Dia Mundial de Combate à Meningite destaca importância da prevenção
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Celebrado anualmente em 5 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância de prevenir a doença, cujas formas podem ser prevenidas por um conjunto de vacinas aplicadas desde os primeiros dias de vida até a adolescência. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem mais de cem salas de vacina preparadas para atender as famílias e ampliar a proteção contra a doença. Os locais e horários de atendimento estão disponíveis neste site. A orientação aos pais ou responsáveis é ir até uma sala de vacina com um documento de identificação da criança e a caderneta de vacinação. As equipes de atendimento analisam a situação e indicam quais doses podem ser aplicadas, mesmo se houver atraso. A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os pacientes podem apresentar febre alta, dor de cabeça, dificuldade para mexer o pescoço, vômitos e náuseas. A doença exige avaliação médica imediata, e a necessidade de internação e o tratamento dependem da causa e da gravidade do quadro. Os profissionais de saúde alertam para a importância da prevenção. "A meningite é uma doença endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano", afirma o gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, Victor Bertollo Pôrto. Em 2025, foram registrados 106 casos e 11 óbitos no DF. Arte: Agência Saúde DF Vacinação Para prevenir diversas formas de meningite, há uma série de vacinas a serem aplicadas, começando pela BCG, aplicada preferencialmente ainda nas maternidades. Para manter a imunidade da criança, são aplicadas no início da vida: DTP-HB-Hib, pneumocócica conjugada VPC20/VPC10, meningocócica C e meningocócica ACWY. Juntos, esses imunizantes protegem contra diversos sorotipos de bactérias que podem causar a meningite, além de infecções virais gerais que podem evoluir para meningite. Considerando os esquemas dessas vacinas, há doses aplicadas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses, aos 4 anos e dos 11 aos 14 anos. "É de extrema importância seguir o calendário básico de vacinação porque foi pensado exatamente no momento ideal em que a criança vai gerar a melhor resposta e também o momento ideal de proteção para a criança, para que, quando ela for exposta àquele agente etiológico, ela já esteja protegida", afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Idosos e grupos especiais A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) também é indicada para idosos a partir de 85 anos e indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A página do serviço reúne informações sobre o atendimento. Populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada também devem tomar a vacina VPC20. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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UPA de Planaltina amplia acesso à prevenção com vacinação e avaliações de saúde
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Uma vacina atrasada, uma pressão acima do normal ou uma alteração na glicemia podem passar despercebidas em meio à correria do dia a dia. Na UPA de Planaltina, uma ação conjunta entre o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) transformou a passagem pela unidade em uma oportunidade para colocar a vacinação em dia e identificar sinais que merecem atenção. Pacientes, acompanhantes e colaboradores puderam atualizar a caderneta de vacinação, aferir a pressão arterial, verificar a glicemia e receber orientações de saúde. Os serviços foram oferecidos em um espaço organizado especialmente para a atividade, sem interferir no fluxo habitual de atendimento da UPA. Pacientes, acompanhantes e colaboradores puderam atualizar a caderneta de vacinação, aferir a pressão arterial, verificar a glicemia e receber orientações de saúde | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF A enfermeira Natália Pereira explica que uma equipe foi direcionada exclusivamente para a ação, enquanto os demais profissionais mantiveram a assistência na unidade. “A gente faz essas ações para conscientizar a população sobre a importância de manter as vacinas em dia e também para verificar e alertar caso a pressão ou a glicemia estejam alteradas”, explica. Um alerta antes da urgência A aferição da pressão e o teste de glicemia podem revelar alterações em pessoas que até então desconheciam uma possível condição de saúde. Quando necessário, é realizada uma avaliação inicial e a orientação é procurar equipes de atenção primária para dar continuidade ao acompanhamento. “Quanto mais cedo conseguirmos descobrir e cuidar dessas condições, menor a chance de essa pessoa chegar depois a um pronto-socorro em uma situação mais grave” Rogério Tavares, gestor da UPA de Planaltina “Às vezes, tem paciente que nem sabe que está com uma alteração. Ele chega à unidade, encontra um serviço como esse e a gente consegue identificar. Depois, encaminhamos para a Unidade Básica de Saúde mais próxima da casa dele, onde poderá ter o acompanhamento adequado”, relata o gestor da UPA de Planaltina, Rogério Tavares. “Quanto mais cedo conseguirmos descobrir e cuidar dessas condições, menor a chance de essa pessoa chegar depois a um pronto-socorro em uma situação mais grave”, destaca. A analista de recursos humanos Juliana Fonseca aproveitou a oportunidade para conferir sua situação vacinal. “Eu acho muito importante a iniciativa porque, muitas vezes, a gente não tem tempo para sair e atualizar o cartão de vacina. Ter essa possibilidade aqui facilita para nós, como colaboradores, e também ajuda a população”, comenta. A própria Natália esteve entre os profissionais que atualizaram as doses. “Pela profissão, a gente já precisa estar com o cartão atualizado. Aproveitei para tomar as vacinas contra covid-19 e gripe e deixar tudo certinho”, conta. *Com informações do IgesDF
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Alta de casos de sarampo nas Américas acende alerta para reintrodução da doença no Brasil
Com a Copa do Mundo de 2026 em andamento e a circulação de milhões de pessoas entre diferentes países, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recomenda atenção redobrada aos sintomas do sarampo e a manter a vacinação em dia. O alerta considera o aumento expressivo de casos nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede do torneio, o que amplia o risco de reintrodução da doença no Brasil. Saúde alerta: vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Segundo o Ministério da Saúde (MS), mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Entre os países que recebem a competição, o Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e já contabiliza 871 em 2026. No México, os registros saltaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, chegando a 9.207 neste ano. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 ocorrências em 2025 e outras 1.738 em 2026. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação” Marília Higino, pediatra da Secretaria de Saúde “Esse cenário está diretamente relacionado à redução de pessoas vacinadas, situação que aumenta o número de indivíduos suscetíveis à infecção e favorece a circulação do vírus”, explica a pediatra Marília Higino, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF. Imunização Desde 2024, o Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do sarampo. No Distrito Federal, foram computadas 71 notificações de casos suspeitos em 2025, com apenas uma confirmação importada e sem transmissão secundária. Neste ano foram notificadas 20 suspeitas, mas nenhuma ocorrência foi confirmada até o momento. Os dados reforçam a importância da imunização. Em 2025, 94,7% dos casos confirmados no país ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. De acordo com o calendário do MS, pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde de qualquer idade devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. Vacina pode ser encontrada nas unidades básicas de saúde do DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar o sarampo, por isso é fundamental que toda a população mantenha o esquema atualizado”, reforça a pediatra da SES-DF. O imunizante está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Para receber a dose, basta apresentar um documento válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A SES-DF também tem intensificado a capacitação dos profissionais da rede pública para identificar rapidamente casos suspeitos, realizar a notificação imediata e adotar medidas de resposta oportuna, especialmente após a Copa do Mundo. Sintomas exigem atenção [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Os sintomas iniciais incluem febre alta, coriza, conjuntivite com ausência de pus e manchas vermelhas na pele, que costumam surgir no rosto e se espalhar pelo corpo. Outro sinal característico são as manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados que aparecem na mucosa oral. “Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, por isso a presença de febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para que a pessoa procure rapidamente uma UBS para avaliação”, orienta Marília Higino. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais. A transmissão ocorre pelo ar, por meio da tosse, espirro, fala ou respiração. Crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas imunocomprometidas, adultos acima de 20 anos, indivíduos desnutridos e moradores de locais com aglomeração estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações. Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo. A terapia foca o alívio dos sintomas e o reforço ao sistema imunológico até que o vírus seja eliminado de forma natural. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Sábado é dia de vacinação no Distrito Federal
Quem precisa se vacinar contra sarampo, febre amarela, tétano, coqueluche ou outras doenças poderá atualizar a caderneta de vacinação neste sábado (16). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 49 locais de atendimento, em 21 regiões administrativas diferentes. Destaque para o evento do Dia do Gengibre, no Park Way (Vargem Bonita). A lista completa com endereços e horários está disponível no site da SES-DF. O público-alvo são pessoas de todas as idades, considerando o indicado para cada faixa etária e os grupos prioritários. Por exemplo: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina contra a dengue. Idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, podem tomar doses contra a gripe (influenza). Haverá, ainda, outras vacinas para proteger contra doenças como febre amarela, sarampo, tétano e difteria. Vacinação é fundamental para proteger contra doenças evitáveis, como sarampo, tétano e febre amarela | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Em todos estes locais, é importante levar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes conferem os registros e avaliam a aplicação de doses. Vale lembrar que é possível se vacinar em qualquer local de atendimento, independentemente da residência. Não haverá atendimento no domingo (16). Já na segunda-feira (17), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Registros de síndromes gripais caem 41,1% na rede pública do DF
O número de atendimentos por síndromes gripais na rede pública do Distrito Federal caiu 41,1% entre janeiro e maio de 2026. Foram 82,7 mil registros neste ano, ante 140,7 mil no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) recuaram 24% na mesma comparação. A redução ocorreu em um período de vacinação contra doenças respiratórias, orientação sobre sinais de alerta e reforço da procura precoce pelas unidades básicas de saúde (UBSs), fatores que podem estar relacionados à queda. Na UBS 4 do Guará, no Lúcio Costa, a médica Camila Damasceno, referência técnica em medicina da família e comunidade, citou medidas de proteção contra doenças respiratórias, como a atualização da caderneta de vacinação e os cuidados para evitar a transmissão de vírus respiratórios. “Além da vacina contra o VSR [vírus sincicial respiratório], a gente tem a vacina contra a influenza, que todo ano é ofertada nessa época, quando começa a sazonalidade das viroses respiratórias, que aqui no DF é entre março e julho. A vacinação contra a influenza, contra covid-19 e contra o VSR ajuda a reduzir o risco de casos graves, internações e óbitos”, afirmou. A especialista Camila Damasceno alerta: "A vacinação é o principal meio que a gente tem de prevenir casos graves, internações e óbitos" | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A vacina contra o vírus sincicial respiratório é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A proteção é transferida da mãe para o bebê durante a gestação e ajuda a reduzir o risco de formas graves de bronquiolite nos primeiros meses de vida. A imunização contra influenza é atualizada anualmente conforme os vírus em circulação. A campanha de 2026 começou em março, voltada aos grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir dos 60 anos, pessoas com comorbidades ou deficiência, trabalhadores da saúde, professores e outros públicos com maior exposição ou risco. A vacinação contra a covid-19 segue no calendário para públicos específicos. Idosos a partir dos 60 anos devem receber uma dose a cada seis meses. O imunizante também integra a rotina de gestantes e de crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Camila reforçou a importância de manter a caderneta em dia. “A vacinação é o principal meio que a gente tem de prevenir casos graves, internações e óbitos. Procure seu posto de saúde, peça para a equipe olhar sua caderneta de vacinação e veja se está faltando alguma coisa, mas não deixe de se vacinar”, orientou. Quando procurar atendimento médico As UBSs são a porta de entrada para a avaliação dos sintomas respiratórios. Febre por mais de 72 horas, retorno da febre depois de 48 horas sem o sintoma, dificuldade para respirar, respiração acelerada e cansaço são sinais de alerta. Diante deles, a recomendação é procurar atendimento. Fora do horário de funcionamento das UBSs, a orientação é buscar um pronto-socorro. A técnica de laboratório Thainá Stephany Magalhães, 27 anos, foi à UBS 4 do Guará para atualizar a vacinação da filha e já se vacinou contra a gripe. A dose da criança ficou agendada para os próximos dias. Thainá Stephany Magalhães foi se imunizou contra a gripe: "Quando a gente se previne, protege os outros também" “Acho muito importante a vacinação porque previne e, se vier a pegar [gripe], os sintomas ficam mais brandos. Quando a gente se previne, protege os outros também”, disse. “Para as mães, o recado é não ter medo de vacinar. Vai dar tudo certo.” A secretária Dinha Magalhães, 51 anos, também passou pela unidade em busca da vacina. Enquanto aguarda a liberação da vacina para seu grupo, ela mantém o uso de máscara e pretende voltar assim que puder. “Todos os anos eu venho tomar a vacina e, desde que tomo, não fico com aquela gripe horrível. Quem já está na faixa etária deve vir logo. Não tem fila, é rapidinho e não dói”, afirmou. A vacinação é feita nas salas de vacina das UBSs, conforme a faixa etária e o grupo indicado para cada imunizante. É preciso apresentar documento de identificação e, quando possível, a caderneta de vacinação. Grupos prioritários por condição de saúde ou atividade profissional devem levar documento comprobatório, segundo a SES-DF. [LEIA_TAMBEM]Reforço na atenção básica O fortalecimento das UBSs também passa pela ampliação das equipes da rede pública. No início do mês, a governadora Celina Leão autorizou a contratação de 114 médicos de família e comunidade por meio de contratos temporários. Os profissionais vão atuar na Estratégia Saúde da Família, modelo responsável pelo acompanhamento contínuo dos pacientes e pela porta de entrada da população no SUS. A rede também será reforçada com 50 profissionais aprovados em concurso vigente, sendo 45 médicos de diferentes especialidades e cinco psiquiatras, a partir de vagas remanescentes. Ao todo, são 164 médicos para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.
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Sazonalidade exige atenção redobrada com crianças asmáticas e com alguma deficiência
Com a chegada dos meses mais secos no Distrito Federal, não é apenas o desconforto do clima que preocupa. Entre março e julho, a circulação de vírus respiratórios se intensifica e impacta diretamente a saúde infantil, especialmente de crianças asmáticas e com deficiência, que apresentam maior risco de agravamento e hospitalização. Como as crianças têm resposta imunológica imatura, o quadro de saúde logo evolui para gravidade | Fotos: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF Dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) mostram que, em 2025, foram registrados mais de 8,4 mil diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 3.871 (46%) casos e 15 mortes correspondem a crianças menores de 1 ano de idade. Parte significativa dos casos graves corresponde a crianças menores de 5 anos. A resposta imunológica, ainda imatura nessa fase da vida, contribui para a rápida evolução dos quadros, especialmente diante de vírus mais agressivos. "Os principais sinais de gravidade em crianças asmáticas e com deficiência são cansaço visível para respirar, fala entrecortada, febre persistente e a criança pouco responsiva" Andréa Martha Rodrigues, médica especialista em asma “Os principais sinais de gravidade em crianças asmáticas e com deficiência são cansaço visível para respirar, fala entrecortada, febre persistente e a criança pouco responsiva”, alerta a referência técnica distrital de asma da SES-DF, Andréa Martha Rodrigues. Quando procurar atendimento Casos leves de crianças com asma costumam apresentar melhora nas primeiras 24 horas com uso de medicação prescrita pelo médico. No entanto, a ausência de resposta ao tratamento exige atenção imediata. “Se após o uso das medicações habituais não houver melhora ou surgirem sinais de alerta, é fundamental buscar atendimento. Casos leves devem ir às unidades básicas de saúde, enquanto os graves precisam de pronto-socorro”, orienta a especialista. Entre os casos que exigem maior vigilância estão os de crianças menores de 2 anos, principalmente bebês prematuros. Nessa faixa etária, o sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido, o que reduz a capacidade de defesa do organismo e favorece a progressão rápida da doença para quadros mais graves. Imunização De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), infecções virais respiratórias estão entre os principais fatores de desencadeamento de crises de asma. O rinovírus é o mais frequente, mas o vírus influenza também tem papel relevante ao agravar sintomas e aumentar o risco de complicações. A vacina é considerada a principal medida de prevenção da influenza [LEIA_TAMBEM]Outro ponto de atenção é a possibilidade de infecções bacterianas secundárias. Após um quadro viral, as vias aéreas ficam mais vulneráveis, o que pode levar a complicações como sinusite, otite e pneumonia, especialmente em crianças com doenças respiratórias prévias. A vacinação contra a influenza é considerada a principal medida de prevenção. Ao estimular a produção de anticorpos, a vacina fortalece a resposta do organismo e diminui o risco de internações. Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias fazem parte do público prioritário para a vacinação contra influenza. Além da imunização, medidas como manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e reforçar a higiene das mãos seguem como estratégias importantes para reduzir a transmissão. Confira os locais onde a vacina está disponível. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Vacina na gestação fortalece a saúde materna e protege o bebê desde os primeiros meses de vida
A gestação marca um período em que o cuidado com a saúde se torna ainda mais essencial e cada escolha pode impactar diretamente o bem-estar da mulher. Entre as medidas mais eficazes está a vacinação, que protege a mãe contra doenças e também ajuda a proteger o bebê antes mesmo do nascimento. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de manter a caderneta em dia ao longo desse período. “A vacinação na gestação é fundamental, porque protege a mãe contra formas graves de doenças infecciosas e reduz o risco de complicações como internações e parto prematuro”, explica a gerente da Central Distrital de Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A caderneta da gestante, disponível no SUS, traz informações sobre vacinação durante a gestação | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF As recomendações seguem diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e orientações médicas baseadas em evidências técnico-científicas. Quando a gestante é contaminada, o bebê também pode ser afetado, com riscos que incluem malformações fetais, parto prematuro e aborto espontâneo. A vacinação ajuda a evitar esses cenários e ainda possibilita a transferência de anticorpos pela placenta, levando proteção para os bebês até que estes possam iniciar os esquemas primários de vacinação. Proteção antes do nascimento Com a confirmação da gestação, é fundamental verificar a caderneta de vacinação e organizar as doses indicadas para cada fase. Todos os imunizantes recomendados no calendário de vacinação para gestantes estão disponíveis gratuitamente nas salas de vacina da rede pública do DF. Confira aqui os locais onde os imunizantes estão disponíveis. Imagem: Agência Brasília Algumas vacinas, no entanto, não são indicadas durante a gestação, como tríplice viral, varicela e dengue, além da febre amarela, salvo situações específicas com avaliação médica. “Por isso, é essencial que a gestante procure uma unidade de saúde e receba orientação adequada antes da imunização”, reforça a gestora. Para vacinar, é necessário que a gestante apresente documento com foto, CPF ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), além da caderneta de vacinação e da gestante. Ainda que não possua a caderneta, a orientação é procurar a UBS mais próxima para que a equipe avalie a situação vacinal e oriente quanto à atualização do esquema das doses. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF aplica quase 60 mil doses de vacinas contra a gripe em três dias
De quarta-feira a sábado da semana passada, a Secretaria de Saúde (SES-DF) aplicou 58.984 vacinas contra o vírus Influenza, causador de quadros graves de gripe. Porém, quem for dos públicos prioritários, porém, ainda pode se imunizar, procurando uma das mais de cem salas de vacinação disponíveis no DF. Fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra a gripe as categorias de professores, trabalhadores de saúde e profissionais de forças armadas e de segurança | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “As unidades estão abastecidas e prontas para receber os pacientes”, assegura a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A orientação é comparecer com documento de identificação e comprovante de que faz parte de um dos grupos prioritários. No caso dos profissionais, pode ser um contracheque ou crachá. Já pessoas com deficiências ou comorbidades podem levar exames ou relatórios médicos. A vacina contra o vírus Influenza tem duas características importantes. A primeira é sua atualização anual, conforme as cepas circulantes do vírus: em 2026, a vacina é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). Por esse motivo, a orientação é tomar a vacina anualmente. [LEIA_TAMBEM]A segunda característica é que a vacina pode ser aplicada em conjunto com outras. Por exemplo: uma criança de 4 anos, no grupo prioritário para receber a vacina contra a influenza, pode tomar o reforço contra a febre amarela, a tríplice bacteriana e a vacina contra a varicela na mesma ocasião, todas recomendadas para essa faixa etária. O mesmo vale para adultos, idosos e gestantes. "Convidamos a população para comparecer com sua caderneta de vacinação”, reforça Tereza Pereira. “As equipes estão preparadas para avaliar a situação vacinal e indicar o que pode ser aplicado.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Campanha de vacinação contra gripe começa no DF nesta quarta-feira (25)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) começa, nesta quarta-feira (25), a campanha de vacinação contra a gripe (influenza). As 80 mil primeiras doses já foram recebidas na Rede de Frio Central e estão em fase de distribuição para mais de cem salas de vacina. A lista dos locais onde haverá aplicação está disponível no site da SES-DF. Conforme orientação do Ministério da Saúde, serão vacinadas pessoas de grupos prioritários, entre gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir dos 60 anos e pacientes com deficiências ou doenças crônicas, além de profissionais de áreas específicas. A estimativa da população prioritária para vacinação contra influenza no Distrito Federal é de 1.183.796 pessoas. A meta é chegar a 90% dessa população vacinada. Arte: Agência Saúde DF "A vacinação é extremamente importante para proteger as pessoas de se tornarem casos graves da doença, prevenindo hospitalizações e óbitos", reforça a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Ela ressalta que, nas próximas semanas, serão enviados lotes adicionais da vacina. "A Secretaria de Saúde poderá atender todas as pessoas dos grupos prioritários", afirma. Quem já se vacinou contra a gripe em anos anteriores deve se vacinar em 2026. Isso porque essa vacina é atualizada anualmente para proteger das principais cepas do vírus influenza em circulação. Neste ano, a vacina é trivalente, protegendo contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Cerca de 155 mil vacinas foram aplicadas pelo GDF em mais de mil ações itinerantes em 2025
Febre amarela, tétano, sarampo, covid-19, gripe, coqueluche, pólio... É longa a lista de doenças que podem ser evitadas por meio da vacinação. Por isso, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) atuam em todo o Distrito Federal para levar imunizantes até as pessoas. A busca ativa percorre praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados e órgãos públicos. Só em 2025, foram 1,1 mil dessas atividades, chamadas de ações extramuros, totalizando quase 155 mil doses aplicadas. O número alcança, ainda, o trabalho feito pelo Carro da Vacina. “Ao ampliar pontos, horários e formatos de atendimento, a SES-DF busca sensibilizar a população sobre a importância de se vacinar e facilitar o acesso aos imunizantes, protegendo não apenas o indivíduo, mas toda a coletividade”, explica a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “É um compromisso que temos com a prevenção de doenças evitáveis e com a promoção da saúde de todos.” A Secretaria de Saúde leva vacinação a praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados e órgãos públicos | Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Do total de ações, 365 ocorreram em escolas, 550 em locais de grande circulação de pessoas e 170 com o Carro da Vacina. Este último foi desenvolvido em 2022 para percorrer comunidades onde a população tenha dificuldades de ir até uma sala de vacinação por questões de transporte, gastos ou até situação de saúde. Nos dias úteis, mais de cem salas de vacinação funcionam de forma fixa. Cerca de 50 também abrem aos sábados. Essas unidades aplicam a maior parte das doses: foram 1,6 milhão só nos seis primeiros meses de 2025. Proteção mais perto As ações extramuros exercem um papel fundamental na aproximação com públicos que, por diversos motivos, não iriam até as salas fixas. “As iniciativas realizadas em locais de grande circulação, como supermercados, parques e zoológico, têm apresentado resultados positivos em termos de adesão. Esses espaços facilitam o acesso das pessoas à vacinação durante atividades do dia a dia, reduzindo barreiras como tempo e deslocamento”, afirma Pereira. As chamadas ações extramuros permitem que quem tem dificuldades com locomoção seja vacinado Cada ação é planejada detalhadamente. “Nós mapeamos os territórios mais vulneráveis e os locais mais distantes das UBSs [unidades básicas de saúde]. Consideramos também cidades nas quais a população tenha dificuldade de se locomover para acompanhar o calendário básico de vacinação”, ressalta Zildene Bitencourt, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização em Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia e Brazlândia. Foi nessa região que o Carro da Vacina foi criado. Desde 2022, mais de 89 mil doses foram aplicadas somente por meio dessa estratégia. Hoje, estão a bordo do veículo todas as doses previstas no calendário de rotina, com exceção do imunizante contra dengue, que exige período de observação, e da BCG, aplicada em recém-nascidos, ainda nas maternidades. Mobilização e controle Seja no Carro da Vacina, seja nas ações realizadas em locais fixos, é mobilizada uma equipe de pelo menos seis servidores — um enfermeiro, um técnico em enfermagem e quatro servidores para fazer triagem, organização e registros. São utilizadas caixas térmicas e produtos para garantir que cada imunizante fique na temperatura certa e não ocorram perdas. No Carro da Vacina, a população poderá encontrar todas as doses previstas no calendário de rotina de imunização, com exceção da BCG e da vacina contra a dengue “Todas as caixas de vacina têm mapa de controle de temperatura que é verificada e anotada de uma em uma hora, conforme as recomendações técnicas. Já a quantidade de seringas é calculada proporcionalmente ao número de doses que serão levadas para a ação e a via de administração de cada uma”, acrescenta Zildene Bitencourt. [LEIA_TAMBEM]Histórico mais seguro Outra área em que a SES-DF evoluiu foi na questão dos registros vacinais. A pasta sempre orienta levar um documento de identificação com foto e válido e a caderneta de imunização. Contudo, mesmo quem não possui o cartão vacinal pode comparecer às iniciativas ou salas fixas para receber as doses. “Em caso de ausência do cartão ou da caderneta, a equipe de saúde busca os registros nos sistemas de informação disponíveis. Quando não for possível localizar o histórico, o profissional conversa com o usuário e avalia se a vacinação poderá ser realizada no momento”, declara a médica da SES-DF, Gabriela Villar. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saiba como obter o Certificado Internacional de Vacinação para viagens internacionais
Para quem está de viagem marcada, conferir a Carteira de Vacinação é um passo essencial. A dose contra a febre amarela é um exemplo que merece atenção redobrada, pois, além de integrar o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e ser recomendada em todo o Brasil, é exigida por diversos países para a entrada em seu território. A Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta sobre a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento que comprova a imunização contra a febre amarela. No calendário de rotina, a vacina é indicada a partir dos 9 meses de idade e está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs). A aplicação é em dose única e confere proteção por toda a vida, sem a necessidade de reforço. O certificado pode ser emitido diretamente no aplicativo Meu SUS Digital ou em uma UBS | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Quem recebeu a vacina a partir de 30 de dezembro de 2022 pode emitir o certificado diretamente no aplicativo Meu SUS Digital, utilizando o mesmo login do Gov.br. O documento é gerado automaticamente, não possui prazo de validade e só precisa ser emitido uma única vez. Brasileiros e estrangeiros vacinados no país e que irão realizar uma viagem internacional podem emitir o CIVP. Crianças a partir de 9 meses também precisam do certificado. Já quem foi vacinado antes dessa data e não possui registro no sistema deve procurar uma UBS para a atualização ou seguir as orientações disponíveis no site da SES-DF. Isenção Aqueles que têm o registro da dose, mas sem identificação do lote, deverão receber o imunizante novamente. Quem não puder tomar a vacina por contraindicação médica, deve buscar o ambulatório do viajante para solicitar o Atestado de Isenção de Vacinação, emitido em português e em inglês, com validade internacional. O serviço também acolhe pessoas que vão para territórios nacionais, especialmente com destino à região amazônica. O atendimento ocorre no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h, mediante agendamento pelo telefone 3449-4733 ou pelo e-mail agendamentocriehran@gmail.com. O casal Francisco Nascimento, 68 anos, e Cristina Sayuri, 62, se prepara para viajar ao exterior com escala na Colômbia, onde o certificado é obrigatório. Embora tenham tomado a vacina há muito tempo, eles não guardam nenhum registro da imunização. “Como temos mais de 60 anos, a vacina foi contraindicada na UBS, então fomos orientados a vir ao ambulatório do viajante”, conta o economista. Francisco Nascimento e Cristina Sayuri vão passar pela Colômbia e procuraram o ambulatório do viajante para tirar dúvidas e pegar dicas de saúde para a viagem | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde O médico responsável pelo serviço, Fernando Moraes, reforça a importância da documentação: “Nossa abordagem é preventiva e o certificado é obrigatório para alguns destinos. A ausência dele pode impedir o embarque”. Prevenção [LEIA_TAMBEM]O ambulatório do viajante tem como foco principal minimizar os riscos de doenças que podem ser adquiridas em viagens, especialmente em países tropicais e subtropicais, onde enfermidades como febre amarela são mais frequentes. Durante a consulta, os usuários recebem orientações sobre as vacinas que precisam ser atualizadas tanto na rede pública quanto na rede particular. Segundo Moraes, o serviço vai além de recomendações de vacina. “Orientamos sobre os medicamentos importantes para levar nas viagens, medidas para evitar trombose durante o voo, cuidados com a alimentação e até a escolha do assento. Por isso, é fundamental que os usuários que fazem viagem internacional agendem uma consulta conosco", sugere. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Campanha antirrábica: Saúde vacina 53 mil animais em outubro
As equipes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) aplicaram, ao longo de outubro, 53 mil doses antirrábicas em gatos e cachorros. Nos últimos quatro sábados, a pasta abriu 462 postos de vacinação contra a raiva em espaços como o estádio Bezerrão do Gama, a Biblioteca Pública da Estrutural e em uma espécie de drive-thru montado ao lado da Administração Regional do Guará. As ações realizadas pela SES-DF no mês anterior integraram a campanha antirrábica, momento no qual os profissionais da rede pública intensificam o acesso e a busca ativa. Estima-se que a capital federal tenha uma população total de 400 mil cães e gatos. A expectativa era de que 40% (160 mil) desses animais recebessem o imunizante em outubro. Até o momento, desde de janeiro de 2025, a pasta vacinou cerca de 125 mil cães e gatos. Estratégia de vigilância A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos é um período estratégico para a atuação da Vigilância Ambiental em Saúde. Nela, centenas de profissionais, entre servidores da SES-DF e voluntários capacitados, são envolvidos em ações que se alternam entre espaços urbanos e áreas rurais. Nos últimos quatro sábados, a Secretaria de Saúde abriu 462 postos de vacinação antirrábica | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Isso porque o vírus da raiva é capaz de infectar todas as espécies de mamíferos. Uma vez instalada a doença, o óbito ocorre em praticamente todos os casos — no Brasil, apenas duas pessoas sobreviveram à raiva, com sequelas graves e permanentes. Apesar da gravidade, a servidora da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Gvaz) e área técnica da campanha, Marcelle de Oliveira afirma que tem se observado uma tendência à diminuição no número de animais domésticos levados aos postos da SES-DF. “Por isso, convidamos a todos que cuidam de cães ou gatos que venham vaciná-los contra a raiva. A melhor forma de prevenção é a imunização do seu pet, e os postos fixos estão todos abertos no meio da semana", incentiva a profissional. Em alguns casos, é possível agendar para que a equipe da Vigilância Ambiental vá até o animal — quando este é de difícil deslocamento, quando são muitos animais na residência ou quando a pessoa tem algum problema de mobilidade. Em caso de dúvidas, o cidadão pode se informar pelo número 3449-4434. Campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva é um período estratégico para as ações de Vigilância Ambiental em Saúde Vacinação prossegue A vacina antirrábica é gratuita e destinada a cães e gatos saudáveis, a partir dos três meses de idade, incluindo fêmeas gestantes ou em fase de amamentação. Mesmo após a campanha, o imunizante continua sendo aplicado, durante todo o ano, pelos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde (Nuval). As unidades de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. Clique aqui e encontre o serviço mais próximo. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Sábado (1º) é dia de vacinar cães e gatos contra a raiva
Cães e gatos saudáveis com mais de 3 meses de idade poderão ser vacinados contra a raiva neste sábado (1º/11). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá mais de 70 locais de atendimento, tanto em áreas urbanas quanto rurais. [LEIA_TAMBEM]Na lista, destaque para locais de grande circulação de pessoas, como o evento GDF Mais Perto do Cidadão, que ocorre na Praça dos Direitos, em Ceilândia, e os shoppings CasaPark e Pier 21. Na área rural, o atendimento também será feito em escritórios da Emater-DF. A lista completa com endereços e horários de atendimento está disponível no site da SES-DF. Para levar um cão ou gato para vacinação, é necessário ser maior de idade e apresentar documento de identidade. O animal deve estar com coleira, guia, focinheira ou caixa de transporte, conforme o porte. Não é necessário fazer agendamento. A aplicação da vacina deve ser anual — cães e gatos vacinados em 2024 devem ser imunizados mais uma vez. Isso também vale para fêmeas prenhas ou em período de amamentação, que podem receber a vacina normalmente. Qualquer dúvida adicional pode ser tirada com as equipes da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vacina é a única forma de prevenção da poliomielite
No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado nesta sexta-feira (24), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta para a baixa cobertura vacinal contra a doença. Entre janeiro e abril deste ano, o índice chegou a 85,1%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A poliomielite é uma doença grave, capaz de causar paralisia permanente e a vacinação é a única forma de prevenção. Todas as crianças menores de 5 anos devem receber as doses de acordo com o calendário de rotina. Desde novembro de 2024, o Brasil adotou o esquema exclusivo com a vacina inativada poliomielite (VIP), em consonância com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O esquema prevê três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de um reforço aos 15 meses. A cobertura vacinal contra a poliomielite está abaixo da meta no DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Mesmo uma pequena queda na cobertura vacinal é suficiente para permitir a reintrodução de doenças como varicela, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e sarampo”, alerta a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Ela reforça que manter os índices de vacinação elevados é essencial para evitar o retorno de enfermidades que já estavam controladas no país. Para Tereza, a desinformação tem sido um dos principais entraves. “De uns anos para cá, muitas informações falsas começaram a circular e acabaram afastando as pessoas da vacinação. Na minha geração, o Zé Gotinha era um símbolo e a gente cresceu entendendo a importância da vacina. Hoje, é preciso mudar a estratégia, usar redes sociais, televisão e escolas. As vacinas estão disponíveis e são gratuitas, mas falta a cultura de buscar a imunização”, afirma. [LEIA_TAMBEM]Além da vacina contra a pólio, o calendário nacional de vacinação oferece outros 18 imunizantes que garantem proteção desde o nascimento até a terceira idade. A Secretaria de Saúde reforça a importância de que pais e responsáveis mantenham em dia a carteira de vacinação das crianças. Os imunizantes estão disponíveis gratuitamente nas salas de vacinação da rede pública em todo o Distrito Federal. A situação da pólio reflete um cenário mais amplo. Outras vacinas importantes também ficaram abaixo do recomendado no DF no primeiro quadrimestre do ano: Covid-19 (3ª dose da Pfizer Baby) | 16,5% de cobertura (meta: 90%) Febre amarela | 81,8% (meta: 95%) Pneumocócica 10-valente | 82,3% (meta: 95%) *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Com inauguração de nova rede de frio, HRT amplia capacidade de armazenar vacinas
Foi reinaugurada, nesta segunda-feira (6), a Rede de Frio da Região de Saúde Sudoeste, localizada no ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O espaço é responsável por armazenar e distribuir imunobiológicos para unidades de saúde de Águas Claras, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires e Água Quente. O objetivo é fortalecer a logística de imunização e assegurar que as vacinas cheguem às unidades com qualidade e segurança. “A região Sudoeste atende uma das maiores parcelas de moradores do Distrito Federal e, com o novo espaço, mais moderno, ampliamos a capacidade de armazenamento e distribuição das vacinas, assegurando maior agilidade e eficiência na imunização”, explica a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira. O número de refrigeradores aumentou de 12 para 16 unidades de 400 litros cada, ampliando a capacidade de armazenamento e distribuição de imunobiológicos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Mudanças O espaço está adaptado às normas de vigilância sanitária e exigências do Ministério da Saúde. O número de refrigeradores aumentou de 12 para 16 unidades de 400 litros cada. Além disso, foram instalados novos pisos, bancadas e aparelhos de ar-condicionado. Mesas de madeira deram lugar a superfícies em aço inoxidável, que facilitam a limpeza e a higienização. A área administrativa, onde atuam cerca de 25 servidores responsáveis pela imunização e pelo monitoramento de doenças de notificação compulsória, ganhou novas bancadas de trabalho e uma sala de reunião para profissionais que atuam no Comitê de Transmissão Vertical. "As melhorias garantem o cumprimento das normas sanitárias e a manutenção adequada da temperatura dos imunobiológicos, o que é essencial para a qualidade das vacinas" Kelly Coelho, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemológica e Imunização “As melhorias garantem o cumprimento das normas sanitárias e a manutenção adequada da temperatura dos imunobiológicos, o que é essencial para a qualidade das vacinas. Com a nova estrutura, conseguimos oferecer uma distribuição ainda mais segura e eficiente para toda a região”, avalia a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região Sudoeste, Kelly Coelho. Depois da Rede de Frio Central, que atende todo o DF, a unidade da Região Sudoeste é a maior entre as regionais, alcançando uma população superior a 800 mil habitantes. No espaço, são armazenadas vacinas do calendário básico e imunobiológicos especiais, como imunoglobulinas e soros utilizados em situações de emergência, a exemplo de acidentes com cobras e escorpiões. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF está em alerta para aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
Embora o inverno esteja chegando ao fim, as doenças respiratórias continuam representando risco à saúde da população. Nas últimas semanas, de acordo com último Boletim Infogripe da Fiocruz, o Distrito Federal registrou aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A doença é uma condição respiratória grave causada por diversos vírus e bactérias, incluindo o vírus da gripe (Influenza), o SARS-CoV-2 (covid-19) e o vírus sincicial respiratório (VSR). Dados do Infosaúde da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram 6.377 casos confirmados da SRAG no DF até 6 de setembro (semana epidemiológica nº 36). “O aumento no número de casos de SRAG por Influenza é de 65%, registrando 949 casos, superando o número de casos de todo o ano passado, que somaram 574”, afirma a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. A vacinação é a forma de prevenção contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). DF tem mais de 100 salas de imunização abertas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Ainda de acordo com o Infosaúde, a maioria dos casos relacionados à Influenza ocorreu em pessoas acima de 60 anos, seguida por crianças menores de 2 anos e pessoas com comorbidades. Entre essas, as doenças cardiovasculares foram as mais prevalentes, seguidas por doenças respiratórias e diabetes. Quanto aos óbitos registrados em 2025, o grupo de 60 anos ou mais, especialmente os com 80 anos ou mais, predominou. Nos casos fatais, as comorbidades cardiovasculares também foram frequentes. Prevenção com vacinação A vacinação permanece como a principal medida de proteção contra as doenças respiratórias. No Distrito Federal, a vacina contra a Influenza está disponível em mais de cem Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Também está disponível a vacina pneumocócica, recomendada para idosos institucionalizados e pessoas com doenças pulmonares crônicas, asma grave, infecções respiratórias frequentes ou sistema imunológico comprometido. Os grupos prioritários para vacinação contra a gripe incluem bebês, idosos com 60 anos ou mais, profissionais de saúde e educação, sistema prisional, trabalhadores portuários e de transportes coletivos, povos indígenas e quilombolas, pessoas em situação de rua, gestantes e puérperas. As grávidas devem ter atenção especial com a imunização contra influenza. A vacinação é segura para mãe e bebê e pode ser aplicada em qualquer fase da gestação. Este mês, o Ministério da Saúde anunciou que a partir de novembro iniciará a distribuição da vacina para gestantes contra o VSR em todo o Brasil, protegendo gestantes e bebês contra complicações da bronquiolite. Arte: Agência Saúde-DF Neste ano, o DF foi a primeira unidade da federação a aplicar o Nirsevimabe, anticorpo de ação prolongada que protege bebês contra infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. A SES-DF disponibiliza o medicamento fosfato de oseltamivir para todos os casos de síndrome gripal que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal, mesmo em atendimento ambulatorial. É indicada para pacientes com condições e fatores de risco para complicações como gestantes, maiores de 60 anos, crianças menores de 5 anos e pessoas com comorbidades. Procure ajuda Muitas pessoas subestimam sintomas gripais, mas isso pode ser perigoso. A Síndrome Respiratória Aguda Grave compromete seriamente a capacidade respiratória e pode evoluir para insuficiência respiratória e até levar à morte. A SES-DF orienta a população a procurar a UBS de referência assim que os sintomas aparecerem. Para sintomas mais graves, o atendimento hospitalar imediato é fundamental. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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DF terá mais de 50 locais de vacinação neste sábado
Sábado (13) é dia de colocar a vacinação em dia. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 54 locais de atendimento para pessoas de todas as idades. Destaque para Ceilândia, onde haverá equipes na Feira da Guariroba e no Centro Comunitário da Criança. O Shopping JK, em Taguatinga, e a Feira do Produtor de Vicente Pires também estão entre as opções para quem quer colocar a vacinação em dia. A lista completa com endereços e horários está disponível no site. No domingo (14), a SES-DF vai oferecer vacinação contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 19 anos, das 9h às 17h, no Parque da Cidade. A ação faz parte da caminhada de conscientização de cânceres ginecológicos da campanha Setembro em Flor. Vacinas são aplicadas conforme o calendário de vacinação para cada idade. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Também haverá vacinas contra dengue, covid-19, febre amarela, meningite, gripe e outras doenças — todas sendo aplicadas conforme previsto no calendário de vacinação. Destaque para o imunizante contra o HPV, que até dezembro está disponível para adolescentes de até 19 anos. Não estará disponível a vacina BCG. A orientação, em todos os locais, é levar documento de identificação válido e caderneta de vacinação. Caso tenha perdido este documento, é preciso procurar a sala onde recebeu as vacinas e tentar resgatar o histórico de vacinação. Caso não seja possível, o paciente será vacinado de acordo com as vacinas preconizadas para cada faixa etária e será feito novo cartão. A ausência da Caderneta de Vacinação não é um impeditivo para vacinar. Ressalta-se que o cartão de vacinação é o documento que comprova a situação vacinal do indivíduo, devendo ser guardado junto aos demais documentos pessoais. Na segunda-feira (15), as mais de 100 salas de vacinação da SES-DF voltam a atender a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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GDF intensifica vacinação contra o sarampo
Tirando as doses de vacina contra a covid-19, você se lembra da última vez em que foi vacinado? No caso específico do sarampo, como está a sua situação? Você sabia que essa vacina não é só para crianças, sendo indicada para adultos de até 59 anos? Com muita gente sem saber ao certo essas respostas, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) intensificou a oferta de vacinas contra o sarampo. Pessoas de 12 meses a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já os demais adultos de 30 a 59 anos precisam tomar uma dose. Atualmente, a cobertura de duas doses está em 88,3%, quase 10% abaixo da meta, de 95%. Para os leigos, esses 10% de diferença podem parecer pouco, mas, no caso do sarampo, isso quer dizer muito. O sarampo é extremamente contagioso: uma única pessoa doente pode infectar até 18 pessoas não vacinadas. Outro detalhe vale ser lembrado: a transmissão pode começar até seis dias antes do início do sintoma mais conhecido, as manchas vermelhas no corpo. A vacinação é a principal estratégia para prevenir o sarampo, doença altamente contagiosa | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Caso importado Quem está no Distrito Federal também tem um motivo a mais para ficar em alerta. "Além de ser um centro de poder político, o DF tem uma grande circulação de pessoas", explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins. A pasta acompanha com atenção os mais de 200 casos confirmados em 2025 no Brasil. O município com maior número de confirmações fica no Tocantins, não muito distante da capital. O coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Fernando Erick Damasceno, explica que o único caso confirmado por aqui, em 2025, foi "importado", isso é, de um viajante com residência em outro local. Por este motivo, uma das ações adotadas na semana passada foi a vacinação no aeroporto internacional de Brasília, que movimentou mais de 1,4 milhão de passageiros só em julho de 2025. A ideia foi proteger esse público e, principalmente, os trabalhadores do local. "Isso é o que chamamos de bloqueio vacinal", afirma. De acordo com o coordenador, além das cem salas de vacina abertas nos dias úteis, a pasta planeja intensificar as chamadas ações extramuros, quando equipes se deslocam para locais de grande circulação de pessoas, se possível, com base em dados que mostrem as áreas de baixa cobertura. "É um esforço contínuo. Nós estamos em um momento oportuno de agir. É agora. Precisamos da consciência de todos", finaliza Damasceno. Arte: SES-DF Sintomas O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, a doença ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização. Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente. Caso você apresente estes sinais e sintomas, procure um serviço de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Vacina contra a gripe: conheça os mitos e verdades
A vacina contra a gripe já está liberada no Distrito Federal. São 164 salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBSs) disponíveis para o público acima dos seis meses de idade. A Secretaria de Saúde (SES-DF) chama a atenção para a importância das vacinas como forma de reduzir a mortalidade e as internações causadas por inúmeras doenças, além de proteger a população coletivamente. “A imunização representa um salto civilizatório. A partir da descoberta das vacinas, houve um aumento na expectativa de vida da população. Ao longo da vida da pessoa, há necessidade de diferentes vacinas devido à suscetibilidade de cada uma dessas fases”, explica o médico infectologista e Referência Técnica Distrital (RTD) em infectologia da SES-DF, José David Urbaez. Para esclarecer possíveis dúvidas, a Secretaria de Saúde do DF separou uma lista de mitos e verdades. Confira abaixo: “A vacina influenza é um grande exemplo. Sabemos que ela é importante do início da vida da criança até cinco anos. É muito importante em adultas gestantes, porque a gestação cria uma suscetibilidade para casos graves. E notadamente para pessoas acima de 60 anos. Ou seja, a vacinação é um instrumento que se usa ao longo da vida”, destaca. O vírus influenza é atualmente a principal causa do aumento de óbitos por doenças respiratórias no Brasil. A vacina, atualizada anualmente, oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e B, e pode ser aplicada simultaneamente a outras vacinas do calendário básico de imunização. A lista completa dos locais disponíveis para vacinação pode ser consultada no site da secretaria. Para se vacinar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Mais de 150 mil pessoas receberam vacina contra a gripe na rede pública após ampliação da campanha
Desde que o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu a vacinação contra a gripe para todas as pessoas acima de seis meses de idade, em 19 de maio, 154.384 doses do imunizante foram aplicadas no DF. Antes, apenas o grupo prioritário podia se vacinar. O objetivo da ampliação é expandir ainda mais as coberturas vacinais e reduzir significativamente a circulação do vírus, além de diminuir casos graves da doença, inclusive os óbitos causados pela Influenza. Ao todo, do início da campanha de vacinação, em 4 de abril, até o último dia 29, 478.252 doses da vacina haviam sido aplicadas, sendo que cerca de 12 mil foram no Dia D de mobilização, em 10 de maio. Atualmente, a cobertura vacinal contra a gripe no DF está em 41,58% para idosos (166.948 mil doses); 25,76% para crianças (52.684 mil doses); e 4,62% para gestantes (1.232 mil doses). Os estoques ainda contam com 206 mil doses disponíveis. À medida que as vacinas forem aplicadas, a SES poderá solicitar novas remessas ao Ministério da Saúde. Ao todo, do início da campanha de vacinação, em 4 de abril, até o último dia 29, 478.252 doses da vacina haviam sido aplicadas, sendo que cerca de 12 mil foram no Dia D de mobilização, em 10 de maio | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Após a ampliação, a gente percebeu um aumento da procura, principalmente daquelas pessoas que não eram do grupo prioritário. Mas, mesmo com essa ampliação, é de extrema importância que o grupo prioritário — principalmente crianças, idosos e gestantes, que são os grupos mais vulneráveis — continue buscando a vacina, porque são exatamente esses grupos que têm a maior prevalência dessa doença, que podem vir a ficar mais graves se hospitalizar e, infelizmente, também virar óbito. Então, é importante que todo mundo procure, mas esses grupos prioritários nós temos que ter uma maior atenção”, enfatiza Tereza Luiza, gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde do DF. Procura Na Unidade de Saúde Básica (UBS) 2 do Guará, a procura após a ampliação foi tão grande que se fez necessária a abertura de mais duas salas de vacina para atender à demanda. "Só na semana passada, foram cerca de 1,2 mil doses aplicadas de vacina da influenza", aponta a gerente da UBS 2 do Guará, Valdiane Dutra. "São pessoas que vêm e acabam atualizando o cartão de vacina. Às vezes vem com criança e faz as vacinas dela também. Então, além de a expansão ter sido muito boa para essa vacina, da influenza, nós conseguimos agregar nosso público nas vacinas de rotina também", acrescenta. Manuella, 11 anos, foi levada pela mãe, a autônoma Karina Soares, 48 anos, para tomar vacina A autônoma Karina Soares, 48 anos, foi uma das pacientes que esteve no local com a família: o marido Júlio, 55, e a filha, Manuella, 11. "Decidimos vir tomar devido ao momento que está chegando agora, do inverno, é importante a população se vacinar para que não pegue uma gripe e haja a piora. Meu marido, inclusive, devido a uma gripe forte, já pegou uma pneumonia e teve que ser operado. Então a família toda vai se prevenir", conta. [LEIA_TAMBEM]O servidor público André Brito, 51, também procurou a UBS 2 do Guará para garantir a imunização. "É importante você se imunizar, já que tem surto de tudo quanto é tipo de virose. O filho de um amigo meu acabou de sair da UTI por conta do H1N1. Ainda não estava na minha faixa, mas, já que ampliaram as idades, eu achei que era o momento exato para vir tomar." Prevenção O vírus influenza é atualmente a principal causa do aumento de óbitos por doenças respiratórias no Brasil. De acordo com estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a vacinação contra a gripe reduz em até 35% o risco de hospitalizações entre pessoas dos grupos de alto risco. A vacina, atualizada anualmente, oferece proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e B, e pode ser aplicada simultaneamente a outras vacinas do calendário básico de imunização. Os imunizantes estão disponíveis nas 164 salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. A lista completa dos locais pode ser consultada no site da SES-DF. Para se vacinar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.
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