Hemodiálise no Hospital Cidade do Sol já soma 436 sessões e amplia cuidado a pacientes internados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Desde março, pacientes internados no Hospital Cidade do Sol (HSol) que precisam de hemodiálise podem realizar o tratamento sem aguardar a disponibilidade de leito em outra unidade da rede. Em seis meses, o novo serviço realizou 436 sessões e atendeu 32 pacientes, incorporando a terapia à assistência oferecida dentro do próprio hospital. Antes da implantação, quem tinha indicação para hemodiálise precisava aguardar um leito em unidades que ofereciam o tratamento, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A transferência era necessária para garantir a continuidade da assistência e dependia da disponibilidade de vagas. Com o serviço em funcionamento desde 25 de março, o tratamento passou a ser realizado enquanto o paciente permanece sob os cuidados da equipe do HSol. Atualmente, oito pessoas estão em acompanhamento e são realizadas, em média, 24 sessões por semana. “Não precisar transferir o paciente para outra unidade significa mais conforto, além de reduzir custos com transporte e contribuir para a otimização do leito”, explica o chefe do Núcleo de Enfermagem do HSol, Leandro Queza. Antes de o HSol contar com a hemodiálise, pacientes precisavam aguardar um leito em unidades que ofereciam o tratamento, como o Hospital de Base ou o Hospital Regional de Santa Maria | Foto: Divulgação/IgesDF "Esses primeiros seis meses mostram que estamos construindo um serviço que tem impacto direto na assistência e, principalmente, na experiência do paciente” Julia Gurgel, gerente do HSol A estrutura conta atualmente com uma enfermeira, um técnico de enfermagem e quatro médicos nefrologistas. Segundo a equipe, não houve registro de intercorrências graves nas 436 sessões realizadas durante os primeiros seis meses. Os pacientes acompanhados pelo serviço tiveram diferentes evoluções clínicas. Alguns receberam alta e passaram a realizar hemodiálise em clínicas especializadas, outros tiveram indicação para diálise peritoneal e também houve casos em que a recuperação da função renal permitiu a continuidade do acompanhamento com tratamento conservador. Para a gerente do HSol, Julia Gurgel, oferecer a terapia dentro da unidade beneficia o paciente e também contribui para a organização do fluxo assistencial. “Quando conseguimos oferecer a hemodiálise dentro do próprio Hospital Cidade do Sol, damos um passo importante para garantir mais continuidade ao cuidado", observa. "Para o paciente, significa não precisar aguardar uma transferência para ter acesso a um tratamento essencial." Para a gestão do Hsol, destaca a gerente, a hemodiálise permite também organizar melhor o fluxo assistencial e utilizar os recursos da rede de forma mais eficiente. "Esses primeiros seis meses mostram que estamos construindo um serviço que tem impacto direto na assistência e, principalmente, na experiência do paciente”, avalia. Nefrologia também apoia as UPAs A atuação da equipe de nefrologia vai além dos pacientes internados no Hospital Cidade do Sol. Por meio da telemedicina, os especialistas também dão suporte às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal. Somente em 2026, a equipe respondeu a 1.208 pareceres relacionados a pacientes atendidos nas UPAs. O fluxo começa quando uma unidade identifica a necessidade de avaliação especializada. A solicitação é encaminhada à equipe de Telemedicina, e os médicos analisam o caso e orientam os profissionais sobre a conduta mais adequada. Para a chefe do Serviço de Nefrologia, Juliana Alves, os primeiros meses representam também o início de uma estrutura que ainda pode avançar. “Meu muito obrigado a cada um que se esforça para tudo isso acontecer da melhor forma possível. Espero que um dia o serviço cresça e a gente possa olhar para este início com saudosismo e orgulho”, agradece. *Com informações do IgesDF
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HBDF amplia hemodiálises em 53% e reforça atendimento 24 horas para pacientes renais
Quando recebeu o diagnóstico e foi encaminhada para iniciar a hemodiálise, Aldenora Maria Ribeiro da Silva, de 63 anos, imaginou que enfrentaria uma longa espera até começar o tratamento. A realidade foi diferente. "Consegui a vaga em apenas uma semana”, conta. Aldenora faz hemodiálise há dois anos no HBDF: "Consegui a vaga em apenas uma semana” | Fotos: Divulgação/IgesDF “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem" Aldenora Maria Ribeiro da Silva, paciente do HBDF Há dois anos, Aldenora é paciente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), onde realiza as sessões de diálise. “Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem", elogia. A experiência de Aldenora reflete uma mudança importante na assistência aos pacientes renais. Após reorganizar seus fluxos internos e aperfeiçoar o funcionamento do serviço, o Hospital de Base ampliou em 53% o número de sessões de hemodiálise realizadas no primeiro semestre deste ano. Foram 9.060 procedimentos, contra 5.905 no mesmo período do ano passado. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destaca que a ampliação da capacidade representa mais qualidade na assistência e mais segurança para os pacientes. "A hemodiálise é um procedimento contínuo e essencial para a vida de muitas pessoas. Ao ampliarmos nossa capacidade de atendimento, garantimos mais acesso, mais conforto e uma assistência cada vez mais qualificada para a população", afirma. A diálise é um tratamento que substitui parcialmente as funções dos rins, filtrando o sangue e removendo toxinas e o excesso de líquidos do organismo. O procedimento é indispensável para pacientes com insuficiência renal e a demanda pelo serviço cresce continuamente. Para responder a esse crescimento, o Hospital de Base reorganizou seus fluxos assistenciais e aperfeiçoou a logística de funcionamento do setor. Com isso, a hemodiálise passou a ser oferecida 24 horas por dia, tanto para pacientes internados quanto para aqueles em tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ampliando a capacidade de resposta da unidade. Neste ano, todos os meses registraram aumento nas sessões de hemodiálise superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025 Mais acesso ao tratamento Os resultados acompanham a evolução do serviço nos últimos anos. Em 2024, foram realizadas 10.814 sessões de hemodiálise. Em 2025, esse número subiu para 14.393, um crescimento de 33%. Neste ano, todos os meses registraram aumento superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025, com mais de mil procedimentos mensais. O maior avanço ocorreu em janeiro, quando o número de sessões passou de 941 para 1.622, alta de 72%. [LEIA_TAMBEM] O chefe da Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, destaca que o Hospital de Base atende não apenas seus pacientes internados, mas também recebe encaminhamentos de toda a rede pública de saúde do Distrito Federal. "Nosso compromisso é garantir que nenhum paciente com indicação de terapia renal substitutiva fique sem assistência. A revisão dos processos e a melhoria dos fluxos internos permitiram ampliar significativamente nossa capacidade de atendimento, sem necessidade de grandes intervenções estruturais", explica. Tecnologia leva a hemodiálise até o paciente Além da reorganização do serviço, o Hospital de Base passou a contar, desde abril deste ano, com a tecnologia Genius, que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito do paciente. Antes, o procedimento dependia de pontos fixos de água, exigindo o deslocamento de pacientes, muitas vezes em estado clínico delicado. Com o novo sistema, o tratamento é realizado onde o paciente está internado, reduzindo movimentações, aumentando a segurança e proporcionando mais conforto. Foram incorporados dez equipamentos, ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes internados e fortalecendo ainda mais a assistência prestada pelo Hospital de Base. Serviço → A diálise atende pacientes internados no Hospital de Base e pessoas encaminhadas pela rede pública de saúde do Distrito Federal que necessitam de terapia renal substitutiva. → O atendimento é realizado mediante indicação médica e regulação da rede pública de saúde. Não há atendimento por demanda espontânea. *Com informações do IgesDF
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Hospital de Base leva hemodiálise ao leito e reduz riscos para pacientes internados
Para pacientes internados em estado mais delicado, um simples deslocamento dentro do hospital pode representar risco. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), essa realidade começa a mudar. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passou a utilizar uma tecnologia que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito, reduzindo movimentações e tornando o cuidado mais seguro. O sistema, chamado Genius, marca um avanço importante na assistência hospitalar ao levar o tratamento até o paciente. Antes, a hemodiálise dependia de pontos fixos de água, o que exigia o transporte de pessoas, muitas vezes em condição clínica sensível, até áreas específicas do hospital. Agora, o procedimento pode ser feito no próprio local, com mais estabilidade e conforto. O sistema Genius permite que sessões de hemodiálise sejam realizadas no leito, evitando o transporte de pacientes em estado mais delicado | Foto: Divulgação/IgesDF A mudança impacta diretamente a segurança assistencial. Ao evitar deslocamentos, a nova tecnologia reduz o risco de quedas, intercorrências durante o transporte e outras complicações que podem surgir nesses trajetos. Segundo o chefe do Serviço de Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, a inovação também melhora a organização do cuidado e amplia o acesso ao tratamento. “O sistema Genius permite maior flexibilidade na assistência hospitalar. Como pode ser utilizado em diferentes setores, independentemente da estrutura de água, amplia o acesso ao tratamento e contribui para um cuidado mais seguro e eficiente”, explica. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial está na possibilidade de personalização. O equipamento conta com um tanque abastecido com solução de diálise preparada em uma moderna estação de tratamento, cuja composição pode ser ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente antes do início do procedimento. A combinação entre mobilidade e ajuste individual contribui para maior eficiência e melhor resposta clínica. Ao todo, foram adquiridas 10 máquinas, com capacidade para atender mais de 900 sessões de hemodiálise por mês em pacientes internados. O reforço amplia a capacidade assistencial do hospital e melhora o fluxo de atendimento. A paciente Francisca Souza Araújo, de 40 anos, que convive com diabetes e doença renal, foi uma das primeiras a utilizar o equipamento. Em tratamento há três anos, ela destacou a diferença na experiência. "É uma ótima ideia para quando o paciente está muito debilitado e com dificuldade de sair do leito. Se é algo que tem possibilidade de melhorar a situação da pessoa internada, eu acho muito bom", comemora. A tecnologia também deve chegar ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ampliando o alcance do serviço na rede pública. A previsão é que cinco equipamentos sejam instalados na unidade até o fim de maio, fortalecendo a assistência e garantindo mais acesso ao tratamento para a população do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Workshop debate diálise peritoneal como alternativa segura à hemodiálise
Desempenhando a mesma função dos rins de eliminar as toxinas do sangue, a diálise peritoneal é uma alternativa segura ao equipamento de hemodiálise, conforme foi debatido, quarta-feira (25), no Workshop de Diálise Peritoneal da Secretaria de Saúde (SES-DF). Feito por meio de um cateter flexível inserido no abdômen, esse procedimento garante maior autonomia e mais qualidade de vida ao usuário do serviço, permitindo que ele faça o tratamento em casa, não necessariamente em uma unidade de saúde. Com a participação de profissionais da nefrologia, workshop debateu a expansão da diálise peritoneal na rede pública de saúde | Foto: Agência Saúde-DF O encontro teve como público-alvo profissionais da nefrologia do DF. Serviu como espaço estratégico para o compartilhamento de experiências bem-sucedidas, assim como para a formulação de diretrizes para expandir essa modalidade de diálise dentro da rede pública. [LEIA_TAMBEM]“A diálise peritoneal é uma modalidade de tratamento tão segura quanto a hemodiálise, mas, para esta última, existe uma fila de espera”, lembrou a nefrologista Francinara Moraes, da SES-DF. “Nosso intuito, então, é ampliar a oferta do serviço, de modo a atendermos todos que demandarem tratamento.” O encontro teve painéis de atualização técnica e discussões sobre os desafios logísticos e assistenciais para a ampliação do serviço. Entre os temas centrais, foram debatidas as novas tecnologias disponíveis, o atendimento pediátrico e as estratégias para que mais pacientes da rede possam ser beneficiados pelo método. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com investimento do GDF, rede de atendimento a pacientes renais crônicos cresce 74% em sete anos
Quando começou a perceber as pernas inchadas e a falta de apetite, o pedreiro Geraldo Rodrigues dos Santos, de 62 anos, não imaginava estar diante de um problema renal grave. Morador de Planaltina, ele procurou uma unidade básica de saúde e passou por exames até receber o diagnóstico que mudaria sua rotina: doença renal crônica. Número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde cresceu mais de 70% entre 2019 e este ano | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Desde então, há quase 11 anos, precisa fazer hemodiálise três vezes por semana no Hospital Regional de Sobradinho (HRS). A história dele se repete na vida de milhares de pacientes atendidos pela rede pública do Distrito Federal, que tem ampliado a estrutura de nefrologia para garantir o tratamento. R$ 9,6 milhões Investimentos em aquisição de aparelhos para nefrologia, de 2020 a 2026 Entre 2019 e 2026, o número de equipamentos de hemodiálise da Secretaria de Saúde (SES-DF) passou de 72 para 125, crescimento de cerca de 73,6%. No mesmo período, os sistemas de osmose reversa — essenciais para garantir a qualidade da água utilizada no processo de diálise — aumentaram de 15 para 47 equipamentos, uma expansão de aproximadamente 213,3%. De 2020 a 2026, os investimentos na aquisição de equipamentos para nefrologia somaram cerca de R$ 9,6 milhões. As máquinas estão distribuídas em diferentes hospitais da rede pública. As maiores estruturas ficam no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com 40 equipamentos, e no Hospital Regional de Sobradinho, com 31. Também há atendimento nos hospitais regionais da Asa Norte, Gama, Ceilândia, Planaltina, Samambaia e no Hospital Materno Infantil de Brasília. Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde: “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema” De acordo com a subsecretária de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Raquel Mesquita, a ampliação responde ao crescimento de pacientes com doença renal crônica e à necessidade de garantir tratamento contínuo. “Estima-se que em torno de 10% da população mundial têm doença renal crônica em algum estágio”, aponta. “Nós temos quase 30 mil pessoas no DF vivendo com essas condições e cerca de 3.600 pessoas que necessitam de tratamento de diálise. Vendo esses números e a sobrecarga, a Secretaria de Saúde vem atuando e trabalhando para ampliar o sistema”. Segundo a subsecretária, a rede também passou por reformas estruturais, com renovação dos serviços de nefrologia nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, além da aquisição de novas máquinas e modernização dos sistemas de tratamento de água. Com as mudanças, a capacidade de hemodiálises aumentou significativamente. “Com essas ações, saímos de 774 sessões para 2.200”, enumera Raquel. “O aumento do número de vagas permite que mais usuários sejam reinseridos nas suas atividades. Muitos pacientes conseguem sair do ambiente hospitalar e voltar para casa, ter qualidade de vida. Afinal, é um tratamento necessário para manutenção da vida.” Rotina de tratamento Geraldo dos Santos faz hemodiálise no Hospital Regional de Sobradinho e elogia o tratamento: “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar” A hemodiálise é indicada quando os rins não conseguem mais filtrar o sangue adequadamente (geralmente com função renal abaixo de 15% ou em insuficiência aguda), resultando no acúmulo tóxico de resíduos e líquidos. Os principais sintomas dessa condição incluem náuseas ou vômitos intensos, fadiga extrema, inchaço nos pés, pernas ou rosto, falta de ar, coceira intensa, confusão mental e cãibras. No Hospital Regional de Sobradinho, pacientes participam de sessões que duram cerca de quatro horas, geralmente três vezes por semana. A enfermeira Margarida Matsumoto explica que o tratamento exige disciplina e mudanças na rotina. “É um paciente que precisa vir à unidade para diálise, fazer restrição de água, escolher determinados tipos de alimentos e seguir várias orientações; não é uma vida fácil, mas são pessoas resilientes”, relata. A enfermeira Margarida Matsumoto acompanha a ampliação da rede de hemodiálise no DF: “As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe” A modernização dos equipamentos impactou o funcionamento do serviço. Antes da substituição, parte das máquinas tinha mais de uma década de uso e apresentava falhas frequentes, o que exigia reorganização constante da equipe. “Antes estávamos com grandes dificuldades”, lembra Margarida. “Hoje temos 60 pacientes com vaga fixa na unidade de Sobradinho. As máquinas novas otimizaram o sistema de forma mais eficaz, organizada e sem perdas para o paciente ou para a equipe. O ganho para a comunidade é muito grande. É um dos tratamentos mais caros dentro do SUS [Sistema Único de Saúde] que, junto à Secretaria de Saúde e até clínicas conveniadas para atender uma demanda ainda maior, consegue oportunizar isso.” [LEIA_TAMBEM]Em média, o custo de uma sessão de hemodiálise na rede particular do DF pode ficar acima de R$ 300. O valor seria inacessível a pacientes como Geraldo, que também utiliza um transporte gratuito disponibilizado pelo GDF para as sessões. Quando iniciou o tratamento na rede pública, mesmo com medo, ele conta ter sido bem-amparado pela equipe do Hospital Regional de Sobradinho. “Quando disseram o que eu tinha que enfrentar, o negócio pesou”, conta Geraldo. “As pernas balançaram.” Apesar das dificuldades e das limitações impostas pelo tratamento, ele reconhece que o atendimento recebido na unidade e a chegada de novos equipamentos trouxeram melhorias para a rotina. “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes dava problema, às vezes tinha que esperar, remarcar. Melhorou bastante, e a equipe cuida bem direitinho da gente. Não tenho do que reclamar.” Além da hemodiálise, a rede pública também oferece a diálise peritoneal, modalidade que pode ser feita em casa e amplia a autonomia dos pacientes que convivem com a doença renal crônica. No DF, cerca de 25% dos pacientes em diálise utilizam esse método, percentual superior à média nacional. A SES-DF também auxilia pessoas que desejam viajar para outras unidades da Federação, fazendo a interligação com unidades do SUS que possam receber o paciente e fazer a hemodiálise para manter a rotina de tratamento.
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Dia do Rim alerta para importância de exames de rotina no cuidado com a saúde
A segunda quinta-feira do mês de março é considerada, no calendário da saúde, o Dia Mundial do Rim. A data chama a atenção para cuidados com o sistema urinário e para a importância da dosagem de creatinina, exame que auxilia no diagnóstico de doença renal crônica. O Ministério da Saúde define doenças renais crônicas como “alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco”. A pequena Maria Clara de Oliveira, de Tocantins, faz acompanhamento quinzenal com pediatras do Hospital da Criança | Foto: Divulgação/HCB “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada” Kallyne Morato, nefrologista do HCB Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) acompanha mais de 60 crianças e adolescentes com esse diagnóstico, oferecendo acompanhamento ambulatorial e internação, bem como terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal), quando necessária. Apesar de se voltar aos pacientes já diagnosticados com a doença, o HCB alerta para a necessidade de atenção aos exames de todas as crianças. Presente nos músculos, a creatinina é uma proteína filtrada pelos rins; quando eles apresentam problemas de funcionamento, a concentração dessa proteína na corrente sanguínea se eleva — alteração percebida na dosagem de creatinina. A coordenadora de nefrologia pediátrica do HCB, Kallyne Morato, explica que o resultado do exame não deve causar pânico, mas dar início à investigação clínica. Exames “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada”, afirma. “Há outros valores que utilizamos para fazer o cálculo da função renal, mas é lógico que, quanto mais elevado, maior a chance de a função estar, de fato, reduzida.” A médica lembra a importância de que tanto crianças quanto adultos façam a dosagem de creatinina anualmente. “Ela é superfácil de ser realizada, porque conseguimos, em um exame simples de sangue, ver se está alterada e ter esse alerta para fazer a investigação”, orienta. [LEIA_TAMBEM]Para garantir que as crianças façam a dosagem regularmente, é importante manter o acompanhamento com o pediatra na Atenção Primária à Saúde (APS). O encaminhamento ao HCB, unidade terciária da rede pública do DF, é feito por meio de regulação. Além disso, a equipe do hospital recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação infantil equilibrada e com baixo consumo de produtos industrializados. Outra recomendação é reduzir o tempo de telas, incentivando a prática de atividade física. “A criança não vai fazer musculação, mas ela vai brincar, andar de bicicleta”, ilustra Kallyne. Beber água também é importante, mas a quantidade ideal varia de acordo com a criança. Segundo a médica do HCB, essa orientação é passada aos pais durante as consultas de rotina com o pediatra. “É importante manter o seguimento, avaliando o crescimento, desenvolvimento e alimentação da criança”, explica. Acompanhamento Foi durante uma consulta que Lauren Santos, 6 anos, descobriu a doença renal crônica e passou a ser acompanhada rotineiramente por um pediatra. “Eu acho que, se não fosse pelos exames, eu teria perdido minha filha, porque eu nem sabia que uma criança podia ser diagnosticada com doença renal crônica”, relata a mãe da menina, Eva Caroline Santos. Com o diagnóstico, as duas foram encaminhadas ao Hospital da Criança de Brasília, onde Lauren passou por sessões regulares de hemodiálise. O quadro mudou em abril de 2025, quando ela passou por um transplante de rim. Após esse procedimento, mãe e filha puderam voltar ao Tocantins, seu estado de origem. Hoje, elas comparecem ao HCB a cada 15 dias, para que Lauren passe por consultas, exames e receba medicação. “Ela está superbem”, comemora Eva. “A equipe já está avaliando para aumentar o tempo entre as consultas de acompanhamento”. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar
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IgesDF abre edital para manutenção de sistema de hemodiálise
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 05/2026 para contratação de empresa especializada na manutenção corretiva e na análise da água do sistema de osmose reversa utilizado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O serviço é fundamental para garantir a qualidade da água empregada nos procedimentos de hemodiálise realizados na unidade. A hemodiálise é um tratamento que substitui parte das funções dos rins e depende diretamente da qualidade da água utilizada nos equipamentos. Por isso, o monitoramento e a manutenção do sistema de purificação são essenciais para prevenir contaminações e assegurar a segurança dos pacientes durante o tratamento. A contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise | Foto: Divulgação/IgesDF O contrato prevê serviços contínuos de monitoramento e gestão do sistema de osmose reversa, além de análises periódicas para verificar as condições físicas, químicas e microbiológicas da água utilizada no procedimento. Esse controle segue normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indispensável para garantir que os padrões de qualidade exigidos sejam mantidos, além de assegurar o funcionamento adequado dos equipamentos utilizados no atendimento aos pacientes. Prazo para envio de propostas O período para recebimento das propostas será entre 9 e 13 de março, até as 23h55 (horário local). O envio deve ser realizado exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br. De acordo com a chefe do Núcleo de Contratação de Serviços e Obras do IgesDF, Flávia Sales, a contratação é essencial para manter o funcionamento adequado do serviço de hemodiálise. “A execução desses serviços assegura o monitoramento contínuo dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos da água, em conformidade com as RDC nº 11/2014 e nº 154/2004 da Anvisa”, afirma. O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do IgesDF. *Com informações do IgesDF
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Rede pública amplia estrutura de nefrologia e moderniza atendimento em hemodiálise no DF
A rede pública de saúde do Distrito Federal passou por uma reestruturação no atendimento em nefrologia, com modernização de espaços, aquisição de novos equipamentos e atualização dos sistemas de filtragem de água utilizados na hemodiálise. As intervenções ampliaram a capacidade de atendimento e reforçaram a assistência a pacientes renais em diferentes unidades hospitalares. Nos hospitais regionais de Taguatinga e do Gama, a modernização elevou a oferta de sessões mensais de hemodiálise de 774 para 2.220. A ampliação foi possível com a substituição das máquinas, a renovação dos sistemas de filtragem avançada e a readequação das áreas de tratamento, garantindo mais segurança e eficiência no procedimento. O setor de nefrologia do HRT ganhou novos pontos de hemodiálise e sistema de osmose reversa | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o setor de nefrologia passou por reforma completa, com novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações elétricas e a troca integral do sistema de osmose reversa, responsável pela purificação da água utilizada no tratamento. Considerado essencial para a segurança dos pacientes, o equipamento assegura padrões rigorosos de qualidade no procedimento. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia também foi modernizado, com investimento de cerca de R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, novas máquinas de hemodiálise, monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e manutenção elétrica, hidráulicas e de climatização. O novo setor de nefrologia do HRG recebeu investimento de R$ 3 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com as intervenções, a capacidade hospitalar do HRG dobrou, passando de 20 para 40 vagas. A unidade também passou a oferecer suporte dialítico para pacientes no box de emergência e ampliou para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o atendimento a casos críticos. A ampliação da estrutura permite reduzir o tempo de espera, evitar transferências desnecessárias entre unidades e garantir continuidade do tratamento após a alta da UTI. As mudanças também aumentam o giro de leitos e possibilitam atender mais pacientes com segurança e agilidade. Somente em 2025, o Hospital Regional de Taguatinga realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior serviço de nefrologia do Distrito Federal e referência regional no tratamento de pacientes renais.
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DF amplia em 157% a oferta de hemodiálise e garante 180 vagas para pacientes renais
O Distrito Federal registrou um marco histórico na assistência aos pacientes renais. Com a reestruturação dos setores de nefrologia dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento saltou de 70 para 180 vagas para hemodiálise. O crescimento de 157% na oferta hospitalar do tratamento é fruto de um investimento de R$ 4,7 milhões por parte do Governo do Distrito Federal (GDF) para modernizar, ampliar e fortalecer o acesso ao atendimento especializado na rede pública de saúde. Maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço de hemodiálise do DF, o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é referência no Brasil. Para a diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Saúde, Emanuelle Ferreira Lustosa, a ampliação representa um marco para a rede pública. “O HRT é o nosso maior serviço de nefrologia e estamos aqui hoje reinaugurando esse espaço. Os pacientes terão acesso melhor e de qualidade. Todos aqueles que têm problemas renais crônicos que necessitam de suporte terão um espaço mais acolhedor para serem atendidos”, afirma. O espaço do HRT destinado à nefrologia passou por uma reforma completa, com inovação no parque tecnológico, renovação das máquinas de hemodiálise e troca do sistema de osmose | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Segundo ela, a modernização foi estrutural e tecnológica. “A gente fez uma reforma em todo o espaço, mexeu no parque tecnológico, renovou todas as máquinas de hemodiálise e trocou o sistema de osmose. Agora, temos um sistema de osmose reversa de duplo passo, que é inédito aqui na Secretaria de Saúde”, explica. Tecnologia e atendimento de ponta No HRT, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço, que realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise no ano passado, recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose (etapa essencial para garantir segurança e qualidade no tratamento). O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise. É ele que faz a purificação extrema da água utilizada no procedimento, eliminando impurezas e garantindo padrão rigoroso de segurança para pacientes com insuficiência renal. O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade saltou de 50 para 140 vagas, quase triplicando a oferta de tratamento. Inaugurado em 1974, o HRT é referência em diversas outras áreas da saúde pública do DF e foi a primeira unidade da rede a contar com banco de leite humano, implantado em 1978. Suporte para pacientes renais 16 Número de novas máquinas de hemodiálise do HRG No Hospital Regional do Gama, o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última quarta-feira (11). Por lá, os investimentos são de aproximadamente R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. Com a manutenção completa, a capacidade oficial hospitalar de hemodiálise dobrou, passando de 20 para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise. A medida fortalece o cuidado aos pacientes críticos, reduz a fila de egressos da UTI e aumenta o giro de leitos, contribuindo para uma desospitalização mais segura. Emanuelle Lustosa: "O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes" De acordo com Emanuelle Lustosa, a ampliação tem impacto direto na dinâmica hospitalar. “O maior impacto é para aquele paciente que está aguardando vaga de UTI. A gente vai conseguir atender esse paciente aqui, ele vai conseguir sair da UTI, e aquele que está no pronto-socorro poderá ir para a UTI. O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes”, detalha. Impacto direto na qualidade de vida O crescimento de 157% na oferta de vagas representa um marco para a saúde pública do DF. A ampliação da capacidade instalada e a modernização tecnológica impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes que dependem da hemodiálise, além de trazer mais segurança e previsibilidade às famílias. Paciente da unidade, a cuidadora de idosos Ana Selma Carvalho da Silva, de 34 anos, faz sessões três vezes por semana e relatou a diferença após a reforma. “Antes era tudo mais bagunçado, parede descascando, tinha equipamento que não funcionava muito bem. Agora está muito bom, a gente se sente mais acolhida”, conta. Ela também destacou o atendimento recebido. “Aqui o acolhimento é melhor. A qualidade dos enfermeiros para tratar a gente faz muita diferença”, afirma. Ana Selma Carvalho da Silva faz sessões de hemodiálise três vezes por semana e aprovou o novo espaço: "A gente se sente mais acolhida" O responsável técnico-administrativo da unidade de nefrologia do HRT, Gladson Paiva, destaca que a modernização amplia não apenas a quantidade, mas também a segurança do tratamento. “O impacto positivo se traduz no aumento da capacidade de atendimento e na melhoria da qualidade do tratamento, graças à renovação do parque tecnológico e à implementação de um sistema de tratamento de água de alta qualidade”, diz o médico. Segundo ele, a previsão é saltar de 224 sessões semanais para 435 sessões por semana. “A capacidade praticamente dobra em relação ao que a gente tinha antes da reforma”, explica.
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GDF entrega novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia para a rede pública
A rede pública de saúde conta com novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia. Com investimento total de R$ 5.090.969, os 111 aparelhos foram entregues pela governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, nesta segunda-feira (12). A tecnologia chega para reforçar o atendimento a pacientes renais crônicos e ampliar diagnósticos e tratamentos especializados em oftalmologia e otorrinolaringologia em diferentes regiões do DF. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas. A distribuição prioriza unidades com maior demanda, ampliando a capacidade instalada e garantindo mais conforto e segurança a pacientes e profissionais de saúde. Durante a entrega, a governadora em exercício destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento. “Isso vai dobrar a nossa capacidade. Hoje temos dois turnos de hemodiálise, e passaremos a fazer quatro. Vamos trocar todo o maquinário e dobrar a capacidade de atendimento. Isso vai trazer mais eficiência, mais eficácia e ampliar o número de leitos de UTI com suporte de hemodiálise”, afirmou Celina Leão. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo ela, a iniciativa também reduz custos com serviços terceirizados e fortalece a rede própria. “Diminuímos o custo com terceirizado, modernizamos o parque tecnológico e garantimos que o melhor esteja dentro da rede pública de saúde. No Hospital de Taguatinga, por exemplo, estamos fazendo uma reforma e em breve teremos um novo centro de hemodiálise, que será o maior do Centro-Oeste”, completou. Os 75 sistemas de hemodiálise serão distribuídos em unidades onde há esse tipo de atendimento, como nos hospitais regionais de Taguatinga, do Gama, de Sobradinho, da Asa Norte e de Planaltina. A entrega está prevista para os próximos dias, com instalação em até 15 dias após o recebimento, e a expectativa é que todos os equipamentos estejam em funcionamento até o fim do mês. Já os 36 equipamentos de oftalmologia e otorrinolaringologia incluem oito oftalmoscópios binoculares indiretos, dois topógrafos de córnea, 13 colunas pantográficas oftalmológicas e 13 cadeiras otorrinolaringológicas, que serão distribuídos entre unidades como os hospitais regionais de Taguatinga, Asa Norte, Gama, Guará, Sobradinho, Planaltina, Ceilândia e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante a entrega, a governadora em exercício Celina Leão destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento Além de fortalecer o cuidado com pacientes renais, a iniciativa amplia o acesso a exames e tratamentos oftalmológicos, contribuindo para diagnósticos mais precoces e redução de encaminhamentos externos. Para quem está na ponta, o investimento reflete em mais rapidez no atendimento e maior capacidade de resposta do sistema de saúde. Mais estrutura na rede pública A governadora em exercício também conferiu de perto as outras aquisições da pasta para renovar a estrutura da rede. “O Distrito Federal vem trabalhando para renovar os equipamentos tecnológicos e também a frota. Hoje adquirimos 50 veículos de transporte que serão distribuídos na rede de saúde. Desde a década de 1980, não se tinha uma compra nesse montante”, anunciou o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Neto. Segundo ele, os investimentos vão além dos equipamentos entregues nesta etapa. “Estamos organizando novas compras de ambulâncias, carros de vacina, veículos para transporte de medicamentos refrigerados e consultórios de rua. É uma renovação completa da frota, que mostra compromisso com os servidores, com as unidades de saúde e com a população”, afirmou.
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Atenção ambulatorial tem acréscimo de 1,3 milhão de procedimentos
Os serviços da rede pública de saúde do Distrito Federal tiveram aumento de produção no segundo quadrimestre deste ano. A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou um acréscimo de quase 1,3 milhão de procedimentos na atenção ambulatorial e mais de 2,5 mil na atenção hospitalar em relação ao período anterior — 6,36% e 3,37%, respectivamente. Esses dados foram apresentados na última quinta-feira (4), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), como parte do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), que englobou dados dos meses de maio a agosto deste ano. Resultados do quadrimestre foram apresentados durante sessão na Câmara Legislativa do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Manutenções preventivas e corretivas realizadas de forma regular reduzem o tempo de inoperância dos aparelhos, aumentam sua vida útil e garantem maior confiabilidade nos diagnósticos e procedimentos” Shirlene de Almeida, diretora de Engenharia Clínica da Secretaria de Saúde Segundo a coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da SES-DF, Julliana Macêdo, esse aumento nos serviços oferecidos deve-se a fatores como reorganização dos fluxos, ampliação da capacidade instalada e uso de ferramentas de gestão que qualificam a regulação e reduzem a demanda reprimida. “Para a população, isso se traduz em acesso ampliado, diagnósticos mais rápidos, tratamentos oportunos e uma rede mais resolutiva e eficiente”, resume. Neste contexto de estruturação e reorganização da atenção especializada ambulatorial e hospitalar, o percentual de vagas de hemodiálise reguladas superou em mais de 9% a meta estabelecida para o segundo quadrimestre. “São ganhos muito concretos: menos tempo de espera, acesso mais justo e transparente, mais segurança para pacientes crônicos que dependem de tratamento contínuo”, define Julliana. Metas superadas [LEIA_TAMBEM]Grandes esforços têm sido feitos em direção à modernização da gestão em saúde. Neste quadrimestre, o indicador relacionado à cobertura de equipamentos priorizados pela assistência, de baixa e média complexidade, com contrato de manutenção preventiva e corretiva, ultrapassou 70% – superando em mais de 15% a meta prevista para este ano. Acerca dos cuidados de alta complexidade, a meta definida pelo Plano Distrital de Saúde (PDS) 2024-2027 já havia sido alcançada no primeiro quadrimestre de 2025, com 85,5% dos equipamentos com contrato vigente. A medida tem impacto direto na disponibilidade e na segurança dos atendimentos à população, detalha a diretora de Engenharia Clínica da SES-DF, Shirlene de Almeida. “Manutenções preventivas e corretivas realizadas de forma regular reduzem o tempo de inoperância dos aparelhos, aumentam sua vida útil e garantem maior confiabilidade nos diagnósticos e procedimentos”, explica. “Mais equipamentos funcionando significa mais atendimentos realizados e mais segurança para pacientes e profissionais.” Monitoramento e transparência A apresentação do RDQA tem o objetivo de prestar contas e tornar público o acompanhamento e monitoramento das metas, dos indicadores e das ações realizadas pela SES-DF. Nesse caso, o relatório oferece um retrato dos resultados alcançados com base nas metas pactuadas na Programação Anual de Saúde (PAS). Como instrumento de planejamento, a PAS operacionaliza as intenções expressas no PDS, com o objetivo de anualizar as metas previstas para o quadriênio 2024-2027. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Profissionais de saúde participam de capacitação em projeto-piloto de segurança para serviços de hemodiálise
Com o objetivo de fortalecer a segurança dos pacientes que realizam diálise e hemodiálise no Distrito Federal (DF), a Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), promoveu, nesta semana (28), uma capacitação para profissionais da área que atuam tanto nos serviços públicos quanto nos privados que possuem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). O treinamento integra um projeto-piloto da Anvisa que pretende apresentar o checklist de hemodiálise segura aos profissionais do DF para depois expandi-lo em todo o país. Treinamento abordou a lista de verificação para uma hemodiálise segura, um checklist inspirado em protocolos da aviação civil | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Estamos tendo acesso, em primeira mão, a um material que será usado em todo o Brasil. Além de receberem o conteúdo, os profissionais vão avaliar a ferramenta e sugerir possíveis melhorias”, destacou a gerente de Riscos em Serviços de Saúde da SES-DF, Maria do Socorro Félix. Segurança do paciente Ministrado pela Anvisa no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), o treinamento abordou a lista de verificação para uma hemodiálise segura, um checklist inspirado em protocolos da aviação civil, em que procedimentos rigorosos são aplicados para garantir mais segurança ao usuário. De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-DF, Fabiano dos Anjos, encontros como esse são fundamentais para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população. “A RDC11 de 2014, entre outras normas, orienta o nosso trabalho para que possamos assegurar a conformidade com os padrões sanitários, promovendo a prevenção de riscos, o controle de infecções e a melhoria contínua da assistência prestada. O encontro é uma excelente oportunidade para fortalecermos esses princípios na prática e nos apropriarmos do checklist como ferramenta estratégica para a segurança do paciente”, explicou. A gerente substituta de Vigilância e Monitoramento de Serviços de Saúde da Anvisa e ministrante da palestra, Maria Dolores Nogueira, reforçou a importância de implementar barreiras de segurança nos serviços de saúde. “Errar é humano. Por isso, práticas como o uso de checklists ajudam a reduzir a ocorrência de erros e eventos adversos, garantindo uma assistência mais segura”, afirmou. Como parte do público-alvo, a chefe da unidade do Sistema Urinário do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Camila Ximenes, acredita que a capacitação vai impactar positivamente o cotidiano das unidades. “O checklist ajuda a organizar as etapas do nosso atendimento e garante que nenhuma medida de segurança seja negligenciada, o que é fundamental em procedimentos tão sensíveis quanto a hemodiálise”, concluiu. *Com informações da SES-DF
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Dia Mundial do Rim: Hospital de Base é referência no tratamento de pacientes com doenças renais
Nesta quinta-feira (13), é celebrado o Dia Mundial do Rim, uma data dedicada à conscientização sobre a saúde renal e a prevenção de doenças renais. Com o tema “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber”, a campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia destaca a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular. No Distrito Federal, o Hospital de Base é referência no atendimento a pacientes com doenças renais. “Contamos com consultas ambulatoriais para tratamento conservador e atendimento especializado para pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal, além de acompanhamento pré e pós-transplante renal”, explica Flávia Gonçalves, chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal da unidade hospitalar. O Hospital de Base oferece consultas ambulatoriais para tratamento conservador e atendimento especializado para pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF A hemodiálise é uma das principais terapias para pacientes com perda severa da função renal. “No ano passado, realizamos mais de 11 mil sessões e atendemos mais de 5 mil pacientes. É um serviço robusto e essencial para a região”, destaca Flávia. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a diálise é realizada na UTI, nas enfermarias e no box de emergência. De acordo com a chefe do Serviço de Nefrologia da unidade, Núbia Moreira, no último ano foram realizadas mais de 8.000 sessões de hemodiálise no serviço, em aproximadamente 1.800 pacientes avaliados no ambiente intra-hospitalar. O serviço de Nefrologia do HRSM ainda conta com atendimento ambulatorial de nefrologia geral e ambulatório especializado em doenças glomerulares e doença renal crônica, atendendo aproximadamente 1.200 pacientes ambulatorialmente no último ano. “Ao todo foram 3 mil atendimentos em 2024. A estatística mostra que o número de pacientes portadores de doença renal cresce a cada ano, sendo mais comum em pacientes portadores de diabetes mellitus e hipertensão arterial. A hemodiálise é uma das principais terapias para pacientes com perda severa da função renal Transplante renal O transplante renal é a melhor alternativa para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado. “O Hospital de Base realiza o processo de avaliação e acompanhamento de pacientes que necessitam de transplante renal. Em 2024, conseguimos realizar 35 transplantes”, afirma Flávia. No entanto, a escassez de doadores ainda é um desafio. “A principal dificuldade para aumentar o número de transplantes é a baixa taxa de doação de órgãos. Muitas famílias não autorizam a doação”, explica a médica. Para mudar essa realidade, é fundamental que a população manifeste em vida o desejo de ser doador e converse com seus familiares sobre a importância dessa decisão. Água e frutas como bananas e maçãs para os pacientes do Hospital de Base nesta quinta (13), em comemoração ao Dia Mundial do Rim Conscientização Para marcar o Dia Mundial do Rim, as equipes multiprofissionais do Hospital de Base realizaram ações educativas com pacientes e profissionais de saúde. “Houve interação com pacientes que aguardam consultas ambulatoriais, aferição de pressão e glicemia, além de orientações sobre hábitos saudáveis para manter a saúde dos rins”, conta Flávia. A iniciativa incluiu a entrega de garrafas de água e frutas como bananas e maçãs para os pacientes, além de panfletos informativos com curiosidades sobre a saúde dos rins. *Com informações do IgesDF
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Programa é regulamentado para garantir transporte a pacientes com doença renal crônica
A partir de 2025, pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) no Distrito Federal que realizam Terapia Renal Substitutiva (TRS) contarão com o novo serviço DF Acessível – TCB Hemodiálise. O programa faz parte do Sistema de Transporte Público Complementar do DF e amplia o acesso ao tratamento, oferecendo transporte seguro e adaptado para pacientes com mobilidade reduzida. A iniciativa foi regulamentada nesta terça-feira (17), pela Resolução nº 08, de 28 de novembro de 2024, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) pelo Conselho de Administração da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), conforme previsto no Decreto nº 46.024, de 12 de julho de 2024. Com a ampliação para a demanda de hemodiálise, o programa DF Acessível contará com cerca de 56 veículos adaptados | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Operado em parceria entre a TCB e a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), o serviço será destinado a pacientes eletivos do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme agendamento feito pelo Complexo Regulador em Saúde. Na rede pública do DF, o acolhimento inicial ocorre nas UBSs. Os pacientes, após avaliação, são encaminhados aos ambulatórios especializados para tratamentos como hemodiálise hospitalar ou ambulatorial Atualmente, o programa DF Acessível já atende aproximadamente 2 mil pacientes e acompanhantes com deficiência ou mobilidade reduzida severa. Com a ampliação para a demanda de hemodiálise, a iniciativa contará com cerca de 56 veículos adaptados e terá um investimento de R$ 18 milhões ao longo dos próximos três anos. A expectativa é atender, inicialmente, 350 pacientes a partir do próximo ano. De acordo com a subsecretária de Administração Geral da SES, Gláucia Silveira, a ampliação do DF Acessível representa um importante avanço na mobilidade e assistência para a população que depende de tratamento contínuo. “É uma ampliação de acesso à assistência e mobilidade. A parceria entre o GDF e a TCB é uma grande linha de cuidado a quem depende desse serviço de forma contínua para fazer procedimentos de saúde. É o governo enxergando a real necessidade da população”, afirma Gláucia. “O programa DF Acessível – TCB Hemodiálise é um marco importante para a mobilidade inclusiva no Distrito Federal e reafirma o compromisso da TCB com a prestação de um serviço público de qualidade, humano e eficiente”, afirma o diretor-presidente da TCB, Chancerley de Melo Santana. “A ampliação deste atendimento para pacientes que dependem da hemodiálise é resultado do esforço conjunto entre a TCB e a Secretaria de Saúde, visando garantir dignidade e qualidade de vida àqueles que mais necessitam. Sabemos que o deslocamento frequente para o tratamento é um desafio, e nosso objetivo é oferecer um transporte seguro, adaptado e acessível, permitindo que os pacientes cheguem às unidades de saúde com conforto e pontualidade”, acrescenta. A hemodiálise é um procedimento essencial para pacientes com doença renal crônica. Por meio de uma máquina, o tratamento realiza a remoção de impurezas e excesso de líquidos no sangue, funcionando como um “rim artificial”. Cada sessão pode durar horas, o que exige deslocamentos frequentes dos pacientes até unidades de saúde. Na rede pública do DF, o acolhimento inicial ocorre nas unidades básicas de saúde (UBSs). Os pacientes, após avaliação, são encaminhados aos ambulatórios especializados para tratamentos como hemodiálise hospitalar ou ambulatorial. Além da hemodiálise, há também a diálise peritoneal, um procedimento que pode ser realizado em casa, com equipamentos fornecidos pela Secretaria de Saúde. *Com informações da TCB
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Núcleo de Defesa da Saúde da DPDF realiza mais de 27 mil atendimentos no 1º semestre
O Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde da Defensoria Pública do Distrito Federal (NAJ Saúde/DPDF) realizou 27.164 atendimentos nos seis primeiros meses de 2024. Entre as solicitações mais procuradas estão consultas em oncologia clínica (108), fornecimento de transporte para realização de tratamento de hemodiálise (67), internação compulsória e fornecimento de tratamento de saúde mental (71). Além disso, os assistidos procuraram o núcleo para garantir consultas em oftalmologia geral (121), cirurgia geral (30), radioterapia e ortopedia (81); tratamentos de hemodiálise (56); e Unidade de Terapia Intensiva (292). O Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde da DPDF é especializado no atendimento jurídico aos usuários do sistema de saúde pública que necessitem de consultas, exames, tratamentos, internações hospitalares e cirurgias, entre outros cuidados | Foto: Divulgação/DPDF Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, o NAJ Saúde/DPDF desempenha um papel crucial ao garantir o acesso à saúde, proteger os direitos dos pacientes, resolver conflitos de maneira eficiente, educar a população e influenciar políticas públicas. “A quantidade de atendimentos realizada nos primeiros seis meses de 2024 sublinha a importância e a eficácia desse núcleo na promoção da justiça social e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, destacou. Os atendimentos presenciais são realizados no Setor Comercial Norte (SCN), Quadra 01, Lote G, Ed. Rossi Esplanada Business, loja 01, próximo ao Hran, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, em dias úteis O defensor público e chefe do NAJ Saúde/DPDF, Márcio Del Fiore, reforça que o núcleo presta assistência jurídica individual a cidadãos que enfrentam dificuldades no acesso a serviços de saúde, ajudando-os a resolver problemas como a negação de tratamentos, medicamentos ou procedimentos médicos necessários. “A atuação do NAJ Saúde/DPDF é vital para assegurar que os direitos de saúde dos cidadãos sejam respeitados, promovendo a justiça social e a igualdade no acesso aos serviços”, afirmou. Em março deste ano, a psicóloga Elisbete da Costa Ferreira procurou o NAJ Saúde/DPDF para garantir uma medicação de alto custo para o tratamento de fibrose cística. Ela conta que foi diagnosticada há oito anos, já passou por duas internações e que a doença comprometeu 40% de sua função pulmonar. “Graças à DPDF, consegui o medicamento de que preciso para tratar a minha doença. A instituição garantiu o fornecimento do remédio pelo Estado sem interromper o tratamento”, comemorou. Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde O Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa da Saúde da DPDF é especializado no atendimento jurídico aos usuários do sistema de saúde pública que necessitem de consultas, exames, tratamentos, internações hospitalares e cirurgias, entre outros cuidados. Para o atendimento, é importante comparecer com os documentos pessoais do paciente, além de relatórios, receitas e exames médicos. Para atendimentos urgentes, como pedidos de internação em UTI nos períodos da noite e da madrugada, deve-se procurar o Núcleo de Assistência Jurídica do Plantão. Os atendimentos presenciais são realizados no Setor Comercial Norte (SCN), Quadra 01, Lote G, Ed. Rossi Esplanada Business, loja 01, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, em dias úteis. Os atendimentos remotos são prestados por meio da Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC) pelos telefones 129 ou (61) 3465-8200, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55 (dias úteis). Mais informações podem ser consultadas neste link. *Com informações da DPDF
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GDF cria transporte complementar para pacientes que fazem hemodiálise
O Governo do Distrito Federal (GDF) vai disponibilizar um transporte público complementar para pacientes que fazem hemodiálise. A medida e todos os detalhes serão publicados por meio de decreto no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o decreto, em caso de impossibilidade de atendimento dos pacientes pelo DF Acessível – TCB Mobilidade, a Secretaria de Saúde irá realizar o transporte | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Chamado de DF Acessível – TCB Mobilidade, o Sistema de Transporte Público Complementar para Tratamento de Hemodiálise (STPCTH) tem como objetivo deslocar pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) para a realização de Terapia Renal Substitutiva (TRS) dentro do Complexo Regulador em Saúde ou em rede conveniada. O sistema será operado em parceria entre a Sociedade Transportes Coletivos Brasília (TCB) e a Secretaria de Saúde. Poderão participar pacientes que residem no DF e que o transporte tenha origem, destino e trajeto dentro da capital. Se o beneficiário tiver deficiência de mobilidade, ele deve possuir cadeira de rodas própria e compatível com as normas ABNT para fazer uso do transporte. Ainda segundo o decreto, em caso de impossibilidade de atendimento dos pacientes pelo DF Acessível – TCB Mobilidade, a Secretaria de Saúde irá realizar o transporte. A norma diz caber à Secretaria de Saúde a gestão das políticas públicas, programas e diretrizes quanto aos pacientes em tratamento de hemodiálise que utilizarão o serviço. O serviço ainda carece de regulamentação, a ser publicada pela TCB em um prazo de 60 dias a partir da publicação do decreto.
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Especialistas destacam melhorias de assistência em hemodiálise
Em sessão solene de lançamento da Frente Parlamentar de Nefrologia, nesta sexta-feira (28), especialistas da Secretaria de Saúde (SES-DF) elencaram ações da pasta voltadas ao atendimento a pacientes de hemodiálise. A Frente Parlamentar de Nefrologia, presidida pelo deputado distrital Thiago Manzoni, irá, entre outros pontos, acompanhar projetos de lei relacionados ao setor; promover o intercâmbio com instituições semelhantes e outros parlamentares; e aprimorar a legislação da área no DF. Atualmente, a rede possui seis centros de diálise hospitalar e mais oito clínicas credenciadas. Ao todo, são 1.535 vagas de hemodiálise e 850 de diálise peritoneal, entre sistema público e complementar. São mais de 1,5 mil vagas de hemodiálise e 850 de diálise peritoneal, entre rede pública e complementar | Foto: Ualisson Noronha/ Agência Saúde-DF A área galgou inúmeros progressos, segundo a diretora substituta de Internação da SES-DF, Raquel Mesquita. Ela citou como exemplos a criação de uma nova linha de cuidado do paciente renal crônico e a atualização da tabela regionalizada de complementaridade dos serviços de hemodiálise na rede. “Essas ações permitiram que evitássemos muitas perdas de vagas nas clínicas”, contou. “Além disso, está prevista a contratação de mais uma clínica de hemodiálise, que irá reduzir significativamente a lista de espera dos pacientes”, assegurou. Raquel Mesquita: “Vamos diminuir significativamente a lista de espera por hemodiálise e diálise”, | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde-DF Na mesma linha, a presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), da regional do Distrito Federal, destacou que, em resposta à alta demanda nacional, medicações e tratamentos para problemas renais crônicos também passaram por inovações. “A doença renal crônica será a quinta causa de morte no mundo em 2040. Estima-se que há mais de 157 mil pacientes em diálise no país. A cada ano, esse número aumenta em 6%”, alertou. Além das oito clínicas credenciadas, os centros de diálise da rede pública ficam localizados nos hospitais regionais de Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Asa Norte (Hran), Gama (HRG), Santa Maria (HRSM) e no Hospital de Base (HB). O acesso se dá pelo complexo regulador, isto é, por meio de encaminhamento de um médico especialista. A porta de entrada para o serviço é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Diálise peritoneal A modalidade de diálise peritoneal, que representa hoje 35% dos usuários, recebeu um destaque durante a solenidade. “Seguimos não poupando esforços para incentivar a indicação da modalidade, pois, para além da saúde, ela representa outro bem precioso: a liberdade”, reforçou Mesquita. A diálise peritoneal consiste na conexão por um cateter implantado no abdômen do paciente. O procedimento pode ser realizado em casa, à noite, enquanto a pessoa dorme, bastando o equipamento estar ligado a uma tomada e a uma pia. A SES-DF fornece o aparelho ao paciente, além de bolsas com o líquido usado para a filtragem do sangue e outros materiais necessários. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novas contratações vão reduzir tempo de espera para hemodiálise
Em busca de aprimorar o atendimento e reduzir o tempo de espera na realização de hemodiálise no sistema público, a Secretaria de Saúde do DF (SES) contratou 138 vagas para o serviço na rede complementar. O extrato do contrato com a empresa Clínica do Rim foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). “Com a contratação, o usuário ambulatorial que hoje ocupa uma vaga hospitalar poderá ir para a sua residência e ser atendido na rede complementar”, diz a diretora de Serviços de Internação substituta, Raquel Mesquita | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O objeto do documento é a prestação de serviços médicos complementares de nefrologia, especificamente de hemodiálise. O valor total do contrato é de mais de R$ 10 milhões, sendo o empenho inicial de quase R$ 6 milhões. A previsão é que mais vagas sejam contratadas em outras unidades da rede complementar ainda neste ano. Atualmente na rede pública são realizadas as hemodiálises hospitalar e ambulatorial, sendo a primeira destinada aos pacientes internados e agudos; e a segunda, aos crônicos, que retornam às próprias casas. “Com a contratação, o usuário ambulatorial que hoje ocupa uma vaga hospitalar poderá ir para a sua residência e ser atendido na rede complementar, desafogando as unidades públicas”, explica a diretora de Serviços de Internação substituta, Raquel Mesquita. Hemodiálise e diálise peritoneal A hemodiálise auxilia na remoção de impurezas do sangue e de excesso de líquido do paciente por meio de uma máquina. No procedimento, o indivíduo fica por horas ligado ao equipamento. A terapia é fundamental para pessoas com doença renal crônica e vítimas de enfermidades que comprometam a função renal. Já a diálise peritoneal consiste na conexão por um cateter implantado no abdômen do paciente. Diferentemente da hemodiálise, o procedimento pode ser realizado em casa, à noite, enquanto a pessoa dorme, bastando o equipamento estar ligado a uma tomada e a uma pia. A SES fornece o aparelho a cada paciente, além de bolsas com o líquido usado para a filtragem do sangue, assim como outros materiais necessários. Na rede pública do DF, o acolhimento inicial é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs). Se houver indicação, a pessoa é encaminhada aos ambulatórios especializados. *Com informações da SES
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Sessões de fisioterapia complementam a hemodiálise no HCB
O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) é referência no tratamento de crianças com doença renal crônica no Distrito Federal. Um dos tratamentos indicados nesses casos é a hemodiálise, procedimento em que o paciente precisa ficar conectado a uma máquina responsável por filtrar o sangue. Em 2024, o HCB incrementou o atendimento com sessões de fisioterapia durante a hemodiálise. Inovação contempla um pedido feito pelas crianças que estão em tratamento; resultados têm sido positivos | Foto: Divulgação/HCB Segundo a responsável técnica pela fisioterapia do HCB, Glaciele Xavier, a iniciativa é uma resposta a pedidos das próprias crianças, que precisam passar quatro horas sentadas para receber o procedimento. Inicialmente, a equipe realiza uma sessão semanal de fisioterapia com cada grupo de pacientes da hemodiálise – mas há planos de ampliação nessa frequência, com duas sessões semanais por grupo. A estudante Maria Eduarda Fernandes,15 anos, aprovou a iniciativa, executando vários alongamentos e exercícios com o uso de bolas. “A sessão foi boa, gostei”, contou. “Deu para cansar um pouco e foi bom para passar o tempo”. Guilherme Kauan Oliveira, 16 anos, também ficou satisfeito. “A fisioterapia distrai e também ajuda na parte física”, disse. Benefícios “Essa atividade é muito benéfica, melhora a capacidade funcional, [levando] bem-estar e qualidade de vida às crianças”, afirma a fisioterapeuta Glaciele Xavier. Ela acompanha os exercícios conduzidos pelos estagiários de fisioterapia que atuam no hospital, orientando quanto ao atendimento oferecido na hemodiálise e verificando a disposição de cada criança. “Esse também é um momento de descontração, para distrair as crianças e trazer um reforço ao tratamento” Raquel Caixeta, fisioterapeuta do Hospital da Criança “Todos os pacientes foram avaliados em relação à capacidade funcional e pulmonar. Também monitoramos os sinais vitais antes, durante e depois das atividades, assim como a percepção do esforço de cada uma”, explica. Como as crianças não têm completa liberdade de movimentação durante a hemodiálise (não podem, por exemplo, ficar em pé na hora do procedimento), a equipe de fisioterapia sistematizou atividades que se adaptem à rotina do procedimento. “Começamos com um aquecimento, para preparar o corpo. Passamos a exercícios aeróbicos e resistidos, para trabalhar a força muscular, e finalizamos com um relaxamento”, esclarece Graciele. Interatividade Rodrigo de Oliveira é pai de Alice, 4, e ajudou a filha ao longo da sessão. Para ele, um ponto positivo da atividade é o incentivo à interação entre as crianças: “Quando elas chegam, algumas já dormem, outras ficam mexendo no tablet ou no celular. Com a fisioterapia, elas ficam estimuladas a conversar com as outras, a olhar como a criança do lado está fazendo o exercício”. A nefrologista do HCB Raquel Caixeta também acompanha a atividade. “O paciente em tratamento de hemodiálise geralmente evolui com perda de massa muscular e comprometimento ósseo, mas faz alguns anos que já foi visto um impacto efetivo da fisioterapia, em adultos, em questões como câimbra e dor”, relata. A médica ressalta que aliar a fisioterapia à hemodiálise é positivo: “Esse também é um momento de descontração, para distrair as crianças e trazer um reforço ao tratamento”. *Com informações do HCB
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Hospital Regional do Gama oferece 50 vagas para diálise peritoneal
O Hospital Regional do Gama (HRG) conta agora com 50 vagas para acompanhar pacientes em diálise peritoneal. O tratamento é voltado para pessoas com doença renal crônica e apresenta vantagens frente à hemodiálise, como poder fazer o procedimento em casa, no período noturno, sem afetar a rotina de trabalho. Antes da ampliação eram 27 pacientes atendidos. Para haver a expansão do serviço, o setor de nefrologia do HRG foi reformado. O número de consultórios foi ampliado de um para dois e houve melhorias nas janelas, pisos, paredes, tetos e banheiros. Além disso, toda a rede elétrica passou por adequações, de forma a evitar qualquer problema nas máquinas utilizadas para o procedimento. Também houve a instalação de novos equipamentos e a troca de móveis. Setor de diálise peritoneal do Hospital Regional do Gama poderá atender até 50 pacientes | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A equipe, composta por dez médicos nefrologistas, seis enfermeiros e 15 técnicos de enfermagem, comemora as melhorias. “Isso traz maior qualidade de vida para quem trabalha, para quem passa a maior parte do dia no trabalho. A equipe produz melhor e os pacientes são melhor atendidos”, afirma a supervisora de enfermagem da nefrologia do HRG, Denise Bolzan. O setor contará ainda com apoio de servidores das áreas de psicologia, nutrição e terapia ocupacional, dentre outras especialidades. A SES-DF fornece o aparelho a cada paciente, além das bolsas com líquido usado para filtragem do sangue e outros materiais necessários. Quem opta pelo tratamento, e não possui restrições como hérnias nem grande acúmulo de gordura abdominal, precisa também fazer o acompanhamento mensal em um dos ambulatórios de diálise peritoneal Para o médico nefrologista Luis Eduardo Espadim, a relação entre os profissionais de saúde e os pacientes é fundamental para quem precisa de serviço desse tipo, quando o estado de saúde é grave e é necessário manter um tratamento constante. “Acolher bem esse paciente é muito importante. Uma das características do nosso serviço é o carinho da equipe”, garante. O diretor do HRG, Ruber Gomes, ressalta que a reforma faz parte do esforço de gestão para habilitar o serviço de diálise peritoneal junto ao Ministério da Saúde. Quando habilitado, o hospital poderá receber recursos federais para custeio do serviço. “Isso vai garantir que esses recursos sejam enviados para a Secretaria de Saúde para manter todo esse processo”, explica. O HRG também conta com seis leitos para realização de hemodiálise para pacientes internados com insuficiência renal aguda. O que é a diálise peritoneal? Diferentemente da hemodiálise, em que o paciente precisa permanecer sentado por horas ligado à máquina que faz filtragem do sangue, no caso da diálise peritoneal, a conexão é feita por meio de um cateter implantado no abdômen. Uma diferença relevante é a hora do procedimento. A diálise peritoneal pode ser feita em casa, à noite, enquanto dorme, sendo necessário manter o equipamento ligado à tomada e a uma pia. A SES-DF fornece o aparelho a cada paciente, além das bolsas com líquido usado para filtragem do sangue e outros materiais necessários. Quem opta pelo tratamento, e não possui restrições como hérnias nem grande acúmulo de gordura abdominal, precisa também fazer o acompanhamento mensal em um dos ambulatórios de diálise peritoneal. Com a expansão do serviço no Gama, são cerca de 900 vagas ofertadas, incluindo clínicas conveniadas e os ambulatórios dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e Sobradinho (HRS). Pacientes de todas as regiões administrativas podem ser atendidos nestas unidades, com acesso ao serviço via encaminhamento. O HRG também oferece um serviço único na SES-DF, que é a diálise peritoneal em internação hospitalar. O procedimento é indicado para pacientes que não possuem possibilidades de acesso vascular para hemodiálise, nem condições para a diálise peritoneal no domicílio. *Com informações da SES-DF
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