Começa a fiscalização da lista de material de escolas particulares do DF
Durante esta semana, de segunda (12) a sexta-feira (16), o Procon-DF, órgão vinculado à Secretaria Extraordinária do Consumidor (SEC-DF), promove ação de fiscalização nas escolas particulares do Distrito Federal para conferir as listas de materiais e a conformidade destas com a Lei Distrital nº 4.311/2009, que normatiza o que pode e não pode ser cobrado. Lista de material escolar só pode cobrar itens de uso pessoal do estudante, sem distinção de marca nem de estabelecimento específico para a aquisição | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As escolas deverão apresentar a lista de material das classes e o respectivo plano de execução, documento que especifica o uso dos itens pelos alunos ao longo do ano, de forma a discriminar como e quando eles serão utilizados, para que os materiais possam ser entregues parcelados ao longo do ano, conforme a necessidade individual do aluno. Apenas itens de uso pessoal do estudante podem ser cobrados na lista, sem distinção de marca ou estabelecimento específico para a compra. No final do ano, se os materiais entregues não forem totalmente utilizados, devem ser devolvidos pela instituição de ensino. “É muito importante que os pais observem se a lista está de acordo com a legislação e, se preciso, entrem em contato com a escola para cobrar a adequação” Vanessa Pereira, diretora-geral do Procon Serão autuadas, podendo ser multadas pelo órgão de defesa, as escolas que apresentarem pedidos de itens de material em desacordo com a legislação ou não fornecerem um plano de execução que esclareça a utilidade dos materiais. Controle “É muito importante que os pais observem se a lista está de acordo com a legislação e, se preciso, entrem em contato com a escola para cobrar a adequação”, orienta a diretora-geral do Procon, Vanessa Pereira. “Caso o problema não seja resolvido ou surjam dúvidas, o Procon fica à disposição para melhor orientar os consumidores.” Em período de volta às aulas, por conta da demanda crescente, a variação de preços tende a ser maior, por isso o Procon também orienta que os responsáveis pelos alunos pesquisem bem os valores em mais de um estabelecimento. [LEIA_TAMBEM]Confira abaixo, com mais detalhes, o que diz a legislação sobre o que pode e o que não pode na lista de material escolar: ⇒ Todo material escolar é item de uso individual e exclusivo do aluno, restrito ao processo didático-pedagógico. Portanto, o estudante pode solicitar para a escola a devolução do material que não foi utilizado durante o ano anterior. ⇒ Não é permitida a cobrança de taxa extra ou de fornecimento de material de uso coletivo dos alunos ou da instituição, como itens de higiene e de expediente. O custo desses materiais deve ser da escola. ⇒ No Distrito Federal, a lei permite aos pais a entrega parcelada do material, que deve ser feita com, no mínimo, oito dias antes do início das atividades. ⇒ A lista de material deve ser acompanhada de um plano de execução, que precisa descrever, de forma detalhada, a quantidade de cada item e a sua utilização pedagógica. ⇒ A escola é proibida por lei de exigir marca, modelo ou indicar local de venda do material, com exceção do uniforme escolar. *Com informações da Secretaria Extraordinária do Consumidor
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Sabor de Escola define semifinalistas da CRE de Samambaia
A etapa regional do Concurso Sabor de Escola, da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Samambaia, reuniu muita animação e emoção. Realizada na última quinta-feira (6), a competição destacou o talento e a criatividade dos merendeiros e merendeiras da rede pública, que prepararam pratos representando o afeto e a identidade de suas escolas. A ocasião foi marcada por uma disputa acirrada, mas o destaque do evento foi o entusiasmo das escolas participantes. As torcidas dos Centros de Ensino Fundamental (CEFs) 427, 404, 123 e 412 de Samambaia compareceram com muita alegria e animação. Essa mobilização intensa é um reflexo direto do enorme carinho e da gratidão que os estudantes e toda a comunidade escolar têm pelos cozinheiros, reconhecendo a importância vital desses profissionais no dia a dia de milhares de alunos. Merendeiros da CRE Samambaia mostraram criatividade em seus pratos durante a etapa regional do concurso | Foto: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Após a avaliação dos jurados, dois profissionais foram classificados para a semifinal. Os vencedores da etapa foram Elza Fernandes da Silva, do CEF 404, que encantou com seu delicioso escondidinho de peixe, e Manoel Messias da Costa, do CEF 412, que apresentou um saboroso arroz carreteiro com lombo suíno e vinagrete agridoce. Antes mesmo do resultado, os participantes destacaram a importância da experiência. “Minha expectativa é vencer o medo, o nervosismo. Não sei se vou ganhar, mas o importante é participar”, revelou Elza Fernandes. “Minha experiência está sendo maravilhosa, eu estou amando. Eu quis vir justamente para viver esta experiência, saber como é estar em um concurso como esse”, completou. Manoel Messias, que participa pela segunda vez, estava confiante e focado no propósito de seu ofício. “Minha expectativa é 100%. Fiz um prato bem brasileiro, em que as crianças possam ficar satisfeitas, chegar em casa com a sensação de barriga cheia”, disse. “A experiência de participar é muito boa, e estou aqui porque eu gosto. Gosto de cozinhar.” *Com informações da Secretaria de Educação
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Projeto transforma escola pública em referência no enfrentamento à depressão entre jovens
Há seis anos, um movimento vem mudando a realidade de centenas de estudantes do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit). Trata-se do Grupo de Enfrentamento à Depressão e ao Suicídio (GEDS) – carinhosamente chamado de “Gerando Amor” –, uma iniciativa coordenada com o apoio dos Educadores Sociais Voluntários (ESVs) que tem acolhido, escutado e conscientizado jovens sobre saúde mental. “Mostramos que autoestima é ação. Quando o jovem começa a praticar isso no cotidiano, ele entende que pode lidar com as emoções de outras formas, sem recorrer à comida como alívio”, disse a psicóloga Beatriz Reis, em palestra no Cemeit | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Com o apoio de professores, servidores e voluntários da saúde mental, o grupo aborda temas delicados, mas urgentes, como ansiedade, depressão, autoestima e comportamento alimentar. São palestras, dinâmicas de escuta ativa e ações simbólicas como “Caixa do desabafo”, “Abrace-me”, “Se expresse” e “Correio da Gratidão”. Ao todo, estima-se que cerca de 16 mil pessoas já tenham sido impactadas direta ou indiretamente pelas atividades. A coordenadora do projeto, Vitória Kalil, diz que iniciativa contribui para a expressão de emoções e a comunicação entre os jovens “Às vezes, é uma coisa tão simples, como um abraço, mas que eles não têm em casa. E quando recebem na escola, dizem: ‘Era tudo que eu precisava’”, conta Vitória Kalil, coordenadora do projeto e ex-aluna do Cemeit. Para ela, o diferencial está justamente no protagonismo estudantil: “É de jovem para jovem. Muitos não conseguem se abrir com os pais ou com o psicólogo, mas conseguem conversar com colegas”. Trabalho voluntário A aluna Catarina Benedeti elogia o projeto: "É um momento para falar sobre autoestima, sobre família" O GEDS também conta com o apoio da Secretaria de Educação do DF, por meio da atuação de Educadores Sociais Voluntários (ESVs), como Vitória. A rede pública tem hoje cerca de 7.300 ESVs em escolas de todas as regiões administrativas. [LEIA_TAMBEM]Hoje, com cerca de 20 voluntários em atuação, entre estudantes, ex-alunos e profissionais da saúde, o GEDS já foi reconhecido nacionalmente. Em 2019, o projeto foi finalista do Desafio Criativos da Escola, que celebra iniciativas lideradas por estudantes em todo o país. A psicóloga Beatriz Reis, uma das voluntárias, esteve na escola nesta quarta-feira (30) para conduzir uma palestra sobre autoestima, ansiedade e a relação emocional com a comida. “Mostramos que autoestima é ação. Quando o jovem começa a praticar isso no cotidiano, ele entende que pode lidar com as emoções de outras formas, sem recorrer à comida como alívio”, explica. A estudante Catarina Benedeti, de 17 anos, afirma que encontrou no projeto um espaço seguro para dialogar. “Gostei bastante. É um momento para falar sobre autoestima, sobre família, é um momento de conversa mesmo. Isso falta muito”, diz. Já Thiago Tavares, também de 17, acredita que projetos como o GEDS deveriam ser parte do currículo educacional: “Tinha que ter toda semana, ou pelo menos uma eletiva. Seria muito importante”.
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Projeto de videodança leva reflexões sobre sonhos a alunos da rede pública
Até a próxima terça-feira (10), escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal recebem o projeto de videodança D’Sonhos. Com o aporte de aproximadamente R$ 100 mil do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), um instrumento de fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), a iniciativa leva para cerca de 5 mil alunos do ensino fundamental e médio a dança, a arte cênica e muitos bate-papos. No total, serão oito apresentações em quatro escolas públicas: os centros de ensino médio (CEMs) 3 de Planaltina e de Sobradinho II, Fundamental 3 de Sobradinho e Queima Lençol, na Fercal. Apresentado em escolas públicas, o espetáculo apresenta a dinâmica dos sonhos, com questionamentos sobre o que é real | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O espetáculo é uma videodança, que representa uma mistura entre o audiovisual e a dança, tendo como principal ferramenta o movimento. A obra dialoga a respeito das possíveis certezas e incertezas que nos parecem óbvias e questiona: “O que é sonho? O que é realidade? Sonho é realidade? Sonhar é isso que faço enquanto durmo? Quando realmente estou acordado?” [Olho texto=”“É importante estarmos no espaço escolar, não só para mostrar a nossa fala, através do espetáculo, mas para incentivar o público jovem a participar da arte e da cultura, e isso é um saldo positivo, pois recebemos diversos feedbacks dos alunos perguntando o que precisa para estudarem teatro”” assinatura=”Victoria Oliveira, atriz” esquerda_direita_centro=”direita”] “Temos um espetáculo híbrido com o processo online, em que duas artistas participam de maneira remota. Os alunos podem esperar um espaço acolhedor, onde experimentam sensações que estão fora do cotidiano da sala de aula. A ideia é apresentarmos a dinâmica dos sonhos, como acontece, e o questionamento sobre o que é real e o que é sonho”, explica um dos artistas, Leonardo Rosa. Participam da encenação seis artistas locais com cerca de 20 anos de experiência no teatro, quatro presenciais e dois vivenciados remotamente. Para eles, mais do que apresentar o conteúdo, é levar a arte para as escolas públicas. Wagner Macário, diretor do CEM 4 de Sobradinho, diz que o espetáculo é mais uma forma de atrair os alunos e diversificar as atividades desenvolvidas na escola “É importante estarmos no espaço escolar, não só para mostrar a nossa fala através do espetáculo, mas para incentivar o público jovem a participar da arte e da cultura, e isso é um saldo positivo, pois recebemos diversos retornos dos alunos perguntando o que precisa para estudarem teatro”, completa a atriz Victoria Oliveira. Ainda fazem parte do grupo as atrizes Lisiane Queiroz, Thais Cordeiro, Laura Cordeiro e Louise Lucena. Atividades diversificadas [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para o diretor do CEM 4, Wagner Macário, o espetáculo é mais uma forma de atrair os alunos e diversificar as atividades desenvolvidas na escola. “Somos a primeira escola de Sobradinho a fazer parte do ensino médio integral e sempre procuramos trazer novidades para os alunos. Esse projeto traz uma reflexão, e tudo que é voltado para a arte e faz o aluno refletir é muito bom, são maneiras que procuramos de evitar a evasão escolar e manter o estudo atrativo.” A aluna do 3º ano Evelly Rafaela Pereira, de 18 anos, destaca que sempre foi atraída pelo teatro e relembrou momentos da sua vida com o espetáculo. “Voltei para um imaginário de sonhos que já vivi e me trouxe para outras realidades. Eu gosto de teatro, ensaio em casa sempre e gostei muito, tenho planos de fazer teatro. E essas apresentações na escola são muito legais, atraem os alunos”, comenta. Também estudante do 3º ano, Kássia Kamila Rocha, de 17 anos, diz que as surpresas do espetáculo prenderam a atenção dela e dos demais colegas. “Foi muito diferente do que esperava e me surpreendeu. Acho muito interessante essa maneira da escola aplicar coisas novas para nós alunos, sempre aprendemos algo e de uma forma dinâmica, saindo do usual de sala de aula”, finaliza.
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Etapa do Sabor de Escola no Gama conta com torcida de alunos
O concurso Sabor de Escola, que já conquistou corações e estômagos com as deliciosas receitas das merendeiras das escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, também tem se destacado pela fervorosa torcida que se forma em apoio às competidoras. Na etapa do Gama, realizada na quarta (4) e nesta quinta-feira (5), foram selecionadas mais duas semifinalistas para representar a região na próxima fase da competição. As semifinalistas encantaram os jurados: Rivani Gomes, com seu bobó de frango acompanhado de arroz de espinafre, e Telma Maria do Bomfim, com seu saboroso baião de dois com mandioca amarela | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Com cartazes, gritos de encorajamento e um espírito contagiante, os estudantes demonstraram que a competição vai muito além da cozinha da escola. Maria Edite, merendeira da Escola Classe 22, compartilhou sua alegria ao ver as crianças da escola onde trabalha na plateia para fortalecer a torcida. “É incrível sentir o apoio dos estudantes. Eles nos dão força e motivação para fazer o nosso melhor na cozinha e é para eles que cozinhamos com amor e carinho”, destaca. Ela concorreu com o preparo de uma polenta com carne suína. Um dos alunos que estavam na torcida, João Santos, 9 anos, disse que ama os pratos da merenda que a tia Edite prepara. “Eu gosto de todos, como galinhada, cuscuz e até esse mesmo que ela preparou aqui, é tudo muito gostoso”, garantiu. Mais um passo para a semifinal [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A etapa do Gama contou com 15 merendeiros inscritos. Desses participantes, duas profissionais se destacaram e conquistaram o lugar na tão esperada semifinal. Rivani Gomes, representando o Centro Educacional 7 (CED 7), encantou os jurados com seu bobó de frango acompanhado de arroz de espinafre, enquanto Telma Maria do Bomfim, da Escola Classe 18 (EC 18), surpreendeu com seu saboroso baião de dois com mandioca amarela. Sobre a vitória, Rivani Gomes compartilhou: “É um sonho realizado. Ter a plateia torcendo por nós faz toda a diferença. Foi uma honra cozinhar para eles.” Telma Maria do Bomfim também expressou sua gratidão: “É uma emoção indescritível. Saber que nosso esforço é reconhecido e apoiado por toda a comunidade escolar nos motiva a continuar cozinhando com amor para nossas crianças.” O concurso Sabor de Escola não é apenas uma competição culinária, mas também um evento que une alunos, merendeiras e toda a comunidade escolar em torno de uma paixão compartilhada pela boa comida e pela valorização das profissionais que preparam as refeições diárias nas escolas. *Com informações da SEEDF
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