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GDF descentraliza R$ 12,4 milhões para obras da Piscina com Ondas do Parque da Cidade

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Foi publicada, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (9/7), a descentralização de um crédito orçamentário no valor de R$ 12.460.699 destinado às obras da Piscina com Ondas do Parque da Cidade Sarah Kubitschek. O repasse de recursos foi oficializado por meio de uma portaria conjunta entre a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A verba será integralmente aplicada na continuidade da obra. O montante também assegura a aquisição, montagem e fase de testes dos novos equipamentos e brinquedos aquáticos que farão parte do complexo, localizado próximo ao Estacionamento 7 do parque, na Asa Sul. Com o novo aporte financeiro, o investimento total estimado para a reconstrução e modernização do espaço saltou para R$ 30,6 milhões. Histórico da obra A reconstrução da piscina atende a uma demanda histórica de quase 30 anos dos frequentadores do maior parque urbano da América Latina. O novo complexo aquático promete atrações modernas para toda a família. O grande destaque é a construção de um rio lento com 1.700 metros de extensão e correnteza suave, ideal para boiar e relaxar. As crianças também ganharão uma área exclusiva com um espaço infantil planejado com lâmina-d'água de 20 centímetros para bebês e 40 centímetros de profundidade para os maiores, além de toboáguas e novos brinquedos aquáticos. A reconstrução da piscina com ondas atende a uma demanda histórica de quase 30 anos dos frequentadores do maior parque urbano da América Latina | Foto: Divulgação/Novacap Já foram concluídos os projetos executivos, a terraplanagem, as demolições necessárias, a recuperação da antiga bacia, os rebocos e o contrapiso da casa de máquinas. As bombas e os novos sistemas de filtragem também já foram posicionados. As equipes trabalham na instalação das tubulações hidráulicas, na concretagem do rio lento e da rampa de acessibilidade, além do tratamento das juntas estruturais. Mesmo com a modernização tecnológica do sistema de ondas, o projeto prioriza a conservação da identidade visual clássica do espaço. Todos os revestimentos antigos serão substituídos por novos materiais que respeitam as cores e as especificações de desenho originais.  O início Inaugurada em 1978, a Piscina com Ondas foi um dos principais pontos de encontro dos brasilienses nas décadas de 1980 e 1990, chegando a reunir mais de 10 mil pessoas por fim de semana. Sem manutenção adequada, o local acabou interditado em 1997 por problemas estruturais.   *Com informações da Novacap

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Obra na Piscina de Ondas inicia instalação hidráulica e estrutura de concreto do rio lento

Com investimento de R$ 18,2 milhões, a reforma da Piscina com Ondas do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, iniciada em março de 2025, atende a uma antiga demanda de 30 anos da população, em especial dos frequentadores do maior parque urbano da América Latina, que cobravam a reativação do espaço. A execução da obra é de responsabilidade da empresa Engemil, contratada no processo de licitação, e fiscalizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Dentre as principais novidades, a criação de áreas para toda a família se destaca. Um novo rio lento está em desenvolvimento, com 1.700 metros de extensão e correnteza suave, ideal para flutuar por um percurso tranquilo. Outra iniciativa voltada para diferentes idades é o espaço infantil, com trecho de 20 cm de lâmina d’água para bebês e 40 cm de profundidade para crianças pequenas. Brinquedos aquáticos e toboáguas também fazem parte do projeto em execução. Rio lento, com 1.700 metros de extensão e correnteza suave, será ideal para flutuar por um percurso tranquilo | Foto: Divulgação Novacap   A obra já concluiu os projetos executivos, os serviços de terraplanagem, a recuperação estrutural da antiga piscina, as demolições gerais, os revestimentos, o reboco das paredes da piscina, finalização do contrapiso da casa de máquinas e os equipamentos de filtragem e as bombas já foram posicionados. Atualmente, os trabalhos se concentram na instalação hidráulica da piscina, na implantação das tubulações, na execução da estrutura de concreto do rio lento e da rampa de acessibilidade. Também seguem em andamento a recomposição e recuperação das juntas estruturais. História Inaugurada em 1978, a Piscina com Ondas foi um sucesso durante os anos de funcionamento e serviu como um importante ponto de lazer e encontro dos brasilienses, chegando a reunir cerca de 10 mil pessoas aos fins de semana. Desativada por problemas estruturais e falta de manutenção, a atração permaneceu abandonada por 28 anos, desde a interrupção das atividades, em 1997, até o início da intervenção, em 2025. "Estamos acompanhando de perto cada etapa dessa importante obra, que avança dentro do cronograma previsto. A Piscina com Ondas é um dos espaços mais emblemáticos do Parque da Cidade, e sua revitalização representa um investimento em lazer, turismo, esporte e qualidade de vida para os moradores do Distrito Federal e visitantes. Nosso compromisso é devolver esse equipamento totalmente renovado, garantindo um novo espaço de convivência e entretenimento para as famílias brasilienses" afirma o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal Renato Junqueira. "Nosso compromisso é devolver esse equipamento totalmente renovado, garantindo um novo espaço de convivência e entretenimento para as famílias brasilienses" Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do DF Visando à conservação das características arquitetônicas originais do espaço, todos os revestimentos serão substituídos por novos materiais, mantendo as mesmas especificações dos existentes. “Essa ação resgata um espaço histórico que marcou gerações de brasilienses. Estamos devolvendo à população um complexo aquático moderno e acessível, sem perder suas características originais, mas incorporando novas tecnologias, áreas para toda a família e soluções que garantem durabilidade e qualidade.”, ressalta o presidente da Novacap, Fernando Leite. Para o aposentado Francisco Pereira, a reforma do espaço significa resgatar memórias do passado. “Eu passei minha adolescência vindo à Piscina com Ondas. Era o ponto de encontro dos meus amigos e da família inteira na época, a gente passava o dia todo lá. Depois de tantos anos fechada, saber que ela vai voltar reformada dá uma alegria enorme. É como recuperar uma lembrança boa da minha juventude e ver Brasília valorizando seus espaços de convivência. Agora estou ansioso para reviver isso e apresentar esse espaço para meus filhos e netos.” *Com informações da Novacap

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Brasília ganhará shopping ao lado do aeroporto, reforçando potencial turístico e econômico

O Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek passará por uma ampla expansão, com investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão em novos empreendimentos voltados para comércio, lazer e logística. Entre os principais projetos está a construção do Partage Brasília, novo shopping center que será implantado na via de acesso ao terminal aéreo para transformar a experiência de moradores, turistas e passageiros em conexão com a capital federal. Projeto pronto: shopping Portage terá mais de 60 mil metros quadrados de área construída | Foto: Bento Viana/Setur-DF O empreendimento é desenvolvido pelo grupo Partage, companhia com mais de 28 anos de atuação no mercado e responsável pela implantação, comercialização e administração de 16 empreendimentos em todo o país. O Partage Brasília será o primeiro open mall da rede e nasce inspirado no céu da capital federal, integrando modernidade, sustentabilidade e valorização do Cerrado. “O empreendimento vai gerar emprego, renda e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva do turismo” Bernardo Antunes, secretário interino de Turismo  Com mais de 60 mil metros quadrados de área construída, o shopping reunirá cerca de 130 lojas, incluindo sete grandes âncoras, além de academia da rede Cia Athletica, com mais de 3 mil metros quadrados, food hall do Mané Mercado, dez restaurantes e seis salas de cinema, sendo quatro VIP, uma MaxScreen de 210 metros quadrados e uma sala premium, além de um exclusivo cinema a céu aberto. O complexo também terá um clube com piscina de ondas para a prática de surfe, ampliando a proposta de entretenimento e posicionando o empreendimento como um novo polo de lazer e experiências em Brasília. Área ampla O projeto foi pensado para oferecer uma experiência diferenciada de convivência e lazer. Entre os destaques estão um parque central com mais de 12 mil metros quadrados, áreas para shows, espaço kids, pet garden e o primeiro observatório público de pousos e decolagens da cidade, permitindo que visitantes acompanhem a movimentação de aeronaves em uma das pistas mais movimentadas do Brasil. A sustentabilidade também é um dos pilares do empreendimento. O Partage Brasília já conquistou a certificação internacional LEED Gold, tornando-se o primeiro shopping do Distrito Federal a receber o selo. Como parte das ações ambientais, foi criado um viveiro exclusivo para resgate e preservação de espécies nativas do Cerrado, com cerca de 3 mil mudas que serão reintegradas ao paisagismo do complexo. [LEIA_TAMBEM]“Esse investimento representa um marco importante para o desenvolvimento do turismo no Distrito Federal”, ressalta o secretário interino de Turismo do DF, Bernardo Antunes. “Brasília se consolida cada vez mais como um destino moderno, preparado para receber visitantes com infraestrutura, lazer e serviços de qualidade. O empreendimento vai gerar emprego, renda e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva do turismo.” Localizado a menos de 500 metros do aeroporto, o shopping foi concebido pela equipe da Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília, e atenderá moradores das regiões administrativas, além de passageiros, visitantes e funcionários do terminal aéreo. A proposta é oferecer uma nova opção de lazer, conveniência e entretenimento para quem chega ou passa pela capital federal. O empreendimento prevê a geração de cerca de 2 mil empregos diretos. “Mais do que um centro de compras, o empreendimento nasce como um novo ponto de encontro da cidade, um espaço de experiências, lazer e qualidade de vida para brasilienses e visitantes”, afirma Adriano Capobianco, diretor comercial e de Novos Negócios do Grupo Partage. *Com informações da Secretaria de Turismo

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Parceria vai reestruturar piscina de ondas do Parque da Cidade

A Secretaria de Esporte e Lazer e a Novacap firmaram uma parceria para o desenvolvimento do projeto e para a contratação das obras de restauração do complexo aquático da piscina de ondas localizada no Parque da Cidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta quarta-feira (9). Na programação para a reestruturação da piscina de ondas, o projeto vai precisar ser aprovado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) | Divulgação De acordo com os técnicos da Novacap, a previsão para elaboração do projeto é de oito meses e precisará ser aprovado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Após essa etapa, haverá a elaboração do orçamento e posterior licitação da obra. A publicação do edital está programada para o segundo semestre de 2024. “A Diretoria de Edificações da Novacap já está com o estudo técnico em andamento para esta obra, que é bastante complexa e que necessita de uma estrutura para criar as ondas. O recurso da obra já foi disponibilizado pelo Governo do Distrito Federal”, declarou o diretor de Edificações da Novacap, Carlos Spies. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A Novacap tem todo o suporte e corpo técnico para dar continuidade a este processo. Vamos trabalhar em conjunto para dar celeridade a esta reforma”, disse o secretário de Esporte e Lazer, Julio Cesar Ribeiro. *Com informações da Novacap

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‘Brasília não é só museu a céu aberto, é também uma academia a céu aberto’

  A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, destaca que nove centros olímpicos e paralímpicos já estão funcionando com a capacidade total | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, destaca que o governo trabalha na reforma e na construção de equipamentos públicos para incentivar a prática esportiva na cidade. Uma das entregas mais aguardadas é a reforma do Parque da Cidade. A reforma das 27 quadras poliesportivas do local já está em fase de acabamento. A secretária anuncia para o final do primeiro semestre deste ano a conclusão de um dos equipamentos públicos mais icônicos de Brasília, a Piscina com Ondas. A piscina faz parte de um complexo que contará também com rio lento (espaço com águas calmas no qual os usuários poderão passear em boias) e área kids. Outra novidade destacada pela secretária é que desde o dia 17 de janeiro nove dos centros olímpicos e paralímpicos funcionam com a capacidade total. Os equipamentos estão localizados em Brazlândia, Estrutural, Recanto das Emas, Santa Maria, Gama, Planaltina, Samambaia, Riacho Fundo e São Sebastião. Secretária, para começar essa entrevista, a senhora poderia falar como está o andamento da reforma do Parque da Cidade? Acredito que no Parque da Cidade o esporte é muito mais que lazer. Quanto mais as pessoas procurarem estar ao ar livre, fazer uma atividade física, mais vai melhorar a qualidade de vida e contribuir para combater esse mal que é a pandemia. A nossa missão é tornar o parque mais acessível e agradável para a prática de atividade física. O processo de reforma das 27 quadras poliesportivas já está sendo concluído. Os recursos são de uma parceria do Ministério da Cidadania com a Secretaria de Obras. A reforma contou com uma emenda no valor de R$ 6 milhões, da deputada Celina Leão. Vestiários e banheiros também estão sendo reformados. No momento, falta apenas a entrega das quadras de tênis. E quanto à reforma da Piscina com Ondas? O projeto já foi aprovado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação [Seduh]. Neste mês será feita a licitação da primeira etapa da obra. Serão três etapas: a reforma da Piscina com Ondas, a construção do rio lento e de um espaço kids. A meta é entregar no primeiro semestre a reforma da piscina, que representa 80% do total do complexo. No decorrer do ano será entregue o restante. Todo o projeto está orçado em R$ 22 milhões. Para a piscina, temos R$ 8 milhões. A Piscina com Ondas é um espaço democrático que vai atrair o turismo para a cidade. Se formos fazer um comparativo, os Jogos Escolares que aconteceram aqui em 2021 deixaram mais de R$ 12 milhões para a economia do DF. E com relação à prática esportiva, quem quiser praticar esporte na cidade conta com que equipamentos? O Governo do Distrito Federal não mede esforços para melhorar a prática esportiva. Estamos adequando o Parque da Cidade e fomentando modalidades esportivas. Procuramos democratizar o esporte em todas as regiões administrativas. Vamos entregar dez campos sintéticos. Nós fizemos aqui o primeiro campeonato brasiliense de queimada, no Sesi de Samambaia. Queremos incentivar todas as modalidades esportivas por acreditar que o esporte é investimento e não gasto. [Olho texto=”As inscrições estão abertas, no site da Secretaria de Esporte e Lazer, para as entidades interessadas em ganhar uniformes esportivos e chuteiras” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os projetos sociais serão incrementados com a distribuição de chuteiras e material poliesportivo para crianças e adolescentes? Esse é um projeto da ex-secretária Celina Leão, que o criou para incentivar quem quer fazer esporte e não tem o material necessário. Dar uma bola para uma criança é um investimento. Enquanto a pessoa estiver praticando esporte, não procurará outros caminhos, como por exemplo, o da marginalidade ou das drogas. Eu estava em Planaltina com o governador Ibaneis, entregando um campo de grama sintética, e havia crianças jogando descalças, daí surgiu a ideia de dar as chuteiras também. Como são feitas as entregas desses materiais? Os materiais esportivos são entregues por meio das entidades sociais, que por sua vez são apresentadas pelas administrações. Para a entrega de uniformes esportivos e chuteiras é feito um chamamento público e as entidades interessadas podem se inscrever em nosso site. No momento, as inscrições estão abertas para quem quiser participar. Giselle: “Nossa missão é tornar o parque mais acessível e agradável para a prática de atividade física”| Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A secretaria fez parceria com o Sesi para oferecer atividade física? Sim. Pela primeira vez, fizemos parceria com o Sistema S. O Sesi de Taguatinga vai oferecer 1.500 vagas para que a comunidade da região faça atividade física. Também foi fechada uma parceria com o Sesi de Sobradinho para oferecer natação à comunidade no Centro Olímpico da cidade. E os centros olímpicos, qual o projeto para eles em 2022? A capacidade das vagas nos centros olímpicos está sendo duplicada. Estamos fazendo reformas e, pela primeira vez, o pedido de acesso é on-line. Mas quem não tiver acesso à internet pode comparecer a um centro olímpico para se matricular em alguma das atividades físicas oferecidas. Além dos centros olímpicos, contamos agora com esta parceria com as unidades do Sesi de Taguatinga e de Sobradinho. [Olho texto=”Brasília tem hoje 616 quilômetros de ciclovias. Para este ano, a meta é aumentar 130 quilômetros. Não haverá mais desculpa para não praticar esportes aqui” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] E a formação de atletas e paratletas de alto nível, como está? No plano de trabalho dos centros olímpicos está a formação de atletas e paratletas. Foi de um desses equipamentos que saiu o Kawan, finalista de saltos ornamentais nas Olimpíadas de Tóquio. Ele treinou no Centro Olímpico do Gama. Também tivemos o Wendel, ganhador das medalhas de ouro, prata e bronze nos 50 metros livre na Paralimpíada de Tóquio. Os atletas contam, ainda, com o programa Compete, que oferece transporte aéreo e terrestre para que eles viajem para disputar competições. No ano passado, a secretaria concedeu 1.233 passagens aéreas e terrestres para atletas e paratletas de alto rendimento. Também temos o Bolsa Atleta. O investimento foi de R$ 3,3 milhões em 2021. Queremos contemplar todas as modalidades. O Bolsa Atleta já atendeu quantos atletas aqui no DF? O programa Bolsa Atleta contemplou 238 esportistas locais em 2021, totalizando um investimento de R$ 2,2 milhões. Quais são os projetos para 2022, ano da Copa do Mundo? Temos o Candangão, que começa em janeiro. Estamos fomentando o futebol de base. Também estamos buscando trazer para Brasília grandes eventos nacionais e internacionais. Duas competições importantes que acontecerão este ano em Brasília são o Campeonato Sul-Americano de Vôlei e o Brasil Open de Tênis. E como está o projeto de fomentar o ciclismo na cidade? Brasília tem hoje 616 quilômetros de ciclovias. Para este ano, a meta é aumentar 130 quilômetros. Não haverá mais desculpa para não praticar esportes aqui.

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Uma infância livre na alvorada da capital

A turma da 312 também frequentou ícones da infância brasiliense, como o Parque Ana Lídia, inaugurado em 1971 |  Foto: Arquivo Pessoal Amigos da 312 Norte/Facebook Eles cresceram com Brasília. Chegaram à capital em 1966 com a transferência dos pais, funcionários públicos. Tinham 4, 5, 6 anos. Foram morar na mesma quadra, a 312 Norte, e conviveram diariamente até a adolescência, em meados dos anos 80. Faziam tudo juntos. Iam à mesma escola, que ficava dentro da quadra, corriam entre os blocos brincando de pique-pega, jogavam bola, faziam trilhas e exploravam o Cerrado praticamente virgem perto de casa. Guardam, assim, lembranças de uma infância livre e muito divertida. “A gente só ia em casa para almoçar e jantar. Quando não estávamos na escola, estávamos brincando embaixo do bloco”, resume o bancário Ernesto Morais, o Nesto, hoje com 55 anos. Crianças só iam em casa para almoçar e jantar e passavam o dia embaixo do bloco Os vizinhos da primeira superquadra da Asa Norte a ser inaugurada completa, com todos os blocos (são 11 no total) e equipamentos públicos, tornaram-se amigos e colecionam memórias de momentos vividos lado a lado ao longo de uma vida. Um grupo de cerca de 50 pessoas com, em média, 55 anos, é amigo até hoje. Eles se encontram toda sexta-feira à noite em um bar na comercial da 312. Eles cresceram, casaram-se, tiveram filhos e alguns ainda moram ali. “Éramos muito colados”, diz o assistente administrativo Ismael Teles, 58 anos, que participava das brincadeiras, mas tinha que obedecer a regras. “Meu pai era mais severo. Eu tinha hora para brincar, mas também tinha que estudar”, lembra. A 312 Norte foi a primeira superquadra da Asa Norte a ser inaugurada completa, com todos os blocos e equipamentos públicos, em 1966 Apesar de alguns blocos já terem sido construídos, àquela época, em outras quadras da Asa Norte, a 312 foi a primeira a ficar completa na parte norte da capital. Inaugurada em junho de 1966, ela foi ocupada basicamente por funcionários públicos transferidos principalmente do Ceará e do Rio de Janeiro. Em uma época na qual a região era muito mais uma extensão de terra vermelha do que um bairro residencial, a quadra foi, por muito tempo, o local mais populoso de Brasília. Seus 864 apartamentos eram ocupados por famílias numerosas. Na casa de Carlos Cézar Soares Batista – o Cecéu, hoje com 58 anos – por exemplo, eram seis: dois adultos (os pais) e quatro crianças. Ele tinha 5 anos quando chegou em Brasília em 1966, ano em que os pais vieram transferidos do Ceará. Eles trabalhavam no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) em Fortaleza. Em Brasília tiveram o quinto filho, Danilo, nascido em 1981. “Era muito menino. Às vezes eram oito, dez filhos e os primos praticamente moravam junto. Era tanta gente, que fazíamos campeonato de futebol por bloco. Montávamos os times por andar”, conta Cecéu, que morava no bloco D. Nesto morava no bloco I e Ismael no bloco K. Cecéu aos 8 anos, no meio de duas amigas da quadra Parque de diversões Os amigos brincavam na própria quadra, com brinquedos baratos e até improvisados. Diferentemente destes tempos atuais de tablets, smartphones, games e outras modernidades eletrônicas, eles soltavam pipa, jogavam bolinha de gude e futebol e brincavam de vários piques – pega, esconde, ladrão. O material de construção também virava brinquedo: tábuas e ripas de madeira ora eram usadas em carrinhos de rolimã, ora viravam tacos de bete, uma versão simplificada do beisebol, quando o grupo é dividido em dois times: um começa com os tacos (rebatedores) e o outro com a bola (lançadores). O time de bete, uma das brincadeiras preferidas da turma Tudo virava brincadeira para as crianças. A água da enxurrada formada quando chovia era represada por eles com areia e outros materiais usados em obras. A quadra foi entregue com asfalto, mas a área dos estacionamentos era livre e usada pela turma como campo de futebol ou de queimada. “Nossa vida era dentro da quadra, que era nosso parque de diversões”, conta Cecéu. “Hoje a gente vem à quadra e nem vê criança”, lamenta. Os irmãos Roberto e Robson Lopes, na década de 1970, brincando embaixo do bloco Às vezes eles saíam da quadra e se aventuravam pelo Cerrado. Passavam horas dentro do mato para chegar à Água Mineral, a pé. Ou iam ao Lago Paranoá, onde aproveitavam para pescar e se refrescar no calor da seca do Planalto Central. “Aqui em volta era tudo mato, não tinha nada. Tinha uma mina onde é a 311 Norte, a coisa mais bonita, a gente brincava na água”, recorda-se o radialista Roberto Lopes, 56 anos, que tinha o irmão Robson, seis anos mais novo, como grande companheiro de aventura. “Ele tem o cabelo branco desde aquela época”, brincam os amigos. Os irmãos cresceram e se casaram, mas continuam morando no mesmo bloco D da SQN 312, cada um em um apartamento com sua família. Mirinzada A turma da 312 também frequentou ícones da infância brasiliense, como o Parque Ana Lídia, inaugurado quando eles tinham cerca de 10 anos, e a Piscina de Ondas, que abriu as portas sete anos depois. O Parque da Cidade, no entanto, ficava longe demais do final da Asa Norte.  “Tudo era muito longe. Não era como hoje que todo mundo tem carro. Brincar mesmo era aqui na quadra ou perto dela”, conta Cecéu. Os irmãos Roberto e Robson Lopes moram até hoje no bloco D da 312 Norte. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília A turma cresceu e surgiu a segunda geração de amigos da 312 Norte. Em 1982, um morador da quadra, que era funcionário da Secretaria de Esportes e Lazer, muito querido pelas crianças, organizou a Mirinzada, um evento esportivo que movimentou a meninada. Nem quadra de esportes existia e as competições aconteceram no asfalto mesmo, nos estacionamentos entre os blocos. Eduardo Teles, 50 anos, é o irmão caçula de Ismael. Ele tinha 12 ou 13 anos e participou do time de vôlei, mas os “atletas” da quadra montaram também times de atletismo, futebol e basquete. Os mais velhos foram técnicos dos times das crianças. Ismael treinou o time apelidado de “Muralha Vermelha”. Eduardo Teles (primeiro agachado à esquerda) jogou no time de vôlei na Mirinzada, em 1982 Eduardo não sabe dizer se apenas os moradores da 312 participaram da Mirinzada ou se o evento foi aberto a outras quadras. Ele só se lembra de que cada equipe vestia uma camiseta de cor diferente – a dele era azul marinho, mas também havia camisetas vermelhas, amarelas e pretas. Recorda também de que as competições reuniam centenas de crianças. “Não me lembro direito, era muito novo. Mas foi um evento que reuniu os moradores de todos os blocos. A 312 era como uma comunidade, todo mundo se conhecia. Não tinha nada em volta”, diz. Adolescentes Por ter, entre os moradores, um grande número de estudantes e professores da Universidade de Brasília (UnB), a 312 Norte logo se tornou um importante ponto cultural da cidade. Foi lá que surgiu, nos anos 1980, o Panelão da Arte (“Para acabar com as panelinhas!”), com a apresentação regular de vários artistas ao ar livre na quadra. Naquela época, a turma, que ainda andava junta, chegou à adolescência. Consequentemente, as brincadeiras embaixo do bloco deram lugar às festinhas, que aconteciam nas salas dos apartamentos; às matinês ao som das bandas brasilienses Aborto Elétrico e Plebe Rude; e aos bailes de carnaval no Minas Tênis Clube, a poucos quilômetros dali. Baianinhas prontas para a matinê da AABB, em 1975 Os clubes do Bolinha e da Luluzinha se misturaram e produziram até alguns casamentos a partir dos namoricos da turma. Cecéu era o galã, enquanto todos os meninos queriam namorar as três irmãs dele. Ele não nega a fama de namorador, mas justifica. “Eu fazia sucesso porque tinha uma mobilete”, diz o hoje servidor público, casado há 32 anos com Cláudia Volpi, 53 anos, que ele conheceu no trabalho. Redes sociais As redes sociais permitem o convívio dos amigos de infância na vida adulta depois dos casamentos e filhos. Eles mantêm um grupo no Facebook que tem 478 membros – umas cinco gerações de moradores da quadra. Lá postam fotos antigas, além de registros das ocasiões em que se encontram e matam um pouco da saudade do passado. Anualmente, grande parte deles se encontra no aniversário da quadra, que fez 53 anos em junho. Na data, moradores e ex-moradores se organizam e armam uma grande festa no gramado que divide a quadra com a vizinha 311. É uma reunião de milhares de pessoas. Alguns já não moram em Brasília. Fabíola Parente Ramalho, 56 anos, aproveita as redes sociais para manter contato com os amigos que ficaram na capital. Ela viveu durante três décadas na quadra, mas desde 1997 mora fora, em Volta Redonda (RJ). “Pela internet conseguimos estar sempre presentes na vida uns dos outros”, diz. “Aquela época foi tudo de bom. Tivemos uma infância muito feliz e saudável. Eu era muito moleca, estava o tempo todo embaixo do bloco, brincando com os meninos no pilotis”, acrescenta. Amigos até hoje: eles mantêm um grupo no Facebook com 478 membros de cinco gerações de moradores da quadra | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

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