Sábado (19) tem imunização garantida no DF
Para quem deseja colocar a caderneta de vacinação em dia, e com tranquilidade, o Distrito Federal contará com diversos postos de atendimento abertos neste sábado (19). A iniciativa mobiliza equipes de saúde em diferentes regiões para garantir a proteção de crianças, jovens, adultos e idosos. A relação completa com todos os endereços e horários de funcionamento pode ser consultada neste link. No total, serão 40 pontos de atendimento, incluindo locais de grande circulação, como o Shopping Boulevard (Plano Piloto), o Atacadão Dia a Dia (Ceilândia), a Paróquia São José Operário (Vicente Pires) e a Chácara Bettel (São Sebastião). Unidades básicas de saúde (UBSs) também estarão abertas, estrategicamente distribuídas pelas regiões administrativas para aproximar a vacinação dos moradores. A população encontrará imunizantes previstos no calendário oficial, de acordo com os critérios de faixa etária e públicos prioritários. Para receber as doses correspondentes, é necessário comparecer com documento de identidade válido com foto e, sempre que possível, a caderneta de vacinação. No domingo (20), não haverá atendimento. Já na segunda-feira (21), as 136 salas de imunização reabrem em horário normal. Para receber as doses correspondentes, é necessário comparecer com documento de identidade válido com foto e, sempre que possível, a caderneta de vacinação | Foto: Divulgação Pontos perto de você neste sábado (19), além das UBSs ⇒ Shopping Boulevard - Plano Piloto Endereço: Setor Terminal Norte Horário: 9h às 16h ⇒ Atacadão Dia a Dia - Ceilândia Endereço: QNN 9, Conjunto I Horário: 9h às 16h ⇒ Chácara Bettel - São Sebastião Endereço: DF-130 Horário: 9h às 16h ⇒ Paróquia São José Operário - Vicente Pires Endereço: Rua 8, Vila São José, Vicente Pires Horário: 9h às 15h
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Sábado é Dia D de vacinação no DF; saiba onde se imunizar
A campanha nacional de multivacinação segue por todo o Distrito Federal com o objetivo de imunizar toda a população, mas, principalmente, o público infantojuvenil. As vacinas estão disponíveis em mais de cem unidades de saúde. As ações serão intensificadas no sábado (22), com o Dia D de Vacinação. A proposta é oferecer os imunizantes estabelecidos no calendário de rotina, que abrange tanto adultos e idosos quanto crianças e adolescentes. As doses estarão disponíveis em unidades básicas de saúde (UBSs) e em pontos comunitários distribuídos por diferentes regiões da capital. A lista completa com endereços e horários está disponível neste link. Aproveite: as doses estarão disponíveis em unidades básicas de saúde (UBSs) e em pontos comunitários das diferentes regiões do Distrito Federal | Fotos: Divulgação "Estamos no período da campanha para crianças e adolescentes, mas também queremos aproveitar para fazer a atualização vacinal de toda a família" Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio do DF "Estamos no período da campanha para crianças e adolescentes, mas também queremos aproveitar para fazer a atualização vacinal de toda a família. As doses estão disponíveis ao longo deste mês. No Dia D, ampliaremos os locais de atendimento e a busca ativa", explica a gerente da Rede de Frio do DF, Tereza Luiza Pereira. Proteção contra o sarampo Os casos de sarampo registrados neste ano no estado de São Paulo acenderam um alerta para a prevenção da doença em todo o território nacional. Apesar de o DF ainda não ter registrado ocorrências, a imunização em dia é a maneira mais eficaz de proteger, especialmente, as crianças. Mesmo se tiver perdido o cartão de vacinas, procure uma UBS: a equipe de saúde verificará as informações no sistema para resgatar o histórico das doses tomadas Hoje, a dose contra o sarampo é indicada para bebês de 12 a 15 meses de idade. Contudo, para famílias que vão para São Paulo, o DF está aplicando a dose zero em bebês de 6 a 11 meses. Essa estratégia busca expandir a proteção dessas crianças, que são mais vulneráveis à infecção pelo sarampo e ao desenvolvimento de formas graves da doença. A dose zero, porém, não substitui as outras previstas no calendário de rotina. Já adultos com até 29 anos precisam ter recebido duas doses; para a população de 30 a 59 anos, a dose é única. Às pessoas com mais de 60 anos, o imunizante não é sugerido. Na dúvida, procure uma UBS e se informe Àqueles que não têm certeza se receberam ou não a dose, a recomendação é buscar uma UBS para verificar. Orienta-se levar um documento válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Caso tenha perdido o cartão, compareça à UBS assim mesmo. A equipe de saúde consultará os sistemas digitais de informação para resgatar o histórico do usuário. Se houver doses atrasadas de longo tempo, não adie. O esquema vacinal não é reiniciado, apenas continuado do ponto de onde parou. Multivacinação 2026 no DF ⇒ Período da ação: até 1º de setembro ⇒ Dia D de mobilização social: 22 de agosto ⇒ Público-alvo prioritário: crianças e adolescentes menores de 15 anos (atualização estendida a jovens até 19 anos para HPV e demais faixas elegíveis para gripe e sarampo); ⇒ Locais de atendimento: salas de vacina nas UBSs e ações em escolas e espaços comunitários sinalizados; ⇒ Horários e postos: a lista detalhada dos locais e horários de atendimento pode ser consultada neste link.
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UPAs do DF reforçam assistência no atendimento de complicações da diabetes
Às vésperas do Dia Nacional do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (26), especialistas alertam que reconhecer os sinais de descompensação da doença e procurar atendimento rapidamente pode evitar complicações graves. Entre janeiro e maio deste ano, as 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) atenderam 604 pacientes com diabetes e complicações relacionadas à doença. As UPAs têm papel fundamental no atendimento de urgência a pacientes que apresentam alterações agudas da glicemia, como hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose diabética. Nesses casos, a assistência rápida permite estabilizar o quadro clínico e, quando necessário, encaminhar o paciente para unidades de maior complexidade. Foi exatamente essa assistência que fez a diferença para Jorge Chaves, de 46 anos. Nesta semana, ele procurou a UPA de Vicente Pires após apresentar um quadro de cetoacidose diabética, uma complicação grave da doença que exige atendimento imediato. "Sou uma pessoa com diabetes e precisei buscar ajuda na UPA de Vicente Pires por causa de uma emergência causada pela doença. Fui atendido rapidamente por profissionais preparados, que logo iniciaram o tratamento. Em momentos como esse, procurar uma UPA faz diferença", relata. As UPAs têm papel fundamental no atendimento de urgência a pacientes que apresentam alterações agudas da glicemia, como hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose diabética | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o gerente da unidade, Jackson Teixeira, os quadros mais frequentes estão relacionados às alterações agudas da glicemia. Pacientes costumam procurar atendimento após apresentarem sintomas como fraqueza intensa, tonturas, náuseas, vômitos, sonolência ou mal-estar. "Quanto mais cedo ocorre a assistência, maiores são as chances de estabilização clínica e recuperação do paciente", destaca. As UPAs integram uma rede de cuidado que funciona de forma articulada. Após a avaliação e o tratamento inicial, os pacientes podem receber alta com orientações ou, quando necessário, ser encaminhados para hospitais de maior complexidade. "As unidades têm papel estratégico porque garantem a estabilização dos quadros agudos e contribuem para a continuidade do cuidado dentro da rede pública de saúde", acrescenta o gestor. Atendimento integrado A nutricionista da UPA de Vicente Pires, Bruna Pires, conhece essa realidade de dois lados. Além de ser profissional de saúde, ela convive com o diabetes. "O acompanhamento adequado, a alimentação equilibrada, o uso correto das medicações e o monitoramento da glicemia são fundamentais para manter a qualidade de vida e prevenir complicações", afirma. Bruna observa que muitos pacientes chegam às unidades assustados e inseguros diante de uma descompensação da doença. Por isso, o acolhimento é tão importante quanto o tratamento clínico. "Muitas vezes, a pessoa precisa de orientação e tranquilidade para entender o que está acontecendo e quais serão os próximos passos do cuidado", ressalta. Em Brazlândia, a coordenadora de enfermagem da UPA, Rayane Pergentino, explica que as ocorrências mais frequentes atendidas pelas equipes são episódios de hipoglicemia, hiperglicemia e complicações relacionadas ao pé diabético, condição que pode provocar perda de sensibilidade nos pés, dificultar a cicatrização e aumentar o risco de infecções. Segundo ela, reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda rapidamente pode evitar agravamentos. "Quanto mais cedo a descompensação é identificada e tratada, maiores são as chances de evitar complicações e restabelecer o equilíbrio do organismo com segurança", pontua. Embora as UPAs sejam responsáveis pelo atendimento dos quadros agudos e emergenciais, o acompanhamento contínuo do diabetes é realizado principalmente nas unidades básicas de saúde (UBSs), geridas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), onde os pacientes recebem acompanhamento multiprofissional, orientações e monitoramento regular da doença. "Manter o tratamento conforme orientação da equipe de saúde, monitorar a glicemia regularmente e adotar hábitos saudáveis continuam sendo as principais formas de prevenir complicações. Ainda assim, quando surgem sinais de descompensação, as UPAs permanecem preparadas para oferecer assistência rápida e qualificada", conclui Rayane. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Escolas, shoppings, feira e UBSs: saiba onde se vacinar neste sábado (9) no DF
Vacinas contra doenças como sarampo, febre amarela e coqueluche estarão disponíveis em 52 locais de atendimento neste sábado (9). Os pontos incluem dois shoppings — um no Plano Piloto e outro no Jardim Botânico —, escolas, a Feira Central de Ceilândia e 47 unidades básicas de saúde (UBSs). A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde (SES-DF). Para receber o imunizante, é importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Os imunizantes serão ofertados para pessoas de diferentes faixas etárias, conforme o calendário de vacinação e os grupos prioritários das campanhas. Adolescentes e adultos, por exemplo, poderão receber doses contra febre amarela, hepatite B, difteria e tétano (dT), além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Jovens de 10 a 14 anos poderão tomar a vacina contra a dengue. Já idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, integram os públicos-alvo da vacinação contra a gripe (influenza). [LEIA_TAMBEM]É importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes irão conferir os registros e avaliar a necessidade de aplicação de doses. A SES-DF reforça que é possível se vacinar em qualquer posto disponível, independentemente do local de residência. Não haverá atendimento no domingo (10). Na segunda-feira (11), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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DF terá telessaúde para diagnósticos oftalmológicos
Quinze unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participarão de projeto-piloto para oferecer exames de retinografia por meio digital, com os núcleos de telessaúde da Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Goiás (UFG). O treinamento para uso dos equipamentos começou nessa quarta-feira (11), logo após a solenidade de lançamento do projeto, realizada no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes Júnior, destacou a importância do uso da tecnologia com a finalidade de qualificar o atendimento. "Não é apenas uma estratégia tecnológica, é uma estratégia para a proteção da população", afirmou, durante a solenidade. Retinografia Com os equipamentos, será possível realizar exames de retinografia, que consiste em captar uma imagem do fundo do olho, observando estruturas como retina, nervo óptico e vasos sanguíneos em alta definição. Com isso, é possível diagnosticar doenças como retinopatia diabética, descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular. A inovação, no caso do projeto, é se conectar diretamente a pesquisadores das universidades parceiras. Os laudos serão emitidos por oftalmologistas vinculados aos núcleos de telessaúde. Solenidade de apresentação do projeto destacou a importância do uso da tecnologia com foco na qualificação do atendimento aos pacientes | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “A tecnologia não é um fim em si mesma; ela é muito útil para fortalecer aquela que é a nossa missão: o compromisso social com valor agregado por meio da nossa produção de conhecimento, da relação que produzimos nos contextos de ensino, pesquisa e extensão”, disse a reitora da UnB, Rozana Naves. Os equipamentos necessários aos exames foram distribuídos à Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia, UBS 7 de Samambaia, UBS 1 de Santa Maria, UBS 15 do Gama, UBS 5 de Planaltina, UBS 1 do Itapoã, UBS 17 de São Sebastião, UBS 1 da Asa Sul, Policlínica de Ceilândia, Policlínica de Taguatinga II, Policlínica do Gama, Centro de Referência em Diabetes e Hipertensão (Cradh), Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cedhic), Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) e ao Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cadh). Expansão do projeto Há a proposta de avançar no projeto para outras especialidades, com a inclusão de serviços como telediagnóstico em cardiologia e dermatologia, além da oferta de teleconsultorias e teleconsultas em diferentes áreas. "Este é o primeiro passo, inaugurando um serviço que será muito mais robusto e que vai trazer mais benefícios para a população", completou a coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços da SES-DF, Juliana Soares. Também estiveram presentes na solenidade a coordenadora do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) Digital da UnB, Valéria Mendonça; o diretor do Departamento de Saúde Digital e Inovação da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, João Pedro Braga Félix; e Maria Célia Leão, mãe da vice-governadora do DF, Celina Leão. *Com informações da SES-DF
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Carro da Vacina passa por área rural do DF neste sábado (7)
Sábado (7) é dia de ampliar a proteção da população do Distrito Federal contra doenças que podem ser evitadas com vacinas. Haverá atendimento a pessoas de todas as faixas etárias em 49 unidades básicas de saúde (UBSs), enquanto o Carro da Vacina percorrerá o Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde. [LEIA_TAMBEM]Estarão disponíveis vacinas contra doenças como febre amarela, pólio, meningite, covid-19, sarampo, tétano, difteria e hepatite. A aplicação ocorre conforme o Calendário de Vacinação, de acordo com a faixa etária de cada pessoa. A orientação da Secretaria de Saúde (SES-DF) é levar um documento de identificação e, se disponível, a caderneta de vacinação. Em cada local, as equipes estão preparadas para avaliar a situação vacinal e indicar a aplicação dos imunizantes. Se necessário, mais de uma vacina pode ser aplicada na mesma visita. Não haverá vacinação no domingo (8). Já na segunda-feira (9), mais de cem salas abrem para atendimento a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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DF registra melhor resultado da história no acompanhamento de saúde do Bolsa Família
O Distrito Federal alcançou um marco histórico no acompanhamento das condicionalidades de saúde do programa Bolsa Família. Na segunda vigência de 2025, o percentual de cobertura chegou a 86,6%, o melhor já registrado na capital. O índice corresponde à proporção de beneficiários que tiveram o acompanhamento em saúde realizado e devidamente registrado pelas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). “Esse resultado expressivo demonstra a capilaridade da APS e o trabalho comprometido das equipes que atuam diariamente junto às famílias beneficiárias, garantindo cuidado oportuno, vigilância ativa e acompanhamento qualificado”, destaca o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Afonso Mendes. Acompanhamento é feito nas unidades básicas de saúde, sendo obrigatório para receber o benefício do Bolsa Família | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O acompanhamento envolve a atuação de diversos profissionais da Secretaria de Saúde (SES-DF), como equipes das unidades básicas de saúde (UBSs), da Estratégia Saúde da Família (eSF) e agentes comunitários de saúde (ACS), além de gestores da pasta. Para a coordenadora distrital do Bolsa Família, Christiane Viana, o percentual alcançado significa que quase nove em cada dez pessoas do público-alvo foram acompanhadas. “O índice mostra a força da APS, com ações de busca ativa, organização do território, engajamento das equipes e articulação intersetorial. O rastreio é fundamental para assegurar que famílias em maior vulnerabilidade não fiquem sem cuidados essenciais”, explica. [LEIA_TAMBEM]Condicionalidades em saúde O acompanhamento de saúde do primeiro semestre deste ano(janeiro a junho) já começou. Mulheres de 14 a 44 anos, gestantes e crianças menores de 7 anos inscritas no programa devem passar pelo rastreio, realizado na UBS de referência. É necessário levar o cartão do Bolsa Família ou o Número de Identificação Social (NIS), documento com foto, caderneta da criança e, se for o caso, cartão da gestante. O cumprimento das condicionalidades de saúde é obrigatório e inclui, principalmente, a atualização do calendário vacinal e a avaliação nutricional de crianças, além do acompanhamento da gestação e da realização do pré-natal pelas beneficiárias. O descumprimento pode acarretar medidas como bloqueio, suspensão e, em último caso, desligamento do Bolsa Família. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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UBSs do DF oferecem cuidado integral para pacientes idosos
Manter a segurança ao caminhar, subir um degrau ou se levantar da cadeira fazem parte dos desafios do envelhecimento. Pequenos desequilíbrios podem gerar acidentes dentro de casa ou na rua, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida dos idosos. Em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu DF) registrou cerca de 17 mil atendimentos relacionados a quedas por escorregão, tropeção ou passos em falso por idosos, um aumento de 10,7% em relação a 2024. Para reduzir esse cenário, as unidades básicas de saúde (UBSs) promovem circuitos multissensoriais de prevenção de quedas, com metodologias próprias que estimulam força, cognição e equilíbrio de pessoas idosas. Na UBS 1 do Areal, o circuito é realizado toda terça-feira, às 8h, com a participação de 20 idosos, em média. A atividade inclui práticas corporais funcionais, estímulos de atenção e memória. Além disso, os participantes têm acesso a um canal no YouTube, criado pelos próprios profissionais, para que os participantes mantenham a rotina ativa em casa. Na UBS 1 do Areal, o cuidado com o paciente idoso vai além da abordagem tradicional, englobando aspectos físicos, emocionais, cognitivos, funcionais e sociais | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “O circuito desenvolvido em nossa unidade foi pensado para cuidar da pessoa idosa de forma ampla, considerando aspectos físicos, emocionais, cognitivos, funcionais e sociais. Essa abordagem nos permite planejar atividades mais adequadas à realidade e às necessidades do grupo”, explica a fisioterapeuta e coordenadora da atividade no local, Núbia Passos. Atendimento integral Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde. A farmacêutica Tatiana Borges orienta sobre o uso racional de medicamentos e alerta para os riscos de remédios sem prescrição médica que podem interferir no equilíbrio. “Muitos idosos utilizam medicações por indicação informal, como ansiolíticos, sem acompanhamento adequado, o que pode potencializar tonturas, desequilíbrio e risco de fraturas. Por isso, reforçamos sempre o uso correto e seguro”, afirma. Magali Soares nota melhoras na mobilidade: "Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia" A alimentação também faz parte do cuidado. A cada encontro, a nutricionista Jesuana Lemos realiza um momento de educação nutricional. “Com o tempo, é comum que os idosos reduzam o consumo de alimentos nutritivos. Por isso, procuramos constantemente desencorajar o consumo de alimentos ultraprocessados com receitas e dicas práticas de alimentação saudável adequada à faixa etária dos participantes”, ressalta. Há três anos no grupo, a aposentada Magali Soares, 86 anos, percebe mudanças na disposição e na segurança para se movimentar. “Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia”, relata. O grupo é destinado a idosos que têm a UBS 1 do Areal como referência, após avaliação da equipe multiprofissional da unidade. Interessados de outras regiões devem procurar a UBS de referência do seu território para conhecer os grupos disponíveis e as formas de participação. Osteoporose Idosos com diagnóstico de osteoporose têm maior probabilidade de sofrer quedas. A doença óssea é a principal causa de fraturas após os 50 anos e tende a crescer com o envelhecimento da população. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) estima que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dessa idade sofrerão fraturas relacionadas à condição. Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde, com orientação sobre uso de medicamentos “É uma doença silenciosa que não causa dor até que ocorra uma fratura, podendo atingir quadril, coluna e costelas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce”, alerta o reumatologista e referência técnica distrital da SES-DF, Rodrigo Aires. [LEIA_TAMBEM]O especialista ressalta que o tratamento envolve medicamentos, suplementação alimentar, exercícios físicos e controle de fatores de risco. “Essas medidas reduzem o risco de fraturas, evitam complicações graves, preservam a autonomia e melhoram a qualidade de vida, desde que haja adesão e mudança de hábitos”, diz. Em 2024, a rede pública do DF realizou cerca de 27 mil atendimentos em reumatologia. Em casos de suspeita ou diagnóstico de osteoporose, o primeiro atendimento deve ser realizado na UBS, que avalia o paciente e, se necessário, o encaminha para acompanhamento especializado. O acesso aos medicamentos ocorre pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, pelo Centro Especializado em Saúde da Mulher ou pela farmácia ambulatorial do Hospital de Base, conforme o perfil clínico. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com mais de R$ 16 milhões em recursos, Gama e Santa Maria terão novas unidades de saúde
Moradores do Gama e de Santa Maria vão receber duas novas unidades básicas de saúde (UBSs). O investimento de R$ 16,4 milhões vai beneficiar diretamente cerca de 18 mil pessoas. Nos dois locais, haverá atendimento de equipes de saúde da família, farmácia, vacinação, coleta de exames e espaço para procedimentos específicos, como troca de curativos e medicação. Novas unidades permitem à população não ter de se deslocar a locais distantes para consultas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “À medida que as cidades vão crescendo, as equipes de saúde têm de chegar às pessoas” Willy Pereira, superintendente da Região de Saúde Sul As futuras UBSs — a 10 do Gama, na Ponte Alta Sul, e a UBS 11 de Santa Maria — foram instaladas em locais onde, anteriormente, eram realizadas apenas ações volantes. Além disso, os moradores não precisam ir até locais distantes para demandas como consultas para acompanhamento de doenças crônicas ou para receber medicamentos. No caso da UBS 10 do Gama, também haverá atendimento odontológico. “Estar presente no território de maneira permanente é muito importante. A equipe fica mais próxima da comunidade e conhece mais a necessidade dessa população”, explica a diretora de Atenção Primária à Saúde da Região Sul, Regiane dos Reis. “À medida que as cidades vão crescendo, as equipes de saúde têm de chegar às pessoas”, ressalta o superintendente da Região de Saúde Sul, Willy Pereira. “Ficamos muito satisfeitos, pois essas entregas representam famílias bem-atendidas, representam vacinas e assistência farmacêutica, entre outros serviços.” População aprova [LEIA_TAMBEM]A novidade é aguardada com alegria pelos moradores. "Hoje, a comunidade vê com muito entusiasmo a entrega desta unidade, sabendo que vai ter um atendimento de maior qualidade, por estar próximo de sua casa", afirma a presidente do Conselho de Saúde de Santa Maria, Tereza Denise Bastos. Já o presidente da associação dos moradores da Ponte Alta Sul, Antônio Francisco Costa Pinho, diz que há anos havia a espera pela UBS. "A luta dessa comunidade aqui para ter esse equipamento de saúde foi longa. Fizemos a reivindicação junto aos governadores que passaram, e finalmente tivemos esse equipamento bom, com toda a estrutura. A importância é imensurável, porque você vê a distância que eles têm de ter que deslocar para ir lá para o centro do Gama", acrescenta. Expansão da rede de atendimento Só nos últimos dois anos, cinco novas unidades básicas de saúde foram inauguradas. Além da nova UBS 10, em dezembro de 2023, o Gama ganhou a UBS 7, a maior do Distrito Federal, com capacidade para atender até 30 mil moradores. Santa Maria, por sua vez, ganhou a UBS 4 em dezembro de 2024, e a UBS 9, em agosto de 2025, além da nova UBS 11. "Temos recebido apoio do Governo do Distrito Federal e primamos por fazer a entrega já com todos os serviços completos", comemora Willy Pereira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde reforça vigilância contra doenças respiratórias
Cerca de 30 profissionais de saúde participaram, nesta quinta-feira (6), de uma oficina de capacitação para o monitoramento de doenças respiratórias. No encontro promovido pela Secretaria de Saúde (SES-DF), houve troca de experiências e mostra de boas práticas para as unidades-sentinela de síndromes respiratórias — pontos estratégicos de acompanhamento dessas viroses. Durante a oficina, foram mostradas práticas que asseguram um fluxo contínuo de amostras para análise dos vírus | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “A unidade-sentinela é um termômetro; se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente”, explica a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES-DF, Renata Brandão. Para fazer a detecção precoce, a SES-DF coleta exames em dez postos de monitoramento em unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais, tanto da rede pública quanto da privada. Esses exames, após envio ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), permitem que sejam identificados novos vírus ou variantes daqueles já conhecidos como os causadores da gripe e da covid-19. [LEIA_TAMBEM]Na capacitação — a quarta do tipo em dois anos —, os profissionais de saúde estudaram boas práticas para assegurar um fluxo contínuo de amostras para análise, o que ajuda a SES-DF a identificar rapidamente eventuais surtos. “No final de 2021 e início de 2022, por exemplo, conseguimos sinalizar o aumento do número de casos do vírus influenza, atípico para o período”, lembrou a enfermeira Cleidiane Carvalho. “Os dados da Vigilância são fundamentais para realizar estratégias, como de vacinação ou disponibilidade de leitos”. Um dos participantes, o enfermeiro Heloy Silveira, coordenador da UPA do Núcleo Bandeirante, falou sobre a importância da atualização: “Vejo como uma oportunidade contínua de aprendizagem e sempre trago a equipe técnica, para que possa também acompanhar as evoluções e as atualizações”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Projeto destaca o papel do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde
Com o tema “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária à Saúde: Conhecer para Fortalecer”, foi iniciado, na terça-feira (21), o projeto que busca fortalecer e qualificar as práticas do cuidado farmacêutico na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa tem como foco o uso seguro e racional de medicamentos, o incentivo à adesão terapêutica e a melhoria dos desfechos em saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Autora do projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, a farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro, relatou: “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde” | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o evento reuniu profissionais das diretorias e gerências regionais de APS da Região de Saúde Central, que abrange Asa Norte, Asa Sul, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Varjão e Vila Planalto, além de representantes dos conselhos Regional (CRF-DF) e Federal de Farmácia (CFF) e do Ministério da Saúde. O encontro marcou o início de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento do papel do farmacêutico, especialmente nas unidades básicas de saúde (UBSs). “O acompanhamento farmacoterapêutico contribui diretamente para o uso racional de medicamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O farmacêutico tem condições de identificar falhas na adesão ao tratamento e orientar o paciente para alcançar melhores resultados em saúde”, lembrou Fernanda Duarte, gerente do Componente Básico da Assistência Farmacêutica da SES-DF. Cuidado em ação [LEIA_TAMBEM]A programação inclui participação nas reuniões dos colegiados das diretorias regionais de Atenção Primária à Saúde (Diraps), com apresentações sobre os avanços das ações de cuidado farmacêutico, as contribuições do Ministério da Saúde na integração dessas práticas ao SUS e exposição das iniciativas da Diretoria de Assistência Farmacêutica (Diasf) sobre o tema. Cada encontro também contará com a apresentação de uma experiência exitosa. Na Região Central, destacou-se o projeto “Cuidado Farmacêutico na Atenção Primária nas UBSs”, da farmacêutica Anna Giomo, da UBS 1 do Cruzeiro. “Em poucos atendimentos, é possível perceber mudanças significativas, como em casos de pacientes com diabetes e hipertensão que passaram a fazer o uso correto da medicação e apresentaram melhoras nas condições de sua saúde”, exemplificou ela. Organizado pela Gerência do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, em parceria com o CRF-DF e o Ministério da Saúde, esse projeto vai contemplar todas regiões de Saúde do DF (Central, Sul, Oeste, Leste, Sudoeste, Norte e Centro-Sul) com encontros semanais até o fim de novembro. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF investe mais de R$ 524 milhões na construção e reforma de hospitais e unidades de saúde
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem investido de forma robusta para fortalecer a rede pública de saúde. Uma das medidas é a ampliação dos espaços de atendimento de urgência, emergência e atenção primária e secundária. Estão em andamento a construção de dois novos hospitais, a reforma de áreas em cinco já existentes, além da implantação de cinco unidades básicas de saúde (UBSs), sete unidades de pronto atendimento (UPAs) e dois centros de atenção psicossocial (Caps). O investimento total é de R$ 524.170.071,70. “As obras em andamento na rede pública de saúde do Distrito Federal são estratégicas para ampliar o acesso e melhorar a qualidade do atendimento à população. Com a construção de novas unidades e a reforma de hospitais e UPAs, vamos conseguir desafogar os serviços de emergência e reduzir o tempo de espera por consultas e procedimentos, beneficiando diretamente milhares de pessoas em todo o DF. Nosso compromisso é entregar uma saúde mais eficiente, humanizada e próxima de quem mais precisa”, explica o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. Hospitais contam com a maior parte dos recursos e receberão melhorias, além da construção do Hospital Regional do Recanto das Emas e do Hospital Clínico Ortopédico, no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O maior volume dos recursos está voltado aos novos hospitais. São R$ 307,7 milhões destinados para que sejam erguidos o Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE) e o Hospital Clínico Ortopédico (HCO), no Guará. Ambos estão com os canteiros de obras iniciados e os serviços de terraplanagem finalizados. Paralelamente, o GDF aguarda a finalização da licitação do Hospital Regional de São Sebastião, que tem previsão de investimento de R$ 180 milhões. O HRE terá 100 leitos distribuídos entre clínica médica, clínica pediátrica e UTI pediátrica. A estrutura inclui ainda seis consultórios — sendo dois no ambulatório geral e quatro na emergência pediátrica —, um centro cirúrgico com duas salas de cirurgia e uma área de diagnóstico por imagem com duas salas de raio-X, uma sala de tomografia e quatro salas de ultrassonografia. A unidade vai beneficiar diretamente os moradores do Recanto das Emas — que tem uma população estimada em mais de 105 mil pessoas, sendo 80% SUS dependente —, bem como aliviar a demanda dos hospitais vizinhos nas regiões de Taguatinga, Ceilândia e Gama. Nosso compromisso é entregar uma saúde mais eficiente, humanizada e próxima de quem mais precisa” Juracy Lacerda, secretário de Saúde Voltado a atender a pacientes referenciados para a área de ortopedia, o Hospital Ortopédico do Guará terá 160 leitos, sendo 90 de ortopedia, 50 de clínica médica e 20 de UTI adulta. A unidade também vai dispor de atendimento ambulatorial, internação ortopédica, centro cirúrgico, apoios de diagnóstico e terapia e de nutrição e dietética, farmácia hospitalar e centrais de Material Esterilizado (CME) e de Ensino e Pesquisa. Também estão em andamento a reforma do pronto-socorro do Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), da subestação Hospital de Apoio, da Unidade Fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM). No Hospital de Base (HBDF), o investimento é para a construção de um novo centro cirúrgico com 16 salas operatórias, uma sala de recuperação pós-anestésica (RPA) com 18 leitos e áreas de apoio para equipes de saúde e logística hospitalar. Juntas, as obras totalizam R$ 32.900.343,96. Descentralização do atendimento Outro eixo de expansão na saúde são as unidades de pronto atendimento (UPAs). Atualmente, o DF conta com 13 em funcionamento. A partir do investimento de R$ 118,7 milhões foram contratadas em junho de 2025 sete novas unidades que estão em fase inicial das obras. Elas serão implantadas no Guará, Estrutural, Águas Claras, Água Quente, Sol Nascente, Arapoanga e Taguatinga. Sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs) estão em fase inicial das obras | Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF Cada uma será de porte 3 e terá 65 leitos, sendo 33 destinados ao público adulto e 32 para atendimento pediátrico, além de consultórios médicos, salas de estabilização, isolamento, curativos, laboratório, brinquedoteca, farmácia, serviço de imagem, refeitório e áreas de apoio aos profissionais. Esse é o maior modelo dentro da classificação do Ministério da Saúde. “A população passará a contar com atendimento de urgência mais próximo de casa, sem precisar se deslocar para outras regiões, o que também contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades já existentes”, destaca o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro. Paralelamente às obras estão sendo lançados processos seletivos para a formação das equipes que atuarão nas novas unidades. “Nosso planejamento garante que, no momento da entrega das UPAs, todas já estejam com suas equipes completas e treinadas, assegurando o início imediato dos atendimentos”, completa. “A população passará a contar com atendimento de urgência mais próximo de casa, sem precisar se deslocar para outras regiões, o que também contribui para reduzir a sobrecarga nas unidades já existentes” Cleber Monteiro, presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) Além disso, cinco unidades modulares de unidades básicas de saúde (UBSs) estão em andamento para ampliar o suporte aos pacientes na atenção primária. Hoje, o DF tem 182 UBSs que atuam como porta de entrada da população no Sistema Único de Saúde (SUS), contando com a unidade modelo do formato modular, localizada em Santa Maria, que já está em funcionamento. As demais — duas em Brazlândia (Chapadinha e Incra 8), uma no Gama (Ponte Alta) e outra na Estrutural — estão em execução. O investimento total é de R$ 43.987.519,37. Na área da saúde mental, dois novos equipamentos estão em execução: o Caps III do Gama, com aporte de R$ 3,6 milhões, e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) do Recanto das Emas, no valor de R$ 3,6 milhões. As obras contam com recursos da Secretaria de Saúde (SES-DF), sob execução da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), e do IgesDF.
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Prevenção: Exame para rastrear câncer do colo do útero é realizado nas UBSs
Disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal, o exame citopatológico é simples, rápido e tem papel essencial na proteção da saúde feminina. Conhecido também como papanicolau ou exame preventivo, ele é a principal estratégia para identificar precocemente alterações que podem evoluir para o câncer de colo do útero, um dos tipos mais comuns entre as mulheres. O papanicolau ou exame preventivo é a principal estratégia para identificar precocemente alterações que podem evoluir para o câncer de colo do útero | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 16 mil mulheres recebem, todos os anos, o diagnóstico dessa doença no Brasil. A região Centro-Oeste é a terceira em número de casos. Para reforçar a importância da prevenção, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em parceria com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), promove neste mês a campanha Setembro em Flor. O câncer de colo do útero geralmente se desenvolve de forma silenciosa e, em mais de 90% dos casos, está associado ao papilomavírus humano (HPV). O papanicolau analisa células coletadas do colo uterino e permite identificar alterações antes do aparecimento de sintomas. Segundo a médica oncologista ginecológica da SES-DF, Rayane Cardoso, a detecção precoce é determinante no tratamento. “Esse exame permite verificar alterações no colo do útero em estágios iniciais. Quanto antes conseguirmos identificar, maiores são as chances de tratamento e maiores são as chances de cura”, explica. Arte: Agência Saúde-DF Atendimento Nas UBSs, o exame preventivo é realizado por meio de agendamento. Dados do InfoSaúde mostram que, até maio deste ano, foram feitos 28,4 mil procedimentos. Ao longo de 2024, a rede pública alcançou o total de 56,7 mil exames. [LEIA_TAMBEM]Quando o resultado do papanicolau aponta alterações ou lesões suspeitas, a paciente é encaminhada para a realização da colposcopia. Esse exame utiliza um equipamento com lentes de aumento para ampliar a visualização do colo do útero, da vagina e da vulva, permitindo uma análise mais detalhada. Em 2024, a SES-DF realizou 2.744 colposcopias e, até junho deste ano, 1.393 mulheres já passaram pelo procedimento. “É um exame específico, indicado apenas para mulheres que apresentam suspeita de alterações e precisam de uma investigação mais detalhada. Trata-se de um procedimento simples e rápido que, quando o preventivo aponta alguma alteração, possibilita a coleta de biópsia para confirmar o diagnóstico de forma precoce”, enfatiza a médica. Nas UBSs, o papanicolau é realizado por meio de agendamento na unidade de referência da usuária Sinais de alerta Inicialmente, a maior parte dos casos de câncer de colo do útero não apresenta sinais. Quando a doença está em fase mais invasiva, os sintomas mais comuns são sangramento vaginal anormal, secreção vaginal, dor durante a relação sexual e dor na região pélvica. Sinais como inchaço nas pernas, problemas ao urinar ou evacuar e sangue na urina também podem indicar a fase mais avançada da doença. O tratamento é feito com cirurgia e radioterapia, dependendo do caso. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Fim de semana no DF teve mobilização contra o sarampo e caravana de proteção animal
O fim de semana foi marcado por importantes campanhas da saúde no Distrito Federal. No sábado (30), os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) estiveram na Feira do Guará, ao longo de todo o dia, para oferecer vacinas a feirantes e consumidores. A atividade integra um plano para a Região de Saúde Centro-Sul. No final de semana anterior, a presença dos profissionais de saúde na Feira dos Importados serviu à aplicação de mais de 1,3 mil doses de vacina. Campanhas de saúde movimentaram o fim de semana no Distrito Federal | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Além da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a oferta de imunizantes contra o HPV (Papilomavírus Humano) e a gripe foi a primeira boa surpresa que teve o professor de Educação Física, Marcelo Ottoline, 55, quando chegou ao local para almoçar com a família. Ao aproveitar a oportunidade para vacinar contra a gripe, o professor da rede pública de educação teve o segundo presente: quem lhe aplicou o imunizante foi sua ex-aluna, a enfermeira Flávia Amorim. "Professor atua para formar cidadãos. Encontrar ela aqui, formada, atuando, vacinando as pessoas. Tem alegria maior?", disse. A iniciativa contou com o apoio dos comerciantes locais. O presidente da Feira do Guará, Valdinei de Lima, deu o exemplo e aderiu à tríplice viral. "É uma ação muito importante para a população do DF. A SES-DF será sempre bem-vinda aqui. As portas estão abertas!", declarou. Mobilização Grandes mobilizações têm sido dedicadas ao bloqueio da transmissão de sarampo desde a confirmação dos primeiros casos importados no Brasil. A medida mais eficaz para a prevenção da doença e o controle de surtos e epidemias é a vacinação. Por elas serem doenças altamente contagiosas e potencialmente graves, a SES-DF reforça a importância de manter o cartão de vacinação atualizado com a tríplice viral. As recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são: duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos; uma dose para adultos entre 30 e 59 anos; duas doses para profissionais de saúde, independentemente da idade. A população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ao apresentar febre acompanhada de manchas vermelhas ou rosadas na pele, além de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite. Os imunizantes estão disponíveis para pessoas de 6 meses a 59 anos em todas as UBSs, assim como em ações extramuros. Caravana de proteção animal A Praça do Trabalhador em Ceilândia foi palco da 4ª edição da Caravana de Proteção Animal, realizada também no sábado. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), ofereceu serviços gratuitos, como atendimentos veterinários e emissão de documentos. As equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) estiveram presentes e ofertaram vacinas para toda a família. Magda Brandão, agente do Detran-DF, atualizou seu cartão vacinal A advogada Rayane Pereira, 33, é participante assídua da atividade. "Quando tem a Caravana eu sempre venho. Está crescendo cada vez mais!", destacou a moradora de Recanto das Emas. Na última ocasião, levou consigo quatro animais. Esta foi a vez de Pirulito, o shih tzu de um ano de vida, receber a vacina contra a raiva animal. "Nem sempre a gente consegue estar presente nas campanhas de vacinação. Aproveitei para trazê-lo e já realizar tudo o que precisava ser feito", explicou, na companhia da mãe e da irmã. [LEIA_TAMBEM]A ocasião serviu também para que agentes públicos pudessem prevenir-se de doenças e contribuir para a redução da disseminação de agentes infecciosos na comunidade. A gerente de ação educativa de trânsito do Detran-DF, Magda Brandão, que oferecia instruções sobre os cuidados com os animais para prevenir acidentes e infrações, precisou dar apenas alguns passos para encontrar o estande da SES-DF e atualizar o seu cartão vacinal. A profissional de segurança pública recebeu quatro vacinas: difteria e tétano, hepatite B, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e gripe. "Para a gente que está sempre na rua, esta é uma oportunidade muito boa para colocar as vacinas em dia", celebra. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novas camisinhas já estão disponíveis nas unidades de saúde do DF
O Ministério da Saúde (MS) iniciou a distribuição gratuita de dois novos modelos de camisinha: as versões texturizada e fina. Ambos já estão disponíveis nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). A retirada é gratuita e não exige documentos de identificação nem restrições de quantidade. Para a gerente substituta de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Daniela Magalhães, a distribuição dos modelos contribui com a estratégia de prevenir contra diversas doenças. “O MS estima que aproximadamente 60% da população faz sexo sem preservativo. Diante desse dado, é preciso buscar alternativas que encoraje a proteção", diz. Os novos preservativos texturizados e mais finos estão disponíveis nas unidades básicas de saúde de forma gratuita | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Em um cenário de impopularidade, a diversificação da oferta busca tornar o uso da camisinha atraente e, assim, mais contínuo, já que a diminuição pode acarretar o aumento de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas por vírus e bactérias. As versões disponibilizadas pela rede pública de saúde buscam, portanto, solucionar queixas de pacientes, como aquelas referentes à textura dos preservativos. "O sensorial da camisinha sempre foi uma questão, principalmente para o público mais jovem. Esse desconforto leva à não proteção. Dessa forma, diversificar é pensar também na qualidade da relação sexual e incentivar a adesão", avalia o farmacêutico Marcus Túlio Batista, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul. [LEIA_TAMBEM]Jovens estão se protegendo menos Essa preocupação é fundamentada por inúmeros estudos. Uma pesquisa recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo, publicada em 2024 e feita com adolescentes de diversos países europeus, apontou que os jovens estão deixando de lado o uso de camisinha. Entre 2014 e 2022, o percentual de jovens do sexo masculino que utilizaram preservativos em suas relações sexuais caiu de 70% para 61%; entre as meninas, o índice foi de 63% para 57%. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada ainda em 2019 e publicada em 2021, antecipavam a tendência: apenas 22,8% das pessoas entrevistadas relataram usar preservativo em todas as relações sexuais, enquanto 17,1% disseram utilizar às vezes e 59%, nenhuma vez. "O sensorial da camisinha sempre foi uma questão. Portanto, diversificar é pensar também na qualidade da relação sexual e incentivar a adesão", diz o farmacêutico da UBS 1 da Asa Sul Marcus Túlio Batista Prevenção combinada A disponibilização gratuita de preservativos faz parte das ações de prevenção combinada empregadas pela SES-DF. O intuito é combater o aumento de casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e de aids, além de outras ISTs, como sífilis e hepatites virais. Para tanto, a SES-DF integra diferentes abordagens de prevenção que combinam estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais baseadas nos direitos humanos e em evidências científicas. Entre os métodos estão testes rápidos gratuitos para o diagnóstico de IST, vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e as hepatites, oferta de remédios retrovirais, profilaxias pré e pós-exposição ao HIV, entre outros. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Sábado (23) tem vacinação na Feira dos Importados e no evento GDF Mais Perto do Cidadão
A Secretaria de Saúde (SES-DF) vai ampliar as ações de vacinação neste sábado (23). Haverá atendimento em 20 regiões administrativas do Distrito Federal, com 48 unidades básicas de saúde (UBSs) abertas para aplicar vacinas e outras quatro ações em locais de grande circulação de pessoas, em áreas urbanas e rurais. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]Um dos destaques é o Shopping Popular de Brasília, conhecido como Feira dos Importados, onde haverá vacinação das 9h às 17h. No Sol Nascente, o atendimento ocorrerá durante o evento GDF Mais Perto do Cidadão, das 9h às 12h. Em São Sebastião, o Carro da Vacina vai percorrer ruas da comunidade Zumbi dos Palmares, também das 9h às 17h. Já na zona rural de Planaltina, a aplicação será no Centro de Ensino Fundamental, das 8h às 11h30. Em todos os pontos, as vacinas seguirão o Calendário de Vacinação, de acordo com cada faixa etária. É necessário apresentar documento de identificação e a caderneta de vacinação, para que a situação de cada pessoa seja verificada. Caso o documento tenha sido extraviado, ainda assim será possível se vacinar. Vale lembrar que os locais atendem a população independentemente da região administrativa de residência. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mais de 95% das UBSs do Distrito Federal oferecem testes rápidos para sífilis
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem intensificado esforços para fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS). Os dados de 2025 do Censo Nacional das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), publicado pelo Ministério da Saúde, apontam que 95,9% das UBSs do DF realizam teste rápido para sífilis. Com estratégias voltadas para o diagnóstico precoce, prevenção de doenças e acompanhamento contínuo, o Distrito Federal tem alcançado avanços significativos em indicadores essenciais de saúde. Mais de 95% das unidades básicas de saúde do Distrito Federal já fazem o teste rápido para sífilis | Fotos: Breno Esaki/Arquivo Agência de Saúde-DF Para o médico de família e comunidade, Fernando Erick Moreira, coordenador da Atenção Primária à Saúde no DF, o modelo adotado tem demonstrado que a prevenção e o cuidado integrado são fundamentais para a sustentabilidade do sistema e para a melhoria da qualidade de vida da população. [LEIA_TAMBEM]“A sífilis é uma doença que ainda representa um desafio mundial, especialmente por sua relação direta com a saúde materno-infantil. Por isso, as UBSs do DF ampliaram a cobertura de testes rápidos para sífilis nas gestantes durante o pré-natal. A Vigilância Epidemiológica realiza um monitoramento constante, que cruza informações das notificações com a realização dos testes e tratamentos”, explica. O DF observa um aumento no número de casos diagnosticados e tratados, reflexo direto da expansão da testagem rápida e da melhoria das ações preventivas. “O trabalho contínuo permite também identificar áreas que demandam maior atenção, possibilitando ajustes nas estratégias de saúde para ampliar o impacto positivo. A testagem rápida é um exemplo claro de como o investimento na prevenção reduz complicações e promove uma gestação saudável”, aponta. Outro dado importante do Censo mostra como a capital sai na frente na investigação de óbitos maternos, um dado essencial para entender as causas e evitar que novas perdas ocorram. Hoje, 89,5% das UBSS no DF realizam esse trabalho. “Estamos fortalecendo a vigilância e transformando dados em ações concretas para proteger a vida das gestantes”, afirma Moreira. A Vigilância Epidemiológica realiza monitoramento constante, que cruza informações das notificações com a realização dos testes e tratamentos Busca ativa A SES-DF ainda investe na capacitação das equipes e na informatização das unidades para tornar a busca ativa uma rotina eficiente e constante, garantindo que nenhuma mulher fique sem acompanhamento. “A busca ativa por exames de mamografia e de câncer de colo de útero é fortalecida por meio da capacitação das equipes multiprofissionais e do uso do prontuário eletrônico para monitoramento dos pacientes”, conclui Moreira. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Adolescentro oferece assistência a autistas; pais e cuidadores também recebem apoio
“Passei a socializar, a fazer amigos, minha concentração e notas melhoraram. Além disso, é legal ter um grupo com a mesma experiência, porque vemos o ponto de vista do outro, muitos já passaram por situações difíceis ou parecidas”, relata o estudante Davi Calebe, 17, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desde 2022, ele é acompanhado pelo Adolescentro. As dinâmicas de grupo desenvolvem atividades para estimular a socialização e a autonomia dos adolescentes | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Nas dinâmicas do Grupo Interação, são desenvolvidas atividades para estimular a socialização e as habilidades sociais dos jovens. Cada encontro trabalha um tema diferente, como a importância do autocuidado, noções de higiene, afetividade, sexualidade, autonomia, coordenação motora e estratégias para lidar com as diferentes emoções, entre outros. “A participação no grupo está sendo maravilhosa. Estou muito satisfeita. Meu filho foi visto de forma diferenciada. O pessoal aqui é bem capacitado. Ele fez muitos amigos, se abriu mais. Tem toda uma diferença dele antes e depois dos encontros”, elogia a mãe de Davi, a tanatopraxista Diva Diamante, 45. [LEIA_TAMBEM]Como fazer parte? O Adolescentro oferece 160 vagas anuais de assistência coletiva e individual a pacientes com TEA, totalizando mais de mil atendimentos por mês. As consultas individuais multidisciplinares contam com equipe formada por psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialista em adolescência), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas, odontólogos e terapeutas ocupacionais. Nos casos de suspeita do diagnóstico de TEA ou da necessidade de acompanhamento, as unidades básicas de saúde (UBSs) são o primeiro lugar a ser buscado. Em seguida, conforme o perfil do paciente, há o direcionamento a um dos quatro Centros Especializados em Reabilitação (CERs) da Secretaria de Saúde (SES-DF). Em situações nas quais o jovem avaliado apresenta algum sofrimento mental, com necessidade de acompanhamento psicossocial, ele é encaminhado ao Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp) ou ao Adolescentro, a depender da idade. Quando há sinais mais graves que pedem um monitoramento intenso, a pessoa é direcionada aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). "Meu filho foi visto de forma diferenciada. O pessoal aqui é bem capacitado. Ele fez muitos amigos, se abriu mais”, elogiou Diva Diamante, mãe de Davi Cuidando de quem cuida Enquanto os jovens participam do grupo em sessões de duas horas, seus cuidadores também recebem apoio por meio de grupos terapêuticos, espaços onde há escuta e troca de experiências. “É muito importante a gente cuidar da saúde mental. Aqui conversamos sobre as evoluções. Choramos e rimos juntos. E isso é bom porque desabafamos. O grupo abraça”, acrescenta Diva. A terapeuta ocupacional da SES-DF Marina Esselin explica que a equipe auxilia os responsáveis a entender o diagnóstico e a melhorar a comunicação com o filho. "Isso ajuda a encurtar a distância entre o jovem e o seu cuidador", diz. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Atendimento virtual do Crie, no Hmib, amplia acesso à vacinação no DF
O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano. E, em agosto do ano passado, o serviço foi ampliado – a criação do Crie Virtual permite que vacinas especiais cheguem diretamente às unidades básicas de saúde (UBSs), o que dispensa o deslocamento dos pacientes até o centro. Até o momento, 84 UBSs do Distrito Federal estão conectadas à plataforma, com previsão de chegar a 90 nos próximos meses. O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A nova plataforma, que recebe em média 50 formulários por dia, permite que pacientes sejam avaliados remotamente, sem a necessidade de deslocamento até o centro. Atualmente, o sistema registra 7.020 formulários cadastrados. Desses, 6.510 foram encaminhados às salas de vacinação da rede básica e 510 ao atendimento presencial no Crie, antes de seguirem com o calendário vacinal em uma UBS perto de casa. O secretário de Saúde (SES-DF), Juracy Lacerda, destaca que o trabalho do Crie é essencial para garantir a imunização segura de pessoas com condições clínicas especiais: “Seguimos avançando na ampliação dos atendimentos com a implementação do Crie Virtual, planejado para levar o serviço a mais unidades básicas e promover o acesso humanizado e ágil em toda a rede pública”. De janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025, o centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas. No último ano, a equipe também prestou atendimento presencial a mais de 8,3 mil pessoas, sem contar com as orientações e esclarecimentos feitos por telefone a pacientes e profissionais das UBSs. O centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas de janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025 Neste ano, os atendimentos presenciais por faixa etária ficaram distribuídos da seguinte forma: 827 pacientes entre 1 mês e 2 anos; 431 entre 3 e 9 anos; 196 entre 10 e 19 anos; 1.790 entre 20 e 59 anos; 721 entre 60 e 100 anos. Do total, 1.713 são mulheres e 2.252 são homens. A vacina mais aplicada nesse público foi a Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que protege contra infecções graves como meningite e pneumonia, especialmente em crianças, com 1.177 doses. Em seguida, aparece o imunizante contra a Hepatite A, com 880 aplicações. Para ser atendido pelo Crie, o paciente precisa apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades, imunossupressão ou outras situações que aumentem a vulnerabilidade. Entre os perfis atendidos estão transplantados de órgãos ou medula óssea, pacientes oncológicos, pessoas que vivem com HIV, cardiopatas, hepatopatas, crianças e adultos com síndromes genéticas, além de prematuros. “Para cada tipo de condição há um rol específico de vacinas. O calendário é montado de forma personalizada, considerando as necessidades do paciente”, explica a enfermeira e responsável técnica do Crie, Isabel Toledo. O atendimento, no entanto, não é espontâneo: é necessário apresentar encaminhamento médico, seja da rede pública ou particular, com relatório que descreva a condição de saúde e, preferencialmente, o CID (Classificação Internacional de Doenças). Esse documento pode ser entregue presencialmente ou enviado por meio do Crie Virtual. A agenda é organizada com horário marcado – o agendamento pode ser feito por telefone, que atende usuários de todo o Distrito Federal e entorno, ou presencialmente, após análise da documentação. “O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses. As demais são programadas e orientadas”, detalha Isabel. Sobre o perfil dos atendidos, a maior parte é composta por adultos de 20 a 59 anos, seguidos por bebês de até 2 anos. Também há atendimento para pessoas que convivem com os pacientes, especialmente em casos de transplante, que passam por avaliação. Para ser atendido pelo Crie, é preciso apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades e imunossupressão Atendimento Em agosto de 2023, a enfermeira Priscila Alencar, 42, foi submetida a um transplante de medula óssea após o diagnóstico de mieloma múltiplo, um câncer hematológico. A partir desse procedimento, precisou reiniciar todo o calendário vacinal, com aplicação de imunizantes específicos e em ambiente controlado, como o oferecido pelo Crie. Na consulta, a equipe analisou o histórico médico encaminhado pela hematologista e traçou o novo calendário vacinal, considerando as restrições para pacientes imunossuprimidos, como a impossibilidade de tomar vacinas com vírus vivos antes de dois anos do transplante. [LEIA_TAMBEM]Segundo Priscila, o acolhimento e a atenção recebida foram diferenciais no processo de cuidado. “Mesmo sabendo que eu era profissional de saúde, me explicaram tudo com calma e carinho. O atendimento é humanizado, desde a triagem até a aplicação das vacinas. Sempre com um sorriso no rosto e atenção às particularidades de cada paciente”, destaca. Ela também ressalta a importância do registro adequado no sistema de informação e elogia a possibilidade de acompanhar as doses pela caderneta digital: “É um serviço essencial, que precisa ser valorizado e ampliado. Eu fui muito bem acolhida e espero que mais pessoas tenham acesso a esse cuidado tão necessário”. Crie Virtual O cadastro no Crie começa com o relatório médico que indica a necessidade de imunização especial. Com esse documento e o cartão de vacinas em mãos, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de casa, onde será inserido no sistema do Crie Virtual por um profissional da sala de vacina. O formulário do Crie Virtual segue um protocolo específico e inclui dados como nome do paciente, nome da mãe, endereço, unidade básica de saúde (UBS) de origem, relatório médico, exames e histórico vacinal. A equipe do Crie avalia essas informações, consulta os sistemas oficiais de registro de vacinação e monta um calendário individual. Esse plano é encaminhado à UBS indicada, que será responsável por aplicar as vacinas. Isabel Toledo, responsável técnica do Crie: "O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses" Vacinas disponíveis Entre os imunizantes fornecidos pelo Crie estão a vacina hexa acelular (DTPa/Hib/HB/VIP); a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis acelular adulto (dTpa); a Haemophilus influenzae tipo b conjugada (Hib); a vacina contra hepatite A adulto (HA) e hepatite B recombinante (HB); a vacina HPV4 (6, 11, 16 e 18); a meningocócica C conjugada (MenC); a meningocócica ACWY conjugada (MenACWY); a pneumocócica polissacarídica 23 valente (VPP23); a pneumocócica conjugada 13 valente (VPC13); e a vacina contra poliomielite 1, 2 e 3 inativada (VIP). Além dessas, o centro também disponibiliza a vacina contra gripe para pacientes com alergia ao ovo, e um esquema específico para aplicação do imunizante contra a febre amarela em pacientes alérgicos, sempre com acompanhamento médico e observação após a dose. Eventos adversos O Crie também é referência para os chamados Eventos Supostamente Associados à Vacinação ou Imunização (Esavi). “Quando ocorre uma reação adversa grave, o paciente é encaminhado para cá. A equipe médica faz a investigação, pede exames, acompanha de perto e ajusta o esquema vacinal, se necessário”, explica Priscila. A enfermeira destaca que um Esavi nem sempre têm relação causal com a vacina, ou seja, ele pode não ter sido causado pela vacina, mas sim por outro fatores.
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Programa odontológico do GDF atende mulheres em situação de vulnerabilidade no Itapoã até 13 de junho
Governo do Distrito Federal · PROGRAMA ODONTOLÓGICO DO GDF ATENDE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE NO ITAPOÃ ATÉ 13 DE JUNHO O Itapoã é a segunda cidade a receber o programa Saúde Mais Perto do Cidadão - Restaurando Sorrisos, que oferece tratamentos odontológicos gratuitos a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Com foco na recuperação da autoestima e da dignidade, a iniciativa desembarcou no último dia 5 de maio na cidade e permanece no estacionamento interno da administração regional até 13 de junho. Na primeira etapa, realizada no Paranoá, cerca de 800 mulheres foram atendidas. Na atual, aproximadamente 250 receberam atendimento só na primeira semana. O programa Saúde Mais Perto do Cidadão - Restaurando Sorrisos atenderá mulheres em situação de vulnerabilidade social, até o dia 13 de junho, no estacionamento interno da Administração Regional do Itapoã | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo a coordenadora de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Sandra Araújo, a chegada desse projeto reforça o compromisso com o cuidado das mulheres em situação de vulnerabilidade. “Muitas enfrentam dificuldades históricas de acesso aos serviços de saúde bucal, e esse programa oferece atendimento, acolhimento, autoestima e dignidade. É o Sistema Único de Saúde (SUS) marcando presença onde mais há necessidade”, afirma. A unidade móvel oferece uma estrutura completa, com consultórios odontológicos equipados, raio-X digital e uma equipe formada por especialistas em endodontia, prótese e periodontia, além de auxiliares, assistente social e enfermeiro responsável pela triagem. São realizados procedimentos que vão desde a profilaxia até o tratamento de canal, cirurgias e entrega de próteses dentárias. A maior demanda, segundo a coordenadora e cirurgiã-dentista do programa, Andréa Oliveira, é por próteses. “Muitas dessas mulheres não sorriem há anos. O sorriso não é só uma questão estética, ele representa dignidade, abre portas para oportunidades de trabalho e melhora a qualidade de vida. A saúde começa pela boca”, destaca. Andreia relata que, todos os dias, histórias emocionantes reforçam o impacto social da iniciativa. “Essa semana, uma paciente que usava uma prótese antiga, quebrada há anos, chorou ao receber nossa ligação. Ela disse que já não sabia mais como conversar com as pessoas, com um dente faltando, e que esse foi o melhor presente que recebeu na vida, ainda mais na semana do Dia das Mães”, conta, emocionada. "É muito bom que esse serviço vá até os locais mais próximos", diz Claudiane Nunes, uma das mulheres beneficiadas pelo projeto “Muitas dessas mulheres não teriam como pagar por um tratamento odontológico. Esse projeto garante o acesso, desafoga a fila das unidades básicas de saúde (UBSs) e transforma vidas. Ver a gratidão delas é o que nos motiva todos os dias”, destaca a coordenadora. Além dos atendimentos feitos na unidade móvel, os casos que não podem ser resolvidos no local são regulados para dar continuidade do tratamento na Secretaria de Saúde, como as de pacientes oncológicas, casos considerados mais complexos. “O sorriso não é só uma questão estética, ele representa dignidade, abre portas para oportunidades de trabalho e melhora a qualidade de vida, diz a coordenadora e cirurgiã-dentista do programa, Andréa Oliveira (à esquerda) A cuidadora de idosos Claudiane Nunes, 47, moradora de um assentamento na área rural de Planaltina, conta que muitos não têm condições de bancar um tratamento dentário, seja por condições financeiras ou falta de locomoção. Na ocasião, Claudiane realizou uma limpeza dentária e iniciou o processo para colocar uma prótese dentária. “Os dentes da gente são um cartão de visita e quando não está com a boca em ordem, não consegue nem se alimentar direito e isso é muito importante para o ser humano. É muito bom que esse serviço vá até os locais mais próximos”, relata. [LEIA_TAMBEM] Já a artesã Luciana Rosa, 52, fez a inscrição ainda essa semana, garantiu o atendimento e acredita que o projeto é motivo de alegria para muitas mulheres. “Estamos sendo atendidas, e com certeza a maioria vai sair daqui muito feliz. Colocar um dente, para mim, é uma das melhores coisas da vida”, afirma. Ela ainda aguardava atendimento, mas já sabia o que faria: “Vou fazer uma restauração e quero fazer também uma extração, porque depois que tive meus filhos, meus dentes ficaram moles. Coloquei uma prótese e um dos dentes amoleceu, então agora precisa ser arrancado”. Como funciona Para participar, as mulheres devem comparecer à unidade móvel do projeto na administração regional da cidade às segundas-feiras, das 9h às 16h, para realizar a inscrição. Além disso, é necessário serem inscritas no CadÚnico, residir no Distrito Federal e apresentar RG, CPF e cartão do SUS. As consultas serão confirmadas por ligação ou mensagem. Ao todo, serão 30 dias úteis de atendimento, de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 12h e das 14h às 18h. A meta é atender mil mulheres na cidade. A expectativa é atender 7 mil mulheres até o fim do ano, com a previsão de realizar mais de 19 mil procedimentos. As regiões de Sobradinho II e Planaltina também serão contempladas.
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