CrisDown é referência no atendimento a pessoas com a síndrome
Neste sábado (21) é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down — também denominada trissomia 21 (T21). A data busca conscientizar sobre o tema e valorizar as pessoas com a condição. A alteração genética é causada pela presença de uma terceira cópia do cromossomo 21, o que acarreta características físicas específicas e atraso no desenvolvimento intelectual do indivíduo. No Distrito Federal, o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown), localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), acompanha cerca de 2,7 mil famílias. Mensalmente, uma equipe composta por 25 profissionais realiza 1,5 mil atendimentos a pessoas com T21. São fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, pediatras, hebiatras, clínicos gerais, nutricionistas e psicólogos. O CrisDown acompanha aproximadamente 2,7 mil famílias e realiza até 1,5 mil atendimentos mensais | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde DF A coordenadora do CrisDown, Carolina Valle, lembra que a unidade completa 13 anos de funcionamento em 2026 e que muitas vidas foram transformadas ao longo desse período. “O centro começou com apenas dez servidores. O intuito era que as pessoas que precisavam de auxílio não precisassem fazer uma peregrinação em busca de atendimento, que encontrassem profissionais com um olhar diferenciado às questões que impactam seu desenvolvimento", conta. Pessoas de todas as idades podem ser atendidas no CrisDown, desde gestantes que receberam o diagnóstico de T21 no feto até recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos com a síndrome. “Passamos por todas as idades, o que nos dá uma noção do desenvolvimento ao longo de todos os ciclos de vida. Conseguimos identificar as particularidades e as necessidades de cada fase. É um processo bonito de ver. Aquele indivíduo tornando-se uma pessoa mais autônoma, capaz de produzir, trabalhar, ganhar a sua renda”, comemora Valle. Com uma equipe composta por 25 profissionais, o Centro de Referência atende pessoas de todas as faixas etárias Atendimento integral O brasiliense Antônio Claudio da Silva é pai da alegre Bárbara da Silva, 23 anos, que frequenta o grupo de jovens do CrisDown desde o ano passado. Ele conta que o centro oferece ações voltadas tanto à socialização dos indivíduos quanto ao acesso a outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]“Toda quinta-feira, a Bárbara faz acompanhamento aqui. Ela já passou por uma bateria de exames, um check-up completo pelo CrisDown. Eles nos dão toda a assistência, não só psicológica, mas também em todas as outras áreas da saúde", elogia Antônio. O progresso da filha na unidade é acompanhado de perto pelo pai. "Sempre recomendo o serviço do centro. É visível como a Bárbara melhorou. Hoje, está menos agitada e consegue dormir a noite inteira; antes, isso era impossível de acontecer", celebra. "A Bárbara melhorou muito no CrisDown. É visível”, comemora o pai, Antônio Claudio da Silva Como acessar o serviço O CrisDown integra a rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). As famílias podem procurar assistência diretamente na unidade, sem necessidade de encaminhamento. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp (61) 99448-0691, com atendimentos realizados às sextas-feiras.
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Aulão da Inclusão estreia domingo (26) no Parque da Cidade
No próximo domingo (26), em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) vai promover a primeira edição do Aulão da Inclusão, a partir das 9h30, no Estacionamento 10 do Parque da Cidade. A ação contará com atividades variadas de ginástica, psicomotricidade e gincana, entre outras. [Olho texto=”“O esporte tem o papel central de unir e incluir o cidadão, além de contribuir para sua saúde física e mental”” assinatura=”Julio Cesar Ribeiro, secretário de Esporte e Lazer” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O secretário de Esporte e Lazer do DF, Julio Cesar Ribeiro, entende que o esporte é um aliado para a qualidade de vida das pessoas com deficiência. “Nossa prioridade é fomentar a conscientização e mostrar para a sociedade que pessoas com síndrome de Down podem executar qualquer tarefa, inclusive no esporte”, afirma. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Dia Internacional da Síndrome de Down faz referência aos três cromossomos do par 21 que caracterizam essa condição genética. “A secretaria apoia e prioriza as políticas públicas voltadas ao esporte para pessoas com deficiência e entende que o esporte tem o papel central de unir e incluir o cidadão, além de contribuir para sua saúde física e mental”, reforça o secretário. Responsável pela organização de eventos paradesportivos da SEL, Marcela Parsons, ressalta a importância da conscientização: “Esse primeiro evento é muito importante para conscientizar as pessoas sobre a importância do esporte na vida de crianças, jovens e adultos com síndrome de Down. O esporte é uma das maiores ferramentas de inclusão”. *Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer
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CrisDown atende pessoas com síndrome de Down de todas as idades
[Olho texto=”“É de extrema importância acompanhar esses pacientes e fazer a estimulação precoce no primeiro ano de vida, pois assim a criança vai atingir todos os marcos de desenvolvimento”” assinatura=” – Moema Arcoverde de Bezerra, pediatra do Centro de Referência” esquerda_direita_centro=”direita”] Bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos com síndrome de Down têm no DF um local onde encontram atendimento humanizado e completo. No Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown), que funciona no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), os pacientes são assistidos por especialistas em pediatria, cardiopediatria, neuropediatria, clínica médica, genética clínica, nutrição, psicologia, assistência social, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Para agendar a primeira consulta, basta entrar em contato pelo telefone (61) 99448-0691. Hoje, são cerca de 1.943 pacientes assistidos pelo serviço, em todos os ciclos de vida. O acolhimento realizado pela equipe multidisciplinar representa um momento de escuta qualificada e de avaliação das necessidades, de acordo com o perfil social e de saúde. Com a identificação das demandas, há o encaminhamento para as especialidades, tanto ali quanto em outros pontos de atenção da rede. O CrisDown pode ser procurado em qualquer momento da vida. “É de extrema importância acompanhar esses pacientes e fazer a estimulação precoce no primeiro ano de vida, pois assim a criança vai atingir todos os marcos de desenvolvimento”, explica a pediatra Moema Arcoverde de Bezerra, do Centro de Referência. Maria do Socorro com a filha, Bianca de Sousa: serviços ofertados no CrisDown ajudaram no desenvolvimento da criança | Foto Sandro Araújo/Agência Saúde DF A secretária Maria do Socorro de Sousa, mãe de Bianca de Sousa, 7 anos, reforça que os serviços ofertados no CrisDown foram fundamentais para ela compreender o universo da filha e encarar a situação. “Fiquei desnorteada”, afirma, sobre a descoberta de que a filha tinha síndrome de Down. Mas, com o acompanhamento oferecido, ela vem se desenvolvendo e “possui praticamente as mesmas habilidades das demais crianças da idade dela”, conta a mãe. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Até os dois anos, Bianca recebeu estímulo precoce e acompanhamento pediátrico. O próximo passo é a consulta com a fonoaudióloga, que auxiliará no desenvolvimento da fala. “O acompanhamento dela desde bebê tem feito toda a diferença, inclusive agora que ela está estudando”, assegura Maria do Socorro. O pequeno Lucas Gabriel, 3 anos, filho de Rita de Cássia Oliveira, desde o nascimento também é acompanhado no CrisDown e faz terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia no Centro Especializado de Reabilitação II de Taguatinga. “Nunca tive problema para conseguir atendimento na rede pública”, garante a mãe do menino. *Com informações da Secretaria de Saúde
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21 de março: Dia internacional da síndrome de down
É possível obter atendimento nos CERs de Taguatinga, do Hospital de Apoio, da Asa Norte (CEAL) e no Ambulatório de Saúde Funcional Foto: Breno Esaki/Agência Saúde Neste domingo, 21 de março, é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, uma alteração genética ocorrida ainda na fase de formação fetal, que pode resultar em comprometimento intelectual e motor além de algumas características peculiares aos pacientes da doença, como olhos oblíquos, rosto arredondado. [Olho texto=”A rede de Cuidado da Pessoa com Deficiência do DF também conta com o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown), que assiste bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, e faz o acompanhamento dos casos com maior complexidade” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A data faz alusão a síndrome que é causado quando há uma divisão celular anormal que resulta em material genético extra, ou seja, em um terceiro alelo do cromossomo 21. Na estrutura da Secretaria de Saúde, a pessoa com síndrome de Down é assistida primeiramente na Atenção Primária. Após o acolhimento e acompanhamento realizado na Unidade Básica de Saúde (UBS), o quadro do paciente é avaliado pela equipe de saúde e, se necessário, é encaminhado para a atenção secundária, onde recebe atendimento em reabilitação, nos Ambulatórios de Saúde Funcional e os Centro Especializado em Reabilitação (CER). A rede de Cuidado da Pessoa com Deficiência do DF também conta com o Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown), que assiste bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, e faz o acompanhamento dos casos com maior complexidade. A Referência Técnica Distrital (RTD) de Terapia Ocupacional, Angela Sacramento, explica o processo de reabilitação se estrutura na metodologia de atendimento e acompanhamento desta população nas demandas e necessidades funcionais, cognitivas e sociais. “Trabalhamos com uma perspectiva de estimular o desenvolvimento do paciente de Down, proporcionando a estimulação do domínio cognitivo das crianças, dos aspectos motores, da linguagem e da socialização do paciente, aproveitando as janelas de oportunidades de desenvolvimento presentes em cada fase da infância e juventude”, esclarece. CrisDown no Hran [Olho texto=”O CrisDown foi criado em março de 2013, no Hran. Os atendimentos no centro contam com equipes interdisciplinares compostas por terapeuta ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] O CrisDown foi criado em março de 2013, no Hran. Os atendimentos no centro contam com equipes interdisciplinares compostas por terapeuta ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. Em um cenário anterior à pandemia do novo coronavírus, cerca de 400 atendimentos eram realizados por semana. Atualmente, os atendimentos grupais dos ambulatórios de saúde funcional, CER e CrisDown estão suspensos e os atendimentos restritos aos casos mais críticos. Os profissionais de saúde realizam um acompanhamento semanal, monitoramento por telefone aos pacientes para evitar desassistência. O CrisDown também atende mulheres com diagnóstico da trissomia do cromossomo 21 durante a gestação. Expectativa de Vida Ao longo dos anos, alguns avanços tecnológicos e terapêuticos têm possibilitado o aumento da expectativa de vida de pessoas com síndrome de Down, o que direciona novas estratégias e serviços voltados à melhoria das condições de vida desta população, como explica a terapeuta ocupacional, Deidmaia Lima Silva. “Essas estratégias são traçadas levando-se em conta a necessidade de estimular cognição, percepção, linguagem, autonomia, independência nas atividades de vida diária e instrumentais do cotidiano, bem como a socialização. Fator esse observado com declínio importante, devido uma baixa diversidade de contextos sociais do adulto com SD e a sua dependência em relação a seus pais”. [Olho texto=”É possível obter atendimento nos CERs de Taguatinga, do Hospital de Apoio, da Asa Norte (CEAL) e no Ambulatório de Saúde Funcional” assinatura=”” esquerda_direita_centro=” esquerda”] Embora seja uma referência no acompanhamento à síndrome, o CrisDown do Hran não é a única unidade de atendimento aos pacientes com Down na rede de cuidado da pessoa com deficiência. É possível obter atendimento nos CERs de Taguatinga, do Hospital de Apoio, da Asa Norte (CEAL) e no Ambulatório de Saúde Funcional. Em relação aos ambulatórios de saúde funcional que apresentam reabilitação infantil para pessoas com Síndrome de Down são: Ambulatório de Saúde Funcional de Ceilândia, de Samambaia, de Sobradinho e do Paranoá. * Com informações da Secretaria de Saúde
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