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Raiva animal e leishmaniose: saiba como prevenir e agir em casos confirmados de doenças

Existem duas principais doenças que preocupam tutores de animais ao longo de todo ano no Distrito Federal: a raiva, que atinge cães e gatos; e a leishmaniose visceral canina, que se restringe a cães. Para ambas, existem protocolos de prevenção, identificação, diagnóstico e tratamento. Leishmaniose visceral canina Causada pelo protozoário Leishmania infantum, trata-se de uma doença transmitida pela picada do mosquito-palha cujo vírus foi coletado em um animal infectado e passado para um saudável. Mesmo contaminado, é possível que o animal passe longo período assintomático. Quando apresentam sintomas, os mais recorrentes são apatia e fraqueza, perda de peso e queda de pelos, crescimento exagerado das unhas (onicogrifose), feridas na pele (especialmente no focinho e nas orelhas), aumento do baço, fígado e gânglios linfáticos. Caso exista suspeita de leishmaniose, a equipe de zoonoses faz a coleta de sangue do animal, um teste rápido e, em caso de resultado positivo, é feito também o exame Elisa para confirmação. No caso de leishmaniose visceral canina, é preciso ainda o laudo positivo do laboratório. Para raiva e leishmaniose visceral canina, existem protocolos de prevenção, identificação, diagnóstico e tratamento | Foto: Divulgação Para animais com tutores, é necessário um laudo elaborado por médico veterinário sobre a suspeita ou sobre a confirmação de uma das doenças. Uma vez detectada, o tutor do animal é orientado a respeito da possibilidade de eutanásia: caso esteja de acordo, é feito agendamento para o procedimento, feito de forma humanitária. Caso o tutor deseje submeter o animal a tratamento, a equipe do laboratório acompanha o processo a fim de assegurar que as medidas adequadas estão sendo tomadas. É importante ressaltar que a unidade do laboratório não faz o tratamento dos animais contaminados: ali, são oferecidos apenas cuidados básicos durante observação, diagnóstico laboratorial e definição de conduta, e os animais podem permanecer por, no máximo, 24 horas no canil ou gatil em função do risco de transmissão para os demais animais. Em caso de confirmação da doença, é preciso transferência para a QNF, Parque Lago do Cortado — Taguatinga, pelo telefone (61) 99670-0897. Raiva animal A raiva é uma zoonose viral aguda letal e que afeta todos os mamíferos, podendo atingir também humanos. A transmissão se dá por meio da saliva de animais infectados a partir de mordidas, arranhões ou lambidas. Alguns dos principais sintomas identificados são alterações bruscas de comportamento, como agressividade ou reclusão, paralisia, salivação excessiva e dificuldade para engolir. Ao longo de todo ano, ações e campanhas de vacinação contra raiva animal são feitas em postos fixos do Distrito Federal. Para estar apto a receber a vacina, o animal precisa ser saudável, ao menos três meses de idade, e ser levado a um posto fixo. O tutor precisa ser maior de idade e levar documento de identidade. É possível acessar os locais de vacinação aqui e checar qual é o mais próximo da própria residência. Para prevenir a raiva, recomenda-se evitar mexer ou tocar em cães e gatos desconhecidos, sem donos, principalmente quando eles estiverem se alimentando, com cria ou dormindo; não tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos no chão ou em situações não habituais; ao encontrar animais sob suspeita de raiva ou mortos, comunicar à vigilância ambiental para recolhimento e análise, e, em caso de agressão, não matar o animal e procurar imediatamente uma unidade de saúde. Mais informações em SHCNW — Setor De Habitações Coletivas Noroeste Trecho-02, Lote 4, Brasília-DF. Telefone: (61) 3449-4434/ 3449-4432. Horário de atendimento à população: coleta de sangue de cães para exame de leishmaniose: 8h às 16h. Vacinação antirrábica: segunda a sexta-feira: 8h às 16h.

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Laboratório Central de Saúde Pública do DF superou marca de 550 mil exames em 2025 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece um serviço laboratorial de referência, seguro e ágil que contribui de forma estratégica para o controle epidemiológico e sanitário na capital: o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF). Somente em 2025, a unidade realizou mais de 550 mil exames, atendendo às demandas essenciais de diversas áreas da saúde. Do total alcançado no ano passado, a Gerência de Biologia Médica realizou a maior parte dos exames, cerca de 500 mil, com destaque para o Núcleo de Virologia (424 mil exames). A Gerência de Medicamentos e Toxicologia foi responsável por quase 21 mil verificações, enquanto a Gerência de Controle e de Qualidade de Produtos e Ambientes chegou a mais de 30 mil. O Lacen-DF participa de diversas pesquisas, como de resistência bacteriana, hanseníanse, tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “Juntamente com outros parceiros, o laboratório realiza vigilância sanitária e epidemiológica, ou seja, vigilância em saúde. Essa atuação traz mais segurança para a sociedade, não só a respeito das doenças em si, como também em relação ao consumo de alimentos e medicamentos”, explica a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo.  Novos equipamentos foram adquiridos ao longo de 2025, contribuindo para ampliar a produtividade e a qualidade das entregas do órgão. Comparado com 2024, o laboratório teve um acréscimo de 95% de sua execução orçamentária. Desse total, cerca de 22% foram voltados à aquisição de equipamentos entre autoclaves, aparelhos de ar-condicionado, cabines de segurança biológica e refrigeradores de ultrabaixa temperatura.  Planos Para 2026, uma das prioridades é a implementação da vigilância laboratorial de metanol em bebidas. A iniciativa permitirá ao Lacen-DF atuar de forma mais célere e precisa na investigação de surtos de intoxicação por bebidas adulteradas, produtos químicos e outras ocorrências com potencial risco à saúde pública.  Os planos também incluem a ampliação da oferta de diagnóstico molecular para doença de Chagas, malária, leishmaniose e Pneumocystis jirovecii. Aquisição de novos equipamentos ao longo de 2025 ampliou produtividade e qualidade das entregas do órgão  [LEIA_TAMBEM] O Lacen-DF é um laboratório público que integra o Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe é composta por farmacêuticos bioquímicos, biomédicos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, biólogos, administradores, bibliotecários, além de analistas e técnicos de diversas áreas.  Além das atividades de vigilância, o Lacen-DF participa de pesquisas estratégicas, como estudos sobre resistência bacteriana, que contribuem para o fortalecimento do sistema brasileiro de vigilância e prevenção da resistência aos antibióticos. A unidade atua, ainda, em pesquisas sobre hanseníase, tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). No rol entra também o sequenciamento genético dos vírus da dengue e de agentes respiratórios, em parceria com o Instituto Butantan - passo fundamental para subsidiar a produção de vacinas e monitorar a circulação viral. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Rede pública de saúde oferece tratamento para leishmaniose

Entre os meses de janeiro e julho deste ano, já foram testados pela Zoonoses 583 cães para leishmaniose visceral, a forma da doença mais preocupante no Distrito Federal, e 80 tiveram resultados positivos. A leishmaniose, uma doença infecciosa não contagiosa, afeta cães e gatos, e também seres humanos e animais silvestres. A doença é transmitida pela picada do mosquito-palha, cujo habitat de reprodução inclui matéria orgânica em decomposição, como troncos, folhas e frutas. Transmissão da doença acontece por meio da picada do mosquito-palha contaminado | Foto: Shutterstock “A leishmaniose visceral pode causar febre persistente, anemia, perda de peso e fraqueza em humanos. Em estágio avançado, pode provocar aumento do fígado e do baço, principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. Em cães, os sintomas variam conforme a resposta imunológica do animal e incluem lesões de pele, perda de peso, crescimento anormal das unhas, sangramentos e conjuntivite”, explica a médica veterinária da Zoonoses, Marcelle Farias dos Santos de Oliveira. A veterinária explica que gatos são mais difíceis de serem picados pelo mosquito por conta de seus hábitos de ficar em locais mais altos. Outro tipo da doença é a leishmaniose tegumentar (LT), que não afeta órgãos internos e tem como principal sintoma a úlcera cutânea, que se apresenta como uma ferida na pele. Oliveira destaca a importância da prevenção: “É fundamental que as pessoas mantenham a limpeza de seus quintais, evitem trilhas e exposição em locais com presença do vetor, especialmente no final da tarde e início da noite, e façam uso de repelentes.” As principais medidas de prevenção e combate à doença incluem o controle dos vetores, limpeza de reservatórios caninos, proteção individual, diagnóstico precoce, tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde. De janeiro a julho de 2024, a Zoonoses testou 583 cães para leishmaniose visceral, e 80 tiveram resultados positivos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Tratamento Humanos com suspeita da doença, que apresentem algum sintoma ou que tenham visitado áreas de risco como matas e cachoeiras devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A rede de saúde pública do DF oferece tratamento com medicamentos para os dois tipos de leishmaniose e o acompanhamento médico é essencial. A Zoonoses funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. No caso de animais contaminados, o indicado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), é a eutanásia. “Na Zoonoses, recolhemos o sangue do animal e fazemos o teste. A partir do resultado de exame oficial positivo, oferecemos a opção de eutanásia sem nenhum tipo de custo. No caso da leishmaniose, o melhor tratamento é realmente a prevenção”, orienta Oliveira. Prevenção das Leishmanioses – Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata; – Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde; – Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata; – Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença; – Usar mosquiteiros para dormir; – Usar telas protetoras em janelas e portas. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Conheça os cuidados necessários para evitar a leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa, não contagiosa, que afeta, além de cães e gatos, seres humanos. Há dois tipos da doença: a leishmaniose tegumentar (LT) ou cutânea e a leishmaniose visceral (LV) ou calazar. De janeiro até agosto deste ano, foram registrados no Distrito Federal 21 casos de leishmaniose tegumentar e dois da visceral, mas nenhum óbito. Os dados acendem um alerta, já que o período chuvoso é mais propício à contaminação e ao aumento de casos da doença. A Zoonoses do DF oferece o exame de leishmaniose para cachorros | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde O mosquito-palha é o principal vetor de transmissão das duas formas da leishmaniose, e os locais de reprodução utilizados pelo inseto são matéria orgânica em decomposição – troncos, folhas e frutas apodrecidas que costumam ficar embaixo das árvores. Pelo fato de o DF ter uma área verde considerável, é importante investir nas ações de prevenção. “É preciso reforçar a importância de as pessoas realizarem e manterem a limpeza de seus quintais, evitarem trilhas e exposição em locais com presença do vetor, principalmente no final da tarde e no início da noite, e incentivar o uso de repelentes”, ressalta a enfermeira Thayanne Santos, da área técnica das leishmanioses da Secretaria de Saúde do DF (SES). Segundo ela, as medidas mais utilizadas para a prevenção e o combate da doença se baseiam no controle de vetores e dos reservatórios, na proteção individual, no diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, no manejo ambiental e na educação em saúde. [Olho texto=”“No caso da leishmaniose, o melhor tratamento é a prevenção. Sugerimos o uso de repelentes em spray, líquido ou coleiras repelentes – essas devem ser trocadas antes de seu vencimento”” assinatura=”Isaías Chianca, gerente de Zoonoses” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Características A leishmaniose tegumentar caracteriza-se pelo surgimento de feridas incluindo erupções cutâneas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea, podendo causar a morte se não for tratada corretamente. A detecção da enfermidade pode ocorrer por meio de demanda espontânea às unidades de saúde e de busca ativa de casos em áreas de transmissão. Após a identificação, a Vigilância Epidemiológica atua para conhecer as características epidemiológicas do caso (forma clínica, idade e sexo) e atividade econômica relacionada à contaminação, identificando se o paciente é originário de área endêmica ou se é um novo foco e orientando a busca ativa de novos casos para caracterizá-los clínica e laboratorialmente. “Após a confirmação diagnóstica, os casos são enviados à Dival [Diretoria de Vigilância Ambiental ], responsável pela realização da pesquisa entomológica”, detalha Thayanne Santos. “Nela, há definição das espécies de flebotomíneos envolvidos na transmissão e a avaliação se o local provável de infecção é o DF, para verificar a necessidade de adoção de medidas de controle”. Casos em humanos O empresário Thiago Sabino, morador da Asa Norte, foi diagnosticado com leishmaniose no início deste ano. Primeiro, surgiu um machucado em dedo indicador direito que não sarava com nenhum medicamento. Em consulta na rede complementar, a médica chegou a questionar se ele havia ido à zona rural; como a resposta foi negativa, a hipótese de leishmaniose foi descartada. Após a confirmação diagnóstica, os casos são enviados à Diretoria de Vigilância Ambiental, que avaliará se o local provável de infecção é o DF, por exemplo, para verificar a necessidade de adoção de medidas de controle | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF No entanto, na consulta de retorno, ao ver o ferimento, outro profissional pediu para averiguar mais profundamente. Thiago foi encaminhado ao Hospital Universitário de Brasília (HUB), referência no tratamento da doença, onde lhe pediram uma biópsia. “O resultado foi leishmaniose leve”, conta. “Comecei a fazer o tratamento na semana seguinte. Tomava a medicação nas UBSs [unidades básicas de saúde], porque precisava ser na veia. O medicamento tem muitos efeitos colaterais e deixa a gente cansado ao extremo. Tive que utilizá-lo por quase um mês. O tratamento medicamentoso terminou, mas, pelos próximos cinco anos, continuarei sendo acompanhado pela equipe do HUB.” Animais Gerente de Zoonoses, o veterinário Isaías Chianca lembra que a transmissão da doença só ocorre por meio do mosquito infectado e que o cão é um possível reservatório da enfermidade. Por isso, quando o teste sinaliza resultado positivo, a SES, seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), indica a eutanásia do animal contaminado. O tutor pode optar pelo tratamento, disponível na rede privada, mas não indicado, porque o animal continua sendo uma fonte transmissora. “Na Zoonoses, recolhemos o sangue do animal e fazemos o teste”, relata o veterinário. “A partir do resultado de exame oficial positivo, oferecemos a opção de eutanásia sem nenhum tipo de custo. No caso da leishmaniose, o melhor tratamento é a prevenção. Sugerimos o uso de repelentes em spray, líquido ou coleiras repelentes – essas devem ser trocadas antes de seu vencimento”. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Cuidados básicos O gerente pontua que os gatos são mais difíceis de serem picados pelos mosquitos-palha, por conta de seus hábitos, já que costumam ficar em locais mais altos – e esses mosquitos geralmente voam a uma altura de até 70 cm. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Isaneide Silva, 31, levou a cachorra Frida para fazer o teste de leishmaniose após adotar o animal, que sofria maus tratos. Ela esteve na Zoonoses e fez o exame, que apresentou resultado negativo. “Hoje ela está com a saúde perfeita”, conta. “Já se adaptou com a nova rotina na minha casa e com a companhia das minhas outras duas cachorras. Todas estão devidamente vacinadas e saudáveis. Sou uma dona bastante cuidadosa com elas”. Confira, abaixo, algumas dicas para se prevenir contra as leishmanioses. ? Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata ? Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde ? Evitar banhos de rio ou de igarapé localizados perto da mata ? Utilizar repelentes na pele quando estiver em matas de áreas onde há a doença – Usar mosquiteiros para dormir ? Usar telas protetoras em janelas e portas. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF 

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Trabalho da Zoonoses evita a disseminação de doenças de origem animal

Brasília, 8 de setembro de 2022 – Muita gente não conhece bem o trabalho da Gerência de Zoonoses. Pessoas costumam acionar o órgão da Secretaria de Saúde para que resgatem aquele animal que vaga pelas ruas, não tem dono ou, quiçá, trouxe algum tipo de incômodo à comunidade. Mas esta não é a função da Zoonoses. O órgão é responsável pelo controle das doenças transmitidas dos animais para o homem. Animais levados à Gerência de Zoonoses são examinados e recebem a vacina contra a raiva | Fotos: Renato Araújo / Agência Brasília Localizada ao lado do Hospital da Criança de Brasília (HCB), a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz) dispõe de um canil e um gatil públicos. Ali também são feitos exames em diversos animais e a vacinação contra a raiva. “O nosso trabalho é preservar a saúde humana, diminuir o risco de uma pessoa se contaminar com doenças como raiva, leishmaniose e outras que podem ser transmitidas por animais”, explica o gerente da Gvaz, Isaías Chianca. Localizado ao lado do Hospital da Criança de Brasília (HCB), o espaço dispõe de um canil e um gatil públicos Em caso de maus-tratos, a denúncia deve ser feita ao Brasília Ambiental. Agora, quando um um animal é encontrado morto ou apresenta comportamento agressivo – os chamados sinais clínicos evidentes -, este é avaliado pelo órgão de controle de zoonoses. “Animais com suspeita de doença infecciosa grave, encaminhados por decisão judicial ou apreendidos por órgão ambiental como o Ibama, por exemplo, vêm para a nossa sede. Não é nosso propósito o recolhimento de qualquer animal das ruas”, pontua Chianca. Gerente da Gvaz, Isaías Chianca explica que, em caso de maus-tratos, a denúncia deve ser feita ao Brasília Ambiental O teste para a leishmaniose, por exemplo, é feito na Gerência de Zoonoses em cães e gatos. Transmitida pelo mosquito palha, a doença atinge tantos seres humanos quanto cachorros e pode levar à morte de ambos. A vacina contra a raiva é imediata. Além disso, o animal é colocado em observação por cerca de dez dias e, caso não possua nenhum tipo de doença, recebe vermífugo e é colocado para adoção. Análise de morcegos e macacos Morcegos e animais silvestres, como macacos ou saruês, são algumas das espécies recebidas ou recolhidas pelo órgão. A raiva, lembra Chianca, é transmitida por mamíferos. A Gvaz pode ser acionada por telefone e informada do endereço ou proximidade em que o animal está. Agente de vigilância ambiental em saúde, Tirzah Beatriz atua diariamente na Zoonoses vacinando e fazendo a triagem dos animais A agente de vigilância ambiental em saúde, Tirzah Beatriz, também é servidora da gerência. Ela atua diariamente na vacinação e na triagem dos animais. Segundo Tirzah, há um esforço diário de explicar como atua o órgão e sua função na preservação da saúde pública. “A vacina antirrábica é fundamental e aplicada por todo o DF. Mas uma demanda muito comum é orientar as pessoas de que aqui não é um abrigo de cachorros ou gatos. E, sim, de controle das zoonoses”, finaliza. Serviço Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses Telefone: 2017-1342 O órgão faz o recolhimentos de animais com suspeita de doença infecciosa, agressores e bichos silvestres como macacos, morcegos e outros.

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Combate às doenças transmitidas de animais para humanos não tem trégua

A Secretaria de Saúde atua fortemente no controle de zoonoses, que são as doenças transmitidas pelos animais aos humanos, tanto no espaço urbano quanto no ambiente silvestre. Por meio da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ), são desenvolvidos 14 programas de combate à raiva, leishmaniose, leptospirose e febre amarela, por exemplo. Além da vacinação contra a raiva, a GVAZ realiza outras ações, como busca por animais positivos para leishmaniose, recolhimento e testagem de primatas para febre amarela e manejo e educação ambiental para afastar morcegos e pombos| Foto: “Se hoje o Distrito Federal não tem casos de raiva em humanos e em animais é graças às nossas campanhas de vacinação antirrábica”, exemplifica Laurício Monteiro, veterinário da GVAZ. Aqui, o único caso registrado da doença em humanos ocorreu em 1979 e os últimos cães e gatos testaram positivo em 2000 e 2001, respectivamente. [Olho texto=”“Os animais apresentam comportamento próprio e nossa gerência se preocupa em conter as doenças para que não atinjam os seres humanos” – Isaias Chianca, gerente da GVAZ ” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Além da vacinação contra a raiva, a GVAZ realiza outras ações, como busca por animais positivos para leishmaniose, recolhimento e testagem de primatas para febre amarela e manejo e educação ambiental para afastar morcegos e pombos. A competência da Zoonoses se restringe a monitorar o ambiente e os seres vivos que nele vivem, com foco nos animais, para evitar casos em humanos das doenças transmitidas por cães, gatos, morcegos, ratos, pombos e macacos. “Os animais apresentam comportamento próprio e nossa gerência se preocupa em conter as doenças para que não atinjam os seres humanos”, reforça Isaias Chianca, gerente da GVAZ. Assim, os animais recolhidos pela GVAZ apresentam, obrigatoriamente, algum vínculo epidemiológico. Cães agressores, por exemplo, após atendimento da pessoa mordida no sistema de saúde, são recolhidos pela Zoonoses para avaliação clínica diária e acompanhamento de possíveis sintomas neurológicos. Após o prazo mínimo de 10 dias de isolamento, não havendo sinais clínicos de raiva, o cachorro recebe a vacina antirrábica e pode ser retirado pelo tutor ou é colocado para adoção. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Outra possibilidade de recolhimento é quando o médico veterinário suspeita de raiva. Foi o caso, por exemplo, do pitbull Gringo, que apresentou sintomas como produção excessiva de saliva, dificuldade para andar, sensibilidade à luz e comportamento agressivo. Após consulta, o veterinário emitiu um laudo com encaminhamento para a Gerência de Zoonoses, para isolamento e avaliação do animal. Após 13 dias em observação e com diagnóstico negativo para a doença, Gringo foi vacinado e voltou para casa com o seu tutor. Como realiza trabalhos para o controle de doenças, a GVAZ não atua em situações de atropelamento, abandono, maus tratos, e tampouco funciona como abrigo de animais. “Quando o caso é judicializado e recebemos um mandado, contribuímos por decisão de juiz, mas nossa estrutura não é de abrigo de animais. Também não realizamos resgate de animais”, finaliza Laurício. A competência da Zoonoses se restringe a monitorar o ambiente e os seres vivos que nele vivem, com foco nos animais, para evitar casos em humanos das doenças transmitidas por cães, gatos, morcegos, ratos, pombos e macacos | Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde Legislação O serviço de vigilância sanitária é previsto na Lei Federal 8.080 , de 1990, que institui o Sistema Único de Saúde (SUS). Em âmbito distrital, a Lei 2.095  e o Decreto 199.888, ambos de 1998, definem a atuação da Zoonoses no Distrito Federal. Veja também: Decreto 19988 de 30/12/1998 www.sinj.df.gov.br Regulamenta a Lei n° 2.095, de 29 Setembro de 1998, que “Estabelece diretrizes relativas à proteção e à defesa dos animais, bem como à prevenção e ao controle de zoonoses no Distrito Federal”. Lei 2095 de 29/09/1998 www.sinj.df.gov.br Estabelece diretrizes relativas a proteção e a defesa dos animais, bem como a prevenção e ao controle de zoonoses no Distrito Federal, DF. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Leishmaniose: saiba os riscos e onde buscar tratamento na rede pública

Pessoas contaminadas e que não fazem diagnóstico da doença ou não se tratam podem ter sequelas graves e até morrer. Foto: Arquivo / Agência Brasília Muita gente acredita que a leishmaniose é uma doença que afeta somente animais. No entanto, pessoas contaminadas e que não fazem diagnóstico da doença ou não se tratam podem ter sequelas graves e até morrer em decorrência da enfermidade. O protozoário que causa a leishmaniose visceral é o Leishmania chagasi. Contudo, o microrganismo necessita de um vetor, ou seja, um animal capaz de transportá-lo para um ser vivo, em que a doença irá se desenvolver. No caso da leishmaniose visceral, este vetor é o mosquito palha (Lutzomyia longipalpis). O que facilita o contágio pela doença é o fato de que mamíferos, principalmente os cães, podem atuar como reservatórios do protozoário, uma vez que o mosquito palha pode picar tanto os humanos quantos esses animais. Na epidemiologia, todo animal que alberga um microrganismo entre o vetor e o paciente é chamado de “reservatório”. “O protozoário fica no sangue do cachorro e quando o mosquito vai picá-lo, acaba pegando o protozoário e transferindo ele para o sangue humano”, explica o gerente da Vigilância Ambiental de Zoonoses, Rodrigo Menna. Sintomas Os principais sintomas da leishmaniose são a febre duradoura (de 10 a 15 dias), anemia, perda de peso e fraqueza. Em um estágio mais avançado da infecção, a doença pode causar hepatoesplenomegalia, que é a expansão do fígado e do baço, causada geralmente quando o sistema imunológico está comprometido, o que deixa o paciente vulnerável às demais enfermidades. Tratamento Pacientes com suspeita ou que apresentem alguns dos sintomas descritos, ou ainda, que tenham visitado matas e cachoeiras e morem em locais conhecidos pela transmissão podem procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima e declarar a exposição ao mosquito na consulta. Prevenção Usando roupas compridas, largas e de cor clara; aplicando repelentes em áreas de pele exposta; dormindo em casas protegidas com tela, mosquiteiro e outras medidas repelentes (espiral, elétrico, etc); não indo desprotegido a atividades em matas e beira de rios, especialmente à noite. Quem tem cães também deve seguir algumas orientações para mantê-los seguros e protegidos da doença. Veja medidas importantes que devem ser tomadas: Dados De acordo com o último informativo epidemiológico publicado pela Secretaria de Saúde, o Distrito Federal registrou cinco casos de leishmaniose visceral em 2020, dos quais dois são casos de residentes da Região do Entorno que buscaram tratamento na rede de saúde do DF. Ceilândia, Planaltina e Santa Maria foram as regiões administrativas que registraram os casos da doença no Distrito Federal . Leishmaniose Tegumentar Americana Diferentemente da leishmaniose visceral, a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), conhecida como LTA, não chega a acometer órgãos internos. O principal sintoma da doença é a úlcera cutânea, uma ferida na pele, como o próprio nome sugere. O principal sintoma da LTA é uma lesão cutânea localizada ou disseminada na pele e no cutâneo que não está cicatrizando. Em geral, a ferida não causa muitos incômodos como dor ou coceira, mas pode trazer graves complicações se não for devidamente tratada pelo médico. Em casos mais raros, as lesões cutâneas podem aparecer nas mucosas nasais e orais, especialmente na bochecha e na garganta. Nesses casos, rouquidão, tosse e dores podem estar entre os sintomas da LTA. A rede de saúde do Distrito Federal disponibiliza tratamento para pacientes de leishmaniose tegumentar americana, contudo, esses tratamentos requerem acompanhamento médico. Situação epidemiológica Os últimos dados consolidados pela Secretaria de Saúde informam sete infecções de leishmaniose tegumentar americana (LTA), sendo cinco de residentes do Distrito Federal e dois de municípios da Bahia e de Minas Gerais, que buscaram atendimento em unidades da rede. Planaltina, Vicente Pires e Samambaia são as regiões dos moradores infectados pela LTA em 2020. *Com informações da Secretaria de Saúde

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