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Centro de Trauma

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Centro de Trauma do Hospital de Base é recomendado a receber certificação nacional de excelência

O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) foi recomendado, nesta quinta-feira (22), para receber a Certificação por Distinção da Linha de Cuidado do Paciente de Trauma, no nível Platinum, o segundo mais alto da categoria. O reconhecimento atesta o compromisso da unidade com a melhoria contínua da qualidade assistencial e da segurança do paciente, além de consolidar o HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), como referência nacional no atendimento ao trauma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação. As demais unidades certificadas estão localizadas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. O processo é conduzido pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das principais acreditadoras do Brasil, e envolve uma análise criteriosa e aprofundada dos serviços prestados. Para o superintendente do HBDF, Paulo Saad, a certificação reafirma a vocação do hospital para o atendimento a eventos traumáticos e representa o reconhecimento da qualidade do cuidado oferecido à população. “Esse documento é o resultado do esforço de muitas pessoas que trabalham juntas para salvar vidas e será o pontapé inicial para a busca de novas certificações em outros setores do hospital, que também atuam com excelência”, destaca. Segundo ele, a decisão de buscar uma certificação nacional foi um passo audacioso, pois exigiu submeter os serviços a um processo rigoroso de avaliação. “Nós nos colocamos à disposição para ter nossos processos julgados, analisados e auditados. O objetivo final não é apenas receber uma certificação, mas aprimorar, de forma contínua, a qualidade do serviço prestado”, afirma. Com a recomendação, o Hospital de Base torna-se o primeiro do Centro-Oeste e o quinto do país a alcançar a certificação | Foto: Divulgação/IgesDF Durante o processo de certificação, foram avaliados o perfil epidemiológico da população atendida, o volume de pacientes vítimas de trauma, a agilidade no atendimento, a conformidade com protocolos de segurança e outros critérios técnicos relacionados à assistência. O chefe do Trauma do HBDF, cirurgião Renato Lins, ressalta que o reconhecimento reflete o trabalho desenvolvido pelas equipes e confirma que a unidade segue no caminho certo. “Isso demonstra que estamos preparados para oferecer o melhor atendimento possível às vítimas de trauma no Distrito Federal. É um resultado muito importante para todos nós e reforça a qualidade do serviço prestado”, pontua. Já o superintendente da Qualidade do IgesDF, Clayton Sousa, enfatiza que a certificação simboliza, acima de tudo, o compromisso permanente com a segurança do paciente. “Significa que o Hospital de Base está comprometido com o aprendizado contínuo, a melhoria permanente e a busca constante pela excelência”, afirma. Ele acrescenta que a certificação também gera impactos positivos na gestão. “Quando os processos são aprimorados, há menos desperdício e mais efetividade. Isso permite uma utilização mais racional dos recursos, com economia e melhor direcionamento dos investimentos”, explica. Análise da linha de cuidado A linha de cuidado do paciente politraumatizado é estruturada em quatro grandes fases, todas avaliadas de forma minuciosa pelos responsáveis pela certificação: o Centro de Trauma, o Centro Cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o andar de internação da Cirurgia Geral. Cada etapa possui objetivos assistenciais específicos e precisa atender a critérios técnicos detalhados. A auditoria final ocorreu ao longo de dois dias, período em que representantes do IQG inspecionaram as áreas avaliadas, dialogaram com os colaboradores, analisaram a efetividade dos protocolos e constataram a qualidade dos serviços prestados. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Centro de Trauma do Hospital de Base passa por atualização e eleva padrão de cuidado em 2025

Em 2025, a rotina intensa do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganhou novos fluxos, mais organização e ferramentas que facilitaram o trabalho das equipes, tornando o atendimento ao paciente ainda mais seguro. As mudanças partiram da iniciativa da Gerência de Enfermagem do hospital, que revisou protocolos, padronizou processos críticos e ouviu os profissionais que atuam diariamente no atendimento ao trauma. Espaço do Hospital de Base dedicado ao tratamento de casos de traumas tem funcionamento agilizado | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vida” Rennyffer Lopes, enfermeiro Entre as novidades implementadas, uma teve impacto imediato no dia a dia das equipes: a atualização dos quadros do time de resposta rápida, onde ficam os nomes dos responsáveis pelo plantão e suas funções. Antes, as informações se perdiam na dinâmica da emergência. Agora, com cores diferentes, disposição organizada e visual claro, o setor passou a funcionar como uma engrenagem precisa. “Cada um precisa saber exatamente onde ficar”, explica o enfermeiro Rennyffer Lopes. “No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. É quase como uma equipe de Fórmula 1. Cada segundo importa, e cada pessoa tem um papel específico. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito. Organização salva tempo, e, no trauma, tempo salva vidas. Quando o paciente chega e a adrenalina dispara, se alguém não sabe seu lugar, atrapalha. Agora isso não acontece mais, porque tudo já está pré-definido.” O quadro foi adquirido por meio de doações da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da própria equipe do trauma e da Gerência-Geral de Assistência da unidade. “Hoje todo mundo faz questão de manter o quadro atualizado; virou parte da cultura da equipe”, comenta a assessora técnica da Gerência de Enfermagem, Gabriela Rodrigues Protocolos que fazem diferença  Outra mudança importante atingiu o coração dos atendimentos de emergência: o carro de parada — que possibilita acesso rápido a insumos necessários — do centro de trauma. Ele passou a contar com organizadores internos e placas de identificação, que facilitam a visualização e a reposição de cada medicamento. O recurso já vinha sendo utilizado em outras unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Com o ajuste, o carro de parada passou a ser denominado Carro de Acesso Imediato (CAI), com insumos definidos especificamente para o atendimento ao trauma. As placas organizadoras foram doadas pela Associação de Amigos do Hospital de Base. [LEIA_TAMBEM]Para o técnico de enfermagem Ricardo Carvalho, a diferença é clara: “Antes, as medicações ficavam um pouco misturadas. Agora, cada uma tem seu espaço. Até quem acabou de chegar consegue encontrar tudo rapidamente.” As placas também solucionaram um problema recorrente, o excesso de itens. “Com o organizador, padronizamos o estoque”, detalha Gabriela. Não tem como colocar nem menos nem mais do que o necessário.” A rotina do setor também ganhou mais visibilidade com a instalação de um novo painel de gestão pela Gerência de Enfermagem (Geref). Onde antes havia apenas uma parede vazia, hoje existe um espaço de informação, alinhamento e educação permanente, com dados atualizados de atendimento, treinamentos, inovações da área médica e matérias institucionais. O painel foi doado pela enfermeira rotineira do trauma, Karina Simplício. “Melhorou muito a comunicação”, afirma o enfermeiro Carlos Eduardo Martins de Oliveira. “Agora tudo está à vista, como dados, avisos, recados e estudos científicos. Ficou mais fácil alinhar o trabalho entre médicos e enfermagem.”  Escutar o paciente  “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF O ano de 2025 marcou o início da aplicação da pesquisa NPS (Net Promoter Score) no Centro de Trauma. A ferramenta mede o grau de satisfação e a probabilidade de recomendação do serviço pelos pacientes, sendo aplicada no momento da alta. A avaliação considera aspectos como tempo de espera, atendimento médico e de enfermagem, alimentação, limpeza e demais etapas do percurso do paciente. “Queríamos entender como o paciente saía daqui, se estava satisfeito, se recomendaria o serviço e onde ainda poderíamos melhorar”, explica Paulo Henrique Marcineiro, assistente-executivo da Geref. Os resultados apareceram rapidamente. No primeiro mês de aplicação da pesquisa, em agosto, o Centro de Trauma alcançou a Zona de Excelência, classificação mais alta do NPS, refletindo o impacto das melhorias implementadas. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, as mudanças no Centro de Trauma evidenciam o compromisso do Instituto com a modernização dos processos e a segurança do paciente: “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo.” *Com informações do IgesDF

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Uso seguro de patinetes elétricos ajuda a evitar acidentes e internações

O número de acidentes envolvendo patinetes elétricos no Distrito Federal levantou um alerta no Hospital de Base (HBDF). Levantamento do Centro de Trauma da unidade mostra que, apenas em abril deste ano, foram 11 atendimentos a vítimas de acidentes com patinetes. Em maio e junho, houve seis registros em cada mês, sete em julho e quatro até o dia 19 deste mês. Apesar de prático, o modal traz riscos. Por isso, a equipe médica do HBDF enfatiza a importância da utilização adequada dos patinetes. A regulamentação atual permite circulação com velocidade máxima de 40 km/h. Além disso, o uso de equipamentos de segurança é essencial – capacete, luvas e joelheiras podem evitar lesões graves e até salvar vidas. O uso do patinete elétrico é prático, mas requer responsabilidade para evitar acidentes | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Segundo o chefe da Ortopedia do HBDF, Rodrigo do Carmo, o uso irresponsável dos patinetes elétricos preocupa. “Ao alugar um carro, há seguro para cobrir acidentes. Já com o patinete, isso não acontece”, alerta. Além de fraturas graves, as ocorrências também envolvem atendimentos de menor intensidade, mas que demandam estrutura. “Contusões e torções exigem exames de imagem, consultas ambulatoriais e sessões de fisioterapia”, explica o ortopedista. “O número de casos tem impacto direto na rotina dos pacientes e das equipes médicas”. [LEIA_TAMBEM]Fratura exposta “Minha dica é: nunca dispense os itens de proteção”, sugere o professor Thiago Cesar, de 39 anos. No dia 7 deste mês, ele atravessava a W3 Norte quando sofreu um grave acidente de patinete elétrico. “Um carro jogou luz alta sobre mim, precisei desviar, e o patinete deu uma guinada muito forte. Fui arremessado direto contra o Brasília Shopping”, relembra. A gravidade das lesões levou Thiago ao Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde ele já passou por mais de duas cirurgias para tratar uma fratura exposta na perna. “O atendimento está sendo muito bom, mas é um processo lento”, afirma o professor. A internação de Thiago envolveu procedimentos complexos: fixação externa da fratura, limpeza, antibióticos, avaliação de infecção e, posteriormente, colocação de placa, parafusos e haste intramedular. O Centro de Trauma do HBDF registrou 30 atendimentos a vítimas de acidentes com patinetes elétricos, entre abril e julho de 2025 Recuperação vai além do centro cirúrgico O fisioterapeuta André Luiz Maia, especialista em traumato-ortopedia do HBDF, lembra que a reabilitação é tão importante quanto a cirurgia: “O médico reconstrói a parte anatômica, mas é a fisioterapia que devolve a funcionalidade. Nosso papel é guiar o paciente no retorno à autonomia, para andar, tomar banho sozinho ou voltar ao trabalho”. O processo é gradual: primeiro, o controle da dor e do inchaço; depois, exercícios de mobilidade e fortalecimento e, por fim, atividades práticas, como subir escadas ou levantar-se de uma cadeira. “Nos acidentes de patinete, geralmente são jovens e ativos que, de repente, perdem a independência. Por isso, além da recuperação física, trabalhamos a confiança e a reinserção social”, explica. Outro ponto essencial é a prevenção de complicações futuras, como rigidez articular, perda de massa muscular e dificuldades de locomoção. “Orientamos sobre o uso correto de muletas, segurança nas atividades do dia a dia e retomada gradual dos esforços. O impacto não é só clínico, mas social: o paciente muitas vezes fica afastado do trabalho e perde qualidade de vida. Nosso papel é devolver autonomia e confiança”, reforça André. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base já realizou mais de 670 atendimentos a vítimas de acidentes com motocicletas em 2025

Durante a campanha Maio Amarelo, focada na conscientização e prevenção de acidentes de trânsito, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio do Hospital de Base (HBDF), chama a atenção para números alarmantes: em 2024, foram registrados 4.455 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito. Desse total, 2.093 envolveram motociclistas – quase metade dos casos. Acidentes com carros somaram 1.139, atropelamentos, 609, e outras ocorrências (como quedas e colisões com bicicletas), 614. O Centro de Trauma do HBDF já atendeu 670 vítimas de acidentes com motocicletas só em 2025 | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF A tendência se repete em 2025. Até 27 de maio, o hospital já havia registrado 1.298 atendimentos a vítimas de trânsito. Desses, 675 envolveram motociclistas, que seguem no topo do ranking. Também foram contabilizados 324 acidentes com carros, 171 atropelamentos, 111 quedas de bicicleta e 17 ocorrências com patinetes elétricos – que passaram a integrar oficialmente o trânsito do DF neste ano. Segundo o chefe do Centro de Trauma do hospital, o cirurgião Renato Lins, os motociclistas continuam sendo o grupo mais vulnerável. “Mesmo com o uso de capacete e equipamentos de proteção, o risco de lesão grave é muito alto em qualquer colisão”, afirma. O médico destaca ainda que grande parte dos acidentes poderia ser evitada. “Excesso de velocidade, desatenção e consumo de álcool estão entre os principais fatores. São atitudes evitáveis. E o trauma afeta não só o paciente, mas toda a sociedade. Cada acidente grave representa um custo elevado para o sistema de saúde e um impacto profundo na vida das famílias”, alerta. Depois de sofrer um acidente de moto e passar por três cirurgias, Adriana Matias dos Santos realiza fisioterapia no Centro de Reabilitação Funcional do HBDF “Moto, nunca mais!” Em 2023, Adriana Matias dos Santos estava na garupa da moto pilotada pelo marido quando os dois foram atingidos por um carro em um cruzamento da W3 Sul. O pé de Adriana ficou preso na roda da moto, girando diversas vezes, e seu corpo foi arremessado até parar no meio-fio. Com fratura exposta e a perna dilacerada, só recobrou a consciência ao chegar ao Centro de Trauma do Hospital de Base, levada pelo Samu. A cirurgia de emergência foi decisiva para evitar a amputação. “Meu pé estava pendurado apenas por um pedacinho de carne. Eu já tinha perdido as esperanças”, relembra. Como é diabética, as feridas demoraram a cicatrizar e, por isso, a colocação de uma placa só pôde ser feita cinco meses depois. [LEIA_TAMBEM]Adriana ainda passou por um terceiro procedimento no Sarah Brasília, com enxerto de tecido e reconstrução dos nervos. Desde então, realiza fisioterapia no Centro de Reabilitação Funcional do HBDF. “Comecei na cadeira de rodas, passei para o andador e agora estou nas muletas. E, se Deus quiser, logo vou me livrar delas”, diz, animada com os avanços. Hoje, ela é categórica: moto, nunca mais. “A pessoa está muito mais vulnerável. Se eu estivesse em um carro, não teria acontecido nada comigo”, lamenta. Centro de Trauma do HBDF Reconhecido como um dos mais estruturados do país, o Centro de Trauma do Hospital de Base foi criado oficialmente em 2011. O serviço adota práticas padronizadas, com foco em agilidade, organização e integração no atendimento ao paciente politraumatizado. Entre 2018 e 2020, o centro passou a contar com uma equipe multidisciplinar robusta, atuando em plantões permanentes. O acesso rápido a exames e a reestruturação das escalas viabilizaram atendimentos ininterruptos, com diagnósticos e intervenções mais céleres. O Time de Trauma reúne profissionais de diferentes áreas que atuam de forma coordenada desde a chegada do paciente à sala vermelha até sua destinação final Em 2020, foi implantado o Time de Trauma, inspirado em modelos internacionais. A iniciativa, com capacitação realizada em parceria com a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), reúne profissionais de diferentes áreas que atuam de forma coordenada desde a chegada do paciente à sala vermelha até sua destinação final – UTI, centro cirúrgico ou enfermaria. A organização dos times e o amadurecimento da estrutura reduziram tempos críticos, como os de estabilização, exames e entrada no centro cirúrgico – fatores determinantes para salvar vidas. Hoje, o Centro de Trauma é referência e reafirma o compromisso com a excelência no atendimento aos casos mais graves do Distrito Federal. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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