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Educação em Tempo Integral

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Educação em tempo integral cresce 9,7% no DF e prepara alunos para universidades e mercado de trabalho

Juliana Dantas, de 16 anos, lembra da mudança que viveu quando trocou a rotina de meio período pela educação em tempo integral. No ano passado, a moradora do Cruzeiro Novo passou a estudar no Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) na cidade, onde, além das disciplinas tradicionais, tem contato com programação e tecnologia. “Quando eu vim para cá foi tipo um baque, mas depois fui me acostumando com o tempo integral. Eu gosto muito de estudar a linguagem técnica de programação. Quero fazer faculdade de engenharia da computação”, diz a jovem.  No Cemi, as aulas vão das 7h30 às 17h30, e os alunos saem com duas formações: o ensino médio regular e o curso técnico em Tecnologia da Informação. “Eles saem prontos para trabalhar e para continuar estudando. Já colocamos mais de 40 alunos em universidades públicas. Fora os que entram em universidades particulares com Programa Universidade para Todos (Prouni), Financiamento Estudantil (Fies) e outros programas”, destaca o diretor Getúlio Cruz. No Cemi, os alunos participam de atividades que vão além da sala de aula | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília A história de Juliana reflete uma tendência que acontece em todo o país. A divulgação dos resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que a educação em tempo integral cresceu em todas as etapas da educação básica nos últimos quatro anos. O país alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (2014/2024), que era atender a pelo menos 25% dos alunos da rede pública nessa modalidade. “O Distrito Federal, hoje, tem muito a comemorar, inclusive porque tivemos um salto na questão pedagógica. A meta para 2025 era que as crianças estivessem alfabetizadas com índice 6,3 e nós ultrapassamos essa meta, ficamos com 6,5. Isso mostra que, quanto mais cedo a criança é estimulada e entra no processo educacional, melhores resultados teremos no futuro”, reforça a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “O Distrito Federal, hoje, tem muito a comemorar, inclusive porque tivemos um salto na questão pedagógica. A meta para 2025 era que as crianças estivessem alfabetizadas com índice 6,3 e nós ultrapassamos essa meta, ficamos com 6,5. Isso mostra que, quanto mais cedo a criança é estimulada e entra no processo educacional, melhores resultados teremos no futuro” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Avanço educacional No Distrito Federal, o Educacenso 2019/2024 mostra que o número de alunos em tempo integral passou de 46.702, em 2019, para 51.217, em 2024 — um aumento de 9,7%. "Esse resultado expressa o esforço contínuo do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, afirma a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Barros. A gestora explica que, no ano passado, foram investidos R$ 15,5 milhões na manutenção das escolas de Educação Integral em Tempo Integral e R$ 7 milhões na compra de equipamentos tecnológicos, melhorando a infraestrutura e os recursos disponíveis para os alunos. “Esses aportes fortalecem a capacidade das escolas de ofertar a educação em tempo integral com condições adequadas, promovendo a modernização dos ambientes pedagógicos e ampliando os recursos materiais disponíveis aos estudantes. Trata-se de uma ação estruturante, alinhada às diretrizes nacionais e às demandas contemporâneas da aprendizagem", esclarece Vera Lúcia Barros Alunos motivados No Cemi, os alunos participam de atividades que vão além da sala de aula. Segundo o diretor, eles podem tocar na orquestra sinfônica, atuar no teatro ou cuidar de projetos ambientais, como a horta comunitária. "Aqui, os alunos criam laços de amizade e passam a se sentir parte da escola. Isso diminui o índice de violência na região”, observa Getúlio Cruz.  Lucas Tortoretti, de 15 anos, encontrou na escola em tempo integral uma oportunidade de otimizar suas tarefas. “Se eu não estivesse aqui estudando integral, provavelmente estaria em casa dormindo ou andando na rua. Aqui é melhor, porque estou sempre aprendendo alguma coisa”, reconhece o jovem. “Se eu não estivesse aqui estudando integral, provavelmente estaria em casa dormindo ou andando na rua. Aqui é melhor, porque estou sempre aprendendo alguma coisa”, ressalta o aluno Lucas Tortoretti Sara Teixeira, de 17 anos, está no terceiro ano e mora em Ceilândia. Com a formatura se aproximando, ela já planeja os próximos passos. “Eu quero fazer faculdade de inglês e estudar estética para abrir meu próprio negócio”, conta.

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Oficina de arte tridimensional estimula criatividade de estudantes no Lago Norte

O ensino da arte desempenha um papel fundamental na formação dos estudantes, contribuindo não apenas para a ampliação do repertório cultural e para a preparação para vestibulares, mas também para o desenvolvimento cognitivo, sensível e criativo. Pensando nisso, o Centro Educacional do Lago Norte (Cedlan) oferece, no contraturno das aulas, uma oficina de arte tridimensional que alia teoria e prática para enriquecer a experiência artística dos alunos. A oficina de arte tridimensional é uma das atividades oferecidas aos estudantes do Cedlan, que também contam com outras opções como desenho geométrico, robótica avançada e três níveis de francês | Fotos: André Amendoeira/SEEDF A iniciativa é conduzida pela professora de artes Nuára Visintin. O projeto surgiu com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre arte e estimular a experimentação, permitindo que os estudantes se envolvam ativamente com processos criativos. Os encontros ocorrem às segundas, terças e quintas-feiras, proporcionando um espaço dedicado à expressão artística e ao aprimoramento das habilidades manuais. Na oficina, os estudantes têm a oportunidade de explorar a arte tridimensional por meio de diferentes materiais e técnicas. Obras de referência, como as do renomado artista Amilcar de Castro, são estudadas para compreender princípios fundamentais da escultura, como cortes e dobras que promovem a autossustentação e o equilíbrio estrutural das peças. Esses conceitos não apenas enriquecem o aprendizado em artes, mas também incentivam reflexões aplicáveis a diversas áreas do conhecimento, fortalecendo a criatividade e o pensamento crítico. A iniciativa é conduzida pela professora de artes Nuára Visintin A oficina contribui para o desenvolvimento de habilidades espaciais e para a percepção estética dos participantes. “Se a gente faz uma base de sustentação muito fina para uma área maior em cima, a tendência é cair. Quando formos produzir algo tridimensional, lembrem-se da relação entre peso e equilíbrio, entre espaço e estabilidade. Lembrem-se também das relações entre corte e dobra, pois esses princípios podem nos ajudar em diversas circunstâncias. Às vezes, apenas com um corte e uma dobra, conseguimos manter estruturas de pé”, destaca a professora Nuára aos estudantes. Educação integral A iniciativa tem sido bem-recebida pela comunidade escolar e consolida o Cedlan como um espaço de incentivo à cultura e à formação integral dos estudantes. O projeto foi um dos 25 selecionados, por meio de edital de chamamento, para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. Esses resultados serão divulgados semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI). Na escola, a oficina de arte tridimensional é uma das atividades oferecidas aos estudantes, que também contam com outras opções como desenho geométrico, robótica avançada e três níveis de francês. *Com informações da SEEDF  

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Estudantes do Gama produzem óleo de citronela para ajudar no combate à dengue

Sete alunos do Centro Educacional (CED) 08 do Gama desenvolveram um processo de produção de óleo de citronela com o objetivo de reduzir os focos de dengue na região. A iniciativa surgiu após uma saída de campo promovida pela escola, que revelou um número elevado de infectados entre moradores, professores e estudantes. Preocupada com a situação, a direção da escola organizou um grupo de estudos para buscar soluções. O projeto não só abordou a produção do óleo de citronela, mas também incluiu ações de conscientização, como palestras para a comunidade escolar. Os alunos pensaram em um projeto que atendesse à população no combate à dengue | Foto: Mary Leal/SEEDF “Estávamos vendo muitos colegas e professores adoecerem por causa da dengue. Decidimos desenvolver algo acessível, que qualquer pessoa pudesse replicar usando materiais simples”, explica a aluna Júlia Damásio, 17 anos, uma das responsáveis pelo projeto. A iniciativa foi dividida em três etapas. Na fase pedagógica, os estudantes estudaram as propriedades da citronela e o uso no combate do mosquito transmissor da dengue. Na etapa prática, revitalizaram a horta da escola e plantaram citronela, prática que já resultou em uma redução significativa de mosquitos nas salas de aula. Por fim, a equipe desenvolveu um método artesanal para a extração do óleo de citronela, utilizando utensílios como panela de pressão, cuscuzeira, peneira e mangueira. Reconhecimento e impacto O projeto foi o vencedor da feira de ciências da escola O projeto foi um dos 25 selecionados para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. As iniciativas que foram selecionadas por meio de edital de chamamento serão divulgadas semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI). A inovação rendeu à equipe o primeiro lugar na feira de ciências da escola e vitórias nas etapas regional e distrital do Circuito de Ciências. Além disso, o grupo publicou um artigo científico detalhando o processo de produção, que chamou a atenção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Como reconhecimento, os alunos foram convidados a participar do projeto Pop Ciência, voltado à divulgação científica em instituições de ensino. *Com informações da Secretaria de Educação

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Projeto Música na Escola transforma vidas há 25 anos no CEF 11 do Gama

O que começou como uma simples fanfarra há 25 anos, hoje é reconhecido como um projeto educacional abrangente que impacta positivamente a vida de centenas de estudantes no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 do Gama. O projeto de Educação em Tempo Integral (ETI) Música na Escola oferece aulas de musicalização, coral, teatro, dança e formação instrumental, consolidando-se como patrimônio da comunidade escolar. O diferencial do projeto está na abordagem interdisciplinar, como explica o professor de música Thiago Francis Silvério. “O importante para nós não é educar um aluno para a vida profissional de músico. Mas ele consegue pegar o conhecimento musical e interagir com as outras matérias”, indica. O professor de música Thiago Francis Silvério explica que diversas disciplinas são abordadas no projeto de musicalização | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Thiago esclarece que, por meio da musicalização, são abordadas outras disciplinas como história, geografia e português. “A gente canta, fala da história do compositor ligado à história da humanidade, consegue abordar a matemática junto com a música. O aluno acaba se envolvendo de uma maneira 100% com a escola”. Para a diretora do CEF 11 do Gama, Leila Rodrigues dos Santos, por meio do projeto, o aluno se reconhece, aprende a perceber suas habilidades e reconhecer o tamanho do seu potencial. “E isso não só na atividade em si, mas na vida”, destaca Leila. Alguns alunos continuaram a estudar na Escola de Música de Brasília; outros seguiram na vida acadêmica. A iniciativa ganhou ainda mais força com parcerias importantes. “A Orquestra Filarmônica de Brasília trouxe professor de balé, teatro e instrumentos específicos para ajudar na criação da banda e da orquestra”, comenta Thiago. Atualmente, o projeto conta quatro professores e adquiriu, ao longo dos anos, cerca de 80 instrumentos. O maestro Max de Barcelos Nunes, que trabalha diretamente com os estudantes, destaca a evolução dos alunos Educação em Tempo Integral O projeto, que é parte integral do currículo escolar, demonstra como a educação musical pode ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento humano. O Música da Escola foi um dos 25 projetos selecionados para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. As iniciativas que foram selecionadas por meio de edital de chamamento serão divulgadas semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI). Resultados Os resultados do projeto são evidentes no dia a dia escolar. O maestro Max de Barcelos Nunes, que trabalha diretamente com os estudantes na banda, observa uma evolução constante. “A cada música que nós passamos, que nós trabalhamos com as crianças, aumenta a concentração, o pertencimento de grupo e o comportamento melhora.” A transformação é sentida pelos próprios estudantes. Pedro Henrique Fernandes Moreira, de 14 anos, que integra a banda há dois anos, resume: “O mais legal é o quanto eu estou aprendendo aqui, não só como músico, mas como pessoa”. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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