para outros vestibulares e concursos. Ele relembra que uma aluna participante da edição passada, por exemplo, conquistou a aprovação na Universidade de Coimbra, em Portugal. A professora Tatiana Brasileiro, responsável pela aula de redação no evento, também ressaltou o feedback positivo de alunos da edição passada, que conquistaram boas notas e aprovações em cursos concorridos, como Medicina na Universidade de Catalão. "Quando o estudante vai para a prova com a estrutura correta e confiança, consegue produzir melhor e elevar sua nota, conquistando a aprovação dos sonhos”, finaliza a professora. *Com informações da Secretaria de Educação do DF  

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Lançado edital de bolsas de iniciação científica, tecnológica e de inovação

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou o Programa de Bolsas de Iniciação Científica, Tecnológica e de Inovação 2025, voltado à formação de novos talentos em pesquisa e inovação. O edital oferece bolsas destinadas a estudantes de graduação, ensino médio e técnico, com o objetivo de aproximar os jovens do universo científico e fortalecer a cultura de inovação no DF. FAPDF tem como foco o aprimoramento tecnológico | Foto: Divulgação/FAPDF As bolsas estão distribuídas entre o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Pibic Jr, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) e Pibiti Jr, e podem ser solicitadas por Instituições de Ensino Superior, Institutos Federais e centros de pesquisa sediados no Distrito Federal. Escolas de ensino médio e técnico também podem participar, desde que em parceria com instituições de ensino ou pesquisa. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa busca estimular a vocação científica e tecnológica, o pensamento crítico e criativo e o intercâmbio entre diferentes níveis de formação, proporcionando aos bolsistas a oportunidade de vivenciar na prática o ambiente da pesquisa e da inovação. As propostas devem ser submetidas exclusivamente pelo sistema SIGFAP até 7 de novembro. O resultado preliminar será divulgado em 25 de novembro, e o resultado final, até 10 de dezembro. Acesse aqui o edital completo. *Com informações da FAPDF

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Com investimento de R$ 13 milhões do GDF, primeiro Centro Educacional de Arniqueira vai ganhando forma

Agência Brasília · COM INVESTIMENTO DE R$ 13 MILHÕES DO GDF, PRIMEIRO CENTRO EDUCACIONAL DE ARNIQUEIRA VAI GANHANDO FORMA A obra do novo Centro Educacional (CED) de Arniqueira teve a primeira etapa finalizada com a conclusão da estrutura do prédio, considerada a fase mais delicada da construção. Agora, os trabalhos se concentram na quadra poliesportiva e nos serviços de acabamento, como reboco, pintura, piso e revestimentos. Com investimento de cerca de R$ 13 milhões e execução da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a unidade vai atender 1,5 mil estudantes dos ensinos fundamental II e médio da rede pública. Segundo a administradora regional da cidade, Telma Rufino, a conclusão da primeira etapa do novo CED de Arniqueira representa um marco para a comunidade. Ela destaca que a obra é muito aguardada, pois será a primeira escola da região a oferecer ensinos fundamental II e médio. “Está todo mundo ansioso para inaugurar logo essa escola, que será a primeira da região. Hoje, a população precisa levar os filhos para estudar em outras cidades, como Taguatinga, Riacho Fundo e Recanto das Emas, e até na QNG. Estudar perto da escola garante mais segurança e reduz o tempo com transporte”, afirma. A nova escola terá 19 salas de aula, auditório, bilbioteca e outras salas distribuídos em quase 8 mil metros | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília O terreno que vai abrigar a nova escola tem quase 8 mil metros quadrados e está localizado em uma área estratégica, próxima à sede da administração regional e à futura Unidade Básica de Saúde (UBS). A unidade contará com 19 salas de aula modernas, auditório para eventos, sala de música, sala de artes plásticas, biblioteca, sala multimídia e espaços para o grêmio estudantil e atividades de reforço pedagógico. “O governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão estão investindo muito na educação. Eu acredito que a educação é a base de tudo e deve ser prioridade”, reforça Telma. A coordenadora regional de ensino de Taguatinga, Daniela Freitas, ressalta que o deslocamento dos jovens para outras cidades, mesmo com o transporte fornecido pelo GDF, traz transtornos para as famílias. “A proximidade da escola facilita a vida de todos. Ter o colégio perto de casa vai representar qualidade de vida e tranquilidade para pais e alunos”, aponta. “Um centro educacional desse porte não vai apenas transmitir conteúdo, mas também cumprir um papel social importante. Hoje vivemos em uma sociedade que precisa trabalhar o convívio, a tolerância e o respeito, e essa escola terá espaços voltados para isso, como o centro de convivência, onde os alunos poderão interagir, brincar e trocar experiências”, acrescenta. Daniela Freitas: "É um centro de ensino de alto nível, comparável a escolas particulares, pela estrutura" A coordenadora, que é professora de educação física, destaca que o espaço permitirá sediar jogos escolares, circuitos de ciência e outras atividades da Secretaria de Educação (SEEDF). “É um centro de ensino de alto nível, comparável a escolas particulares, pela estrutura”, observa. Ela reforça que não haverá falta de professores na nova unidade: “O remanejamento só será feito quando a escola estiver pronta para iniciar as aulas, mas podemos garantir que haverá profissionais suficientes para atender todos os alunos”. [LEIA_TAMBEM]A construção do Centro Educacional, somada a outros investimentos, como a futura UBS, gera expectativa não apenas entre os estudantes e as famílias, mas também no setor comercial. Para o comerciante Claiton Costa, 57, a entrega da escola vai impulsionar o movimento e beneficiar toda a comunidade.  “A obra é aguardada há muito tempo, e a gente ficou sabendo que vai atender cerca de 1,5 mil alunos. Para o comércio e para a região, é muito bom. Acredito que só tende a melhorar cada vez mais. Não é só a escola que está chegando, mas também outros equipamentos, como postos de saúde. Agradecemos à administração, que tem se esforçado bastante, e ao governo, que está fazendo Arniqueira crescer, que é o que a gente precisa”, afirma.  

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Estrutural terá primeiro Centro de Ensino Médio, com capacidade para 1.200 estudantes

A Estrutural vai receber a primeira escola pública de ensino médio. O novo Centro de Ensino Médio (CEM) terá capacidade para atender cerca de 1.200 estudantes nos turnos matutino e vespertino, representando um grande avanço para garantir mais oportunidades de estudo e futuro para os jovens da comunidade. O investimento é de R$ 14.089.471,51. A escola será construída na Quadra 04 e contará com uma estrutura moderna e acessível, com 5.374,78 m² de área construída. O espaço incluirá 18 salas de aula, auditório, sala de música, grêmio estudantil, biblioteca, salas de artes plásticas e multimídia, laboratórios, espaços de apoio pedagógico, cozinha industrial e refeitório. A infraestrutura também prevê quadra de esportes coberta com vestiários, pátio coberto, bicicletário e sanitários. Estudantes que antes se deslocavam para outras RAs poderão ter aulas do ensino médio na própria Estrutural | Foto: Divulgação/SEEDF A empresa responsável pela construção foi definida por meio de processo licitatório, e as tratativas contratuais estão em fase final. A previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2025, logo após a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço. A iniciativa vai facilitar o acesso dos estudantes ao ensino médio, que antes precisavam se deslocar para outras regiões administrativas para continuar os estudos. Impacto positivo [LEIA_TAMBEM]A coordenadora da Regional de Ensino do Guará (CRE), responsável pelas escolas públicas localizadas na Estrutural, Karine Silva, reforça a importância dessa conquista para a comunidade, que anseia há anos por uma unidade de ensino médio na região. “Essa obra representa uma grande vitória, que traz mais tempo para os jovens se dedicarem aos estudos e gera um impacto positivo para toda a comunidade”, ressalta a coordenadora. “Nossos adolescentes precisam pegar ônibus para estudar no Guará, o que dificulta a rotina das famílias. Agora, com a escola por perto, os pais vão ficar mais tranquilos e os alunos poderão continuar seus estudos na própria Estrutural, onde já cursaram o ensino fundamental I e II”, explica Karine. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Centros interescolares de línguas abrem vagas para cursos de idiomas nesta sexta-feira (18)

Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, das escolas militares e comunidade em geral poderão inscrever-se, a partir desta sexta-feira (18), às 18h, para os cursos de idiomas oferecidos pelos centros interescolares de línguas (CILs), com vagas para o segundo semestre deste ano. As inscrições poderão ser feitas até o dia 25 deste mês, às 23h59, no site da Secretaria de Educação do DF. Podem participar estudantes de escolas públicas e militares do Distrito Federal, além da comunidade em geral | Foto: Mary Leal/SEEDF   O processo seletivo será feito por meio de sorteio e ocorrerá em três etapas: [LEIA_TAMBEM]- Estudantes da rede pública: resultado previsto para 2/8; - Estudantes de escolas militares: resultado em 13/8; - Comunidade em geral: resultado em 21/8. Serão ofertados cursos de inglês, espanhol, francês, japonês e alemão, este último exclusivo para estudantes da rede pública, do 8º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio, e oferecido apenas no CIL 01 de Brasília (907/908 Sul). Cada uma das 17 unidades da escola de idiomas no DF abrirá 18 vagas por turma. “O CIL é uma política pública consolidada e pioneira no país, já que o DF foi o primeiro a oferecer ensino gratuito de línguas. É um projeto importante por garantir acesso a quem, normalmente, não teria essa oportunidade”, afirma Rosana Correia, gerente de Educação Ambiental, Patrimonial e de Línguas Estrangeiras, da Secretaria de Educação. Criada com foco na comunicação e no desenvolvimento de habilidades práticas, a iniciativa completa 50 anos em 2025, desde a inauguração do CIL 01 de Brasília, em 1975. A maioria das vagas é destinada aos estudantes da rede pública, e as não preenchidas são ofertadas à comunidade em geral. *Com informações da SEEDF  

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Vídeos produzidos em capacitação sobre cidadania no trânsito destacam a importância de desacelerar

Alunos da terceira série do ensino médio que participaram da quarta edição do curso Cidadania no Trânsito, oferecido gratuitamente pelo Detran-DF às escolas públicas, produziram vídeos integrando os conteúdos estudados ao slogan “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.  Premiados na cerimônia de formatura, os seis trabalhos de maior destaque estarão disponíveis no canal do programa Detran nas Escolas, no YouTube. Ao final do curso, foram selecionados os seis melhores trabalhos | Foto: Divulgação/Detran-DF “É muito bom ver que os alunos entenderam a mensagem de que a pressa e os atropelos da vida não podem ser levados para o trânsito, que precisam ter mais consciência de tudo que aprenderam no curso e possam levar esse aprendizado para a vida, para a família e o círculo de amizades, sendo multiplicadores de que o trânsito seguro depende de todos”, ressaltou a diretora de Educação de Trânsito do Detran-DF, Ana Maria Moreira. Sob os critérios originalidade e adequação ao slogan e ao conteúdo ministrado, foram selecionados um vídeo de cada disciplina - Legislação de trânsito, Noções de primeiros-socorros, Direção defensiva e Noções de funcionamento de veículos. Já a disciplina de Noções de proteção ao meio ambiente e convívio social teve dois vídeos premiados, pois houve empate na escolha. O maior desafio dos alunos era demonstrar, por meio dos conteúdos estudados, que é necessário desacelerar. E eles entenderam, destacando frases como “será que vale a pena tanto atropelo, tanta pressa, quando o que está em jogo é a vida?” e “a pressa pode até te levar mais rápido, mas também pode te impedir de voltar”. Cidadania no trânsito O curso faz parte do processo de habilitação de condutores e é oferecido em escolas públicas do DF como atividade extracurricular, conforme previsto na Resolução nº 265/2007 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A capacitação busca formar condutores conscientes e capazes de aplicar a legislação e a condução defensiva, colaborando para uma convivência mais harmônica e respeitosa no trânsito. São 90 horas/aula, divididas em dois módulos de 45 horas – um na segunda série e outro na terceira do ensino médio. Representante da Diretoria de Ensino Médio da Secretaria de Educação (SEEDF), Márcio Nunes Gonçalves falou sobre o curso: “[É uma] iniciativa transformadora, pois o trânsito é um espaço de convivência para o qual os jovens que participaram dessa formação estarão capacitados para agir de forma ética, ajudando a salvar vidas, além de reduzir o tempo que gastarão no processo de habilitação”. Atualmente na quarta edição, o curso já formou aproximadamente 850 estudantes das 14 coordenações regionais de ensino (CREs). Deste ciclo, participaram 11 escolas: CED Incra 8 de Brazlândia, Escola Técnica de Santa Maria, CEM 804 do Recanto das Emas, CEM 414 de Samambaia, CEM Setor Oeste, Cemi do Cruzeiro, Cemi de Taguatinga, CEM 1 do Gama, CED 1 do Riacho Fundo II, CEM 1 de Sobradinho e CEM 1 do Paranoá. *Com informações do Detran-DF

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Estudante do CEM 10 de Ceilândia representará o DF no programa Jovem Senador 2025

A sexta-feira (27) foi de surpresa e emoção para a estudante Maria Eduarda Alves, 17 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia. Ela foi anunciada como a representante do Distrito Federal no programa Jovem Senador 2025, durante uma cerimônia realizada na própria escola. O anúncio foi feito por Emanuelle Lana, também de 17 anos, vencedora da edição de 2024 e aluna do CEM de Taguatinga Norte. Maria Eduarda comemorou a conquista e contou que já participou de outros projetos de protagonismo juvenil, como o Parlamento Estudantil da Câmara Legislativa do DF. A estudante Maria Eduarda Alves (centro) do Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia, é a vencedora do programa Jovem Senador 2025 pelo Distrito Federal | Fotos: Mary Leal/SEEDF Maria Eduarda participará da Semana de Vivência Legislativa, que ocorrerá de 5 a 9 de agosto, no Senado. “Amo política, e acredito que, quando a gente quer muito uma coisa e se esforça, a recompensa vem”, afirmou. Apaixonada pela área, ela já tem planos para o futuro: pretende cursar relações internacionais. Apoio de professores A seleção foi feita por meio de um concurso de redação com o tema “Emergência climática: pense no futuro, aja no presente”. O texto de Maria Eduarda se destacou entre os melhores produzidos por estudantes da rede pública do Distrito Federal e foi selecionado por comissões avaliadoras da SEEDF e do Senado. A professora de português Celeste Maria Napoleão, responsável pela orientação da redação vencedora, também foi homenageada. Ela destacou a importância da produção textual e da formação cidadã no ambiente escolar. “Estou muito feliz pela Maria Eduarda. O Jovem Senador é um concurso fantástico, que estimula os estudantes a refletirem sobre temas importantes. Levar nossos alunos a um espaço de decisões como o Senado é a cidadania sendo exercida de verdade”, disse. A professora de Português Celeste Maria Napoleão, responsável pela orientação da redação, e a estudante vencedora Maria Eduarda Alves Do pátio da escola ao plenário do Senado O programa é uma parceria entre o Senado Federal e as secretarias estaduais de Educação, com o objetivo de promover o conhecimento sobre o processo legislativo e incentivar a participação política de estudantes do ensino médio com até 19 anos completos até 31 de dezembro. O coordenador da Diretoria de Ensino Médio da SEEDF, João Tadeu Maia, destacou a importância do trabalho coletivo: “É muito emocionante ver o resultado de todo esse processo, que só acontece graças ao esforço conjunto das regionais de ensino, das equipes gestoras e dos professores”. [LEIA_TAMBEM]Neste ano, o DF registrou participação recorde na terceira etapa da seleção. Ao todo, mais de 160 mil estudantes de 4.202 escolas públicas de todo o Brasil enviaram suas redações. O coordenador do concurso no Senado, George Cardim, celebrou o alcance da edição de 2025 e destacou o aumento da presença feminina: 21 das 27 vagas foram ocupadas por meninas. Cardim também lembrou que, desde sua criação, o programa já realizou 16 concursos de redação, com mais de 2 milhões de estudantes participantes: “É um número expressivo, que mostra o impacto positivo da iniciativa na formação cidadã dos nossos jovens”. Experiência legislativa Durante a semana de atividades no Senado, os jovens senadores vivenciam o trabalho parlamentar: assumem cadeiras simbólicas, debatem propostas e aprovam sugestões que podem ser encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Casa. “Esses jovens tomam posse como senadores e discutem os problemas do país, além de apresentar sugestões que podem virar leis. Já temos 20 propostas em tramitação, algumas votadas em comissões e até no plenário”, explicou Cardim. Duas dessas sugestões, elaboradas por estudantes, foram aprovadas no ano passado e encaminhadas à Câmara dos Deputados. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Divulgado o resultado da seleção do programa Pontes para o Mundo

Foi publicada, nesta sexta-feira (27), a listagem com o resultado final do processo de seleção para integrar o programa Pontes para o Mundo, iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF)  promovida pela Secretaria de Educação (SEEDF). Os selecionados vão participar de uma vivência internacional no Reino Unido no segundo semestre deste ano. Prazo para entrega de documentos de quem foi aprovado nas fases anteriores do programa vai até 7 de julho | Arte: SEEDF Para que o aluno aprovado nas fases anteriores tenha a sua participação efetivada, é imprescindível o cumprimento das exigências previstas no edital, especialmente a entrega de toda a documentação obrigatória, além de cópias digitalizadas do RG (expedido há, no máximo, dez anos) e do CPF, até 7 de julho. A lista que contém todos os documentos exigidos está disponibilizada no site oficial do programa. Da documentação obrigatória constam três formulários disponíveis no site, que devem ser preenchidos, digitalizados e enviados: Termo de Compromisso e Autorização dos Pais ou Responsáveis Legais, Termo de Ciência em Caso de Abandono ou Desistência e Declaração de Saúde Socioemocional. Esse material deve ser enviado em ordem numerada em arquivo único no formato PDF para o e-mail pontesparaomundo@se.df.gov.br.   O não envio completo e dentro do prazo estabelecido resultará em desclassificação automática do candidato, de acordo com as regras do edital. Nesses casos, serão convocados os alunos do cadastro de reserva, composto por 20 discentes, para o preenchimento das vagas remanescentes, respeitando a ordem de classificação. A iniciativa levará 100 estudantes do ensino médio regular e do ensino médio integrado ou concomitante à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), matriculados na rede pública de ensino, para uma vivência internacional em países cuja língua oficial é o inglês: Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Para definir a rotina dos alunos, serão considerados o calendário local e as especificidades dos países de destino. O intercâmbio terá duração entre 13 e 16 semanas. Confira o resultado definitivo desta seleção.  *Com informações da Secretaria de Educação      

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Cerca de 300 estudantes fazem avaliação de proficiência em língua inglesa para o programa Pontes para o Mundo

Na manhã deste domingo (8), os irmãos gêmeos Tiago Felipe e José Pedro Lima Travassos, de 16 anos, chegaram à Faculdade Senac da 913 Sul com o mesmo objetivo: conquistar uma vaga no programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF). A prova de proficiência em língua inglesa, etapa classificatória do programa, foi aplicada a cerca de 300 alunos aprovados na fase inicial da seleção, que vai levar 100 estudantes da rede pública ao Reino Unido por 17 semanas, entre setembro e dezembro. O resultado final da seleção dos alunos será divulgado no final deste mês. Avaliação foi aplicada no domingo (8) a cerca de 300 alunos aprovados na fase inicial da seleção, que levará 100 estudantes da rede pública ao Reino Unido | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Alunos do Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Ceilândia, os gêmeos chegaram para fazer a prova de proficiência em língua inglesa acompanhados pelos pais, Maria Aparecida Lima e Elizabeto Travassos. Os irmãos contam que foi durante a pandemia da covid-19 que começaram a estudar inglês por conta própria. Agora, enxergam no programa uma oportunidade real de transformar os estudos em uma vivência internacional.  “Comecei a praticar inglês por volta de 2020, talvez até um pouco antes, de forma bem autodidata. Aprendi muito assistindo filmes, jogando e conversando com estrangeiros pela internet. Eles falavam inglês comigo, eu respondia, e assim fui pegando o jeito”, conta Tiago Felipe.  O irmão José Pedro Lima estava confiante na avaliação. “Acho que a prova vai ser relativamente fácil, nível A1 ou B1, então deve ser tranquilo. Vai ser de boa mesmo”, brincou o estudante. Animado com a possibilidade de sair do país pela primeira vez, ele já tem em mente o que pretende fazer assim que desembarcar. “Estudar e aprender uma cultura completamente diferente da minha vai ser incrível. Mas a primeira coisa que eu vou fazer chegando lá, se eu passar, será comprar coisas, com certeza. Quero levar lembranças para casa. Roupas também, sem dúvida”, diz João Pedro.  Expectativa em família A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, com os irmãos Tiago Felipe e José Pedro, de 16 anos, e os pais, Maria Aparecida Lima e Elizabeto Travassos Ver os filhos crescerem e conquistarem o mundo é o sonho de muitos pais. Para Maria Aparecida Lima, dona de casa, e Elizabeto Travassos, esse momento chegou mais cedo do que imaginavam. Com os dois filhos perto de fazer a primeira viagem internacional, o casal vive uma mistura de alegria, ansiedade e orgulho. “A gente nunca ficou longe deles. Eles são muito inteligentes, sempre foram. Um deles se formou no CIL com apenas 15 anos, o aluno mais novo da unidade a se graduar”, conta Maria Aparecida. “Eles sempre tiveram muita facilidade com idiomas, aprenderam inglês e até francês sozinhos, em casa, durante a pandemia, sem curso nem professor.” Para o pai, Elizabeto, além da saudade, há também a missão de manter a família firme. “O coração fica apertado, claro. Além de sentir falta deles, eu ainda tenho que acalmar a mãe. Mas a gente sabe que eles estão conquistando algo que ninguém tira, que é o conhecimento. Nós trabalhamos a vida inteira por isso, para que eles tenham asas e possam voar. É o futuro deles”, concluiu.  Seleção A avaliação realizada no domingo é uma das etapas decisivas do processo seletivo do programa. A prova foi aplicada nos turnos matutino e vespertino, nos campi do Senac (913 Sul) e do Instituto Federal de Brasília (IFB), no Riacho Fundo, com a proposta de avaliar quatro competências linguísticas - escuta, fala, leitura e escrita, com base no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (QECR), considerando níveis de proficiência entre A1 e B2. A prova avalia a competência linguística dos estudantes; selecionados vão participar de intercâmbio no Reino Unido A iniciativa é voltada para estudantes do ensino médio e da educação profissional da rede pública do DF. Os alunos selecionados deverão se dedicar integralmente aos estudos em instituições estrangeiras, com a obrigação de aprovação nas disciplinas cursadas. Para garantir a tranquilidade dos jovens durante a experiência no exterior, o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece uma ajuda de custo mensal e ações de acolhimento e cuidado com a saúde emocional. Segundo a SEEDF, a proposta é mais do que ensinar inglês: é construir pontes para o mundo por meio da educação pública de qualidade. “Ao implantar o programa, a Educação dá um passo ousado e necessário rumo a uma escola pública mais inclusiva, moderna e conectada com o mundo. Estamos investindo na formação integral dos nossos jovens e reafirmando que acreditamos no potencial de cada um deles. Este é um compromisso com o presente e, sobretudo, com o futuro da nossa educação”, afirmou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que acompanhou a avaliação dos alunos. O secretário-executivo da Educação, Isaías Aparecido, também acompanhou a aplicação das provas e destacou a importância da iniciativa para a rede pública: “Hoje é um dia muito importante para os nossos estudantes da rede pública de ensino. Eles estão participando da prova de proficiência em língua inglesa como parte do programa Pontes para o Mundo, uma iniciativa do Governo do Distrito Federal que representa um marco no avanço da educação pública no Distrito Federal”. Novos horizontes [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, o programa representa mais do que uma oportunidade educacional, mas uma estratégia de transformação que prepara os estudantes da rede pública para os desafios de um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. “Este programa vai muito além do aprendizado de um novo idioma. Ele abre portas para o conhecimento, amplia horizontes e cria oportunidades reais de crescimento pessoal, acadêmico e profissional. Dominar a língua inglesa é, hoje, uma habilidade essencial para quem deseja acessar melhores oportunidades no mercado de trabalho, participar de intercâmbios e acompanhar os avanços da ciência e da tecnologia”, afirma Iêdes Braga. À frente da coordenação do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira destaca que esta fase é decisiva para garantir que os estudantes estejam preparados para a experiência internacional. Ele também aponta os desafios logísticos, pedagógicos e emocionais envolvidos em levar os alunos para uma imersão no exterior, sem deixar de lado a continuidade dos estudos e o acompanhamento individual. “Esta etapa avalia a competência linguística dos estudantes, já que eles passarão meses no Reino Unido. Além da seleção, nossos maiores desafios envolvem preparar as escolas, engajar as famílias, garantir apoio à saúde física e mental dos estudantes e escolher parceiros no exterior que ofereçam acolhimento e segurança. É uma responsabilidade enorme, mas os benefícios para os jovens e para a educação pública fazem tudo valer a pena.” *Com informações da SEEDF  

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Pontes para o Mundo: alunos fazem avaliação de proficiência no domingo (8)

Mais um passo será dado pelos alunos aprovados na primeira fase do processo seletivo para integrar o programa Pontes para o Mundo, que oferecerá a 100 estudantes da rede pública de ensino do DF a oportunidade de vivência internacional educacional no Reino Unido. Neste domingo (8), nos turnos matutino e vespertino, será aplicada a prova de proficiência em língua inglesa, que deverá avaliar quatro competências linguísticas (escuta, fala, leitura e escrita), alinhadas ao Quadro Europeu Comum de Referência para línguas estrangeiras, com nível e descritores entre A1 e B2. Estudantes classificados na etapa inicial fazem prova que definirá os participantes do Pontes para o Mundo | Foto: Rodrigo Rodriguez/Agência Brasília A lista contendo os nomes dos alunos convocados para a avaliação e os respectivos locais de prova foi publicada no site da Secretaria de Educação (SEEDF) nesta quinta (5). Do total de 615 inscritos, 300 foram classificados para participar da segunda etapa do processo. Para chegar a esse montante, foram calculadas as médias aritméticas obtidas pelos candidatos com base na soma das notas dos componentes curriculares da formação geral básica da 1ª série do ensino médio. Os estudantes com as maiores notas foram aprovados.  Para o coordenador do programa, David Nogueira, o total de discentes interessados em concorrer a uma vaga para a primeira edição do Pontes para o Mundo foi uma boa surpresa. “Estabelecemos critérios de nota e frequência, sabendo que iria restringir bastante o número de estudantes que poderiam participar. A nossa expectativa agora é que no próximo Pontes haja mais estudantes dentro dos critérios, uma vez que os alunos e alunas da primeira série de hoje sabem que o bom desempenho acadêmico será definidor de sua participação no programa”, ressaltou. Tabela: Divulgação/SEEDF Provas As provas serão aplicadas no campus do Instituto Federal de Brasília (IFB), localizado no Riacho Fundo, e na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na 913 Sul. As duas instituições ofereceram seus espaços físicos para receber os estudantes para a avaliação, que será conduzida em ambiente digital. [LEIA_TAMBEM]Os participantes utilizarão computadores e fones de ouvido fornecidos no local. A duração mínima da prova é de 60 minutos, e a máxima, de 90 minutos. Recomenda-se chegar ao local da prova com antecedência mínima de 15 minutos. Os estudantes devem levar a Carteira de Identidade, expedida há, no máximo, dez anos, e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Resultado O gabarito será publicado na segunda-feira (9), e no mesmo dia estará aberto o prazo para interposição de recursos. É responsabilidade do aluno acompanhar as publicações atualizadas referentes ao programa no site oficial da SEEDF. O programa Pontes para o Mundo é uma iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF), promovida pela SEEDF. A seleção é destinada a 100 estudantes do ensino médio regular e do integrado ou concomitante à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) da rede pública de ensino. Será formado um cadastro de reserva, conforme a lista de classificação, para garantir eventuais substituições, após finalizadas as etapas de seleção. *Com informações da SEEDF

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Estudantes da rede pública se preparam para desafio nacional de matemática

Alunos da rede pública do Distrito Federal participam, na próxima terça-feira (3/6), da primeira fase da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), considerada a maior competição estudantil do país. Voltada para estudantes dos ensinos fundamental e médio, a prova é promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e tem como objetivo estimular o interesse pela Matemática, identificar talentos e ampliar oportunidades acadêmicas para alunos da educação básica. Arthur Souto e Pedro Soares, de 13 anos, participam do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF  “A Obmep representa uma oportunidade única para nossos estudantes demonstrarem seu potencial em matemática e abrirem portas para o futuro acadêmico e profissional”, afirma a subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação (SEEDF), Iêdes Soares Braga. “Nossos resultados em 2024 mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que podemos alcançar ainda mais estudantes e desenvolver novos talentos.” Os resultados da edição anterior mostram o crescente envolvimento das escolas públicas do DF com a olimpíada. Em 2024, a rede teve 9,7 mil estudantes classificados para a segunda fase, conquistando 91 medalhas nacionais e 273 medalhas estaduais.  Ao todo, 17 escolas e 18 professores foram premiados, fortalecendo o papel da Obmep como ferramenta de valorização do ensino e descoberta de jovens talentos na rede pública.     Histórias de sucesso  Entre as escolas que se destacam está o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 201 de Santa Maria, que conquistou o primeiro lugar no ranking de medalhas no DF em 2024, com três medalhas de ouro e uma de prata. O sucesso da instituição é resultado de um trabalho coordenado que envolve toda a comunidade escolar. “O mais importante é que todos abracem a causa - gestão, professores, alunos”, pontua a diretora da escola, Dayse Cristina Salazar. “Quando todos trabalham juntos por um objetivo comum, tudo flui melhor.” O coordenador pedagógico Hélio Carneiro Ferreira, que atua na organização da Obmep na escola desde 2009, reforça a importância do trabalho contínuo de sensibilização: “Nosso trabalho é motivar os alunos e mostrar histórias reais de sucesso. No próprio site da Obmep há vários relatos inspiradores, que compartilhamos com eles como forma de mostrar um mundo de possibilidades que pode se abrir”. O professor ressalta ainda a riqueza do material disponível: “O site oferece material didático excelente, com provas anteriores resolvidas e vídeos explicativos. Se os professores incentivarem o uso e os alunos se dedicarem, as chances de sucesso aumentam muito”.  Novas perspectivas Pedro Vitor Fernandes Soares, de 13 anos, estudante do 8º ano, conquistou medalha de ouro nacional em 2024 e hoje participa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O interesse dele pela olimpíada começou ainda no 5º ano, motivado pelos benefícios que a competição oferece. “Eu me interessei muito pelos benefícios, pela bolsa, pelas viagens”, relata. “Achei muito interessante porque no fundamental já tem tantas oportunidades boas, e eu pensava que oportunidades como essa iam aparecer só depois do ensino médio.” Pedro pretende usar a medalha como diferencial para ingressar em uma boa universidade - quer cursar medicina. [LEIA_TAMBEM]Para a preparação, o estudante desenvolveu uma metodologia própria: “Tem um método que achei muito bacana, que é o TNA – Teste de Nível Atual. Você vai pegando as provas anteriores, coloca um cronômetro com o mesmo tempo da prova e vai fazendo. As que você acerta, deixa para lá; se você erra, tira dúvida e refaz, porque você vai melhorar seus erros”. Medalha de prata nacional, Arthur Marques Souto, 13, encontrou na Obmep uma nova motivação para os estudos. “Antes eu não gostava muito de estudar”, lembra. “Estudava por necessidade, não gostava nem de olhar para os livros. Depois mudou. Agora está muito mais fácil estudar para as matérias, revisar conteúdo. Essas olimpíadas contribuíram muito para isso”. Porta de entrada para o ensino superior A Obmep consolidou-se como importante via de acesso ao ensino superior. Estudantes premiados com medalhas nacionais garantem vaga no PIC, que oferece aulas avançadas de Matemática e bolsa de R$ 300 do CNPq para alunos de escolas públicas. Além disso, o Impa A Tech reserva 80% das vagas para medalhistas em olimpíadas científicas, enquanto outras universidades públicas, como USP e Unicamp, também adotaram vagas específicas para esses estudantes. Programação A olimpíada será aplicada em duas fases: a primeira na terça-feira (3) e a segunda, em 25 de outubro. Os vencedores serão anunciados em 22 de dezembro. A competição é dividida nos níveis 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental) e 3 (ensino médio). Escolas como CEF Polivalente e CEF 4 de Brasília destacam-se por terem medalhas nos níveis 1 e 2, enquanto o CEM Setor Leste e o CEM 414 de Samambaia registram conquistas principalmente no nível 3. *Com informações da Secretaria de Educação

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Aluna da rede pública de ensino do DF acompanha um dia de trabalho da secretária de Educação

Governo do Distrito Federal · ALUNA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO DF ACOMPANHA UM DIA DE TRABALHO DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO A rotina de uma secretária de estado é mais movimentada do que se pode imaginar. Essa foi a constatação da estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de Planaltina Isabella Amorim Campos Silva, 17 anos, já na primeira hora de participação no programa Meninas em Ação ao lado da secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá. A aluna foi selecionada para acompanhar a titular da pasta em todas as atividades da agenda oficial durante a quarta-feira (15). O primeiro compromisso foi a reinauguração da Sala de Leitura José de Alencar, no Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga. Mas o encontro entre a estudante e Hélvia Paranaguá foi mais cedo, na casa da secretária, onde elas se conheceram e começaram a trocar ideias sobre o planejamento do dia. Isabella Amorim ficou supresa com a agenda de Hélvia Paranaguá: “Ela não para” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Isabella ficou surpresa com a quantidade de demandas. “Estou vendo que é bastante movimentado. Até agora ela não parou, mas estou achando bem legal. Espero que seja um dia produtivo e que eu aprenda muito com a secretária”, declarou ao chegar no primeiro compromisso, em Taguatinga. Neste evento, que também contou com a presença do deputado distrital Thiago Manzoni, foi reinaugurada a sala de leitura da escola, após reforma e renovação do acervo. A secretária também comentou a reação da estudante em seu primeiro contato com a programação prevista para a quarta-feira. “Ela pegou a agenda e falou: ‘Tudo isso hoje!’. Então, ela vai ver que a função não tem só o lado que brilha, mas também o estresse, a resolução de problemas e alguma situação inesperada. Está sendo muito enriquecedor para mim e para ela, já que também estou conhecendo a vida dela, a história da família dela, está sendo uma troca muito bacana”, disse. A inauguração da Sala de Leitura José de Alencar do CEM 01 de Taguatinga foi um dos compromissos acompanhados por Isabella | Foto: André Amendoeira/SEEDF Autoridade na própria escola Após a entrega do novo espaço, as duas seguiram para Planaltina, para o lançamento da ampliação do projeto Em um Piscar de Olhos, na escola onde Isabella estuda. A iniciativa beneficia os discentes da rede pública de ensino com consultas oftalmológicas e distribuição gratuita de óculos para os diagnosticados com necessidade de correção visual.  Isabella, que também usa óculos, aproveitou a oportunidade como “secretária de Educação” e discursou sobre a importância do projeto. “Todos nós sabemos que ter uma boa visão é crucial no nosso processo acadêmico. Por isso, é uma chance para aquelas crianças e adolescentes que têm problemas de visão, como dificuldades para ler, escrever e até mesmo acompanhar as aulas. Ao garantir que elas tenham acessibilidade aos óculos adequados, nós também contribuímos para um ambiente de aprendizagem eficaz”. Empoderamento A estudante participou de reunião entre secretários de governo e administradores do DF com a governadora em exercício, Celina Leão | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Orgulhosa de sua pupila, Hélvia opinou sobre a experiência. “Para mim, está sendo gratificante, porque eu sou uma grande defensora desse programa. Acho muito bacana oportunizar às alunas da rede pública de ensino, que estão no ensino médio, já na reta final, terem a vivência do que é uma secretária, do que é uma embaixadora, uma governadora”, ressaltou. [LEIA_TAMBEM]A agenda seguiu com o almoço e, em seguida, reunião com a governadora em exercício, Celina Leão, no Salão Nobre do Palácio do Buriti. De volta à sede da Secretaria de Educação, Isabella acompanhou o restante da programação do dia, que incluía reuniões, despachos e um jantar.  A avaliação foi positiva. “A secretária é uma pessoa muito legal e divertida, eu gostei bastante dela. Ela contou um pouco da história de vida, sobre a família, alguns cargos que ocupou. Foi um dia maravilhoso”, concluiu. Após o dia de secretária, a jovem relatou que percebeu a importância da função para  fomentar a promoção de políticas públicas voltadas para a Educação, bem como o excesso de demandas exigidas pelo cargo. Para o seu futuro, Isabella também pretende servir à comunidade do Distrito Federal, mas de outra maneira: ela sonha em integrar o Exército e já está se preparando. *Com informações da Secretaria de Educação

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Inscrições para o programa Pontes para o Mundo começam nesta terça-feira (13)

Estão abertas, a partir desta terça-feira (13) até 22 de maio, as inscrições para a vivência acadêmica internacional Pontes para o Mundo 2025, iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF), promovida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A seleção é destinada a 100 estudantes do ensino médio regular e do ensino médio integrado ou concomitante à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) matriculados na rede pública de ensino. As inscrições devem ser feitas na própria unidade escolar em que o interessado estuda. O cadastro será realizado pelo secretário escolar da unidade educacional. É obrigatório fornecer no ato da inscrição o e-mail e o número do Registro do Estudante (matrícula). Todas as informações necessárias para efetuar o cadastro constam neste link.  Arte: Divulgação/SEEDF O intercâmbio terá duração entre 13 e 17 semanas, e consiste na participação imersiva do estudante em instituições educacionais de países cuja língua oficial é o inglês: Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Será considerando o calendário local e as especificidades dos países de destino para definir a rotina dos estudantes selecionados.  Serão disponibilizadas 100 vagas para a vivência acadêmica internacional, sendo 30 para alunos do ensino médio e 70 para os da Educação Profissional Tecnológica, distribuídas entre as 14 coordenações regionais de ensino (CREs) do DF. A divisão será proporcional ao percentual de matrículas das escolas da rede pública de ensino que compõem cada uma das CREs. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, reforça a relevância do programa para o futuro dos participantes. "Eu vivi a experiência de um intercâmbio e sei o quanto isso pode transformar uma vida. Fico muito feliz em ver que nossos estudantes também terão essa oportunidade. Não é só aprender outro idioma, é crescer, enxergar o mundo de outra forma e abrir caminhos para o futuro.” A segunda etapa da seleção consiste em uma prova de conhecimentos linguísticos e comunicativos em língua inglesa | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Processo seletivo terá duas etapas A inscrição no certame será efetuada em duas etapas, sendo a primeira o envio de documentação como o histórico escolar, com a comprovação de matrícula ativa na 2ª série do ensino médio em 2025, acrescida das médias escolares dos componentes curriculares da Formação Geral Básica e percentual de frequência do estudante em 2024, juntamente com o nome da escola em que a 1ª série foi cursada, que servirá como critério eliminatório. Os documentos devem ser digitalizados e salvos em formato PDF, conforme o edital. Recomenda-se o envio da documentação, de forma legível, completa e com prudente antecedência, uma vez que SEEDF e a coordenação do programa Pontes para o Mundo não se responsabilizarão por aqueles não recebidos ou com identificação comprometida em decorrência de eventuais problemas técnicos e de congestionamentos da internet. Além desses requisitos, o estudante deve ter idade entre 16 e 18 anos (incompletos) até a data do retorno ao Brasil; ter obtido média mínima 6 em todas as disciplinas cursadas na 1ª série do ensino médio e ter frequência mínima de 80% no ano letivo de 2024. [LEIA_TAMBEM]A segunda etapa da seleção consiste em uma prova de conhecimentos linguísticos e comunicativos em língua inglesa que será aplicada presencialmente, com caráter classificatório. Nela, serão avaliadas quatro competências linguísticas (escuta, fala, leitura e escrita), alinhadas ao Quadro Europeu Comum de Referência para línguas estrangeiras, com nível e descritores entre A1 e B2. Resultados  O resultado da seleção será divulgado no site da SEEDF, conforme o cronograma divulgado no edital de seleção.  O coordenador do programa, David Nogueira está entusiasmado com o início do processo seletivo. “Mais do que uma oportunidade de intercâmbio acadêmico, esta é uma experiência de formação integral, que valoriza a trajetória dos nossos jovens, amplia horizontes e fortalece a educação profissional e o ensino médio como vetores de transformação social. Buscamos estudantes comprometidos, curiosos e dispostos a ter uma vivência internacional marcante”, apontou. Ao final da vivência acadêmica internacional, o discente receberá uma certificação da instituição em que cursou as atividades escolares, por meio do rograma Pontes para o Mundo. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail pontesparaomundo@se.df.gov.br, de segunda a sexta-feira, sendo respondidas em até dois dias úteis. *Com informações da SEEDF  

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Meninas em Ação: estudantes assumem cargos de liderança por um dia no DF

Já imaginou ocupar um cargo de liderança ainda no ensino médio? Trinta alunas de escolas públicas do Distrito Federal, participantes do programa Meninas em Ação, estão prestes a viver essa experiência. De abril a outubro, elas irão assumir, por um dia, posições de liderança em instituições do governo, embaixadas, organismos internacionais e empresas, para conhecer de perto como funcionam os espaços que influenciam diretamente a política, a diplomacia, a comunicação e os negócios. A jornada começa na próxima quinta-feira (10), quando uma das participantes acompanhará a rotina da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Estudantes selecionadas para o projeto Meninas em Ação, que proporciona aprendizados a partir do acompanhamento de mulheres que ocupam posições de liderança | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O programa é uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF) e de Educação (SEEDF), com foco no empoderamento feminino. Segundo a vice-governadora do DF, Celina Leão, o Meninas em Ação é muito importante para que estudantes tenham consciência desde cedo que as mulheres podem estar onde quiserem, inclusive, em espaços de poder e liderança. “É uma oportunidade para que se desenvolvam pessoalmente e profissionalmente, que incentiva a liderança e a autonomia, ao mesmo tempo em que as encoraja para que se tornem agentes de transformação das comunidades onde vivem”, afirma. “É uma oportunidade para que se desenvolvam pessoalmente e profissionalmente, que incentiva a liderança e a autonomia, ao mesmo tempo em que as encoraja para que se tornem agentes de transformação das comunidades onde vivem” Celina Leão, vice-governadora do DF A estudante Júlia Lopes, 17 anos, contou que ficou muito feliz e animada ao ser selecionada para o projeto. “É uma experiência nova, um projeto-piloto, algo inédito para a gente. É incrível pensar que estamos abrindo caminho para que outras meninas também possam viver isso no futuro. Quando falaram que a gente ia acompanhar mulheres que já chegaram em lugares onde a gente sonha chegar… Nossa, fiquei ainda mais empolgada. São mulheres inspiradoras. Desde então, é só animação, felicidade e dedicação”. Júlia vai acompanhar a vice-governadora Celina Leão e, desde já, está se preparando. “Celina é uma mulher de muita presença, firme nas opiniões, sabe se posicionar. É uma referência, um espelho para quem quer crescer politicamente e, por isso, estou estudando bastante sobre ela e sobre a trajetória dela. Já aprendi muita coisa. Está sendo uma experiência muito gratificante”. “É incrível pensar que estamos abrindo caminho para que outras meninas também possam viver isso no futuro”, diz Júlia Lopes De acordo com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, quando se tem acesso à informação, a apoio e oportunidades, elas transformam não apenas as próprias vidas, mas também das comunidades em que vivem, promovendo justiça social, equidade de gênero e avanços significativos na educação e na economia, por isso, empoderar meninas é garantir que elas se tornem protagonistas das próprias histórias. “Esse programa é uma ferramenta poderosa para romper ciclos de desigualdade de gênero, formar novas lideranças femininas e construir uma sociedade mais equitativa” Giselle Ferreira, secretária da Mulher Ao ser questionada sobre a sensação de ser escolhida para o projeto, a estudante Luísa Teixeira, 17, descreve como é positivo ter seu esforço reconhecido e perceber que possui algo a mais para oferecer. “É uma sensação de reconhecimento e também de responsabilidade”. Luísa acompanhará a embaixadora do Haiti, Rachel Coupaud, e acredita que o maior desafio será a comunicação, já que a diplomata fala pouco português. “Vou precisar me comunicar em inglês e francês, mas estou confiante que nossa conversa vai fluir bem e teremos uma boa troca”, diz. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, não se pode ser o que não se vê. “Esse programa é uma ferramenta poderosa para romper ciclos de desigualdade de gênero, formar novas lideranças femininas e construir uma sociedade mais equitativa, em que mulheres estejam em posição de decisão não como exceção, mas como regra. O programa não só inspira, mas também capacita”, frisa. Segundo ela, a experiência prática desenvolve habilidades essenciais e tudo isso contribui diretamente para a autonomia feminina, permitindo que essas meninas construam um futuro com mais independência econômica, política e social. Luísa Teixeira acompanhará a embaixadora do Haiti, Rachel Coupaud: “Estou confiante que nossa conversa vai fluir bem e teremos uma boa troca” Todas as meninas selecionadas para o projeto estão no 3º ano do ensino médio, ou seja, no último ano escolar, e têm até 18 anos. Um dos critérios fundamentais foi o domínio do inglês ou espanhol, já que algumas das autoridades que elas irão acompanhar não falam português fluentemente. Segundo uma das coordenadoras do projeto, Maria Luiza Lourenço, essa escolha estratégica visa também inspirar as alunas dos anos anteriores. “Ao escolhermos só alunas do 3º ano e estabelecermos critérios como domínio de idioma e engajamento social, estamos incentivando que meninas do 1º e 2º anos, ao verem o programa acontecendo, queiram se preparar, correr atrás, se desenvolver, seja no idioma, na postura, no envolvimento com causas, para que, quando chegue a vez delas, estejam prontas para serem selecionadas também”. Uma das coordenadoras do projeto, Maria Luiza Lourenço, diz que a iniciativa inspira outras alunas a se preparar para ser selecionada em uma próxima edição Apesar de o foco do programa ser o empoderamento feminino, a ideia não é excluir os meninos. “Nossa parceira principal é a Secretaria da Mulher, e conversamos bastante sobre isso. Temos também a participação da Subsecretaria de Enfrentamento à Violência, que trouxe a proposta de desenvolver atividades paralelas para os meninos, inclusive focadas em temas como masculinidade positiva e respeito às mulheres”, destaca Maria Luiza, que também ressalta que o projeto se preocupa com o ambiente escolar como um todo, não só com as meninas selecionadas. “Vemos muito potencial no projeto e torcemos para que continue e se expanda, pois ele fortalece o papel das meninas como multiplicadoras dentro da escola” Naiara Lima, supervisora pedagógica do Centro de Ensino Médio Setor Oeste O programa foi pensado para ter um acompanhamento direto com as três escolas participantes. Os diretores foram convidados a participar das reuniões e, dentro desse processo, cada diretor se torna o ponto focal da escola no projeto. Além disso, cada escola também conta com um professor tutor. No caso do Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso), é a professora e supervisora pedagógica Naiara Lima, que acompanha as meninas. “Consideramos uma oportunidade única para elas, pois proporciona uma vivência que vai muito além do dia do evento em si. Desde as preparações, orientações e visitas, tudo tem contribuído para o crescimento pessoal delas. Vemos muito potencial no projeto e torcemos para que continue e se expanda, pois ele fortalece o papel das meninas como multiplicadoras dentro da escola”. Maiara também conta que as alunas têm se engajado bastante, pois o projeto as ajuda a enxergar e ampliar o potencial, especialmente em posições de liderança e muitas já exercem esses papéis na escola, como representantes de turma ou presidentes do Grêmio, e o projeto só fortalece ainda mais essa trajetória. “Não podemos fechar os olhos para a injusta desigualdade de gênero que ainda se manifesta no mercado de trabalho, na educação, na política, na saúde e nas relações sociais” Paco Britto, secretário de Relações Internacionais Além dos encontros de empoderamento, há um planejamento pedagógico, com atividades, palestras e ações extras, de acordo com os interesses e necessidades de cada escola. Meninas em Ação O projeto é inspirado no programa da organização Plan International, criadora do movimento Girls take over, que oferece a meninas de todo o mundo a oportunidade de experimentar posições de liderança. “Não podemos fechar os olhos para a injusta desigualdade de gênero que ainda se manifesta no mercado de trabalho, na educação, na política, na saúde e nas relações sociais”, afirma o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. “Já estamos, inclusive, pensando em abrir um edital no futuro, com participação de mais escolas e número maior de meninas”, afirma Ana Beatriz de Sousa O secretário também destaca que este assunto passa por pautas importantes como a participação política e econômica; a consciência do papel social; o fortalecimento da autoestima; a tomada de decisões; acesso à educação de qualidade, à proteção contra a violência e, por isso, assumirá protagonismo de um significativo programa de Estado. “Isso mostra às meninas que é possível conquistar espaços de liderança, inspiradas em grandes mulheres que atualmente já ocupam esses espaços”. No Distrito Federal, foram selecionadas para participar do projeto-piloto 10 meninas de cada uma das seguintes escolas: Centro de Ensino Médio Integrado do Gama (Cemi Gama), Centro de Ensino Médio 1 de Planaltina (CEM 01 Planaltina) e o Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso). Nesse primeiro ano foi optado por uma seleção mais específica e restrita, para entender o que funciona, identificar pontos de melhoria e preparar uma expansão para os próximos anos. “Já estamos, inclusive, pensando em abrir um edital no futuro, com participação de mais escolas e número maior de meninas”, destaca Ana Beatriz de Sousa, a outra coordenadora responsável pelo Meninas em Ação. Ela conta que a procura foi bem maior do que o esperado e tiveram autoridades que, no momento, não foram convidadas e demonstraram interesse em participar, mas como é o primeiro ano do programa, decidiram manter um formato menor, mais focado, para garantir que tudo funcione bem. “A ideia é, sim, expandir, mas de forma planejada”, explica.

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