DF registra alta de 31% nas cirurgias e amplia ações na saúde
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal é a unidade da Federação com maior crescimento no número de cirurgias eletivas de 2025 para este ano. Segundo o Ministério da Saúde, foram 100.478 procedimentos neste ano, contra 76.615 registrados em 2025, alta de 31,2%. O resultado coloca o DF à frente de estados como Sergipe, Paraíba e Bahia, que registraram crescimento de 25%, 23% e 20%, respectivamente. O dado foi apresentado pela governadora Celina Leão, nesta terça-feira (6/10), em reunião com representantes de hospitais privados credenciados à rede pública, no Palácio do Buriti. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com a chefe do Executivo, o aumento está relacionado à ampliação da oferta de procedimentos na rede pública e à contratação dos serviços na rede privada. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente. Isso é fruto de um trabalho grande nosso, das cirurgias que nós estamos fazendo no privado, da complementaridade, daquilo que estava na fila havia muitos anos, que nossa rede pública não tem condição de suportar”, salientou. Celina Leão reforçou que o principal objetivo do governo é reduzir o tempo de espera pelos procedimentos. “A gente sabe que essas pessoas iriam esperar muito tempo na fila, porque você não consegue crescer a rede pública do dia para a noite. Mas, ao mesmo tempo que nós fazemos a complementaridade, nós temos investimento em mais cinco novos hospitais, sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs), das quais cinco entregues neste ano ainda”, disse. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que o acompanhamento das filas precisa ser permanente, já que a demanda é renovada diariamente. Segundo ele, o uso de dados permite identificar os principais gargalos e direcionar a oferta de procedimentos conforme a necessidade. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas. Isso mostra que esses projetos estão dando resultado e que, com a ajuda da rede privada, podemos continuar mudando essa realidade no Distrito Federal”, declarou. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas", afirmou Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF Durante a reunião, a governadora também anunciou a destinação de R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas eletivas e o repasse de R$ 46 milhões aos hospitais privados credenciados à rede pública do DF. Além disso, a chefe do Executivo comunicou a integração dos sistemas de regulação de saúde do Distrito Federal e de Goiás. O projeto está em processo de licitação e prevê a comunicação entre os sistemas dos dois estados, para que pacientes regulados simultaneamente pelas duas redes possam ser identificados nos sistemas.
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Unidade móvel faz coleta de sangue de doadores em Sobradinho II nesta quinta-feira (9)
O agendamento para os voluntários já está disponível no site. A equipe também atenderá doadores não agendados, conforme a capacidade máxima de atendimento. Doadores precisam ter entre 16 e 69 anos e pesar acima de 51 kg; menores de idade precisam de autorização | Foto: Divulgação Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos — menores de idade precisam de autorização —, pesar acima de 51 kg, estar alimentado e apresentar documento oficial com foto. Em caso de dúvidas, a população pode consultar o site ou enviar uma mensagem para o WhatsApp (61) 99136-2495.
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Mais 12 mil unidades de Implanon estão disponíveis na rede pública de saúde do DF
Mais 12 mil unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel (Implanon) chegaram às unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal. O novo lote soma-se às remessas anteriores disponibilizadas previamente pelo Ministério da Saúde, de 15,6 mil dispositivos. O Implanon é o mais recente método contraceptivo incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. A rede pública de saúde do DF começou a ofertar o método em fevereiro. Mais de sete mil usuárias entre 14 e 49 anos já foram beneficiadas pela inserção do Implanon, que ocorre em todas as UBSs. Mais de sete mil usuárias entre 14 e 49 anos já foram beneficiadas pela inserção do Implanon, que ocorre em todas as UBSs | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Saúde da Mulher No DF, os resultados da política pública com foco na Saúde da Mulher mostraram-se positivos. “Temos tido uma procura expressiva pelo Implanon, até acima do que esperávamos", relata a referência técnica em Saúde da Mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Viviane Albuquerque. Segundo a especialista, nos países desenvolvidos, cerca de 20% da população feminina em idade fértil faz uso de algum método contraceptivo reversível de longa duração (Larc, na sigla em inglês). A longo prazo, a proposta é favorecer a oferta a todo esse público. Métodos contraceptivos Cerca de 20% da população feminina em idade fértil faz uso de algum método contraceptivo reversível de longa duração [LEIA_TAMBEM]Como opções de Larc, o SUS disponibiliza tanto o Implanon quanto o dispositivo intrauterino (DIU). Além desses, a SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. A escolha por um ou outro método é feita em decisão compartilhada com o profissional de saúde. Para o aconselhamento integral, deve-se procurar a equipe de Saúde da Família na UBS de referência, localizada por meio do CEP residencial. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Diabetes gestacional exige diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê
Encerrando a série de orientações em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, especialistas chamam atenção para um tipo da doença que exige acompanhamento ainda mais cuidadoso: o diabetes gestacional. A condição pode surgir durante a gravidez, muitas vezes sem provocar sintomas, e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada precocemente. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar todos os exames recomendados é fundamental para identificar precocemente alterações nos níveis de glicose e iniciar o tratamento quando necessário. Embora muitas gestantes não apresentem sintomas, algumas podem perceber sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço. Ana Caroline da Silva faz parte dessa estatística. Na quarta gestação, foi a primeira vez que recebeu o diagnóstico, aos sete meses de gravidez. "Comecei a inchar muito e sentir tonturas. Procurei atendimento médico e, no exame da curva glicêmica, o resultado veio alterado", relata. Moradora do Pedregal, no Novo Gama (GO), Ana Caroline está internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco da região Sul do Distrito Federal e Entorno. Ela permanece sob os cuidados da equipe médica, que avalia a melhor conduta para o caso. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação | Foto: Divulgação/IgesDF A ginecologista e obstetra do pré-natal de alto risco da unidade, Ana Carolina Ramiro, alerta que manter os níveis de glicose elevados durante a gestação pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. "Os bebês podem sofrer com a redução da oxigenação ainda dentro do útero. Em situações mais graves, infelizmente, há risco de morte fetal. Além disso, essas mulheres têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida", explica. Segundo a especialista, o diabetes gestacional ocorre principalmente devido à ação de hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência à insulina durante a gravidez. Como consequência, o pâncreas precisa trabalhar mais para manter o equilíbrio da glicose no organismo. Em algumas mulheres, porém, essa compensação não acontece de forma suficiente, provocando o aumento do açúcar no sangue. O diagnóstico pode ser realizado por meio da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação ou entre a 24ª e a 28ª semana, com a realização do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica. Hábitos saudáveis ajudam na prevenção Embora possa acometer qualquer gestante, algumas mulheres apresentam maior predisposição para desenvolver diabetes gestacional. Entre os principais fatores de risco estão idade materna avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos e contribui para uma gravidez mais segura. "Atividades como caminhada, hidroginástica ou dança podem fazer toda a diferença durante a gestação. Também é importante manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar, dormir bem, controlar o estresse e comparecer a todas as consultas do pré-natal. São cuidados simples que ajudam a proteger a saúde da mãe e do bebê", orienta Ana Carolina. Atendimento especializado para gestantes de alto risco Para garantir esse cuidado, o ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza diariamente atendimentos voltados ao pré-natal de alto risco. O acesso ao serviço tem início nas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames especializados. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que organiza o acesso às vagas disponíveis. Segundo a ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, o diabetes gestacional costuma regredir após o parto. "Mesmo assim, essas mulheres devem manter acompanhamento médico, porque apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O seguimento no pós-parto é fundamental para monitorar a glicemia, identificar precocemente possíveis alterações e adotar medidas que contribuam para a manutenção da saúde da mãe", orienta. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes
Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda. Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano
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GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Distrito Federal bate recorde e alcança 56 mil cirurgias feitas em um ano
O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas. O resultado é fruto de um esforço concentrado para reduzir as filas de espera por procedimentos cirúrgicos na capital federal. A dedicação, expressa especialmente por meio de programas como o Opera DF, aponta o caminho a ser percorrido: o programa permite que cirurgias mais simples sejam feitas na rede privada parceira, abrindo espaço para que procedimentos complexos sejam realizados nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O último recorde, de 46 mil cirurgias atendidas na rede pública, tinha sido alcançado em 2019. “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou a governadora Celina Leão, em evento no Palácio do Buriti. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, comemorou a marca alcançada. “Nós sabemos que mais resultados virão. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os servidores da saúde, porque nós alcançamos um recorde histórico de cirurgias na rede. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto, com ferramentas de controle e os resultados têm aparecido. É importante colocar que esses resultados repercutem diretamente para a população. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes. Nós temos feito isso com compromisso e seriedade dentro da Secretaria de Saúde”, celebrou. Governadora Celina Leão: “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ao desafogar a rede pública, o Opera DF permite reduzir o tempo de espera de pacientes que aguardam por uma intervenção cirúrgica. “O OperaDF nada mais é do que colocar luz em procedimento cirúrgico, ou seja, um projeto revisitado constantemente, que melhora a eficiência e eficácia dos nossos centros cirúrgicos e atrela a cirurgia de menor complexidade para a rede privada. O Opera DF é tudo isso. Então, nós mapeamos todos os nossos centros cirúrgicos e iniciamos um modelo de gestão, que reduz etapas para trazer mais eficiência e eficácia. E isso tem repercutido num acréscimo de cirurgias mensal. Nós temos observado a curva aumentando, mês a mês." Apesar do pouco tempo, os resultados já são sentidos pela população. “Tínhamos um tempo de espera de mais de mil dias para cirurgia de varizes. Hoje, está em torno de nove dias. Nós tínhamos um tempo de espera que ultrapassava dois anos para cirurgia de hérnia; agora, são 50 dias”, exemplificou Juracy. Programa Logo no lançamento do Opera DF, em outubro de 2025, a SES-DF contratou sete hospitais e três empresas de anestesia para executar milhares de cirurgias eletivas de diversas especialidades na rede pública e complementar. À época, foram beneficiados pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos em urologia, cirurgia geral, cirurgia vascular e cirurgia de cabeça e pescoço. Na abertura do programa, foram contratados nove mil procedimentos. Os hospitais contratados devem fazer consultas antes e após as cirurgias, realizar a avaliação prévia com cardiologista, oferecer o acompanhamento pré-anestésico e dispor de equipamentos, insumos e curativos pós-operatórios e eventuais biópsias, além de internação pós-operatória, caso necessário. O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas Os editais são elaborados conforme a nova lei de compras públicas, a 14.133/2021, e se beneficiam da experiência obtida pela pasta em contratações anteriores. A iniciativa recebeu a aprovação do Conselho de Saúde do Distrito Federal e as empresas passam por avaliação técnica, administrativa e jurídica antes da assinatura do contrato com o poder público. Os pacientes contemplados pelo Opera DF já são acompanhados pela rede pública e são encaminhados para cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. Além dos procedimentos, por meio do Opera DF, a Secretaria de Saúde contratou serviços de anestesiologia. Com as 5 mil horas de plantões já adquiridas, é possível viabilizar o funcionamento das salas cirúrgicas dos hospitais da própria pasta, nos três turnos, e atender pacientes adultos e pediátricos.
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GDF apresenta tecnologia para monitorar filas da saúde pública e ampliar realização de cirurgias no DF
A governadora Celina Leão apresentou, nesta quarta-feira (10), a tecnologia usada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para monitorar, em tempo real, as filas da saúde pública. Prefeitos comunitários do Plano Piloto conheceram a ferramenta que acompanha consultas, exames e cirurgias e auxilia a Secretaria de Saúde (SES-DF) na definição de prioridades, no planejamento de vagas e na ampliação dos atendimentos. “Nós já contratamos 20 mil cirurgias, com editais abertos, justamente para reduzir as filas. São decisões tomadas em cima de dados, de priorização de recursos e de planejamento. Dessas, cerca de 10 mil pessoas já foram chamadas para consulta pré-operatória e aproximadamente 3 mil já fizeram a cirurgia”, destacou a governadora. Celina Leão: "Nós já contratamos 20 mil cirurgias, com editais abertos, justamente para reduzir as filas" | Foto: George Gianni/GDF Gestão tecnológica Segundo a chefe do Executivo, a utilização da tecnologia tem sido fundamental para garantir mais transparência, organização e eficiência na gestão da saúde pública. “Com esse painel, eu acompanho de dentro da minha sala todos os dados da saúde pública. Por isso, fizemos várias ações, como o SUS-DF e o OperaDF, para agilizar cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera da população”, explicou a governadora, ao se referir ao painel em tempo real instalado no gabinete. “Conseguimos visualizar quantos pacientes aguardam cirurgia, o perfil epidemiológico, faixa etária, sexo e até o nível de complexidade do atendimento" Juracy Lacerda, secretário de Saúde O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que o sistema permite cruzar informações sobre demanda reprimida e oferta de vagas disponíveis na rede pública. “Conseguimos visualizar quantos pacientes aguardam cirurgia, o perfil epidemiológico, faixa etária, sexo e até o nível de complexidade do atendimento. Isso ajuda a planejar melhor a rede e identificar quais pacientes podem precisar de cuidados mais específicos”, disse. Atualização de cadastro A governadora também pediu que a população mantenha os dados atualizados nas unidades básicas de saúde (UBSs) para facilitar o contato da Secretaria de Saúde. “Peço para que as pessoas atualizem seus telefones nas UBSs. Nós estamos chamando pacientes para cirurgias já contratadas, e muitas vezes não conseguimos contato porque o cadastro está desatualizado”, alertou. Celina Leão destacou ainda que os próprios hospitais parceiros estão realizando exames e avaliações pré-operatórias para agilizar os atendimentos. “Toda a parte de pré-exames, risco cardíaco e avaliação cirúrgica está sendo feita pelos hospitais para acelerar o processo”, disse.
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Chikungunya: rede pública do DF oferece diagnóstico e alerta sobre sintomas
O período de chuvas no Centro-Oeste deve prosseguir até o início de maio, e um dos principais problemas dessa época é a proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito. Mais associado à transmissão da dengue, esse vetor também pode transmitir outras doenças menos conhecidas, como a chikungunya. A temporada de chuvas no DF é caracterizada pela proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A chikungunya é uma doença de notificação compulsória e representa riscos importantes à saúde, por conta de seu potencial de causar dor articular intensa e incapacitante. Esse quadro pode evoluir para a forma crônica, persistindo por meses ou até anos e comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Aline Factur, enfermeira da área técnica de arboviroses da Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). A especialista ressalta que, em casos mais graves, a doença pode apresentar manifestações sistêmicas, incluindo acometimentos neurológicos — como encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré — e complicações cardíacas, renais e respiratórias. “Embora os óbitos sejam raros, casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para morte, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, o que reforça a importância da vigilância, do diagnóstico oportuno e do acompanhamento adequado dos casos”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Sintomas Os principais sintomas da chikungunya são mal-estar, dor muscular, cefaleia (dor de cabeça), manchas avermelhadas pelo corpo que não coçam e, como sinais mais característicos da doença, vermelhidão e dor aguda nas articulações — joelhos, tornozelos, mãos, cotovelos e ombros. A infecção pelo arbovírus chikungunya pode evoluir em três fases clínicas. A primeira, a fase aguda, é caracterizada por febre alta e dor intensa nas articulações, com duração aproximada de cinco a 14 dias. Em seguida, há uma fase em que a febre cessa, mas as dores articulares persistem por um período de 15 a 90 dias. Estima-se que mais de 50% dos pacientes desenvolvam ainda uma terceira etapa, a fase crônica, quando as dores articulares perduram por mais de 90 dias após o aparecimento dos sintomas. O quadro pode se prolongar por meses ou anos, com impactos importantes na qualidade de vida da pessoa. Arte: SES-DF “A chikungunya pode apresentar desafios no reconhecimento dos casos porque, nas fases iniciais, seus sinais e sintomas são muito semelhantes aos de outras arboviroses, especialmente dengue e zika. Febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral são manifestações comuns a essas doenças. Além disso, todas são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, pontua Aline Factur. De acordo com a profissional, mesmo na fase crônica, a doença pode ter o diagnóstico ignorado, já que dores nas articulações são comuns a outros problemas de saúde. Ela enfatiza a necessidade de suspeição clínica e atenção epidemiológica constante para o vírus — introduzido no Distrito Federal apenas em 2015, mas com registro contínuo de casos confirmados ao longo dos anos e tendência de aumento anual. “Na rede da SES-DF, os exames laboratoriais confirmatórios para chikungunya são disponibilizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo utilizado o mesmo kit de exame para a confirmação de dengue”, lembra. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Filas de emergência na rede pública do DF podem ser consultadas online
Antes de sair de casa em busca de atendimento de emergência, moradores do Distrito Federal já podem verificar, pela internet, quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública. A consulta é feita por meio do monitoramento das portas do Serviço Hospitalar de Emergência (SHE), ferramenta da Secretaria de Saúde (SES-DF) que passou a disponibilizar ao público dados antes restritos à gestão interna. O painel exibe, em tempo real, informações como número de pacientes em atendimento, quantidade de pessoas na fila, tempo médio de espera e perfil da demanda por especialidades médicas. O serviço pode ser acessado gratuitamente, tanto pelo celular quanto pelo computador. Usuários do SUS que buscam atendimento de emergência já podem saber quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública do DF | Foto: Arquivo/Agência Brasília De acordo com o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES-DF, Rodrigo Vidal, a ferramenta impacta diretamente a vida das pessoas, facilitando o acesso aos serviços públicos e incentivando o aprimoramento constante do atendimento: “Esse painel representa uma mudança na gestão pública em saúde ao colocar, na palma da mão do cidadão, informações em tempo real sobre as emergências do DF. Acredito que a transparência é sempre um propulsor de melhoria do serviço público: quando a informação é aberta, gera participação, cobrança e evolução, fortalecendo a confiança no SUS”. A medida permite que a população escolha onde buscar atendimento com mais informação e também amplia o controle social sobre os serviços de saúde. “Não conhecia o painel, mas achei eficiente porque mostra os hospitais com clareza, é intuitivo e fácil de usar. Também é uma ótima ferramenta para o governo monitorar o que está acontecendo nos hospitais e propor novas políticas de acordo com o que está acontecendo”, afirma Marina Pacheco, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi reconhecida no Prêmio Ipê de Inovação em Transparência Pública 2025, promovido pela Controladoria-Geral do DF e pelo Conselho de Transparência e Controle Social. “Com a abertura desses dados, ampliamos a transparência e damos ao cidadão mais autonomia para tomar decisões. Ao mesmo tempo, valorizamos iniciativas que melhoram a gestão pública”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima. Além de atender à população, o sistema continua sendo utilizado por gestores e profissionais de saúde, contribuindo para a melhor distribuição da demanda entre as unidades hospitalares. O Dia da Transparência Pública do DF é celebrado em 3 de abril. A transparência é o que garante que o governo publique informações de interesse da população e a população possa fiscalizar e participar ativamente. Também é possível pedir informações que não estão públicas, seguindo as regras da Lei de Acesso à Informação. Acesse o Portal da Transparência e acompanhe o trabalho realizado pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
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Obras do Hospital do Recanto das Emas chegam à segunda etapa com 96% da fundação concluída
As obras do Hospital do Recanto das Emas (HRE) entraram em fase decisiva. Com 96% dos serviços de fundação já concluídos, o empreendimento inicia agora a segunda etapa, focada na execução da estrutura da edificação. O projeto, com investimento total de R$ 133,7 milhões, terá três pavimentos e funcionará sob o perfil de atenção terciária para atender a região sudoeste do Distrito Federal. Com 96% dos serviços de fundação já concluídos, as obras do Hospital do Recanto das Emas (HRE) agora estão focadas na execução da estrutura da edificação | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Atualmente, cerca de 66 profissionais trabalham no canteiro, número que deve chegar a um pico de 350 trabalhadores nas fases mais intensas. O total inclui mão de obra direta, como mestres de obras, e indireta, com serviços de engenharia. A fundação envolveu a perfuração de 508 estacas com até 22 metros de profundidade, garantindo a segurança da estrutura. Agora, está em andamento a fase de elevação e, nos próximos meses, deve ter início a terceira etapa, que inclui as instalações elétricas e hidráulicas. Os trabalhos são conduzidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com a participação da Secretaria de Saúde, responsável pela futura operação da unidade. Aproximadamente 66 profissionais trabalham no canteiro do HRE, número que deve chegar a um pico de 350 trabalhadores nas fases mais intensa da obra Inovação em cada etapa A arquiteta da Novacap responsável pelo projeto, Fernanda Bouglex, destaca as inovações presentes na obra, a começar pelo modelo de licitação, chamado de contratação integrada. Segundo a profissional, esse formato é inédito para obras civis deste porte no DF, tendo sido utilizado anteriormente apenas em grandes obras de pavimentação. “A própria contratação integrada exige inovação. Esse modelo, ao qual a Novacap aderiu tanto para o HRE quanto para os hospitais de São Sebastião e do Guará, permite que a mesma empresa cuide desde a elaboração dos projetos até a entrega da unidade em pleno funcionamento”, explica. O sistema de laje bubble deck (laje de bolhas, em tradução livre), de origem dinamarquesa, é uma das principais inovações tecnológicas aplicadas na estrutura do Hospital do Recanto das Emas. Esse método construtivo consiste na incorporação de esferas ocas de plástico reciclável no interior das lajes de concreto armado, posicionadas estrategicamente para substituir o concreto em áreas que não sofrem grandes esforços estruturais. [LEIA_TAMBEM]De acordo com Fernanda, essa técnica permite uma execução mais rápida e leve, semelhante a um sistema pré-moldado, garantindo a redução do peso da edificação e a economia de materiais como aço, concreto e madeira. Outro diferencial é a presença de um pavimento técnico, que permite realizar manutenções e ampliações nas instalações elétricas e hidráulicas sem a necessidade de interromper o funcionamento da unidade. “Se precisarmos trocar serviços ou ampliar ambientes, conseguimos fazer sem parar o hospital, porque todas as instalações estão naquele pavimento. A manutenção se torna muito mais prática e eficiente”, avalia a arquiteta. O projeto arquitetônico também incorpora o conceito de salutogênese, em que o design do ambiente é utilizado como parte do tratamento de saúde. A estrutura foi planejada com jardins internos e externos, além de quartos posicionados nas fachadas para garantir iluminação natural. “Quando fizemos o anteprojeto que embasou a licitação, buscamos referências de outros hospitais com bom padrão de atendimento e pedimos uma abordagem voltada para a natureza. Muitos estudos comprovam que a vegetação faz muito bem aos pacientes. Por isso, os quartos permitem que eles vejam o dia e a noite. O projeto foi pensado com muito cuidado para gerar resultados terapêuticos positivos”, conclui Fernanda. Carlos Augusto Lopes, servidor público: "A expectativa está alta, vamos torcer para que a obra avance, porque vai beneficiar muita gente, inclusive eu" Atendimento à população Localizado na Quadra 104, em frente ao Atacadão, o hospital é aguardado há décadas pela população do Recanto das Emas, que hoje precisa se deslocar para outras regiões, como o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), em busca de atendimento. É o caso do servidor público Carlos Augusto Lopes, de 55 anos. Quando precisa de serviços de saúde, ele vai para Taguatinga ou para o Plano Piloto. “Desde o início do século, o pessoal fala deste hospital. Para se deslocar hoje para outra cidade, há custos, e o Recanto das Emas é uma cidade onde a maioria das pessoas é de baixa renda, e R$ 10 ou R$ 20 fazem falta. Esse hospital vai reparar tudo isso. A expectativa está alta, vamos torcer para que a obra avance, porque vai beneficiar muita gente, inclusive eu”, comenta Carlos, que mora no Recanto desde 1995. Ele observa que a estrutura também vai atender moradores de outras regiões. “Não existe hoje um ‘recantense 100%’, porque ninguém nasce aqui, nasce na cidade vizinha por falta de maternidade. Esse hospital vai atender não só o Recanto, mas também Água Quente e o setor rural. É um benefício para a população, que não precisará mais ir para longe buscar saúde”, completa. Quando precisa de atendimento médico, a aposentada Hilda Ferreira, de 76 anos, recorre a serviços particulares. “Moro aqui desde o começo [do Recanto] e esse hospital é esperado por todo mundo. Hoje, se preciso de exame, tenho que pagar particular, porque a clínica [pública] que tem aqui não consegue atender à demanda. Estou esperando para que, se eu adoecer, possa ter atendimento aqui pertinho de casa. Vejo o pessoal trabalhando todo dia [na obra] e espero que termine logo”, afirma. Hilda Ferreira, aposentada: "Esse hospital é esperado por todo mundo. Vejo o pessoal trabalhando todo dia [na obra] e espero que termine logo" O hospital O HRE terá 100 leitos, distribuídos entre clínica médica (60), clínica pediátrica (30) e UTI pediátrica (dez). A unidade também contará com seis consultórios — dois no ambulatório geral e quatro na emergência pediátrica —, além de um centro cirúrgico com duas salas. Na área de diagnóstico por imagem, serão duas salas de raio-X, uma de tomografia e quatro de ultrassonografia. A estrutura inclui ainda áreas técnicas e de apoio, como farmácia central e satélites, nutrição e dietética, laboratório de patologia clínica, lavanderia, CME (Central de Material Esterilizado), almoxarifado e unidade de ensino e pesquisa. Além da ampliação da rede pública, o HRE também se destaca pelo uso da tecnologia BIM (Modelagem da Informação da Construção, na sigla em inglês), que utiliza modelos 3D para otimizar tempo, recursos e garantir mais precisão no planejamento. O novo hospital também busca certificação ambiental Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês), incorporando soluções sustentáveis, como eficiência energética e gestão responsável dos recursos, o que amplia a sustentabilidade da obra.
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Rede pública do DF amplia acesso à saúde feminina
Ao longo de março, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) promoveu uma série de ações voltadas à saúde da mulher, com foco na prevenção, no cuidado integral e na ampliação do acesso aos serviços. A mobilização integrou a campanha Março Lilás, dedicada ao enfrentamento do câncer do colo do útero. Com atendimentos ampliados e atividades educativas, unidades das sete Regiões de Saúde reforçaram a oferta de exames preventivos, vacinação e métodos contraceptivos. A iniciativa aproximou os serviços da população e incentivou o acompanhamento contínuo, fortalecendo a Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do sistema. A Secretaria de Saúde promoveu uma série de ações voltadas à saúde da mulher, com foco em prevenção, cuidado integral e ampliação do acesso | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Iniciativas como as do Março Lilás mostram como é possível levar serviços essenciais, como exames preventivos e métodos contraceptivos, mais perto das mulheres. Seguimos comprometidos em fortalecer esse cuidado contínuo, com equipes qualificadas e foco na promoção da saúde e na qualidade de vida das mulheres do DF”, afirma o coordenador de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes. Saúde em ação Em Ceilândia, que compõe a Região de Saúde Oeste, iniciativas de grande alcance reforçaram o acesso ao planejamento reprodutivo. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), uma força-tarefa de inserção de dispositivo intrauterino (DIU) atendeu 227 mulheres desde novembro do ano passado. A ação marcou o encerramento de um projeto conduzido pela equipe de enfermagem do centro obstétrico da unidade. A UBS 17 de Ceilândia promoveu uma força-tarefa de inserção do Implanon, beneficiando 98 mulheres com o método contraceptivo | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Ainda na região, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia promoveu uma força-tarefa de inserção do Implanon, beneficiando 98 mulheres. O método contraceptivo, reversível e sem estrogênio, tem duração de até três anos. A atividade contou com a participação de 40 profissionais, entre gestores, farmacêuticos, equipes de enfermagem, residentes e médicos de diferentes regiões do DF, além de contribuir para a capacitação de novos profissionais aptos a realizar esse serviço na rede da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]Na Região Sudoeste, a UBS 5 de Taguatinga mobilizou mais de 50 profissionais em uma ação que atendeu cerca de 160 mulheres em um único dia. Foram oferecidos exames preventivos, métodos contraceptivos de longa duração (Larc), assistência odontológica e Práticas Integrativas em Saúde (PIS). Encerrando a programação do mês, uma grande mobilização em São Sebastião reuniu, no último sábado (28), serviços de saúde, cidadania e bem-estar. A ação, realizada em parceria com outras instituições, contou com vacinação, testagem para infecções sexualmente transmissíveis (IST), inserção de DIU, práticas integrativas, além de atividades educativas, culturais e de promoção à saúde. Ao longo de todo o mês, outras unidades da Secretaria de Saúde também promoveram ações voltadas à saúde da mulher. Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa ou do trabalho e conheça os serviços oferecidos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mês de conscientização sobre a doença de Chagas alerta para cuidados e risco de contaminação
Descrita cientificamente pela primeira vez em 1909 pelo infectologista brasileiro Carlos Chagas, a doença de Chagas ainda é uma preocupação de saúde pública. Entre janeiro de 2023 e junho de 2025, foram notificados 1.156 casos somente no Distrito Federal. No ano passado, foram registrados 161 óbitos. No mês de conscientização sobre o tema, a Secretaria de Saúde (SES-DF) ressalta a importância da disseminação de informações sobre como prevenir e buscar tratamento para a enfermidade. A doença de Chagas é provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro, principalmente por meio de suas fezes, que podem contaminar alimentos. Também pode ocorrer contaminação por acidentes em laboratório e pela chamada transmissão vertical, quando a gestante transmite ao bebê. A manifestação pode ser assintomática ou causar febre, mal-estar, inchaço em um dos olhos, fraqueza, dor de cabeça e dores no corpo. Essa é a chamada fase aguda, quando há possibilidade de tratamento e cura. Já na fase crônica, que pode se manifestar anos ou até décadas após a infecção, podem surgir problemas cardíacos (insuficiência cardíaca e arritmias) e digestivos (como megaesôfago e megacólon), condições que podem representar risco de morte. Artes: SES-DF Atendimento A principal porta de entrada para atendimento é a rede de unidades básicas de saúde (UBSs). Pessoas com sintomas sugestivos, como alterações cardíacas ou digestivas, devem procurar avaliação. Também há testagem de pessoas assintomáticas quando existe vínculo epidemiológico, como quem mora ou já morou em áreas com registro de presença de barbeiros, pessoas que tiveram contato com o inseto, familiares de pessoas diagnosticadas com a doença de Chagas e indivíduos que realizaram transfusão de sangue antes de 1992. [LEIA_TAMBEM]"A conduta depende do contexto. Não há recomendação automática de testagem indiscriminada. A avaliação é feita caso a caso", explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. De acordo com a gestora, embora a doença não seja considerada endêmica no DF, o território é classificado como de alta vulnerabilidade para doença de Chagas crônica (DCC), segundo índice que considera taxas de morbimortalidade, acesso aos serviços de saúde e outros indicadores epidemiológicos. O DF está entre as três unidades federativas com maior vulnerabilidade, atrás de Goiás e Minas Gerais. "É importante considerar características específicas do DF que podem influenciar esses indicadores, tais como intenso fluxo migratório e perfil demográfico da população residente, incluindo indivíduos que adquiriram a infecção em outras unidades da Federação e que evoluem para a forma crônica anos após a exposição. Temos também concentração de serviços de saúde de média e alta complexidade, além de maior capacidade de diagnóstico e de registro da doença", acrescenta. A SES-DF também realiza ações de busca ativa, com testagem ampliada, incluindo gestantes. A bióloga Vilma Ramos Feitosa destaca a importância de ter cuidado com os insetos barbeiros e de acionar a Vigilância Ambiental | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Prevenção Além das ações de vigilância sanitária para garantir a segurança alimentar no DF, a orientação é consumir alimentos higienizados. Também é importante evitar contato com o inseto barbeiro, que costuma se esconder em frestas de paredes, entulhos e em locais como galinheiros e estábulos. Recomenda-se a instalação de telas metálicas apropriadas nas janelas, além do uso de medidas de proteção individual — como repelentes e roupas de mangas longas — durante atividades noturnas, como caça, pesca ou pernoite em áreas de mata. O que fazer ao encontrar um barbeiro Caso a pessoa encontre um barbeiro, a orientação é acionar a Vigilância Ambiental da SES-DF pelo telefone (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. "Assim que a solicitação é recebida, o resultado é retornado o mais breve possível, com a identificação do inseto ao morador ou interlocutor", explica a bióloga Vilma Ramos, da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo. Em 2025, a Diretoria de Vigilância Ambiental recebeu 112 chamados por suspeita de presença de insetos barbeiros, dos quais 47 foram confirmados. Em 2026, até o início de março, já foram capturados seis exemplares. As equipes também analisam os insetos coletados para verificar a presença do Trypanosoma cruzi. Dos seis barbeiros analisados em 2026, dois estavam contaminados. Atenção com pacientes crônicos A Secretaria de Saúde também mantém cuidados específicos com as pessoas que já vivem com a doença. O acompanhamento regular é fundamental para identificar precocemente possíveis complicações e reduzir o risco de formas graves. Pessoas diagnosticadas com doença de Chagas devem realizar avaliações cardíacas e digestivas periódicas, conforme orientação das equipes de saúde. Esse cuidado é importante para reduzir complicações e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Residentes aprovados em processo seletivo são recepcionados em evento de acolhimento integrado
Nesta sexta-feira (27), novos residentes da rede pública de saúde foram homenageados. Com o tema “Acolher para cuidar”, o auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, recebeu cerca de mil aprovados no processo seletivo promovido pela Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), instituição formadora no campo das especializações. Entre médicos e outras 15 categorias profissionais, o desejo era o mesmo: comemorar a conquista e começar a nova trajetória de trabalho. Distribuídos pelas unidades de saúde da rede pública do DF, os novos residentes vão atuar acompanhados por preceptores e tutores e vivenciar o dia a dia de quem trata, acolhe, salva e cura pessoas. Terão a oportunidade de se especializar com a certeza de fazer parte de uma das residências mais concorridas do país, que é considerada padrão ouro, tamanha a referência dos programas oferecidos. Novos residentes se especializam para atuar junto ao SUS, reforçando a qualidade da saúde pública do DF | Fotos: Divulgação/Fepecs “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam” Celina Leão, vice-governadora Durante a solenidade de abertura, gestores e autoridades destacaram a importância de os residentes atuarem no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que propicia o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores necessários à profissão. O evento simboliza uma nova etapa na formação profissional e tem como objetivo promover a integração entre as diferentes áreas da saúde, o alinhamento institucional e o fortalecimento da saúde pública. A vice-governadora Celina Leão lembrou que se trata da “maior contratação de residentes do DF”, e citou sua mãe, Maria Célia Leão, que estava na plateia, como exemplo de dedicação ao estudo: “Aos 83 anos, é mestranda na área da saúde”. Celina também falou sobre a importância dos novos residentes para a rede pública e fez um pedido: “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam”. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, também saudou os novos residentes e seus familiares: “Lembrem-se do juramento que fizeram e não desanimem diante do cansaço de 60 horas semanais de trabalho. Valorizem o cuidado centrado no paciente”. Presente à solenidade, a diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, ressaltou: “Os novos residentes representam uma melhora no atendimento à população do DF, com cuidado, eficiência e qualidade, reforçando o papel formador do SUS”. Também participaram da mesa de abertura representantes do Ministério da Saúde (MS), da Comissão de Residência Médica (Coreme) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). A diretora da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Fernanda Monteiro, relembrou a própria trajetória na residência “há 24 anos”. Natural do Rio Grande do Sul, a gestora se especializou em saúde pública e disse ter se “apaixonado”, pois “vivenciei verdadeiramente o SUS”. De acordo com ela, “a residência é uma oportunidade de ter ideias inovadoras e questionar as políticas públicas para aprimorá-las”. Após sua residência, Fernanda traçou seu caminho até chegar ao Ministério da Saúde (MS), onde atuou durante 11 anos na área da saúde da criança. Hoje, servidora da Secretaria de Saúde (SES), continua uma "defensora do SUS e acreditando na formação e capacitação de profissionais como um dos pilares mais importantes". Coordenadora da pós-graduação lato sensu e extensão, Vanessa Guimarães Campos parabenizou os aprovados no processo seletivo para as residências. “Vocês são os melhores dentre dez mil candidatos”, exaltou. Ela agradeceu o investimento do governo local, de R$ 164 milhões por ano em bolsas para residências, e lembrou aos residentes: “Qualifiquem os campos educacionais disponibilizados pela Secretaria de Saúde”. Homenagens Entre os homenageados especiais, estavam novos residentes, um representante do Ministério da Saúde e a vice-coordenadora da Comissão de Residência Médica (Coreme) Durante a solenidade, a equipe da ESP-DF promoveu homenagens. O primeiro a ser chamado foi o residente Lucas Moura de Oliveira, pela conquista da nota mais alta na residência médica para o programa de anestesiologia. Em seguida, subiu ao palco Layane dos Santos Silva, que obteve a nota mais alta na residência multiprofissional para o programa de vigilância em saúde e epidemiologia. Representando o Ministério da Saúde, Felipe Proenço foi homenageado pela liderança de um programa de especialistas que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Além dele, a vice-coordenadora da Coremu, Dalila Matilde Rezende, recebeu homenagem por sua liderança e apoio às demandas da entidade distrital. Histórico [LEIA_TAMBEM]Iniciada em 1964, a residência médica foi estabelecida no Hospital de Base, com a antiga Comissão de Internos, Residentes e Estagiários (Cinre). Em 2001, passou a ser vinculada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) que, hoje, é mantenedora da ESP-DF. No início dos anos 1980, eram ofertadas cerca de 110 vagas anuais de residência médica pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Já na década de 1990, o número de vagas teve um aumento significativo e passou para 302 anuais. Em 2017, foram ofertadas 444 vagas, por meio de edital público, e, em 2024, o número passou para 554. Atualmente, são oferecidos 120 programas de residência médica, com destaque para três inéditos: neurologia em rede, cardiologia em rede e ecocardiografia. No âmbito das residências em áreas profissionais, o marco inicial foi em 1992, com oferta de menos de 30 vagas. Em 2015, foi instituída a residência multiprofissional, que hoje abrange 21 programas e 15 categorias diferentes. Com oferta de 434 vagas anuais, a novidade deste ano é a residência em análises clínicas. O ano de 2026 será lembrado como uma referência positiva, pois está recebendo o maior número de residentes desde a década de 1960. *Com informações da Fepecs
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Aberto edital para compra de novos aparelhos de monitoramento contínuo de sinais vitais
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu edital para a aquisição de 183 monitores multiparâmetros que vão reforçar a estrutura assistencial das unidades sob sua administração. Os equipamentos são fundamentais para o acompanhamento em tempo real dos sinais vitais de pacientes em estado crítico ou sob cuidados monitorados. Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (20), o Edital nº 010/2026 prevê a compra dos aparelhos para atender à demanda de setores estratégicos, como unidades de terapia intensiva (UTIs), centros cirúrgicos e serviços de emergência. Aparelhos são utilizados para acompanhamento e monitoramento de vários indicadores clínicos | Foto: Divulgação/IgesDF Os equipamentos medem, registram e exibem simultaneamente dados como frequência cardíaca, saturação de oxigênio, pressão arterial, eletrocardiograma e temperatura corporal, entre outros indicadores clínicos. Além disso, também emitem alertas visuais e sonoros em caso de alterações nos parâmetros, permitindo resposta rápida das equipes assistenciais. Divisão por lotes A aquisição está dividida em dois lotes. O primeiro reúne 96 unidades de um monitor multiparâmetro de 15 polegadas, enquanto o segundo prevê a aquisição de 87 monitores com 12 polegadas. “Nosso objetivo é renovar a tecnologia hospitalar para ampliar os atendimentos e elevar a qualidade do serviço oferecido à rede pública do DF”, afirma a analista de compras do IgesDF, Rosemary Cândida. Prazo e regras [LEIA_TAMBEM]O período para acolhimento das propostas vai desta sexta-feira (20) a 5 de março. O acompanhamento de todos os atos processuais deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais do instituto. Os interessados devem ler atentamente o edital e suas especificações técnicas. O descumprimento contratual, por inexecução total ou parcial, atraso ou falhas na entrega do objeto, poderá sujeitar a empresa às penalidades previstas no artigo 147 do Regulamento de Compras e Contratações do IgesDF, além das disposições da Resolução da Diretoria Executiva nº DP.RDE.062/2024, que disciplina a gestão e fiscalização contratual e os procedimentos de apuração e aplicação de sanções. Confira o edital.
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Tempo de espera de pacientes oncológicos na rede pública de saúde no DF é reduzido em 80%
Cristiane Rosa, 47 anos, conhece de perto os desafios enfrentados por quem recebe um resultado positivo para câncer de mama. Diagnosticada em abril de 2022, iniciou o tratamento naquele ano e, em 2023, realizou a mastectomia com reconstrução imediata na rede pública. Hoje, segue acompanhada e sente na prática os efeitos do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que proporciona mais rapidez em consultas e, portanto, na realização de exames. “Graças ao projeto do governo do DF, consigo fazer meus exames com muita agilidade. Preciso passar por verificações complexas que, hoje, são marcadas rapidamente. Isso me dá segurança para continuar o acompanhamento”, diz. Cristiane Rosa: "Graças ao programa, consigo realizar meus exames com muita agilidade" | Foto: Arquivo pessoal A percepção de Cristiane é comprovada pelo que apontam os dados do sistema de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). Em 2025, o tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica caiu de 81 dias para 16 dias, uma redução de 80%. Já o acesso à radioterapia ficou 70% mais rápido, passando de 87 para 26 dias. Desde o início do programa, mais de 4,6 mil pacientes foram atendidos e cerca de 3 mil estão em tratamento. “O câncer não espera. O GDF também não” No Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quarta-feira (4), a SES-DF destaca os avanços do projeto ao longo do ano passado. Criada em julho de 2025, a iniciativa distrital reúne ações de prevenção, diagnóstico precoce e aceleração do início do tratamento, com foco direto na redução da fila por assistência oncológica. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, os resultados refletem o impacto direto das medidas adotadas. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer. Esses números mostram que estamos avançando e reforçam o nosso compromisso em ampliar o acesso, reduzir filas e qualificar o cuidado em toda a rede”, afirma. A redução do tempo de espera é resultado da ampliação da capacidade de atendimento na rede pública, aliada à contratação de serviços complementares. Com mais vagas disponíveis e melhor organização do fluxo assistencial, foi possível identificar pacientes que estavam na fila e encaminhá-los com mais agilidade para o início do tratamento. Como ter acesso Os tipos de câncer mais comuns em atendimento do programa são próstata, mama, cólon e pulmão | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]O programa traz uma estrutura reforçada em todas as regiões do DF, incluindo moradores do Entorno com diagnóstico confirmado. Os tipos de câncer mais frequentes entre os pacientes atendidos pelo programa são próstata, mama, cólon e pulmão, com maior incidência entre pessoas de 55 e 70 anos. Após a entrada na fila de regulação para a primeira consulta, o paciente é contatado pela Central de Regulação do DF e passa por triagem oncológica. A partir daí, inicia o tratamento em uma das unidades habilitadas. Todo o processo é acompanhado sem interrupções, com retorno posterior à Unidade Básica de Saúde (UBS), conforme a evolução clínica. A equipe especializada monitora o paciente em todas as etapas: exame, cirurgia, quimioterapia e radioterapia. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF entrega novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia para a rede pública
A rede pública de saúde conta com novos equipamentos de hemodiálise e oftalmologia. Com investimento total de R$ 5.090.969, os 111 aparelhos foram entregues pela governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, nesta segunda-feira (12). A tecnologia chega para reforçar o atendimento a pacientes renais crônicos e ampliar diagnósticos e tratamentos especializados em oftalmologia e otorrinolaringologia em diferentes regiões do DF. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas. A distribuição prioriza unidades com maior demanda, ampliando a capacidade instalada e garantindo mais conforto e segurança a pacientes e profissionais de saúde. Durante a entrega, a governadora em exercício destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento. “Isso vai dobrar a nossa capacidade. Hoje temos dois turnos de hemodiálise, e passaremos a fazer quatro. Vamos trocar todo o maquinário e dobrar a capacidade de atendimento. Isso vai trazer mais eficiência, mais eficácia e ampliar o número de leitos de UTI com suporte de hemodiálise”, afirmou Celina Leão. Do total investido, R$ 4,7 milhões foram destinados à aquisição de 75 sistemas de hemodiálise, que vão reforçar o atendimento em hospitais estratégicos, enquanto R$ 388,9 mil contemplam equipamentos oftalmológicos e cadeiras otorrinolaringológicas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo ela, a iniciativa também reduz custos com serviços terceirizados e fortalece a rede própria. “Diminuímos o custo com terceirizado, modernizamos o parque tecnológico e garantimos que o melhor esteja dentro da rede pública de saúde. No Hospital de Taguatinga, por exemplo, estamos fazendo uma reforma e em breve teremos um novo centro de hemodiálise, que será o maior do Centro-Oeste”, completou. Os 75 sistemas de hemodiálise serão distribuídos em unidades onde há esse tipo de atendimento, como nos hospitais regionais de Taguatinga, do Gama, de Sobradinho, da Asa Norte e de Planaltina. A entrega está prevista para os próximos dias, com instalação em até 15 dias após o recebimento, e a expectativa é que todos os equipamentos estejam em funcionamento até o fim do mês. Já os 36 equipamentos de oftalmologia e otorrinolaringologia incluem oito oftalmoscópios binoculares indiretos, dois topógrafos de córnea, 13 colunas pantográficas oftalmológicas e 13 cadeiras otorrinolaringológicas, que serão distribuídos entre unidades como os hospitais regionais de Taguatinga, Asa Norte, Gama, Guará, Sobradinho, Planaltina, Ceilândia e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante a entrega, a governadora em exercício Celina Leão destacou o impacto direto da modernização na ponta do atendimento Além de fortalecer o cuidado com pacientes renais, a iniciativa amplia o acesso a exames e tratamentos oftalmológicos, contribuindo para diagnósticos mais precoces e redução de encaminhamentos externos. Para quem está na ponta, o investimento reflete em mais rapidez no atendimento e maior capacidade de resposta do sistema de saúde. Mais estrutura na rede pública A governadora em exercício também conferiu de perto as outras aquisições da pasta para renovar a estrutura da rede. “O Distrito Federal vem trabalhando para renovar os equipamentos tecnológicos e também a frota. Hoje adquirimos 50 veículos de transporte que serão distribuídos na rede de saúde. Desde a década de 1980, não se tinha uma compra nesse montante”, anunciou o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Leonídio Neto. Segundo ele, os investimentos vão além dos equipamentos entregues nesta etapa. “Estamos organizando novas compras de ambulâncias, carros de vacina, veículos para transporte de medicamentos refrigerados e consultórios de rua. É uma renovação completa da frota, que mostra compromisso com os servidores, com as unidades de saúde e com a população”, afirmou.
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Nomeação de mais de cem médicos reforça a rede pública de saúde
O Governo do Distrito Federal (GDF) nomeou, nesta segunda-feira (29), mais de cem médicos para reforçar a rede pública de saúde do DF. São 99 profissionais aprovados em concurso público, além de oito novos candidatos convocados para ocupar vagas de médicos psiquiatras que não tomaram posse dentro do prazo legal. Os nomeados têm 30 dias corridos para tomar posse, a contar da publicação do ato de nomeação. [LEIA_TAMBEM]Entre as especialidades com maior número de nomeações, destacam-se cirurgia geral, com 29 profissionais convocados, e ginecologia, com dez novos médicos. Também foram nomeados anestesiologistas, cirurgiões oncológicos, pediátricos e vasculares, profissionais da clínica médica, coloproctologistas, gastroenterologistas, hematologistas, neurocirurgiões e pediatras. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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GDF autoriza construção da primeira UBS de Arniqueira, orçada em R$ 12 milhões
A comunidade de Arniqueira está prestes a receber um dos equipamentos públicos mais esperados desde a criação da 33ª Região Administrativa: a sua primeira Unidade Básica de Saúde (UBS). O Governo do Distrito Federal anunciou oficialmente a construção da UBS Tipo II, um modelo mais completo e estruturado, capaz de ampliar o atendimento à população e fortalecer a atenção primária em saúde — porta de entrada de milhares de famílias no Sistema Único de Saúde (SUS). A obra será executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimento de aproximadamente R$ 12 milhões, valor disponibilizado por meio de recursos da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O convênio que autoriza o início das etapas de contratação foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta segunda-feira (1º), selando o compromisso do GDF com a expansão dos serviços públicos em Arniqueira. Telma Rufino, administradora regional da cidade, destacou que a construção da UBS representa uma das maiores conquistas de sua gestão. “O Papai Noel chegou mais cedo este ano e trouxe um presente gigantesco para toda a nossa comunidade. Esta Unidade Básica de Saúde vai atender a todos, sem distinção, e melhorar profundamente a vida das famílias de Arniqueira. Investir em saúde é investir no dia a dia do cidadão. Iniciamos o mês natalino com um presente de grandeza ímpar. Agradeço imensamente ao governador Ibaneis Rocha por tornar esse sonho possível”, ressaltou. Arniqueira ganhará sua primeira Unidade Básica de Saúde, no valor de aproximadamente R$ 12 milhões | Imagens: SES-DF Mais estrutura e serviços A futura UBS de Arniqueira será do tipo II, considerada uma categoria intermediária e adequada a regiões com grande densidade populacional. Essa tipologia oferece estrutura mais ampla, permitindo abrigar duas ou mais equipes de Saúde da Família, além de equipes multiprofissionais com atuação nas áreas de enfermagem, assistência social, odontologia, nutrição, psicologia, farmácia e outras especialidades ligadas à atenção primária. [LEIA_TAMBEM]O presidente da Novacap, Fernando Leite, destacou a importância da nova unidade de saúde para Arniqueira e o valor histórico dessa entrega para a cidade. “A implantação da UBS Tipo II em Arniqueira representa um avanço significativo para a região e conta com a participação da Novacap, em convênio com a Terracap e a Secretaria de Saúde. Por ser uma unidade de porte Tipo II, poderá operar com duas equipes de Atenção Básica, ampliando a capacidade de atendimento à população. Ficamos muito felizes em contribuir com esse projeto, que aproxima os serviços de saúde da comunidade e fortalece uma rede mais eficiente e humanizada no Distrito Federal.” A nova unidade contará com dezenas de consultórios, salas de procedimentos, sala de observação, farmácia, espaços administrativos, área de acolhimento e salas destinadas ao atendimento continuado. Trata-se de uma estrutura pensada para atender de maneira integral às necessidades dos moradores, garantindo qualidade, resolutividade e prevenção. Localização e início das obras A UBS terá cerca de 1,4 mil m² de área coberta e ficará instalada em parte do terreno onde funcionava a antiga sede da Administração Regional de Arniqueira, com área total de 5,8 mil m². A escolha do local se deu pela acessibilidade e pela capacidade de atender, com eficiência, a população distribuída entre o Areal, ADE, SHA e condomínios adjacentes. A nova UBS ficará instalada em parte do terreno onde funcionava a antiga sede da Administração Regional de Arniqueira O próximo passo será a abertura do processo licitatório conduzido pela Novacap, que definirá a empresa responsável pela construção. A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026. O prazo estimado para conclusão é de 24 meses, permitindo que a unidade seja inaugurada no início de 2028, caso não haja imprevistos. Um avanço histórico para a região A construção da UBS representa um marco histórico para Arniqueira, que há anos demanda uma estrutura pública de saúde adequada ao seu crescimento populacional. Atualmente, grande parte dos moradores precisa se deslocar para outras regiões administrativas para receber atendimento básico, o que sobrecarrega outras unidades e aumenta o tempo de espera por serviços essenciais. Com a chegada da UBS Tipo II, Arniqueira passará a contar com um equipamento moderno, confortável e acessível — oferecendo condições dignas para o atendimento de crianças, adultos, idosos e famílias que dependem diretamente da rede pública. A nova unidade também será fundamental para ações preventivas, vacinação, acompanhamento de gestantes, vários tipos de programas, além de cuidados continuados e atividades de promoção da saúde. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com o fortalecimento da atenção primária e com a melhoria contínua da infraestrutura pública, garantindo que Arniqueira avance em qualidade de vida com saúde, proteção social e mais dignidade e conforto para seus moradores. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Rede pública de saúde do DF fortalece apoio a pacientes ostomizados
Renato Assumpção, de 55 anos, sempre se preocupou com a saúde. Apesar de os exames estarem em dia, algo não ia bem: tudo o que ele comia lhe fazia mal. “Fiz vários exames, e nada explicava o desconforto. Só quando o gastroenterologista solicitou uma colonoscopia é que chegamos ao diagnóstico”, relata. Em fevereiro de 2020, foi descoberto um câncer no intestino grosso. A cirurgia veio meses depois. Inicialmente, a expectativa era evitar a bolsa de colostomia. “Usei a bolsa por mais de um ano, achando que faria a reversão, mas descobri que o câncer também havia atingido o reto. A bolsa se tornou definitiva”, afirma. Depois, vieram novos obstáculos. “Se eu ficasse muito tempo em pé, tinha prolapsos [queda ou deslizamento de um órgão ou estrutura corporal da sua posição normal]. Não podia pegar peso e dependia muito da minha esposa. Era um estresse atrás do outro”, relata. O CER II de Taguatinga ajudou Renato Assumpção a se adaptar à bolsa de colostomia: "Eu ia lá de 15 em 15 dias no início para trocar a bolsa; depois que aprendi, passei a ir uma vez por mês" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Reabilitação O Centro Especializado em Reabilitação (CER) II de Taguatinga foi fundamental na adaptação à nova rotina do militar aposentado. “A equipe me atendeu com muita atenção e cuidado. Eu ia lá de 15 em 15 dias no início para trocar a bolsa; depois que aprendi, passei a ir uma vez por mês”, diz. Com cerca de 498 pacientes ostomizados em acompanhamento, a unidade atende qualquer usuário da Região de Saúde Sudoeste, que compreende Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Recanto das Emas e Samambaia. A supervisora do CER II de Taguatinga, Kênia Cardoso, ressalta que a reabilitação envolve um processo contínuo de adaptação física, emocional e social: “Ela inclui orientações sobre cuidados com a estomia, escolha e manejo adequado dos dispositivos coletores, prevenção de complicações e educação para o autocuidado”. [LEIA_TAMBEM]A assistência conta com três enfermeiras e duas técnicas de enfermagem para atender os pacientes com estomias. Se necessário, outros profissionais compartilham o cuidado em situações específicas. A admissão pode ser espontânea ou por encaminhamento de unidades de saúde públicas ou privadas. A frequência das consultas varia conforme a necessidade de cada paciente. Outros 11 ambulatórios da Secretaria de Saúde (SES-DF) realizam atendimento em outras regiões. Confira aqui. O CER II de Taguatinga também conta com o grupo Multi Boas-Vindas Ostomia, criado neste mês para acolher novos pacientes e promover conversas sobre tipos de estomias e alterações gastrointestinais como diarreia, constipação e flatulência. O grupo aborda ainda a importância do acompanhamento nutricional. Os encontros são mensais, às 9h. O grupo Multi Boas-Vindas Ostomia, criado neste mês, acolhe novos pacientes e promove conversas sobre tipos de estomias, alterações gastrointestinais e a importância do acompanhamento nutricional | Foto: Divulgação/SES-DF Conscientização Neste mês, comemora-se o Dia Nacional dos Ostomizados (16 de novembro), instituído pela Lei nº 11.506/2007 para divulgar informações que contribuam para combater o preconceito contra as pessoas que utilizam o procedimento da estomia. Estomia A estomia é a abertura de um órgão para o meio externo do corpo, podendo ser para respiração, alimentação ou eliminação. Pode ser necessária em casos de má formação congênita, tumores intestinais, doença inflamatória intestinal e traumas abdominais, entre outras causas. Variantes como colostomia, ileostomia e urostomia exigem a colocação de bolsa coletora junto ao corpo para a eliminação de fezes ou urina. No Brasil, cidadãos com estomia são reconhecidos como pessoas com deficiência (PcD)pela Lei nº 13.146/2015. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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