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Dia Mundial de Combate à Obesidade: rede pública do DF oferece tratamento multidisciplinar e contínuo

A obesidade é uma doença crônica causada por fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, emocionais e sociais. Por isso, seu tratamento deve ser feito de forma multidisciplinar e contínua, alinhando diferentes tipos de terapias. É o que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece aos seus usuários. Para algumas pessoas, o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista é suficiente e as mudanças acontecem; para outras, porém, intervenções cirúrgicas podem ser a melhor opção. Esse é o caso de Maria do Socorro Ferreira, 58, que no último sábado (28) foi uma das pacientes atendidas na força-tarefa de cirurgia bariátrica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A iniciativa, estimulada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), reforça o Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado nesta quarta-feira (4). “É a realização de um sonho e, aqui no Hran, o atendimento foi muito além do que eu esperava, tanto da parte da nutricionista quanto do cirurgião e do endocrinologista. Tive e estou tendo muito apoio e assistência", comemora a paciente. ​Maria do Socorro realizou o sonho de fazer a cirurgia bariátrica para combater as dores crônicas e outras doenças associadas à obesidade | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Maria do Socorro já havia tentado outros tratamentos, como mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos. Porém, a bariátrica foi recomendada como a melhor alternativa, já que também sofre de dores crônicas na coluna e nos joelhos, diabetes, pressão alta e gordura no fígado — condições que necessitam de acompanhamento médico urgente. "Contudo, a cirurgia deve sempre ser acompanhada de um tratamento mais amplo, pois não é uma solução mágica. É uma etapa que pode ser necessária para completar um leque de terapias", explica a chefe da Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran, Ana Carolina Fernandes. [LEIA_TAMBEM]Procedimento A cirurgia bariátrica é realizada no estômago, podendo incluir também o intestino. Os profissionais do Hran realizam o procedimento por meio da técnica de videolaparoscopia, isto é, pequenas incisões no abdome, o que possibilita reduzir o tempo de cirurgia e de internação. Para ter acesso ao serviço, o paciente deve, primeiro, ser atendido na unidade básica de saúde (UBS) de referência. Em seguida, se for o caso, a pessoa é encaminhada a unidades como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh), o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH) ou o próprio Hran. O Hran é referência em procedimento bariátrico no DF, onde são atendidos, em média, 700 pacientes por mês para avaliações Cuidado contínuo Há 18 anos, a Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran oferece o serviço, que já beneficiou mais de mil pessoas. Mensalmente, são atendidos, em média, 700 pacientes no setor, que é referência no DF para esse tipo de operação. No Hran, a equipe responsável é composta por profissionais de diferentes áreas: nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. "Nós fazemos a avaliação do paciente encaminhado pela UBS. Se realmente houver indicação de cirurgia, solicitamos os exames necessários para a inserção na lista de espera", detalha Fernandes. Após a intervenção, ainda há acompanhamento com o nutricionista e o cirurgião bariátrico. "O tratamento é contínuo e precisa ser mantido durante toda a vida", acrescenta a médica. Entre os sonhos, Maria do Socorro reconhece o tamanho da responsabilidade com a própria saúde. “Sei que não é a solução definitiva, é um caminho e muita coisa depende de mim. Mas já tenho vários planos para depois da cirurgia: quero viajar e ir à praia! Quero poder curtir meu neto e meu filho. Quero esquecer as dores crônicas e ter uma vida melhor”, desabafa. O Cedoh oferece tratamento multidisciplinar focado, principalmente, na mudança de hábitos dos pacientes Tratamento multidisciplinar A obesidade é uma das enfermidades crônicas que mais afeta crianças e adultos no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, 36,29% da população adulta brasileira está com algum nível da doença. Já no DF, dados da SES-DF mostram que, em 2024, 19,3% dos quase 336 mil pacientes avaliados estavam com obesidade grau I; 7,2% com grau II; e 3,5% com grau III. Na rede pública, os brasilienses podem contar com diversas unidades de tratamento. Uma delas é o Cedoh. “Aqui, recebemos pacientes de todas as faixas etárias. Temos nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas. É uma abordagem multidisciplinar, na qual todos esses profissionais trabalham integrados para levar informação e mudança nos hábitos”, conta a nutricionista do centro especializado Carolina Pessoa. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Secretaria de Saúde reúne mulheres para discutir o Dia Mundial da Obesidade

O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh) realizou, nesta quarta-feira (15), um bate-papo entre mulheres que venceram a obesidade e especialistas clínicos. As pacientes deram testemunho sobre o processo de tratamento, recuperação e vida pós-obesidade. E os profissionais destacaram a importância da prevenção e do tratamento da doença. “Neste ano, em alusão ao Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, o Cedoh escolheu falar sobre a obesidade entre nós mulheres. Durante as fases da nossa vida, a obesidade pode trazer diversos problemas de saúde, além de sofrimento, isolamento e culpabilização”, afirma a endocrinologista e gerente do Cedoh, Alexandra Rubim. A gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, diz: “Quando conversamos, debatemos e compartilhamos, podemos mudar estigmas, orientar de forma clara as causas profundas da obesidade e transformar ações individualistas em estratégias comunitárias” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Segundo dados de 2020 do Ministério da Saúde, 20% da população brasileira apresentam obesidade e o público feminino tem prevalência nesse número. Infertilidade, diabetes tipo II e síndrome dos ovários policísticos são alguns dos problemas trazidos pela obesidade. Por isso, é fundamental a implantação de políticas públicas voltadas para o tratamento das comorbidades e a discussão da importância da prevenção e do tratamento da doença. “Acreditamos que, quando conversamos, debatemos e compartilhamos, nós podemos mudar estigmas, orientar de forma clara as causas profundas da obesidade e transformar ações individualistas em estratégias comunitárias”, explica a gerente do Cedoh. Centro de referência O Cedoh é uma unidade da atenção secundária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) e foi idealizado por diversos profissionais, incluindo médicos, nutricionistas e psicólogos. Em 2017, os atendimentos foram iniciados com uma equipe multidisciplinar especialista em doenças crônicas não transmissíveis, especialmente diabetes, hipertensão e obesidade. [Olho texto=”“A nutrição é umas das pernas do tratamento. A gente busca que as mulheres desenvolvam uma relação amigável com o alimento, porém conscientes da importância de controlar as quantidades e a qualidade do alimento. É um processo individualizado de reeducação alimentar que acaba impactando não só elas, mas toda a família”” assinatura=”Cassia Regina Luz, nutricionista” esquerda_direita_centro=”direita”] Na SES, existem ambulatórios de endocrinologia distribuídos nas sete regiões de saúde, com médicos endocrinologistas preparados para atender casos de obesidade. Os pacientes são encaminhados pelo sistema de regulação por meio das unidades básicas de saúde (UBSs) e, após o atendimento médico, são direcionados para acompanhamento com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais. “A nutrição é umas das pernas do tratamento. A gente busca que as mulheres desenvolvam uma relação amigável com o alimento, porém conscientes da importância de controlar as quantidades e a qualidade do alimento. É um processo individualizado de reeducação alimentar que acaba impactando não só elas, mas toda a família”, ressalta a nutricionista Cassia Regina Luz. A técnica de enfermagem aposentada Maria Sueli Fernandes é uma das atendidas pelo Cedoh. “O centro é referência nesses atendimentos. Cheguei com diabetes, hipertensão e pesando 94 kg. E tive um acolhimento excepcional pela equipe multidisciplinar, comecei meu tratamento e hoje estou com 72 kg”, conta, animada. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A produtora cultural Neidilena Nobre, que também compõe o grupo, desenvolveu a obesidade devido à medicação que utiliza para tratamento de uma doença autoimune. “Eu estava em um estágio bem sério que me levou ao desenvolvimento de outras doenças. Fui acolhida pelo programa, comecei o tratamento com diversas especialidades e isso mudou a minha vida completamente”, relata. O acompanhamento psicológico é outra parte fundamental do tratamento da obesidade. “Muitas vezes, o paciente não tem consciência do que o levou a desenvolver a obesidade. Às vezes, a obesidade é resultado de uma defesa. A compulsão alimentar vem para minimizar uma angústia existencial ou um trauma vivido. A psicologia leva a essa consciência e consequentemente contribui para o manejo da angústia, da ansiedade e do autocontrole”, explica Maria Fernanda de Carvalho, psicóloga do Cedoh. O debate promovido pelo centro foi mais uma forma de mostrar que falar sobre obesidade e seus desdobramentos é sempre fundamental. “Conversar sobre esse assunto nem sempre é fácil, mas, juntas e com respeito e cuidado, isso é possível”, conclui a gerente do Cedoh. *Com informações da Secretaria de Saúde

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DF é referência para o Brasil no tratamento do diabetes mellitus

O Distrito Federal possui um trabalho de referência no tratamento do diabetes mellitus, reconhecido inclusive pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A saúde pública do DF vem sendo acompanhada de perto pelo Conass – por meio do projeto de Planificação da Atenção à Saúde – e tem no diabetes um ponto alto. A expertise local está sendo levada para outros estados para tratar essa condição de saúde que acomete mais de 500 milhões de brasileiros, entre 20 e 79 anos, segundo dados do Atlas do Diabetes 2021. Com o atendimento em dia, a capital do Brasil se tornou um centro colaborador em saúde no que diz respeito ao diabetes, conforme explica a assessora técnica do Conass, Maria José Evangelista. “O DF faz um serviço de excelência. Dessa forma, estamos trazendo profissionais de outros estados para acompanhar o tratamento e serem treinados por equipes de Brasília”, pontua a médica. O Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) conta com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Centro especializado no Plano Piloto Profissionais de saúde da Bahia, de Goiás, do Maranhão, entre outros estados, já passaram por Brasília e tiveram contato com o dia a dia do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) da Secretaria de Saúde. Localizado na entrequadra 208/408 Norte, o Cedoh faz consultas ambulatoriais individuais e em grupo e conta com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, entre outros profissionais. Leonardo Cortez, 19 anos, portador do diabetes autoimune, revela se sentir muito bem acolhido no Cedoh “Fazemos um atendimento em conjunto, pois o diabetes é uma doença complexa. O paciente precisa de todo esse apoio em cada área”, observa a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim. “E é fundamental que o diabético aos poucos tenha a autonomia e o conhecimento para que ele possa também se cuidar”, diz a endocrinologista. A assistência médica integral está na rotina do estudante Leonardo Cortez, 19 anos, portador do tipo 1 da doença, também chamada de diabetes autoimune. Diagnosticado aos 3 anos de idade, Leonardo revela se sentir muito bem acolhido no centro de saúde por onde passa a cada dois meses e frequenta desde 2017. Sensor moderno para aferir a glicose A rede pública, inclusive, já disponibiliza um sensor chamado Libre, que monitora os níveis de glicemia no sangue dos diabéticos tipo 1, conforme o protocolo da Secretaria de Saúde. Trata-se de um equipamento moderno que substitui o glicosímetro e suas recorrentes agulhadas nos dedos do paciente. Equipamento moderno, o Libre substitui o glicosímetro para monitorar os níveis de glicemia no sangue dos diabéticos tipo 1 “Aqui é sensacional, não tenho nem palavras pra agradecer a todo mundo que me auxilia. As orientações, os itens que uso, como a caneta de insulina, o Libre; tive acesso a tudo isso no Cedoh”, afirma Leonardo. “Eu mesmo aplico insulina em média seis vezes ao dia, para se ter uma ideia. Mas, faço tudo com a supervisão das médicas do posto”, acrescenta o jovem. Já a endocrinologista Katianny Araújo é uma das profissionais especializadas em diabetes do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Lá, ela frisa que o paciente recebe todo o encaminhamento necessário. “Temos um sistema de dados, o Sisreg, no qual conseguimos fazer esse link entre o diabético e o especialista na região onde ele mora. Penso que o DF está muito bem assistido, tanto em relação ao diabetes 1 e 2, quanto no gestacional também”, aponta Katianny. Atenção ao pé diabético A capital conta, ainda, com duas unidades voltadas para o tratamento da doença: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará, e o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH), no Paranoá. Cada paciente é referenciado para uma unidade, de acordo com o local onde mora. Já em Taguatinga, o ambulatório de endocrinologia do Hospital Regional, o HRT, também é expert no assunto. A unidade atende regularmente pacientes com pé diabético no DF – nome dado às úlceras que aparecem nos membros em decorrência da doença.

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Setembro Vermelho alerta para cuidados com o coração

Brasília, 7 de setembro de 2022 – O mês de setembro está aí para lembrar a todos sobre os cuidados com o coração. A campanha Setembro Vermelho, criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), alerta para a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares. E não é para menos: no Brasil, segundo levantamento de 2021 realizado pela associação, cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença no coração e cerca de 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades. [Olho texto=”Os hospitais regionais e as unidades de pronto atendimento (UPAs) prestam o socorro inicial. Dali, se necessário, o paciente é encaminhado para três unidades especializadas em coração: o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), e os hospitais Universitário de Brasília (HUB) e de Base (HB)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] No Distrito Federal, a rede pública conta com atendimento especializado para a saúde do coração e, inclusive, com atenção ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a doença que mais mata entre os males no coração. São 102 cardiologistas em atuação na saúde pública, além dos clínicos que fazem o primeiro atendimento. Os hospitais regionais e as unidades de pronto atendimento (UPAs) prestam o socorro inicial. Dali, se necessário, o paciente é encaminhado para uma das três unidades especializadas em coração: o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), e os hospitais Universitário de Brasília (HUB) e de Base (HB). Profissionais dos hospitais regionais utilizam o programa Sprint, que permite a comunicação entre equipes médicas utilizando um aplicativo instalado em um tablet | Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde “Nos casos de infarto, o melhor tratamento é o mais rápido. Não convém esperar duas horas para remover o paciente para uma unidade especializada, sendo que é possível tratar imediatamente”, pontua a médica Rosana Costa Oliveira, referência técnica de cardiologia da Secretaria de Saúde. Profissionais dos hospitais regionais, lembra Rosana, utilizam o programa Sprint, adotado em 2019, e que permite a comunicação entre equipes médicas utilizando um aplicativo instalado em um tablet –  uma medida que os capacita ainda no início da consulta, quando se busca o diagnóstico. Mais de 14 mil consultas em 2022 As policlínicas do DF e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh) são locais onde são feitas as consultas ambulatoriais com cardiologistas. Segundo a Secretaria de Saúde, foram 14.220 atendimentos até o final de junho na rede. “Podemos dizer que as doenças no coração são mais comuns em pessoas acima dos 45 anos. Mas, cada vez mais, temos visto pacientes mais jovens buscando o atendimento”, observa a cardiologista. Prevenção de doenças cardiológicas A prevenção de doenças cardiovasculares começa com a adoção de bons hábitos no dia a dia. O tabagismo, o excesso de peso, a obesidade, a hipertensão não tratada e o diabetes são ‘inimigos do coração’. “É a doença que mais mata no Brasil e no mundo, mata mais que a covid-19, por exemplo”, alerta Rosana. “Se a pessoa coloca hábitos simples em sua rotina, ela deixa de correr riscos. É a atividade física, a alimentação equilibrada. Cento e cinquenta minutos de exercícios físicos por semana já fazem muito bem para o coração”, finaliza a especialista.

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