Há 28 anos, Adolescentro ajuda jovens a desenvolverem autonomia
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Mudanças de comportamento, dificuldades de convivência, sofrimento emocional e outros sinais de que um adolescente precisa de ajuda podem gerar dúvidas e insegurança para toda a família. No Distrito Federal, o Adolescentro oferece cuidado especializado a adolescentes de 10 a 17 anos com transtornos mentais ou que façam uso eventual de substâncias psicoativas. Localizado na 605 Sul, o serviço completou 28 anos de atuação nesta terça-feira (22/9). A unidade reúne uma equipe multiprofissional com cerca de 60 servidores, entre pediatras, hebiatras (médicos de adolescentes), psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos. O Adolescentro oferece consultas e atividades com horário marcado. Por se tratar de um centro ambulatorial, o local não oferece internações. O cuidado é planejado de acordo com as necessidades de cada paciente. As atividades coletivas são organizadas por faixa etária e abordam temas como comunicação e relações interpessoais, eeconhecimento e manejo das emoções, frustrações e conflitos, convivência familiar, socialização e uso moderado de aparelhos eletrônicos. Além dos grupos e oficinas para expressões dos próprios adolescentes, são promovidos passeios e visitas a parques e museus para exercitar a convivência social e a autonomia urbana dos jovens. Grupos de jovens se reúnem em um ambiente que prioriza acolhimento e atividades educativas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Família também participa O cuidado não se limita ao adolescente. Os familiares também participam dos bate-papos, orientações e acolhimento promovidos pela equipe. “Entendemos que o jovem não vive sozinho; ouvimos todos os envolvidos e tentamos intervir de forma mais sistêmica”, ressalta a terapeuta ocupacional Marina Esselin, do Adolescentro. Foi esse acolhimento que fez a diferença para Ana Paula Santos, mãe de Rebeca, 15 anos, acompanhada pelo serviço há seis. “No início, foi bem difícil lidar com a minha filha”, lembra ela. “Quando viemos para o Adolescentro, tive todo o suporte de profissionais capacitados.” O acompanhamento também contribui para a socialização e para a construção de vínculos. Heitor, 18, começou a frequentar o serviço no início da adolescência. “Participar das atividades me fez ter mais amigos, e isso me ajudou muito”, relata. Sua mãe, Patrícia Araújo, 57, reforça: “Aqui, o meu filho sempre foi tratado como uma pessoa capaz”. Como ter acesso O atendimento segue critérios clínicos e de regulação do SUS. O primeiro passo para a família é procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência, de acordo com o endereço residencial. Veja nesta lista. Na UBS, o adolescente passa por avaliação da equipe de saúde e, quando identificada a necessidade de acompanhamento especializado, é inserido no sistema de regulação para encaminhamento ao Adolescentro. Ao chegar ao serviço, o jovem passa pela avaliação de especialista. Conforme as necessidades identificadas, pode ser direcionado para atendimento individual, acompanhamento com equipe multiprofissional ou participação em atividades em grupo. Adolescentro . Localização: SGAS 605, Asa Sul . Público: jovens de 10 a 17 anos residentes no DF . Equipe: médicos (hebiatras, psiquiatras, pediatras), psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos . Acesso: encaminhamento via regulação após avaliação prévia na UBS de referência do morador. Atendimento público e gratuito. *Com informações da SES-DF
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Setembro Amarelo: Saiba onde e como buscar apoio em saúde mental no DF
A campanha Setembro Amarelo traz a oportunidade de refletir sobre a importância de cuidar da saúde mental e reforçar as orientações de acesso aos serviços de suporte emocional. A rede pública de saúde do Distrito Federal dispõe de atendimento estruturado por níveis de complexidade, de acordo com a faixa etária e a gravidade de cada caso. O cuidado ocorre de modo contínuo ao longo de todo o ano, com foco no acolhimento, na prevenção de agravos e na abordagem não estigmatizante. A assistência conta com equipes multiprofissionais compostas por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos e outros especialistas. Como apoio na identificação de sinais de sofrimento psíquico, o cidadão dispõe da assistente virtual SAMia, uma ferramenta digital e gratuita e em que o usuário é anônimo e que utiliza escalas validadas para indicar o serviço mais adequado. A rede de saúde do DF conta com equipes multiprofissionais com médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos para o atendimento de casos de saúde mental | Fotos: Divulgação Atenção primária e casos leves a moderados ⇒ As unidades básicas de saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial para o acolhimento de casos leves a moderados, a exemplo de sintomas de ansiedade, depressão e estresse. ⇒ Público atendido: crianças, adolescentes, adultos e idosos. ⇒ Forma de acesso: demanda espontânea, sem a necessidade de agendamento prévio para a recepção inicial. ⇒ Endereço e localização: a orientação é ir à UBS de referência da região de residência, com consulta de endereços na ferramenta Busca Saúde UBS. Se houver necessidade de conduta especializada, a própria equipe da UBS solicita o encaminhamento. Cuidados voltados ao público infantojuvenil Para crianças e adolescentes com sofrimento emocional de intensidade moderada, a atenção primária e secundária opera mediante acesso regulado, ou seja, é necessário passar por consulta na UBS para ser encaminhado. Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (ComPP): ⇒ Perfil: atende transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada. ⇒ Público: crianças de até 11 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado, com consulta e encaminhamento prévio pela UBS. ⇒ Endereço: Setor Médico Hospitalar Norte (SMHN), Quadra 3, Conjunto 1, Bloco A. ⇒ Telefones: (61) 3449-4763 / (61) 98184-2216. O ComPP atende casos de transtornos mentais e sofrimento de intensidade moderada Adolescentro ⇒ Perfil: assistência multiprofissional para quadros moderados e necessidades do desenvolvimento juvenil. ⇒ Público: adolescentes de 12 a 17 anos, 11 meses e 29 dias. ⇒ Acesso: regulado via encaminhamento da UBS. ⇒ Endereço: SGAS 605, Lotes 33/34. ⇒ Telefones: (61) 3449-4748 / (61) 99271-6800. Nos casos de transtornos graves, persistentes ou crises psíquicas intensas para o público de até 17 anos e 11 meses, a referência são os centros de atenção psicossocial infantojuvenil (Capsis). O atendimento funciona por demanda espontânea (sem agendamento nem encaminhamento prévio), de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. ⇒ Capsi Asa Norte: SMHN, Quadra 3, Conj. 1, Bloco A | Telefones: (61) 3449-4754 / (61) 98184-2495. ⇒ Capsi Taguatinga: QNF, Área Especial nº 24, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6682 / (61) 99124-2067. ⇒ Capsi Recanto das Emas: Quadra 307, Área Especial 1 | Telefone: (61) 3449-6903. ⇒ Capsi Sobradinho: Quadra 4, Área Especial, Lote 6 | Telefones: (61) 3449-5643 / (61) 99444-1343. O acolhimento é destinado a pessoas de todas as idades Atendimento a adultos nos Caps Os centros de atenção psicossocial (Caps) prestam suporte a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, além de atendimento especializado para demandas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. A entrada ocorre por acolhimento direto e demanda espontânea. Caps II e Caps III (transtornos mentais graves e persistentes) ⇒ Público: adultos a partir de 18 anos nos Caps II e III (o Caps I, em Brazlândia, atende diversas faixas etárias). ⇒ Caps I Brazlândia (atendimento infantil, juvenil e adulto): Quadra 01, Área Especial 02, Setor Veredas | Telefones: (61) 2017-1300 / (61) 3449-6399. ⇒ Caps II Brasília: SHCE/Sul, Quadra 1409, Lote 01, Cruzeiro Novo | Telefones: (61) 3349-4755 / (61) 98184-2577. ⇒ Caps II Taguatinga: QNA 39, Área Especial 19, Taguatinga Norte | Telefones: (61) 3449-6680 / (61) 99294-0377. ⇒ Caps II Paranoá: Quadra 02, Conjunto K, Área Especial nº 01 | Telefones: (61) 3449-5317 / (61) 99103-7790. ⇒ Caps II Planaltina: Via W/L 04, Setor Hospitalar Oeste | Telefone: (61) 3449-5828. ⇒ Caps II Riacho Fundo: EPNB, km 04, Área Especial | Telefones: (61) 3449-5001 / (61) 3449-4998. ⇒ Caps III Gama: SNO, Quadra 02, Ponte Alta Norte. ⇒ Caps III Samambaia (aberto 24 horas): Quadra 302, Conjunto 05, Lote 01 | Telefone: (61) 3449-6906. Caps AD (Álcool e outras drogas) ⇒ Público: adultos e jovens a partir de 16 anos. ⇒ Caps AD II Guará: QE 23, Área Especial S/N, subsolo do Centro de Saúde nº 02, Guará II | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 3781, 3782 e 3783. ⇒ Caps AD II Itapoã: Quadra 378, Conjunto A, Área Especial nº 04, Del Lago | Telefones: (61) 3449-5315 / (61) 99113-0736. ⇒ Caps AD II Santa Maria: Quadra 312, Conjunto H, Casa 12 – Santa Maria Norte | Telefone: (61) 2017-1145, ramais 5640 e 5641. ⇒ Caps AD II Sobradinho II: AR 17, Chácara 14 | Telefones: (61) 2017-1145, ramal 2115 / (61) 99830-4348. ⇒ Caps AD III Brasília Candango (aberto 24 horas): Setor Comercial Sul, Quadra 05, Bloco B, Loja 73 | Telefone: (61) 3349-4751. ⇒ Caps AD III Ceilândia (aberto 24 horas): QNN 16, Área Especial (próximo à estação Guariroba) | Telefone: (61) 3449-6151. ⇒ Caps AD III Samambaia (aberto 24 horas): QS 107, Conjunto 7, lotes 3 e 4, Samambaia Sul | Telefone: (61) 3449-6902. O Hospital de Base é um dos centros de referência em atendimento de saúde mental do DF | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Urgência, emergência e situações de crise Para quadros de risco iminente de suicídio, crises psiquiátricas graves ou tentativas de suicídio, o atendimento emergencial fica disponível 24 horas por dia nas seguintes estruturas: ⇒ Samu (192): acionamento telefônico de emergência em casos de risco iminente. ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais gerais: acolhimento contínuo para a estabilização de crises agudas. ⇒ Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP): centros de referência para urgências e emergências psiquiátricas especializadas.
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Biblioteca é nova aliada no tratamento de transtornos mentais no Adolescentro
Centro de referência no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF), o ambulatório de bem-estar mental infantojuvenil Adolescentro agora conta com um novo recurso terapêutico: a Adoleteca. A biblioteca comunitária do espaço conta com mais de 400 livros catalogados de diversos gêneros literários, com autores clássicos e contemporâneos para leitores de todas as idades. Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos. A gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro, diz que a inauguração de uma biblioteca na unidade era um sonho antigo. “Os profissionais já haviam elaborado esse projeto de incentivo à leitura para diminuir o tempo de tela dos jovens em celulares. Percebemos que, muitas vezes, os adolescentes e as famílias ficam grudados no aparelho enquanto aguardam atendimento", comenta. Projetos que ficam A Adoleteca resulta do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil, no qual os residentes que passam pelo Adolescentro precisam montar um projeto que fique para a unidade. “Os residentes tiveram a iniciativa de montar essa biblioteca. Eles pediram doações, catalogaram todas as obras e fizeram um QR Code para que os interessados levem os livros emprestados para casa ou façam novas doações”, explica Monteiro. Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Uma das organizadoras do projeto, a residente em saúde mental infantojuvenil Ana Beatriz Castro reforça que o acesso à cultura é um dos pilares da atenção psicossocial, impactando na formação da identidade e no senso de pertencimento dos adolescentes. “Durante os atendimentos em grupo, alguns jovens relataram gostar de ler e que isso era uma alternativa ao uso de telas e às redes sociais, mas também manifestaram dificuldade de acesso aos livros em função de não haver bibliotecas em suas escolas”, afirma. Atendimento Destinado a crianças e adolescentes entre 10 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade, o Adolescentro oferece consultas individuais com equipes formadas por profissionais de diversas áreas de formação, entre psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialistas em adolescência), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas e odontólogos. A unidade também oferece grupos terapêuticos. Ao todo, são 15 grupos divididos de acordo com a situação do adolescente: ansiedade e depressão, déficit intelectual, transtornos alimentares, transtornos do espectro autista (TEA), diversidade e vítimas de violência sexual. Para ter acesso aos serviços do ambulatório, é preciso ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Ambulatório Trans do DF promove 1º TransEncontro no auditório da Biblioteca Demonstrativa
Em comemoração ao Mês da Visibilidade Trans, o Ambulatório Trans promove o Primeiro TransEncontro do DF, um espaço de diálogo, escuta e fortalecimento da comunidade trans e de gêneros diversos. O encontro é promovido em parceria com o Adolescentro, Centro de Referência Especializado da Diversidade Sexual, Religiosa e Racial (Creas Diversidade), Conselho Regional de Psicologia (CRP-DF), Ambulatório Trans do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Aberto a todas as pessoas trans e de diveros gêneros, encontro terá palestras e apresentações artísticas | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF O objetivo é realizar debates sobre temas de relevância para a população trans, como transparentalidades, linguagem neutra, mobilização social, movimentos sociais, entre outros assuntos apontados pela própria comunidade. A programação também conta com apresentações artísticas, todas conduzidas por pessoas trans e de gêneros diversos, reforçando o protagonismo e a representatividade. O evento é aberto a todas as pessoas trans e de gêneros diversos e se propõe a ser um espaço seguro para troca de experiências, expressão de ideias e fortalecimento coletivo. Os palestrantes são Saturno Fernandes Rezende Nunes, do Núcleo de Atendimento do Ambulatório de Diversidade de Gênero (Namb); Genice Berg, do Coletivo Mis Manes do DF; Leonardo Luiz da Cruz Lima, ativista pelos direitos LGBTQIA+ e da população negra no Distrito Federal; Alex Felipe Alves da Silva, multiartista e militante pela causa trans; e Ludymilla Anderson Santiago, ativista social pelo movimento LGBTQIA+. Ambulatório Trans [LEIA_TAMBEM]Mais conhecido como Ambulatório Trans, o Núcleo de Atendimento do Ambulatório de Diversidade de Gênero oferta assistência integral em saúde para o público LGBTQIA+, entre outros, com uma equipe multidisciplinar que atua no modelo de atendimento biopsicossocial. O Namb funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 19h, no Hospital Dia, localizado na 508/509 Sul. O serviço foi responsável pelo atendimento de 678 pessoas, totalizando aproximadamente 3,7 mil consultas durante 2025. Serviço 1º TransEncontro do Distrito Federal → Data: quarta-feira (28) → Horário: 14h → Local: auditório da Biblioteca Demonstrativa de Brasília — EQS 506/507, Asa Sul/DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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