Fórum fortalece ações de educação ambiental na rede pública do DF
A Secretaria de Educação (SEEDF), por meio do Núcleo de Educação Ambiental, promoveu, nessa quarta-feira (17), a 8ª edição do Fórum de Educação Ambiental. Com o tema “Desemparedamento na perspectiva da educação ambiental”, o encontro reuniu gestores, professores, profissionais da educação, representantes de órgãos públicos, instituições parceiras e membros da sociedade civil para fortalecer ações voltadas à sustentabilidade desenvolvidas nas escolas da rede pública. A iniciativa integra o trabalho da secretaria para ampliar a educação ambiental no cotidiano escolar, incentivando práticas que aproximem os estudantes da natureza, do território onde vivem e da comunidade. Para a chefe do Núcleo de Educação Ambiental, Cibele Lima, o fórum é um espaço estratégico de articulação e construção coletiva. “O Fórum de Educação Ambiental reúne pessoas que acreditam e trabalham pela educação ambiental no dia a dia. É um espaço de encontro, de troca de experiências e de aprendizado entre educadores, instituições e parceiros que atuam nessa área”, destacou. Além de promover reflexões sobre novas abordagens pedagógicas, o evento buscou fortalecer a implementação da Política de Educação Ambiental da SEEDF, estimular o protagonismo estudantil e ampliar a integração entre escolas, universidades, órgãos governamentais e instituições parceiras. Educadores da Escola Classe Beija-Flor compartilharam experiências voltadas à sustentabilidade e à educação ambiental durante o evento | Fotos: André Amendoeira, Ascom/SEEDF Formação cidadã e trabalho em rede Para Cibele, um dos principais resultados do encontro é o fortalecimento da rede de colaboração entre profissionais e instituições que atuam na área. “É sempre muito enriquecedor conhecer as ações que estão sendo desenvolvidas em diferentes contextos, compartilhar boas práticas e construir novas possibilidades de atuação conjunta. Como rede de ensino, temos o compromisso de promover e fomentar a educação ambiental em todas as nossas instituições educacionais, contribuindo para a construção de uma sociedade cada vez mais consciente, participativa e sustentável”, afirmou. Ao longo da programação, representantes das coordenações regionais de ensino (CREs) apresentaram projetos, oficinas, gincanas e ações desenvolvidas nas unidades escolares, evidenciando a diversidade de iniciativas voltadas à sustentabilidade na rede pública. As apresentações também destacaram experiências desenvolvidas pela Escola Pública Integral Bilíngue – Libras e Português Escrito, Escola Classe Beija-Flor, Escola Parque da Natureza e Escola Parque da Natureza e Esporte, demonstrando diferentes formas de integrar a temática ambiental ao processo de aprendizagem. A professora Tereza Marques, da Escola Classe Beija-Flor, apresentou ações que aproximam os estudantes dos espaços públicos e das questões ambientais do Distrito Federal. Entre elas está o projeto Passeando pela Cidade, que leva as crianças para atividades semanais fora da escola, além de iniciativas de plantio e preservação ambiental desenvolvidas por meio do projeto Brasilidade. “Nosso trabalho dialoga muito com essa ideia do desemparedamento. As crianças saem da escola, conhecem o território onde vivem e participam de ações concretas, como o plantio de mudas do Cerrado. Já plantamos mais de 800 mudas na Serrinha do Paranoá, ajudando os estudantes a compreenderem a importância da preservação desses espaços”, destacou. Segundo a educadora, as vivências fora da sala de aula ampliam a percepção dos estudantes sobre a cidade e fortalecem o sentimento de pertencimento. “Uma criança comentou que, depois de conhecer esses espaços e participar das ações de plantio, percebeu que no bairro onde mora há poucas árvores e disse que queria ajudar a mudar essa realidade. Quando ouvimos esse tipo de reflexão, percebemos que o projeto está cumprindo seu papel de formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com o ambiente em que vivem”, afirmou. Mostra de cinema abre programação A programação contou ainda com uma mostra de cinema na Escola Parque 308 Sul, destinada prioritariamente a estudantes e professores. A atividade reuniu cinco instituições educacionais de quatro CREs e promoveu reflexões sobre questões socioambientais por meio da exibição de um filme alinhado à temática do evento. Além da experiência cultural, a iniciativa contribuiu para sensibilizar os participantes sobre a importância da preservação ambiental e do desenvolvimento de atitudes voltadas à sustentabilidade. Um dos destaques do 8º Fórum de Educação Ambiental foi a palestra de Paula Mendonça, do Instituto Alana, sobre o tema “Desemparedamento” Troca de experiências e práticas inspiradoras Realizado na Agência Nacional de Águas (ANA), o fórum também reuniu profissionais da educação e representantes de instituições parceiras, como Neoenergia e Jardim Botânico de Brasília, que compartilharam iniciativas voltadas à sustentabilidade e à educação ambiental. Entre os destaques estiveram a palestra de Paula Mendonça, do Instituto Alana, sobre o tema “Desemparedamento”, e a apresentação de Aline Oliveira, do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), que abordou o tema “Déficit de Natureza nas Escolas do DF”. As atividades estimularam reflexões sobre a ampliação das experiências educativas em ambientes naturais e sobre os desafios de fortalecer a conexão das novas gerações com a natureza. “O desemparedamento na infância é um convite para olhar os espaços externos como oportunidades de ampliar as possibilidades pedagógicas” Paula Mendonça, especialista em Educação Ambiental Para Paula Mendonça, as escolas desempenham papel estratégico na construção de cidades mais sustentáveis e resilientes. “A escola é um equipamento muito estratégico para pensar a questão ambiental e climática das cidades. Está presente em todos os territórios e pode beneficiar não apenas as crianças, com seu desenvolvimento integral, mas também os bairros e a própria cidade, ao ampliar as áreas verdes”, destacou. Segundo ela, muitas unidades escolares da rede pública já contam com espaços verdes que podem ser mais bem-aproveitados em atividades pedagógicas. "O desemparedamento na infância é um convite para olhar os espaços externos como oportunidades de ampliar as possibilidades pedagógicas. A natureza oferece experiências de aprendizagem e contribui para a saúde física e mental dos estudantes", afirmou. Das ações de plantio às atividades desenvolvidas em espaços naturais, o fórum mostrou como a educação ambiental tem ganhado espaço nas escolas da rede pública do DF, transformando conhecimento em experiências concretas de cidadania e sustentabilidade. *Com informações da SEEDF
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GDF investe R$ 16,8 milhões em ações ambientais durante o mês do meio ambiente
O mês do meio ambiente começou com novos investimentos e entregas ambientais. Ao longo de junho, o Governo do Distrito Federal vai investir mais de R$ 16,8 milhões em ações de combate às queimadas, educação ambiental, ampliação da inteligência territorial e fortalecimento dos parques ecológicos. A proposta é ampliar projetos fortalecidos nos últimos anos e acelerar ações consideradas estratégicas para enfrentar os desafios ambientais do DF, principalmente durante o período de seca. Os resultados aparecem em diferentes áreas Recuperação ambiental O DF já plantou 20 mil mudas nativas em ações de recuperação ambiental e arborização urbana. Também reduziu em 66,9% as áreas queimadas dentro das unidades de conservação, um dos principais desafios enfrentados pelo Cerrado durante o período de seca. O DF já plantou 20 mil mudas nativas em ações de recuperação ambiental e arborização urbana | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo o secretário do Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, o resultado é fruto do reforço nas ações preventivas e da ampliação do monitoramento ambiental. Neste ano, mais de 15 mil chamados ambientais já foram atendidos pelas equipes responsáveis pelas operações de prevenção e resposta. “Reforçamos as ações de prevenção aos incêndios florestais com a realização de quatro blitz educativas e a capacitação de brigadistas para atuação durante o período de estiagem”, afirma. Tecnologia Hoje, mais de 20 bases ambientais já estão integradas ao Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), plataforma usada pelo governo para monitorar áreas de risco, reunir dados ambientais com a integração dos órgãos e acelerar respostas em situações de emergência. Ao longo de junho, o sistema ganhará novas funcionalidades. No dia 16, o GDF lança um módulo do Sisdia voltado à integração entre meio ambiente e saúde pública no combate à dengue. No fim do mês, o governo também fará a entrega de novos sistemas tecnológicos ambientais, incluindo o DF Sem Fogo, monitoramento da qualidade do ar e instalação de câmeras 360° de segurança em parques ecológicos. “Reforçamos as ações de prevenção aos incêndios florestais com a realização de quatro blitz educativas e a capacitação de brigadistas para atuação durante o período de estiagem” Rafael Luiz Ramalho de Santana, secretário do Meio Ambiente Educação ambiental As campanhas educativas ganharam força. Mais de 5 mil estudantes participaram de ações de conscientização sobre queimadas e preservação ambiental. Parte dessa mobilização continua ao longo de junho, com uma programação aberta à população. Entre as atividades previstas estão a Caminhada do Dia do Meio Ambiente, no Parque Ecológico de Águas Claras, a assinatura do Decreto de Trilhas, ações ligadas à pesca sustentável no Lago Paranoá e a realização da Conferência Distrital de Pesca e Aquicultura. “Além disso, promovemos o Seminário AdaptaCidades, que deu início à construção participativa da agenda de adaptação climática do DF, e adotamos medidas para o ordenamento sustentável do Lago Paranoá. São ações que fortalecem a sustentabilidade e a resiliência ambiental do nosso território", ressalta o secretário do Meio Ambiente. Energia limpa O GDF implantou quatro usinas solares e instalou 1.492 placas fotovoltaicas. Hoje, 80 prédios públicos são abastecidos por energia limpa, incluindo escolas públicas que atendem mais de 8,6 mil estudantes. “Meio ambiente não é apenas preservação. É inteligência territorial, qualidade de vida, prevenção de riscos, segurança hídrica e construção de cidades mais resilientes”, complementa Rafael Santana.
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Servidores do SLU participam de atividade sobre separação correta de resíduos
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) participou de um ciclo de visitas técnicas promovido pela Assessoria de Gestão Sustentável (AGS) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), com o objetivo de orientar servidores, membros e colaboradores terceirizados sobre a separação correta dos resíduos e a importância da destinação adequada dos materiais recicláveis. Em série de encontros, servidores do SLU e do MPDFT conversam sobre temas como coleta seletiva, reaproveitamento de resíduos e redução de impactos ambientais | Fotos: Divulgação/MPDFT Realizados entre abril e maio, os encontros ocorreram na sede e nas unidades descentralizadas do MPDFT. Os servidores do SLU levaram informações práticas sobre coleta seletiva, reaproveitamento de resíduos, redução de impactos ambientais e responsabilidade compartilhada entre instituições públicas, trabalhadores e cidadãos. “Quando falamos em resíduos, precisamos compreender que muitos materiais ainda possuem valor econômico e potencial de reaproveitamento. Por isso, a separação correta é fundamental para reduzir impactos ambientais, sanitários e sociais relacionados ao descarte inadequado” Allyson Silva, gerente de Educação Ambiental do SLU Durante as atividades, o gerente de Educação Ambiental do SLU, Allyson Silva, destacou que a separação correta começa no local onde o resíduo é gerado e tem impacto direto em toda a cadeia da reciclagem. “Quando falamos em resíduos, precisamos compreender que muitos materiais ainda possuem valor econômico e potencial de reaproveitamento. Por isso, a separação correta é fundamental para reduzir impactos ambientais, sanitários e sociais relacionados ao descarte inadequado”, afirmou. Segundo o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, a atuação em órgãos públicos é estratégica. “Essas ações ampliam a consciência ambiental em ambientes com grande circulação de pessoas e fortalecem a coleta seletiva na origem. Quando os resíduos são separados corretamente, as cooperativas recebem materiais com maior qualidade, o que melhora o aproveitamento, reduz rejeitos e contribui para a geração de trabalho e renda”, afirmou. De acordo com a assessora de sustentabilidade do MPDFT, Rafaela Sol, as visitas tiveram como foco orientar as unidades sobre as formas adequadas de descarte dos resíduos gerados, além de esclarecer responsabilidades no processo de gestão e fortalecer a integração entre os setores descentralizados. “A iniciativa buscou aproximar as unidades da Assessoria de Gestão Sustentável, criando um canal permanente de diálogo, esclarecimento de dúvidas e aprimoramento dos fluxos internos”, destacou. Educação ambiental Nas visitas, o SLU contribuiu com orientações sobre a diferença entre resíduos secos, orgânicos e recicláveis, além da forma correta de identificação de lixeiras e contêineres. Também foram abordados temas como redução do uso de copos descartáveis, consumo consciente e reaproveitamento de materiais orgânicos, como a borra de café. Na série de encontros, servidores discutiram desde a coleta nas salas até a separação e destinação final dos resíduos recicláveis As ações também detalharam os fluxos de gerenciamento de resíduos no MPDFT, desde a coleta nas salas até a destinação final pelas cooperativas habilitadas. A proposta é garantir que os resíduos recicláveis sejam separados com mais qualidade, aumentando o potencial de reaproveitamento e reduzindo o volume encaminhado de forma inadequada para a disposição final. Responsabilidade compartilhada [LEIA_TAMBEM] Além das orientações técnicas, os encontros promoveram reflexões sobre responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos. O conceito envolve a participação de todos os atores da cadeia: cidadãos, instituições públicas, empresas, cooperativas, trabalhadores terceirizados e poder público. No encontro realizado na sede do MPDFT, Júlio Campos Alvarenga, representante do SLU, também destacou a importância da separação correta para reduzir os impactos ambientais e os custos do sistema público de destinação final. Segundo ele, grande parte dos materiais encaminhados aos aterros sanitários poderia ser reciclada ou reaproveitada caso fosse separada adequadamente ainda na origem. A iniciativa também contou com distribuição de materiais informativos e momentos de diálogo com os participantes, permitindo o esclarecimento de dúvidas sobre descarte correto, coleta seletiva e práticas sustentáveis no cotidiano institucional. * Com informações do MPDFT
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Programa Lobo-Guará ganha mais 110 guardiões ambientais no Distrito Federal
Policiais militares que integram o Programa de Educação Ambiental Lobo-Guará (Prealg) realizaram, na manhã desta quinta-feira (30), a solenidade de formatura de 110 alunos do 5º ano da Escola Classe 215 de Santa Maria. Os estudantes concluíram com êxito o 1º ciclo de 2026 do projeto preventivo Guardiões Ambientais. O evento reuniu um público de aproximadamente 200 pessoas, entre familiares, educadores e autoridades, celebrando a transição dos jovens para o papel de protetores ativos da natureza. O projeto Guardiões Ambientais é uma iniciativa estratégica de segurança pública da PMDF, com foco na prevenção primária. Baseado na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), o programa atua em instituições de ensino fundamental para conscientizar crianças sobre a preservação do ecossistema e combater práticas ilícitas, como a criação irregular de animais silvestres. Ao longo do curso, os alunos aprendem a importância do cuidado com o meio ambiente e tornam-se multiplicadores de boas práticas em suas comunidades. Pais e mães que participaram da solenidade de formatura destacaram impacto positivo do curso no cotidiano dos filhos A cerimônia também foi um espaço de integração com as famílias, que receberam orientações sobre sustentabilidade e bem-estar infantil. O impacto positivo do programa no cotidiano escolar e familiar foi destacado pelos responsáveis presentes. Mãe da aluna Ketlen Sophia de Almeida Santos, Amanda Almeida Braga relatou a mudança de comportamento da filha observada em casa após o início das aulas. "Ela evoluiu bastante. Aprendeu direitinho e reproduz em casa. Agora economiza água e energia, ensina a irmãzinha a fazer o mesmo e adquiriu o hábito de recolher lixo das ruas. Ela diz que aprendeu tudo nas aulas dos Guardiões e compartilha esse conhecimento com primos e outros familiares." Com essa formatura, a PMDF reforça seu compromisso com a educação ambiental, investindo na formação de cidadãos conscientes que farão a diferença no futuro do Distrito Federal. *Com informações da PMDF
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