Programa de residência médica oferece 570 vagas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Médicos interessados em ingressar em um dos programas de residência médica mais disputados do país, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF), poderão concorrer a uma das 570 vagas oferecidas pelo processo seletivo, divulgado recentemente no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF), mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), é a instituição formadora responsável pelos programas, que são custeados pela SES-DF. As inscrições poderão ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades), banca organizadora do certame, entre 1º de outubro e 18 de novembro. Os programas têm como objetivo formar médicos especialistas para futura inserção no Sistema Único de Saúde (SUS). A formação busca desenvolver conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários ao exercício profissional nas diferentes especialidades. O programa têm como objetivo formar médicos especialistas para futura inserção no Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Jonathan Cantarelle/Agência Saúde Os profissionais selecionados atuarão em hospitais, unidades de atenção primária e outros cenários de prática da SES-DF e receberão uma bolsa-residência. A taxa de inscrição é de R$ 120, e os candidatos que se enquadrem nas condições previstas pela Resolução CNRM nº 7, de 20 de outubro de 2010, poderão solicitar a isenção do pagamento, observando os procedimentos e prazos definidos no edital. Etapas A seleção será realizada em duas fases. A primeira consiste em uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório. A aplicação está prevista para 12 de dezembro, e o resultado da primeira fase deve ser divulgado em 7 de janeiro de 2027, conforme o cronograma previsto. A segunda fase está relacionada à escolha da Comissão de Residência Médica (Coreme), correspondente ao cenário de ensino no qual será cumprida a maior parte da carga horária das atividades do programa. Reserva de vagas O edital estabelece políticas de reserva de vagas para diferentes grupos. Estão previstos 20% para pessoas com deficiência, nos termos da legislação distrital; 20% para pessoas negras, observados os critérios e quantitativos estabelecidos; e 10% para candidatos comprovadamente hipossuficientes, também de acordo com as condições previstas na legislação e no edital. As regras de aplicação das reservas, assim como os requisitos para participação no processo seletivo, devem ser observadas pelos candidatos no momento da inscrição. Os interessados em concorrer a uma das vagas devem ficar atentos às informações disponibilizadas no edital e seguir as orientações descritas. *Com informações da Fepecs
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Curso de enfermagem da Escs promove mais uma edição do SUS Junino
Docentes e estudantes do curso de enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) participaram, nesta quarta-feira (10), de mais uma edição do SUS Junino, evento que foi criado em 2011 e se tornou uma tradição institucional. Aliando promoção da saúde à temática de festa junina, os organizadores criaram um ambiente de descontração em meio a oficinas que tratam sobre as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), além de discutir temas atuais e que foram estudados durante o semestre. Amadurecido ao longo dos anos, o encontro — que, no início, contemplava apenas estudantes da 1ª série do curso — agora abrange todas as turmas, o que propicia diversidade de conhecimento, saberes e experiências, tal qual as populares festividades juninas. A docente do curso e uma das organizadoras do evento, Maria Aureni, explica que a escolha da data é proposital: “A gente entende a festa junina como uma grande festa popular, e o SUS como uma política pública e diversa em que se trabalha o compartilhar”. Para ela, que é nordestina, mas vive em Brasília, “o SUS visa a implementação da política de equidade”, e este ano, o grupo de estudantes que Aureni coordena vai apresentar a temática de acolhimento no alojamento conjunto e centro obstétrico. “A gente traz uma abordagem bem ampla, de acolhimento à mulher negra, migrante, indígena, com um olhar integral à mulher”. Além disso, também foram tratados temas como história e conquistas das mulheres, maternidade segura, biossegurança, manejo de resíduos, segurança e administração de medicamentos, classificação de riscos na Atenção Primária, vigilância em saúde, entre outros. Aliando promoção da saúde à temática de festa junina, os organizadores criaram um ambiente de descontração em meio a oficinas que tratam sobre as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/Fepecs Durante o SUS Junino, os estudantes também trabalharam a gestão de tempo, organização, desempenho e coletividade, tudo isso sob o olhar atento dos docentes que avaliam as apresentações. O evento marca o final do semestre e é uma chance de assimilar tudo aquilo que foi estudado e aprendido nos últimos meses. “Aqui, a gente consegue trazer esse arquétipo cultural no final do semestre e a importância de trabalhar culturalmente o conhecimento que venha a favorecer o aprendizado desse estudante”, afirma Aureni. Sabores e saberes O SUS Junino começa a ser formulado bem antes da data do evento, com reuniões presenciais e virtuais entre docentes e estudantes, em que são definidos os temas e formato das apresentações. “O estudante tem toda autonomia para escolher qual dinâmica vai utilizar para apresentar o tema, além da parte de organização e ornamentação”, conta a docente. Este ano é a primeira vez que o evento está sendo realizado no novo campus do curso, em Ceilândia. Pedagogicamente aprimorado, o SUS Junino conta com a avaliação dos docentes e também dos estudantes, que podem opinar na apresentação dos colegas. “Nosso evento é muito democrático e dinâmico”, avalia Aureni. Durante o dia de atividades, os alunos aprendem, ensinam e se deliciam com os sabores típicos dessa época do ano, aproveitando a oportunidade para arrecadar fundos para sua formatura. A ocasião também propicia aos estudantes o fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento de competências específicas de comunicação, cooperação, colaboração, ética, liderança e respeito. Ao descrever o SUS Junino, Maria Aureni diz que “representa um momento de descontração, que incentiva troca de saberes e sabores com a comunidade acadêmica, além de promover uma discussão e aprofundamento teórico mais refinado que cada disciplina trabalha ao longo do semestre”. *Com informações da Fepecs
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Abertas inscrições para curso online sobre transfusão de hemocomponentes
A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), em parceria com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), está com inscrições abertas para a terceira turma do curso online “Transfusão de Hemocomponentes: da Captação à Hemovigilância”. A capacitação atende ao que estabelece a Portaria SES/DF nº 54, de 14 de abril de 2011, que regulamenta o Sistema de Sangue, Componentes e Hemoderivados (SSCH) no âmbito da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). As inscrições para a terceira turma foram abertas em 5 de janeiro e seguem até 15 de junho — o prazo para conclusão do curso vai até 30 de junho de 2026. Os interessados podem se inscrever diretamente por este link. O curso online sobre transfusão de hemocomponentes é voltado para profissionais da rede pública de saúde do DF | Foto: Divulgação/Hemocentro A iniciativa integra as competências institucionais da FHB de capacitar e treinar, de forma continuada, os profissionais que atuam na área de hemoterapia nos serviços públicos do Distrito Federal. O curso tem como foco padronizar condutas, atualizar conhecimentos e reforçar a segurança transfusional na rede pública. O objetivo é capacitar os profissionais de saúde quanto às orientações gerais e específicas da hemoterapia, conforme as diretrizes do gestor do SSCH, a Fundação Hemocentro de Brasília. A formação também busca sensibilizar e atualizar a equipe assistencial, contribuindo para a segurança do paciente, o uso racional de hemocomponentes e a redução de riscos associados à transfusão. O público-alvo são profissionais da área da saúde que atuam em hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) da rede pública do DF. O curso é oferecido na modalidade online e assíncrona, permitindo que o participante organize seus próprios horários de estudo. O acesso ocorre por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (AVA-ESPDF), com conteúdos apresentados em slides, videoaulas e materiais de leitura. [LEIA_TAMBEM]A carga horária total é de 40 horas. Para obter o certificado, o participante deverá: · Realizar 100% das atividades propostas; · Alcançar, no mínimo, 70% de acertos no questionário final de avaliação dos conhecimentos hemoterápicos; · Responder ao questionário de satisfação sobre o curso. Entre os principais temas abordados estão: · Introdução à hemoterapia; · Captação intra-hospitalar de doadores; · Produção e distribuição de hemocomponentes; · Patient Blood Management (PBM); · Indicação de hemocomponentes; · Testes pré-transfusionais; · Preparo, monitoramento e finalização da transfusão; · Reações transfusionais. Os recursos educacionais incluem aulas gravadas, estudos de casos clínicos hipotéticos, materiais de leitura, exercícios de fixação e fórum para esclarecimento de dúvidas. A capacitação é uma oportunidade prática de atualização profissional e funciona como um manual digital de bolso: o conteúdo permanece disponível para consulta sempre que surgir uma dúvida no dia a dia assistencial. *Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB)
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Escola Superior de Ciências da Saúde é premiada em congressos de iniciação científica
A Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) conquistou um importante reconhecimento no 31º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília (UnB) e no 22º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal, com a premiação do trabalho “Mapeamento geoespacial municipal de domicílios do Cadastro Único sem acesso adequado ao saneamento básico”, desenvolvido pela docente e orientadora Vanessa Viana Cardoso e pela discente Sarah Margittay — bolsista do Programa de Iniciação Científica – Ações Afirmativas (PIC/AF), da 4ª série do curso de medicina. O estudo, baseado em uma das maiores bases de dados sociais do país, analisou mais de 40 milhões de famílias brasileiras e identificou os municípios com maior risco sanitário. A partir desse conjunto de dados, a dupla elaborou mapas capazes de apontar localidades onde a falta de saneamento domiciliar coloca famílias em situação de vulnerabilidade sanitária. A discente explica que a pesquisa partiu de uma premissa fundamental: a ausência de saneamento básico adequado aumenta significativamente a exposição a doenças relacionadas a agravos ambientais. Para compreender a dimensão do problema, o trabalho utilizou métodos estatísticos de análise espacial, construindo mapas detalhados que evidenciam os territórios mais vulneráveis. Vanessa Viana Cardoso e Sarah Margittay foram premiadas no 31º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília e no 22º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal | Foto: Divulgação/Fepecs Política institucional de formação científica A conquista destaca o papel estruturante do PIC/Pibic da Escs, que promove a inserção dos estudantes na metodologia científica, fomenta a produção acadêmica e incentiva a criação de equipes de pesquisa qualificadas. O programa conta com diferentes modalidades de bolsas: PIC/Fepecs, PIC-AF/Fepecs, Pibic/CNPq e Pibic-Af/CNPq, incluindo ações afirmativas destinadas a estudantes que ingressam na Escs por meio do sistema de cotas. A discente ressalta que o reconhecimento nos congressos fortalece o trabalho acadêmico e social do projeto desenvolvido. Para Sarah, ser premiada reforça o valor do esforço científico ao longo da construção do estudo. “É muito bom ter o trabalho reconhecido, pois isso mostra que estamos no caminho certo e que o que produzimos realmente tem relevância”, afirma. O projeto terá continuidade em 2026, com a investigação das Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado (DRSAI), aprofundando os impactos achados e ampliando sua contribuição para políticas públicas de saúde. [LEIA_TAMBEM]A orientadora do projeto afirma que “a premiação destaca a relevância social e científica da investigação produzida na Escs e reforça o compromisso institucional com a formação dos futuros profissionais da saúde e jovens pesquisadores, em consonância com o reconhecimento dado pelos congressos aos melhores trabalhos apresentados”. Impacto institucional O resultado obtido pela Escs evidencia o empenho com a pesquisa científica e com a formação de profissionais críticos, investigativos e alinhados às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, participaram 230 estudantes da Escs, dos cursos de enfermagem e medicina, com a apresentação de 156 trabalhos, que receberam 38 menções honrosas e oito indicações para premiação. O PIC/Pibic consolida-se, assim, como um pilar regulatório e estratégico da escola, estruturando políticas de pesquisa, fortalecendo a cultura científica e ampliando o protagonismo dos estudantes nos cenários acadêmico e social. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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