Ação educativa reforça prevenção de incêndios florestais no Park Way
Quem passar pela feirinha da Quadra 14 do Park Way entre as 8h e as 12h desta sexta-feira (24) terá uma oportunidade de refletir sobre os riscos da queima de lixo e de restos de poda. Em iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), haverá uma ação educativa de prevenção a incêndios florestais, durante a qual os veículos serão abordados por equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Representantes de diferentes órgãos do GDF participam da mobilização | Foto: Divulgação/Sema-DF A iniciativa faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif) da secretaria, com apoio de órgãos como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Caesb, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília (UnB). [LEIA_TAMBEM]A mobilização busca reduzir os focos de incêndio e as áreas queimadas no Park Way, com atenção especial à Área de Proteção Ambiental (APA) do Gama e Cabeça de Veado, uma das regiões ambientalmente sensíveis do Distrito Federal. Também vão participar 30 estudantes do 5º ano do ensino fundamental do Centro Educacional de Vargem Bonita. Além de contribuir para a conscientização dos motoristas, os alunos atuam como multiplicadores de informação ambiental em suas comunidades, especialmente em áreas rurais onde muitos residem. O Ppcif reúne mais de 20 instituições, incluindo Instituto Brasília Ambiental, Defesa Civil, Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Novacap, Marinha, Aeronáutica, Emater, Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), Jardim Botânico de Brasília e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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Cartão Material de Construção dá a chance de 250 famílias em situação de vulnerabilidade reconstruírem seus lares
Dois quartos, banheiro, sala, cozinha, área de serviço e garagem: esta será a composição da casa nova do porteiro João Batista Carvalho, de 40 anos, morador do bairro Santa Luzia, na Estrutural. A residência está sendo erguida graças ao Cartão Material de Construção, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para possibilitar que famílias em situação de vulnerabilidade social possam reconstruír ou reformar seus lares. João Batista com a família, nas obras da primeira residência própria: “Fiquei muito feliz quando soube que ia receber o cartão, porque chegou a hora de fazer a minha casa” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Desde a criação do cartão, em maio de 2025, até o momento, 249 famílias receberam o benefício, dos quais 197 são do Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas, e 52 da Comunidade Santa Luzia. Cada família recebeu R$ 15 mil para a aquisição dos insumos necessários às obras. O total empenhado pelo programa, gerido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), ultrapassa R$ 3,7 milhões. “Fiquei muito feliz quando soube que ia receber o cartão, porque chegou a hora de fazer a minha casa”, comemora João, que executa a obra com apoio de um familiar. “Nunca tive essa condição; já tentei de tudo, mas o dinheiro não dava. Esses R$ 15 mil foram uma bênção de Deus. Deu para comprar tijolo, cimento, tudo. Só tenho a agradecer mesmo porque nunca tive a oportunidade de construir.” “O Cartão Material de Construção transforma a vida de quem o recebe. Isso é dignidade” Marcelo Fagundes, diretor-presidente da Codhab Natural do Maranhão, ele chegou ao DF em 2007 e, desde então, residia na Estrutural, em estruturas de madeirite. Em maio de 2014, mudou-se para a Rua 64 de Santa Luzia e, agora, está construindo cada parede do seu novo lar, onde vai morar com os dois filhos. “Ter um lugarzinho é um sonho que todo mundo tem”, afirma. “Não vejo a hora de colocar o telhado e vir morar”. O diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, ressalta que o principal objetivo do programa é garantir moradia digna à população. “O Cartão Material de Construção transforma a vida de quem o recebe”, aponta. “O antigo barraco de madeirite passa a ser de tijolos, o buraco na parede vira uma porta ou uma janela, o piso de terra batida passa a ser de cimento; o desespero de morar de maneira quase insalubre e improvisada, de um momento para o outro, se transforma no sonho de iniciar a construção de uma verdadeira casa própria. Isso é dignidade”. Critérios R$ 100 milhões Total de investimentos feitos pelo GDF no projeto de saneamento integrado de Santa Luzia Entre as emergências atendidas pelo projeto, estão incêndios, eventos climáticos e geo-hidrológicos, chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas, vendavais, deslizamentos e realocações de área de risco. Todas elas devem ser devidamente confirmadas pela Defesa Civil em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Para receber o auxílio, além de estar enquadrado nessas situações emergenciais, é preciso ganhar até cinco salários mínimos e ter morado no Distrito Federal ao longo dos últimos cinco anos. Cumpridos os requisitos, a família atendida recebe um cartão magnético emitido pelo Banco de Brasília (BRB) com o valor, que fica disponível para uso por até 90 dias. [LEIA_TAMBEM]Mais informações podem ser obtidas no site da Codhab. Saneamento integrado Considerada uma das regiões mais vulneráveis do DF, Santa Luzia está em obras. Em novembro do ano passado, o GDF autorizou a construção de um sistema de saneamento integrado na comunidade, beneficiando mais de 20 mil pessoas. Com investimento de R$ 100 milhões, o projeto engloba construção de redes de água e de esgoto, galerias pluviais, bacias de detenção e outras intervenções. Os serviços já foram executados na Rua 64 e seguem em andamento em outras áreas. O objetivo é oferecer água limpa, coleta e tratamento de esgoto, além de estruturas de captação e escoamento de águas pluviais para os moradores. O valor do sistema de saneamento básico foi financiado junto a um banco privado, aprovado pelo PAC Financiamentos, e será pago pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), responsável também por fiscalizar a empresa contratada.
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Simulado das forças de segurança e de socorro testa resposta a emergências químicas no Distrito Federal
O Distrito Federal recebeu, nesta quarta-feira (29), mais uma edição do simulado de emergência realizado pelas forças de segurança locais. A ação, que integra o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), ocorreu na unidade de Brasília da Vibra Energia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), e teve como foco testar a resposta coordenada a situações envolvendo produtos químicos perigosos. Participaram do exercício o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a Defesa Civil, o Departamento de Trânsito (Detran-DF), a Polícia Militar (PMDF), o Brasília Ambiental e empresas voluntárias do setor de inflamáveis. Ao longo da manhã, as equipes enfrentaram três cenários: o incêndio em um caminhão-tanque estacionado, uma colisão de veículo pequeno e um incêndio de grandes proporções na Plataforma de Enchimento e Descarga de Caminhão-Tanque (PLEDC) — todos com vítimas simuladas. A ação tem como objetivo garantir que os protocolos de segurança pública estejam alinhados e preparados para uma eventual emergência | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Entre os destaques do treinamento, estiveram o uso de drones para o gerenciamento de imagens e o acompanhamento em tempo real da coordenação interinstitucional. O objetivo, segundo o comandante do 3º Grupamento do CBMDF, tenente-coronel Leonardo Alberto Fernandes da Costa, foi garantir que os protocolos de segurança pública estejam alinhados e preparados para uma eventual emergência. O militar explicou, ainda, que o simulado reforça a integração entre os órgãos e empresas do setor de inflamáveis. “Nós estamos preparados para esse tipo de ação. A primeira resposta, a evacuação do local, a extração de vítimas e a identificação inicial do produto cabem ao Corpo de Bombeiros. Nossos oficiais e praças estão treinados para atuar de forma rápida e coordenada”, afirmou. Leonardo Alberto da Costa: "Nossos oficiais e praças estão treinados para atuar de forma rápida e coordenada" Segundo o oficial, a principal diferença entre o treinamento e uma ocorrência real é o ambiente controlado e a ausência de interferência da população. “Na situação real pode haver curiosos, veículos estacionados e desencontros de informação. Por isso, é importante realizar esse tipo de simulado: para garantir a integração entre o Corpo de Bombeiros, as agências governamentais e as empresas do setor”, acentuou. Dentro do planejado Durante o exercício, o CBMDF também simulou um vazamento de diesel em um caminhão-tanque, seguido de incêndio e a colisão de um veículo. A operação envolveu resfriamento de estruturas, evacuação de áreas de risco, resgate de vítimas e contenção de produtos perigosos, com apoio técnico da empresa Ambipar. O Corpo de Bombeiros simulou um vazamento de diesel em um caminhão-tanque, seguido de incêndio “Tudo ocorreu conforme o planejado. Uma vez que a equipe vai ao local, conhece, treina e executa a operação, o tempo de resposta tende sempre a ser menor”, concluiu o tenente-coronel. A diretora de Emergências, Riscos e Monitoramento do Brasília Ambiental, Lourdes Martins, reforçou a importância da atuação integrada entre os órgãos e destacou que o foco do trabalho é sempre preventivo. “É melhor estar pronto para, se um dia existir uma ocorrência dessa, conseguirmos resolver. Simulamos uma ocorrência grande como essa para também avaliar se esse plano de atendimento e emergência vai conseguir dar conta. Além disso, após os órgãos de socorro atuarem, o Brasília Ambiental averigua se há algum risco ambiental para mitigar impactos ambientais que possam ter ocorrido”, acrescentou.
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Celebrado nesta quinta (11), Dia do Cerrado terá o mês inteiro de atividades no DF
Agência Brasília · CELEBRADO NESTA QUINTA (11), DIA DO CERRADO TERÁ O MÊS INTEIRO DE ATIVIDADES NO DF De galhos retorcidos que resistem ao fogo à vastidão de raízes que guardam umidade no subsolo, o Cerrado apresenta contrastes e força. Conhecido como a “caixa-d’água do Brasil”, por alimentar oito das 12 grandes bacias hidrográficas do país, ele é também um dos mais ameaçados biomas. Para celebrar sua importância ecológica e cultural, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) promove, ao longo deste mês, uma série de atividades em comemoração ao Dia Nacional do Cerrado, celebrado oficialmente nesta quinta-feira (11). Com centenas de espécies catalogadas da fauna e da flora, o Cerrado é um bioma que precisa cada vez mais de ações de preservação | Foto: Nicoly Silva/Jardim Botânico de Brasília A programação terá fóruns, bate-papos, eventos educativos e oficinas técnicas. Entre os destaques estão o projeto Terças-Feiras Sustentáveis, voltado à capacitação de servidores em temas como biodiversidade, clima e gestão ambiental; o Fórum Permanente de Educação Ambiental, que discutirá justiça climática e territórios sustentáveis; e o Fórum Distrital da Comissão de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), que busca fortalecer a participação social e as soluções locais em políticas ambientais. “Quando cuidamos do meio ambiente, estamos cuidando das próximas gerações. E isso só é possível quando cada cidadão entende que também é responsável por essa transformação” Gutemberg Gomes, secretário do Meio Ambiente Além das ações educativas em escolas públicas, o mês inclui palestras sobre recursos hídricos e combate a incêndios florestais, oficinas sobre resíduos sólidos e eventos em parceria com universidades, como a UnDF. No Parque Veredinha, em Brazlândia, um encontro de sustentabilidade marcará a data com atividades voltadas à conscientização ambiental da comunidade. Políticas públicas A Sema-DF aproveita para reforçar suas principais políticas em curso, como a implantação da primeira usina pública de energia fotovoltaica, o incentivo às reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs), a política de florestas urbanas e a ampliação de sistemas de logística reversa e compostagem. O Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), plataforma digital de dados georreferenciados, avança como ferramenta de apoio à tomada de decisão nas áreas ambiental e territorial. “Celebrar o Cerrado hoje é semear esperança para o amanhã” Celina Leão, vice-governadora “Nosso trabalho é transversal: envolve educação, planejamento, agricultura, ciência e participação social”, define o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Quando cuidamos do meio ambiente, estamos cuidando das próximas gerações. E isso só é possível quando cada cidadão entende que também é responsável por essa transformação.” A governadora em exercício, Celina Leão, reforça: “Celebrar o Cerrado hoje é semear esperança para o amanhã. Cada árvore protegida, cada nascente recuperada, cada criança que aprende a importância da natureza representa um passo na construção de um Distrito Federal mais resiliente e sustentável. Quando cuidamos desse bioma, estamos plantando os recursos que garantirão qualidade de vida às próximas gerações”. Patrimônio natural [LEIA_TAMBEM]Todas as ações referentes ao mês do Cerrado integram as diretrizes do Plano Estratégico 2019–2060 e sinalizam o papel do DF como referência nacional em políticas ambientais. “Estamos avançando em ações que unem inovação, participação social e preservação”, afirma o titular da Sema-DF. “O Cerrado é vital para o Brasil, e cabe a nós proteger esse patrimônio natural que garante água, biodiversidade e qualidade de vida para todos”. Em tempos de crise climática, o Cerrado resiste e o Distrito Federal celebra, educa e planta as sementes de um futuro sustentável. A Sema-DF também tem atuado de forma intensiva na prevenção e no combate aos incêndios florestais, um dos maiores inimigos do Cerrado. A secretaria coordena o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Ppcif), que reúne órgãos como Corpo de Bombeiros (CBMDF), Defesa Civil, Instituto Brasília Ambiental, Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outros parceiros. O comandante do Centro de Comunicação Social do CBMDF, tenente-coronel Omar Oliveira, ressalta que o combate às queimadas vai além da resposta operacional. “Celebrar o Dia do Cerrado é também renovar o nosso compromisso com a vida”, enfatiza. “Nós estamos presentes diariamente na defesa da vida e do meio ambiente, atuando em prol da preservação da natureza e da segurança da população. Precisamos de toda a comunidade ao nosso lado, pois cuidar do Cerrado é cuidar de nós mesmos”. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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