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Brasília Palace Hotel

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Conselho aprova intervenção arquitetônica no lote do Brasília Palace Hotel

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac) aprovou, na manhã desta terça-feira (3), a proposta de intervenção arquitetônica no lote do Brasília Palace Hotel, no Setor de Hotéis e Turismo Norte. A decisão foi tomada após a leitura de três relatórios — dois favoráveis e um contrário — e resultou em 13 votos pela aprovação, três contrários e duas abstenções. A proposta analisada prevê a implantação de uma nova edificação no terreno, sem qualquer intervenção física no edifício histórico do hotel. O projeto mantém afastamento superior a 20 metros entre as construções e foi concebido como uma estrutura autônoma e complementar. O processo passou por análise técnica da Subsecretaria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os pareceres técnicos destacaram que a proposta não altera a volumetria do prédio histórico, preserva as visuais para o Lago Paranoá, mantém a hierarquia do hotel no conjunto arquitetônico e respeita a ambiência modernista. O Iphan concluiu pela possibilidade da intervenção, desde que observados critérios de compatibilidade volumétrica, preservação das relações visuais e manutenção de áreas livres significativas. A proposta analisada prevê a implantação de uma nova edificação no terreno, sem qualquer intervenção física no edifício histórico do hotel | Foto: Divulgação/Secec-DF Durante a sessão, o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, ressaltou a transparência do processo e a relevância institucional do debate: “Buscamos ao longo do tempo dar toda a publicidade a esse processo. Os relatórios estão disponíveis há dias, inclusive com possibilidade de substituição. Promovemos uma visita in loco onde haverá a nova construção, para que fosse dirimida qualquer dúvida. E isso não foi para que tivéssemos uma posição A ou B, aprovação ou reprovação, mas para que produzisse o conhecimento pessoal de cada conselheiro. A importância deste debate no âmbito do Condepac é um divisor de águas — um órgão que é respeitado, por termos aqui um grande e seleto grupo de especialistas, e a plenária está cheia. E precisamos, a partir deste ponto, valorizar esta instituição, que é o nosso conselho". O voto aprovado pelo colegiado condiciona a autorização ao cumprimento integral do projeto apresentado e à submissão prévia ao Conselho de eventuais alterações. A deliberação reforça o papel do Condepac na mediação entre preservação do patrimônio cultural e dinâmica urbana, assegurando que intervenções em áreas de interesse histórico sejam analisadas com base em critérios técnicos e transparência pública. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

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Conselho analisa projeto de nova edificação em lote do Brasília Palace Hotel

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac) analisou, nesta terça-feira (10), a proposta de intervenção arquitetônica para o lote que abriga o Brasília Palace Hotel. A reunião teve como foco a apresentação técnica do projeto pelo escritório responsável, com a finalidade de contextualizar a iniciativa, detalhar suas características arquitetônicas e esclarecer dúvidas dos conselheiros. Durante a exposição, os projetistas destacaram que o Brasília Palace Hotel — marco da arquitetura moderna e parte fundamental da paisagem cultural de Brasília — permanece intocado. A nova edificação ocupa apenas parte do potencial remanescente do lote, que tem cerca de 78 mil metros quadrados, e adota como premissa central a criação de grandes áreas livres. Esses vazios garantem a visibilidade do hotel histórico, preservam sua hierarquia no conjunto e mantêm a leitura aberta do gramado de chegada e da relação com o entorno do Palácio da Alvorada. O projeto propõe a implantação de um novo edifício em forma de “L”, posicionado de maneira periférica no terreno. A solução busca proteger as visadas internas do Brasília Palace e assegurar, a partir de seus pilotis, a vista para o Lago Paranoá. Também foi ressaltado o afastamento superior a 20 metros entre a nova construção e o hotel existente, além do respeito ao limite máximo de altura de 12 metros, conforme as diretrizes do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub). A reunião teve como foco a apresentação técnica do projeto pelo escritório responsável | Foto: Divulgação/Secec-DF Segundo os responsáveis, a proposta segue integralmente as normas urbanísticas e patrimoniais vigentes, incluindo o Código de Obras do Distrito Federal, as normas do Iphan e os parâmetros estabelecidos pelo Ppcub. O processo de habilitação junto à Central de Aprovação de Projetos (CAP) está em andamento desde janeiro de 2024, com as exigências técnicas já analisadas e atendidas. Após ouvir as explicações, o Condepac emitirá um relatório técnico, que será apresentado em reunião extraordinária marcada para o dia 24 de fevereiro. O conselho também definiu, na mesma reunião, a relatoria do processo referente à reconstrução da Casa da Dona Negrinha, bem cultural localizado em Planaltina. A discussão sobre o projeto reforça o papel do Condepac como instância de diálogo técnico e institucional, responsável por avaliar intervenções urbanas à luz da preservação do patrimônio cultural e da paisagem, que fazem de Brasília um conjunto reconhecido internacionalmente. *Com informações da Secec-DF

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Nas galerias e a céu aberto, conheça a arte de Athos Bulcão em Brasília

São mais de 200 obras inventariadas no Distrito Federal. Presente em todos os cantos, o pintor, escultor e desenhista Athos Bulcão deu cor e movimento à capital do Brasil. Mesmo quem não o conhece já viu alguma de suas obras por aí: são os painéis de azulejos do Aeroporto Internacional de Brasília, do Parque da Cidade, da Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima e de muitos outros pontos.  Um dos painéis do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck: marca registrada | Foto: Edgard Cesar/Fundação Athos Bulcão Falecido em julho de 2008, o artista completaria 105 anos neste domingo (2). Ele veio para Brasília em 1958, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer; tão logo chegou, criou os azulejos da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (conhecida como Igrejinha da 308 Sul) e do Brasília Palace Hotel. Em 1962, após a inauguração da capital federal, passou a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Painel em metal esmaltado no Plenário Ulysses Guimarães, no Congresso Nacional | Foto: Edgard Cesar/Fundação Athos Bulcão “A função principal de Athos em Brasília foi trazer cor para a arquitetura monocromática, e podemos ver que ele cumpriu a missão muito bem”, pontua o subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Felipe Ramón Rodríguez. “A autoria dele já se dissolveu, é quase como se essas formas tivessem sido criadas por Brasília. Estão tão entranhadas no nosso imaginário que se confundem com a própria estética da cidade.” C?artões de visita Para quem chega a Brasília de avião, o primeiro contato com a obra de Athos Bulcão se dá já no aeroporto. No local, existem três painéis feitos pelo artista. Um é composto por azulejos estampados em amarelo e laranja e está localizado na Sala de Espera Nacional. O outro, também em azulejos, está na Sala de Espera Internacional e é todo feito em azul e verde. O terceiro painel, em metal, encontra-se na parede posterior do terraço do Aeroshopping. Imagem icônica do artista à frente de uma de suas mais famosas obras: o painel de azulejos da Igrejinha da 308 Sul | Foto: Mila Petrillo/Fundação Athos Bulcão ?Outras grandes obras estão na Esplanada dos Ministérios. Brasilienses e turistas podem ver de perto trabalhos de Athos na Catedral Metropolitana de Brasília, no Palácio da Alvorada, no Congresso Nacional e nos ministérios, como o das Relações Exteriores. A Câmara dos Deputados também reúne peças do artista que, graças às transmissões em plenário, ocupam as televisões brasileiras corriqueiramente. ?Cenário de muitos cliques e ensaios fotográficos, a parte externa do Teatro Nacional Claudio Santoro também é assinada por Athos. A área revestida por um painel formado de blocos de concreto nas fachadas laterais finaliza o monumento desenhado por Oscar Niemeyer. Há ainda outras obras dentro e na cobertura do teatro, produzidas em diferentes materiais, mas não disponíveis para observação. [Olho texto=”“Ele não ficava esperando a inspiração bater à porta, ia lá e criava e os trabalhos, sempre no sentido de contribuir com essas esculturas gigantes que temos em Brasília – não para roubar o protagonismo, mas para participar da construção da capital” ” assinatura=”Felipe Ramón Rodríguez, subsecretário do Patrimônio Cultural” esquerda_direita_centro=”direita”] ?No Parque da Cidade Sarah Kubitschek, há mais arte para encantar os olhos de quem vê. As paradas de descanso – formadas por banheiro, bebedouros e bancos – são iluminadas por uma composição abstrata. Os desenhos pretos no fundo branco, dispostos em sentidos variados, contrastam com o verde do equipamento público idealizado pelo paisagista Roberto Burle Marx, que era amigo de Athos Bulcão. ?Há ainda traços do artista no Cine Brasília, na UnB, na Escola Francesa de Brasília, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Torre de TV, no Hospital Sarah Kubitschek e em muitos outros locais. Segundo inventário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), existem 261 peças de Athos na capital federal. Interior do Cine Brasília também tem a marca registrada de Athos Bulcão | Foto: Divulgação/Fundação Athos Bulcão ?Legado Para que as peças sejam mantidas em perfeitas condições de preservação, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secec, promove ações de fiscalização e, caso necessário, restauração. Os procedimentos são executados por equipe especializada da Subsecretaria de Patrimônio Cultural (Supac). O acompanhamento é feito para evitar danos e a remoção dos painéis. ?A obra de Athos Bulcão está protegida por tombamento desde 2009 e não se limita aos famosos painéis. Existem também relevos, vitrais, pisos, divisórias, muros, pinturas, castiçais e até uma pia batismal.  Painel no tradicional Brasília Palace Hotel, uma das primeiras criações de Athos ao chegar à capital federal | Foto: Divulgação/Fundação Athos Bulcão “Ele não ficava esperando a inspiração bater à porta, ia lá e criava e os trabalhos, sempre no sentido de contribuir com essas esculturas gigantes que temos em Brasília – não para roubar o protagonismo, mas para participar da construção da capital”, relata o subsecretário de Patrimônio Cultural. “E hoje uma coisa é indissociável da outra, não conseguimos pensar em Brasília esteticamente sem pensar nos traços de Athos.”  Identidade brasiliense A secretária-executiva da Fundação Athos Bulcão, Valéria Cabral, reforça: “É uma presença muito marcante na nossa vida, está no nosso caminho diário. Tem Athos Bulcão espalhado pela cidade, faz parte da nossa identidade”. Ela lembra que Athos foi “o responsável por trazer cor e movimento às obras criadas por Oscar Niemeyer e por outros arquitetos, para órgãos públicos, escolas e até hospitais”.  [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] ?Há mais de 30 anos preservando o legado do artista, a Fundação Athos Bulcão promove ações de difusão do conhecimento sobre as peças, com exposições na AB Galeria e visitas guiadas com estudantes de escolas públicas. “O professor Athos é matéria obrigatória no quarto e quinto ano do ensino fundamental na grade de educação pública do DF, e nós estamos sempre disponíveis para receber escolas, administradores e o público em geral para mostrar quem foi esse grande artista”, convida Valéria Cabral. ?A fundação funciona de segunda-feira a sábado – em dias úteis, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 14h. Localizado na 510 Sul, o espaço físico oferece também uma loja com produtos da marca do artista. Arte: Agência Brasília

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Idosos fazem novos testes em hotel e todos dão negativo

Os 270 idosos hospedados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) no Brasília Palace Hotel refizeram nesta segunda-feira (4/5) o teste para Covid-19. O resultado foi negativo para todos os atendidos pelo Programa Sua Vida Vale – Ação Hotelaria Solidária, que oferece proteção contra o coronavírus aos idosos residentes em moradias inadequadas e sem condições, por exemplo, de isolamento social.  “Esta testagem confirma a seriedade com que o programa vem sendo desenvolvido pelo GDF, com o cumprimento de todos os protocolos recomendados para evitar a contaminação pela Covid-19. Estamos muito felizes com este resultado e vamos continuar atuando para garantir a segurança de todos”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. O primeiro teste foi realizado no momento do check-in, sendo o resultado negativo critério para ingresso no hotel. Após essa segunda testagem, os hóspedes serão submetidos novamente ao procedimento em 15 dias. Todos os colaboradores que mantêm contato com os idosos também são testados periodicamente e continuam com o uso de máscaras. Segundo a secretária da Sejus, essas medidas garantem proteção a todos os atendidos no programa, permitindo que os idosos hospedados no hotel possam interagir entre si, conversar e fazer as atividades em grupo sem o risco de contaminação, inclusive sem o uso de máscaras. “Todos estão saudáveis, com testes negativos e em isolamento social”. Visita  Nesta segunda-feira, integrantes do Distrito Federal e Território (MPDFT) e a secretária de Desenvolvimento Social (Sedes), Mayara Noronha Rocha, estiverem no hotel para conhecer o programa. “Estamos aqui para somar esforços na atenção a essas pessoas que compõem o grupo de risco para a Covid-19”, destacou Mayara Noronha. Eles foram acompanhados pela secretária da Sejus, Marcela Passamani, e não tiveram nenhum contato com os idosos.  Integraram a comitiva do Ministério Público a promotora de justiça do idoso, Maércia Correia de Mello, e o procurador chefe da força tarefa para ações de combate a Covid-19 do MPDFT, Eduardo Sabo. * Com informações da Sejus

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