Fim de semana tem Festival Cultural Europeu, Brasília Game e cultura cerratense
O Festival Cultural Europeu no Museu de Arte de Brasília (MAB), o Brasília Game Festival no Estádio Nacional Mané Garrincha e o I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense estão entre os destaques da agenda cultural e turística do Distrito Federal deste fim de semana até o dia 20. A programação reúne cinema, games, gastronomia, exposições, oficinas e atividades formativas em diferentes pontos da capital. Lançamento do jogo de RPG A tale of silent depths é uma das atrações do Brasília Game Festival | Foto: Divulgação No MAB, o Festival Cultural Europeu movimenta o sábado (16), das 11h às 18h, com contação de histórias, cooking show, apresentações musicais, flamenco, estandes de países europeus e área gastronômica. A programação inclui participação do Coral Cantus Firmus, show da cantora Georgia Alô, apresentação do grupo Courant d’Art e atividades promovidas pelo Instituto Cervantes e pelo Goethe-Zentrum Brasília. A entrada é gratuita, com sugestão de doação de 1 kg de alimento não perecível para participação em sorteios. O museu fica no SHTN, Trecho 1, Projeto Orla, Polo 3, Lote 5. Na área gamer, o Brasília Game Festival ocupa o Estádio Nacional Mané Garrincha entre sexta-feira (15) e domingo (17), das 11h às 20h. Um dos destaques será o lançamento do jogo A tale of silent depths e do livro Profundezas silenciosas: a garota que via além, inspirados no universo do RPG desenvolvido pela Crit42 Studio. A programação inclui ainda campeonatos, concursos de cosplay e mostra de jogos independentes. O estádio fica no Eixo Monumental, SRPN. O grupo Pé de Cerrado faz show na Casa Baco, no Casapark, durante o I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense | Foto: Toninho Tavares/Divulgação A gastronomia regional ganha espaço no I Festival de Gastronomia e Cultura Cerratense, no sábado, das 14h às 22h, na Casa Baco, Casapark. O evento reúne feira de produtos regionais, oficinas, aula-show gastronômica, apresentação de catira, vivência em ritmos e danças do oeste africano, DJ Psylohat, Nãnan Quarteto e show do grupo Pé de Cerrado. A entrada é gratuita. O Casapark fica no SGCV Sul, Lote 22. O Memorial dos Povos Indígenas apresenta a mostra Território da diversidade | Foto: Divulgação No Memorial dos Povos Indígenas, a exposição Território da diversidade entra nos últimos dias de visitação, em cartaz até sábado, com objetos, artefatos, fotografias e painéis sobre povos indígenas do Brasil. O espaço também recebe a oficina Pintura Indígena em Tecido, com Patrícia Kamayurá, sábado e domingo, das 13h às 18h. O memorial fica no Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, em frente ao Memorial JK. No circuito das artes visuais, a Galeria Rubem Valentim mantém em cartaz até o dia 24 a exposição Superfície interna, primeira individual da artista Lydia Daza, com obras produzidas entre 2023 e 2026. A galeria fica no Espaço Cultural Renato Russo, na CRS 508, Bloco A, Loja 72, Asa Sul. Filmes do Ghibli Fest, centrado em produções japonesas, podem ser vistos no Cine Brasília | Foto: Divulgação O Museu Nacional da República mantém em cartaz, até 14 de junho, a mostra Entre traços e tramas: na tessitura do tempo, de Maurício Rolo. A exposição reúne trabalhos construídos a partir de linhas, cores e formas geométricas, em diálogo com arte contemporânea, biologia e matemática. O museu fica no Setor Cultural Sul, Lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. No Cine Brasília, a programação da semana inclui o Ghibli Fest Parte 2, até o dia 27, com filmes do estúdio japonês, além de sessões especiais ao longo do mês. O cinema fica na EQS 106/107, Asa Sul. Em Planaltina, o Complexo Cultural recebe no domingo, às 20h, o stand-up Enterrado vivo, com Léo Lins. O espaço fica na Avenida Uberdan Cardoso, Setor Administrativo, Lote 2.
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Com apoio do GDF, game sobre universo pós-apocalíptico será lançado no Brasília Game Festival
Um futuro submerso, submarinos e sobreviventes tentando reconstruir a humanidade em um oceano hostil e imprevisível: este é o cenário de A Tale of Silent Depths. Desenvolvido pelo estúdio independente Crit42 Studio, o game foi criado com apoio do programa Start BSB, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), e nasce como mais um exemplo da expansão da indústria criativa brasiliense. O jogo, junto com um livro inspirado no mesmo universo, será lançado durante o Brasília Game Festival, nos dias 15, 16 e 17 de maio, na Arena BSB Mané Garrincha. Os ingressos gratuitos devem ser retirados no site. “A Tale of Silent Depths surgiu muito como um jogo que eu sempre quis jogar. Sou muito fã de RPGs e de gêneros como rogue-like. A ideia era criar uma experiência contemplativa, de exploração e solidão em um mundo pós-apocalíptico submerso”, relata o criador do jogo e autor do livro derivado, Eduardo dos Santos Azevedo. A ideia era criar uma experiência contemplativa, de exploração e solidão em um mundo pós-apocalíptico submerso”, conta Eduardo dos Santos Azevedo, idealizador do jogo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O game foi selecionado para o eixo II do Start BSB, voltado à incubação de startups. Iniciado em 2025, o programa do GDF visa fomentar negócios de tecnologia e inovação ao longo de três anos, com investimento de R$ 43 milhões. No total, são três eixos, sendo o primeiro eixo voltado para a ideação, o segundo para incubação e o terceiro para aceleração dos negócios. A presidente do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira, explica que o Start BSB foi estruturado para criar uma trilha contínua para startups do DF. “No caso da incubação, que é a etapa executada pelo instituto, as startups recebem R$ 110 mil e passam por um acompanhamento completo. Não é só entregar o recurso. Eles recebem suporte administrativo, jurídico, contábil, de marketing, design e mentorias para estruturar o negócio”, detalha a presidente. “O Start BSB ajuda não apenas financeiramente, mas também a pensar estratégias de mercado e internacionalização. São novos CNPJs nascendo no Distrito Federal, gerando emprego, renda e ampliando a arrecadação local”, destaca Cristiane. Mundo gamer Entre as principais iniciativas da Secti-DF para impulsionar o setor está o Brasília Game Hub, projeto localizado na Asa Norte, fruto de parceria entre a pasta e o Instituto Conecta Brasil Em A Tale of Silent Depths, o planeta foi inundado após o derretimento das calotas polares, e a humanidade sobrevive séculos depois em submarinos. “É quase uma proposta ambiental de design fiction, de imaginar futuros possíveis por meio da narrativa”, afirma Eduardo, que acrescenta que o lançamento no festival celebra anos de dedicação ao setor. “De todos os jogos que eu fiz, esse é o que mais me divertiu desenvolver e também o que está tendo os melhores resultados. Ver as pessoas entendendo a proposta do jogo, se conectando com esse universo, aquece muito o coração”, diz. O desenvolvedor destaca que o apoio do GDF foi decisivo para transformar o projeto em realidade. “Foi essencial. Sem esse funding (financiamento), o jogo não sairia tão cedo. Muitas vezes o mercado privado exige métricas e resultados imediatos que nem sempre permitem inovação ou criatividade. O Start BSB foi esse ponto de virada”, afirma. “Hoje consigo olhar para o jogo e ver o quanto cresceu. Além do recurso financeiro, o programa oferece capacitação e um olhar de negócios que tem sido muito valioso”, acrescenta. "Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade” Samara Araújo, subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF A subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Samara Araújo, ressalta que o setor de games vem ganhando protagonismo na economia criativa brasiliense. “Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade”, afirma. Entre as principais iniciativas da pasta para impulsionar o setor está o Brasília Game Hub, projeto localizado na Asa Norte, fruto de parceria entre a Secti-DF e o Instituto Conecta Brasil. “O Brasília Game Hub, principal vetor desse crescimento, mobilizou R$ 35 milhões em potencial de investimentos em apenas um ano e prepara os estúdios para um mercado em plena expansão”, complementa. Um dos responsáveis pelo Brasília Game Hub, Carlos Victor Mendes, reforça a expansão do setor. “Nos últimos três anos, passamos de 20 para 60 estúdios em Brasília e crescemos na parte de empregabilidade, com contratação direta de mais de 180 pessoas e faturamento de mais de R$ 8 milhões. É um mercado global que tem muita possibilidade de mudar a matriz econômica de Brasília, fomentando e criando empregos, gerando imposto para o governo”, afirma. “Hoje um jogo que é produzido em Brasília pode ser lançado nos Estados Unidos, fazer sucesso na Rússia e receber investimento de japoneses.”
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Terceira edição do Brasília Game Festival recebe mais de 70 mil visitantes
A terceira edição do Brasília Game Festival (BGF) terminou, neste domingo (18), com público recorde: mais de 70 mil pessoas passaram pelo Centro de Convenções Ulysses Guimarães ao longo dos três dias de evento. Promovido pelas secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e de Esporte e Lazer (SEL-DF) em parceria com o Instituto Conecta Brasil, o festival movimentou setores como turismo, alimentação, serviços e tecnologia. Ambiente de jogos e campeonatos tiveram como foco inclusão e inovação no mundo gamer | Foto: Divulgação/Secti-DF O festival reuniu campeonatos, exposições, experiências imersivas e ações voltadas para a inclusão e inovação no universo gamer. Com dois dias de ingressos esgotados, o BGF consolidou-se como o maior festival gamer do Centro-Oeste. Um dos principais destaques foi a Liga NFA, maior circuito independente de e-sports do país, que reuniu 12 times em uma disputa eletrizante e atraiu milhares de fãs de Free Fire. [LEIA_TAMBEM]Outro momento empolgante foi o projeto GameChanger, do DJ Alok, que ofereceu arenas free play, torneios inclusivos e um prêmio inédito: uma viagem com ingresso para o show Áurea Tour, em São Paulo. O evento também promoveu a cena local de desenvolvimento de jogos, com a presença de 54 estúdios do DF apresentando projetos e demos ao público. Além disso, os visitantes puderam aproveitar espaços dedicados a jogos clássicos, experiências com consoles como Xbox, PlayStation e Nintendo, bem como disputas de títulos consagrados, como League of Legends, Counter Strike 2, Just Dance e Valorant. “O Brasília Game Festival mostra a força do Distrito Federal como um novo epicentro da cultura gamer no Brasil”, avalia o titular da Secti-DF, Leonardo Reisman. “Superamos expectativas, lotamos os espaços e, principalmente, proporcionamos experiências de inclusão, inovação e criatividade. A cada edição, confirmamos que esse é um setor estratégico para a economia e para o futuro dos nossos jovens.” *Com informações da Secti-DF
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Time de jogadores surdos participa do Brasília Game Festival
O Brasília Game Festival (BGF) tem sido palco de histórias que vão além da competição. Uma delas é a trajetória do time de counter strike 2 ,formado exclusivamente por jogadores surdos e liderado por Matheus Hipólito, capitão da equipe. Para além de disputar partidas, o grupo mostrou que a inclusão no universo gamer não só é possível, como também necessária. Programação do BGF segue até domingo, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães | Foto: Divulgação/Secti-DF “Nós nascemos com o sonho de provar que a surdez não é uma limitação, mas uma identidade”, afirma Matheus Hipólito. “A comunicação por sinais, olhares e estratégias visuais nos une e fortalece. Jogamos com o coração.” A equipe participou de um campeonato importante dentro da Arena Gamer do BGF. Mesmo com a eliminação precoce, os jogadores deixaram a marca de superação, união e respeito. “Mostramos que estamos no cenário, que merecemos espaço e que representamos um Brasil mais diverso também nos eSports”, valoriza o capitão do time. O grupo encara diariamente a falta de acessibilidade, o preconceito e a escassez de apoio. Ainda assim, segue firme, treinando com foco e determinação. A presença deles no festival é um lembrete de que o jogo também é um espaço de inclusão. Diversidade e inclusão “O BGF é, acima de tudo, um espaço democrático”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Leonardo Reisman. “Ver um time como esse, que enfrenta barreiras com coragem e talento, reforça nosso compromisso com a diversidade e com a construção de um ecossistema mais acessível e representativo.” [LEIA_TAMBEM]O time agora está se preparando para novos desafios, mas saí do festival com a certeza de que inspirou e emocionou. “Queremos que outras pessoas surdas olhem para a gente e pensem: ‘eu também posso’”, reforça Matheus Hipólito. “O silêncio nunca nos impediu de jogar. Nos ensinou a jogar de outra forma — com mais coração e conexão”. O Brasília Game Festival segue até este domingo (18), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, das 11h às 20h, com entrada gratuita. A programação inclui campeonatos de Valorant e League of Legends, apresentações de K-Pop, concursos de cosplay, meet & greets com influenciadores, free play, ativações interativas e a grande final da Liga NFA no palco principal. Confira alguns destaques da programação. Sábado (17) → Campeonato de League of Legends (11h às 20h) → Concurso de cosplay (16h às 18h) → Apresentações de K-pop com o grupo Hallyu.BSB (16h às 19h30) → Liga NFA no palco principal (15h30 às 20h30) → Meet & greets com equipes como Flamengo, Corinthians e Alien Domingo (18) → Campeonato de Valorant (12h às 20h) → Final de Just Dance e campeonato de grupos (11h30 às 16h) → Concurso de cosplay e premiações (16h às 19h40) → Liga NFA e ativações do projeto Fora da Safe (15h30 às 20h30) → Sorteio de viagem para show do DJ Alok entre os participantes do campeonato mobile. *Com informações da Secti-DF
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