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Cultura de Paz

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DF lidera o país em ações contra bullying nas escolas públicas

O Distrito Federal é a única unidade da Federação onde mais de 90% das escolas realizam ações frequentes de combate ao bullying e a outras formas de violência. O dado consta no Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz, levantamento nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu 93.574 escolas em todo o país. No cenário nacional, 82,24% das unidades afirmaram desenvolver iniciativas com muita frequência. No DF, o índice chega a 91,65%, o maior percentual do Brasil. O resultado coloca a rede pública do DF em posição de destaque e reforça uma política que, nos últimos anos, passou a integrar prevenção, formação de professores e articulação direta com órgãos de segurança e justiça. O Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz reúne experiências de sucesso no combate ao bullying| Foto: Mary Leal/SEEDF  “Esse resultado não é pontual. Ele corrobora um trabalho que já vem sendo feito há anos. Temos muitos exemplos concretos nas nossas escolas e professores cada vez mais preparados para lidar com conflitos de forma pedagógica e preventiva”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein. Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o índice é consequência de uma estratégia estruturada e permanente. “Esse reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo. O enfrentamento à violência nas escolas não se faz com ações isoladas, mas com planejamento, formação continuada e integração entre diferentes áreas do governo. Hoje, o DF é referência porque assumiu esse compromisso como política pública”, afirma. Arte: Ministério da Educação A engrenagem dessa política é coordenada pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, que atua na articulação interna e externa das iniciativas. Segundo a chefe da assessoria, Ana Beatriz Goldstein, o trabalho é integrado, coletivo e colaborativo desde a formação até o acompanhamento direto das unidades escolares. “Hoje temos uma política estruturada, com formação permanente dos professores, diálogo constante com os órgãos de segurança e acompanhamento das regionais. É um trabalho articulado, que integra diferentes áreas da secretaria e instituições parceiras”, destaca. Programa em rede Mais de 200 gestores da rede pública participaram da formação para diálogo e fortalecimento das ações nas escolas. Foto: Divulgação/MPDFT O programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), trabalha valores, ética e convivência respeitosa com estudantes e educadores. Além dele, a Secretaria de Educação (SEEDF) mantém parceria com a Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), fortalecendo a interlocução com os órgãos de segurança e promovendo ações preventivas, palestras e acompanhamento de situações de risco. “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha" Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz “O diferencial do DF é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha. Temos diálogo constante com a segurança pública, com o Ministério Público, com a Polícia Federal. Dentro da própria secretaria, a Cultura de Paz coordena um esforço conjunto entre subsecretarias e regionais. É uma atuação em rede”, explica Ana Beatriz. A política também valoriza experiências exitosas nas escolas. Em Planaltina, unidades têm desenvolvido práticas de Justiça Restaurativa para mediação de conflitos. No Guará, o projeto GG trabalha a cultura do respeito e da convivência. Em Taguatinga, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) aposta em estratégias de escuta ativa e protagonismo juvenil. As três iniciativas serão tema de uma transmissão ao vivo prevista para abril, com o objetivo de compartilhar boas práticas com toda a rede. “A escola é espaço de aprendizagem acadêmica, mas também de formação humana. Quando investimos em capacitação, em programas estruturados e em parcerias sólidas, garantimos que nossos estudantes estejam em ambientes mais seguros e acolhedores”, afirma Hélvia Paranaguá.  *Com informações da Secretaria de Educação  

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Protocolo de enfrentamento à violência nas escolas é reforçado antes do início das aulas

Às vésperas do início do ano letivo, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) reforça as orientações para atuação das equipes em situações de violência. Todas as unidades da rede pública passam a contar com um cartaz informativo que reúne procedimentos a serem adotados diante de conflitos, ameaças ou episódios de agressão no ambiente educacional. Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o objetivo do documento é assegurar que cada escola tenha segurança e clareza na condução dessas situações. “Cuidar das nossas crianças, adolescentes e de quem trabalha nas escolas é a prioridade. Esse protocolo foi pensado para apoiar as equipes, dar segurança e orientar a tomada de decisões em momentos difíceis, sempre com diálogo, responsabilidade e foco na proteção de todos”, afirma a gestora. A proposta é garantir que gestores e profissionais saibam exatamente como proceder, evitando improvisações e reduzindo riscos | Foto: Mary Leal/SEEDF O material integra um protocolo elaborado pela própria secretaria e apresenta diretrizes para gestores e profissionais, com orientações para atuação segura, organizada e articulada com a rede de proteção. Antes de chegar às unidades de ensino, o protocolo é apresentado aos coordenadores regionais, que recebem as orientações e as repassam aos diretores. A partir desse alinhamento, um banner com as instruções é produzido e distribuído para toda a rede pública do Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]O cartaz, que deve ser afixado em local visível para as equipes, apresenta, de forma objetiva, os fluxos de atuação em situações de risco, desde o acolhimento inicial e a comunicação interna até o acionamento de serviços de emergência e os encaminhamentos necessários. A proposta é evitar improvisações e reduzir riscos, garantindo respostas mais ágeis e qualificadas. Ao explicar a importância da iniciativa, a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, destaca que o acesso fácil às orientações fortalece a atuação das equipes. “A ideia é que todos tenham esse material à mão. Ele orienta como agir em situações de violência, com mais segurança e cuidado, ajudando a preservar as pessoas e a manter um ambiente mais tranquilo e saudável”, afirma. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Atuação conjunta reduz em 37% as ocorrências policiais nas escolas

O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação (SEEDF) em conjunto com diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a prevenção e a cultura de paz nas escolas tem refletido diretamente na redução da violência em ambiente escolar. Dados do Batalhão de Policiamento Escolar (BPesc) mostram que, entre 2024 e 2025, o total de atendimentos relacionados ao contexto escolar caiu de 2.248 para 1.411 registros, uma redução de 37,2%. Alunos interagem com harmonia durante intervalo das aulas: ocorrências relativas à violência em ambiente escolar seguem em queda, graças a uma ação integrada entre a Secretaria de Educação e o Batalhão de Policiamento Escolar | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF     “Esse resultado mostra que orientar as escolas, apoiar as equipes e fortalecer a cultura de paz gera impacto real no cotidiano das unidades” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura e Paz da SEEDF A queda é percebida tanto dentro quanto no entorno das unidades. As ocorrências nas escolas passaram de 1.019 para 675 casos. Já os registros fora da escola, mas dentro do perímetro escolar, caíram de 838 para 473. Fora do perímetro escolar, os incidentes recuaram de 359 para 214 registros. Também houve diminuição nos episódios relacionados à ameaça de ataque, que passaram de 22 para nove casos no período. “Temos investido em prevenção, formação de profissionais, mediação de conflitos e protocolos claros de atuação”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein. “Esse resultado mostra que orientar as escolas, apoiar as equipes e fortalecer a cultura de paz gera impacto real no cotidiano das unidades.” Entre as medidas adotadas, está o protocolo institucional de enfrentamento à violência, elaborado pela própria secretaria, que orienta gestores e equipes sobre como agir em situações de conflito, ameaça ou agressão. O material foi transformado em cartaz e distribuído para todas as escolas, incluindo procedimentos de acolhimento, comunicação e acionamento da rede de proteção. Arte: SEEDF [LEIA_TAMBEM]A pasta também desenvolve ações educativas permanentes, como o programa NaMoral, em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além de iniciativas de educação socioemocional, cultura de paz, formação continuada e atividades de conscientização junto a estudantes e famílias. Os dados utilizados no acompanhamento são produzidos pelo Bpesc, unidade da Polícia Militar responsável pelo atendimento direto às escolas da rede pública. “O Batalhão Escolar tem trabalhado diuturnamente para garantir a segurança dos nossos estudantes”, ressalta a comandante. “As ações ocorrem no interior das escolas e no perímetro escolar, por meio de operações preventivas, palestras educativas e roteiros de patrulhamento. A queda nos índices de violência escolar mostra que o trabalho integrado entre o Batalhão Escolar e a Secretaria de Educação tem dado resultado e é o caminho para um ambiente cada vez mais seguro e acolhedor. Em 2026, reafirmamos nossa parceria em prol do bem-estar dos estudantes.” A Secretaria de Educação reforça que seguirá ampliando as ações de prevenção e acompanhamento, com foco na construção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e pautados na cultura de paz. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Rede pública de ensino aposta em diferentes iniciativas para combater o bullying

Desde 2016, o 7 de abril é marcado como Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola — data escolhida em alusão ao massacre de Realengo, no Rio de Janeiro. Visto como prioritário pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o enfrentamento a esse problema é o objeto de diversas ações e programas desenvolvidos pela pasta. Neste mês, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que trata do bullying, e poderão participar de bate-papo sobre o tema com profissionais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Entre as iniciativas, está a promoção de cursos de formação para os professores. “No ano passado, em parceria com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, com o Batalhão de Policiamento Escolar e com a Secretaria de Segurança Pública, fizemos oficinas e chegamos a capacitar 5 mil profissionais para trabalhar a questão do bullying”, lembra Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz” Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF Em relação aos estudantes, as ações variam de escola para escola. Uma iniciativa de sucesso, que inclusive foi destacada em uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (7), é o programa desenvolvido no Centro de Ensino Médio 01 do Guará, que valoriza o protagonismo dos próprios jovens, estimulando a escuta ativa. “Muitas vezes, o aluno prefere falar com um colega do que com um profissional”, pontua Ana Beatriz. Esse e outros projetos foram compilados em um livro lançado pela Secretaria com práticas exitosas contra o bullying. Mas há uma ação voltada aos alunos que integra diferentes unidades. É o programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e que acaba de ser aprovado, por unanimidade, na Câmara Legislativa para virar a Política Distrital de Educação para a Integridade. Na prática, o projeto deixa de ser aplicado apenas nas escolas que se voluntariaram a recebê-lo e passa a ser levado a todos os colégios, públicos e particulares. Projeto NaMoral leva às escolas públicas do Distrito Federal vivências de integridade | Fotos: Mary Leal/SEEDF “Ele vira um programa de governo, sobre a educação para a integridade. E o objetivo é trabalhar esses valores com os estudantes, porque, antes, o bullying terminava na escola, mas, agora, ele te acompanha nas redes sociais. E a gente está trabalhando isso com os alunos, para eles verem que bullying não é brincadeira. É crime”, enfatiza a chefe da Assessoria Especial. “Depois da pandemia, a gente começou a perceber que os casos de violência nas escolas eclodiram. Os jovens estavam confinados e ficaram muito expostos às redes, que são um inimigo invisível. Por isso, houve essa intensificação do trabalho de cultura pela paz”, acrescenta. Espetáculo Ao longo do mês marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Bullying, quatro escolas da rede pública receberão o espetáculo Hora da Saída, que aborda o tema. Além da apresentação, também haverá um bate-papo com profissionais e a entrega de uma cartilha informativa. “Falar de bullying por meio do teatro é importante pelo caráter pedagógico da linguagem. Diferente de os alunos ouvirem um adulto explicando sobre o tema, eles se veem em cena por meio das personagens que soam como tendo idades aproximadas às deles e estão vivenciando situações que eles próprios lidam no cotidiano”, explica a idealizadora do projeto, Lucianna Mauren. Segundo Lucianna, a ideia do espetáculo surgiu a partir de sua experiência em sala de aula. “O que me permitiu também assistir a essa violência, que quando ganha nome pode ser debatida, trabalhada e esclarecida junto não só aos alunos, mas também ao corpo docente que muitas vezes se perde imerso no cotidiano dessa prática criminosa”, aponta. “O projeto funciona, então, como um espaço de identificação por parte dos alunos e de acolhimento das suas dores. No bate-papo, eles dão depoimentos pessoais, se posicionam e entendem a questão de forma autônoma, não mais com alguém os explicando, mas eles por meio da vivência ali chegam às suas próprias conclusões”, arremata. Confira o cronograma de apresentações do Hora da Saída: → 24 e 25/4 (à tarde) – CEF 104 da Asa Norte → 28 e 29/4 (à tarde) – CED Gesner Teixeira do Gama → 30/4 (manhã e tarde) – CEF 01 do Guará → 5/5 (manhã e tarde) – CEF Queima Lençol Fercal/Sobradinho

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