Governadora inaugura Caps III no Gama com atendimento 24 horas em saúde mental
A rede pública de saúde do Distrito Federal ganhou um reforço no atendimento em saúde mental. A governadora Celina Leão entregou, nesta quinta-feira (2), o novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama, em que foram investidos cerca de R$ 4 milhões. A unidade, localizada na Quadra 2 do Setor Norte, foi construída para atender, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria com transtornos mentais graves e persistentes. Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou a importância do acolhimento na saúde mental e descreveu o equipamento como uma ampliação ao atendimento para além das unidades de pronto atendimento (UPAs). Celina Leão: "Muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília "Quase 30% dos atendimentos nas UPAs foram para saúde mental. Isso significa que muitas pessoas procuravam a emergência por uma crise de ansiedade, uma depressão ou uma tentativa de suicídio. Uma pessoa nesse quadro precisa de acolhimento. Esse espaço é especializado para a saúde mental, com uma equipe que vai conseguir fazer esse tipo de acolhimento, cuidar de quem muitas vezes não consegue expressar o que está sentindo", afirmou Celina Leão. Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o novo Caps III, com 741 m², fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde e amplia o acesso aos serviços especializados em saúde mental na Região Sul. A unidade atenderá, principalmente, moradores do Gama e de Santa Maria, beneficiando uma população estimada em 260 mil habitantes. A previsão é que outras unidades do Centro de Atenção Psicossocial sejam inauguradas em breve. “Faz parte de um conjunto de emendas. Dois Caps já estão prontos: aqui no Gama e o do Recanto das Emas. Nós temos mais duas unidades para as quais vamos assinar as ordens de serviço, em Taguatinga e Ceilândia”, anunciou Celina Leão. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o novo Caps do Gama vai impactar a qualidade de vida e o acolhimento da população. "Essa entrega e as muitas outras que virão relacionadas à saúde mental vão trazer melhor qualidade de vida, vão cuidar de famílias, porque uma pessoa depressiva, uma pessoa com ansiedade, a família toda adoece. Não é só a pessoa, e sim uma família adoecida que não consegue ter uma vida vida normal”, afirmou o gestor. Atendimento especializado O novo Caps terá atendimento 24 horas, com equipe multiprofissional de prontidão para acolhimento noturno também O Caps III é um serviço especializado do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para o atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. O diferencial é o funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia, incluindo acolhimento noturno para pacientes em situação de crise, com multiprofissionais. A inauguração representa o fim de uma espera histórica para os moradores da região e fortalece a rede de saúde mental do DF. Para a gerente da unidade, Adriana Câmara, a entrega do equipamento é um presente para a comunidade, fruto de uma demanda de mais de 15 anos. "Inicialmente, vamos atender até as 22h, até organizar a equipe e o trabalho todo. Mas já vamos estar de portas abertas, é um serviço de portas abertas. Esses pacientes hoje são atendidos no Riacho Fundo. Então, agora eles vão ser atendidos no próprio território", celebra a gestora, ao destacar que a nova estrutura possui leitos de acolhimento integral. "Esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento" Adriana Câmara, gerente do Caps III do Gama Segundo a gerente, o foco será o atendimento humanizado e a reinserção social dos usuários por meio de oficinas e atividades externas. "O modelo de Caps não é trabalhar só dentro da estrutura, a gente trabalha no território também. Então, esse paciente tem que voltar a estudar e a trabalhar. O nosso trabalho é esse, isso faz parte do tratamento”, ressalta Adriana, ao comentar a estrutura da unidade. A unidade do Gama entra, agora, na etapa final de preparação para o início das atividades. Nesse período, serão concluídos os treinamentos das equipes, a instalação dos equipamentos e a organização dos fluxos de atendimento. O espaço dispõe de duas salas grandes para grupos, pacientes e familiares. A previsão é que o local ofereça cursos para geração de renda, como crochê e horta. A expectativa é que o Caps acolha em média 100 pessoas por dia. Moradora do Gama, Maria José Rezende, de 83 anos, destacou a qualidade da nova estrutura e o impacto positivo para a região. "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades. Está muito bonito. Tem lugar para tudo, salões para atividades, as salas são muito arejadas. O Gama merece. Acho que é um dos melhores Caps que temos. As pessoas que precisam de um psicólogo, de um psiquiatra, de um acompanhamento, de um tratamento sério agora não vão ter que se deslocar para outros lugares", celebrou a aposentada. Maria José Rezende: "Vai ser um bálsamo para as pessoas e vai ajudar a desafogar um pouco as outras cidades" [LEIA_TAMBEM]Novos Caps no DF Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 Caps distribuídos pelas regiões de saúde conforme a demanda da população e a complexidade do atendimento. As unidades oferecem assistência especializada a pessoas com transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com equipes multiprofissionais e diferentes modalidades de cuidado, que incluem atendimentos diurnos e, em alguns casos, acolhimento integral. A rede será ampliada com mais novas unidades. Além dos Caps inaugurados no Gama e no Recanto das Emas, o GDF prevê o início das obras de um Caps Infantojuvenil em Ceilândia e de um Caps Álcool e Outras Drogas em Taguatinga, com investimento superior a R$ 10 milhões. As futuras estruturas contarão com consultórios, enfermarias, salas de medicação, áreas de convivência e espaços voltados ao acompanhamento clínico e psicossocial dos pacientes. Além disso, recentemente a governadora entregou a nova sede do Caps no Cruzeiro. O local já está aberto ao público, com capacidade para atender até 1,2 mil pessoas com transtornos mentais severos e sofrimento psíquico. *Colaborou Jak Spies
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Saúde aprimora segurança de pacientes, servidores e acompanhantes
A Secretaria de Saúde (SES-DF) iniciou a instalação de mais de 12 mil câmeras de monitoramento em 279 unidades, como hospitais, policlínicas, centros de atenção psicossocial (Caps), farmácias, bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e unidades básicas de saúde (UBSs). Câmeras de monitoramento terão a segurança reforçada com a aquisição de leitores biométricos e fechaduras eletromagnéticas, além de serviço de segurança armada e desarmada | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Além disso, outras tecnologias passarão a fazer parte do sistema de segurança da pasta, incluindo 1,2 mil leitores biométricos e 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, aquisição aliada à contratação do serviço de segurança desarmada e armada. Quem trabalha diretamente com os pacientes elogia a novidade. “A instalação das câmeras traz uma segurança maior tanto para servidores quanto para usuários e seus acompanhantes”, afirma a diretora do Hospital Regional de Planaltina (HRPl), Keyla Blair. “Fiquei extremamente feliz quando soube que nossas unidades poderiam contar com esse recurso”. O hospital, que recebeu os equipamentos no fim de maio, será o local de funcionamento de uma das 11 centrais de monitoramento regionais, com acompanhamento e armazenamento das imagens. Melhoria no atendimento O diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), Ruber Gomes, avalia que a iniciativa significa melhor atendimento aos pacientes: “É um investimento em tranquilidade, cuidado e eficiência. A medida reflete a prioridade em garantir ambientes mais seguros, humanizados e preparados para acolher a todos com dignidade”. [LEIA_TAMBEM]Já o diretor do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Rafael Guimuzzi, ressalta o grande número de equipamentos em instalação, garantindo uma ampla cobertura: “Haverá monitoramento de todos os espaços do hospital, algo importantíssimo para uma unidade como o HRT, com várias entradas e saídas. Será possível coibir várias ocorrências, como furtos e depredação”. A capacidade de ter imagens registradas também é vista como uma proteção para os servidores públicos. “A presença de câmeras contribui para um ambiente de trabalho mais seguro, reduzindo casos de violência contra os profissionais de saúde”, sinaliza o diretor do Hospital Regional da Asa Norte, Paulo Henrique Gondim. “O armazenamento das imagens permite gravar incidentes, conflitos ou situações emergenciais, podendo ser usadas como evidência”. O hospital recebeu os primeiros equipamentos no início de maio. Controle e vigilância O investimento em segurança conta ainda com ferramentas mais tradicionais. Haverá 592 novas cancelas de acesso com leitores faciais, e, em 36 locais, serão instalados detectores de metal. O número de vigilantes vai aumentar: de dia, haverá 780 postos de trabalho, sendo 125 com profissionais armados. À noite, serão 609 postos, incluindo 131 com profissionais armados. Além disso, tanto no período diurno quanto no noturno, haverá 13 profissionais motorizados. A distribuição dos vigilantes e dos equipamentos em cada unidade de saúde terá como base as características de cada local, variando conforme área total, acessos e pontos considerados sensíveis, como setores de acesso restrito, almoxarifado e farmácias. A Subsecretaria de Infraestrutura da SES-DF também fez a adaptação de pontos de energia, dutos, suportes e de redes de dados para permitir a instalação dos novos equipamentos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde mental infantojuvenil é o foco da exposição ‘Cores do Sentir’
A Biblioteca Nacional da República inaugurou, nesta terça-feira (20), a exposição Cores do Sentir, composta por mais de 70 pinturas e desenhos de crianças e adolescentes atendidos pela rede de atenção psicossocial da Secretaria de Saúde (SES-DF). A ação, realizada em parceria com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil da Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF), faz parte das atividades da Semana da Luta Antimanicomial, e teve o objetivo de dar protagonismo aos pacientes atendidos. Cerca de 60 crianças e adolescentes participaram, além de familiares e servidores. A enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental, enfatiza: “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “Para as crianças e adolescentes, é muito importante haver o pertencimento, e poder expressar seus pensamentos, seus sentimentos, faz parte, inclusive, das estratégias de tratamento”, explica a enfermeira Mayhara de Carvalho, da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF. A mostra também inclui poesias. Todo o material foi produzido durante os atendimentos prestados no Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica (Compp), no Adolescentro e nas quatro unidades do Centro de Atenção Psicossocial especializadas no atendimento de crianças e adolescentes (Capsi). Cotidiano e poesia As pinturas revelam o cotidiano dos pacientes. Videogames, brincadeiras, diálogos (ou mesmo a falta deles) estão retratados, além de falas explícitas a respeito de solidão e da busca por liberdade. “Com medo, eu bato as asas e voo sem rumo, sem direção, mas com coração em minhas mãos volto a ter razão”, sinaliza um dos poemas. A mostra também destaca o papel do acompanhamento e a identificação dos jovens com temas da atualidade, como música e meio ambiente. Há, ainda, a busca pelo respeito, notadamente contra piadas e outros preconceitos recorrentes a respeito de pacientes das unidades do Caps. A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, ressalta a importância que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem dado ao atendimento infantojuvenil: “Estão em construção dois novos Capsis, sendo um no Recanto das Emas, onde as obras já começaram, e outro em Ceilândia, complementando as unidades hoje já instaladas. Há uma compreensão sobre a importância do tema, e também tem havido priorização para reforçar os recursos humanos para a área, com profissionais capacitados para o atendimento humanizado”. Atendimento especializado [LEIA_TAMBEM]As 176 unidades básicas de saúde (UBSs) formam a porta de entrada aos serviços de saúde mental da rede pública no DF. Equipes de Saúde da Família (eSF), reforçadas por profissionais de diversas especialidades, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, podem fazer a abordagem inicial e promover o acompanhamento do paciente, tanto em atividades individuais quanto coletivas. Se houver sofrimento psíquico persistente e grave, há o encaminhamento a um Capsi. São quatro unidades, localizadas no Plano Piloto, Taguatinga, Recanto das Emas e Sobradinho – todas com equipe multiprofissional para analisar a realidade da criança ou do adolescente e propor intervenções. O Capsi de Brazlândia também faz esse tipo de atendimento, e a unidade do Plano Piloto se destaca por ter sido o primeiro Capsi do Brasil. O Compp presta assistência a crianças com transtornos mentais moderados de todo o DF. Esse trabalho é desenvolvido em parceria com o Adolescentro, unidade que recebe pacientes que atingiram a idade de 12 anos, dando continuidade ao serviço até os 18 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF terá cinco novos Caps para fortalecer atendimento psicossocial
A rede de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) no Distrito Federal será ampliada. Em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Secretaria de Saúde (SES-DF) prevê a construção de cinco novas unidades para reforçar o atendimento em saúde mental. “A expansão da Rede de Atenção Psicossocial é parte dos investimentos do Governo do Distrito Federal para reforçar o atendimento de saúde mental para a população”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. Há investimentos na contratação de novos servidores e, em 2025, foi criada a Subsecretaria de Saúde Mental, especializada no tema. Os novos Caps atenderão o público infantojuvenil, usuários de álcool e droga e pacientes de transtornos mentais crônicos | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF Dos cinco novos Caps, dois serão destinados ao público infantojuvenil (Capsi), no Recanto das Emas e em Ceilândia, e outros dois ao tratamento em tempo integral de distúrbios causados pelo abuso de álcool e outras drogas (Caps III AD), no Guará e em Taguatinga. A quinta unidade deve ser implementada no Gama, acolhendo pessoas a partir de 18 anos que sofrem com transtornos mentais agudos ou crônicos. Os Caps são destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise, seja nos processos de reabilitação psicossocial. As unidades funcionam em regime de porta aberta, isto é, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico. A assistência é realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, equipe de enfermagem e farmacêuticos, a depender da modalidade do centro. 303,5 mil Número de atendimentos em saúde mental no DF entre janeiro e outubro de 2024 A demanda por atendimento em saúde mental no DF tem crescido. Em 2023, foram registrados 281,5 mil atendimentos. De janeiro a outubro de 2024, o número subiu para 303,5 mil. Para acompanhar essa necessidade, a carga horária de 39 profissionais dos Caps foi ampliada de 20 horas para 40 horas semanais, adicionando quase 800 horas de serviço. Expansão Atualmente, a obra do Caps Infantojuvenil (Capsi) no Recanto das Emas está na fase inicial. No Gama, onde funcionará o Caps III, a empresa já foi contratada e deve começar a trabalhar em breve. Ambas as unidades funcionarão 24 horas e têm previsão de entrega para outubro de 2025. Outros três projetos avançam em diferentes etapas: em Ceilândia e Taguatinga, os projetos e orçamentos estão finalizados e seguem para o planejamento da licitação e publicação do edital. Já no Guará, os projetos estão em fase de desenvolvimento, seguidos pela definição do orçamento e, depois, pelo processo licitatório. Segundo a Novacap, a ampliação da rede fortalecerá o atendimento público em saúde mental. “Temos um compromisso sólido com essa expansão, garantindo qualidade e cumprimento dos prazos. A construção dessas unidades é essencial para oferecer um suporte mais eficiente à população”, afirmou o presidente da companhia, Fernando Leite. Rede de atenção A Atenção Primária à Saúde (APS) também desempenha um papel fundamental, com 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecendo suporte psicossocial. Além disso, a SES-DF disponibiliza Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como acupuntura, meditação, musicoterapia e yoga. *Com informações da Novacap
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