Saiba quem pode dar à luz na Casa de Parto de São Sebastião e como ser atendida
Gestantes de baixo risco vinculadas à Região Leste de Saúde do Distrito Federal contam com a Casa de Parto de São Sebastião para o nascimento dos bebês. A unidade, habilitada como Centro de Parto Normal (CPN), oferece assistência ao parto, ao puerpério imediato e aos cuidados com o recém-nascido, conduzidos por enfermeiras obstetras. Para utilizar o serviço, as gestantes devem ficar atentas aos critérios de atendimento, à consulta de vinculação e aos documentos necessários. Quem pode receber atendimento A Casa de Parto recebe gestantes com gravidez de evolução fisiológica e risco habitual. Entre os critérios estão: ⇒ gestação única; ⇒ bebê em posição cefálica (cabeça para baixo); ⇒ idade gestacional entre 37 semanas e 40 semanas e 6 dias; ⇒ trabalho de parto espontâneo; ⇒ ausência de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes; ⇒ crescimento fetal adequado e ausência de malformações; ⇒ bem-estar materno e fetal preservados. A confirmação dos critérios ocorre pela equipe da unidade no momento do atendimento. Para ser atendida na Casa de Parto não é necessário morar em São Sebastião: a unidade recebe gestantes da Região Leste de Saúde e de municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno | Foto: Divulgação Atendimento é regional Não é necessário morar em São Sebastião para utilizar o serviço. A Casa de Parto atende gestantes da Região Leste de Saúde, que inclui São Sebastião, Jardins Mangueiral, Jardim Botânico, Lago Sul, Paranoá e Itapoã, além de municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), conforme a organização da rede de saúde. Nos casos em que o pré-natal foi realizado na rede privada, a vinculação é definida pelo endereço de residência da gestante. Consulta de vinculação A recomendação é que as gestantes participem da roda de gestantes, disponível nas modalidades presencial e on-line, e façam a consulta de vinculação a partir das 37 semanas de gestação. Durante essa consulta, a enfermeira obstetra avalia as condições clínicas e obstétricas da gestante, verifica se ela atende aos critérios para realizar o parto na unidade, apresenta a estrutura da Casa de Parto e orienta sobre os sinais do trabalho de parto e o momento adequado para procurar atendimento. A consulta não exige agendamento e pode ser realizada diretamente na unidade, preferencialmente de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Documentos necessários Na consulta de vinculação, a gestante deve apresentar a documentação da gravidez, como: ⇒ documento oficial com foto; ⇒ Cartão ou Caderneta da Gestante; ⇒ exames laboratoriais; ⇒ ultrassonografias (especialmente a primeira e a mais recente); ⇒ cartão de vacinação; ⇒ plano de parto, se houver; ⇒ relatórios médicos ou de outros profissionais de saúde. Estrutura A Casa de Parto de São Sebastião funciona como Centro de Parto Normal peri-hospitalar e tem como retaguarda o Hospital da Região Leste (HRL), localizado a cerca de 15 minutos da unidade. Em casos de necessidade de atendimento especializado ou intercorrências, a gestante e o bebê são transferidos para o hospital de referência.
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Casa de Parto de São Sebastião é referência para gestantes de baixo risco
Quando Marília Lídia de Assis, de 38 anos, recebeu a notícia de que teria de se mudar de São Paulo para Brasília, a primeira coisa que pesquisou foi sobre os melhores locais para realizar o parto humanizado da sua primeira filha, Jade Serena. Ao descobrir a Casa de Parto de São Sebastião (CPSS), pela internet, não pensou duas vezes: quando chegou ao Distrito Federal, escolheu a região como moradia, para poder dar à luz da forma como desejava. “Eu sei que as casas de parto, em geral, respeitam o que está preconizado na Organização Mundial da Saúde", diz a especialista em investimentos. "Então, quando conheci a Casa de Parto de São Sebastião, tive certeza de que me garantiriam um atendimento de nível internacional e que me garantiriam uma assistência baseada nas melhores evidências científicas." Marília Lídia de Assis passou por dois procedimentos na Casa de Parto de São Sebastião: “Aqui, as profissionais estão preparadas, focadas em fazer o possível para que o parto seja normal" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde “Aqui, as profissionais estão preparadas, focadas em fazer o possível para que o parto seja normal. Eu sabia que, enquanto estivesse aqui, estaria tudo bem" Marília Lídia de Assis, mãe de Jade Serena e Lohan Ao todo, foram 12 horas de parto até Jade Serena de Assis — que, atualmente, tem quatro anos — vir ao mundo. Apesar das dores esperadas de um parto normal, Marília relembra que toda a experiência foi satisfatória: “Eu queria um lugar que fosse seguro, onde só tivessem nascimentos. Eu estudei bastante sobre os protocolos da OMS de parto humanizado e eu vi acontecer em cada fase do trabalho do parto”. A experiência foi tão positiva que, na segunda gestação, Marília não hesitou. O pequeno Lohan Orlei de Assis também nasceu na unidade, neste ano, em um parto de dez horas. “Aqui, as profissionais estão preparadas, focadas em fazer o possível para que o parto seja normal. Eu sabia que, enquanto estivesse aqui, estaria tudo bem, e se eu precisasse de um suporte para ir a um hospital, eu também teria”, afirma. Protagonismo feminino Reconhecida pelo Ministério da Saúde com o selo da iniciativa Hospital Amigo das Crianças (Ihac), a Casa de Parto de São Sebastião foi inaugurada em 2001. O local oferece atenção às mulheres durante o pré-parto, parto e puerpério, sendo referência para partos normais de risco habitual para pacientes que residem na Região de Saúde Leste, que engloba São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico. "Na casa de parto, nosso compromisso é oferecer uma assistência segura, humanizada e centrada na mulher, respeitando a fisiologia do parto e o protagonismo feminino em todas as etapas do nascimento”, explica a gerente da unidade, Stephanea Boaventura Soares. A equipe é composta por enfermeiras obstetras e técnicas de enfermagem qualificadas, que acompanham o trabalho de parto, o nascimento, o puerpério imediato e os primeiros cuidados com o recém-nascido, sempre fundamentadas nas melhores evidências científicas e nas boas práticas de atenção ao parto e nascimento. Local oferece atenção às mulheres durante o pré-parto, parto e puerpério, sendo referência para partos normais de risco habitual Respeito às escolhas Além disso, o modelo assistencial da casa de parto favorece um acompanhamento mais próximo da mulher e da família, permitindo uma escuta qualificada, o respeito às escolhas e um cuidado mais acolhedor. Os quartos contam com recursos como banheira para parto na água, banqueta, bola de exercícios, cavalinho e outros métodos não farmacológicos para alívio da dor e apoio à evolução do trabalho de parto. “Mais do que oferecer uma estrutura física adequada, buscamos proporcionar um ambiente terapêutico que fortaleça a autonomia da mulher, valorize sua experiência de nascimento e contribua para uma assistência segura, respeitosa e humanizada", reforça Stephanea. O objetivo é fazer com que a mulher e sua família se sintam acolhidas, respeitadas e seguras durante todo o processo de nascimento. A presença do acompanhante de livre escolha e da doula é incentivada, assim como práticas de fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê nos primeiros minutos de vida, como o contato pele a pele imediato e o incentivo ao aleitamento materno na primeira hora de vida. “Cada cuidado é pensado para que o nascimento seja vivido como uma experiência positiva, respeitosa e cercada de afeto, sem abrir mão da segurança assistencial", enfatiza. Quartos contam com recursos como banheira para parto na água, banqueta, bola de exercícios, cavalinho e outros métodos não farmacológicos para alívio da dor e apoio à evolução do trabalho de parto Como ser atendida [LEIA_TAMBEM]A casa de parto é destinada à assistência de gestantes classificadas como de risco habitual, conforme critérios clínicos estabelecidos pelos protocolos assistenciais vigentes. Durante todo o acompanhamento, a equipe realiza avaliação contínua das condições maternas e fetais. “Sempre que houver identificação de intercorrências ou situações que demandem assistência de maior complexidade, a gestante é encaminhada de forma segura e oportuna para a maternidade de referência da Região Leste”, explica a gerente. O atendimento é prestado 24 horas por dia por enfermeiras e enfermeiros obstetras, conforme critérios clínicos estabelecidos para os centros de parto normal. Além da assistência ao trabalho de parto, parto, puerpério imediato e aos primeiros cuidados com o recém-nascido, a unidade dispõe de ambulância própria para garantir o encaminhamento seguro e oportuno das gestantes e dos recém-nascidos que, eventualmente, necessitem de assistência hospitalar de maior complexidade, assegurando a continuidade do cuidado em articulação com a rede de saúde. A Casa de Parto de São Sebastião está localizada no Centro de Múltiplas Atividades, Área Especial 10, na Avenida Comercial de São Sebastião, a aproximadamente três quilômetros da rodoviária da cidade. *Com informações da SES-DF
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Profissionais de saúde recebem capacitação em emergências obstétricas
Médicos e enfermeiros que atuam nos centros obstétricos e na Casa de Parto de São Sebastião participaram, nesta sexta-feira (29), da 5ª turma do Curso de Emergências Obstétricas. Realizada na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), a capacitação da Secretaria de Saúde (SES-DF) reuniu atividades teóricas e práticas com o objetivo de preparar os profissionais para agir com precisão e segurança em situações críticas que envolvam gestantes. O foco é a redução da mortalidade materna. “A cada edição, buscamos oferecer uma formação prática e atualizada, capaz de fortalecer a assistência e evitar que casos graves evoluam para o óbito materno”, afirma a gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal da SES-DF, Gabrielle Mendonça. Profissionais tiveram aulas sobre sepse em obstetrícia, hemorragia pós-parto, hipertensão na gestação e parto pélvico. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Temas abordados Entre os principais conteúdos trabalhados, os profissionais tiveram aulas sobre sepse em obstetrícia, hemorragia pós-parto, hipertensão na gestação, parto pélvico, distocia de ombro e suporte básico de vida. Os módulos foram conduzidos por especialistas da rede pública e incluíram discussões de casos clínicos e simulações realísticas. A programação também contou com oficinas nas quais os participantes puderam treinar manobras essenciais em emergências obstétricas. Uma delas incluiu a prática de inserção de balão intra-uterino para controle de hemorragia e técnicas de correção da distocia de ombro durante o parto. Marcella Verolla: “Esse tipo de atualização é fundamental porque garante boas práticas e maior segurança para mães e bebês” [LEIA_TAMBEM]A médica ginecologista e obstetra Marcella Verolla explicou que esse tipo de atualização é fundamental "porque garante boas práticas e maior segurança para mães e bebês. Seguir protocolos nacionais e internacionais contribui para reduzir complicações e aumentar a satisfação das pacientes”. Parceria O treinamento é resultado da articulação entre a Gerência de Enfermagem Obstétrica e Neonatal da SES-DF, a Escola de Saúde Pública do DF (ESP-DF) e o Núcleo de Educação em Urgências (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF). Desde 2018, mais de 300 profissionais já foram capacitados. Nesta edição, 90 médicos e enfermeiros participaram da iniciativa. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Casa de Parto de São Sebastião alcança marca de mais de 6 mil procedimentos humanizados
Ao ver o mundo pela primeira vez, a pequena Lívia Helena se deparou com um quarto de poucas luzes, cheirando a lavanda e preenchido por sons relaxantes. Durante as quatro horas de trabalho de parto, a mãe dela, Tamara Santos, 34 anos, foi acompanhada por uma equipe profissional especializada em parto humanizado na Casa de Parto de São Sebastião. Tamara relembra que chegou ao local apreensiva, mas se surpreendeu com o atendimento. “Tiveram muita atenção conosco. No momento em que eu sentia muita dor, por exemplo, a equipe tentava me acalmar, me amparar. Assim, o parto foi fluindo e deu tudo certo”, conta. Tamara Santos destaca a excelência do atendimento: "Muita atenção conosco" | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O parto de Tamara soma-se aos mais de 6 mil outros realizados pela unidade, desde a inauguração, em 2001. De janeiro a julho deste ano, foram cerca de 210; em 2024, o número chegou a mais de 430 nascimentos. Com uma equipe formada por enfermeiros obstétricos e técnicos em enfermagem, o local é referência em partos normais de baixo risco para pacientes que residem em São Sebastião, Paranoá, Itapoã, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. São quatro salas amplas e equipadas com diversos recursos para a parturiente, como cama, banqueta, “cavalinho” e até banheira. “Respeitamos a pessoa, da hora do nascimento até o puerpério" Adrielle Maia, supervisora da Casa de Parto de São Sebastião “Temos uma equipe qualificada e treinada para dar assistência ao parto de baixo risco. É um ambiente acolhedor, onde a paciente tem espaço e recursos para utilizar durante o trabalho de parto. Respeitamos a pessoa, da hora do nascimento até o puerpério", destaca a supervisora da unidade, Adrielle Maia. Integração com Banco de Leite O trabalho na Casa de Parto é integrado ao banco de leite humano localizado no mesmo local. Assim que a mãe dá à luz, a equipe oferece suporte para a primeira mamada do bebê. Os serviços do banco de leite da Casa de Parto não são exclusivos para as puérperas que tiveram filhos na unidade “No mesmo dia em que a Lívia nasceu, já vieram me ajudar a amamentar, principalmente porque a bebê chegou de madrugada, e eu estava exausta”, relembra Tamara. “Antes que eu tivesse alta, também realizaram uma sessão de laser no meu seio para aliviar a dor." Os serviços do banco de leite da Casa de Parto não são exclusivos para as puérperas que tiveram filhos na unidade. O setor atende qualquer mulher que enfrenta problemas relacionados à amamentação. As interessadas podem ir à unidade e receber uma consultoria com os profissionais especializados. Lidiane Fernandes, 28, buscou essa ajuda. Ela começou a sentir febre durante o aleitamento de Ana Laura, de apenas 3 meses. No banco de leite, iniciou as sessões de laserterapia. “Fui muito bem-tratada, e as profissionais me ajudaram bastante porque meu peito ficou muito ferido. Ainda bem que eu vim", diz. A Casa de Parto de São Sebastião funciona todos os dias, 24 horas por dia, oferecendo sempre atendimento humanizado a gestantes de baixo risco A Casa de Parto funciona todos os dias, 24 horas, e atende gestantes classificadas em baixo risco. Caso haja intercorrências, há uma ambulância disponível para transferências. Os serviços oferecidos incluem atendimento durante o parto, pós e puerpério; assistência ao parto na água; acompanhamento, estímulo e auxílio na amamentação e atendimento ao recém-nascido. É possível conhecer a estrutura por meio de visitas guiadas. O encontro virtual é realizado na terceira terça-feira de cada mês, e o presencial, no primeiro sábado do mês. “As reuniões são feitas por um enfermeiro obstetra que vai explicar o protocolo da Casa de Parto, como funciona, quando a mulher deve procurar o atendimento. Dessa forma, a mulher se prepara para o momento do parto e do pós”, explica a supervisora. [LEIA_TAMBEM]Casa de Parto de São Sebastião Local: Av. Comercial – São Sebastião, Centro de Múltiplas Atividades, Área Especial 10 – São Sebastião/DF Funcionamento: todos os dias, 24 horas Rodas de gestante Virtual: todas as terceiras terças-feiras do mês, às 14h Presencial: primeiro sábado do mês, das 9h às 12h, no auditório da UBS1 de São Sebastião Inscrições podem ser feitas via WhatsApp: (61) 99162-3757 Banco de leite humano Horário de funcionamento: das 7h às 19h. *Com informações da Secretaria de Saúde
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