Reservatórios cheios: novo modelo de gestão garante abastecimento e segurança hídrica no DF
Os reservatórios de água do Distrito Federal estão cheios, o que garante segurança hídrica ao DF. Um painel disponibilizado no site da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) mostra que, nesta segunda-feira (20), o Descoberto está com 100% de sua capacidade hídrica e Santa Maria com 99%. Esses números indicam que houve uma mudança consistente na forma de gestão dos recursos hídricos, o que reflete em reservatórios cheios o suficiente para o abastecimento da população. "A Adasa cumpre sua função de manter elevado nível de gestão para que a população do DF nunca mais precise se sacrificar com racionamentos", afirma Raimundo Ribeiro, diretor-presidente da Adasa. O cenário atual não é só resultado de um período chuvoso favorável, mas também de uma mudança na forma como esse recurso é gerido. As ações da agência são voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a operação integrada dos sistemas Santa Maria/Torto, Paranoá, Descoberto e Corumbá IV. O período de estiagem no DF, com seca bem definida, continua sendo uma realidade, mas hoje a gestão trabalha preparada em articulação com os produtores rurais por meio de marcos regulatórios para a garantia da manutenção das atividades agrícolas. No site da Adasa, é possível acessar um painel em tempo real com a situação dos reservatórios do Distrito Federal | Foto: Arquivo/Agência Brasília Em comparação com a crise hídrica que enfrentamos entre 2016 e 2018, os sistemas estão integrados e, além disso, ainda há o aporte do Corumbá IV. A Adasa ainda evoluiu na regulação e passou a adotar curvas de referência para acompanhar os níveis dos reservatórios. Elas são atualizadas a cada ano e passaram a incluir os chamados estados hidrológicos, que indicam a situação dos reservatórios e ajudam na tomada de decisão. Os estados hidrológicos são divididos em três faixas: verde, sem restrição de uso; amarelo, que indica alerta e exige algumas regras; e vermelho, que representa situação de escassez hídrica. Para cada nível, há medidas previstas. No amarelo, por exemplo, há intensificação da fiscalização e ações para reduzir o consumo. No vermelho, podem ser adotadas medidas mais rigorosas, como campanhas mais fortes e até a possibilidade de racionamento de água. Desde 2017, a população também passou a ter acesso direto às informações sobre os níveis dos reservatórios, por meio de painéis disponibilizados pela Adasa. A iniciativa reforça a transparência e estimula o engajamento da população no uso consciente da água.
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Caesb: Obras garantem qualidade de vida para a população do DF
“Em agosto de 2023, assumi a gestão da Caesb, a convite do governador Ibaneis Rocha, com o objetivo de ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário, e aprimorar o atendimento para toda a população do DF. Muitos projetos foram iniciados e estão em andamento: ampliação da reservação e transferência de água da ETA Lago Norte para Sobradinho, Grande Colorado e Fercal; aumento da produção de água em 40 l/s para a região de Brazlândia, com captação no Córrego Olaria; e reformas nas barragens do Descoberto e de Santa Maria. Muitos projetos foram iniciados e estão em andamento, como o aumento da produção de água em 40 l/s para a região de Brazlândia, com captação no Córrego Olaria e reformas nas barragens do Descoberto e de Santa Maria | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb Iniciamos as obras para a construção da Subadutora de Água Tratada Gama, com investimentos de R$ 90 milhões, que não apenas melhorará o abastecimento de água de São Sebastião, Morro da Cruz, Tororó, Mangueiral, Jardim Botânico e Lago Sul, mas também integrará os sistemas Corumbá, Gama e Descoberto, trazendo qualidade de vida e saúde pública. Quanto aos projetos concluídos, destaco as obras de setorização de redes em Planaltina, Arapoanga e Mestre D’Armas, para dar maior confiabilidade ao sistema de distribuição de água aos mais de 186 mil habitantes das localidades. Também foram entregues as obras de implantação do sistema de esgotamento da Área de Regularização de Interesse Social (Aris) Primavera, em Taguatinga. Ao todo, são 17 km de rede que beneficiam 4,5 mil moradores. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Para regularizar e ampliar os serviços de saneamento para as populações hoje abastecidas por sistemas precários ou por ligações irregulares de água, a Caesb tem investido no Programa Água Legal. Já foram regularizadas mais de quatro mil ligações de água e disponibilizados R$ 4,5 milhões de recursos, beneficiando aproximadamente 12 mil pessoas. Reconheço que os resultados alcançados até aqui são fruto da capacidade técnica e dedicação dos empregados da Caesb. O ano de 2024 será muito produtivo e de grandes desafios!” *Luís Antônio Almeida Reis, presidente da Caesb
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Reservatórios de água têm valores de referência definidos
A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) publicou nesta sexta-feira (2), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Resolução n° 8, que estabelece as curvas de referência para o acompanhamento do volume útil dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria até dezembro deste ano. Os valores de referência são definidos a partir da análise de dados de chuva, vazão, evaporação e estimativa de retirada de água dos reservatórios para o abastecimento humano no DF | Foto: Divulgação/Adasa O estudo que define as metas dos reservatórios é elaborado anualmente pela Adasa, após o término do período chuvoso. Os valores referenciados para o final de cada mês são estipulados a partir da análise de dados de chuva, de vazão, de evaporação e da estimativa de retirada de água dos reservatórios para o abastecimento humano no DF, e após ouvidos os membros Grupo de Acompanhamento das Curvas de Referência. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Além de orientar a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) quanto às regras de operação dos reservatórios, as curvas servem de parâmetro para que a Agência monitore o volume útil do Descoberto e de Santa Maria ao longo do período de estiagem. O monitoramento permite a antecipação de medidas adicionais de gestão do uso da água e auxilia na manutenção da segurança hídrica no DF. De acordo com a Resolução n° 8, a meta para o Reservatório do Descoberto no final de julho é de 83%. Em setembro, durante o período crítico de estiagem, a meta é de 60% e, no fim de novembro, quando começa o período chuvoso, de 50%. Para o Reservatório de Santa Maria, as metas são de 88% no final de julho, 76% no fim de setembro e 67% em novembro. Além da Adasa, participam do Grupo de Acompanhamento das Curvas de Referência dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), o Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Paranaíba no Distrito Federal (CBH Paranaíba-DF), a Caesb, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e a Universidade de Brasília (UnB). *Com informações da Adasa
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Semana do Meio Ambiente valoriza recursos hídricos
A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e o Brasília Ambiental darão início na terça-feira, (1/6), à Semana do Meio Ambiente, programação alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que transcorre no próximo sábado, 5 de junho. Este ano, o tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), é a restauração dos ecossistemas. Sarney Filho explica que para garantir a segurança hídrica de Brasília, a terceira cidade mais populosa do país, e que cresce em ritmo acelerado, “a restauração é fundamental e urgente” | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Oficinas sobre Água, Gênero e Pertencimento à Bacia Hidrográfica, webinário sobre o Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do DF, inauguração de trilhas no Parque das Copaíbas, no Lago Sul, e o lançamento de um vídeo-documentário sobre o Projeto de Recuperação da Orla Sul do Lago Sul, estão entre as principais iniciativas. Nas redes sociais, a Sema exibirá outros vídeos sobre ações da secretaria. [Olho texto=”“Temos aquíferos que alimentam algumas das principais bacias hidrográficas do país, e nosso bioma é o Cerrado, savana mais biodiversa do Planeta”” assinatura=”Sarney Filho, secretário do Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A restauração de ecossistemas diz respeito à busca por condições que propiciem o reequilíbrio da natureza e a melhor qualidade de vida. “Na Sema cuidamos de um território que, apesar de pequeno, tem imenso valor ecossistêmico. Temos aquíferos que alimentam algumas das principais bacias hidrográficas do país, e nosso bioma é o Cerrado, savana mais biodiversa do Planeta. Para Brasília, que já é a terceira cidade mais populosa do país e cresce em ritmo acelerado, a restauração é fundamental e urgente, de forma a mitigar as mudanças climáticas e a insegurança hídrica”, afirma o secretário do Meio Ambiente Sarney Filho. De acordo com ele, a Sema desenvolve diversas ações de recuperação da vegetação nativa e proteção das águas. “Várias delas contam com o apoio do Projeto CITinova, coordenado por nós em Brasília e executado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e gestão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)”, diz. Recursos Hídricos Outras iniciativas da Sema incluem a restauração de áreas de nascentes, recarga e preservação permanente e a implantação de sistemas agroflorestais mecanizados, incluindo a capacitação de agricultores e extensionistas em boas práticas nas bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A pasta também é responsável pela elaboração do novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Distrito Federal, ferramenta de apoio à gestão ambiental e territorial. O documento vai auxiliar na revisão e no refinamento das áreas prioritárias para a conservação e restauração da biodiversidade e será tema de um webinário no dia 5. De acordo com a ONU, “o ser humano, vivendo sua natureza de ser social, usa, modifica, constrói e, infelizmente, destrói seu próprio ambiente. Por isso, ao se cuidar dos ecossistemas, protegendo e restaurando a natureza, resgata-se e garante-se seus serviços essenciais, como a produção de água, a estabilidade climática, a fertilidade do solo e a riqueza da biodiversidade, elementos indispensáveis à sobrevivência dos povos”. Década No dia 5 de junho, será lançada a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030, com o objetivo de aumentar em grande escala a restauração de ecossistemas degradados e destruídos para combater a crise climática, evitar a perda de um milhão de espécies e aumentar a segurança alimentar, o abastecimento de água e a subsistência. A Década da ONU vai de 2021 até 2030, prazo final para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a linha do tempo que os cientistas identificaram como crítica para evitar os piores impactos da mudança climática. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente
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