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Morango no DF atravessa gerações com tradição e novas tecnologias

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Em 1976, João Fukushi trouxe para Brazlândia três mil mudas de morango da variedade Campinas. O plantio ocorreu fora da época habitual, mas a colheita surpreendeu. Havia terra fértil, água e mercado para o fruto. O agricultor, que também tinha experiência com flores, encontrou nos morangos um motivo para permanecer e construir a vida no Distrito Federal. “Aqui, com terra nova, tudo que se plantava colhia. Foi uma felicidade imensa, e não tive dificuldades. Tinha terra boa e vendia tudo que plantava”, conta Fukushi. Aos 75 anos, ele ainda cultiva morango na propriedade. Hoje, são 25 mil pés e variedades como Albion, Camino Real e Sabrina. A irrigação mudou, os canteiros ganharam proteção e os consumidores passaram a entrar na lavoura para colher os próprios morangos. Sua trajetória acompanha a transformação de uma atividade que, em 2025, produziu cerca de 5,3 mil toneladas de morango, considerando os cultivos convencional e orgânico, em uma área de 169 hectares. A atividade movimentou mais de R$ 105,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP). Ao longo de cinco décadas, o conhecimento dos pioneiros se somou à pesquisa e à assistência técnica para mudar tanto a produção quanto às formas de comercializar. Conhecimento que veio com a família A história do morango em Brazlândia está ligada às famílias de origem japonesa, como a dos Fukushi, que chegaram à região nos anos 1970, muitas delas vindas de Atibaia (SP). Parte desses agricultores foi assentada no Projeto Integrado de Colonização Alexandre Gusmão. Eles trouxeram experiência com frutas e hortaliças para abastecer uma Brasília que ainda dependia de alimentos de outros estados. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura | Foto: Divulgação/Emater-DF Na família Fukushi, o aprendizado tinha uma referência próxima: o pai, técnico agrícola, que já cultivava morangos antes mesmo de chegar ao Brasil fugindo da guerra. Era no trabalho diário que ensinava a produzir e selecionar os frutos. O agricultor lembra também da troca de informações entre imigrantes, entre os quais havia profissionais com formação agronômica. “Meu pai era um homem de muitos valores e herdei dele o compromisso de oferecer alimentos confiáveis, e a disposição para recomeçar diante das dificuldades. Não reclamo de nada. Tudo o que me aparece de dificuldade, eu aprendo e aceito”, conta. A partir do início dos anos 1990, a atuação das equipes da Emater-DF em Brazlândia e no Incra 8 ajudou a ampliar o acesso ao conhecimento sobre a cultura. Estudos, testes de variedades e orientações de manejo contribuíram para a entrada de novos agricultores e a expansão do cultivo para outras regiões do DF. Fukushi conta que plantou a variedade Campinas por mais de 30 anos. Hoje, escolhe diferentes materiais para oferecer ao consumidor opções de sabor e qualidade, além de melhorar a produtividade. Essa mudança está entre os avanços destacados pelo extensionista Roberto Carneiro, integrante do grupo técnico do morango da Emater-DF e que teve história de atuação na região. “Uma coisa que evoluiu bastante nos últimos 30 anos foi a diversificação das variedades de morango”, afirma Carneiro. Segundo ele, os agricultores passaram de uma ou duas opções para uma oferta mais ampla, com diferentes características de resistência às pragas e doenças, produtividade, tamanho, sabor e conservação, que permitem atender a diferentes demandas do mercado. A transformação também aparece na irrigação. Na propriedade de Fukushi, a aspersão deu lugar ao gotejamento, que leva a água diretamente à região das raízes. O sistema permite controlar melhor a aplicação, reduzir custo com energia e economia de água e, quando associado à fertirrigação, fornece nutrientes pela água. A mudança ganhou importância para o agricultor, que relata redução na disponibilidade de água ao longo dos anos. Nos canteiros, ele utiliza a cobertura plástica conhecida como mulching. A técnica ajuda a conservar a umidade, controlar plantas daninhas e evitar o contato dos frutos com o solo. Microtúneis e estufas acrescentaram proteção contra a chuva e, combinados com outras práticas, permitiram a alguns produtores ampliar o período de colheita para além dos meses secos. Carneiro destaca ainda a contribuição da produção orgânica de morango, que ganhou impulso no DF a partir de 2003 com o apoio da Emater. Segundo ele, experiências com composto bokashi, biofertilizantes e produtos biológicos para o solo e as plantas geraram conhecimentos, que também passaram a ser aproveitados no cultivo convencional. O tempo do solo e os desafios que permanecem Mesmo depois de décadas na atividade, Fukushi continua aprendendo com a lavoura. Nesta safra, conta ter perdido mudas ao antecipar o uso de um adubo orgânico que ainda não estava pronto. “Na natureza, o preparo do solo acontece ao longo do tempo: a folha cai, se decompõe e vai disponibilizando os nutrientes. Na agricultura, muitas vezes queremos fazer tudo muito rápido, com pressa de produzir e ganhar dinheiro. Só que a planta é um ser vivo. A gente precisa observar, entender o que ela precisa e respeitar o tempo dela. Não é simplesmente do jeito que a gente quer", fala Fukushi. A experiência do agricultor condiz com os diagnósticos relatados por Carneiro. O extensionista aponta que excessos na adubação, tanto no plantio quanto na cobertura, continuam entre os desafios da assistência técnica. A aplicação desequilibrada eleva os custos, traz doenças e pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Assim, o acesso a novos produtos precisa vir acompanhado de análise do solo, orientação e observação da lavoura. Além disso, os erros frequentes por excessos na irrigação promovem perdas de fertilizantes minerais, insumos cada vez mais dispendiosos, além de elevarem os riscos fitossanitários. Outro ponto decisivo para uma boa safra é a qualidade das mudas. Carneiro lembra que, nos anos 1990, transporte inadequado e problemas nas raízes prejudicavam o estabelecimento das plantas. Ações de fiscalização e orientação ajudaram a melhorar o material recebido ao longo do tempo melhorando as questões de sanidade e de transporte, que ainda podem melhorar. “Mas o produtor precisa ficar atento se o viveiro é certificado, se fornece material de qualidade. Também deve ter um bom planejamento para a chegada das mudas e preparo do solo para o plantio”, afirma. Essas questões levaram equipes técnicas a percorrer lavouras em 2025 para identificar os problemas enfrentados pelos produtores. Os resultados dos diagnósticos foram discutidos com os agricultores, gerando o que denominou Pacto pelo Morango, com atenção à qualidade das mudas, à adubação e ao manejo de pragas e doenças. Quando o consumidor entra na lavoura Para Fukushi, adaptar-se também significou repensar a venda. Em um período de dificuldades financeiras e de falta de mão de obra para a colheita, ele e as filhas adotaram o Colha & Pague, com orientação inicial da Emater-DF. A experiência recuperou uma solução que o pai já havia utilizado décadas antes: receber o consumidor para colher a própria fruta. Com o visitante entre os canteiros, o sabor e a qualidade ganharam ainda mais importância nas escolhas do agricultor. Hoje, ele também considera processar parte da produção para agregar valor ao que cultiva. Depois de cinco décadas, mantém a disposição para ajustar o trabalho ao que aprende no campo. “Procuro a qualidade, muito mais do que a quantidade”, afirma. Diversidade nos canteiros e à mesa Para atender a diferentes públicos e necessidades, os produtores do DF atualmente contam com diversas variedades para cultivo. Camarosa, San Andreas, Portola, Festival, Camino Real, Sabrina e Alpina 10 estão entre as principais variedades cultivadas na região. A escolha considera tanto as condições de produção quanto o mercado a que os frutos se destinam. A San Andreas, por exemplo, apresenta boa firmeza e resistência ao transporte, enquanto a Sabrina se destaca pelos frutos doces e suculentos, ambas indicadas para consumo in natura. Já Camarosa e Camino Real atendem também à industrialização, ampliando as possibilidades de aproveitamento da colheita. A pesquisa brasileira também acrescentou uma nova opção: a BRS DC25, conhecida como Fênix. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado e lançada em 2023, a cultivar foi aprovada para plantio no Distrito Federal em 2025. Entre seus atributos estão a produção precoce, o equilíbrio entre açúcar e acidez e a boa conservação dos frutos após a colheita. Destinada principalmente ao consumo in natura, também pode ser utilizada pela indústria de frutas congeladas. Seu desenvolvimento integra o esforço para ampliar a oferta de cultivares adaptadas às condições brasileiras e reduzir a dependência de materiais estrangeiros. A trajetória de Fukushi mostra que permanecer no campo exige mudar e se adaptar. Novas variedades surgem, a tecnologia de manejo e produção mudam e aparecem novas formas de comercializar e de agregar valor ao morango. Sua lavoura aproxima duas pontas da história do morango no DF: o conhecimento das famílias pioneiras e as possibilidades que a pesquisa, a assistência técnica, as políticas públicas, a experiência e a vontade dos produtores abrem para as próximas safras. *Com informações da Emater-DF

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Canal recuperado garante água para produção de 60 famílias de Brazlândia

Depois de mais de dez anos convivendo com a falta de água nos períodos mais críticos do ano, produtores rurais da região do Pulador, em Brazlândia, passam a viver uma nova realidade. A recuperação do Canal do Pulador substituiu 2,5 quilômetros do antigo canal aberto por tubulações de Pead, garantindo que a água chegue de forma eficiente às 38 propriedades atendidas pelo sistema e reduzindo perdas por infiltração, evaporação e vazamentos. A obra representa mais do que uma reforma na infraestrutura de irrigação. Ela garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo. Uma das beneficiadas é a produtora rural Maria de Lourdes, 77 anos. Há anos ela enfrentava as dificuldades provocadas pela escassez de água. Agora, além de manter a produção de morango, já faz planos para diversificar a atividade. "Todo ano a água acabava. E, sem água, como é que a gente produz? A gente sofria com isso há mais de dez anos. Agora estou muito feliz. Comecei a produzir morangos e vou poder continuar. Já pretendo até criar peixes quando o tanque for instalado." Além da nova tubulação, o projeto prevê a instalação de 38 reservatórios revestidos com geomembrana, dos quais três já foram implantados. Os tanques permitirão armazenar água nas propriedades para utilização nos períodos de maior necessidade e também abrirão espaço para a piscicultura, criando uma nova alternativa de renda para os produtores. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, investir em infraestrutura hídrica significa garantir o futuro da produção rural. A obra garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo | Foto: Divulgação/Emater-DF "Água é o principal insumo da agricultura. Quando investimos em obras como essa, estamos garantindo que esse recurso chegue ao produtor com mais eficiência, reduzindo desperdícios e assegurando melhores condições para produzir alimentos durante todo o ano. Essa é uma ação que fortalece a agricultura familiar, preserva os recursos hídricos e leva mais segurança para quem vive da produção", destaca. Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Pulador, Demétrio Martins, a recuperação representa a retomada da capacidade produtiva da região. "O canal funcionava de forma muito precária. Muitas chácaras deixaram de plantar porque a água não chegava. Agora teremos condições de voltar a produzir. Tenho certeza de que esta região vai se consolidar como um grande polo produtor", afirma. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, destacou que o crescimento da área rural exige investimentos capazes de garantir o uso eficiente da água. "Antes havia água em abundância e poucas propriedades. Hoje a realidade é outra. A comunidade cresceu e os recursos naturais ficaram mais disputados. Essa canalização é fundamental porque mantém a área rural viva. É a água que garante boas condições para o plantio e permite que Brazlândia continue sendo um dos grandes celeiros de produção do Distrito Federal." O subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Paulo de Oliveira Barboza, também participou da inauguração e ressaltou que a obra é resultado da integração entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal e os produtores rurais. O engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF, Rildon Oliveira, que acompanhou todo o processo de recuperação, explicou que o antigo canal, utilizado havia mais de três décadas, já não conseguia atender à demanda dos produtores. "Era um sonho antigo da comunidade. O canal era aberto e apresentava muitas perdas por infiltração. A água simplesmente não chegava às propriedades localizadas no final do sistema. Agora isso muda completamente. As 38 chácaras passarão a receber água de forma igualitária, com muito mais eficiência e sem desperdícios", disse. Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 65 canais de irrigação, que somam mais de 240 quilômetros de extensão e abastecem mais de mil propriedades rurais. Desse total, mais de 150 quilômetros já foram recuperados por meio da substituição dos antigos canais abertos por tubulações, reduzindo perdas de água e tornando a irrigação mais eficiente. A obra foi executada em parceria entre a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Novacap, a Administração Regional de Brazlândia e a Associação dos Usuários do Canal do Pulador. O investimento de R$ 320 mil na aquisição dos materiais foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)

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Gengibre ganha data oficial no DF e reforça protagonismo de produtores da raiz

O gengibre acaba de conquistar um reconhecimento oficial no Distrito Federal. A governadora Celina Leão promulgou, na quinta-feira (11), a Lei nº 7.906/2026, que institui o Dia do Gengibre. A partir de 2027, a data será celebrada anualmente em 15 de maio. Mais do que homenagear uma raiz amplamente utilizada na gastronomia e conhecida pelos benefícios à saúde, a nova legislação valoriza uma cadeia produtiva que movimentou mais de R$ 27,7 milhões em 2025 e que vem se consolidando no Distrito Federal. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita. A cultura ocupa 19,4 hectares na capital e registrou a comercialização de quase duas mil toneladas no último ano. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o reconhecimento fortalece uma cadeia produtiva construída ao longo de décadas. "A criação do Dia do Gengibre é um reconhecimento ao trabalho das famílias produtoras que transformaram essa cultura em uma importante fonte de renda, geração de empregos e desenvolvimento. A Emater-DF tem atuado lado a lado com esses produtores, oferecendo assistência técnica, capacitação, orientação em gestão e apoio na organização da cadeia produtiva, contribuindo para o aumento da produtividade, da qualidade e da comercialização. Esse reconhecimento também valoriza esse trabalho, que é um trabalho conjunto", ressalta. Atualmente, são 33 produtores em todo o DF, sendo que 30 estão em Vargem Bonita | Foto: Divulgação/Emater-DF A gerente do escritório da Emater-DF em Vargem Bonita, Claudia Coelho, ressalta que a conquista representa valorização do trabalho dos produtores, fortalece a agricultura familiar e amplia a visibilidade da raiz. “É uma conquista que simboliza pertencimento, reconhecimento e novas oportunidades para o futuro do campo no Distrito Federal”, afirma. Das hortas familiares para o mercado A história do gengibre em Vargem Bonita também se confunde com a trajetória das famílias descendentes de japoneses que ajudaram a construir a identidade agrícola da região. Segundo Cláudia Coelho, durante muitos anos a produção era voltada principalmente para o consumo das próprias famílias. Com o apoio da assistência técnica e a identificação do potencial comercial da cultura, o cenário começou a mudar. “As poucos, os produtores foram se organizando e, para incentivar, fizemos duas excursões técnicas com eles ao Espírito Santo, maior produtor do Brasil. Com isso, eles foram passando a enxergar a atividade como oportunidade de negócio,  a produção aumentou e novos mercados foram conquistados, o que aumentou a oferta e ampliou o mercado, incluindo restaurantes especializados e estabelecimentos comerciais”, explica. *Com informações da Emater-DF

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DF mostra força com transferência de tecnologias durante a AgroBrasília 2026

A participação da Emater-DF na AgroBrasília 2026 consolidou, mais uma vez, o espaço da empresa como ponto de transferência de tecnologias, troca de conhecimento e fortalecimento da agricultura do Distrito Federal e Entorno. Durante os cinco dias de feira, o estande registrou a participação de mais de 3 mil produtores rurais e técnicos das Emateres de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, que conferiram de perto as tecnologias apresentadas. Teve ainda a participação do público espontâneo, como estudantes, autoridades, técnicos de órgãos públicos e privados ligados ao setor, comitivas estrangeiras, produtores rurais e público urbano que vieram conhecer as tecnologias apresentadas em toda a feira e passaram pelo espaço Emater-DF. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes. Em uma área de aproximadamente três hectares, os visitantes puderam conhecer os nove circuitos tecnológicos organizados pela Emater-DF, com demonstrações práticas, orientações técnicas e soluções voltadas para sustentabilidade, produtividade, bem-estar e geração de renda no meio rural. Neste ano, foram apresentados trabalhos nas áreas de agroindústria, fruticultura, aquicultura, bovinocultura, avicultura, floricultura e hortaliças, além de tecnologias sociais, gestão ambiental e a tradicional Feira Rural, com produtos da agricultura familiar do Distrito Federal no estande institucional da empresa. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa- DF), a AgroBrasília contou com mais de 550 expositores e registrou público de 150 mil visitantes | Foto: Divulgação/Emater-DF Lançamento de chamamentos públicos Durante a passagem da governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pela AgroBrasília 2026, no dia 22, a Emater-DF lançou dois editais voltados à valorização da agricultura familiar, dos produtores rurais e do turismo rural no DF. As iniciativas incluem a 2ª edição do catálogo Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam e o projeto Do Agro a Você, este último com a missão de criar um selo regional de origem e marketing para produtos e serviços agropecuários acompanhados pela Emater-DF. Cooperação internacional e troca de experiências A AgroBrasília 2026 também fortaleceu o intercâmbio internacional promovido pela Emater-DF. Durante a feira, cinco comitivas estrangeiras visitaram o espaço da empresa interessadas em conhecer experiências de sucesso das políticas agrícolas e da extensão rural desenvolvidas no Distrito Federal. As delegações da Zâmbia, República do Congo e Colômbia demonstraram interesse em iniciar procedimentos de cooperação técnica com a Emater-DF. Já a representação da Coreia do Sul buscou informações relacionadas a tecnologias agrícolas e processos de registro de insumos. A delegação de Angola participou da feira a convite do governo federal, por meio de ação coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Outro destaque da programação foi o Dia Internacional da AgroBrasília, comemorado no dia 20 e voltado exclusivamente para o recebimento de delegações estrangeiras. O evento reuniu aproximadamente 100 representantes de cerca de 30 países, entre embaixadores, diplomatas, adidos agrícolas e representantes de órgãos ligados à agricultura de nações asiáticas, latino-americanas e africanas. A iniciativa promoveu troca de experiências sobre inovação, assistência técnica, políticas públicas e desenvolvimento rural sustentável, fortalecendo o diálogo e a cooperação internacional no setor agropecuário. Caravanas ampliaram acesso de produtores rurais à feira A Emater-DF também coordenou a participação de caravanas de produtores rurais vindos do Distrito Federal, Entorno e municípios vizinhos. Dezenas de ônibus foram disponibilizados, além dos que chegaram em parceria com prefeituras municipais, ampliando o acesso às tecnologias, capacitações e oportunidades apresentadas durante a feira. Na área de convivência e apoio operacional, a empresa forneceu refeições aos participantes das caravanas e também kits de café da manhã patrocinados por parceiros institucionais como Sebrae, Sicoob e Caixa Econômica Federal. Além dos circuitos tecnológicos, o espaço institucional contou com atendimento técnico especializado, orientações sobre políticas públicas, programas de crédito rural, comercialização, agregação de valor e diversificação da produção. A Feira Rural da Emater-DF também foi um dos destaques da programação, reunindo 60 produtores rurais na comercialização de alimentos artesanais, produtos agroindustrializados e itens do artesanato rural. Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a participação da empresa na AgroBrasília 2026 reforça o protagonismo da extensão rural pública no desenvolvimento do campo e na geração de oportunidades para os produtores rurais do Distrito Federal. “A AgroBrasília mostra, na prática, a força da assistência técnica pública e o impacto que ela gera na vida dos produtores rurais. Mais do que apresentar tecnologias, a Emater-DF leva conhecimento, inovação, sustentabilidade e oportunidades reais de geração de renda. Cada circuito tecnológico, cada produtor atendido e cada delegação internacional que busca conhecer nossas experiências reforçam que o Distrito Federal vem se consolidando como referência em agricultura moderna, sustentável e conectada com o futuro”, destacou. Para o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner, a feira reafirma a força e a capacidade de inovação do setor agropecuário brasileiro. “Encerramos mais uma AgroBrasília com a certeza de que o agro brasileiro segue forte, inovador e preparado para os desafios do futuro. Mais do que números, vimos aqui troca de conhecimento, construção de confiança e produtores buscando decisões cada vez mais estratégicas para suas propriedades. A AgroBrasília é feita por pessoas que acreditam no agro e trabalham diariamente para fortalecer o setor”, ressaltou o presidente da Coopa-DF, José Guilherme Brenner. No próximo ano, a AgroBrasília 2027 ocorre de 18 a 21 de maio. *Com informações da Emater-DF

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