GDF e Embaixada do México debatem fortalecimento de cooperação cultural
A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, recebeu, nesta quinta-feira (8), o embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, em reunião institucional com foco no fortalecimento da cooperação cultural e educacional entre a rede pública de ensino e a missão diplomática mexicana. “A cooperação com a Embaixada do México amplia o repertório cultural da rede, valoriza o ensino de línguas estrangeiras e proporciona experiências educativas que vão além da sala de aula. Essas iniciativas contribuem diretamente para uma educação mais plural, integrada e conectada com o mundo”, afirmou. O embaixador Carlos García de Alba também ressaltou a relevância da cooperação para ampliar a visão de mundo dos estudantes da rede pública do DF. “Vivemos em um contexto de crescimento e internacionalização, e os jovens precisam desenvolver uma abertura mental desde cedo. A oportunidade oferecida pelo governo de Brasília, ao permitir que a Embaixada do México contribua para esse processo, é fundamental para ajudá-los a conectar-se com o mundo e ampliar seus horizontes”, destacou. A agenda integra o esforço de aproximação entre a Educação do Distrito Federal e a missão diplomática mexicana, com foco na ampliação de iniciativas conjuntas ao longo de 2026, especialmente nas áreas de cultura, ensino de língua estrangeira e intercâmbio educacional. Hélvia Paranaguá destacou a importância da parceria para o fortalecimento da formação cultural dos estudantes | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Intercâmbio cultural O diplomata também ressaltou o êxito das ações já desenvolvidas e a expectativa de ampliar o intercâmbio educacional e cultural entre Brasil e México. “Esperamos avançar com propostas que permitam levar estudantes de Brasília ao México e, ao mesmo tempo, nos aproximar dos alunos daqui, seja por meio de visitas às escolas ou de experiências culturais. Isso desperta curiosidade, amplia a compreensão sobre diferentes realidades e contribui para a construção de uma parceria sólida e duradoura entre a Embaixada do México e o Governo de Brasília”, concluiu. Diálogo institucional Durante a reunião, foram apresentados e alinhados projetos já desenvolvidos em parceria, como ações culturais com a participação dos Centros Interescolares de Línguas (CILs), além de propostas para novas atividades voltadas a estudantes e professores da rede pública. A iniciativa busca consolidar a cooperação entre a SEEDF, a Embaixada do México e outros órgãos do Governo do Distrito Federal. O secretário de Relações Exteriores, Paco Britto, o embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá O encontro contou ainda com a participação do secretário de Relações Exteriores do Governo do Distrito Federal, Paco Britto, e do ministro de Assuntos Culturais da embaixada, José Manuel Cuevas López, reforçando o caráter interinstitucional da agenda e o alinhamento entre as áreas de educação e relações internacionais. Paco Britto ressaltou o impacto positivo das ações conjuntas desenvolvidas com missões diplomáticas. “Iniciativas como o Programa Embaixada de Portas Abertas e o Pontes para o Mundo fortalecem o diálogo internacional e aproximam os estudantes do DF de outras culturas. Essa integração amplia horizontes e consolida parcerias estratégicas para o desenvolvimento educacional e cultural do DF”, afirmou. Entre os temas abordados, estiveram propostas de mostras culturais, atividades pedagógicas, eventos comemorativos e ações de valorização da língua espanhola e da cultura mexicana a serem desenvolvidas em parceria com os CILs e demais unidades da rede pública de ensino. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Estudantes do CIL 02 participam de celebração do Dia dos Mortos na Embaixada do México
Celebrar a vida e aqueles que já faleceram. Esse é o propósito de uma das mais conhecidas tradições mexicanas. Na comemoração da data neste ano, a Embaixada do México convidou discentes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 02, da Asa Norte, para participar do evento de Día de los Muertos (Dia dos Mortos) realizado na terça-feira (4), no Espaço Cultural Alfonso Reyes. O convite dá continuidade ao intercâmbio cultural entre a delegação do país no Brasil e a Secretaria de Educação (SEEDF). Para abrir a noite de festa, o ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López, e o encarregado de Negócios da Embaixada, Alejandro Ramos Cardoso, discursaram a respeito do significado da data. Segundo Alejandro, o Dia dos Mortos não é uma celebração da ausência, mas uma ocasião para lembrar de um dia em que as cores, os sabores e os aromas se misturam para construir uma ponte entre o mundo dos vivos e o dos mortos. “Hoje, nos reunimos para comemorar uma das tradições mais emblemáticas do meu país, o Dia dos Mortos, a festa dos mortos, que nada mais é do que a festa da vida. E como é isso possível? Não faz sentido, né? Porém, meus amigos e minhas amigas, faz todo o sentido se concebermos a vida e a morte como parte de um mesmo ciclo”, explicou. O encarregado de Negócios da Embaixada do México, Alejandro Ramos Cardoso, e o ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López | Fotos: André Amendoeira/Ascom SEEDF Ele explicou que, para os povos originários mexicanos, a morte não significava o fim da vida: “É apenas uma etapa a mais de viagem. Hoje, é uma data em que nós homenageamos aqueles que já não estão fisicamente conosco, mas que estão com a sua presença nas nossas vidas, na nossa memória e nas nossas lembranças.” A festividade contou com a presença de autoridades, diplomatas, representantes culturais e convidados, e a programação incluiu apresentação de uma banda de mariachis, abertura do altar, premiação para os 30 convidados mais bem-caracterizados e também degustação de pratos e bebidas tipicamente mexicanos. O ministro Cuevas afirmou que um dos propósitos das atividades culturais promovidas pela embaixada é estabelecer novas alianças, contatos e colaborações. “Este ano tivemos a experiência muito grata de contar com a participação dos estudantes de espanhol do CIL 02. Queremos ampliar esta colaboração porque, para nós, o ensino do espanhol nas escolas públicas de Brasília é uma tarefa fundamental, e nossas atividades culturais estão orientadas para isso”, disse. Sariní Lima, estudante do 4º semestre de espanhol do CIL 02, sentiu-se honrada com o convite para a experiência: “Acho que faz todo o sentido a troca cultural. Quando a gente fala de aprendizado de um novo idioma, vivenciar a cultura dessa nova língua. É uma alegria estar aqui, porque além da diversão, é um ambiente de muito aprendizado.” Mariachis fazem apresentação de músicas típicas do México em celebração ao Día de los Muertos Imersão cultural Os centros interescolares de línguas (CILs) destacam-se não apenas pelo ensino de idiomas, mas também por promover experiências que aproximam os estudantes de culturas de outros países. Nesse sentido, a chefe do Núcleo de Língua Estrangeira da SEEDF, Fernanda Cavalini, ressaltou que a parceria com as embaixadas tem sido um passo importante, abrindo portas para o diálogo intercultural e criando oportunidades reais de contato com a diversidade linguística e cultural do mundo. “Essas ações permitem que os alunos vivenciem na prática o que aprendem em sala de aula, ampliando horizontes, despertando o interesse por novas formas de comunicação e fortalecendo o papel da educação como ponte entre povos e culturas”, reforçou. Além das parcerias com embaixadas e outras instituições de ensino, como o Instituto Cervantes e a Aliança Francesa, as unidades do CIL também organizam atividades pedagógicas para conectar os alunos aos costumes de diferentes países. É o caso da Feira Internacional do CIL 01, a Semana Internacional do CIL Gama, festas de Halloween, entre outras. Altar decorado para o Día de Los Muertos com flores de calêndula, caveiras de açúcar e chocolate, pão dos mortos, água, velas e outros itens A coordenadora do curso de espanhol do CIL 02, Cibele Chaves, ressaltou a relevância do intercâmbio cultural para o processo de aprendizagem: “É o momento em que eles vivem aquilo que leem nos livros, e que, às vezes, é uma realidade distante. Muitos não têm oportunidade de sair do Brasil, conhecer outro país. Então, quando uma embaixada abre suas portas e traz os alunos para vivenciarem in loco essa cultura tão rica, para eles, é algo deslumbrante. Eles ficam encantados e motivados a continuar, a estudar mais, a buscar mais e eles se sentem valorizados.” Día de los Muertos O Día de los Muertos é uma tradição da cultura mexicana que foi declarada pela Unesco, em 2003, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Tem origem nas raízes indígenas das culturas nativas da Mesoamérica, que, de acordo com os historiadores, fundiu-se com as crenças católicas e originou um feriado que sofreu outras influências ao longo dos anos.[LEIA_TAMBEM] A celebração começa no final de outubro e vai até 2 de novembro para lembrar familiares e entes queridos falecidos cujas almas regressam por uma noite para partilhar o mundo dos vivos. Por essa razão, os altares são decorados com flores de calêndula, onde são incluídas caveiras de açúcar e chocolate, pão dos mortos, água, velas, frutas, vinho e outros alimentos e bebidas favoritas dos ancestrais. *Com informações da Secretaria de Educação
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Alunas do CIL 02 fazem leitura de poemas na Embaixada do México
Estudantes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 02 de Brasília foram convidados para participar da cerimônia de encerramento da exposição Poesía y Naturaleza, realizada no Espaço Cultural Alfonso Reyes, na Embaixada do México, na manhã desta quinta-feira (16). Sete alunas fizeram a leitura de poesias de autores mexicanos escritas originalmente em algum dos mais de 68 dialetos indígenas falados no país e traduzidas para o espanhol. Para a estudante do sexto semestre de espanhol, Alana Nunes de Carvalho Andrade, que leu o poema Te Quiero, de Santos García Wikit, a possibilidade de participar da atividade foi uma surpresa boa. “Fico muito feliz, porque não é sempre que temos a chance de interagir com pessoas de outras culturas, de estar no meio delas. É uma oportunidade de desenvolver um pouco mais a língua, a comunicação. Gostei muito, principalmente porque celebra as mulheres”, disse. A estudante do sexto semestre de espanhol do CIL 02 de Brasília, Alana Nunes de Carvalho Andrade, leu o poema ‘Te Quiero’ | Foto: Jotta Casttro/SEEDF O ministro de Assuntos Culturais do México, José Manuel Cuevas López, explicou, durante a abertura da cerimônia, que o México celebra em 2025 o Ano Internacional da Mulher Indígena. Essa foi uma das razões para convidar somente mulheres para as leituras do encerramento. “É também uma forma de estreitar os vínculos de colaboração entre México e Brasil”. O convite para a participação dos alunos do CIL no evento reflete o reconhecimento da qualidade do ensino de excelência que as escolas de idiomas da Secretaria de Educação do DF (SEEDF) oferecem há 50 anos aos estudantes do DF. É uma política pública que já beneficiou, só entre os anos de 2019 e 2025, mais de 350 mil estudantes, conforme informações do Censo Escolar. O encarregado de negócios da embaixada do México, Alejandro Ramos Cardoso, afirmou que a ideia de levar as estudantes brasileiras para ler os poemas é uma forma de fazer com que conheçam um pouco da cultura mexicana. “Nós achamos que trazer as estudantes para ler os poemas em espanhol e a tradução para o português era uma boa maneira também de fazer com que elas se envolvessem mais em conhecer, aprofundar o conhecimento sobre o México, das línguas que são faladas no país e também de estreitar os laços culturais entre a embaixada e as diversas instituições do governo brasileiro para apresentar essa riqueza que é o universo linguístico que temos no México para elas”, concluiu. Aprovação Dalila Reis (à esquerda): "Todas as embaixadas deveriam ter essa oportunidade para os alunos" [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi aprovada pela aluna Dalila Reis, também do sexto semestre de espanhol. “Todas as embaixadas deveriam ter essa oportunidade para os alunos, que é uma forma de a gente conhecer a cultura, no caso do México, e o espanhol, e agrega muito valor ao curso”. A estudante conta que o estudo do idioma no CIL 02 superou as expectativas. “É meu primeiro curso de idiomas, e o meu objetivo é fazer outros no CIL quando acabar o espanhol. É uma política pública inclusiva, os professores são super qualificados para trabalhar com todas as diferenças dos alunos”. Intercâmbio cultural A exposição, que foi aberta em 22 de maio, celebra a conexão entre as expressões artísticas dos povos indígenas e a sua relação com o meio ambiente, e destaca, por meio da poesia, da fotografia e da culinária tradicional, a diversidade cultural e a importância de viver em harmonia com a natureza. A exposição contou com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais do México. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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Embaixadora do México participa de conversa com público na Feira do Livro
Um pedaço do mundo desembarcou na Feira do Livro de Brasília (Felib) por meio de uma iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF). Desde o início do evento, em 24 de novembro, e até o seu encerramento, em 3 de dezembro, terão passado pelo estande da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) montado no pilotis da Biblioteca Nacional de Brasília cerca de 30 embaixadas de diferentes países levando um pouco de sua cultura literária aos visitantes. “Essa é a primeira vez que a Serinter participa da Feira do Livro. Tudo foi preparado para mostrar a cultura dos outros países para a população do Distrito Federal, principalmente, aos estudantes. Estamos fortalecendo os laços de amizade e também culturais”, destacou o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. Conhecida pela trilogia literária Como Água para Chocolate, Laura Esquivel leu trechos do livro ‘O Meu Passado Negro’ | Fotos: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília Neste sábado (2), a grande convidada foi a embaixadora do México e escritora Laura Esquivel, conhecida pela trilogia literária Como Água para Chocolate. Durante a participação, a autora fez a leitura de um trecho do romance O Meu Passado Negro, participou de um papo com os visitantes, autografou livros e ofereceu um prato feito por ela, uma massa adocicada servida com pétalas de rosa açucaradas. “Um evento como esse é muito importante. É uma forma de se conhecer outras culturas. O que pode ser feito pelo livro e pela comida de um povo, por exemplo”, avaliou Laura Esquivel. A escritora aproveitou para lembrar outras ações do GDF nesse sentido, como a visita dos embaixadores aos restaurantes locais para conhecer a cultura do Brasil e ainda celebrou o tema da feira Mulheres a toda prosa. “A proposta das mulheres na literatura é de mostrar um mundo de outras visões. Esse é o momento que temos que recuperar o feminino, reinventar uma sociedade que está um pouco separada e fragmentada”, completou. Dia especial O professor Gustavo Cordeiro, da UnB, levou os alunos de rede pública para participar da conversa com Laura Estar lado a lado com a escritora, deixou a professora de espanhol Ana Paula Barbosa de Miranda emocionada. Ao lado da filha, ela assistiu ao bate-papo e depois garantiu um autógrafo da autora. “Em 1995, quando comecei a estudar espanhol, um dos primeiros filmes que pude assistir como estudante da língua foi a adaptação de Como Água para Chocolate. Então hoje depois de tanto tempo pensar que estou tendo essa oportunidade, me deixa, como dizemos em espanhol, com ‘los pelos en punta’ de emoção”, definiu. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O professor Gustavo Cordeiro fez questão de levar os alunos da rede pública que integram o projeto de espanhol da Universidade de Brasília para participar da conversa com Laura.. Ele já havia tido a oportunidade de conhecer a autora e sabia que os jovens estariam diante de uma escritora que trata de assuntos muito importantes, como a ancestralidade e o machismo. “Trouxe sete alunos meus para esse diálogo com a mexicana. Eles adoraram, ficaram fascinados porque atualmente as pessoas não têm mais tanto contato com a literatura. Acho excelente essa iniciativa de aproximar uma autora consagrada das pessoas”, avaliou. O jovem Kayke Batista, 17 anos, disse que não conhecia a obra de Laura, mas ficou curioso por seu trabalho. “Eu até já tinha ouvido falar dela, mas não conhecia seus livros. Ouvindo tudo que ela falou me deu muita curiosidade para ler. Esse dia me fez ter uma visão melhor da literatura, porque a tecnologia acaba tampando nossa visão”, afirmou. Kayke Batista: ” Esse dia me fez ter uma visão melhor da literatura, porque a tecnologia acaba tampando nossa visão” Para a estudante Eduarda Isabelly Corcieno, 16, atividades como essa aproximam os jovens dos livros. “A nossa geração, que é mais jovem, é mais distante da literatura. Porque ninguém mais compra livros. Então essa é uma experiência que faz a gente se aprofundar mais e querer ler”, comentou. 37ª Feira do Livro de Brasília Biblioteca Nacional de Brasília (Esplanada dos Ministérios). Até 3 de dezembro, das 10h às 21h. Entrada franca.
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