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Educação de Jovens e Adultos

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Festival Interescolar do Noturno reúne estudantes de quatro escolas em Taguatinga 

Estudantes de quatro unidades públicas de ensino de Taguatinga participam, nesta quarta-feira (27), da primeira edição do Festival Interescolar do Noturno. A programação começa às 19h, no Cemeit, com atividades esportivas, apresentações culturais e exposição de trabalhos artísticos produzidos por alunos. Pinturas feitas por alunos do CED 6 serão expostas durante o evento | Foto: Divulgação A iniciativa é da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Taguatinga, por meio da Unidade Regional de Educação Básica (Unieb), e reúne o Centro Educacional 2, o Centro Educacional 6, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) e a Escola Bilíngue. O festival foi criado para integrar estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do ensino regular que frequentam a escola à noite. “Queremos uma escola com movimento e alegria à noite também; e, no caso específico da EJA, uma escola acolhedora, com possibilidade de matrículas a qualquer momento” André Lúcio Bento, coordenador do turno noturno do Cemeit A programação inclui torneios de futebol e vôlei, estações de dominó, dama e tênis de mesa, além de apresentações musicais. Os estudantes também vão expor trabalhos de artes, como pinturas feitas por alunos do CED 6 em caixas de maçã. As disputas terão premiação com troféus e medalhas. Atividades Para facilitar o deslocamento, a CRE disponibiliza ônibus entre as escolas de origem e o Cemeit. Nesta primeira edição, o festival será restrito a estudantes, professores e servidores das quatro unidades participantes. Todos os alunos foram convidados; quem não estiver nas competições poderá acompanhar as atividades na torcida. Segundo o coordenador do turno noturno em Taguatinga, André Lúcio Bento, a proposta é ampliar as oportunidades pedagógicas para alunos que, muitas vezes, ficam fora de ações concentradas no período diurno, como jogos, exposições e visitas a espaços culturais. “Queremos uma escola com movimento e alegria à noite também; e, no caso específico da EJA, uma escola acolhedora, com possibilidade de matrículas a qualquer momento”, afirma o gestor.  [LEIA_TAMBEM]A participação da Escola Bilíngue também foi considerada na organização. Professores da própria unidade darão apoio à interpretação em língua de sinais, para integrar os estudantes surdos às atividades e à comunicação do festival. Para a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação (SEEDF), Lilian Sena, ações desse tipo fortalecem a permanência escolar e ajudam a dar sentido à trajetória dos alunos da EJA. “Precisamos fomentar o desenvolvimento de projetos e políticas educacionais em áreas como cultura, tecnologia, trabalho e saúde, especialmente saúde mental, que dialogam e trazem sentido para os estudantes da EJA, fortalecendo a permanência escolar e assegurando às pessoas jovens, adultas e idosas a conclusão da educação básica”, enfatiza. Serviço Festival Interescolar do Noturno em Taguatinga → Data: quarta-feira (27) → Horário: a partir das 19h → Local: Cemeit → Classificação indicativa livre

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Educação de Jovens e Adultos chega ao sistema prisional

A educação dentro do sistema prisional do Distrito Federal ganhou um novo formato. A Secretaria de Educação (SEEDF) abriu a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade a distância, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), ampliando o acesso ao ensino para pessoas privadas de liberdade. Laboratórios de informática já foram instalados nas sete unidades prisionais do Distrito Federal | Foto: Divulgação/Seape “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência” Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica  A iniciativa foi viabilizada com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do DF, com financiamento do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A estrutura permite que as atividades ocorram em ambiente controlado, conciliando segurança e acesso à tecnologia. “A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”, ressalta a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, Lilian Sena. O modelo foi construído a partir de um projeto pedagógico elaborado pelo Centro Educacional 01 de Brasília em conjunto com a equipe técnica da administração penitenciária. A proposta amplia o alcance das ações educacionais já existentes e busca garantir continuidade nos estudos dentro das unidades. Tecnologia e acesso  [LEIA_TAMBEM]A experiência começou como projeto-piloto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Nessa primeira etapa, 11 estudantes passaram a ter acesso à formação básica com apoio de professores e uso de recursos digitais, o que amplia as possibilidades de inclusão educacional e tecnológica. “Além de ampliar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância possibilita uma formação básica de qualidade para os custodiados que não tinham acesso à educação no CPP”, explica a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Telma Cristiane. “Os 11 estudantes contemplados neste primeiro momento terão acesso à tecnologia, com suporte de professores qualificados. Tenho a certeza de que esse tipo de formação terá um impacto muito positivo na vida desses estudantes ao inseri-los no mundo digital, abrindo possibilidades sociais e profissionais para eles.” A proposta se insere em uma política mais ampla de reintegração social por meio da educação. A avaliação é que o acesso ao ensino e às ferramentas digitais contribui para a construção de novas perspectivas fora do sistema prisional. “Nosso entendimento é que o sistema prisional deve ser, ao mesmo tempo, espaço de responsabilização e de reconstrução de trajetórias. Essa iniciativa reforça o compromisso da secretaria em expandir projetos de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF”, afirma o diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, George Yves. *Com informações da Secretaria de Educação    

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SEEDF amplia acesso à educação para presos e egressos

A Secretaria de Educação (SEEDF) lançou, nesta quarta-feira (11), o serviço de atendimento educacional voltado a custodiados e egressos do sistema prisional. A iniciativa foi apresentada no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), durante a oficialização da Portaria Conjunta nº 31 de 2025, que regulamenta a parceria entre a SEEDF e a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). O evento reuniu coordenadores regionais de ensino. Lançado durante evento na Fepecs, serviço complementa trabalho que já é desenvolvido pela Secretaria de Educação | Foto: Mary Leal/SEEDF “A secretaria tem abraçado a causa do custodiado desde sempre, em várias frentes”, lembrou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Uma é na parte educacional, onde os que já têm escolaridade fazem a remição de pena pela leitura. Agora nós temos esse trabalho que está sendo feito também da ressocialização, com a contribuição da educação.” O atendimento será prestado por uma equipe multidisciplinar formada por assistentes sociais da SEEDF, da Defensoria Pública do DF e profissionais do Escritório Social da Funap. A atuação inclui atendimentos na sede da fundação, participação em audiências admonitórias no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), além de acompanhamento na Vara de Execução Penal (Veper). Funcionamento A assistente social Weila Almeida, da SEEDF, explicou como vai funcionar: “Na segunda-feira de manhã, fazemos atendimento na Funap. À tarde, estamos no CIR e no CPP, nas audiências, conversando com os reeducandos sobre o serviço e o direito à educação para a remição de pena. Orientamos como ele pode ser inserido nas escolas da EJA [Educação de Jovens e Adultos], indicamos os locais, tiramos as dúvidas e apresentamos tudo o que a secretaria oferece dentro desse serviço”.  “O serviço social voltado à educação vai acolher aquela pessoa que saiu do sistema prisional, encaminhar para uma escola e acompanhar se ela está frequente, se está tendo alguma dificuldade” Cristiane Almeida, diretora do Centro Educacional 01 de Brasília Além do encaminhamento para as unidades da EJA, o programa orienta sobre os cursos técnicos profissionalizantes e o Centro de Línguas, formações que também podem ser computadas para a remição de pena. A equipe promove ainda atividades socioeducativas dentro das unidades prisionais, alcançando estudantes dos regimes fechado, semiaberto e aberto.  Um dos principais desafios apontados pela rede era assegurar que os estudos não fossem interrompidos após a saída do sistema prisional. De acordo com a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Cristiane Almeida, que atua há 26 anos na SEEDF, muitos estudantes deixavam a escola ao conquistar a liberdade. Acompanhamento [LEIA_TAMBEM]“Quando o nosso estudante sai do sistema prisional, a gente acredita que a última coisa que ele vai pensar é em uma escola”, observou a diretora. “Ele vai pensar em voltar para a família, arranjar um trabalho. Toda aquela valorização que ele deu para a escola lá dentro do sistema, lá fora ele vai esquecer. Então, o serviço social voltado à educação vai acolher aquela pessoa que saiu do sistema prisional, encaminhar para uma escola e acompanhar se ela está frequente, se está tendo alguma dificuldade.” A promotora de Justiça Raquel Tiveron, do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do DF e Territórios, avaliou que a iniciativa fortalece a política de ressocialização já desenvolvida nas unidades prisionais: “A importância desse serviço é dar continuidade ao que já era feito intramuros pela Secretaria de Educação e concretizar a educação como instrumento de ressocialização, que é a oportunidade de esses presos e egressos reconstruírem a sua vida agora em sociedade”. A ação atende às diretrizes do Plano Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e soma-se a outras iniciativas da SEEDF no sistema prisional, como a remição de pena pela leitura e a recuperação de carteiras escolares pelos próprios custodiados, estratégia que reduz a ociosidade e amplia as oportunidades de qualificação profissional.   *Com informações da Secretaria de Educação  

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Circuito de Ciências 2025 destaca protagonismo da EJA e participação inédita do sistema prisional

A Secretaria de Educação (SEEDF) realizou, na noite de terça-feira (25), a etapa final do Circuito de Ciências 2025. A cerimônia de premiação, no Auditório Neusa França, na sede da pasta, mobilizou escolas das 14 coordenações regionais de ensino (CREs) com projetos de iniciação científica e soluções inovadoras para desafios reais das comunidades escolares e da sociedade. O evento celebrou o protagonismo dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste ano, a temática central foi “Água para quê?”, e os estudantes apresentaram trabalhos que exploraram o recurso natural sob diferentes perspectivas, destacando sua importância para o planeta, para a regulação do clima e para o desenvolvimento das comunidades. Estudantes e educadores ocuparam o Auditório Neusa França, na noite de terça (25), para celebrar os projetos vencedores do Circuito de Ciências 2025 | Foto: Vinicius Gabriel/SEEDF Ciência inclusiva A participação inédita de estudantes do sistema prisional, representados pelo Centro Educacional (CED) 01 de Brasília, foi um dos destaques. Eles foram premiados por desenvolver um projeto sobre tratamento e melhoria da água dentro do presídio. A escola conquistou o 1º lugar na categoria E (2º segmento) e o 2º lugar na categoria F (3º segmento), mostrando que a educação científica pode superar barreiras físicas e sociais. A professora de matemática Luciana Braga, que representou os alunos na premiação, reforçou o papel democratizante do evento. “A educação transforma vidas, e é isso que buscamos fazer no sistema prisional. Trabalhamos com pessoas que vivem à margem da sociedade, e acreditamos que a educação pode chegar até lá e transformar a vida delas. O Circuito de Ciências democratizou o saber no momento em que a ciência entrou no presídio”, disse. [LEIA_TAMBEM]A educadora também reforçou a relevância social das iniciativas: “A maioria dos nossos alunos vêm de comunidades carentes do DF. Por isso, é fundamental ter uma alternativa simples e de baixo custo para o tratamento de água”. Impacto na comunidade O trabalho social também marcou o projeto vencedor da Categoria F (3º Segmento EJA). A estudante Ester Gouveia Pardim, de 18 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de São Sebastião, integrou a equipe que desenvolveu um sistema de filtração caseira para garantir acesso a água potável. Para ela, o trabalho foi um exercício de empatia e aprendizado com a realidade. “Fizemos uma pesquisa de campo e conversamos com moradores que utilizam água de poços. Queríamos entender a rotina deles e saber se passavam mal por causa dessa água. Ter esse contato com a realidade da nossa comunidade foi muito impactante. Trouxemos amostras e, após o processo científico, ficamos felizes que nosso trabalho deu certo, mas tristes por confirmar que aquelas pessoas consumiam água contaminada”, relatou. Ester reforçou que o projeto oferece uma solução simples e econômica. “Em todas as nossas apresentações, mostramos o quanto nosso trabalho representa empatia”, finalizou a jovem cientista. A professora Luciana Braga recebeu uma premiação em nome dos estudantes do sistema prisional e ressaltou a importância de projetos de baixo custo para o tratamento da água Projetos premiados Categoria D – Primeiro segmento EJA · 1º lugar: Conta fácil: decifrando a conta de água e promovendo o consumo consciente (CEF 03 – Planaltina) · 2º lugar: Plantas medicinais e uso racional da água: sistema eletrônico de irrigação reprogramado para residências e hortas comunitárias (CED PAD-DF – Paranoá) · 3º lugar: Captação de águas da chuva para cultivo sustentável de horta orgânica e demais utilidades (CEF 113 – Recanto das Emas) Categoria E – Segundo segmento EJA · 1º lugar: Ciências e cidadania na EJA: filtro caseiro e Sodis [sistema de desinfecção de água] para melhoria da qualidade da água (CED 01 de Brasília) · 2º lugar: Microplásticos na água: um problema invisível (CEF 113 – Recanto das Emas) · 3º lugar: Alternativas para garantir acesso a recursos vitais (CEF 03 – Planaltina) Categoria F – Terceiro segmento EJA · 1º lugar: Filtração caseira: uma alternativa para o acesso à água potável em uma comunidade de São Sebastião – DF (CEM 01 – São Sebastião) · 2º lugar: Uma alternativa para o tratamento de água (CED 01 de Brasília) · 3º lugar: Profissões aquáticas e botânica (CEM 04 – Ceilândia). *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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