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Dia Mundial da Água

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Medalha premia iniciativas em prol do saneamento e da eficiência pública

Em uma manhã dedicada ao reconhecimento e à celebração do Dia Mundial da Água (comemorado ontem, 22), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realizou a entrega da Medalha Mérito Caesb. O evento ocorreu nesta segunda-feira (23), no Iate Clube de Brasília, e condecorou personalidades e empregados que se destacaram pelo compromisso com o saneamento e a eficiência pública. Nesta edição, 100 agraciados receberam a comenda, entre empregados da Caesb e representantes de outros órgãos e instituições parceiras. A diversidade dos homenageados reflete a importância da colaboração interinstitucional para a gestão dos recursos hídricos e o desenvolvimento do Distrito Federal. A medalha é a mais alta honraria da companhia e foi entregue àqueles que de alguma forma promoveram significativamente o saneamento ambiental e o desenvolvimento do Distrito Federal. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer. “Quero deixar um legado nessa área, porque nós já perdemos mais de 50% das nossas nascentes aqui, nós estamos no Cerrado. Se a gente não tiver água, não tem nada. O ser humano até vive sem energia, mas sem água ele não vive. Falar sobre água não é pauta nem de direita, nem de centro, nem de esquerda. Falar sobre água é pauta de gestores públicos que se comprometem com presente e com futuro”, finalizou. A vice-governadora Celina Leão destacou que sempre acreditou que a água é um dos ativos mais importantes em gestão de planejamento que o Estado pode fazer | Foto: Divulgação/Caesb A solenidade ocorreu às margens do Lago Paranoá, reforçando o papel estratégico da Caesb na proteção deste patrimônio hídrico. Durante o evento, o presidente da companhia, Luis Antonio Reis, destacou o momento como uma forma de reconhecer e valorizar aqueles que contribuem com a missão de levar saneamento de qualidade e garantir a melhor água do Brasil para a população de Brasília. “Ao entregarmos essas 100 medalhas, reafirmamos valores essenciais da companhia, o trabalho sério e a busca permanente por qualidade. Quero agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio e pela confiança no trabalho da Caesb, e à vice-governadora Celina Leão pela contribuição e pelo fortalecimento das políticas públicas do Distrito Federal, e pelo apoio que ela sempre tem dado para a companhia”, afirmou Reis. *Com informações da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)

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Restaurantes comunitários promovem conscientização sobre uso racional de recursos hídricos

Em alusão ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) promoveu, na quarta-feira (26),  uma ação de educação alimentar e nutricional com o tema “Sem água não há vida” nos restaurantes comunitários do Distrito Federal. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de preservar os recursos hídricos e evitar o desperdício. Frequentadores do Restaurante Comunitário de São Sebastião foram contemplados com a ação especial da Sedes-DF | Foto: Renato Raphael/Sedes_DF “As ações de educação alimentar e nutricional têm o intuito de levar informação de qualidade para os frequentadores dos restaurantes comunitários, de forma que eles possam adotar essas medidas em casa” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Para a ação, as equipes dos restaurantes montaram um painel explicando os benefícios da água, com dicas de como preservar esse recurso da melhor forma possível. Os frequentadores também degustaram água saborizada com frutas. “Essa ação mostra, primeiramente para o nosso usuário, a importância de ele beber água para saúde, porque temos muitas pessoas em situação de rua que frequentam os restaurantes, e também conscientiza a população sobre necessidade de economizar e fazer uso racional da água”, acentuou a assistente social Juliana Matos, da Sedes-DF. “As ações de educação alimentar e nutricional têm o intuito de levar informação de qualidade para os frequentadores dos restaurantes comunitários, de forma que eles possam adotar essas medidas em casa”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “A água é um recurso natural fundamental para ter uma boa saúde, produzir alimentos – mas é finito, e temos que preservar e incentivar essa conscientização.” Cuidados com a água “Essa ação é boa porque o povo pensa que não acaba a água, aí não cuida do meio ambiente e destrói as nascentes”, avaliou a técnica de enfermagem Marina Santos, frequentadora do Restaurante Comunitário de São Sebastião. “Eu evito deixar vazamento na torneira, na descarga, e não jogo lixo no bueiro.” Outro foco da ação foi mostrar para a população a necessidade de ingerir a quantidade adequada de água por dia. “Em vez de beber refrigerante, tome água”, repercutiu Antônia Rosa, 74, após receber orientações da nutricionista do restaurante. “Isso é importante, e tem gente que não sabe dessas informações”. Antônia também fez questão de compartilhar os cuidados no seu dia a dia para evitar o desperdício de água: “Procuro ver se não tem nenhuma torneira pingando, tenho os dias certos para lavar roupa e não desperdiçar. Com a água que tiro da máquina, já lavo o chão, área, a garagem. Na minha casa não desperdiço nada, eu aproveito tudo”. *Com informações da Sedes-DF

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Ingestão adequada de água traz benefícios para a saúde física e mental

No último sábado (22), foi celebrado o Dia Mundial da Água, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre a importância desse recurso essencial para a vida no planeta. Mas a água não é apenas um elemento natural indispensável ao meio ambiente – ela é um componente fundamental do próprio corpo humano. Cerca de 60% do peso corporal de um adulto é composto por água, percentual que pode chegar a 75% nos recém-nascidos. No cérebro, esse índice chega a 80%, evidenciando a dependência do nosso organismo desse líquido vital. Uma hidratação adequada é essencial para o funcionamento de órgãos como coração, rins e cérebro | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF A água participa ativamente de praticamente todas as funções do organismo. Ela é responsável pelo transporte de nutrientes e oxigênio para as células, auxilia na regulação da temperatura corporal, lubrifica as articulações, melhora a digestão, favorece a eliminação de toxinas pelos rins e é essencial para a circulação sanguínea. Segundo a coordenadora médica do Hospital Cidade do Sol (HSol), Juliana de Almeida Barros, a água pode ser considerada um verdadeiro promotor natural de saúde: “A hidratação adequada é essencial para o funcionamento de órgãos como coração, rins e cérebro. Muitas vezes, sintomas como cansaço excessivo, tontura, dificuldade de concentração e até mesmo irritabilidade estão associados à falta de água no organismo. O simples hábito de beber água pode evitar esses desconfortos e melhorar a qualidade de vida”. Estudos indicam que uma leve desidratação – de apenas 1% a 2% do peso corporal – já pode comprometer o desempenho cognitivo e físico. A desidratação também pode ser uma das principais causas de dores de cabeça. “Quando há pouca água no organismo, o volume sanguíneo diminui e a circulação para o cérebro pode ser afetada, gerando dor”, afirma Juliana. Prevenção de doenças A ingestão adequada de água também pode ajudar a prevenir doenças crônicas e metabólicas. Pesquisas mostram que beber água regularmente reduz o risco de formação de cálculos renais, melhora o funcionamento do intestino e contribui para a regulação da pressão arterial. Além disso, a hidratação tem um papel essencial na saúde da pele. Sem água suficiente, a pele perde elasticidade, fica ressecada e mais propensa ao envelhecimento precoce. “Muitas pessoas investem em cremes caros para manter a pele saudável, mas esquecem que a hidratação começa de dentro para fora. Uma pele bonita e viçosa depende, antes de tudo, de uma boa ingestão de água”, destaca a coordenadora médica. Beber água regularmente reduz o risco de formação de cálculos renais, melhora o funcionamento do intestino e contribui para a regulação da pressão arterial Quanto de água beber por dia? A recomendação geral é de 2 a 3 litros de água por dia, mas essa quantidade pode variar de acordo com fatores como idade, peso, nível de atividade física e condições climáticas. “O ideal é observar os sinais do corpo. A sede já é um indicativo de que o organismo precisa de reposição. Outra forma de monitorar a hidratação é pela cor da urina: quando está muito amarela ou concentrada, pode ser um sinal de que o consumo de água está abaixo do ideal”, orienta Juliana. A água é mais do que um recurso natural: é um dos suportes da vida e da saúde. Pequenas mudanças de hábito, como aumentar a ingestão diária de água, podem trazer grandes benefícios para o bem-estar físico e mental. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Projeto Produtor de Água no Pipiripau incentiva conservação de água

Em celebração ao Dia Mundial da Água, neste sábado (22), a Agência Brasília retrata o impacto do projeto Produtor de Água no Pipiripau, exemplo de sucesso na integração entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A iniciativa surgiu em 2011 para promover a preservação da bacia hidrográfica Ribeirão do Pipiripau, utilizada tanto para o abastecimento urbano como para a atividade rural. As ações contribuem com a infiltração da água no solo, a recarga do lençol freático e a redução do escoamento superficial, minimizando processos erosivos e assoreamento. O trabalho é coordenado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), em parceria com 13 instituições. Já foram firmados 235 contratos com agricultores da região, abrangendo o núcleo Rural Pipiripau, o Núcleo Rural Taquara e o Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. Para este ano, estão previstos mais 50 acordos. Os núcleos rurais Pipiripau, Taquara e Santos Dumont são alguns em que a Adasa, em conjunto com 13 instituições, levou medidas de preservação da água | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Em mais de uma década de atividade, houve readequação de 134 km de estradas rurais, construção de 1.316 barraginhas, construção e manutenção de 1.160 hectares de terraços, plantio de mais de 410 mil mudas nativas do Cerrado para recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), semeadura direta em 29 hectares, instalação de 42 km de cercas, tubulação do canal de irrigação Santos Dumont e criação de programas educativos. Conforme estimativa da Adasa, o investimento nas ações chega a R$ 30 milhões, provenientes de diversas fontes. “O projeto está dividido em dois eixos. O primeiro corresponde ao pagamento pela proteção dos recursos hídricos de acordo com o projeto de cada propriedade. O segundo engloba as ações das entidades parceiras para conservação do meio ambiente. Nesse sentido, a tubulação do canal foi uma das mais importantes, já que agora todas as propriedades têm acesso à água e a Caesb fica com o volume outorgado para abastecimento de Sobradinho e Planaltina”, explica o assessor da Superintendência de Planejamento e Programas Especiais da Adasa, Israel Pinheiro Torres. Israel Pinheiro Torres: “O projeto fortalece a governança hídrica e a cooperação entre instituições e produtores rurais, garantindo segurança para o abastecimento público e para as atividades agrícolas, essenciais para a economia local” O assessor técnico lembra que, antes do Produtor de Água, a bacia do Pipiripau enfrentou desafios ambientais e hídricos significativos, especialmente nos períodos de seca. Segundo ele, as principais causas desse cenário foram a manipulação ambiental, a escassez de cobertura vegetal nativa e o uso inadequado do solo. “Os resultados vão além da recuperação ambiental: o projeto fortalece a governança hídrica e a cooperação entre instituições e produtores rurais, garantindo segurança para o abastecimento público e para as atividades agrícolas, essenciais para a economia local”, afirma. Biodiversidade e consciência ambiental O produtor rural Joceilson Alves de Souza, 53 anos, foi um dos primeiros a aderir o projeto de conservação da água e do solo. Na época, ele estava criando uma agrofloresta na propriedade e encontrou na iniciativa o apoio técnico necessário. “O objetivo é proteger a terra para que a água da chuva seja retida no lençol freático, como uma esponja. Uma prova de que está dando certo é que este ano, pela segunda vez consecutiva, surgiu uma nascente, mostrando que tem água aqui embaixo”, conta. Pelo segundo ano consecutivo, uma nascente surgiu na propriedade de Joceilson de Souza Joceilson também participa do Produtor de Água Mirim, projeto que leva estudantes de escolas públicas e privadas para uma imersão no campo. As turmas têm a oportunidade de plantar mudas de árvores e aprender sobre a preservação do meio ambiente. “O projeto é uma forma de trazer para os produtores o pertencimento ao meio ambiente, a consciência de que cada um deve ter a responsabilidade de preservar a vegetação, bem como cuidar do lixo, e é muito importante ensinar isso às crianças”, observa. O produtor Rodinaldo Xavier, 61, também tem uma chácara no Núcleo Rural Taquara e conta que sempre buscou preservar o local. No entanto, foi a partir de 2012, quando aderiu à iniciativa, que obteve os melhores resultados. O quintal do agricultor tornou-se uma floresta a partir do plantio de mudas fornecidas pelo projeto e, hoje, concentra diversas nascentes e espécies de animais. “A biodiversidade aumentou muito por conta do projeto, que trouxe milhares de mudas e me ajudou em um processo que seria trabalhoso e dispendioso”, diz Rodinaldo. “Tenho muito cuidado com a natureza daqui da propriedade, já que não é só plantar. Estamos atentos ao fogo, que é devastador, e pode, em minutos, transformar um trabalho de 20 anos em cinzas. Com a preservação, eu ganho qualidade de vida, biodiversidade, e a sociedade ganha água limpa, que não seca.” Rodinaldo Xavier: “A biodiversidade aumentou muito por conta do projeto, que trouxe milhares de mudas e me ajudou em um processo que seria trabalhoso e dispendioso” Esforço conjunto O Produtor de Água do Pipiripau é reconhecido internacionalmente e serve de inspiração para outras unidades da Federação. O sucesso é resultado do trabalho das 14 instituições envolvidas. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), por exemplo, atua com a divulgação da iniciativa aos produtores, com o auxílio na elaboração dos documentos necessários para participação e com o apoio técnico para implantação das práticas de conservação. “A água que chega às nossas torneiras começa no campo e garantir qualidade e disponibilidade é um compromisso que envolve todos nós” Iclea Silva, engenheira ambiental da Emater “A água que chega às nossas torneiras começa no campo e garantir qualidade e disponibilidade é um compromisso que envolve todos nós”, ressalta a engenheira ambiental da Emater-DF e uma das responsáveis pelo Produtor de Águas do Pipiripau pela empresa, Iclea Silva. “Esse projeto mostra que a conservação ambiental e a produção rural podem caminhar juntas, trazendo benefícios para quem cuida da terra e para toda a sociedade. Cuidar das nascentes e preservar as bacias hidrográficas é investir no futuro da água e na sustentabilidade do Distrito Federal.” Os agricultores participam voluntariamente e são recompensados financeiramente pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Desde 2013, já foram pagos mais de R$ 3,4 milhões, sendo cerca de 70% repassados entre 2019 e 2024. Para os próximos cinco anos, está previsto investimento de R$ 5 milhões na remuneração dos participantes do projeto, com repasses anuais de R$ 1 milhão. Presente nas reuniões de construção do projeto, o engenheiro florestal da Caesb, Fábio Bakker, afirma que houve um amadurecimento nas ações de preservação ao longo dos anos. “A agricultura e o saneamento agora são parceiros na gestão da água, são parceiros na produção de água, se ajudam para que esse bem comum para alimento e água, condições fundamentais para a nossa sobrevivência, estejam juntos nesse processo”, observa. “O projeto do Pipiripau nos deu espaço para, durante a crise hídrica, estabelecer um diálogo mais harmônico e aberto com os agricultores.” A Caesb está à frente do projeto Produtor de Água no Descoberto, criado em 2019. Assim como ocorre no Pipiripau, a ideia é tornar a bacia do Alto Descoberto uma referência em produção sustentável de água e alimentos, garantindo segurança hídrica e preservando a vegetação nativa. Neste ano, serão investidos R$ 2 milhões no plantio de 13.570 mudas nativas do cerrado em uma área de aproximadamente 14 hectares, reforma de estradas rurais e instalação de sistemas de esgotamento sustentável.

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