Escolas públicas do Distrito Federal formam guardiões do meio ambiente
No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, escolas da rede pública do Distrito Federal mostram como a educação ambiental faz parte do cotidiano pedagógico da rede. De hortas agroecológicas a projetos que conectam nascentes do Cerrado ao Oceano Atlântico, estudantes de diferentes regiões aprendem, na prática, sobre preservação, sustentabilidade e cuidado com os recursos naturais. Projeto Horta e Alimentação Saudável, desenvolvido na EC Beija-Flor, leva as crianças a conhecerem processos de plantio e manejo de mudas | Foto: Tereza Silva/SEEDF “A educação ambiental não é um tema isolado no currículo, mas um eixo fundamental para formar cidadãos responsáveis e preparados para os desafios do século 21”, afirma a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. “Continuamos o legado de transformação, garantindo que cada estudante do DF desenvolva não apenas conhecimento, mas valores de preservação e cuidado com o planeta, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade.” Aprendizado nasce da terra Na Escola Classe (EC) Beija-Flor, na Asa Norte, a educação ambiental faz parte da rotina escolar. Por meio do projeto Horta e Alimentação Saudável, estudantes acompanham o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e espécies nativas do Cerrado em espaços utilizados como ambientes de aprendizagem. “Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada” Tereza da Silva, diretora da Escola Classe Beija-Flor Além de conhecer processos como germinação, plantio e manejo de mudas, os alunos desenvolvem práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à valorização da biodiversidade local. A diretora da unidade, Tereza Marques Cardoso da Silva, lembra que a proposta contribui diretamente para a formação dos estudantes: “Nós somos natureza, e aí precisamos nos conectar a essa natureza, pois essa conectividade é a nossa formação integral. Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada”. A escola também participa de ações de plantio de árvores na Serrinha do Paranoá, ampliando as experiências de educação ambiental para além do ambiente escolar. Do Cerrado ao oceano [LEIA_TAMBEM]A dimensão socioambiental também atravessa fronteiras linguísticas. Na Escola Bilíngue do Plano Piloto (EBPP), referência no atendimento a estudantes surdos, o projeto Missão Guardiões do Mar demonstra que a preservação dos oceanos começa nas nascentes do Cerrado. Com o tema “Vereda (a)mar: conexões visuais entre céu, Cerrado e mar”, os estudantes utilizam ferramentas como o Google Earth para mapear o trajeto das bacias hidrográficas e compreender como o cuidado com os mananciais locais reflete diretamente na saúde do Oceano Atlântico. Toda a mediação é feita em Libras, garantindo que o aprendizado sobre responsabilidade socioambiental seja plenamente inclusivo. A data, instituída pela Lei Federal nº 12.633/2012, integra o calendário oficial da educação brasileira e reforça a importância de iniciativas voltadas à conscientização ambiental. Nas escolas da rede pública do Distrito Federal, esse trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano por meio de projetos que aproximam os estudantes do Cerrado, da sustentabilidade e da preservação dos recursos naturais. *Com informações da Secretaria de Educação
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Ação integrada do GDF com o governo federal aposta na recuperação de nascentes
Em mais uma etapa do Plano de Recomposição Vegetal elaborado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), 22 mil mudas nativas do Cerrado foram plantadas na região da Serrinha do Paranoá. Foco do plantio é a recuperação ambiental, visando à preservação das nascentes e garantindo desenvolvimento sustentável | Foto: Divulgação/Seagri-DF “A recuperação dessas áreas é fundamental para a preservação das nascentes e para a segurança hídrica, garantindo benefícios diretos para a população e para os produtores rurais”, afirma o titular da pasta, Rafael Bueno. [LEIA_TAMBEM]“Este projeto da Serrinha do Paranoá se tornou um grande desafio para a Seagri-DF, que vem cada vez mais consolidando a sustentabilidade ambiental na agropecuária de Brasília”, ressaltou o subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias, Antônio Queiroz Barreto. “Em 2026, plantamos uma muda nativa de Cerrado por minuto.” As mudas foram plantadas em áreas com alta relevância para o ciclo hidrológico e biodiversidade, contribuindo para a conservação do solo e o desenvolvimento sustentável das atividades rurais. *Com informações da Seagri-DF
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Período de colheita da soja é aberto oficialmente no Distrito Federal
Começa nesta quinta-feira (26), oficialmente, a temporada oficial de colheita da soja no DF, conforme decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha durante a AgroBrasília 2025 referente ao evento promovido pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). De acordo com o governador Ibaneis Rocha, o dia oficial para o início da colheita representa um reconhecimento à principal atividade agrícola do Distrito Federal. “A soja ocupa papel estratégico na economia rural da capital do país. Essa celebração do início da colheita valoriza o trabalho árduo de produtores e trabalhadores do campo, e também fortalece o diálogo entre o governo e as entidades que representam o setor”, afirmou o governador. Segundo Ibaneis Rocha, as perspectivas para a safra 2025/2026 são bastante positivas. “A área cultivada no DF deve crescer 5% em relação à safra anterior e alcançar 94,1 mil hectares. Estamos falando de uma produção estimada em mais de 330 mil toneladas de grãos, que gera empregos e movimenta a nossa economia”, detalhou. Estimativa é que a produção de soja no DF cresça em torno de 4% e 5% este ano | Foto: Divulgação/Seagri-DF “Para este ano, a expectativa é ainda mais otimista. Com boa distribuição das chuvas e redução na incidência da ferrugem asiática, uma das principais preocupações dos produtores, a produtividade deve aumentar” Rafael Bueno, secretário de Agricultura Clima favorece Segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvilmento Rural, Rafael Bueno, as condições climáticas têm favorecido a produção. “Em 2025, chuvas regulares, lavouras com boa sanidade e alta produtividade resultaram em uma produção recorde de soja no DF”, lembra. “Para este ano, a expectativa é ainda mais otimista. Com boa distribuição das chuvas e redução na incidência da ferrugem asiática, uma das principais preocupações dos produtores, a produtividade deve aumentar. A estimativa do setor é de um incremento entre 4% e 5% sobre a produção total de soja do DF”. O plantio foi feito entre o fim de outubro e o início de novembro do ano passado. Planaltina, Pipiripau, Rio Preto, São Sebastião, Sobradinho e o PAD-DF se destacam pela alta produtividade e adoção de tecnologias e boas práticas agrícolas, reforçando o protagonismo do DF no agronegócio nacional. “Apesar do atraso inicial das chuvas, elas se regularizaram ao longo do ciclo, garantindo excelentes condições para o desenvolvimento da lavoura”, afirma o produtor José Brilhante Neto, da região do PAD-DF e presidente do Sindicato Rural do DF. “A tendência é de aumento significativo na produtividade nesta safra.” “A soja movimenta a economia rural, gera emprego e renda e reflete o elevado nível tecnológico alcançado pelos produtores da região” Cleison Duval, presidente da Emater-DF O engenheiro agrônomo e produtor Cláudio Malinski também avalia como positiva a regularidade das chuvas: “A semeadura foi concluída após a normalização das precipitações no fim de novembro, o que favoreceu a germinação e o desenvolvimento das lavouras. Ao que tudo indica, vamos bater recorde de produtividade”. Cadeia produtiva Dados mais recentes apontam que, nas áreas irrigadas, a soja está em fase de formação de vagens, enquanto nas áreas de sequeiro há lavouras do estágio vegetativo ao reprodutivo. De modo geral, as condições são consideradas satisfatórias. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressalta o impacto econômico da cultura: “O início da colheita reafirma a força de uma cadeia produtiva estratégica, com participação expressiva no VBP [Valor Bruto da Produção Agropecuária] do DF. A soja movimenta a economia rural, gera emprego e renda e reflete o elevado nível tecnológico alcançado pelos produtores da região.” Na safra 2024/2025, segundo a Emater-DF, a área plantada superou 72 mil hectares, com produção acima de 320 mil toneladas de grãos, sendo cerca da metade destinada ao mercado de grãos comerciais. [LEIA_TAMBEM]“Falar da agricultura é falar de desafio”, enfatiza o produtor rural Silvano Borghelot, do Núcleo Rural Tabatinga e Cariru. “Este ano foi muito bom climaticamente no DF e, graças a Deus, teremos boa produtividade.” Segundo o produtor, a chuva atrasa a colheita dos materiais precoces, mas favorece o milho safrinha (segunda safra do milho): “O agricultor é abençoado, mas precisa enfrentar os desafios do mercado e do clima.” Produção e mercado Atualmente, cerca de 1.031 produtores cultivam soja em aproximadamente 600 propriedades cadastradas no Sistema de Informações em Defesa Agropecuária do Distrito Federal (Siagro-DF). O DF conta com mais de 83 mil hectares plantados e atende tanto ao mercado interno quanto a outros estados e ao mercado externo. O Distrito Federal já exporta soja para o Paquistão, consolidando sua presença no comércio internacional de grãos. Com tecnologia, gestão eficiente e alto nível produtivo, a leguminosa oleaginosa reafirma sua posição como principal motor do agronegócio do Distrito Federal, fortalecendo a economia rural e ampliando a competitividade da capital no cenário nacional. *Com informações da Seagri-DF
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Chuvas deixam os canteiros ornamentais do DF ainda mais belos
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) aproveita a chegada das chuvas para iniciar a fase de plantio nos canteiros ornamentais que embelezam o Distrito Federal. A estação do ano determina a facilidade de irrigação, um dos fatores estudados para que os locais estejam sempre exuberantes. Periodicamente, o Departamento de Parques e Jardins da Diretoria das Cidades da Novacap verifica e avalia a situação e as necessidades de cada espaço. Atualmente, a manutenção ocorre nos canteiros da Torre de TV, da Ponte das Garças, da Quadra QI 5 do Lago Sul e do Complexo Brasil 21. De acordo com o diretor das Cidades, Raimundo Silva, para escolha dos locais, além da facilidade de irrigação, são avaliados também a declividade do terreno, o fluxo de pedestres e veículos e a presença de redes aéreas e subterrâneas de água, energia, telefonia e drenagem pluvial. “Para compor a identidade visual da capital, são priorizados lugares que valorizem as áreas públicas”, destacou o gestor. A estação do ano determina a facilidade de irrigação, um dos fatores estudados para que os locais estejam sempre exuberantes | Fotos: Divulgação/Novacap Patrimônio ambiental O primeiro canteiro ornamental foi plantado em 1991, no balão da quadra 308 da Asa Sul, no Plano Piloto, próximo à Igrejinha. Atualmente, são quase 600 dessas estruturas em todo o Distrito Federal. As plantas cultivadas no Viveiro I da Novacap dão origem a mais de 100 mil mudas por semana, das mais variadas espécies, que vão direto para as ruas. A escolha das espécies varia de acordo com cada local, adaptação das plantas ao ambiente e facilidade de manutenção. “As principais mudas de flores utilizadas são cravo (tagete), zinia, dália, camomila, sálvia, que possuem um ciclo de aproximadamente quatro meses, muito utilizadas por terem boa adaptação e florescimento pleno. São utilizadas também mudas perenes (longos ciclos) como, a barba de serpente, agapanthus, hemerocallis, dionela, entre outras", afirma Leticia Gomes, assessora do Departamento de Parques e Jardins. As plantas cultivadas no Viveiro I da Novacap dão origem a mais de 100 mil mudas por semana, das mais variadas espécies, que vão direto para as ruas A manutenção das áreas verdes inclui roçagem da borda da grama, retirada de plantas daninhas, adubação, replantio, irrigação e acompanhamento técnico constante. Furto de mudas é crime A Novacap pede o apoio da população para denunciar casos de furto e garantir a preservação desses espaços. Para reportar alguma situação criminosa, basta ligar para a ouvidoria da companhia, no telefone 3403-2626, ou na Polícia Civil, pelo número 197. *Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
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Área degradada no Parque Ecológico do Riacho Fundo começa a ser restaurada
Na manhã desta quarta-feira (12), começou uma nova etapa da recuperação de uma área de 34 hectares no Parque Ecológico do Riacho Fundo. Depois de dois anos de trabalho para controlar capins exóticos e preparar o solo, o local está sendo semeado com espécies nativas do Cerrado. Empreendida pelo Instituto Brasília Ambiental, a ação conta com recursos de compensação florestal voltados à restauração de áreas degradadas em unidades de conservação. Envolvendo plantio e tratamento do solo, a iniciativa favorece a recuperação do habitat de animais do Cerrado, bem como da vegetação nativa | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental “A compensação funciona justamente para isso: recuperar os impactos para que possamos continuar desenvolvendo, mas com sustentabilidade” Rôney Nemer, presidente do Instituto Brasília Ambiental O trabalho contempla controle e erradicação de espécies exóticas, aragem e gradagem do solo, construção de curva de nível para o controle de processos erosivos e semeadura de capins, arbustos e árvores, todas espécies nativas do Cerrado. Com a recuperação, diversas espécies de animais e plantas devem voltar a habitar o local. A ação também vai ajudar a proteger as nascentes do parque e melhorar a qualidade de vida da população que vive nas proximidades. “Entendemos que, para algumas coisas evoluírem, precisamos eventualmente gerar impactos no meio ambiente”, afirma o presidente do instituto, Rôney Nemer. “A compensação funciona justamente para isso: recuperar os impactos para que possamos continuar desenvolvendo, mas com sustentabilidade.” Parceria com a comunidade A ação também contou com a participação da comunidade, além de técnicos da Tikré Brasil Soluções Ambientais. “Sabia do tamanho do parque pela internet, mas não tinha vindo ao lado do Riacho Fundo II”, comentou a microempresária Nadja Rodrigues. “Esse parque é extremamente necessário para nossa sustentabilidade e para a preservação ambiental, que impacta diretamente na qualidade de vida, sobretudo diante das mudanças climáticas”. Para os brigadistas florestais, o plantio representa um reforço no combate a incêndios. “Em anos anteriores, tivemos muito combate ao fogo, provocado por ação humana devido à proximidade com o conjunto habitacional do Riacho Fundo II”, relatou o brigadista Célio Henrique, do Brasília Ambiental. “Este ano já registramos menos incidentes graças à vigilância prolongada da equipe, e esperamos reduzir ainda mais com a recomposição da vegetação”. [LEIA_TAMBEM]O chefe da brigada do Brasília Ambiental, Alisson Araújo, reforçou: “Estamos em um perímetro que abriga várias nascentes. Esse plantio vai permitir a volta da fauna e da flora, além de proteger as nascentes. Essa área sempre teve muito mato, o fogo começava aqui e se alastrava pelo parque. Com as novas composições vegetais, acredito que esse impacto será bem menor”. O parque O Parque Ecológico do Riacho Fundo possui cerca de 463,53 hectares entre o Riacho Fundo e o Riacho Fundo II. Criado para garantir a diversidade biológica da fauna e flora locais, o parque preserva o patrimônio genético e a qualidade dos recursos hídricos. A nascente do córrego Riacho Fundo está dentro da unidade, que abriga veredas, campos de murundus e espécies típicas do Cerrado, como copaíbas, imbiruçus e a Lobelia brasiliensis, espécie de flor que só existe no Distrito Federal. Além disso, o parque desenvolve projetos comunitários, como o Parque Educador (voltado a alunos da rede pública), o viveiro de mudas do Cerrado para recuperação de áreas degradadas e iniciativas agroflorestais e de hortas Panc (plantas alimentícias não convencionais). *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Safra de soja no DF tem expectativa de R$ 1 bilhão em renda
Nesta quarta-feira (5), o governador Ibaneis Rocha participou da abertura oficial do Plantio da Soja — Safra 2025/2026, evento que marca o início simbólico da plantação no Distrito Federal. A cerimônia reuniu dezenas de produtores rurais, lideranças do agronegócio e convidados, focando a importância da cultura da soja para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região. Mais de mil produtores cultivam a soja em aproximadamente 600 propriedades cadastradas no DF | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Atualmente, 1.031 produtores cultivam o grão em cerca de 600 propriedades cadastradas no Sistema de Informações em Defesa Agropecuária do Distrito Federal (Siagro DF). A cadeia da soja movimenta cerca de R$ 775 milhões por ano no DF e atende tanto ao mercado interno quanto ao externo. “Estamos muito otimistas com o aumento da área plantada e com o desempenho desta safra” Governador Ibaneis Rocha Segundo o governador Ibaneis Rocha, o Distrito Federal tem se destacado nacionalmente na produção de soja, especialmente pela qualidade das sementes cultivadas na região. “Mais de 40% do que é colhido aqui são sementes preparadas para outros produtores”, enumerou. “Vendemos para estados como Mato Grosso e oeste da Bahia, o que garante maior rentabilidade ao nosso agricultor”. O chefe do Executivo ressaltou que o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e da Emater-DF, tem oferecido todo apoio e infraestrutura necessários para fortalecer o setor. “A expectativa de renda com a soja neste ano é de cerca de R$ 1 bilhão, o que mostra a força e a produtividade do nosso agro”, apontou. “Estamos muito otimistas com o aumento da área plantada e com o desempenho desta safra”. Apoio a agricultores O governador destacou ainda o bom relacionamento com os produtores rurais e o compromisso do governo em apoiar tanto grandes quanto pequenos agricultores: “Temos trabalhado desde o incentivo às hortaliças e à cultura do mirtilo, que aumentou a renda das famílias, até o fortalecimento da bacia leiteira e da cadeia do vinho, que tem sido um grande sucesso. O ecoturismo também cresce muito nessa região, atraindo visitantes e diversificando a economia rural”. “Nossos produtos estão atravessando oceanos e levando o nome do Distrito Federal a novos mercados” Rafael Bueno, secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural As perspectivas para a safra 2025/2026 são positivas, com crescimento de 2% na área cultivada, que deve alcançar 90,2 mil hectares, e produção estimada em 331 mil toneladas de grãos, durante o período de plantio que abrange o fim de outubro e o início de novembro. As regiões de Pipiripau, Planaltina, Rio Preto, São Sebastião, Sobradinho e PAD/DF, segundo a Emater-DF, se destacam pela alta produtividade e pela adoção de boas práticas agrícolas, o que reforça o papel estratégico do DF no agronegócio nacional. Segundo o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, a sojicultura do DF tem se beneficiado especialmente do programa ProRural, que concede incentivos fiscais, como redução de ICMS e taxas de licenciamento ambiental. “Esse apoio dá competitividade ao produtor do DF, que consegue comercializar a soja com vantagens em relação a regiões do entorno, atraindo compradores e fortalecendo a economia rural”, explicou. Investimentos “Realizamos competições de variedades em parceria com os agricultores, sempre em busca das melhores opções de sementes e dos lançamentos mais promissores” Cleison Duval, presidente da Emater-DF Ele atribuiu esse bom desempenho à combinação de altitude favorável, controle fitossanitário e investimento em tecnologia. “A Defesa Agropecuária do DF tem atuado com eficiência no combate à ferrugem asiática, e isso tem estimulado a produção de sementes”, especificou. “Hoje, cerca de 40% da soja produzida no DF é destinada à produção de sementes, que possuem valor agregado superior. Fornecemos sementes para estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás, e até exportamos”. O secretário também lembrou que o Paquistão é o principal destino internacional da soja produzida no DF, o que demonstra o alcance da produção local. “Mesmo sem um volume tão grande quanto o de outros estados, o DF exporta soja de alta qualidade”, enfatizou. “Nossos produtos estão atravessando oceanos e levando o nome do Distrito Federal a novos mercados”. Na safra anterior (2024/2025), o DF registrou 88,4 mil hectares plantados, com produção total de 339,2 mil toneladas, o que representa um aumento de 13,4%. Ainda no ano anterior, o segmento representou 36,53% de participação na produção agrícola total do DF e 45,83% da participação na área agrícola. Apoio técnico Entre as políticas públicas e incentivos oferecidos para o produtor de grandes culturas pela Emater-DF estão o crédito rural e o acompanhamento feito pelo corpo técnico, além de capacitações oferecidas durante todo ano em diversas áreas. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, os técnicos da empresa acompanham os produtores rurais ao longo de todo o ano, oferecendo suporte em diversas etapas do cultivo. “Realizamos competições de variedades em parceria com os agricultores, sempre em busca das melhores opções de sementes e dos lançamentos mais promissores”, exemplificou. “Também orientamos sobre as práticas ideais de plantio e o ajuste das colheitadeiras, que é um processo técnico e essencial para garantir bons resultados”. Ronaldo Triacca, produtor de grãos e de uvas: “O Distrito Federal tem algumas das maiores médias de produtividade de grãos do país, o que movimenta a economia e gera empregos” Esse trabalho, lembrou Duval, envolve ainda o monitoramento hídrico, com orientações sobre o uso adequado da água em períodos de estiagem e o acompanhamento da umidade do solo. “É um conjunto de ações de apoio contínuo, que inclui também o controle de doenças e o manejo adequado das lavouras”, ilustrou. “Estamos sempre próximos dos produtores, oferecendo assistência técnica em todas as fases da safra”. O produtor rural Ronaldo Triacca, que cultiva grãos e uvas para a produção de vinhos finos com os irmãos, avalia que a safra deste ano deve ser positiva. “A expectativa é muito boa, porque a chuva chegou na hora certa”, afirmou. Segundo ele, o apoio da Seagri-DF e da Emater tem sido constante desde o início do PAD-DF, o que garante segurança e condições favoráveis para o trabalho no campo. Triacca lembrou que parte da produção de grãos é destinada à Coopa-DF, enquanto os vinhos são comercializados por meio do enoturismo na propriedade e em restaurantes renomados de Brasília. “O Distrito Federal tem algumas das maiores médias de produtividade de grãos do país, o que movimenta a economia e gera empregos”, observou. Para ele, o clima local favorece a diversidade de culturas e o desenvolvimento de diferentes atividades agrícolas. Produtividade comparada [LEIA_TAMBEM]A produtividade média da soja no DF é superior à registrada em outros estados produtores. No ciclo 2020/21, a média distrital foi de 3.743,6 kg/ha, enquanto a média nacional foi de aproximadamente 3.497 kg/ha, e Mato Grosso, maior produtor do país, registrou 3.448 kg/ha na mesma safra. A produção de grãos e cereais no DF bateu um recorde histórico, atingindo a marca de 1.042.328,09 de toneladas em 2024, um salto de 9,32% em relação às 953.498 toneladas da safra do ano anterior. O crescimento é fruto do aumento da área plantada e do número de produtores que investem no plantio das grandes culturas agrícolas. Dos alimentos produzidos na capital federal, a soja lidera, seguida pelo milho comum, com cerca de 272 mil toneladas; milho para silagem, com mais de 112 mil toneladas; e sorgo, com uma produção em torno de 87 mil toneladas.
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Começa a temporada dos ipês-roxos
Na SQN 216 (Asa Norte, Plano Piloto), um dos primeiros ipês-roxos do ano floriu nesta semana. A paisagem mudou, e quem convive de perto com a árvore se impressiona e admira. O porteiro José Avelino, de 70 anos, notou a transformação durante uma de suas caminhadas pela calçada. “Vi aquele ipê com flores muito lindas, fiquei feliz e lembrei logo do meu Nordeste”, afirma. “Encanta quem passa, principalmente quem vem de fora”. Estima-se que haja no DF aproximadamente 270 mil ipês, que florescem em estações específicas | Foto: Novacap A diarista Ana Rosa, 52, que costuma passar pela região a caminho do trabalho, também se emociona: “Fico apaixonada pelo roxo, pelo amarelo. Por todos. Quando está bem carregado, eu tiro fotos. Brasília fica mais linda nessa época”. Foi dada a largada para a temporada de ipês no Distrito Federal. A floração das árvores, aos poucos, colore a cidade. O primeiro a florir é o ipê-roxo, que já marca presença na Asa Norte. Em contraste com o céu seco do inverno, as flores de cores intensas chamam a atenção das pessoas, que costumam parar, admirar e registrar essa beleza memorável. Temporada colorida Também conhecido como ipê-bola, piúva, piúna, ipê-preto ou pau-d’arco, o ipê-roxo mostra sua beleza de maio a julho, podendo se estender até agosto. Sua madeira é resistente, e a casca espessa tem até 40 milímetros. Por volta de setembro, os frutos amadurecem, encerrando o ciclo. [LEIA_TAMBEM]De 2016 a 2023, foram plantados no DF 93.813 mudas de ipês variados no DF. Responsável pelo plantio e pela manutenção da arborização nas áreas públicas das regiões, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) conta com equipes profissionais da Diretoria das Cidades que garantem a preservação da paisagem, a segurança ambiental e o equilíbrio ecológico. Uma curiosidade é que o início da floração dos ipês praticamente coincide com o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, reforçando a importância de proteger as áreas verdes urbanas com responsabilidade. Aplicativo Para muitos, a relação dos brasilienses com os ipês envolve memórias, rotinas e até projetos de vida. É o caso da bióloga Paula Ramos Sicsú, que criou o aplicativo Ipês App durante a pandemia. Em meio ao isolamento, ela encontrou nas floradas uma fonte de inspiração. “Sempre amei os ipês”, conta. “Pensei em criar um espaço onde a comunidade pudesse compartilhar informações de como localizá-los, a fase da floração e saber se o local tem acessibilidade”. Gratuito e disponível na Apple Store e Play Store, o Ipês App permite localizar árvores floridas por tipo e estágio da floração, visualizar e postar fotos, curtir registros de outros usuários e até indicar estruturas próximas, como banheiros e bebedouros. É um mapa colaborativo que cresce conforme a comunidade participa. Nos próximos meses, outras cores tomam as ruas da capital. Depois dos roxos, vêm os ipês-amarelos, geralmente de julho e setembro, seguidos pelos de cor rosa e os brancos, por volta de agosto a setembro. Entre câmeras atentas e olhares emocionados, Brasília, aos poucos, se transforma em flor. *Com informações da Novacap
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Parque Ecológico do Riacho Fundo recebe primeiro plantio do ano
Na manhã deste sábado (18), o Parque Ecológico do Riacho Fundo recebeu uma ação da qual participaram servidores do Instituto Brasília Ambiental, da Novacap, da administração local, voluntários e moradores da região. Juntos, eles plantaram diversas mudas nativas do Cerrado, contribuindo para a recuperação da vegetação e o fortalecimento da biodiversidade. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer (de camiseta listrada) participou do plantio: “Esta ação é importante para a recuperação da vegetação e para sensibilizar a comunidade sobre o pertencimento” | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental O evento teve como objetivo conscientizar a comunidade sobre a importância do cuidado com o meio ambiente e o enfrentamento da crise climática. “O Cerrado é um bioma único e essencial, mas que enfrenta grandes ameaças”, afirmou o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. “Esta ação é importante para a recuperação da vegetação e para sensibilizar a comunidade sobre o pertencimento”. Comunidade unida A administradora do Riacho Fundo II, Ana Maria da Silva, reforçou a ação: “Precisamos cuidar dessa área, que também é nossa, ter zelo com ela e fazer a nossa parte para o meio ambiente”. Representantes do Brasília Ambiental anunciaram que ações semelhantes estão sendo planejadas para o futuro, visando envolver ainda mais a comunidade em atividades de recuperação ambiental. A participação de voluntários foi fundamental. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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STJ inaugura bosque com 2 mil mudas doadas e plantadas pelo GDF
O governador Ibaneis Rocha participou, na manhã desta quarta-feira (4), da inauguração do bosque do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O local foi feito com mudas doadas e plantadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e concluiu o projeto do arquiteto Oscar Niemeyer para o tribunal. Nova área verde foi construída de acordo com o padrão estabelecido pelo arquiteto Oscar Niemeyer | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “A gente tem investido muito no plantio de árvores, e esses bosques, que circundam essa região dos tribunais e que estão aqui às margens da L4, têm um significado muito grande, porque quase toda a população e todos que visitam a nossa cidade passam por aqui” Governador Ibaneis Rocha “Brasília chama a atenção de toda a população que reside aqui e daqueles que visitam a nossa cidade exatamente por conta do verde”, afirmou o governador. “Brasília é uma cidade verde, é uma cidade bonita — em que pese o clima nosso ser bastante árido, nós passamos períodos de seca aqui muito fortes. Então, a gente tem investido muito no plantio de árvores, e esses bosques, que circundam essa região dos tribunais e que estão aqui às margens da L4, têm um significado muito grande, porque quase toda a população e todos que visitam a nossa cidade passam por aqui.” Na semana passada, lembrou o gestor, o GDF acompanhou o replantio do Bosque dos Constituintes, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Agora estamos aqui no STJ, fazendo um trabalho para que as pessoas possam passear nas calçadas. Foi feito aqui 1,2 km de calçadas ao redor do bosque, e vamos fazer também algumas calçadas internas para se tornarem mais um ponto de visitação para a nossa população. Então, esse é um trabalho de cuidado com a cidade”. Reflorestamento “Tivemos a preocupação ambiental de ter, entre essas espécies do Cerrado, muitas espécies frutíferas para atrair aves e animais da região” Fernando Leite, diretor-presidente da Novacap O acordo para a criação do bosque foi firmado em setembro deste ano. Foram plantadas 2.080 mil mudas — 780 a mais que as 1,3 mil previstas originalmente. São 540 ipês-amarelos, 318 jequitibás-rosa, 161 ipês-brancos, 149 pitangueiras, 129 palmeiras-jerivás e 127 saboneteiras, entre outras árvores. “A ideia foi ter aqui espécies que possam florir de forma alternada o ano todo”, explicou o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite. “Tivemos a preocupação ambiental de ter, entre essas espécies do Cerrado, muitas espécies frutíferas para atrair aves e animais da região.” “O bosque está aliado a uma política de reflorestamento do DF”, pontuou o secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Semana passada, por ocasião do decreto do governador que instituiu o primeiro domingo de dezembro como os dias de plantio de uma muda nativa do Cerrado, nós fizemos uma grande ação com a Novacap, o Brasília Ambiental e outros órgãos, reflorestando vários parques do DF. A meta é que, durante um mês, a gente consiga fazer o plantio de mais ou menos 200 mil mudas.” Também participaram da cerimônia, entre outras autoridades, os secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha; de Governo, José Humberto Pires de Araújo; e de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, além da procuradora-geral do DF, Ludmila Lavocat Galvão, e de ministros do STJ. Ampliação Originalmente, Oscar Niemeyer projetou a sede do STJ, inaugurada em 1995, com quatro blocos. Com o tempo, houve a necessidade de ampliar o espaço. Essa ampliação também foi projetada por Niemeyer e aprovada em 2008 junto ao Governo do Distrito Federal (GDF). O bosque integra esse projeto de ampliação, junto a um novo bloco, que tem três andares e dois subsolos para garagem, em uma área total de 14 mil m². “Este empreendimento coletivo que nós estamos fazendo não é para o STJ, é para Brasília”, ressaltou o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin. “E é, na verdade, para as gerações futuras. Um pouco que nós podemos dar de recuperação do Cerrado, que estamos perdendo rapidamente”. A técnica judiciária Fernanda Zago foi convidada para a inauguração: “Ver esse movimento de reflorestamento, que eu acho que deveria acontecer em todo o Brasil, cada vez mais, é uma felicidade muito grande” Durante a cerimônia, houve o plantio simbólico de mudas. Além das autoridades, foram convidados para a ação alguns servidores do tribunal. A técnica judiciária Fernanda Zago foi uma delas. “Sou servidora da casa há 12 anos, e o tribunal me proporcionar esse momento foi incrível, porque eu sempre fui muito ligada ao meio ambiente; sempre falo que, se eu não estivesse na cadeira de rodas, estaria lá no Greenpeace protegendo as baleias”, destacou. “A gente precisa da natureza, e, infelizmente, o ser humano a está destruindo. Então, ver esse movimento de reflorestamento, que eu acho que deveria acontecer em todo o Brasil, cada vez mais, é uma felicidade muito grande”.
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Plantio de 1.850 mudas renova a paisagem da Hélio Prates, em Taguatinga
Quem passa por Taguatinga pode notar uma nova paisagem se formando ao longo da Avenida Hélio Prates, com a presença de palmeiras e a implantação de canteiros centrais. A iniciativa é parte do projeto de paisagismo do Governo do Distrito Federal (GDF), que iniciou o plantio de 1.850 mudas ao longo do trecho entre o Pistão Norte e a Avenida Samdu, uma das principais avenidas comerciais da cidade. O GDF investe mais de R$354 mil para o paisagismo na região | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Além da estética, o verde traz mais qualidade de vida para a região. “É importante ter árvores para diminuir o calor, proporcionar sombra e trazer mais harmonia para a cidade”, comenta Fátima Alves Matos, 64 anos, moradora de Taguatinga há mais de 15 anos. “Quando arrancaram as árvores, eu fiquei chateada, mas com o novo plantio fiquei animada. Está ficando tudo muito bonito.” O GDF investe mais de R$354 mil para o paisagismo na região, executado por empresa contratada pela Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF), com o contrato de nove meses – três para plantio e seis para conservação. Para o administrador de Taguatinga, Renato Andrade dos Santos, a iniciativa é um complemento das obras realizadas na Hélio Prates. “A ação ajuda a trazer uma estética diferente para nossa cidade. É uma junção com as grandes obras que o governador Ibaneis fez na Hélio Prates. Foi exatamente para trazer o conjunto da obra completa”, descreve. Fátima Alves Matos, 64 anos, moradora de Taguatinga: “É importante ter árvores para diminuir o calor, proporcionar sombra e trazer mais harmonia para a cidade” Preservação e sustentabilidade O administrador reforça a importância da arborização para o bem-estar local, especialmente em um contexto de mudanças climáticas: “Trazer mais verde para a cidade é fundamental,” ressalta o administrador regional. “Com a rede de parques e áreas verdes de Taguatinga, é natural que o paisagismo acompanhe as obras da região.” Segundo Letícia Gomes, engenheira agrônoma da Novacap, o projeto conta com 3.332 m² de grama do tipo batatais e espécies adaptadas ao clima da cidade, como palmeiras guariroba e jerivá, além de alamandas e canna. “Escolhemos espécies mais resistentes à seca, que causam menos impacto ambiental,” explica Letícia.
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Recomposição de Áreas Protegidas será definida por edital de seleção pública
O Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, lançam nesta quinta-feira (31) o edital de seleção pública, de fornecimento de insumos e mão de obra para produção, plantio, manutenção e monitoramento de mudas de espécies nativas do Cerrado. “Estamos prevendo o plantio de 100 mil mudas e a expectativa é a de que, pelo menos, 100 propriedades serão beneficiadas com o Reflorestar” Rôney Nemer, presidente do Brasília Ambiental Para o presidente do instituto, Rôney Nemer, as condicionantes são uma garantia de que o meio ambiente será preservado: “Assim como tudo em nossa vida é condicionado, os licenciamentos ambientais e supressão de vegetação estão condicionados a uma compensação por parte do interessado. Estamos prevendo o plantio de 100 mil mudas e a expectativa é a de que, pelo menos, 100 propriedades serão beneficiadas com o Reflorestar”. As instituições interessadas em participar do certame deverão realizar cadastro e habilitação por meio do site da Fundação Banco do Brasil, para obtenção de login e senha (o qual será encaminhado para o e-mail informado). De posse do login e senha, deverá ser realizado o cadastramento no Sistema de Gerenciamento de Projetos – SGP, neste endereço eletrônico, com inclusão da documentação. A segunda etapa do processo seletivo consistirá na elaboração, inclusão, análise e na seleção da proposta. Será selecionada uma única proposta de projeto. O apoio se dará por meio da celebração de convênio de cooperação financeira, entre a instituição proponente selecionada e a Fundação BB. *Com informações do Brasília Ambiental
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Floração simultânea de ipês embeleza as ruas do Distrito Federal
Protagonistas nas ruas do Distrito Federal por embelezar ainda mais o Cerrado, segundo maior bioma do país, os ipês de cores diferentes tiveram as florações praticamente ao mesmo tempo este ano, com flores roxas, amarelas, brancas e rosas em diversos pontos da cidade. Tudo graças às alterações de clima e tempo registradas em 2024. Com cores variantes, espécies se destacam durante a seca e compõem um verdadeiro cartão-postal de Brasília | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília “A ordem costuma ser roxo, amarelo, rosa, branco e, por último, verde – mas a floração dessas cores quase que ao mesmo tempo pode se dar por influências climáticas, incidência de chuvas e temperaturas” Maria Cristina de Oliveira, bióloga De acordo com a bióloga Maria Cristina de Oliveira, professora da Universidade de Brasília (UnB), é normal que os ipês fujam do cronograma previsto de floração devido às condições climáticas: “Eles têm um padrão, mas não é uma regra, porque há outras questões que podem estar influenciando isso. A ordem costuma ser roxo, amarelo, rosa, branco e, por último, verde – mas a floração dessas cores quase que ao mesmo tempo pode se dar por influências climáticas, incidência de chuvas e temperaturas”. No DF, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é a encarregada pela coleta, o beneficiamento – técnicas para realizar a retirada de materiais indesejáveis, como sementes vazias, imaturas e quebradas – e o semeio. Atualmente são cerca de 270 mil ipês, de diversas cores, por toda a cidade. A previsão é de introduzir mais 40 mil mudas pelo Distrito Federal ainda neste ano. Dos 40 mil ipês com plantio previsto para este ano no DF, 20 mil são da cor amarela | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília Para garantir a diversidade dos ipês plantados, as equipes da companhia percorrem outros estados em busca de novas sementes. “Cinco vezes por ano nós vamos a Minas Gerais e Goiás fazer expedições de coletas para diversificar o nosso banco e pegar outras matrizes”, explica Janaína Gonzales, chefe da Divisão de Agronomia do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap. “Isso é importante para manter a população de espécies distintas e trazer mais diversidade às plantas daqui”. Estratégia para polinização Durante a seca, as árvores desprendem suas folhas, enquanto a floração toma conta da paisagem | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília 100 mil Número de árvores a serem plantadas pela Novacap no DF até o final deste ano Os ipês são árvores que se destacam pela resistência à seca e flores de cores vibrantes, que desabrocham no período de seca, quando muitas outras plantas estão sem folhas. Para sobreviver aos seis meses de estiagem, essas árvores desprendem suas folhas na estação seca para reduzir a perda de água por meio da evapotranspiração. Cartão-postal do DF, o ipê possui raízes profundas que conseguem acessar fontes de água subterrâneas, permitindo que sobrevivam mesmo em condições de estiagem prolongadas. As cores, variando entre amarelo, roxo, verde, rosa e branco, são importantes para atrair polinizadores como as abelhas. A floração na seca faz com que os ipês se tornem ainda mais chamativos, já que, nesta época do ano, poucas plantas estão florindo. Essa estratégia maximiza as chances de reprodução da planta. “Os frutos formados começam a cair com o início da chuva, dispersando as sementes e favorecendo a germinação para um novo indivíduo”, ilustra Maria Cristina. “No período chuvoso, essa planta vai crescer, e, na próxima seca, ela estará estabelecida no solo, absorvendo água e sais.” Os ipês são tombados como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, e o seu cultivo não para. Das 100 mil árvores que serão plantadas pela Novacap até o final deste ano, 40 mil são ipês – desses, 20 mil amarelos e os demais divididos entre outros tipos da espécie. A meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é chegar a um milhão de árvores.
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Manutenção de árvores no DF tem investimento de mais de R$ 50 milhões em 2024
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) aumentou o investimento em serviços para manutenção da arborização do Distrito Federal. O valor destinado a essa atividade para este ano é de R$ 51.405.557,08. Em nível de comparação, em 2023 foram destinados R$ 44.764.672,13 e, no período anterior, de R$ 41.229.885,62. A Novacap já realizou, neste ano, mais de 48 mil intervenções arbóreas nas regiões administrativas do DF | Fotos: Kiko Paz/Novacap “É um serviço continuado e, com o crescente aumento da quantidade de mudas plantadas nas cidades, a tendência é seguir aumentando”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite, ao lembrar que, neste ano, a meta é plantar cerca de 100 mil mudas. Em 2024, a Novacap realizou um total de 48.498 intervenções arbóreas nas regiões, sendo 40.531 podas, 5.011 supressões e 2.956 remoções de árvores mortas ou caídas. Regiões como Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga e Planaltina, entre outras, são as que mais demandam por serviços, como podas, erradicações e manutenções diversas nas áreas verdes. “Vale destacar, porém, que a arborização do DF precisa crescer livremente, dentro dos padrões de segurança”, frisou Fernando Leite. A poda e, eventualmente, o corte de árvores, são fundamentais quando há risco à população, como queda de galhos grandes ou árvores; ou comprometa a própria estrutura da vegetação. O serviço de manutenção arbórea nas áreas públicas urbanas é de total responsabilidade da Novacap, realizado por pessoal próprio ou por equipes contratadas. O cidadão não deve fazer esse tipo de intervenções por conta própria nas áreas públicas. Para solicitar a intervenção junto ao poder público, basta entrar em contato com a Ouvidoria pelo número 162. Os especialistas vão ao local avaliar a situação e providenciar o serviço, quando necessário. *Com informações da Novacap
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Mais de 2 mil árvores já foram plantadas para substituir antigos pinheiros do Parque da Cidade
Uma nova paisagem já está em crescimento no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. O lugar, antes ocupado pelos pinheiros retirados por questões de segurança, agora é um berçário repleto de novas mudas nativas do Cerrado brasiliense. São 2 mil mudas de 65 espécies nativas que mudarão a paisagem do local quando crescerem, seguindo o plano original de paisagismo do parque elaborado por Roberto Burle Marx. São 2 mil mudas de 65 espécies nativas que mudarão a paisagem do local quando crescerem | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília O Governo do Distrito Federal (GDF) finalizou o plantio das novas árvores em março. De acordo com o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Oliveira, mesmo que demore alguns anos para que as árvores cresçam e deem sombra, o crescimento das mudas está dentro da expectativa e elas estão sendo monitoradas constantemente. “O crescimento dessas espécies não é tão acelerado como seria um bosque de pinos, mas estamos fazendo um tratamento diferenciado para que em cinco anos já tenham espécies que promovam um sombreamento e a população consiga usufruir”, destaca o gestor. Ele estipula que a plenitude das árvores será alcançada em torno de dez anos. Segundo o responsável pelo replantio do bosque, as equipes fazem o acompanhamento de combate de pragas e formigas semanalmente, além da manutenção da área limpa, controle da vegetação, irrigação, manejo e adubações periódicas para que haja um crescimento acelerado. O Governo do Distrito Federal (GDF) finalizou o plantio das novas árvores em março. De acordo com o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Oliveira, mesmo que demore alguns anos para que as árvores cresçam e deem sombra, o crescimento das mudas está dentro da expectativa e elas estão sendo monitoradas constantemente Durante um passeio de bicicleta próximo ao Estacionamento 4 do Parque da Cidade, onde é possível ver as novas mudas, o programador Guilherme Neves Souza, 29, disse ter boas expectativas sobre a nova paisagem. “Eu estou bem animado com o que pode vir a ser, porque aqui é um lugar muito típico de Brasília. Eu acho que é importante essa renovação, porque os pinheiros não eram nativos daqui. Voltar a ter esse espaço lembra o que a gente realmente é aqui, essa área que é o Cerrado mesmo, uma minissavana muito bonita”, acentua. Sem risco de queda Dentre as 65 diferentes espécies plantadas estão 100 copaíbas, 25 louros pardos, 25 aroeiras vermelhas, 18 mudas de pau- brasil, dez tamarindeiros, seis pequizeiros, 30 pitangueiras, 296 palmeiras e mais de 800 ipês – sendo eles roxos, brancos e de diferentes tipos de amarelo. Os ipês são as árvores favoritas do aposentado Sergio Neves, 73, que diz já ter plantado quatro na região. Para ele, a espera pelo crescimento das árvores faz parte do processo de arborização. “Eu estou aguardando a floração dos que eu plantei há sete anos já, então essa esfera aqui não me traz nenhuma preocupação, é assim mesmo”. Sergio, que costuma correr no parque e sempre passa pela área onde as novas mudas foram plantadas, descreve a providência tomada na região como necessária para a segurança da população. O bosque já foi 100% replantado, com a retirada dos tocos está em 80%. Raimundo frisa a importância do trabalho de remoção dos pinheiros e a troca pelas novas árvores plantadas, que podem chegar até três metros e possuem baixos índices de queda. “Além da redução de risco das quedas de árvores que tinham mais de 20 metros de altura, hoje devolvemos para a área espécies adequadas do cerrado com um comportamento ideal para o clima de Brasília. Nossa intenção é que o bosque contemple o projeto inicial do parque”, observa o representante da Novacap. O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, reforça que o parque não receberá nenhum evento de grande porte na área renovada até que as mudas tomem corpo, uma decisão tomada para não atrapalhar o desenvolvimento da nova vegetação. “Agora vamos ter de fato árvores nativas que vão trazer mais segurança para os nossos frequentadores”, afirma.
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Projeto De Cara Nova começa a eliminar lixões no Guará
Antigos pontos de descarte irregular de lixo serão transformados em áreas verdes por meio do projeto De Cara Nova, lançado nesta sexta-feira (8) em terreno próximo à ciclovia que liga a QE 38 às novas quadras (QEs 50 a 58) do Guará. A iniciativa é fruto de parceria da administração regional com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Equipes do SLU e da Administração do Guará ajudam a renovar, com plantio e recolhimento de resíduos, terreno que era um lixo a céu aberto; população pode colaborar com sugestões | Foto Thiago Franco/Administração do Guará Na semana passada, o Governo do Distrito Federal (GDF) recolheu mais de 50 toneladas de entulhos, restos de obras, pneus, embalagens plásticas e móveis velhos no local em que o projeto foi lançado. A ação prevê a recuperação total do espaço, com a plantação de mudas de árvores e grama. Outro objetivo é o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. De acordo com o administrador do Guará, Artur Nogueira, a QE 40 e outro ponto também na QE 38 serão os próximos espaços que receberão a ação. “Começamos esse projeto pela QE 38, mas outras quadras também serão contempladas já nas próximas semanas”, adianta o administrador do Guará, Artur Nogueira. “Inclusive, convidamos a comunidade a indicar novos locais que atualmente são pontos de descarte irregular de lixo, mas que podem ser transformados em áreas verdes.” Conscientização Um dos principais objetivos do projeto De Cara Nova é a conscientização ambiental da população. Além da remoção de resíduos e do plantio de mudas, haverá instalação de placas orientando sobre as penalidades a quem pratica descarte irregular e indicando locais corretos para deixar lixo. O Guará conta com dois papa-entulhos, localizados na QE 42 e na QE 25. No fim do ano passado, a cidade também ganhou seis novos papa-lixos, que foram instalados nas QE 2, 38 e 40, no Polo de Moda, na QI 9, e no Setor Lucio Costa. A população pode ajudar na campanha, indicando à administração novos locais que precisam do serviço ou ligando para o número 162 para encaminhar sugestões.
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Plantio de 3 mil mudas resgata projeto de Burle Marx no Parque da Cidade
O Bosque dos Pinheiros, no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, começa a tomar cara nova. Após retirar os pinheiros por questões de segurança dos frequentadores, o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou o plantio de três mil mudas de espécies nativas do Cerrado. A medida faz parte das ações de recuperação do segundo maior parque urbano do mundo e resgata o projeto original do paisagista Roberto Burle Marx. Árvores de diferentes espécies do Cerrado serão plantadas no lugar dos pinheiros, que apresentavam problemas | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília [Olho texto=”“Essa área vai voltar a ser um cartão-postal de nossa cidade – porém, a partir de agora, com um DNA tipicamente candango, por meio dessas espécies que vão colorir o bosque” ” assinatura=”Governador Ibaneis Rocha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Para marcar a nova etapa do parque, o governador Ibaneis Rocha iniciou o plantio das espécies nesta quinta-feira (25) junto à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), responsável pela ação. Para a área dos pinheiros – superior a seis campos de futebol – estão previstos exemplares de pau-brasil, acácia, ipê, bromélia, copaíba, jacarandá, palmeira e outras espécies produzidas nos viveiros da Novacap. Desta forma, o GDF aproxima o Cerrado dos mais de 14 mil frequentadores do local durante a semana e dos mais de 37 mil nos finais de semana. “Vamos ter aqui em Brasília um bosque nativo, um bosque bastante bonito que vai ajudar ainda mais a vida aqui no Parque da Cidade, que é um local muito visitado pela população, muito apreciado por todos do DF e aqueles que vêm de fora também; é uma grande oportunidade para a cidade se renovar”, afirmou o governador Ibaneis Rocha durante o evento. “Essa área vai voltar a ser um cartão-postal de nossa cidade – porém, a partir de agora, com um DNA tipicamente candango, por meio dessas espécies que vão colorir o bosque”, reforçou o presidente da Novacap, Fernando Leite. A professora Maria Libana Bezerra comemorou: “Foi excelente essa iniciativa do governo, porque vai proporcionar à população mais um local com sombra, bem agradável” Frequentadora do Parque da Cidade, a professora Maria Libana Bezerra elogiou o trabalho: “Foi excelente essa iniciativa do governo, porque vai proporcionar à população mais um local com sombra, bem agradável. Antes não eram espécies do Cerrado, e agora teremos essas que representam Brasília. É um privilégio esse parque, e o GDF tem dado grande importância a essa melhoria. Temos visto o parque numa transformação”. Relembre o caso [Olho texto=”“Esse replantio é muito significativo na composição da história do Parque da Cidade” ” assinatura=”Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer” esquerda_direita_centro=”direita”] A decisão de retirar os pinheiros foi tomada pelo grupo de trabalho composto pela Novacap, Instituto Brasília Ambiental, Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) – que administra o Parque da Cidade. Para tanto, foi elaborado um plano de manejo que definiu todo o cronograma e a substituição das espécies. Muitos desses pinheiros, que possuíam em média 27,7 metros de altura, apresentavam risco de queda, rachaduras, buracos, ferimentos, fungos, brocas e cupins, entre outros problemas. Segundo técnicos, as árvores foram feitas para durar 20 anos no local, e muitas acumulavam 40 anos. A remoção começou em agosto de 2023, com a supressão de 1.628 pinheiros, seguida pela retirada total, em novembro. A Novacap foi a executora dessas ações. O material foi armazenado e será destinado a leilão público, enquanto os recursos serão encaminhados ao Tesouro do Distrito Federal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Esse replantio é muito significativo na composição da história do Parque da Cidade”, aponta o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “É resgatar o projeto de paisagismo de Burle Marx e ao mesmo tempo garantir aos frequentadores uma área mais arborizada com espécies nativas de nossa região, além da segurança de quem passa pelo parque.” Tecnologia e informação O plantio traz outra novidade, aliada à tecnologia e permitindo uma jornada ambiental aos frequentadores do parque: as árvores serão identificadas com QR codes exclusivos. Ao direcionar a câmera do celular para esses códigos, as pessoas terão acesso às principais informações sobre cada espécie. Desde o nome científico até a época de floração e colheita dos frutos, tudo estará ao alcance da tela. A inclusão de imagens detalhadas, que abrangem todas essas informações, facilitam a identificação futura de outras árvores da mesma espécie. * Com informações da Novacap
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Plantio comunitário beneficia o Parque Ecológico de Santa Maria
Por meio de parceria com a organização não governamental (ONG) Serviço de Paz, Justiça e Não Violência (Serpajus), a Administração Regional de Santa Maria tem mobilizado sua equipe em uma ação de plantio no parque ecológico da cidade e na nascente do Ribeirão de Santa Maria. A iniciativa conta com apoio da Novacap, da UnB e da Coordenação Regional de Ensino de Santa Maria. Ação envolve a participação de toda a comunidade | Foto: Divulgação/Ascom Santa Maria Já foram concluídas três etapas do trabalho, totalizando o plantio de 250 mudas nativas do Cerrado – a meta é atingir mil mudas plantadas. É um movimento que envolve toda a comunidade de Santa Maria, como os alunos do Centro Educacional 310 e da Escola Sargento Lima, que vêm participando ativamente das ações. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Um mapeamento prévio do parque apontou como prioritária na ação a área do ribeirão, que se encontra degradada e, agora, passa a ter manutenção contínua. Com uma área de mais de 50 hectares, o Parque Ecológico de Santa Maria recebe cerca de 8 mil visitantes por mês, estando aberto diariamente das 6h às 22h. *Com informações da Ascom Santa Maria
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DF recebeu mais de 100 mil intervenções arbóreas em 2023
Entre manutenção, corte e poda de árvores, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) fez mais de 100 mil intervenções este ano em todo o Distrito Federal (DF). Trata-se de um serviço feito diariamente nas regiões com o objetivo de manter a segurança do cidadão, principalmente neste período de chegada das chuvas e, também, com foco em manter a integridade física e a saúde da árvore. Desde o início do período de chuvas, no fim de setembro, foram registradas 152 intervenções por conta das tempestades, sendo 91 delas em árvores caídas, 56 galhos caídos e uma supressão devido à ação de chuvas. Intervenção em árvores é um serviço feito diariamente nas regiões com o objetivo de manter a segurança do cidadão | Foto: Kiko Paz/Novacap “Partimos do princípio de que a arborização de Brasília tem que crescer de uma forma livre e com o mínimo de intervenção humana possível, desde que não cause risco às pessoas e nem a ela própria”, explica o chefe de Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva. De acordo com o especialista, esse trabalho preventivo pode e deve ter o suporte da comunidade. “Quando o cidadão perceber, em área pública, uma árvore excessivamente inclinada, com galhos mortos ou com indícios de podridão, é fundamental entrar em contato com a Ouvidoria”, orienta Raimundo, ao pedir que esse relato ocorra por meio do telefone 162, via www.participa.df.gov.br e junto às próprias administrações regionais. “Depois disso, encaminhamos um técnico ao local, onde é feita uma análise para saber se há a necessidade de alguma intervenção”, complementa. A avaliação consiste na análise da saúde da árvore, conferindo se há situações como rachaduras no tronco e fungo na base, e também nos riscos para a comunidade, como a queda de galhos. Anualmente, a Novacap tem seu programa de arborização, onde o plantio é feito em todas as regiões administrativas do DF | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Porém, quando se tratar de estruturas a menos de três metros ou tocando a rede elétrica, a recomendação é acionar a Neoenergia, que tem o conhecimento técnico e os equipamentos necessários para essas situações. Anualmente, a Novacap tem seu programa de arborização, onde o plantio é feito em todas as regiões administrativas do DF. Sendo, a última etapa realizada, apenas depois de toda a infraestrutura implantada. Além disso, o órgão orienta a população a não plantar em área pública. O plantio e a manutenção da arborização devem ser feitos apenas pela Novacap. Diariamente, as equipes circulam pelo Distrito Federal para garantir que o serviço seja feito. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] No próprio local da poda é feita a trituração das folhas secas e dos galhos por um equipamento acoplado na traseira de um caminhão. O destino desse material despedaçado, juntamente com os troncos de médio e grande portes, é o Viveiro II da Novacap, localizado no Setor de Oficina Norte (Sofn). Ali, o fluxo de chegada e saída desse material é intenso o dia todo. É no Viveiro II da Novacap que são feitos o processo de transformação dos resíduos vegetais em composto orgânico e o armazenamento de madeira para leilão. *Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)
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Atividade do Dia de Campo da Mandioca atrai mais de 250 pessoas
Mais de 250 pessoas, entre produtores e interessados no tema, participaram nesta terça-feira (10) do Dia de Campo sobre Produção e Processamento de Mandioca de Mesa no Distrito Federal. Promovido pela Emater-DF e pela Embrapa Cerrados, o evento abordou questões como manejo do solo e plantio, cultivo irrigado sob cobertura plástica do solo, manejo de plantas daninhas, processamento de raízes, entre outras questões. [Olho texto=”“Essa junção de esforços é o que faz com que as coisas funcionem de fato. Hoje, aqui, é o resultado de um trabalho conjunto, de uma vitrine tecnológica no espaço da Emater-DF na AgroBrasília, mostrando aos produtores o quanto essa nova genética desenvolvida pela Embrapa pode trazer de resultado em produtividade e aumento da renda no campo”” assinatura=”Cleison Duval, presidente da Emater-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] Atualmente, o Distrito Federal tem cerca de 1,6 mil produtores rurais que cultivam mandioca em uma área de 905 hectares. No último ano, a produção foi de aproximadamente 18 mil toneladas, o que rendeu um valor bruto de produção de R$ 28 milhões. Com a cultivar BRS 429, desenvolvida pela Embrapa Cerrados e apresentada aos produtores no evento, a expectativa é dobrar a produção, uma vez que a cultivar apresenta alta qualidade e produtividade, se adotadas as Boas Práticas Agrícolas durante o cultivo. Ao final da atividade, foram distribuídas manivas-sementes da variedade aos participantes. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou a importância do trabalho conjunto. “Essa junção de esforços é o que faz com que as coisas funcionem de fato. Hoje, aqui, é o resultado de um trabalho conjunto, de uma vitrine tecnológica no espaço da Emater-DF na AgroBrasília, mostrando aos produtores o quanto essa nova genética desenvolvida pela Embrapa pode trazer de resultado em produtividade e aumento da renda no campo.” O evento, no espaço da Emater-DF na feira agropecuária, contou com produtores do DF, Minas Gerais e Goiás, além de estudantes e pessoas interessadas no tema | Foto: Divulgação/Emater-DF A atividade foi realizada no espaço da Emater-DF na feira agropecuária e foi dividida em apresentações temáticas, onde também foram demonstradas a qualidade da BRS 429 e a competência da tecnologia desenvolvida pela Embrapa Cerrados. “Essa é uma cultura que é a cara da brasilidade. O objetivo conjunto da Embrapa e da Emater-DF é aumentar o número de produtores e ampliar a produção com qualidade e garantia de genética”, destacou a diretora-executiva de Pessoas, Serviços e Finanças da Embrapa, Selma Lúcia Beltrão. O evento contou com produtores do DF, Minas Gerais e Goiás, além de estudantes e pessoas interessadas no tema, como Helena Rosa, 59 anos, que disse estar ingressando em uma cooperativa que está com projeto de plantio de mandioca. “Viemos pegar todo tipo de informação para a gente vê o que vamos desenvolver. O conhecimento é o que faz a coisa acontecer. Sem conhecimento, a gente não chega a lugar nenhum”, afirmou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] As irmãs Maria de Lourdes e Regilene Santa Cruz, ambas produtoras de frutas e hortaliças em São Sebastião, no Morro da Cruz, disseram que vão investir no cultivo. “Participar desse Dia de Campo deu uma nova visão de como plantar, e plantar da forma correta a mandioca. Amamos o Dia de Campo. Já estamos com a cabeça a mil e queremos plantar de imediato. Como a gente não conhecia nada, tudo que foi dito aqui foi muito aproveitado”, ressaltou Maria de Lourdes. O Secretário de Agricultura, Fernando Antonio Rodriguez, falou sobre a importância de levar tecnologias que aumentem cada vez mais a produtividade pensando também na sustentabilidade da produção. Ele também falou sobre a importância de articular acordos de cooperação para implantar as políticas prioritárias para o homem do campo. “Para a gente é muito importante ter aqui no parque esse espaço de pesquisa e ser vitrine desse projeto que propõe mudar a realidade da produção de mandioca em nosso país”, disse a coordenadora das ações institucionais da AgroBrasília, Lydia Costa. “A transferência de tecnologia é muito importante dentro do papel de inovação. Não existe inovação sem transferência e sem tecnologia”, apontou o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro. *Com informações da Emater-DF
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Junho abre a temporada de ipês no Distrito Federal
?Roxos, rosa, amarelos, brancos… Chegou a época do ano em que o brasiliense tira o celular do bolso para fazer fotos em tudo quanto é rua e parque do Distrito Federal. Sim, está aberta a temporada dos ipês! Ipês amarelos são sempre associados à imagem da capital federal | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília ?A árvore de grande porte nativa do Brasil virou símbolo da capital federal. Hoje, existem cerca de 270 mil ipês de cores variadas espalhados por todas as regiões administrativas. A próxima temporada de plantio começa em outubro, quando a Novacap passa a colorir a cidade com outras 40 mil mudas em todo o DF. ?“Coletamos as sementes de matrizes que são cultivadas em um raio de 400 km, área que pega o Distrito Federal e parte do Entorno”, conta o diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva. “Essas árvores são acompanhadas ao longo do ano, com técnicos sempre de olho na ocorrência de qualquer praga ou fungo.” Florações Variedades no tom roxo são as primeiras a aparecer nesta temporada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília ?As sementes passam por um processamento antes do cultivo. Quando as mudinhas completam três anos de manejo, saem dos viveiros da Novacap para serem plantadas. “Elas vão [para o plantio] em um porte que varia de 80 cm a 1,5 m”, afirma Raimundo. “É a partir do terceiro, quarto ano que as árvores já começam a florir”. Na estação em que florescem, ipês de Brasília apresentam diferentes colorações | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília ?O festival de cores oferecido pelos ipês começa em junho, com a floração da variedade roxa. Porém, Raimundo observa que, neste ano, as baixas temperaturas anteciparam o aparecimento das flores. “O frio quebra a dormência da planta e estimula a florada, por isso já podemos ver alguns ipês floridos ainda em maio”, explica. ?Confira abaixo os meses e a duração de florada de cada uma das variedades de ipê. Arte: Agência Brasília
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