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Banco de Leite Humano do DF

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Bancos de leite humano do DF precisam de frascos de vidro para armazenamento de doações

Os bancos (BLHs) e os postos de cleta de leite humano (PCLHs) da Secretaria de Saúde (SES-DF) convidam a população a doar frascos de vidro de boca larga com tampa plástica, como os modelos utilizados na venda de café solúvel. Os recipientes são essenciais para armazenamento, transporte e processamento do leite materno coletado.  As doações podem ser entregues diretamente no banco ou posto de coleta mais próximo. É possível, ainda, solicitar o recolhimento dos frascos pelo telefone 160, opção 4, informando à equipe que possui recipientes disponíveis para doação. Não é necessário higienizar os potes antes da entrega, uma vez que todos passam por rigorosos processos de limpeza, desinfecção e esterilização. Os frascos de vidro com tampa plástica desempenham papel estratégico em toda a cadeia de coleta do leite materno. São esses recipientes que permitem às doadoras armazenar o leite coletado em seus domicílios de forma segura, garantindo a qualidade do produto até sua chegada aos BLHs | Foto: Divulgação/Agência Saúde DF Embora a SES-DF esteja conduzindo o processo de aquisição desses materiais, as doações são fundamentais para assegurar a continuidade das atividades até a conclusão da compra e a reposição dos estoques. Item essencial Os frascos de vidro com tampa plástica desempenham papel estratégico em toda a cadeia de coleta do leite materno. São esses recipientes que permitem às doadoras armazenar o leite coletado em seus domicílios de forma segura, garantindo a qualidade do produto até sua chegada aos BLHs.  Alimento que salva O leite humano doado é destinado, principalmente, aos recém-nascidos internados em unidades neonatais, especialmente prematuros e bebês de baixo peso que, por diferentes razões, não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Reconhecido como alimento essencial para a recuperação e o desenvolvimento desses bebês, o leite materno contribui significativamente para a redução de infecções, complicações neonatais, tempo de internação e mortalidade infantil, sendo um importante aliado na assistência aos recém-nascidos mais vulneráveis.   *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Mais de 4 mil recém-nascidos foram beneficiados com leite humano no Distrito Federal este ano; saiba como doar

Há 14 anos, na primeira maternidade, Graciele da Silva tinha leite em abundância para amamentar a filha recém-nascida. Hoje, a moradora do Recanto das Emas vive o outro lado dessa rede de cuidado: é a filha mais nova, Maitê, que depende do leite doado para se recuperar. A rede de leite humano do DF conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF  "A Maitê nasceu prematura no dia 28 de março. Ela teve convulsões e ficou intubada durante dez dias. Agora, minha filha está internada no Hospital Regional de Taguatinga e se alimenta por uma sonda no nariz. A Maitê é meu milagre”, diz a vendedora de 41 anos. A história de Graciele reflete a importância da doação de leite humano no Distrito Federal. Entre janeiro e março de 2026, 4.089 recém-nascidos foram beneficiados no Distrito Federal, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). O número é ligeiramente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando 4.028 bebês receberam o alimento. Mesmo assim, a coleta ainda está abaixo do ideal. 1,7 mil quantidade de litros de leite humano coletados em março Segundo a coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno da pasta, Graça Cruz, a meta mensal é de 2 mil litros. “A prioridade são sempre os recém-nascidos prematuros de baixo peso e bebês doentes. Desde novembro, tivemos uma queda maior nas doações, principalmente por causa das férias. Normalmente, em março já melhora, mas mês passado foram coletados apenas 1,7 mil litros”, explica. Rede ativa No DF, a rede de leite humano conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta. Os bancos são responsáveis por todo o processo: apoiam as mães na amamentação, recebem o leite doado, realizam o controle de qualidade e a pasteurização antes da distribuição aos bebês. Já os postos de coleta funcionam como pontos de apoio, oferecendo orientação às mães e recolhendo o leite, que depois é encaminhado aos bancos. Esse trabalho contínuo de acolhimento e assistência se reflete no volume de atendimentos realizados na rede. Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 44.309 atendimentos individuais em amamentação, contra 50.546 no mesmo período de 2025. Apesar da queda, a coleta de leite humano cresceu: passou de 4.365,9 litros no primeiro trimestre do ano passado para 4.675,2 litros em 2026. “O leite humano é considerado padrão ouro na alimentação infantil até a primeira infância, inclusive preconizado pelo Ministério da Saúde” Graça Cruz, coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno “O leite humano é considerado padrão ouro na alimentação infantil até a primeira infância, inclusive, preconizado pelo Ministério da Saúde. Depois de seis meses deve-se introduzir a alimentação complementar, mas a amamentação deve continuar até pelo menos os 2 anos”, diz Graça Cruz. Como doar Mães saudáveis, que estejam amamentando e tenham leite excedente, podem se cadastrar pelo programa Amamenta Brasília, pela internet ou pelo telefone 160 (opção 4). Após o contato, a doadora é encaminhada ao banco de leite mais próximo, onde recebe orientações completas sobre higiene, coleta e armazenamento. Graciele resume, na prática, por que a doação faz diferença: “Se não fosse o banco de leite, eu não sei o que seria da minha Maitê. O leite está ajudando na melhora dela, ela está saudável, ganhando peso e em breve vai sair do hospital”.  

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Arrecadação de leite materno no DF apresenta melhora no primeiro bimestre

O Banco de Leite Humano do Distrito Federal coletou 3.134 litros no primeiro bimestre de 2023. Em janeiro, foram doados 1.559 litros, o que representa 77% da meta mensal. No mês seguinte, a quantidade foi maior: a doação alcançou 1.574 litros, mas, mesmo assim, ainda está abaixo do esperado. “Temos novas demandas. Hoje nossa necessidade é de 2 mil litros de leite por mês”, destaca a coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno do Distrito Federal, Miriam Santos. “Para a gente, é só leite, mas para os prematuros é a vida deles. Por isso, convido outras mulheres a doarem também”, diz Letícia Nascimento, mãe de Isabella Louise | Foto: Divulgação/SES Com a solidariedade das mães doadoras e as campanhas de conscientização promovidas pelo Banco de Leite, 2.673 bebês foram beneficiados nos primeiros meses deste ano. Foram 1.425 atendidos em janeiro e 1.248 em fevereiro. Na comparação com o ano passado, os dados melhoraram. No primeiro bimestre de 2022, 2.248 bebês receberam doação de leite materno, tendo sido coletados 2.472 litros de leite humano. Para atender cada vez mais bebês, a contribuição das mães lactantes é fundamental. Sanmya Meneses, servidora pública, dá o exemplo. Ela teve Lara em outubro do ano passado e, desde novembro, compartilha seu leite com os estoques da SES. “Desde que comecei a amamentação, tenho muita produção de leite, e a minha bebê não dá conta de tudo. Por isso, não pensei duas vezes e decidi fazer a doação”, conta. Sanmya é uma das 1.383 doadoras deste ano. Assim como ela, 752 mães tiveram a iniciativa de doar no primeiro mês de 2023. Em fevereiro, as doadoras somaram 631. Ela chegou a entregar mais de um litro por mês. “Sei que cada gota importa, e o que me motiva é saber que eu e a Lara estamos ajudando a salvar vidas”. [Olho texto=”“Quando eu doei, ajudei alguém. Quando eu precisei, alguém me ajudou. Uma mão lava a outra, e a doação ajuda todo mundo”” assinatura=”Mylena Alencar, mãe de Maria Elisa” esquerda_direita_centro=”direita”] E cada gota importa mesmo. O volume de leite recebido por cada bebê depende do tempo de gestação, da idade de vida, do peso e da patologia. “Alguns prematuros tomam de 1 a 20 ml por vez, enquanto os pacientes cardiopatas podem tomar 45 ml”, explica Miriam Santos. Além de atender aos pacientes das unidades de terapia intensiva neonatais da rede pública de saúde, o Banco de Leite do DF pretende distribuir leite materno para os bebês cardiopatas do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) e aos recém-nascidos internados no Hospital da Criança de Brasília (HCB). Entretanto, para isso precisam chegar 2 mil litros por mês. Por isso, a doação de cada mãe é tão importante. A mão que ajuda Quinta-feira é dia de Letícia Nascimento entregar a doação de leite materno que coleta durante a semana. O vínculo entre Letícia e o Banco de Leite começou há três meses, com o nascimento da pequena Isabella Louise, primeira filha da universitária. “Assim que ela nasceu e eu organizei melhor a rotina, decidi doar. Doar leite é bom até para mim, porque ajuda a não empedrar meu leite e amamentar melhor minha filha”, ressalta. O Banco de Leite do DF pretende distribuir leite materno para os bebês cardiopatas do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) e aos recém-nascidos internados no Hospital da Criança de Brasília (HCB) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Em janeiro, a estudante de Farmácia ligou no telefone 160 e fez cadastro no site Amamenta Brasília. Após o cadastramento, a equipe responsável entrou em contato e, nos dias seguintes, Letícia recebeu o kit para fazer a coleta. Atualmente, a mãe da Isabella consegue coletar quatro potes de leite, cada frasco com 350 ml, toda semana. “Para a gente, é só leite, mas para os prematuros é a vida deles. Por isso, convido outras mulheres a doarem também”, reforça. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) passa semanalmente na residência de cada mãe para receber a doação e deixar novos potes para coletas futuras. A mão que recebe Sabe quando os papéis se invertem e, no lugar de fazer o bem, você recebe o bem? Isso aconteceu com Mylena Alencar, que era doadora, mas após uma automedicação não conseguiu mais produzir leite para amamentar a filha única, Maria Elisa, que começou a precisar da doação de leite. “Quando eu doei, ajudei alguém. Quando eu precisei, alguém me ajudou. Uma mão lava a outra, e a doação ajuda todo mundo”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Ainda na gravidez, Mylena já tinha decidido que seria doadora de leite materno. “Eu via a propaganda, achava interessante e decidi que, se tivesse muito leite, iria doar”. Mas, com a dificuldade para amamentação da primogênita, ela passou a ser beneficiada pelo banco de leite materno. Maria Elisa nasceu prematura e precisou ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A criança continua na UTI, sem previsão de alta e recebendo leite materno doado de três em três horas até a relactação de Mylena. A mãe da Maria vai iniciar tratamento, com acompanhamento médico, para voltar a amamentar a filha, mas continua incentivando o ato de doar. “O leite que muitos desperdiçam pode ser a cura, a salvação para outras crianças. Vale bastante a pena a doação”, afirma. Doe você também Para também ser doadora de leite materno e fazer parte desta corrente do bem, basta ligar para o número 160 (opção 4) ou acessar o site do Amamenta Brasília. Depois disso, as equipes vão entrar em contato para agendar a visita do Corpo de Bombeiros. Assim, você colabora com o aleitamento materno e com a saúde infantil. Acesse aqui para ter mais informações sobre os bancos de leite humano do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Rede de apoio auxilia mães com dificuldades para amamentar

Muitas vezes, é a pega do bebê no peito que não encaixa. Noutras, a falta de estímulo de quem está próximo é que faz a mãe desistir de amamentar o filho com seu próprio leite. Preocupadas com outras demandas da maternidade, muitas mulheres recorrem aos suplementos alimentares para nutrir os recém-nascidos, descrentes do potencial – inclusive imunizante – que carregam em si e são fundamentais para o desenvolvimento da criança, principalmente nos primeiros meses de vida. [Olho texto=”“Muitas mulheres acham que não estão produzindo muito leite e que, por isso, o bebê fica desassistido. Na verdade, o problema pode estar na embocadura da criança no bico do peito, na posição. E isso é solucionado quando bem orientado”” assinatura=”Patrícia Milhomem, nutricionista da equipe multidisciplinar do Hospital Regional de Samambaia” esquerda_direita_centro=”direita”] Para estimular as mães, desfazer mitos e ensinar puérperas, principalmente as de primeira viagem, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde, mantém uma rede de suporte a mulheres em fase de amamentação. O atendimento ambulatorial ocorre em 13 hospitais públicos, podendo ser presencial ou por teleconsulta. Anualmente, uma campanha de incentivo à amamentação é feita no Distrito Federal para orientar as mulheres que o leite materno é o melhor alimento para o bebê: o Agosto Dourado. A escolha da cor tem o sentido de mostrar que, por tudo que representa, o leite humano vale “ouro”. O aleitamento materno é recomendado até os 2 anos ou mais da criança e pode prevenir diversas doenças no organismo infantil, como diabetes, diarreia, hipertensão e pneumonia. Para as mulheres, a amamentação acelera a redução do peso obtido durante a gestação e diminui o risco de câncer de mama. “Muitas mulheres acham que não estão produzindo muito leite e que, por isso, o bebê fica desassistido. Na verdade, o problema pode estar na embocadura da criança no bico do peito, na posição. E isso é solucionado quando bem orientado”, afirma a nutricionista da equipe multidisciplinar do Hospital Regional de Samambaia, Patrícia Milhomem. A campanha Agosto Dourado tem esse nome para mostrar que, por tudo que representa, o leite humano vale “ouro”: incentivo à amamentação | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com a coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do Distrito Federal, Miriam Santos, o ideal é que a mulher procure orientações sobre a amamentação desde a gestação. “O ato é biológico, mas também socioculturalmente condicionado. Lógico que em uma família na qual a amamentação é uma tradição haverá mais apoio, diferente de uma mãe que vem de uma família em que ninguém amamentou”, observa. “Há estudos que comprovam que crianças amamentadas pelo leite humano têm capacidade de desenvolvimento cerebral mais elevado na fase adulta, justamente pelos nutrientes compostos no leite humano”, acrescenta Miriam. Rede de apoio A jornalista Rafaela Atta, 36 anos, tem duas filhas. A primeira mamou até os 3 meses de idade, mas as dores no bico do peito e o leite que saía pouco a fez desistir e apelar para a mamadeira. Ainda assim, o peito continuava a encher e o que era produzido começou a empedrar. Na segunda filha, Rafaela, que mora em Águas Claras, fez diferente. Estimulada pelo marido, procurou o banco de leite do Hospital Regional de Taguatinga para pedir ajuda. Aprendeu a pega correta para a filha sugar o leite e a amamentou até os 2 anos de idade. O resultado a deixou feliz. “O que faz diferença é ter uma rede de apoio. As pessoas colocam dificuldade como se amamentar fosse um problema para a mãe, mas é momento de conexão com o filho.” Mulheres que estiverem passando por dificuldades no aleitamento devem procurar o Banco de Leite do DF para receberem orientação profissional. Informações sobre amamentação, doação e coleta de leite podem ser acessadas neste link.

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