Dia Mundial do Rim tem exames gratuitos e orientações à população em diferentes pontos do DF
No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), diversas ações no Distrito Federal buscaram educar a população sobre a importância desse órgão vital. As atividades resultam de uma parceria entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). O Dia Mundial do Rim foi celebrado nesta quinta (12) com ações em diversos locais do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Em um espaço montado em frente ao shopping Conjunto Nacional, o público pôde fazer gratuitamente o exame de creatinina, utilizado para avaliar a saúde dos rins. Médicos nefrologistas também estiveram presentes para tirar dúvidas e orientar quem passava pelo local. Testar a creatinina permite medir a função renal e identificar com antecedência eventuais problemas que possam acometer os rins. "Essa iniciativa tem o objetivo de falar sobre prevenção e diagnóstico precoce, porque sabemos que, nas fases iniciais, as doenças renais não apresentam sintomas”, reforça o nefrologista da SES-DF e presidente da seção distrital da SBN, Luiz Roberto de Sousa. [LEIA_TAMBEM]Quem aproveitou para se examinar foi a aposentada Isaura Gomes da Silva, de 64 anos: “Eu acho essa ação tão importante. Assim que eu vi a notícia corri para fazer o exame, para saber como eu estou. Ainda bem que não tenho nada. Dessa preocupação, eu já me livrei". Houve ações também no prédio da Administração Central (ADMC) da SES-DF, onde servidores da pasta puderam aferir a pressão arterial e a glicemia capilar, além de realizar o exame de creatinina. Na ocasião, foram distribuídos folhetos educativos aos profissionais da saúde. Também ocorreram atividades no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), com uma confraternização entre a equipe de nefrologia e os pacientes do hospital. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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No Dia Mundial do Rim, Hospital de Base realiza manhã de conscientização
Quem passou pelo ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na manhã desta quinta-feira (12) encontrou um cenário diferente do habitual. Em alusão ao Dia Mundial do Rim, a equipe de nefrologia da unidade promoveu uma ação de conscientização voltada a pacientes e acompanhantes sobre a importância de cuidar da saúde dos rins. Durante a atividade, os participantes receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Também puderam aferir a pressão arterial e realizar o teste de glicemia, exames simples que ajudam a identificar fatores de risco para a doença. Nesta quinta (12), pacientes e acompanhantes do HBDF receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva | Fotos: Divulgação/IgesDF A iniciativa contou ainda com música e distribuição de frutas e água mineral, criando um espaço de acolhimento enquanto as equipes conversavam com o público sobre hábitos de prevenção e acompanhamento da saúde. De acordo com o chefe do serviço de Nefrologia do hospital, Thiago Hayashida, pressão alta e diabetes estão entre as principais causas de doença renal crônica no mundo. “Quando não controladas ao longo do tempo, essas condições podem provocar lesões progressivas nos rins e levar à perda da função renal”, explica. O especialista alerta que a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que torna o acompanhamento médico fundamental. “Muitas vezes o paciente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso é importante medir regularmente a pressão arterial, acompanhar a glicemia e realizar exames simples de sangue, como a creatinina, além da análise de urina”, orienta. Entre os participantes da ação estava Pasmende Sousa Silva, de 43 anos. Ele descobriu a doença renal após sentir fortes dores durante o trabalho e, após 11 meses de hemodiálise, realizou um transplante de rim em 2011. “Meus rins foram piorando aos poucos. Se eu tivesse feito esses exames antes, talvez tivesse conseguido buscar tratamento mais cedo”, relata. O evento também contou com aferição de pressão arterial e teste de glicemia, exames que ajudam a identificar fatores de risco para a doença Doença renal crônica Cerca de 8,4% da população brasileira — o equivalente a aproximadamente 18 milhões de pessoas — convivem com algum estágio de doença renal crônica, segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia. Nos estágios mais avançados, quando os rins deixam de realizar adequadamente a filtração do sangue, o paciente pode precisar iniciar tratamento por diálise ou ser indicado para transplante renal. [LEIA_TAMBEM]Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indicam que mais de 173 mil brasileiros precisaram de algum tipo de diálise em 2025, e o número estimado de mortes desses pacientes ultrapassa 30 mil. Entre os principais fatores de risco para a doença estão o descontrole da pressão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, uso indiscriminado de medicamentos — especialmente anti-inflamatórios —, além de histórico familiar de doença renal. A recomendação dos especialistas é manter acompanhamento regular com médico assistente ou procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para realizar exames periódicos, como aferição da pressão arterial, teste de glicemia e avaliação da creatinina, indicador importante da função dos rins. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Dia do Rim alerta para importância de exames de rotina no cuidado com a saúde
A segunda quinta-feira do mês de março é considerada, no calendário da saúde, o Dia Mundial do Rim. A data chama a atenção para cuidados com o sistema urinário e para a importância da dosagem de creatinina, exame que auxilia no diagnóstico de doença renal crônica. O Ministério da Saúde define doenças renais crônicas como “alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco”. A pequena Maria Clara de Oliveira, de Tocantins, faz acompanhamento quinzenal com pediatras do Hospital da Criança | Foto: Divulgação/HCB “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada” Kallyne Morato, nefrologista do HCB Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) acompanha mais de 60 crianças e adolescentes com esse diagnóstico, oferecendo acompanhamento ambulatorial e internação, bem como terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal), quando necessária. Apesar de se voltar aos pacientes já diagnosticados com a doença, o HCB alerta para a necessidade de atenção aos exames de todas as crianças. Presente nos músculos, a creatinina é uma proteína filtrada pelos rins; quando eles apresentam problemas de funcionamento, a concentração dessa proteína na corrente sanguínea se eleva — alteração percebida na dosagem de creatinina. A coordenadora de nefrologia pediátrica do HCB, Kallyne Morato, explica que o resultado do exame não deve causar pânico, mas dar início à investigação clínica. Exames “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada”, afirma. “Há outros valores que utilizamos para fazer o cálculo da função renal, mas é lógico que, quanto mais elevado, maior a chance de a função estar, de fato, reduzida.” A médica lembra a importância de que tanto crianças quanto adultos façam a dosagem de creatinina anualmente. “Ela é superfácil de ser realizada, porque conseguimos, em um exame simples de sangue, ver se está alterada e ter esse alerta para fazer a investigação”, orienta. [LEIA_TAMBEM]Para garantir que as crianças façam a dosagem regularmente, é importante manter o acompanhamento com o pediatra na Atenção Primária à Saúde (APS). O encaminhamento ao HCB, unidade terciária da rede pública do DF, é feito por meio de regulação. Além disso, a equipe do hospital recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação infantil equilibrada e com baixo consumo de produtos industrializados. Outra recomendação é reduzir o tempo de telas, incentivando a prática de atividade física. “A criança não vai fazer musculação, mas ela vai brincar, andar de bicicleta”, ilustra Kallyne. Beber água também é importante, mas a quantidade ideal varia de acordo com a criança. Segundo a médica do HCB, essa orientação é passada aos pais durante as consultas de rotina com o pediatra. “É importante manter o seguimento, avaliando o crescimento, desenvolvimento e alimentação da criança”, explica. Acompanhamento Foi durante uma consulta que Lauren Santos, 6 anos, descobriu a doença renal crônica e passou a ser acompanhada rotineiramente por um pediatra. “Eu acho que, se não fosse pelos exames, eu teria perdido minha filha, porque eu nem sabia que uma criança podia ser diagnosticada com doença renal crônica”, relata a mãe da menina, Eva Caroline Santos. Com o diagnóstico, as duas foram encaminhadas ao Hospital da Criança de Brasília, onde Lauren passou por sessões regulares de hemodiálise. O quadro mudou em abril de 2025, quando ela passou por um transplante de rim. Após esse procedimento, mãe e filha puderam voltar ao Tocantins, seu estado de origem. Hoje, elas comparecem ao HCB a cada 15 dias, para que Lauren passe por consultas, exames e receba medicação. “Ela está superbem”, comemora Eva. “A equipe já está avaliando para aumentar o tempo entre as consultas de acompanhamento”. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar
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Equipe de Nefrologia do HRSM participa de ação voltada para o Dia Mundial do Rim
Para comemorar de uma maneira diferente e com um olhar voltado para as pessoas que estão lidando diretamente com o cuidado e assistência dos pacientes, o Serviço de Nefrologia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) promoveu um chá da tarde e ofertou exames para seus colaboradores neste Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (13). A data foi criada em 2006 e visa conscientizar a população sobre a importância de cuidar dos órgãos vitais para a saúde. A campanha foi criada em 2006 e é uma iniciativa internacional. O tema deste ano é “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber”. “Queremos cuidar de quem cuida do rim e por isso, este ano, decidimos fazer essa ação com os profissionais que trabalham cuidando dos rins. São pessoas que trabalham o dia inteiro, às vezes acabam se descuidando ou pela correria, ou pela falta de tempo mesmo e não tiram um tempo para fazerem seu próprio check-up e exames da parte renal. Sabemos que uma a cada dez pessoas possui algum problema renal e não sabe. Precisamos identificar para tratar”, explica a chefe do Serviço de Nefrologia do HRSM, Núbia Moreira. A campanha foi criada em 2006 e é uma iniciativa internacional. O tema deste ano é “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber” | Foto: Divulgação/IgesDF Durante a ação, os profissionais tiveram um momento de descontração entre a equipe, recebendo uma ficha com o pedido dos exames necessários para identificar possíveis alterações renais. Além disso, participaram de uma dinâmica e fizeram um lanche coletivo. Também foi enfatizada pela chefia a importância da data e os cuidados com a saúde. Núbia alerta que o diagnóstico precoce faz toda a diferença para o sucesso do tratamento. “As estatísticas mostram que o número de pacientes portadores de doença renal cresce a cada ano, sendo mais comum em pacientes portadores de diabete mellitus e hipertensão arterial. Atualmente, são aproximadamente 160 mil brasileiros dependentes de tratamento dialítico para sobreviverem. Sabe-se que o diagnóstico precoce e o seguimento com especialista podem mudar o desfecho do paciente ao longo dos anos”, esclarece a nefrologista. A técnica de enfermagem Francisca Miranda gostou muito da ação e disse que momentos assim são importantes para unir a equipe e levar descontração, tendo em vista que todos passam por situações difíceis no cotidiano e na assistência aos pacientes. “Às vezes, as pequenas coisas que a gente acha que não vai fazer mal para os nossos rins fazem, como, por exemplo, o uso discriminado de medicamentos, anti-inflamatórios, que prejudica muito a função renal. Por isso, é bom as pessoas se conscientizarem e evitarem o uso sem indicação médica. Atendemos muitos pacientes jovens que chegam aqui sem nem desconfiar de um problema renal e, quando fazem os exames, as taxas estão alteradas, a doença já está numa fase grave. Então, temos que lidar também com o psicológico destes pacientes e prestar todo o suporte”, afirma. Serviço de Nefrologia do HRSM Atualmente, o Serviço de Nefrologia do HRSM atende pacientes internados na unidade que necessitam de acompanhamento da especialidade, oferecendo o tratamento dialítico para os casos necessários. São realizadas diálise em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfermarias e no box de emergência. No último ano, foram realizadas mais de 8 mil sessões de hemodiálise no Serviço, em aproximadamente 1.800 pacientes avaliados no ambiente intra-hospitalar. O serviço de Nefrologia ainda conta com atendimento ambulatorial de Nefrologia geral e ambulatório especializado em doenças glomerulares e doença renal crônica, atendendo aproximadamente 1.200 pacientes ambulatorialmente no último ano. Ao todo, foram realizados 3 mil atendimentos no último ano. *Com informações do IgesDF
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