Atendimento especializado assegura direitos a migrantes, refugiados e apátridas no DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal conta com uma unidade pública socioassistencial voltada exclusivamente ao atendimento de migrantes, refugiados e apátridas vítimas de violação de direitos: o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, o Creas Migrantes. Instituído formalmente em 2024, o serviço é pioneiro no país com essa especialização na rede de assistência social, oferecendo acolhimento humanizado, escuta qualificada e inclusão em programas sociais. Localizado na Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o Creas Migrantes funciona das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, oferecendo atendimento em português, inglês, francês e espanhol, e inclusão em programas sociais para as vítimas de xenofobia, tráfico internacional de pessoas, além de dificuldades de integração envolvendo barreiras linguísticas e culturais. Também são realizados encaminhamentos para serviços de saúde, educação, provisão de documentos, entre outros. Os interessados podem comparecer diretamente à unidade, para avaliação, ou serem encaminhados formalmente por diversos órgãos. “Desde a sua criação, em 2024, o Creas Migrantes já recebeu pessoas de mais de 50 nacionalidades, com registros que chegam a incluir oito atendimentos diários. O público atendido é diverso em idade, escolaridade e trajetória social, unido pela busca por reconstrução de vida na capital federal. A maioria das pessoas que atendemos na unidade são venezuelanos, cubanos e haitianos”, explica o gerente do Creas Migrantes, Aquilles Brayner. O serviço de atendimento específico para migrantes internacionais é oferecido pela Sedes desde 2022 | Foto: Divulgação/Sedes-DF Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), gestora da unidade, revelam que, de janeiro a julho deste ano, o principal obstáculo enfrentado pelo público foi a barreira cultural e linguística, presente em quase 43% dos casos. A situação de rua — muitas vezes circunstancial devido à falta de renda e moradia imediata — aparece em seguida, representando 25% dos registros. Outras demandas frequentes incluem dificuldade de integração comunitária (7,9%) e isolamento social (5,7%); situações de xenofobia (5,8%); ausência de vínculos locais ou passagem interestadual (4,4%); violência psicológica (2,6%); violência contra a mulher (1,9%), discriminação étnico-racial (1,9%) e risco à vida (1,9%). No âmbito da proteção social, cerca de 42% das pessoas cadastradas recebem o benefício do Bolsa Família, enquanto 58% ainda necessitam de orientação para inclusão em programas de transferência de renda. Como funciona O serviço de atendimento específico para migrantes internacionais é oferecido pela Sedes desde 2022, anteriormente por meio do Creas Diversidade. A equipe, composta por técnicos e especialistas de assistência social, trabalha em parceria com organizações específicas, como o Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), voltado ao apoio jurídico, assistencial, de acolhida humanitária e ajuda na integração de migrantes internacionais no Brasil. Além disso, a unidade recebe apoio do Projeto Mobilang, da Universidade de Brasília (UnB), que disponibiliza intérpretes dos cursos de Letras para facilitar a comunicação durante atendimentos em idiomas específicos. *Com informações da Sedes-DF
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Creas Itapoã Parque cria grupo de acolhimento e fortalecimento de vínculos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Itapoã Parque iniciou um novo serviço de acolhimento para comunidade. O grupo geracional batizado de Entre Nós reuniu em seu primeiro encontro cerca de 20 pessoas, nesta quinta-feira (9/7), na unidade recém-inaugurada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O nome do projeto está ligado ao seu objetivo: reunir atendidos da comunidade local para trabalhar questões ligadas ao amor-próprio, construção de relações saudáveis e criar uma rede de apoio para a construção de novos vínculos. Reunião do grupo geracional Entre Nós teve até a presença dos pallhaços Esquecidinha e Miudinho | Foto: Divulgação/Sedes-DF “O grupo pretende ajudar cada participante a reconhecer seu próprio valor, compreender que é uma pessoa importante em sua própria vida e refletir sobre relações que cuidam e relações que machucam” Jaqueline Tavares, psicóloga do Creas Itapoã Parque Seguindo o tema do encontro — “Uma palavra para nascer de mim” — , os participantes foram instruídos sobre o projeto e convidados a participar de uma dinâmica onde reconheciam qualidades que desejam cultivar em sua própria vida, a partir da palavra “esperança”. Para elucidar a palavra “alegria”, o grupo recebeu a visita da palhaça Esquecidinha e do palhaço Miudinho, em um momento de descontração e leveza. O encerramento do encontro se deu após o lanche comunitário, com o plantio das primeiras mudas do jardim do Creas, representando o início do grupo e o crescimento ao longo do tempo. “Eu amei, foi maravilhoso, uma tarde descontraída”, avalia Renata Tavares, de 32 anos, moradora da região. “Às vezes você chega aqui triste, e você sai feliz, com o coração bem”. Construção coletiva A equipe multidisciplinar da unidade desenvolveu o projeto em formato de percurso, um conjunto de ações desenvolvidas por um longo período, com reuniões quinzenais. Os profissionais observaram a necessidade de expandir o atendimento individual, para fortalecer os vínculos entre os conviventes, e a expectativa é que o projeto reúna mais pessoas conforme os encontros ocorram. Haverá diálogos, dinâmicas de acolhimento e convivência e ações ligadas à arte, cultura e regionalidade, sempre respeitando as individualidades e demandas. “O grupo pretende ajudar cada participante a reconhecer seu próprio valor, compreender que é uma pessoa importante em sua própria vida e refletir sobre relações que cuidam e relações que machucam”, explica a psicóloga Jaqueline Tavares, do Creas Itapoã Parque. “Esperamos que o grupo se torne uma rede de apoio, em que as pessoas possam perceber que não precisam enfrentar sozinhas todas as situações vividas” Creas A rede socioassistencial do Distrito Federal conta com 15 unidades do Creas, incluindo as do Creas Diversidade e Creas Migrantes. São pontos espalhados em locais estratégicos com profissionais capacitados para atender pessoas e famílias que vivenciam situações de violência ou violação de direitos. O atendimento é especializado, contínuo e articulado para fortalecer a autonomia, reconstruir vínculos familiares e minimizar os danos decorrentes das violações vivenciadas. No site da Sedes-DF, é possível encontrar os endereços e como ser atendido nas unidades. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Creas Migrantes participa de ação social voltada para migrantes, refugiados e apátridas
Em alusão ao Dia do Imigrante, comemorado em 25 de junho, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Migrantes participa, nesta quinta-feira (25), da ação social Dignidade Sem Fronteiras 2026, que será promovida pela organização da sociedade civil Instituto Dignum. O evento é gratuito e voltado a migrantes, refugiados e apátridas e comunidade brasileira. A ação social será realizada durante todo o dia, das 9h às 17h, no Complexo Cultural de Samambaia, que fica na QS 301 Conjunto 5, Samambaia Sul. Gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o Creas Migrantes estará no local para orientar as famílias sobre os serviços sociassistenciais, tirar dúvidas e encaminhar usuários para Creas e centros de referência de assistência social (Cras) dos territórios. Não serão realizados atendimentos no dia. “Os migrantes, refugiados e apátridas que vivem no Distrito Federal também são público da assistência social e têm direito à informação e ao acesso às políticas públicas. Participar de ações como essa é uma forma de aproximar os serviços da população, fortalecer a inclusão social e mostrar que existe uma rede de proteção preparada para orientar e acompanhar essas famílias em seus processos de integração e reconstrução de vida”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. “Os migrantes, refugiados e apátridas que vivem no Distrito Federal também são público da assistência social e têm direito à informação e ao acesso às políticas públicas” Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social do DF A ação social Dignidade sem Fronteiras 2026 busca ampliar o acesso a direitos e serviços para migrantes que vivem no Distrito Federal, com oferta de atendimentos jurídicos, médicos, odontológicos, oftalmológicos, assistência social, empregabilidade, empreendedorismo e oficinas, além da Feira das Nações, que terá gastronomia, exposições, artesanatos e apresentações culturais. A estrutura foi montada para oferecer mil vagas a migrantes, refugiados e apátridas que buscam recomeçar a vida no Brasil, além de outras 400 vagas destinadas aos cidadãos brasileiros. Para mais informações sobre o evento, acesse a página do Instituto Dignum. Creas Migrantes Pioneiro no país como uma unidade pública de assistência social, o Creas Migrantes atende famílias e indivíduos em contextos interculturais que estejam vivenciando risco social e violações de direitos decorrentes da migração, garantindo um atendimento multilíngue voltado para a proteção social dos migrantes, refugiados e apátridas. *Com informações da Sedes-DF
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Migrantes e refugiados recebem mutirão de serviços profissionalizantes no Creas Ceilândia
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Ceilândia participou da feira do trabalhador, realizada nesta sexta-feira (15), oferecendo encaminhamentos e orientações sobre os serviços da rede socioassistencial do DF para pessoas refugiadas e migrantes. O mutirão ocorreu na unidade, com o objetivo de ofertar serviços para pessoas que estão em busca de vagas de emprego, cursos profissionalizantes e informações sobre direitos trabalhistas. A feira recebeu visitantes durante todo o dia e atendeu também às demandas do público geral. Entre os serviços do Creas mais buscados estiveram orientações e encaminhamentos, consultas e agendamentos para realização do Cadastro Único e solicitações para inclusão no Programa Cartão Prato Cheio. A gerente do Creas, Daniella Pimenta, destaca a articulação em conjunto para atender à demanda da região. “É importante para que os migrantes e refugiados no território da Ceilândia possam ter acesso aos serviços que estão sendo ofertados pelas equipes. Com o mutirão, os migrantes e refugiados poderão se aproximar mais da unidade que está de portas abertas para recebê-los e atendê-los com uma escuta qualificada”, ressalta. O evento foi organizado em conjunto pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), responsável pelo Creas Ceilândia, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), que ofereceu serviços trabalhistas, além da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e agências da Organização das Nações Unidas (ONU), que realizaram atendimentos especializados orientando os migrantes e refugiados sobre o nosso país, como regularizar documentos pessoais e dúvidas em relação à migração. A equipe também auxiliou as secretarias nos encaminhamentos e demandas durante o mutirão. A feira recebeu visitantes durante todo o dia e atendeu também às demandas do público geral | Foto: Divulgação/Sedes-DF “Parcerias como estas são fundamentais para garantirmos os direitos de migrantes vulneráveis que deixam seus países, em muitas vezes, como única opção de sobrevivência deles e de suas famílias. Nosso papel é prestar o atendimento integral, de modo que essas pessoas sejam integradas em nosso convívio, no lugar de aumentar as mazelas locais as próprias”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. “Parcerias como estas são fundamentais para garantirmos os direitos de migrantes vulneráveis que deixam seus países, em muitas vezes, como única opção de sobrevivência deles e de suas famílias" Jackeline Canhedo, secretária de Desenvolvimento Social do DF Atendimento conjunto Os atendimentos da Sedet-DF foram realizados na unidade, pela equipe da agência do trabalhador itinerante do Distrito Federal, que ofereceu aos visitantes oportunidades de emprego, cursos de capacitação, orientação profissional, carteira de trabalho digital e informações sobre programas de benefícios sociais, como o seguro-desemprego e a Cesta do Trabalhador. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, ressalta a importância da parceria para levar os serviços da secretaria à população de migrantes e refugiados do DF. “Esse trabalho integrado é fundamental para garantir que a população em situação de vulnerabilidade tenha acesso real às oportunidades de emprego, qualificação e inclusão produtiva. Essa ação conjunta reforça o compromisso do governo em aproximar os serviços públicos de quem mais precisa, promovendo dignidade, autonomia financeira e novas perspectivas para refugiados, migrantes e suas famílias”, destaca o secretário. *Com informações da Sedes-DF
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