UnDF publica novo edital para concessão de auxílios estudantis
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) lançou um novo edital para concessão de auxílios a estudantes regularmente matriculados na instituição. A publicação, voltada para alunos em condição de vulnerabilidade socioeconômica, contempla auxílios destinados à permanência, à saúde mental, ao transporte, à creche e, pela primeira vez, à cultura. Para concorrer às 545 vagas disponibilizadas, interessadas e interessados devem se inscrever por meio do site da UnDF (universidade.df.gov.br) no período de 28 de julho a 26 de agosto. Os auxílios terão duração de até 12 (doze) meses. Os alunos da UnDF, beneficiários de quaisquer auxílios estudantis concedidos por editais anteriores, devem ficar atentos, pois não há renovação automática dos benefícios. É necessário, portanto, que todos os contemplados por editais anteriores participem da nova seleção e concorram novamente às vagas disponibilizadas — desta vez, conforme as regras do edital nº 17 de 2026. Para conhecer os requisitos necessários à concessão dos auxílios estudantis e a documentação exigida no ato de inscrição, alunas e alunos devem acessar e acompanhar as publicações no site da universidade. É a primeira vez que o auxílio destinará recursos para possibilitar o acesso e a participação de estudantes em atividades culturais, artísticas e formativas | Foto: Divulgação/UnDF A Diretoria de Assistência Estudantil e Humanização da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário da UnDF é quem coordena a concessão dos auxílios. Tal concessão integra a Política de Assistência Estudantil (PAE) da Universidade do Distrito Federal. Criada pela Resolução nº 2/2023, a PAE é constituída por programas, projetos e ações orientados para a democratização do acesso à educação, a redução das desigualdades sociais e a facilitação da permanência dos estudantes na educação superior pública distrital. De 2023 a 2025, a UnDF destinou mais de R$ 6,7 milhões à Política de Assistência Estudantil. Sobre os auxílios estudantis O auxílio-permanência é destinado à moradia, à alimentação e aos gastos básicos dos estudantes e tem como propósito principal evitar a evasão estudantil. O valor mensal a ser repassado é de R$ 690. Para este auxílio são disponibilizadas 350 vagas. O auxílio-saúde mental visa contribuir para o custeio de tratamento neurológico, psicológico ou psiquiátrico e para a aquisição de medicamentos necessários ao tratamento. O auxílio será concedido no valor de R$ 470 mensais, tendo sido liberadas 60 vagas para este benefício. O auxílio-transporte consiste no repasse financeiro mensal ao estudante para custeio parcial da despesa com transporte entre a residência dele no Entorno do Distrito Federal e o campus universitário em que estuda. Para este auxílio, que terá o valor de R$ 420, são oferecidas 70 vagas. O auxílio-creche é voltado a estudantes que sejam responsáveis legais e residam com criança menor de 4 (quatro) anos que ainda não tenha sido contemplada com vaga na rede pública de ensino (creche ou pré-escola) do DF ou da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride). O auxílio mensal, no valor de R$ 505, incluirá os períodos relativos às férias e aos recessos legais. Há 15 vagas para esse auxílio. O novo auxílio-cultura contempla recursos financeiros destinados a possibilitar o acesso e a participação de estudantes em atividades culturais, artísticas e formativas, tais como eventos culturais, aquisição de produtos e experiências culturais. Há 50 vagas para esse auxílio, cujo valor mensal será de R$ 150. *Com informações da UnDF
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Saúde: GDF na Sua Porta já fez mais de 22,3 mil atendimentos em Ceilândia
Até sexta-feira (12), a população de Ceilândia pode contar com diversos serviços de saúde oferecidos na edição do programa GDF na Sua Porta, instalada na área central da região administrativa. A estrutura, montada em uma tenda em frente ao restaurante comunitário da cidade, disponibiliza atendimento odontológico, inserção de implante contraceptivo (Implanon), vacinação, acompanhamento em saúde do Programa Bolsa Família, distribuição de absorventes, atendimento em saúde mental e consultas com equipes de saúde da família. Tenda do Programa GDF na Sua Porta, em Ceilândia, atendendo à população | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Desde o início da ação, 22.302 atendimentos já foram realizados. A procura pelos serviços tem crescido a cada dia, especialmente pela inserção do implante contraceptivo. Ao todo, 814 mulheres foram beneficiadas com o procedimento. A expectativa é realizar até 200 implantes diários até o fim da edição na região administrativa. “Eu sempre tomo a vacina da gripe todos os anos, mas não sabia que precisava de mais cinco vacinas. Acho ótimo esse tipo de ação” Mariene do Nascimento, cuidadora O atendimento ocorre em formato de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio, o que amplia o acesso da população e torna mais ágil a realização de alguns procedimentos. A iniciativa reúne equipes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) em um único local, facilitando o acesso dos moradores a diversos serviços de forma rápida e integrada. Implante contraceptivo Embora os serviços disponibilizados na ação também sejam oferecidos regularmente nas unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal, a força-tarefa permite concentrar atendimentos e reduzir o tempo de espera para alguns procedimentos, como a inserção do implante contraceptivo. Inserção de contraceptivo (Implanon), serviços odontológicos, vacinação e outros atendimentos estão disponíveis para população [LEIA_TAMBEM]A estudante Mariana de Sousa, 18 anos, aproveitou a oportunidade para realizar a inserção do Implanon. “Foi muito tranquilo. Ajuda bastante quem não tem condições de pagar pelo procedimento”, disse. Já Mariene do Nascimento, 43, procurou a estrutura para receber a vacina contra a gripe e descobriu que precisava atualizar outros imunizantes. “Como cuidadora, eu sempre tomo a vacina da gripe todos os anos, mas não sabia que precisava de mais cinco vacinas. Acho ótimo esse tipo de ação”, afirmou. Atenção primária mantida As unidades básicas de saúde continuam funcionando normalmente durante a realização do GDF na Sua Porta. Para garantir que não haja qualquer impacto na assistência prestada à população, os profissionais envolvidos na ação foram escalados em sistema de revezamento, mantendo o atendimento regular nas UBSs e assegurando a continuidade dos serviços de rotina. Dessa forma, a população conta com uma rede de atendimento fortalecida: enquanto as UBSs seguem prestando assistência diária nos territórios, o GDF na Sua Porta amplia o acesso aos serviços e agiliza atendimentos em uma estrutura concentrada e de fácil acesso. *Com informações da SES-DF
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Iniciativas da UBS 2 da Asa Norte ganham destaque em premiações
Duas iniciativas desenvolvidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 da Asa Norte foram reconhecidas pelas experiências bem-sucedidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações são coordenadas pela equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde (eMulti), com apoio dos residentes dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso (PRMSAI) e em Atenção Cardíaca (Premcard), da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF). Eventos incluíram atividades externas e dentro da própria unidade de saúde, além de visitas | Foto: Divulgação/Fepecs A primeira iniciativa premiada é a experiência “Entre Passos, Danças e Caminhos: o Território como Espaço de Cuidado na APS”, que receberá reconhecimento no prêmio Multiverso — A Saúde Está em Todo Lugar, voltado a profissionais, equipes e instituições que impactam positivamente a saúde pública do Distrito Federal. A cerimônia de premiação será realizada em 1º de junho, na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Ao todo, foram promovidos nove eventos comunitários, incluindo sete atividades externas e dois bailes temáticos na própria UBS. Entre os passeios estão visitas a locais como Planetário de Brasília, Sesi Lab, Museu Vivo da Memória Candanga e Centro Cultural do TCU — com as exposições Cenas Brasileiras e Tarsila do Amaral —, além do Museu da Novacap e um piquenique terapêutico no Parque Olhos d’Água. Atividades coletivas Os bailes temáticos de festa junina e Carnaval também fizeram parte da programação e contaram com orientações nutricionais, participação dos usuários na confecção de adereços por meio do grupo Ativamente, envolvimento de familiares e apresentações musicais. “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade” Elielza Magalhães, usuária da UBS 2 da Asa Norte “O mais importante nas atividades coletivas é o empoderamento dos usuários por meio do autocuidado apoiado”, avalia a nutricionista Fernanda Farias, preceptora do PRMSAI. “É um momento de partilha e construção conjunta do conhecimento. Para os residentes, é fundamental perceberem a clínica ampliada e entenderem que a saúde vai muito além dos livros.” Usuária da UBS 2 da Asa Norte, Elielza Vieira Magalhães, de 72 anos, conta que as atividades transformaram sua rotina e contribuíram para a saúde emocional dos participantes: “Os passeios, especialmente os ligados à arte, têm um impacto enorme em nossas vidas. Uma caminhada ou visita a uma exposição faz com que a gente volte para casa mais leve, com menos ansiedade”. Elielza também ressalta o vínculo criado com a equipe de saúde: “Isso muda muito a questão da solidão, que é comum nessa fase da vida. Também não posso deixar de falar da interação entre pacientes e equipe; eles sabem o nome de cada um de nós e sempre nos tratam com respeito, alegria e paciência”. Mostra artística A segunda iniciativa reconhecida foi a experiência “SPAmado: Inovação em Saúde Mental do Trabalhador da Atenção Primária”, selecionada para a 6ª mostra distrital "Brasil, Aqui tem SUS", evento que reúne práticas exitosas de gestão e cuidado no SUS, incentivando reflexões e melhorias no ambiente de trabalho em saúde. [LEIA_TAMBEM]O projeto surgiu a partir da identificação de sinais frequentes de estresse, fadiga e desgaste emocional entre os trabalhadores. Na análise, foi observado o impacto da sobrecarga laboral e da complexidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde sobre a saúde mental dos profissionais. “O SPAmado focou em cuidar daquelas pessoas que cuidam da população e que, muitas vezes, não têm espaço para o autocuidado”, resume Juliana Gomes Nascimento, residente do segundo ano do Premcard. “Um dos principais objetivos foi valorizar e acolher os profissionais, fortalecendo também o vínculo entre a equipe. Como residente, percebi que cuidar da saúde do trabalhador também é promoção da saúde. Foi um pequeno momento de pausa, mas com impacto positivo na qualidade de vida e no ambiente de trabalho”. A fisioterapeuta da unidade, Daniele Hossaka, que também coordenou a ação e atualmente é tutora do Premcard, comemora o reconhecimento: “Fiquei muito feliz com as premiações recebidas, pois elas reconhecem ações de promoção da saúde que criam círculos de amizade entre os pacientes e proporcionam passeios a lugares da cidade que muitos nunca haviam visitado. Os residentes sempre apoiam essas iniciativas e percebem que essas ações promovem muito mais do que bem-estar: elas transformam vidas”. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Psicólogo do DF recebe destaque nacional por projeto de acolhimento a estudantes LGBT
A rede pública de ensino do Distrito Federal conquistou reconhecimento nacional durante a etapa final da terceira edição do Prêmio Educador Transformador, realizada no início deste mês, em São Paulo. O psicólogo Vinicius Mota, servidor do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), recebeu destaque na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação com um projeto voltado para o acolhimento e para a promoção da saúde mental de estudantes LGBTQIA+. Vinicius Mota já havia conquistado o primeiro lugar na etapa distrital dessa premiação: “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+” | Foto: André Amendoeira/SEEDF Promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e instituições parceiras, a premiação reconhece iniciativas inovadoras capazes de gerar impacto social e contribuir para a educação brasileira. O projeto apresentado pelo psicólogo teve origem na iniciativa “Educação que Acolhe e TRANSforma”, desenvolvida a partir de experiências vivenciadas no cotidiano das escolas da rede pública do DF e da necessidade de fortalecer espaços mais seguros e acolhedores para estudantes LGBTQIA+, especialmente estudantes trans. Ao todo, a competição reuniu 6.639 docentes inscritos em todo o país. No DF, 235 educadores participaram da seleção, entre profissionais da rede pública e da rede privada. Vinicius, representante da Secretaria de Educação (SEEDF), já havia conquistado o primeiro lugar da categoria na etapa distrital da premiação. “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+”, explica o psicólogo. Rede de apoio entre estudantes A iniciativa surgiu após o profissional identificar desafios relacionados ao acolhimento de estudantes trans no ambiente escolar e aprofundar estudos sobre direitos da população LGBTQIA+ e as barreiras ainda presentes nas instituições de ensino. Entre os pontos observados estão questões ligadas ao uso do nome social, à necessidade de espaços de acolhimento e a situações de discriminação e exclusão. Como parte do desenvolvimento do projeto, Vinicius reuniu estudantes de três escolas da SEEDF no Guará em uma experiência prática de escuta e construção coletiva. “A gente fez como se fosse a prototipação desse trabalho”, conta. “Foi justamente dessa experiência que surgiu a necessidade da construção de um observatório sobre o tema”. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas” Vinicius Mota, psicólogo do Cemeit O observatório prevê sessões de bate-papo, espaços de acolhimento coletivo e ações voltadas para o autocuidado. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas”, explica Vinicius. A proposta também amplia o debate sobre saúde mental, convivência e diversidade no ambiente escolar da rede pública. Acolhimento e escuta no ambiente escolar O trabalho desenvolvido por Vinicius Mota contou com a participação de estudantes de diferentes unidades da rede pública do DF e com o apoio das equipes pedagógicas das escolas envolvidas. No Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará, conhecido como GG, a iniciativa fortaleceu ações de convivência e acolhimento já desenvolvidas pela unidade escolar. “O grupo propiciou aos estudantes a possibilidade de terem voz, de conhecerem seus direitos e de conseguirem expor como querem ser tratados e como se enxergam dentro desses grupos maiores”, resume a pedagoga Mara Cristiane Pereira, do CEM 1 do Guará. “Foi muito importante vê-los conversando com seus pares e compartilhando as próprias vivências.” [LEIA_TAMBEM]A escola, relata Mara, já desenvolve ações voltadas para o fortalecimento do clima de convivência e para a promoção de um ambiente acolhedor por meio do projeto institucional Vem Comigo, iniciativa voltada à escuta e ao acompanhamento dos estudantes. Nesse contexto, o projeto liderado por Vinicius ampliou as possibilidades de acolhimento e atendimento específico aos estudantes trans dentro da unidade escolar. “Hoje percebemos que eles se desenvolvem em um espaço seguro, com diálogo e respeito, e isso contribui diretamente para o processo de ensino e aprendizagem dentro da escola”, enfatiza a pedagoga. Educação empreendedora A participação do Distrito Federal na etapa nacional do Prêmio Educador Transformador reforça a força e a qualidade das iniciativas desenvolvidas pelos educadores da nossa rede de ensino”, ressalta a coordenadora de Educação Empreendedora do Sebrae no DF, Ana Emília Andrade. “O reconhecimento conquistado pelo psicólogo Vinicius evidencia o potencial transformador da educação empreendedora e o compromisso dos educadores do DF com projetos inovadores, criativos e conectados aos desafios do presente e do futuro.” Ela também destacou a atuação dos representantes da capital federal na fase nacional da premiação: “Parabenizamos os três educadores finalistas da Secretaria de Educação — Vinicius Mota, Antônio Santos Júnior e Elvis Rodrigues — , que representaram o DF com excelência, dedicação e inspiração, demonstrando que a educação transforma realidades quando alia o protagonismo com a inovação e o propósito”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Encontro discute cuidado com a saúde mental de servidores
A Câmara Técnica Integrada de Qualidade de Vida no Trabalho (CTIQVT) promoveu reunião técnica com representantes das forças de segurança pública do Distrito Federal para discutir a integração das políticas de bem-estar dos servidores, o acompanhamento de projetos estruturantes de saúde mental e o planejamento da aplicação de recursos estratégicos para 2026. Entre os principais temas discutidos estava o Programa Estruturante de Saúde Mental, direcionado à Vigilância e Governança Clínica. A proposta busca enfrentar lacunas históricas identificadas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, consolidando uma política permanente de cuidado com os servidores. O programa prevê atuação preventiva, mapeamento de fatores de estresse e oferta de suporte especializado, incluindo telemedicina para atendimentos de maior complexidade. Na reunião foram discutidos, entre outras coisas, o planejamento da aplicação de recursos estratégicos para 2026 | Foto: Divulgação/SSP-DF “A valorização do servidor passa, necessariamente, pelo cuidado com a saúde mental e a qualidade de vida. O fortalecimento da integração entre as instituições permite construir soluções mais eficientes, preventivas e permanentes. Nosso compromisso é avançar em políticas estruturantes que garantam suporte, acolhimento e melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Gestão de Pessoas, Vanessa Signale, destacou a importância da atuação integrada para o fortalecimento do programa DF Segurança Integral, especialmente do Eixo 5 — Servidor Mais Seguro, voltado para a valorização dos profissionais da segurança pública. “Quando as instituições atuam de forma integrada, conseguimos fortalecer não apenas as estratégias de segurança pública, mas também o cuidado com quem está na linha de frente. Essas ações coordenadas impactam diretamente o bem-estar, a motivação e a qualidade de vida dos nossos servidores”, ressaltou Signale. O colegiado definiu como prioridade a execução do Plano de Aplicação VPSP 2019–2022, com prazo de liquidação até novembro de 2026. As forças de segurança também deverão encaminhar suas ações de qualidade de vida previstas para o próximo ano, permitindo à SSP-DF consolidar um calendário integrado entre as instituições. Ao final, foram estabelecidos os próximos encaminhamentos técnicos e o cronograma de reuniões, reforçando o compromisso permanente com a saúde mental e a valorização dos profissionais da segurança pública. *Com informações da SSP-DF
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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes
Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta. O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Centro de Atenção Biopsicossocial do DF contabiliza mais de 800 atendimentos em seu primeiro ano
O Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), completa um ano de funcionamento. Com mais de 800 atendimentos realizados, o local se consolida como referência no suporte à saúde física e mental dos servidores da segurança pública. A iniciativa integra o programa DF Segurança Integral, no âmbito do Eixo 5 – Servidor Mais Seguro, que prioriza ações preventivas, cuidado contínuo e fortalecimento institucional a partir das pessoas. Ao longo do primeiro ano, o centro estruturou um modelo de atendimento integrado, voltado às demandas reais do cotidiano dos profissionais de segurança. “Não há segurança pública eficiente sem o cuidado efetivo com quem atua nesta área, principalmente na linha de frente”, afirma o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury. “O CAB materializa uma política estruturante de valorização profissional e o cuidado do GDF com quem cuida. A saúde física e mental são condições indispensáveis para a tomada de decisão, para o equilíbrio emocional e para a qualidade do serviço prestado à população. É um investimento direto na capacidade operacional e na sustentabilidade do nosso sistema de segurança.” Em seu primeiro ano de funcionamento, o Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB) prestou mais de 800 atendimentos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Modelo integrado O centro opera com uma abordagem multidisciplinar, colocando o servidor de forma integral — para além da função que exerce. O espaço se consolidou como ponto de acolhimento e suporte, com serviços que combinam ciência, escuta qualificada e práticas complementares, ampliando o acesso dos servidores a estratégias de cuidado antes pouco estruturadas no âmbito institucional. “O CAB foi estruturado a partir de uma lógica de gestão baseada na integração da saúde ocupacional, prevenção e monitoramento contínuo do bem-estar dos servidores. Ao consolidar fluxos de atendimento e ampliar o acesso a serviços especializados, a iniciativa fortalece a capacidade institucional da segurança pública, ao mesmo tempo em que reduz fatores de risco associados ao estresse ocupacional e ao adoecimento”, ressalta o secretário-executivo de Gestão Integrada, Marcos Leôncio. Ao longo do ano, o CAB realizou 440 atendimentos em fisioterapia, com foco na prevenção e no tratamento de dores crônicas e lesões relacionadas à atividade operacional Resultados Os dados do primeiro ano demonstram não apenas a procura crescente pelo serviço, mas também a efetividade das ações implementadas. No campo da saúde mental, foram realizadas 228 sessões de psicoterapia, com alta adesão e baixo índice de faltas. Também foram realizados 440 atendimentos em fisioterapia, com foco na prevenção e no tratamento de dores crônicas e lesões relacionadas à atividade operacional. O setor registrou crescimento de 168% no último trimestre e encerrou o período com lista de espera zerada. [LEIA_TAMBEM]Em relação ao equilíbrio e à inovação, foram realizadas 170 sessões de práticas integrativas, como auriculoterapia e ventosaterapia, ampliando o cuidado com abordagens complementares. Servidores que atuam em programas estratégicos da pasta, como Viva Flor, Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas e Copom Mulher, têm suporte especial nos atendimentos. Expansão Em 2026, o CAB avançou na ampliação de seus serviços, incorporando o suporte em condicionamento físico, com a entrega de aparelhos de academia, que podem ser utilizados por todos os servidores da segurança pública. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)
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DF amplia rede de saúde mental com novas unidades, reforço de equipes e ações integradas
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado a rede pública de saúde mental com investimentos em estrutura, equipes e novas políticas para fortalecer o atendimento à população. Atualmente, o DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento, distribuídas em todas as regiões de saúde, e prevê a construção de mais cinco, incluindo centros voltados ao público infantojuvenil e estruturas com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas. A expansão da rede também inclui planejamento para novas unidades a partir de 2027 e a ampliação da capacidade de atendimento, com estimativa de cobertura para mais de um milhão de pessoas. Além disso, houve reforço no quadro de profissionais, com nomeação de médicos psiquiatras, ampliação da carga horária de equipes e recomposição de especialistas como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Com a ampliação da estrutura, o intuito da rede é acompanhar o aumento da procura por serviços. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do DF registram cerca de 423,9 mil procedimentos feitos nos Caps do DF, entre 2019 e 2025, com crescimento acumulado de 393% no período — passando de 17,7 mil procedimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024 e evidenciando a ampliação da demanda por serviços de saúde mental na rede pública. Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Centralização Para dar mais agilidade à gestão e fortalecer a política pública, o GDF criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A medida permitiu avanços na organização da rede e na implementação de novas iniciativas, como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial para orientar o fluxo de pacientes e a criação do primeiro laboratório de inovação em saúde mental do país. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade. Ela destaca que, entre outros fatores, o aumento de procedimentos e de procura pelo Serviço de Saúde Mental na rede ocorreu em um contexto pós-pandemia, em âmbito nacional. Dados da SES-DF também indicam o perfil dos atendimentos, com maior incidência de ansiedade e depressão entre adolescentes e casos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias entre adultos, o que orientou a criação de serviços e unidades específicas para esse público. “Cada Caps é pensado para atender uma faixa de 200 mil pessoas. Com essas ampliações, estamos prevendo um aumento de capacidade para um milhão de atendimentos. Isso é necessário para garantirmos o acesso da comunidade. Conseguimos essa pauta de prioridade do governo e houve um investimento alto na recomposição do quadro de médicos psiquiatras. Para um serviço especializado como o Caps isso é muito valioso”, observa. O atendimento é organizado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto situações mais graves são direcionadas aos Caps, que contam com equipes multiprofissionais e atuação conjunta com serviços de urgência e emergência. Outro destaque do setor foi a implantação dos serviços residenciais terapêuticos, que oferecem moradia e acompanhamento a pessoas que viveram por anos em hospitais psiquiátricos e perderam vínculos familiares. A subsecretária recorda, ainda, que a política de saúde mental também envolve ações articuladas com outras áreas institucionais, como assistência social, educação, trabalho, cultura e esporte. “Programas de qualificação profissional, acesso a benefícios sociais, atividades culturais e esportivas e políticas de proteção social são considerados fatores importantes na promoção da saúde mental e na prevenção de adoecimentos”, completa. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Grupos de cura Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia. Funcionando uma vez por semana das 14h às 16h, a iniciativa foca na reabilitação social dos pacientes, trazendo a terapia proporcionada pela arte manual da confecção de bolsas, tapetes, mandalas e cachecóis de crochê, além de uma fonte de renda para quem decide levar para além do hobbie. A coordenadora do grupo, Eleni Alves Sardinha, destacou que a maioria dos frequentadores é usuário da unidade do Itapoã. “Esse aprendizado pode proporcionar autonomia, então o paciente começa a melhorar a autoestima e ter uma qualidade de vida melhor. O crochê trabalha várias partes do organismo humano, como a concentração e a criatividade. Já existem estudos até em relação ao Alzheimer, por trabalhar a parte cognitiva e a produção de dopamina, ajudando também na ansiedade e depressão”, ressalta. A costureira Lidiana Vieira da Cunha, de 37 anos, encontrou na atividade uma forma de lidar com o luto e os impactos emocionais após perder a filha de um mês de idade. “É um caminho de recuperação, porque eu fiquei em um quadro psicológico muito abalado de depressão. Aqui eu encontrei um apoio e também uma forma de deixar minha mente mais leve. A arte cura a mente, a alma e o espírito. Às vezes, a gente não consegue se levantar sozinho, então esse espaço e acolhimento é muito importante”, afirma. Já a dona de casa Maria Francisca da Silva, de 49 anos, relata que o crochê passou a fazer parte do dia a dia como ferramenta de enfrentamento da dependência química e controle da ansiedade: “Me faz muito bem. Quando eu estou estressada, faço crochê em casa com o que aprendi para ocupar minha mente. Minha doença tem recuperação a partir de querer viver, da minha boa vontade e do Caps, que me acolhe.” Para o auxiliar de contabilidade Reginaldo Ferreira Lima, 39, o grupo também representa uma forma de manter o foco no tratamento e reduzir pensamentos negativos: “Quando estamos fazendo crochê, não ficamos pensando muito nos problemas da vida. A gente esquece os problemas e passa a se concentrar nisso aqui.” A unidade, chamada de Caps AD, atende pessoas acima dos 16 anos com necessidades moderadas a graves. A quantidade de participantes do grupo varia, atingindo a quantidade máxima de 15 participantes. Também há passeios feitos esporadicamente com os pacientes para lugares de lazer na cidade, como Jardim Botânico e Zoológico, com transporte gratuito disponibilizado pelo GDF.
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Nova sede do Caps da PMDF fortalece política de cuidado com a saúde mental da corporação
Nesta sexta-feira (27), a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) inaugurou a nova sede do Centro de Assistência Psicológica e Social (Caps), consolidando um avanço estrutural significativo voltado à promoção da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida de policiais militares, familiares e servidores civis. A iniciativa reforça o compromisso institucional com o cuidado integral do efetivo, alinhando-se às diretrizes do Programa DF + Seguro — Segurança Integral, especialmente no eixo Servidor Mais Seguro, que reconhece a valorização do profissional de segurança pública como elemento estratégico para o fortalecimento da corporação. A nova sede do Caps da PMDF foi inaugurada nesta sexta (27); espaço conta com 16 consultórios e sala de palestras para até 100 pessoas | Foto: Divulgação/PMDF Durante a cerimônia, a então vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso assumido pelo Governo do Distrito Federal em garantir aos policiais militares um espaço adequado de acolhimento, ressaltando que a entrega da nova estrutura representa o cumprimento desse objetivo institucional. Na mesma linha, a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, enfatizou que a inauguração simboliza a concretização de um projeto construído coletivamente, marcado por desafios e esforços integrados, resultando em um ambiente voltado ao cuidado do policial militar e de sua família. [LEIA_TAMBEM]Com aproximadamente 3.000 m² de área construída, a nova sede foi planejada para oferecer uma estrutura moderna, segura e acolhedora, com 16 consultórios, sala de palestras com capacidade para 100 pessoas, sala de terapia em grupo, espaços para testes e avaliação psicológica, além de áreas terapêuticas, de convivência e setores administrativos. O espaço foi concebido para garantir privacidade, sigilo e segurança psicológica aos atendidos, fatores essenciais para a qualidade das intervenções e o fortalecimento do vínculo nos atendimentos psicossociais. A ampliação permitirá o fortalecimento de programas já existentes e a implementação de novas iniciativas voltadas à prevenção, ao acompanhamento contínuo e à promoção da saúde mental. Com isso, o Caps/PMDF consolida sua atuação como referência institucional no suporte psicossocial, amplia a capacidade de atendimento e reafirma o compromisso da corporação com a valorização da vida e o cuidado permanente com aqueles que atuam na linha de frente da segurança pública. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
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Programa Saberes Socioemocionais é lançado para a comunidade escolar do DF
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) lançou, nessa quinta-feira (19), o programa Saberes Socioemocionais, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A iniciativa começa pelos anos iniciais e finais do ensino fundamental e será ampliada gradualmente para o ensino médio e para a comunidade escolar em geral. O programa Saberes Socioemocionais, inicialmente voltado para estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental, foi lançado nessa quinta (19) | Foto: Andressa Rios/SEEDF Na prática, o programa propõe inserir, de forma estruturada, o desenvolvimento de competências socioemocionais no cotidiano escolar. A proposta é trabalhar habilidades como empatia, responsabilidade, convivência e tomada de decisão, com foco na formação integral dos estudantes e na melhoria do ambiente escolar. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essas competências influenciam diretamente o desempenho acadêmico, a saúde mental e a trajetória profissional ao longo da vida. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou o cenário vivido nas unidades de ensino e o impacto direto nas relações escolares. “Quero começar reconhecendo e honrando cada profissional que está aqui. Falar de educação hoje é, antes de tudo, falar de pessoas e, mais do que nunca, de emoções. Vivemos um tempo desafiador, não só no Distrito Federal ou no Brasil, mas no mundo. Antes de entrar aqui, conversava com uma coordenadora regional que relatou a situação de uma professora que sofre agressões diárias de um aluno. Essa é a nossa realidade: dura, cruel e desafiadora”, observou. [LEIA_TAMBEM]O secretário-executivo Isaías Aparecido também resgatou o período crítico da pandemia e seus efeitos ainda presentes no cotidiano escolar: “Para mim, é um momento de muita emoção estar aqui depois de quatro, cinco anos à frente da Secretaria de Educação. Enfrentamos um período extremamente difícil, com o retorno às aulas presenciais e uma responsabilidade enorme, diante do risco de perdas de colegas e estudantes. Até hoje, lidamos com os resquícios daquele tempo, buscando retomar a melhoria da qualidade e dos resultados da educação”. Na rotina das escolas, os impactos já são percebidos. “Nós temos uma demanda diária de atendimentos, procura de estudantes com crises de ansiedade, questões emocionais que, muitas vezes, eles não conseguem identificar o que estão sentindo”, relatou a orientadora educacional Danielle Valverde, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Dra. Zilda Arns, no Itapoã. “O programa vem num momento muito oportuno. A gente precisa começar a falar de questões socioemocionais de forma sistematizada na escola, entender que, mesmo que haja um desconforto inicial, é possível atravessar aquele rio de sentimentos e chegar na outra margem, transformado. O estudante, sabendo lidar com a emoção, não transborda para os conflitos”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Centro de Atenção às Pessoas em Situação de Violência no Hmib reinaugura ludoteca
O Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), reinaugurou, na terça-feira (3), a sua ludoteca. O espaço é voltado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar. Originalmente destinada ao público infantil, a ludoteca do Hmib também abrange assistência a jovens e mulheres vítimas de violência | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Criada em 2014, a ludoteca ganhou reforma completa neste início de ano: troca de piso, plotagem de paredes, novo mobiliário com armários, mesas e assentos e doação de brinquedos adequados à terapia proposta. Embora o ambiente seja lúdico e mais infantil, o local também está aberto à assistência a jovens e mulheres vítimas de violência. “Muitos se sentem melhor e mais responsivos em espaços assim”, explica a psicóloga Helena Emerich, do Hmib. “Gostamos de dizer que o brincar na ludoteca tem sempre um objetivo. Estamos atentos à forma como a criança reage, por que ela escolhe determinado brinquedo, como ela lida com a frustração... Não é um mero brincar.” Acolhimento [LEIA_TAMBEM]A rede de Cepavs, também conhecida como “Flores em Rede”, oferece atendimento à pessoa em situação de violência no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF) em 17 unidades. Dessas, dez possuem ludoteca ou receberam doações de materiais por meio de parceria com o Instituto Sabin. “As ludotecas são importantes ferramentas para garantir que crianças e outros públicos que vivenciaram situações de violências recebam um cuidado especializado e acolhedor”, reforça a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer. Atendimento O acesso ao serviço ocorre, prioritariamente, por demanda espontânea — quando o próprio cidadão o procura diretamente —, podendo também ser feito por meio de encaminhamentos. No local, há acolhimento, orientações e, a depender da necessidade, a pessoa é inserida no processo terapêutico. Para encontrar a unidade de referência por meio de seu endereço residencial ou CEP. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Encontro qualifica profissionais para atuação em crises de saúde mental
Diante de uma crise em saúde mental, cada palavra e cada decisão podem fazer a diferença no cuidado do paciente. Pensando na importância de uma atuação preparada e sensível nesses momentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta sexta-feira (20), um encontro voltado ao manejo de pacientes em situações de urgência psicológica. Realizada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a atividade foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e reuniu colaboradores e estudantes interessados na temática. O objetivo foi fortalecer o trabalho em equipe, aprimorar a comunicação terapêutica e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população. O método 'A E I O U' — sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar — foi apresentado durante o encontro | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o encontro, foram discutidas estratégias de intervenção em momentos de crise, além de desafios ainda presentes no tratamento psiquiátrico, como o preconceito e o estigma social. A importância da escuta qualificada e da atuação integrada da rede de cuidado também esteve entre os principais pontos debatidos. Entre as estratégias apresentadas esteve o método “A E I O U”, sigla para Acolhimento, Escuta ativa, Identificação de fatores, Orientações e Ultimar. A proposta orienta a atuação dos profissionais desde o primeiro contato com o paciente, priorizando a criação de vínculo, a compreensão das necessidades e a proteção contra riscos adicionais. [LEIA_TAMBEM]A assistente social Beatriz Liarte, responsável pela mediação do encontro, destaca que não existe uma fórmula única para lidar com situações de crise. “Hoje eu fiz uma intervenção de uma forma, mas amanhã posso precisar utilizar uma abordagem totalmente diferente. Não é algo padronizado”, explica. Segundo ela, além do cuidado clínico, é fundamental pensar na reinserção social e no preparo do paciente para a vida em comunidade. “O paciente precisa ser preparado para viver em sociedade”, afirma. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Bloquinho Doido é Tu anima ala de psiquiatria do Hospital de Base
A terça-feira (17) de Carnaval foi diferente na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF). O bloco carnavalesco Doido é Tu tomou conta do espaço com música, trenzinho, espuma e muita animação, envolvendo pacientes e profissionais em uma celebração marcada pelo acolhimento. A iniciativa foi organizada pelo Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV) do Hospital de Base. De acordo com a presidente do SAV, Vandelícia Dias, todos os pacientes internados participaram da atividade. Com a ajuda de pacientes, as voluntárias confeccionaram as máscaras e cuidaram de cada detalhe do bloco | Fotos: Divulgação/IgesDF “É sempre gratificante viver esses momentos com eles. É quando se sentem acolhidos, felizes, parte de algo maior. Até quem estava mais quietinho, e não queria sair do quarto, acabou vindo para a festa depois de ver a movimentação”, relata. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculo" Vandelícia Dias, presidente do Serviço Auxiliar de Voluntários Construção coletiva A programação para o bloquinho começou na semana anterior, quando os pacientes participaram dos preparativos, confeccionando as próprias máscaras e plaquinhas com frases carnavalescas, além de escolherem o nome do bloco. “Eles se envolveram em tudo: criaram os adereços, ajudaram a decidir o nome e aguardaram ansiosos pelo dia da comemoração. Foi um processo muito bonito”, destaca Vandelícia. "Ações humanizadas no cuidado em saúde mental, estimulam a convivência e fortalecem vínculos. Em meio à rotina hospitalar, festa, alegria e tratamento podem sim caminhar juntos", finaliza a presidente do SAV. *Com informações do IgesDF
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Exercícios físicos ajudam mulheres a enfrentar os desafios do pós-câncer de mama
A decisão de estudar o impacto do exercício físico em mulheres em remissão do câncer de mama nasceu de experiências pessoais marcantes na vida da professora Gislane Ferreira de Melo. A perda de familiares e de uma orientadora para a doença despertou nela o desejo de compreender não apenas os efeitos físicos do câncer, mas também as dimensões emocionais e sociais que acompanham essa jornada. Hoje, essa vivência se transforma em ciência. Professora dos programas de pós-graduação em Educação Física e em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Gislane coordena, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto que investiga como a prática orientada de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais da hormonioterapia e melhorar a qualidade de vida de mulheres em fase de remissão. Gislane Ferreira de Melo: “Muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos” | Foto: Divulgação/Brunno Garcia da Silva O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e, mesmo após o término das etapas mais agressivas do tratamento — como cirurgia, quimioterapia e radioterapia — muitas pacientes ainda precisam conviver, por anos, com os efeitos colaterais da hormonioterapia. Dores articulares, fadiga crônica, alterações de humor, distúrbios do sono e impacto na vida social fazem parte da rotina de milhares de mulheres em fase de remissão da doença. É nesse contexto que se insere o projeto “Interação entre Exercício Físico e Hormonioterapia em Mulheres em Remissão do Câncer de Mama”, desenvolvido na UCB, com apoio da FAPDF por meio do edital Demanda Espontânea (2024). A iniciativa investiga de forma integrada como um protocolo estruturado de exercícios físicos pode amenizar os efeitos colaterais do tratamento hormonal e contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dessas mulheres. Origem internacional e impacto local Atividades aeróbicas integram o protocolo de exercícios do projeto | Foto: Divulgação O projeto é inspirado no programa internacional Get Real & Heel, desenvolvido há mais de 15 anos na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC), nos Estados Unidos. A partir dessa experiência, a pesquisadora foi autorizada a implementar o protocolo no Brasil, dando origem ao Get Real & Heel Brasil, que passou a funcionar de forma contínua na UCB. Atualmente, o programa atende a cerca de 30 mulheres sobreviventes do câncer de mama — muitas delas em uso de hormonioterapia, oferecendo sessões gratuitas de exercício físico supervisionado, três vezes por semana, com duração média de uma hora e meia. Exercício como estratégia terapêutica As sessões coletivas combinam exercícios aeróbicos, força e equilíbrio, promovendo ganhos físicos e também o fortalecimento do vínculo entre as participantes | Foto: Divulgação O diferencial do projeto está na abordagem personalizada e no acompanhamento multiprofissional das participantes. Antes de iniciar as atividades, cada mulher passa por uma avaliação ampla, que inclui histórico clínico e oncológico, tipo de tratamento realizado, uso de medicamentos, além de avaliações físicas, funcionais, psicológicas e sociais. As sessões combinam exercícios aeróbicos, treinamento de força, atividades de mobilidade, equilíbrio e flexibilidade. A intensidade e o volume dos exercícios são ajustados individualmente, respeitando as limitações e necessidades de cada participante, sempre com monitoramento contínuo de sinais vitais, percepção de esforço, presença de dor e resposta ao treinamento. Segundo a coordenadora, o exercício físico deixa de ser uma atividade genérica e passa a atuar como uma estratégia terapêutica não farmacológica, integrada ao cuidado em saúde, especialmente importante durante o longo período de uso da hormonioterapia. Acompanhamento integral Além dos ganhos físicos, o projeto acompanha de forma sistemática os impactos psicológicos, biológicos e sociais da prática de exercícios. São avaliados indicadores como ansiedade, depressão, autoestima, imagem corporal, qualidade do sono, qualidade de vida, suporte social e medo de recorrência da doença. O estudo também analisa biomarcadores moleculares e inflamatórios, além de utilizar ferramentas de inteligência artificial e machine learning para identificar padrões, interações entre variáveis e respostas ao treinamento ao longo do tempo. Essa abordagem permite compreender a saúde das participantes como um processo dinâmico, influenciado pela interação entre tratamento medicamentoso, exercício físico e contexto psicossocial. O acompanhamento individualizado permite que cada participante evolua no seu ritmo, respeitando limites físicos e necessidades específicas durante o uso da hormonioterapia | Foto: Divulgação Entre os principais benefícios relatados estão a redução de dores musculares e articulares, diminuição da fadiga, melhora da disposição para as atividades diárias, maior tolerância ao esforço físico e melhora do sono. “Observamos, ao longo do acompanhamento, que muitas mulheres chegam às sessões com dores, cansaço extremo e fragilidade emocional, mas saem com outra disposição, outro humor e mais confiança em seus corpos. O exercício físico passa a ser um recurso de enfrentamento, de reconstrução da autoestima e de retomada da autonomia”, destaca a pesquisadora. Na prática, essas transformações se refletem em maior adesão ao tratamento, melhora da capacidade funcional, retomada de atividades cotidianas e fortalecimento do senso de pertencimento e de apoio mútuo entre as participantes. Os impactos também se estendem ao bem-estar emocional. Muitas mulheres relatam redução de sintomas de ansiedade e depressão, aumento da autoestima, ressignificação da imagem corporal e maior confiança em seus próprios corpos após o tratamento oncológico. O projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento No aspecto social, o projeto promove a construção de vínculos afetivos duradouros entre as participantes, formando uma rede de apoio baseada na escuta, na troca de experiências e no sentimento de pertencimento. Atualmente, o programa apresenta índices mínimos de faltas e não registra desistências, reflexo do modelo de acolhimento adotado. Benefícios para o Distrito Federal Além do impacto direto na vida das participantes, o projeto contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, fortalece a produção científica na área da oncologia do exercício e gera dados que podem subsidiar políticas públicas de saúde. Entre os desdobramentos previstos estão a realização de palestras em hospitais do Distrito Federal, a divulgação científica dos resultados e a possibilidade de implantação de programas semelhantes como estratégia complementar ao tratamento oncológico na rede pública de saúde. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como essa destacam o papel da pesquisa aplicada na promoção da saúde e da qualidade de vida da população. “A FAPDF tem como missão apoiar projetos que transformem conhecimento científico em impacto social. Este estudo reúne ciência de excelência, inovação e cuidado humanizado, com benefícios concretos para as mulheres do Distrito Federal.” Para Gislane, a iniciativa tem potencial para se tornar um modelo de referência em cuidado integral e humanizado para mulheres em remissão do câncer de mama, articulando pesquisa, extensão, formação de recursos humanos e impacto social. Além das atividades físicas, o projeto promove momentos de integração e convivência, fortalecendo a rede de apoio e o sentimento de pertencimento entre as mulheres acompanhadas | Foto: Divulgação/Acervo do projeto [LEIA_TAMBEM]A coordenadora ressalta que o apoio da fundação foi decisivo para que a iniciativa pudesse se consolidar como um projeto contínuo, articulando pesquisa, extensão e formação de recursos humanos. “O financiamento permitiu a aquisição de materiais e equipamentos, a formação da equipe, a realização das avaliações clínicas, físicas e psicológicas, além da viabilização da coleta sistemática de dados ao longo do acompanhamento das participantes”, destaca. O fomento ainda garantiu condições institucionais para transformar a iniciativa em uma ação de longo prazo, com impacto social, científico e formativo no Distrito Federal. *Com informações da FAPDF
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Laboratório para projetos inovadores em saúde mental é lançado no DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) anunciou, nesta sexta-feira (30), o lançamento do laboratório InovaSAM. O local irá desenvolver e integrar projetos na área de saúde mental. O objetivo é fomentar, apoiar e acompanhar as iniciativas, fortalecendo a troca de conhecimento entre profissionais e idealizadores. Liberado a servidores, pesquisadores, população e associações que tenham projetos de inovação em saúde mental, o laboratório é fruto da busca por soluções versáteis. “O intuito é que a saúde mental passe por uma adaptação para atender demandas contemporâneas e, com isso, avance tecnologicamente. O InovaSAM surgiu disso. Queremos desenvolver soluções efetivas, fáceis de serem implementadas e de baixo custo”, detalha a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer. SAMia é um dos projetos do InovaSAM já colocado em prática; ferramenta usa inteligência artificial para orientar a população sobre serviços de saúde mental | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF [LEIA_TAMBEM]Um dos projetos criados pelo laboratório já está em funcionamento. A SAMia é uma ferramenta digital e gratuita, que utiliza inteligência artificial (IA) para orientar e direcionar a população aos serviços de saúde mental da rede pública. O aplicativo está disponível para celulares e computadores de forma simples e segura. O uso é anônimo e não exige cadastro, podendo ser utilizado para atendimento próprio ou para orientar terceiros. Coordenadora do laboratório, Keyla Almeida destaca que a iniciativa rompe barreiras e paradigmas sobre o cuidado com a saúde mental. “Decidimos pensar fora da zona de conforto. Fomos percebendo, ao longo do caminho da elaboração do InovaSAM, que algumas ideias podem parecer complicadas, mas são muito possíveis”, explica. “Trata-se de um ambiente aberto para receber novas mentes e ideias. É multidisciplinar”, complementa. Para as próximas etapas, está prevista a publicação de edital de chamamento de projetos e propostas inovadoras no âmbito da saúde mental. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dedicada à saúde mental, campanha Janeiro Branco é encerrada com caminhada no Parque da Cidade
A campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre a saúde mental e emocional, foi encerrada nesta sexta-feira (30) com uma caminhada no estacionamento 13 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek. A iniciativa foi promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF), em parceria com o Comitê Gestor de Qualidade de Vida no Trabalho (CGQVT), da Secretaria de Economia (Seec-DF), reunindo servidoras e servidores em uma ação voltada ao bem-estar, à integração e à promoção de hábitos saudáveis. A servidora pública Luciana Carvalho participou da caminhada: “Cuidar da saúde mental nos ajuda a trabalhar melhor e a atender melhor a população” | Foto: Samuel Marques/SMDF “Falar sobre saúde mental é romper tabus e abrir caminhos para uma vida mais equilibrada, dentro e fora do trabalho” Giselle Ferreira, secretária da Mulher Além da caminhada, a programação incluiu roda de bate-papo e aula de zumba, proporcionando momentos de cuidado, escuta e incentivo a interações positivas no ambiente laboral. Durante este mês, a SMDF promoveu diversas ações com esse foco. Entre as iniciativas, os comitês de proteção à mulher em Santa Maria, Estrutural e Sobradinho promoveram debates com especialistas, abordando a prevenção de transtornos como ansiedade e depressão. “Promover ações como essa é fundamental para fortalecer uma cultura institucional baseada no cuidado, na escuta e no respeito”, avalia a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “Cuidar da mente é um ato de coragem. Falar sobre saúde mental é romper tabus e abrir caminhos para uma vida mais equilibrada, dentro e fora do trabalho.” Ações preventivas [LEIA_TAMBEM]Epitácio Júnior, secretário-executivo de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Economia, lembra que essas ações têm impacto direto no bem-estar dos servidores: “Quando o servidor retorna ao trabalho após uma atividade como essa, ele volta diferente. O foco é a prevenção da saúde emocional, promovendo qualidade de vida antes que o adoecimento aconteça”. O cronograma também incluiu Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), como auriculoterapia, yoga, meditação, terapia comunitária, técnicas de redução do estresse e ventosaterapia. As atividades foram executadas nos equipamentos da SMDF localizados em Planaltina, Sobradinho, Plano Piloto, Itapoã e Águas Claras. A servidora pública Luciana Carvalho, de 43 anos, reforça que a prática de atividades físicas contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida. “Essa atividade é fundamental para reduzir a ansiedade e o estresse do dia a dia”, afirma. “Cuidar da saúde mental nos ajuda a trabalhar melhor e a atender melhor a população. Além disso, esses momentos fortalecem o convívio social e criam novas amizades”. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Saúde reforça importância do cuidado contínuo com o bem-estar
Nesta quinta-feira (29), representantes da Secretaria de Saúde (SES-DF) marcaram presença no CB Debate, evento online com o tema “Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil”. A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, alertou que, apesar de ser importante celebrar um mês dedicado à conscientização do assunto, o debate sobre os agravos na saúde mental deve ser incentivado durante todo ano. “Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende por todos os 365 dias do ano”, afirmou a subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Falcomer | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “É um desafio levar para todas as pessoas do Distrito Federal essa reflexão sobre a importância de cuidar da saúde mental, e o Janeiro Branco nasceu desse movimento”, afirmou. “Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende por todos os 365 dias do ano. Estamos finalizando o mês, mas esse tema e esse cuidado demandam o investimento das pessoas durante todos os dias.” A subsecretária também enfatizou que o trabalho na saúde mental envolve a integração de diferentes áreas. “É importante trabalhar nesta perspectiva integrada de políticas, então é preciso intervir nas condições de vida, de renda, trabalho, no fim das violências, nas relações interpessoais, nas violências urbanas e nas desigualdades estruturais”, disse. Estigma Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas do mundo vivem com algum agravo de saúde mental, e a perspectiva é que uma a cada oito pessoas desenvolvam algum tipo de agravo ao longo da vida. No Brasil, o perfil epidemiológico aponta que os transtornos como ansiedade e depressão estão entre os mais frequentes. Para Fernanda Falcomer, os dados demonstram a importância da quebra de estigmas em relação ao cuidado com a saúde da mente: “Somos pessoas e vivemos um processo de sofrimento ao longo da vida. Reconhecer isso é também quebrar barreiras do estigma de que só tem sofrimento mental aquela pessoa, popularmente chamada de louca ou doida, mas não é assim”. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária reforçou que a busca por ajuda deve ser feita diante dos primeiros sinais de danos: “Precisamos estar atentos a isso, aceitar essa inflexão e compreender que o momento de buscar ajuda é quando esse processo de sofrimento começa a trazer prejuízos à pessoa”. Atendimento As unidades básicas de saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para esse serviço. Os atendimentos em saúde mental oferecidos pela UBSs são voltados, principalmente, a casos leves e situações iniciais. As equipes fazem o acolhimento e a avaliação, além de acompanhar outras demandas. As unidades também realizam o encaminhamento para serviços especializados por meio da regulação. Já as unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem cuidado para pessoas com sofrimento mental grave e persistente, ou com uso abusivo ou dependência de substâncias psicoativas (como álcool e outras drogas), que impactam de forma significativa sua vida e rede de apoio. Atualmente, são 18 Caps de todas as modalidades, e cada tipo presta um atendimento específico. O acesso ocorre por demanda espontânea — sem necessidade de encaminhamento ou agendamento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Pesquisa traça impacto dos jogos de azar na população do DF
Com o objetivo de analisar os impactos dos jogos de azar na população que vive na capital do país, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), lança o estudo “Apostadores no Distrito Federal Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. A pesquisa identifica as modalidades de jogos praticadas, os motivos que levam as pessoas a fazerem apostas e os impactos sociais, financeiros e de saúde entre cidadãos maiores de 18 anos. Estudo foca os impactos dos jogos de azar na estrutura das famílias | Arte: IPEDF “Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF O levantamento também avalia a percepção de pessoas que não participam dessas atividades. Os dados foram coletados por meio de questionários aplicados por pesquisadores uniformizados em locais de grande circulação, abrangendo todas as regiões administrativas do Distrito Federal. As informações, que permanecem sem identificação dos respondentes, foram analisadas segundo critérios como gênero e faixa de renda. “Os jogos de azar, especialmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas uma prática recreativa e passaram a gerar impactos reais na vida das famílias, como endividamento, conflitos familiares e adoecimento emocional”, avalia o secretário da Família, Rodrigo Delmasso. “O estudo inédito nos permite compreender quem são os apostadores no DF, onde estão e como esse comportamento afeta a dinâmica familiar. Com dados técnicos, o GDF poderá formular políticas públicas preventivas, voltadas à educação financeira, à saúde mental e ao fortalecimento das famílias, protegendo especialmente os mais vulneráveis.” Políticas públicas Por sua vez, o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, afirma: “O IPEDF tem como missão produzir informações qualificadas para orientar a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas. Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento e à vulnerabilidade social. Ao oferecer dados objetivos e territorializados, a pesquisa contribui para que o poder público atue de forma preventiva e baseada em evidências”. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, a pesquisa responde a uma demanda crescente por informações qualificadas sobre o tema. “Com a rápida expansão das plataformas de jogos online e o fácil acesso às apostas, torna-se fundamental produzir um diagnóstico consistente sobre o perfil dos apostadores e sobre as possíveis consequências desse hábito na vida financeira, social e na saúde da população”, aponta. “O estudo permite compreender melhor esse fenômeno no contexto específico do Distrito Federal e subsidiar políticas públicas que consigam dar conta da problemática que envolve as apostas”. O objetivo do estudo é compreender o comportamento, as motivações e o perfil sociodemográfico dos apostadores (considerando gênero, renda e faixa etária) com mais de 18 anos. Dados gerais indicam que, no Brasil, a maior parte dos apostadores em plataformas de bets concentra-se entre jovens de 16 a 34 anos, embora também haja um volume expressivo de apostas entre aposentados. A pesquisa constitui uma resposta direta ao crescimento do endividamento associado aos jogos de azar e contribuirá para a construção de um diagnóstico específico da realidade da capital federal. Veja os dados apurados. *Com informações do IPEDF
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Acolhimento e autonomia: Caps ajudam pessoas a retomar o próprio protagonismo
Assim como o corpo, a mente também requer cuidados, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) está preparada para atender a todo cidadão que necessite de atendimento. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, a Raps é pedra fundamental do bem-estar e da integração de diversas comunidades no Distrito Federal. Um dos alicerces da rede são os 18 centros de atenção psicossocial (Caps) destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave — incluído aquele decorrente do uso de álcool ou demais drogas —, seja em situações de crise, seja nos processos de reabilitação psicossocial. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico. Os Caps não exigem encaminhamento médico nem agendamento prévio | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “Algumas pessoas ainda têm preconceito com quem busca ajuda, mas hoje — na sociedade em que vivemos, com a rotina que enfrentamos — nós vemos que problemas psíquicos podem acontecer com qualquer pessoa. O conselho que dou a quem tem algum sofrimento mental é que busque auxílio o mais rapidamente possível, antes que o quadro se agrave”, afirma a psicóloga e supervisora do Caps III de Samambaia, Juliana Neves Batista. Juliana explica que as unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial para o tratamento da população, responsáveis por tratar quadros psíquicos mais leves. Os Caps atendem casos de maior complexidade, sendo o meio termo entre a atenção primária e os serviços hospitalares e de emergência. “No Caps nós temos um dispositivo chamado acolhimento, em que fazemos esse atendimento inicial. Oferecemos uma escuta qualificada, entendendo as questões daquela pessoa, e ela de fato sente que está sendo acolhida. Em seguida, fazemos o direcionamento correto, nem todo paciente permanece aqui”, conta a psicóloga. Acolhimento Marlene Luiza da Cunha: "Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps" Nos Caps, a assistência em saúde mental é prestada por equipe multiprofissional atuando de forma interdisciplinar. A equipe pode ser composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos. Um dos casos atendidos pelo Caps III de Samambaia foi o da aposentada Marlene Luiza da Cunha, 66 anos. Não muito depois de ter se aposentado, ela perdeu vários familiares, o que causou muito impacto em sua saúde mental. “Eu tive três momentos muito difíceis, relacionados ao luto. Perdi meu pai em 2015. Em seguida foi meu marido, em 2016, após 31 anos de casada. E 40 dias depois eu perdi a minha mãe. Assim, eu não pude ter essa vivência do luto. Eu estava em choque quando tive que lidar com os problemas de inventário", afirma. Marlene conta que, além de ter de lidar com a burocracia e a notícia das mortes em sucessão, um problema de saúde a deixou internada por um longo tempo, resultando em uma depressão profunda. “Estava desorientada, debilitada física e mentalmente. Não podia mais sair sozinha. Comecei a me fechar, a me isolar, não queria mais sair daquele mundinho que a gente cria para se sentir protegido porque tudo externo era agressivo”, relembra. Os centros oferecem atividades como terapia comunitária, caminhadas e oficinas de crochê aliadas ao atendimento de uma equipe multidisciplinar O isolamento começou a levantar preocupações na família e amigos. Seriam eles, assim, a dar o primeiro passo em sua recuperação. “Eu não vim ao Caps, o Caps é que veio ao meu encontro”, conta. Por iniciativa de amigos, uma equipe de profissionais do Caps III de Samambaia realizou uma visita domiciliar ao endereço de Marlene. Embora reclusa e avessa ao contato com os outros, ela entendeu naquele dia que precisava de ajuda. “Eles entenderam que eu estava muito acuada. Eu mesma havia entrado em um labirinto, apagado a luz e tentava encontrar a saída”, lembra. Ponto de virada [LEIA_TAMBEM]Mesmo sem muito ânimo no início, Marlene começou a participar de algumas das ações e terapias desenvolvidas na unidade da SES-DF. A lista de atividades disponíveis é extensa: grupos de bijuteria, terapia comunitária, yoga, hortoterapia, caminhadas, tai chi chuan, dança, karaokê e crochê. Cada uma dessas atividades apresenta um benefício terapêutico próprio, aliado sempre ao acompanhamento clínico da equipe multidisciplinar. “Um dia, minha orientadora ocupacional me perguntou se eu estava gostando das oficinas, e eu comecei a perceber que, quando a gente não tinha atividades, eu sentia falta do que a gente trabalhava aqui. Nessas atividades a gente vai interagindo com os outros colegas, vai se sentindo melhor. Percebi que as minhas capacidades mentais e físicas estavam voltando e que a autoestima é muito importante para quem precisa de ajuda”, conta. Hoje, Marlene diz estar “80% recuperada” e faz questão de agradecer ao time do Caps III de Samambaia: “Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps. Para mim, essa é a abertura de um processo de cura que depende do próprio paciente. Não há outra palavra para definir o que eu sinto senão gratidão”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Janeiro Branco: DPDF lança curso online gratuito sobre saúde mental
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) lançou, nesta quinta-feira (22), o curso online “Saúde mental: cuidado integral e humanizado – Direitos e proteção”, como parte das iniciativas da campanha Janeiro Branco. As aulas são gratuitas e estão disponíveis na plataforma de ensino a distância da Escola de Assistência Jurídica (Easjur) da instituição, a Easjur EaD, para o público interno e a população em geral. Ao final da capacitação, os participantes recebem certificação de 20 horas/aula, reconhecendo a participação em uma formação alinhada às políticas públicas e às diretrizes contemporâneas de cuidado em saúde mental. O objetivo é oferecer conhecimentos, informações e orientações que possibilitem identificar, compreender e atuar de forma qualificada em situações que envolvam saúde mental, incluindo casos complexos, comportamentos de difícil manejo e atendimentos a pessoas em intenso sofrimento psíquico. Além disso, o curso aborda a interface entre saúde mental e Justiça, alinhando-se às diretrizes da Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institui a Política Antimanicomial do Poder Judiciário e orienta o tratamento de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. Arte: DPDF As aulas visam qualificar a atuação da DPDF, promovendo intervenções adequadas, humanizadas e juridicamente fundamentadas. Dessa forma, fortalecem o compromisso institucional com os direitos humanos e aprimoram a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Para o defensor público-geral, Celestino Chupel, o lançamento do curso reafirma o compromisso da instituição com uma atuação mais humana e qualificada. “A Defensoria Pública do DF lida diariamente com pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, muitas vezes atravessadas por sofrimento psíquico. Capacitar nossos membros, servidores e a sociedade para compreender a saúde mental como direito fundamental é essencial para garantir atendimentos mais justos, eficazes e respeitosos”, defendeu. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Atividade Psicossocial da DPDF, Roberta de Ávila, explica que o curso foi estruturado para dialogar com a realidade cotidiana dos atendimentos. “A proposta é oferecer ferramentas práticas e fundamentadas para que os profissionais consigam reconhecer o sofrimento psíquico, atuar de forma ética e humanizada e articular corretamente a rede de proteção. Cuidar da saúde mental também é garantir escuta, acolhimento e respeito à singularidade de cada pessoa”, destacou. Estrutura do curso A capacitação é dividida em dez módulos, que contemplam temáticas como reforma psiquiátrica e Política Nacional de Saúde Mental; atuação psicossocial, sociojurídica e interdisciplinar na DPDF; cuidado integral e humanizado, direitos humanos e proteção; Rede de Atenção Psicossocial (Raps); saúde mental, álcool e outras drogas; entre outras. Ao longo das aulas, são trabalhadas práticas de escuta qualificada, atendimento humanizado e manejo de situações complexas e de intenso sofrimento psíquico, sempre com foco na dignidade da pessoa atendida. *Com informações da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF)
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