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Diretoria de Vigilância Ambiental

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Lagartas são recolhidas no Lago Sul para produção de soro antiveneno

A Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) recolheu dezenas de lagartas Lonomia em uma residência no Lago Sul na última semana. O intuito da ação é fabricar soro antiveneno, já que essa é a espécie de lagarta mais perigosa para o ser humano. A inoculação do seu veneno pode ocasionar hemorragias e até a morte. “Um acidente vai acontecer, então o serviço de saúde precisa ter sempre o soro antiveneno disponível. A matéria-prima é a própria lagarta. Por isso, é preciso recolher o maior número desse animal. Ao mesmo tempo em que ela é o problema, é a solução”, explica o biólogo Israel Moreira.  Acidentes com lagartas ocorrem pelo contato com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF A coleta foi solicitada pelo próprio morador, que identificou o animal em área verde próxima de sua casa. Poucas horas depois, o recipiente com as lagartas recolhidas foi levado a São Paulo para produção do soro antilonômico (SALon) no Instituto Butantan. O SALon é específico para o tratamento dos envenenamentos causados por lagartas Lonomia. O Brasil é o único país produtor deste antiveneno. O processo de produção envolve o corte e a maceração das cerdas da lagarta. Diferentemente de serpentes, aranhas e escorpiões, que podem ser mantidos em biotério e manejados para a extração das toxinas, as lagartas precisam ser frequentemente repostas. “A gente precisa do apoio da população para realizar a coleta desses animais. Essa é a única forma de produzir o soro. Por isso, cada lagarta recolhida é tão importante”, indica Israel Moreira. Acidentes Folhas comidas e fezes acumuladas são sinais da presença do animal Os acidentes com lagartas ocorrem pelo contato do indivíduo com o animal, que geralmente ocupa árvores ou vegetação próxima. Devido a sua coloração, as lagartas se camuflam na superfície de troncos. Folhas comidas e fezes acumuladas são sinais da presença do animal. Ao coletar frutas no pomar, encostar-se em troncos para descansar ou realizar quaisquer outras atividades em ambiente silvestre, é recomendado observar bem o local antes de fazer o manuseio. A utilização de luvas ajuda a minimizar o risco de acidentes. Israel Moreira ressalta que apenas o estágio larval de mariposas oferece risco à população, devido à presença de cerdas urticantes e veneno em muitas delas. Por isso, as espécies inofensivas aos seres humanos devem permanecer no meio ambiente. “Elas cumprem um papel fundamental no equilíbrio ecológico”, alerta. Serviços de saúde A Lonomia é a lagarta que representa maior perigo às pessoas; a inoculação do seu veneno pode ocasionar acidentes graves e até a morte [LEIA_TAMBEM]Para a identificação e a coleta de animal peçonhento, é importante entrar em contato com algum dos núcleos regionais de Vigilância Ambiental em Saúde. Em caso de acidente, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo, além de acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). O registro fotográfico do animal, sempre que possível, pode auxiliar no tratamento. Os soros antiveneno são distribuídos exclusivamente pelo Ministério da Saúde, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização a hospitais de referência do país é planejada de acordo com os registros de acidentes. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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GDF oferece serviço de recolhimento de animais mortos; entenda como funciona 

O que fazer ao encontrar um animal morto em uma área pública do Distrito Federal? A dúvida é comum, e a resposta envolve dois órgãos diferentes: o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e a Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF). Enquanto o SLU faz o recolhimento de animais mais comuns, a Vigilância Ambiental atua em casos mais específicos que envolvem risco à saúde. Ao se deparar com um animal morto em via pública, é recomendado sempre acionar os canais oficiais para garantir o recolhimento correto e seguro, contribuindo tanto para a limpeza urbana quanto para a saúde coletiva. O SLU é responsável pela retirada de animais de pequeno porte, como pássaros e roedores, encontrados durante a varrição em vias e logradouros públicos. Já em casos de animais de grande porte, como cavalos, o recolhimento só é feito mediante solicitação do cidadão. O pedido pode ser registrado pela Ouvidoria do Governo do Distrito Federal (GDF), pelo telefone 162, pelo site ou pelo aplicativo SLU Coleta DF. O prazo para o atendimento é de até 48 horas, embora, na prática, a coleta ocorra geralmente em até 24 horas. O SLU é responsável pela retirada de animais de pequeno porte, como pássaros e roedores, encontrados durante a varrição em vias e logradouros públicos | Foto: Divulgação/SLU Segundo a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, o órgão busca oferecer um atendimento ágil e seguro. “A coleta de animais mortos em áreas públicas exige cuidado, tanto para evitar riscos à população quanto para manter a cidade limpa. Nosso objetivo é garantir que esse trabalho seja feito de forma rápida e adequada”, ressalta. Monitoramento epidemiológico Há, no entanto, situações em que a atuação é de outro órgão, como no caso de animais mortos em propriedades particulares, no interior de rios, lagos ou bueiros, além daqueles que apresentem sinais de doenças contagiosas. Nesses casos, a responsabilidade passa a ser da Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Ambiental, que deve ser chamada para recolher os animais e investigar vínculos epidemiológicos. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses da SES-DF, Camila Cibeli, a investigação desses casos é fundamental. Ela explica que animais como primatas precisam ser analisados para verificar riscos de febre amarela e morcegos são monitorados por causa da raiva. Já os animais domésticos devem ser observados em situações específicas, como agressão, perda repentina de mobilidade ou óbitos muito rápidos. A recomendação para animais domésticos mortos com essas condições é não enterrar imediatamente e sim procurar uma clínica veterinária para a destinação correta. “Temos conseguido manter a cidade sem cães e gatos positivos para a raiva desde dos anos 2000. Os acionamentos da população são muito importantes para mantermos os índices zerados e os trabalhos de vigilância e erradicação de zoonoses no DF”, explica a gerente. Camila acrescenta que a comunicação rápida com a pasta responsável faz a diferença e pode ser feita por meio de um canal direto de WhatsApp (61-3449-4434), no qual basta informar o tipo de animal e a localização para que uma equipe da Zoonoses seja enviada. O canal segue o horário de funcionamento do órgão, de segunda a sexta de 8h às 18h.

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Feirinha de adoção neste sábado (15) busca famílias para pets

Está interessado em adotar um pet? No próximo sábado (15), das 10h às 15h30, a Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disponibilizará 75 cães e 2 gatos na Feira de Adoção. Os bichinhos estão vacinados, alguns castrados e foram resgatados por meio de uma decisão judicial que os retirou das condições precárias em que viviam. São machos, fêmeas, jovens, adultos sem raça definida, de variados tamanhos e cores que já realizaram exames para leishmaniose e foram vacinados contra raiva. Além disso, também foram tratados contra possíveis parasitas (pulgas e carrapatos). Já os gatos foram testados para FIV (vírus da imunodeficiência felina) e FeLV (vírus da leucemia felina), além de serem imunizados contra raiva. A filhote Ciça estará para adoção neste sábado | Fotos: Divulgação/Agência Saúde-DF Os animais adultos já estão castrados, enquanto os filhotes ainda aguardam a idade ideal para a realização do procedimento. A castração de todos os animais será garantida pelo Hospital Veterinário Público (Hvep). A gerente da Vigilância Ambiental de Zoonoses, Camila Cibele, explica que a maioria dos pets – agora sob cuidados da pasta – foram vítimas de maus-tratos. “Queremos que eles tenham uma vida digna fora das baias da Zoonoses. Não são animais para guarda. E é preciso manter o cãozinho e o gato sem acesso à rua para evitar que sofram novamente”, lembrou. Para adotar é necessário ter mais de 18 anos de idade, apresentar documento de identidade e assinar o termo de responsabilidade de posse responsável Critérios Para adotar é necessário ter mais de 18 anos de idade, apresentar documento de identidade e assinar o termo de responsabilidade de posse responsável. Também é preciso lembrar de levar coleira com guia ou caixa de transporte para buscar o pet. Entre os cães que aguardam por um novo lar estão os filhotes João Arthur, Maria Lili e Ciça. Já os gatos são irmãos: Remo e Rômulo, de apenas cinco meses. Adotar um animal é um ato de amor que vem acompanhado de responsabilidade e compromisso, como explica a veterinária da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ), Aline Zorzan. “Ao abrir as portas de sua casa para um novo amigo peludo, você não está apenas oferecendo um lar, mas também assumindo a responsabilidade pelos cuidados diários, como alimentação, saúde e bem-estar. Esses cuidados envolvem custos que devem ser planejados: vacinas, idas ao veterinário, ração de qualidade e, claro, um cantinho confortável e seguro para descansar”, destaca. Os animais adultos já estão castrados, enquanto os filhotes ainda aguardam a idade ideal para a realização do procedimento. A castração de todos os animais será garantida pelo Hospital Veterinário Público (Hvep) No entanto, reforça, o retorno é incomparável. “Em troca, você receberá amor incondicional, lambidas inesperadas e a eterna gratidão nos olhos do seu companheiro. Adotar é um gesto de empatia que transforma vidas: a do animal e a sua”, conclui. Doações Com o grande número de animais resgatados, o Centro de Zoonoses do Distrito Federal está recebendo doações para ajudar no cuidado e conforto dos animais. A população pode contribuir com rações de boa qualidade, cobertores, casinhas e outros itens para pets. As doações podem ser entregues diretamente na sede do centro, localizada no Noroeste, trecho 2 – próximo ao Hospital da Criança de Brasília. Feira de adoção → Sábado, 15 de março → De 10h às 15h30 → Na Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) → Endereço: Setor de Habitações Coletivas Noroeste (SHCNW) – Trecho 02 – Lote 4 (Via de acesso ao Hospital da Criança de Brasília) *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Recolhimento de animais mortos requer cuidados; veja como e quando acionar o GDF

O que fazer ao encontrar um animal morto em uma área pública do Distrito Federal? Essa é uma dúvida que muitos moradores têm ao se deparar com bichos sem vida em locais públicos. Na capital federal, dois órgãos são responsáveis pelo recolhimento. A maior parte deles é feita pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). No entanto, quando há risco epidêmico ou qualquer vulnerabilidade à saúde humana, a retirada é feita pela Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do DF (SES). A maior parte dos animais mortos encontrados em áreas públicas é recolhida pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) | Foto: Divulgação/SLU Animais de pequeno, grande e médio porte são recolhidos pelo SLU, por meio de uma empresa terceirizada que, este ano, fez 99 viagens para a realização do serviço. Animais muito pequenos, como roedores e pássaros, são recolhidos pelos próprios trabalhadores da limpeza urbana. Todos são enviados para o aterro sanitário, onde são enterrados. Segundo o órgão, capivaras e cachorros, normalmente vítimas de atropelamento nas vias do DF, são as espécies mais recolhidas pelos profissionais. O acionamento é feito pela própria população pelo telefone 162. É necessário informar a localização e a espécie do bicho. “O que pedimos é que a população nos ajude com o maior número de informações no acionamento, com a localização exata e até com imagens. Tudo isso facilita o nosso serviço”, revela o assessor especial da Diretoria de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo. O SLU conta com duas equipes específicas para o serviço. Cada uma tem um caminhão e dois profissionais que atuam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Cuidado epidemiológico Duas espécies exigem um recolhimento diferenciado, feito pela Diretoria de Vigilância Ambiental por meio do programa de vigilância de raiva e febre amarela: morcegos e primatas não humanos, como macacos e micos. Este ano, o órgão recolheu 85 morcegos, dos quais seis apresentaram resultado positivo para teste de raiva, e 28 primatas não humanos. “É importante que esses animais epidemiológicos passem pelo programa da Vigilância Ambiental, porque os monitoramos com encaminhamento para o diagnóstico de vírus da febre amarela e da raiva para que, em caso de positividade, as equipes de saúde possam fazer ações de bloqueio da área, trabalhar a conscientização e desencadear ações de vacinação e detecção”, explica a bióloga Gabriela Toledo, da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da SES. Por conta de risco à saúde humana, a retirada de duas espécies é feita pela Diretoria de Vigilância Ambiental: morcegos e primatas, como macacos e micos | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília As ações de vigilância ocorrem mediante acionamento da população pelos números 3449-4432 e 3449-4434 ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. “Orientamos que a população não manipule esses animais mortos. Se possível, apenas isolar a área e entrar em contato com a gente da forma mais rápida possível. Quanto mais rápido conseguirmos acessar o animal, melhor será a amostra e o diagnóstico”, comenta a bióloga. Localização, fotos e tipo do animal são informações essenciais para o atendimento. Os acionamentos via telefone podem ser feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, que é o mesmo horário dos recolhimentos. Nos horários em que não há atendimento ou no fim de semana, a recomendação é o contato pelo e-mail.

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