Governadora anuncia ampla reforma estrutural no centro obstétrico do Hmib
O Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib) se prepara para receber uma grande reforma em seu centro obstétrico. O valor da obra é estimado em R$ 8.688.473,07. A previsão é que o edital de licitação seja publicado ainda neste mês. A modernização do espaço visa aperfeiçoar o atendimento prestado na unidade de saúde, corrigindo problemas estruturais e adequando os ambientes para acolher pacientes e equipes médicas com mais segurança e conforto. A intervenção no centro obstétrico vai abranger serviços de reabilitação estrutural, correção de patologias prediais, adequações nas instalações e a modernização completa dos ambientes | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília [LEIA_TAMBEM] A governadora Celina Leão destaca o compromisso da gestão com a continuidade das benfeitorias na rede pública de saúde. "Nós conseguimos o recurso da Fonte 100, para reformar agora o centro obstétrico do Hmib. Eu não vou conseguir inaugurar tudo devido ao período eleitoral, mas vou poder fiscalizar, visitar e continuarei dando ordem de serviço do meu gabinete. O nosso trabalho não vai parar. A gente faz as coisas porque as pessoas precisam", afirma. "Nós conseguimos o recurso da Fonte 100, para reformar agora o centro obstétrico do Hmib. Eu não vou conseguir inaugurar tudo devido ao período eleitoral, mas vou poder fiscalizar, visitar e continuarei dando ordem de serviço do meu gabinete. O nosso trabalho não vai parar. A gente faz as coisas porque as pessoas precisam" Governadora Celina Leão A intervenção no centro obstétrico vai abranger serviços de reabilitação estrutural, correção de patologias prediais, adequações nas instalações e a modernização completa dos ambientes. Após a execução, a área vai passar por testes e validações técnicas e sanitárias para que ocorra a liberação gradual ou total para a retomada dos atendimentos assistenciais. Próximas etapas e cronograma Com a publicação do edital, a Secretaria de Saúde (SES-DF) encerra a fase preparatória e inicia a etapa externa do certame. Este passo viabiliza a seleção da empresa responsável pela execução dos serviços de engenharia e a posterior assinatura do contrato. O cronograma da pasta prevê que o recebimento de propostas, esclarecimentos e análises técnicas ocorra entre julho e agosto. A expectativa é que a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço sejam ainda neste ano.
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Problema de infiltração está resolvido no Hmib
Uma comitiva do Governo do Distrito Federal (GDF) esteve no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), nesta segunda-feira (4), para solucionar uma infiltração no telhado em uma das alas da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). O local foi interditado por precaução e será liberado nesta terça-feira (5) após a impermeabilização do telhado. A infiltração provocou o bloqueio de cinco leitos de UTI neonatal, mas todos os pacientes foram transferidos para outra área do hospital sem que os serviços fossem prejudicados | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília A infiltração provocou o bloqueio de cinco leitos de UTI neonatal, mas todos os pacientes foram transferidos para outra área do hospital sem que os serviços fossem prejudicados. O encaminhamento para a solução do problema foi dado pelo governador em exercício do DF, Paco Britto, na companhia do secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto; e do diretor-administrativo da Companhia Urbanizadora da Capital (Novacap), Elzo Bertoldo. Eles estiveram no hospital e ouviram os profissionais da unidade. “Foi constatado um problema estrutural. Na última reforma, as telhas que deveriam ter sido colocadas sobrepostas foram apenas encaixadas. Isso ocasionou a infiltração”, explica Paco Britto. “Se o tempo permitir e não chover muito, nós entregaremos a UTI Neonatal pronta nesta terça”, acrescenta. Atualmente, o Hmib dispõe de 40 leitos, sendo 25 de UTI neonatal, destinados a recém-nascidos que demandam cuidados especiais. Há casos em que os bebês ficam sob os cuidados dos profissionais de saúde por até quatro meses. A infiltração afetou apenas dois leitos (1 e 5), mas, por precaução, a direção do hospital interditou também os leitos 2, 3 e 4. “Os bebês foram realocados para outros espaços e continuam recebendo todo o tratamento necessário, sem prejuízo algum. Nada mudou na assistência”, explica a diretora-administrativa da unidade, Gláucia Silveira. A impermeabilização do telhado será feita pela Novacap. Além desta reforma, a Secretaria de Saúde vai lançar uma licitação nos próximos 30 dias para corrigir o problema de forma definitiva. Nesta obra estão previstas a sobreposição das telhas, o conserto dos vazamentos, a realocação dos pontos de fixação de para-raios, entre outros. “Os leitos neonatais são muito importantes porque o Hmib é o nosso principal hospital em relação ao atendimento de pacientes neonatais em UTI. Ele atende pacientes não só do Distrito Federal, mas também de Goiás, da Bahia e do Mato Grosso”, explica Osnei Okumoto.
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Hmib faz cirurgia rara em bebê de seis semanas de vida
A equipe que operou a bebê: um caso a cada 300 mil nascimentos. | Foto: Johnny Braga/Agência Saúde Um fenômeno embrionário extremamente raro levou uma menina de seis semanas de idade ao Centro Cirúrgico do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Chamado cientificamente de fetus in fetu (FIF), o problema ocorre em um a cada 500 mil nascimentos. A condição pode acontecer em gravidez de gêmeos e se dá da seguinte forma: um dos fetos engloba o outro para sobreviver e passa a se alimentar do sangue e da energia do par como um parasita, porém não possui órgãos essenciais desenvolvidos para evoluir – o que o impede de sobreviver fora do organismo hospedeiro. Sem saber que estava grávida de gêmeos, Micaela Alves da Silva, 25 anos, teve um parto tranquilo e deu à luz Evelyn. Poucas semanas depois, percebeu que a filha chorava bastante, vomitava um líquido verde e estava com semiobstrução intestinal. Ela levou a bebê para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde fez uma radiografia e uma tomografia de abdômen. Ao receber o diagnóstico, veio o susto com a informação sobre o ocorrido. “Foi um choque, nunca tinha visto isso na minha vida”, relata a mãe. A cirurgia Os sintomas, nesses casos, são principalmente inchaço e dor no local. Inicialmente, os exames demonstraram a possibilidade de um tumor, mas com as características de ossificação dentro da massa, foi levantada a possibilidade diagnóstica de FIF. Por se tratar de um caso complexo, a equipe do HRSM encaminhou a criança para o Hmib, que é o hospital referência em cirurgia pediátrica. Chegando lá, a sala de cirurgia foi preparada e a bebê operada. Uma equipe formada por quatro cirurgiões, um anestesista, enfermeiros e técnicos de enfermagem, fez a retirada do feto parasita. O procedimento durou cerca de duas horas e transcorreu com tranquilidade. Evelyn já está em casa. De acordo com o cirurgião pediátrico Acimar Cunha Júnior, Referência Técnica Assistencial da Unidade de Clínicas Cirúrgicas Pediátricas do Hmib, em casos assim, o gêmeo parasita não tem um corpo humano definido. No caso da bebê operada, o feto se encontrava próximo ao intestino delgado, e foi retirado e analisado pela área de patologia da unidade, que identificou o baço bem definido, fígado e articulações. “É um caso raro. Tivemos apenas três casos assim no Distrito Federal”, relata Acimar. O médico explica que, no mundo, há conhecimento de pouco mais de cem episódios publicados na literatura médica. Os dois outros casos relatados no DF foram diagnosticados no próprio Hmib e no Hospital Universitário de Brasília. Os primeiros casos descritos de fetus in fetu, no mundo, ocorreram em adolescentes. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib faz inserção de 225 dispositivos intrauterinos na manhã deste sábado (22)
Foto: Divulgação / SES-DF Metade das mulheres avaliadas por médicos do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) na segunda-feira (17) inseriram o Dispositivo Intrauterino (DIU) tipo T Cobre, não hormonal, neste sábado (22). Das cerca de 450 pacientes assistidas, 225 saíram da unidade médica com o contraceptivo. A previsão é que as outras sejam recebidas em uma semana. As demais serão redirecionadas na rede de saúde. Na segunda-feira, aproximadamente 1,1 mil interessadas no equipamento compareceram à unidade médica. Naquele dia, elas passaram por processo de acolhimento e avaliação, além de palestras. Parte delas passou pela avaliação dos médicos e residentes de Medicina e já saíram com as datas de inserção do DIU agendadas. As demais, cerca de 650 triadas, serão remanejadas para a Atenção Básica das regiões a que pertencem e, em parceria com o Hmib, terão o dispositivo inserido. “Uma equipe de mais de 20 profissionais se disponibilizou para estar aqui, atendendo às pacientes que vieram em razão do nosso chamado e entenderam a importância do planejamento reprodutivo”, valorizou a ginecologista e obstetra do Hmib, Andréia Regina Araújo. “Só tivemos como realizar tantos atendimentos de uma só vez por conta do comprometimento dos nossos médicos, residentes, enfermeiros, técnicos, seguranças, pessoal da limpeza”, defendeu. As mulheres precisaram trazer um teste negativo de gravidez, solicitado a todas elas, no momento do acolhimento, e também ler e assinar um termo de consentimento para colocar o DIU que esclarece todas as questões sobre o uso do dispositivo, inclusive informa que ele não previne as doenças sexualmente transmissíveis. Para Helena Alves de Sousa, 24 anos, essa ação foi fundamental para que ela e o marido pudessem ter mais tranquilidade de que não passariam por uma gravidez inesperada. “Já temos um casal de filhos e não pensamos em ter outro tão cedo. Como não me adapto a hormônios, a inserção do DIU vai mudar a minha vida para muito melhor. Já tem mais de um ano que estamos usando só preservativo, o que não é tão tranquilo assim”, revela. Com apenas um filho, mas sem planos de ter outro por enquanto, Andreza Braga, microempresária, chegou cedo e foi uma das primeiras a ser atendida. “Eu estava tentando colocar o DIU na rede particular, mas, por conta do preço, ficou inviável para mim. Aqui, coloquei de graça, fui muito bem atendida pela equipe e estou voltando para casa com a tranquilidade de estar usando um método contraceptivo eficaz. Não tendo de me preocupar mais em não me esquecer de tomar o remédio todo dia”, comemorou. Validade de dez anos “A mulher precisa saber que não é necessário que ela se esterilize para poder ter o direito planejar quantos filhos quer e no momento em que julgar certo”, afirma a médica Andréia Araújo. Ela esclarece que o DIU tem validade de dez anos, mas pode ser retirado a qualquer momento antes disso, caso a mulher resolva engravidar. “Levando em consideração a nossa vocação materna e infantil, essa ação é de grande importância para as mulheres do DF, no sentido de orientar e levar todas as informações sobre os métodos contraceptivos e também sobre o planejamento familiar”, destaca o diretor do Hmib, Rodolfo Alves Paulo. *Com informações da Secretaria de Saúde
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