Fundação abre inscrições para 3º Concurso Cultural de Redação e Desenho
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap-DF), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), está com inscrições abertas para o 3º Concurso Cultural de Redação e Desenho – 2026. A iniciativa é destinada a sentenciados que exercem atividades laborais em trabalho externo por meio de contratos intermediados pela fundação. Com o tema “Educação e trabalho: portas para o recomeço”, o concurso reúne duas modalidades: redação e desenho. Cada participante poderá se inscrever em apenas uma delas e apresentar um único trabalho. A iniciativa pode abrir novas perspectivas para participantes | Foto: Divulgação/Funap-DF Abertas na terça-feira (8/9), as inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de setembro, por meio de formulário específico disponibilizado via QR Code, por meio deste link ou presencialmente na sede da Funap-DF, no SIA, Trecho 2, Lotes 1835/1845, térreo, na recepção. Para participar, é necessário estar vinculado a contrato de trabalho externo intermediado pela fundação. Confira o edital completo. “O concurso é uma oportunidade para que os participantes expressem, por meio da escrita e do desenho, suas ideias, sentimentos e percepções sobre educação e trabalho. São caminhos que podem abrir novas perspectivas e valorizar talentos, criatividade e a capacidade de transformar histórias”, destaca Deuselita Pereira Martins, diretora-executiva da Funap-DF. Premiação Serão premiados os três primeiros colocados de cada modalidade. Os vencedores receberão certificado e premiação em dinheiro: → 1º lugar: R$ 2 mil; → 2º lugar: R$ 1,5 mil; → 3º lugar: R$ 1 mil. Os valores serão depositados nas contas-salário abertas pela Funap-DF em nome dos reeducandos vencedores, conforme os procedimentos administrativos e financeiros aplicáveis. O resultado será divulgado no site oficial da Funap-DF em data a ser definida pela comissão julgadora. Os certificados serão entregues pessoalmente aos vencedores, em data e local que serão posteriormente divulgados. Serviço → 3º Concurso Cultural de Redação e Desenho – Funap-DF 2026; → Tema: Educação e trabalho: portas para o recomeço; → Modalidades: redação e desenho; → Inscrições: 8 a 30 de setembro de 2026; → Inscrição: gratuita, via formulário disponibilizado por QR Code, link ou presencialmente; → Local para inscrição presencial: SIA, Trecho 2, Lotes 1835/1845, térreo, recepção; → Entrega dos trabalhos: 20 de setembro a 20 de outubro de 2026, até as 16h; → Local para entrega: SIA, Trecho 2, Lotes 1835/1845, 1º andar, sala da Direx → Público: sentenciados que estejam trabalhando externamente por meio de contratos intermediados pela Funap-DF. *Com informações da Funap-DF
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Reforma em 14 parquinhos públicos de Samambaia promove lazer e segurança para as crianças
Atendendo às solicitações da comunidade, a Administração Regional de Samambaia entregou, desde o último mês de julho, a reforma de mais de 14 parquinhos públicos. As renovações contam com recursos da administração, além da mão de obra da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e, em casos de reformas mais robustas, parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Com os espaços prontos, a administração iniciou, no último dia 25, a reforma da quadra poliesportiva da QR 206. De acordo com o administrador regional Marcos Leite Araújo, a ação foi executada após ser feito um levantamento dos equipamentos mais deteriorados da região. “Alguns precisavam de reforma total e outros de intervenções menores. Catalogamos todos, reunimos nossa equipe, avaliamos o material disponível e, com isso, conseguimos reformar 14 parquinhos. Temos mais dois em andamento e vamos continuar esse trabalho”, explicou. O gestor destacou ainda a importância da iniciativa para o bem-estar da comunidade: “Quando chega a época das férias escolares, as crianças procuram um lugar para brincar e nosso objetivo é garantir qualidade de vida, segurança e lazer para as famílias. Além dos parquinhos, estamos reformando também as praças”. As renovações contam com recursos da administração, além da mão de obra da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e, em casos de reformas mais robustas, parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Atualmente, Samambaia conta com mais de 300 equipamentos públicos espalhados por suas quadras. Entre os espaços que já receberam reparos estão os das quadras QR 203, QR 120, QR 122, QR 306, QS 502, QI 416, QR 827, QN 827, QR 633, QR 1029 e QR 1031, além de parquinhos em andamento nas QR 105, QR 107 e QR 429. Comunidade satisfeita Moradores que acompanham de perto as mudanças comemoram o resultado. O aposentado Waldelino de Jesus Santos, de 78 anos, mora próximo a um dos parquinhos reformados e destaca a transformação no local. “O parquinho está ótimo agora, melhorou bastante. Agora é importante a população conservar. A criançada aproveita demais, fim de semana isso aqui enche e tem dia que eles brincam até tarde. É importante porque as crianças têm onde brincar, ficam perto de casa, a gente consegue olhar. Isso evita que fiquem na rua fazendo coisa errada. É melhor estarem aqui, brincando e jogando bola”, contou. A dona de casa Lígia Maria Ribeiro, 57, também aprovou a mudança. “Ficou muito bom. As crianças gostam demais, final de semana fica lotado. Reformado e pertinho de casa, a gente fica mais tranquilo, dá para olhar os netos brincando daqui de casa”, disse. Ela ressaltou, ainda, o impacto na rotina das crianças. “Hoje em dia elas ficam muito no celular. No parquinho elas brincam de verdade, se distraem, largam um pouco as telas. É bom para todo mundo.” A dona de casa Lígia Maria Ribeiro, 57, também aprovou a mudança: “Ficou muito bom. As crianças gostam demais" Para a dona de casa Maria Aparecida dos Reis Cruz, de 68 anos, o espaço é essencial para o lazer e a convivência comunitária. Ela foi uma das moradoras que solicitaram a reforma à administração. “Tirei fotos de como estava, encaminhei e fomos bem atendidos. Agora está bem melhor, a pracinha é como uma extensão da nossa casa. Fico feliz de ver o resultado, porque sonhei muito com isso. A comunidade merece esse cuidado”, afirmou. Além dos parquinhos, a administração regional segue com a requalificação de praças e espaços públicos em diferentes pontos da cidade. O trabalho inclui pintura, soldagem de estruturas, reposição de telas e manutenção constante. “Temos uma equipe que faz vistoria diária nos parquinhos, tanto os que já foram reformados quanto os que ainda precisam de melhoras. A ideia é manter os espaços sempre em boas condições para a população”, acrescentou o administrador Marcos Leite.
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Escritório Social oferece acolhimento e cidadania a egressos do sistema prisional
Lançado em junho de 2022, o Escritório Social do Distrito Federal já alcançou mais de 1.360 pessoas egressas e pré-egressas do sistema prisional com atendimentos voltados à reinserção no mercado de trabalho e ao acesso a políticas públicas. O equipamento dá continuidade aos serviços prestados pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), que atende os cidadãos que ainda estão inseridos no sistema prisional, e é vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Por meio dessa ação, há a preparação e o encaminhamento do egresso às políticas públicas de cidadania e reinserção social, fundamentais para uma reintegração segura e com a proposta de minimizar os riscos de uma reincidência” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Todo o suporte do Escritório Social é gratuito e alcança também os familiares dos egressos e pré-egressos. Estes últimos são as pessoas que sairão do sistema prisional em até seis meses, enquanto os egressos são todos aqueles que já foram presos, independentemente do tempo ou data de reclusão. “O Escritório Social representa a união entre os órgãos de justiça, na oferta de dignidade e apoio às pessoas egressas do sistema prisional e seus familiares”, avalia a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Por meio dessa ação, há a preparação e o encaminhamento do egresso às políticas públicas de cidadania e reinserção social, fundamentais para uma reintegração segura e com a proposta de minimizar os riscos de uma reincidência”, completa. Mais de 1.360 pessoas egressas e pré-egressas do sistema prisional já foram recebidas pelo Escritório Social com atendimentos voltados à reinserção no mercado de trabalho e ao acesso a políticas públicas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O espaço fica na sede da Funap, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para ser atendido, basta ir ao local nos horários indicados, sem necessidade de agendamento prévio ou vinculação a decisão judicial. Basta levar um documento original com foto e o CPF. “O Escritório Social dá continuação ao trabalho da Funap, porque a fundação atende o reeducando enquanto ele está em cumprimento de pena. A partir do momento que a pena dele acaba, nós deixamos de atender e começa o trabalho do Escritório Social”, esclarece a diretora executiva da Funap, Deuselita Martins. De acordo com a diretora executiva da Funap, Deuselita Martins, “o Escritório Social dá continuação ao trabalho da Funap, porque a fundação atende o reeducando enquanto ele está em cumprimento de pena. A partir do momento que a pena dele acaba, nós deixamos de atender e começa o trabalho do Escritório Social” A equipe é formada por uma coordenadora, duas assistentes sociais, uma assistente jurídica e um colaborador administrativo, que é reeducando. O espaço conta com sala de informática, sala de barbearia e sala de aula, que podem ser usadas por pessoas interessadas em prestar palestras e capacitações aos reeducandos. Para a coordenadora do Escritório Social, Maldaildes Divina de Jesus, o equipamento promove ânimo a quem já perdeu as esperanças. “O escritório social é um incentivo. Quando a pessoa acha que acabou, que não tem mais jeito e que não tem mais direito ao trabalho, o Escritório Social chega e mostra que nada disso é verdade. Mostra que todos temos direito ao trabalho e a começar tudo de novo”, ressalta. Ela acrescenta que a devolutiva dos cidadãos atendidos demonstra a importância do serviço realizado: “Alguns inclusive têm voltado e agradecido. Dizendo que o Escritório Social mostrou que é possível recomeçar.” A coordenadora do Escritório Social, Maldaildes Divina de Jesus, diz que o equipamento promove ânimo a quem já perdeu as esperanças: “O Escritório Social é um incentivo. Quando a pessoa acha que acabou, que não tem mais jeito e que não tem mais direito ao trabalho, o Escritório Social chega e mostra que nada disso é verdade. Mostra que todos temos direito ao trabalho e a começar tudo de novo” Acolhimento que importa Para o técnico de manutenção Ricardo Costa (nome fictício), 57 anos, o suporte do Escritório Social abriu um novo leque de possibilidades. Ele viveu por mais de dez anos na rua após terminar um casamento e, em determinado momento, foi inserido no sistema prisional. Em março, conheceu o equipamento público e conseguiu o tão sonhado emprego. “Cheguei aqui no dia 6 de março e, no dia 8, eu já estava trabalhando. Agora tenho meu endereço, meu cantinho. Morar na rua é uma situação muito difícil e eu não me conformava com aquilo. Hoje posso falar que estou trabalhando, é uma bênção de Deus”, desabafa. Como forma de agradecimento, ele escreveu a seguinte frase: “No Escritório Social doam amor, enxugam lágrimas e provocam sorrisos.” A assistente social Maria do Socorro Nunes Pinheiro afirma que os principais serviços prestados estão relacionados à procura por emprego e acesso a benefícios sociais: “Essas pessoas estão fora do mercado de trabalho há bastante tempo, então é complicado que voltem, é uma questão delicada” De 29 de junho de 2022, data de lançamento do equipamento, até esta quinta-feira (2), foram atendidas 1.366 pessoas, sendo estas egressas, pré-egressas ou familiares de pessoas nestas condições. No mesmo período, foram realizadas 183 visitas domiciliares com entrega de cestas básicas. Entre as pessoas atendidas, a maioria dos egressos e pré-egressos são homens. Já entre os familiares, destaca-se a presença de mães e esposas. Além disso, do total de pessoas atendidas, 14 são transexuais. A assistente social Maria do Socorro Nunes Pinheiro afirma que os principais serviços prestados estão relacionados à procura por emprego e acesso a benefícios sociais. “Essas pessoas estão fora do mercado de trabalho há bastante tempo, então é complicado que voltem, é uma questão delicada”, pontua. “Depois que a pessoa solicita o trabalho, nós analisamos o caso, visitamos o local em que ela mora e buscamos inseri-la no mercado”, completa. Se o egresso ou pré-egresso não puder comparecer ao escritório, um amigo ou familiar pode solicitar o suporte. “É o mesmo atendimento, nós buscamos entender aquele contexto e ajudar a pessoa da melhor forma. Também fazemos a escuta qualificada dessas pessoas e temos um grupo terapêutico”, acrescenta Pinheiro. A assistente administrativa Margarida Alves, 32, conheceu o equipamento em 2019. “Comecei trabalhando com serviços gerais e fui deixando o leque da minha vida aberto. Consegui me formar em recursos humanos no presídio e quero um dia trabalhar nessa área”, afirma. “Tudo que nós, egressos, precisamos, tem aqui no escritório. Eles me ajudaram. É o apoio social que pode mudar nossos destinos”, conclui. Serviço Escritório Social – Local: SIA Trecho 2 – 2º andar da Funap-DF – Horário: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – Telefones: (61) 3686-5097, (61) 3686-5063, (61) 3686-5059 – E-mail: esocial.funap@sejus.df.gov.br
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Parceria público-privada qualifica reeducandos para o mercado de trabalho
O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou, nesta terça-feira (5), uma parceria entre a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e a Empresa SDB Comércio de Alimentos Ltda. para uma oficina de recuperação de carrinhos de supermercado de todas as filiais das redes atendidas pela representante da iniciativa privada. Os trabalhos serão executados por reeducandos do regime semiaberto do Sistema Penitenciário do DF, nas dependências da Fazenda Funap, localizada na zona agrícola adjacente ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR). As atividades terão jornada de trabalho máxima de 44 horas semanais, estabelecida mediante acordo prévio entre as partes envolvidas. “O nosso papel é oportunizar e pegar as possibilidades de qualificação profissional; dar a oportunidade para que essas pessoas sejam reintegradas na sociedade” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Mais do que a manutenção técnica dos carrinhos, a iniciativa contribui para a ressocialização dos detentos, proporcionando uma oportunidade de reintegração à sociedade por meio do trabalho e qualificação profissional. “O nosso papel é oportunizar e pegar as possibilidades de qualificação profissional; dar a oportunidade para que essas pessoas sejam reintegradas na sociedade”, enfatiza a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. A titular da pasta destaca o investimento do GDF na ampliação das oportunidades de capacitação profissional e reinserção dos detentos no mercado de trabalho. “A questão da não reincidência está muito vinculada à possibilidade de essas pessoas terem vínculos empregatícios e o papel da Funap é criar as oportunidades para que esses detentos se capacitem”, prossegue. A iniciativa contribui para a ressocialização dos detentos, proporcionando uma oportunidade de reintegração à sociedade por meio do trabalho e qualificação profissional | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a diretora-executiva da Funap, Deuselita Martins, o governo trabalha, desde 2019, para atrair empresas da iniciativa privada para atuarem em parceria com o sistema prisional. “Esse grupo já tem contrato com a Funap para oferta de vagas de emprego aos reeducandos do regime semiaberto há dois anos e dessa parceria veio a ideia de trazermos atividades também para aqui dentro da fundação”, diz. Paulo Nogueira é diretor de RH da empresa e afirma que a relação tem rendido frutos. “Estamos bem otimistas com mais esse projeto. Já temos pessoas trabalhando em nossas lojas, nos setores de carga e descarga, nos nossos depósitos, então a ressocialização está presente em nossas lojas há um bom tempo”, explica. Além da capacitação profissional, os reeducandos são remunerados com o equivalente a três quartos de um salário mínimo (R$ 1.059) e, por meio da atividade, conseguem a remição da pena, que consiste na redução de um dia para três trabalhados, conforme o artigo 126, da Lei de Execução Penal. Todos os selecionados atendem a critérios técnicos, que observam questões como bom comportamento e a condição do cumprimento da pena. Ampliação Em 2019, o GDF tinha cerca de 700 reeducandos trabalhando em empresas públicas e privadas. Hoje, esse número passa de 4 mil, graças aos projetos desenvolvidos nesta gestão. Recentemente, o governador Ibaneis Rocha inaugurou, no Complexo Penitenciário da Papuda, a unidade da Fábrica Social voltada para a produção de pré-moldados da construção civil. O espaço será ocupado por 35 custodiados do regime semiaberto, que vão produzir meios-fios, tampas de bueiros e pisos entrevados. Os materiais serão destinados a reformas em todas as regiões administrativas (RAs).
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