Gripe ou covid-19? Saiba quando procurar atendimento ao identificar sintomas
O clima muda, as noites ficam mais frias e a frequência de espirros, tosses e narizes escorrendo aumenta. Esse período de sazonalidade de doenças respiratórias facilita a transmissão de vírus, especialmente os da gripe e da covid-19. As duas condições apresentam sintomas bem semelhantes. Então, quando buscar ajuda médica? Idosos podem tomar as vacinas contra a gripe e a covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) | Fotos: Divulgação/SES-DF “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde” Camila Damasceno, referência técnica distrital de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde “Não é possível, apenas pelos sintomas, diferenciar essas enfermidades, pois podem apresentar, igualmente, quadros de tosse, coriza, febre, dor de cabeça e dor no corpo. O distúrbio olfativo [não sentir cheiros], por exemplo, não é exclusivo da covid-19, apesar de levantar um pouco mais de suspeita”, explica a referência técnica distrital (RTD) de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), Camila Damasceno. Na busca pela assistência, a orientação é procurar os locais conforme a gravidade dos casos. “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde (UBSs)”, orienta Camila. Casos graves, por sua vez, exigem assistência imediata em unidades de urgência e emergência. Os sintomas que merecem maior atenção são: febre por mais de 72 horas seguidas ou mesmo febre alta, acima de 39,5 graus ou 40 graus, que não diminui com remédio; dificuldade para respirar ou respiração acelerada; sensação de desmaio; e pressão no peito. Uso de máscara protege a pessoa de infecção pelos vírus da gripe e da covid-19 e também evita a transmissão Medidas que ajudam na prevenção Enquanto a gripe é causada pelo vírus influenza, a covid-19 provém do coronavírus SARS-CoV-2. Embora tenham vetores distintos, ambas têm alto potencial de contágio e mutação, podendo causar quadros leves ou evoluir para formas graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. Por serem doenças virais, o tratamento de ambas é voltado para o alívio dos sintomas até que o organismo elimine o vírus. Entre os medicamentos mais utilizados estão antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional. Nos casos leves, a recomendação é manter repouso, hidratação adequada e alimentação equilibrada. O isolamento também é importante para evitar a transmissão. Outras medidas que ajudam na prevenção incluem ventilar os ambientes, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia. Por que é tão importante tomar a vacina [LEIA_TAMBEM]Não importa se é gripe ou covid-19, a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção nos dois casos. "A dose contra a influenza é atualizada anualmente. Isso porque as cepas da doença também sofrem alterações de um ano para o outro", detalha Damasceno. “Vale lembrar que a vacina da gripe protege a pessoa dos casos graves, hospitalizações e óbitos”. Segundo ela, os imunizantes não impedem que o indivíduo contraia o vírus; mas são essenciais para evitar o agravamento dos casos, hospitalizações e óbitos. Essa proteção vale, especialmente, para grupos de risco, como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e educação. A médica também destaca que a covid-19 segue circulando entre a população. “O coronavírus não foi embora nem vai, infelizmente. É uma infecção que vai continuar presente, como já acontece com a influenza e o VSR [vírus sincicial respiratório] — virose respiratória que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias”, avalia. *Com informações da SES-DF
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Público-alvo tem vacinação contra covid-19 reforçada no DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) está reforçando a vacinação contra covid-19, com mais de 100 salas de vacinação em funcionamento na capital. Desde 2024, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde, a vacinação contra covid-19 passou a ser exclusiva para grupos específicos: crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; e grupos especiais, como puérperas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua e pessoas com deficiências permanentes, entre outros. A Secretaria de Saúde está reforçando a vacinação com mais de 100 salas em funcionamento no DF | Foto: Arquivo/ Agência Saúde-DF “Seguimos acompanhando os dados e reforçando a relevância da imunização como principal medida de proteção. É essencial que as pessoas busquem as unidades de saúde e completem o esquema vacinal”, destaca a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da SES-DF, Renata Brandão. “As pessoas viajaram, participaram de festas e estiveram em grandes aglomerações. Além disso, observamos um aumento na procura por atendimento devido a síndromes gripais. A covid-19 continua em circulação, assim como os demais vírus respiratórios”, explica. Vacinação De 1º de janeiro a 7 de março deste ano, foram aplicadas 33 mil doses da vacina contra a covid-19 no DF. São mais de 100 salas de vacinação em funcionamento nos dias úteis e a Secretaria de Saúde realiza ações aos fins de semana, incluindo atividades em escolas, o Carro da Vacina e o envio de equipes da pasta para locais de grande circulação de pessoas. Atualmente, há cerca de 23 mil doses disponíveis. A gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, destaca que o Distrito Federal tem servidores treinados para aplicação das vacinas e um sistema logístico eficiente para garantir o abastecimento, a partir das doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Contudo, as pessoas dos grupos prioritários precisam comparecer às salas de vacinação. “A covid-19 ainda representa um risco, podendo causar complicações graves, como a síndrome inflamatória multissistêmica e condições pós-covid”, alerta. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Carro da Vacina percorre o Sol Nascente e atrai a população
“Olha o Carro da Vacina passando na sua rua!” O aviso, apregoado alto e bom som, convidava moradores do Trecho 3 do Sol Nascente a colocar o cartão de vacinação em dia. Com um megafone, equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) percorreram rua a rua, e quem estava dentro de casa correu para ver do que se tratava. O pequeno cavaleiro Yuri da Silva fez questão de acompanhar o movimento: “Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina” | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Curioso, de cima de um cavalo, Yuri Daniel Carvalho da Silva, 12, filho da dona de casa Rejane Lopes da Silva, 45, acompanhou os passos da mãe, que foi se vacinar. “Achei legal”, disse. “Se dependesse de mim, eu me vacinava de novo. Bom que não precisa ir até o posto de saúde para tomar a vacina.” Rejane Silva: “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer” Yuri e seus oito irmãos estão com o cartão de vacinação em dia. A mãe, elogiada pela equipe por cuidar bem da saúde das crianças, aproveitou para se imunizar contra tétano, hepatite e covid-19, além de fazer o acompanhamento das condicionalidades do Bolsa Família. “É importante manter tudo certo por causa da saúde”, afirmou Rejane. “Existem vários tipos de doenças, e é preciso se prevenir para não adoecer. Para mim, foi muito bom ter acesso a esse serviço na porta de casa, ainda mais com crianças.” Acesso ampliado “O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região” Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste O veículo da saúde conta com imunizantes, seringas, material de apoio e acesso ao sistema de registro de vacinação, o que permite verificar se a pessoa já tomou alguma dose e quando. Foram disponibilizados imunizantes do calendário vacinal adulto e infantil, com exceção das vacinas BCG e contra a dengue. De acordo com Zildene Bitencourt, chefe da Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região de Saúde Oeste (Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol), a iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à vacinação. “Com essa ação, buscamos alcançar aqueles que, por algum motivo, não conseguiram ir às unidades básicas de saúde”, explica. “No Sol Nascente, há uma alta vulnerabilidade social. O intuito é garantir que essas pessoas atualizem sua situação vacinal e, assim, ampliar a cobertura do DF e da nossa região.” Gerente de Enfermagem da Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Alessandro Gutemberg detalhou o trabalho: “A gente bate de porta em porta, chamando a população para se vacinar e conferindo os cartões de vacinação. O que estiver faltando nós completamos. O importante é levar a imunização até as pessoas e reduzir as barreiras de acesso”. Comodidade Maria Alice Baiano foi se vacinar contra hepatite e covid-19: “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar” Também beneficiada pela abordagem, a cabeleireira Maria Alice Baiano, 48, se vacinou contra hepatite e covid-19. “Para mim, é muito cômodo estar em casa e a vacina chegar, sem precisar me deslocar”, comentou. “É um serviço muito bom e importante. Facilita muito, principalmente para crianças e idosos”. O marido, o pedreiro Ivanilton Pereira da Silva, 41, protegeu-se contra hepatite e febre amarela e também elogiou o serviço: “Achei ótimo, porque a dificuldade aqui é enorme. É complicado para nós, que moramos nessa área. Agradecemos esse serviço e a atenção com a comunidade”. De janeiro de 2022, quando foi implementado, até fevereiro deste ano, o Carro da Vacina teve 146 edições, aplicando um total de 18.797 doses contra a covid-19 e 38.854 doses de outras vacinas do calendário básico e da campanha contra a influenza. Em janeiro deste ano, foi incorporado o recadastramento do Bolsa Família durante as ações, beneficiando 164 famílias. Além disso, a entrega de kits odontológicos, iniciada em 2024, resultou na distribuição de 6.540 itens até fevereiro de 2025, acompanhada de orientação em saúde bucal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde alerta para riscos de transmissão de doenças durante o Carnaval
Com a proximidade do Carnaval, vem também a preocupação com o aumento da transmissão de doenças, como, por exemplo, a covid-19. Por isso, medidas de prevenção e atualização do esquema vacinal tornam-se ainda mais importantes. De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS), Fabiano dos Anjos, nas últimas semanas, tem se observado um aumento da transmissão do vírus no Distrito Federal. “Sabemos que as festas vão promover aglomerações e isso, consequentemente, favorece a transmissão do vírus. Recomendamos fortemente o uso de máscaras em locais fechados e, em grandes eventos, a higienização frequente das mãos. Tudo isso sem esquecer da vacina”, orienta. Conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta semana pela Secretaria de Saúde (SES-DF), houve um crescimento de 7,7% no número de casos de covid-19 | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF Os cuidados devem ser redobrados para pessoas do grupo de risco, como os imunossuprimidos, idosos ou aquelas que tenham comorbidades como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. “Embora no DF não tenha registro de óbitos pela doença, a circulação do vírus representa um risco real para grupos prioritários”, alerta o subsecretário. Boletim Conforme o boletim epidemiológico da covid-19, divulgado nesta semana pela Secretaria de Saúde (SES-DF) houve um crescimento de 7,7% no número de casos de Covid-19. Entre os dias 15 e 22 de fevereiro, foram registrados 642 novos diagnósticos da doença. A taxa de transmissão também subiu, passando de 1,15 na semana anterior para 1,22. Segundo o informativo da SES-DF, as maiores incidências foram registradas no Lago Sul, Sobradinho, Plano Piloto, Sudoeste e Octogonal. Do total de casos confirmados, os maiores números absolutos estão nas faixas etárias de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos. O sexo feminino representa 56,8% das ocorrências da doença. Apesar do aumento, não foram registradas mortes durante o período analisado. Vacinação Em 2024, o DF adotou nova estratégia de vacinação contra a covid-19, seguindo orientações do Ministério da Saúde. Agora, o imunizante contra o coronavírus faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para gestantes e idosos, bem como para crianças de 6 meses a 4 anos. As grávidas devem ser imunizadas com uma dose a cada gestação. Já os idosos receberão uma dose a cada seis meses. Outra atualização é a oferta da dose Zalika Farmacêutica, iniciada em dezembro de 2024, utilizada para pessoas de 12 anos ou mais. Os seguintes grupos devem tomar o imunizante contra a covid-19 anualmente: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; imunocomprometidos; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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