Capacitação reúne mais de 100 profissionais para fortalecer gestão do BPC e do Cadastro Único no DF
Reunir as equipes que atuam no atendimento de Cadastro Único no Distrito Federal para tirar dúvidas e fazer atualização das normas foi o intuito da reunião promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) na sexta-feira (12) com mais de 100 pessoas, incluindo funcionários da instituição parceira, servidores e gestores da área. A meta foi viabilizar um espaço para ouvir os colaboradores e esclarecer dúvidas sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que recentemente passou por mudanças. Representantes do INSS e do MDS participaram do encontro, que proporcionou debates com foco local e federal | Foto: Divulgação/Sedes-DF A Sedes-DF é a gestora do Cadastro Único no Distrito Federal, pré-requisito para que o cidadão possa receber o BPC. Além de equipes da Sedes-DF, a capacitação contou com representantes do INSS e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). “Convidamos representantes do INSS e do MDS, porque um operacionaliza a concessão e o acompanhamento do benefício, e o outro faz a gestão enquanto governo federal”, explicou a coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios da Sedes-DF, Thaís Mandarino. “Por isso, optamos por chamar as duas áreas, para tirar as dúvidas, apresentar o benefício, elucidar algumas mudanças que foram feitas e impactam diretamente a concessão e na gestão do benefício, capacitando toda a nossa equipe.” “Ao promover espaços de diálogo com o governo federal e o INSS, fortalecemos o trabalho dos profissionais que atuam na ponta e asseguramos que as informações cheguem aos cidadãos com mais clareza, segurança e agilidade” Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social A ideia de fazer um momento de explanação e de perguntas e respostas abordando o BPC, lembrou a gestora, surgiu por demanda da própria equipe. “A cada dois meses são realizadas ações de formação com os servidores da coordenação e rotineiramente com a equipe da OSC [Organização da Sociedade Civil] Mãos Solidárias, responsável pelo atendimento nos postos do Cadastro Único no DF”, detalhou A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, reforçou: “Investir na formação contínua das equipes é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais qualificado à população. Ao promover espaços de diálogo com o governo federal e o INSS, fortalecemos o trabalho dos profissionais que atuam na ponta e asseguramos que as informações cheguem aos cidadãos com mais clareza, segurança e agilidade”. Temas [LEIA_TAMBEM]Entre os tópicos abordados no encontro, destacaram-se dúvidas relacionadas à composição familiar e o atendimento em domicílio, que recentemente se tornou uma exigência. Outro questionamento foi a mudança do cálculo de renda para concessão do BPC e o desligamento voluntário, que era elaborado somente pela Sedes e agora pode ser operacionalizado pelo INSS. Thaís Mandarino enfatizou que transmitir as dúvidas e dificuldades é também uma forma de auxiliar o governo a entender como a prática funciona no dia a dia e o impacto das alterações na legislação. “Nós operacionalizamos e eles normatizam e fazem a gestão, então é um espaço aberto para sanar as dúvidas, porque às vezes a legislação não é tão clara, tem as interpretações”, pontuou. O diretor de Gestão de Benefícios Assistenciais do MDS, Hernany Gomes de Castro, falou sobre a importância da relação de proximidade entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o governo federal: “Essa relação interfederativa, é fundamental, porque a União não consegue, sozinha, alcançar e atender todo mundo. Essa convergência de esforços se desdobra, em última instância, na melhoria da qualidade do atendimento para a população”. Benefício de Prestação Continuada O BPC é um direito previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) que garante um salário mínimo por mês à pessoa idosa e à pessoa com deficiência (PcD) de qualquer idade, mediante comprovação de ser de família de baixa renda. Para saber mais sobre como realizar todo o processo, procure informações junto ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de sua residência ou acesse o site da Sedes-DF. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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Mais de 22 mil brasilienses podem perder a Tarifa Social de Energia Elétrica se não atualizarem o cadastro
No Distrito Federal, 22.410 clientes atualmente cadastrados na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) podem perder o benefício da gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos caso não atualizem seus dados. Isso significa 20% no número de inscritos no programa em toda a capital federal. O alerta é da Neoenergia Brasília, diante das novas regras que passaram a valer em janeiro de 2026 e que impactam diretamente o acesso ao benefício do governo federal. A nova regulamentação estabelece que a titularidade da conta de energia elétrica deve pertencer ao responsável familiar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) ou ao beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a um dos integrantes do mesmo grupo familiar cadastrado no CadÚnico. Além disso, o endereço da unidade consumidora precisa ser idêntico ao registrado no CadÚnico ou no INSS (caso seja beneficiário do BPC/Loas), sem divergências. A Neoenergia Brasília reforça que a atualização é simples, mas essencial para garantir a continuidade da gratuidade dos primeiros 80kWh consumidos | Foto: Divulgação/Neoenergia [LEIA_TAMBEM]O impacto pode ser direto no bolso das famílias. Atualmente, consumidores com gasto de até 80 kWh por mês têm direito à gratuidade total. Caso não regularizem a situação, essas famílias podem passar a pagar cerca de R$ 80 por mês na conta de energia (ainda é preciso incluir o valor da contribuição de iluminação pública, a depender das regras tributárias municipais). A mudança busca evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente tem direito, mas exige atenção imediata dos clientes. Com as novas exigências, qualquer inconsistência entre titularidade da conta e cadastro social pode levar à perda automática do benefício. Para manter o direito à tarifa, os clientes devem atualizar seus dados no Cadastro Único, especialmente em casos de mudança de endereço ou composição familiar, o que pode ser feito junto ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. Para o público BPC/Loas, a atualização do endereço deve ser realizada em uma das agências do INSS. Também é necessário solicitar a troca de titularidade da conta de energia, caso ela não esteja no nome de um dos beneficiários. O procedimento pode ser realizado pelos canais digitais da Neoenergia Brasília, como site e aplicativo, ou nas lojas de atendimento presencial, mediante apresentação de documento de identificação e número da unidade consumidora. A Neoenergia Brasília reforça que a atualização é simples, mas essencial para garantir a continuidade da gratuidade dos primeiros 80 kWh consumidos e evitar impactos financeiros nas famílias de baixa renda. *Com informações da Neoenergia
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Nova regra na conta de luz pode beneficiar 66 mil famílias no DF
Entraram em vigor neste início de ano as novas regras do Desconto Social na conta de energia elétrica. A medida amplia o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e passa a beneficiar famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) cujas informações estejam atualizadas há menos de dois anos e com renda mensal entre meio e um salário mínimo por pessoa. Descontos são aplicados de acordo com requisitos estabelecidos pela distribuidora de energia | Foto: Divulgação/Neoenergia No Distrito Federal, o desconto é de cerca de 10,58% sobre os primeiros 120 kWh consumidos. Caso o consumo seja maior, o valor excedente será cobrado sem abatimento. A concessão do benefício ocorre de forma automática para famílias que atendem aos requisitos. A Neoenergia Brasília estima que até 66 mil famílias possam ser contempladas com a nova faixa de desconto. A Tarifa Social, que já atendia famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, segue mantida. Nesse caso, há gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos por mês. O benefício também contempla idosos e pessoas com deficiência (PcDs) que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de indígenas e quilombolas cadastrados. Condições Para garantir o desconto, a conta de energia deve estar no nome de um integrante da família inscrita no CadÚnico, e o endereço informado precisa ser o mesmo registrado na distribuidora. A atualização cadastral deve ter sido feita nos últimos dois anos. “É importante verificar se a conta está no nome de alguém da família cadastrada e se o endereço está correto. Isso evita bloqueios e garante a aplicação do benefício”, reforça Cida Oliveira, gerente de Leitura e Faturamento da Neoenergia Brasília. Caso seja necessário alterar a titularidade, o serviço pode ser solicitado pelos canais digitais ou presencialmente, com documento de identificação e comprovante de residência. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, mais de 120 mil unidades consumidoras no Distrito Federal já recebem a Tarifa Social. Com a nova regra, já foram incluídas cerca de 23 mil novas famílias por meio do Desconto Social. Veja abaixo quem tem direito aos descontos. Tarifa Social → Famílias do CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa com cadastro atualizado nos últimos dois anos → Idosos e pessoas com deficiência que recebem o BPC → Indígenas e quilombolas cadastrados → Famílias em áreas isoladas, fora do Sistema Interligado Nacional. Desconto Social → Famílias do CadÚnico com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa com cadastro atualizado nos últimos dois anos → Indígenas e quilombolas cadastrados → Famílias em áreas isoladas, fora do Sistema Interligado Nacional. *Com informações da Neoenergia
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Cozinhas reformadas nos hospitais do DF garantem mais qualidade e segurança alimentar para pacientes
Na semana passada, Edilson Alves deu entrada no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) com febre, náuseas e dor. O diagnóstico veio rápido: infecção urinária com complicações nos rins e na bexiga. Desde então, ele se tornou um dos mais de 3 mil pacientes atendidos por mês que recebem, todos os dias, pelo menos seis refeições preparadas na cozinha do hospital — desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia. Edilson Alves, internado no Hospital Regional de Samambaia, elogia a alimentação: “Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Hoje no almoço, eu comi arroz, feijão, cenoura e carne”, relata o garçom aposentado, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “A comida chega quentinha, bem-preparada. Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. Sempre tem um suco diferente. Já tomei de caju, uva, tamarindo. Tem muita variedade. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo.” Na cozinha do HRSam são preparadas diariamente cerca de 1.218 refeições, das quais 954 se destinam a pacientes, servidores e acompanhantes A rotina de refeições mencionada por Edilson é resultado de um trabalho diário e estruturado. No HRSam, são preparadas 1.218 refeições por dia. Desse total, 954 são servidas a pacientes, servidores e acompanhantes, e o restante é enviado aos centros de atenção psicossocial (Caps) de Samambaia e do Recanto das Emas. Também são produzidos 306 lanches para setores fechados do hospital. Qualidade alimentar Segundo a nutricionista Rodeluzzi de Andrade, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o trabalho começa muito antes de a refeição chegar à bandeja do paciente. “Nós prescrevemos a dieta de todos os internados e fiscalizamos a empresa terceirizada responsável pelo preparo”, explica. “O objetivo é garantir que o alimento chegue seguro, dentro do padrão e conforme a necessidade de cada paciente”. A nutricionista conta que a cozinha do hospital passou por uma ampliação importante em outubro de 2023. O antigo refeitório foi transferido para o andar térreo, abrindo espaço para reorganizar os setores internos. “Agora, conseguimos separar melhor cada área: saladas, panificação, dietas especiais e cozinha geral”, comemora. “Isso facilita a limpeza, melhora o fluxo de trabalho e aumenta a segurança dos funcionários”. Raimunda Soares relata que as refeições servidas no hospital ajudam a fortalecer seu organismo para o tratamento: “Eu estou comendo para me levantar dessa cama” Ela destaca ainda que a nova estrutura permite mais controle sanitário e menos risco de contaminação. “Os pacientes do hospital já chegam debilitados e com imunidade baixa, por isso a alimentação precisa ser segura e adequada”, pontua a nutricionista. “Com o novo espaço, ficou mais fácil garantir isso. Com uma cozinha maior, é possível receber mais profissionais e dividir melhor as tarefas, o que ajuda a garantir que a dieta prescrita seja exatamente a que o paciente recebe”. Cura nutritiva A boa alimentação também tem sido essencial na recuperação de Raimunda Soares. Internada há mais de um mês, ela chegou ao HRSam em estado grave, com pedras na vesícula e dificuldade de se mover. Segundo ela, as refeições ajudam a fortalecer o corpo para o tratamento. “Tem dia [em] que é peixe, tem dia [em] que é frango, carne ao molho, bastante salada e sobremesa”, detalha. “Eu estou comendo para me levantar dessa cama”. A irmã dela, Francisca Pereira, que a acompanha desde o início da internação, lembra que a melhora é visível: “Os médicos disseram que só um milagre faria ela voltar, e aconteceu. Hoje ela fala, reconhece todo mundo e come sozinha. A comida aqui é saudável e variada, e isso ajudou muito na recuperação”. Estrutura ampliada Além do HRSam, outras cinco unidades da Secretaria de Saúde foram reformadas desde 2019 para garantir mais segurança alimentar, higiene e conforto aos servidores e pacientes. As unidades que receberam as melhorias são os hospitais Regional do Guará (HRGu), de Ceilândia (HRC), da Região Leste/Paranoá (HRL), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) — com intervenção ainda em andamento —, que produzem, respectivamente, 600; 1,2 mil; 1,7 mil; 1,8 mil e 2,8 mil refeições por dia, todas seguindo padrões nutricionais. [LEIA_TAMBEM]Os hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também estão recebendo melhorias. Em setembro, foi anunciada a reforma completa da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM), com investimento previsto de R$ 8,2 milhões. A unidade é responsável pela preparação de cerca de 5,2 mil refeições diárias, que atendem pacientes, acompanhantes e colaboradores do próprio hospital, além de seis unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF e do Hospital Cidade do Sol (HSol). Entre as principais melhorias no HRSM estão a construção de um novo refeitório, a instalação de câmaras frigoríficas modernas, a readequação dos espaços internos e a implantação de sistemas de climatização e exaustão mecânica. O projeto inclui ainda revestimentos de alta performance em pisos, paredes e tetos, garantindo mais higiene e segurança alimentar. O prazo estimado para conclusão da obra é de nove meses. Em 2023, o Hospital de Base também passou por uma grande modernização em sua cozinha e refeitório, com investimento de R$ 675 mil. A unidade, que produz cerca de 6 mil refeições por dia, ganhou novas câmaras frias, piso industrial, revestimentos renovados e dutos de exaustão revisados. O espaço recebeu ainda aparelhos de ar-condicionado e melhorias na pintura e limpeza das áreas internas, garantindo mais conforto e segurança alimentar para pacientes e colaboradores.
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