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Hospital Regional da Ceilândia (HRC)

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Cuidado que molda o futuro: órteses ajudam bebês a se desenvolver melhor

Aos 4 meses de idade, Murilo Teles já tem história para contar. Sua primeira órtese veio logo nas três primeiras semanas de vida, após chegar ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no fim de agosto de 2025. Desde então, cada ajuste e cada pequeno avanço integram uma jornada que une profissionalismo, tecnologia e cuidado, com foco em garantir conforto e desenvolvimento saudável ao pequeno. “Sou muito grata pelo serviço prestado. Ver a evolução do Murilo nos dá segurança e tranquilidade. É um processo, um passo por vez. Saber que ele está sendo cuidado desde tão pequeno faz toda a diferença para a nossa família”, conta a mãe, Mirtes Ribeiro, 43. Murilo nasceu com pé torto posicional direito e luxação no joelho esquerdo, o que levou à indicação de órteses para o alinhamento. Já o pé esquerdo apresenta uma alteração congênita e, por isso, o tratamento será realizado com gesso. O bebê Murilo Teles usa órtese voltada para o alinhamento do pezinho direito | Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF Cuidado especializado Desde 2022, a terapeuta ocupacional da Secretaria de Saúde (SES-DF) e referência técnica distrital (RTD) na área, Hellen Delchova, confecciona órteses para bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do HRC que apresentam a necessidade do dispositivo. “O intuito é estabilizar o segmento corporal, prevenir deformidades, contraturas e tratar lesões que precisam de algum tipo de imobilização”, explica. [LEIA_TAMBEM]Moldadas diretamente no membro do bebê, as órteses são produzidas sob medida, com termoplástico. Conforme a criança cresce, novas peças precisam ser confeccionadas para manter o encaixe adequado e a eficácia do tratamento. O processo envolve a retirada do molde, o aquecimento do material e a adaptação cuidadosa ao corpo da criança, sempre priorizando segurança e conforto. Os pacientes também são acompanhados no ambulatório de desenvolvimento neuropsicomotor, com atendimento de terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia. Essa estratégia já apresenta resultados. O joelho do pequeno Murilo, por exemplo, está hoje totalmente corrigido com o uso da órtese. “É um êxito que reforça a importância do nosso trabalho e do impacto positivo que a intervenção precoce e a tecnologia assistiva têm na qualidade de vida das crianças e de suas famílias. A possibilidade de mudar o curso da vida de uma criança no momento certo é extremamente valiosa”, afirma a RTD. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Cuidado domiciliar: Hospital Regional de Ceilândia leva atenção integral para crianças com condições crônicas complexas

No Hospital Regional da Ceilândia (HRC), uma equipe multiprofissional tem se dedicado a oferecer cuidado contínuo a crianças com condições crônicas complexas de saúde, seja em casa ou em instituições de acolhimento. No Núcleo de Atenção Domiciliar (Nrad), o atendimento ultrapassa os limites hospitalares e acompanha cada paciente infantil pelo tempo necessário, garantindo suporte integral às famílias. As crianças com condições crônicas complexas de saúde fazem parte de um conceito relativamente novo na literatura especializada, que inclui meninos e meninas nascidos prematuramente — de forma extrema — ou com malformações congênitas. Devido ao avanço da tecnologia, muitos bebês que antes não sobreviviam alcançam maior sobrevida e chegam à infância, frequentemente com desafios no desenvolvimento e na rotina de cuidados. Equipe multiprofissional do Hospital Regional da Ceilândia (HRC) oferece cuidado contínuo a crianças com condições crônicas complexas de saúde, seja em casa ou em instituições de acolhimento | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Pensando nisso, a equipe do HRC inovou ao estruturar uma trajetória de cuidado completa, integrando desde a saída da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), passando por uma enfermaria de transição até o acompanhamento domiciliar. A proposta é assegurar que a passagem do ambiente hospitalar para o lar ocorra de forma segura, planejada e com suporte contínuo. [LEIA_TAMBEM]“Hoje, as crianças com condições complexas estão nos nossos cenários, nas nossas enfermarias e ambulatórios, muitas vindas da sua jornada da UTI neonatal e, para elas, não existe política pública ainda. No nosso trabalho cotidiano, precisamos nos organizar para cuidar delas”, explica a pediatra paliativista Andrea Araújo. “O nosso maior desafio é assegurar a alta para casa de uma forma segura e com qualidade”, completou. Reconhecimento O trabalho desenvolvido pelo Nrad de Ceilândia tem ganhado destaque fora do Distrito Federal. Entre novembro e dezembro, a atuação dos servidores do núcleo foi acompanhada por profissionais do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fiocruz. Durante a visita, também houve a proposta de elaborar um vídeo mostrando a forma de trabalho, para que ele possa ser anexado ao portal de boas práticas do Instituto Fernandes Figueiredo, uma plataforma que oferece conteúdo e promove troca de experiências para equipes e gestores de saúde de outras localidades. O HRC inovou ao criar uma enfermaria de transição para os pacientes que serão transferidos para o cuidado domiciliar | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Como funciona Os Núcleos Regionais de Atenção Domiciliar são unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF) responsáveis pela assistência domiciliar a pacientes que, em razão de restrição ao leito, apresentem indicação para continuidade do cuidado no ambiente doméstico. Esse modelo assistencial é destinado a usuários que necessitam de acompanhamento multiprofissional frequente ou fazem uso de equipamentos e procedimentos de maior complexidade, tornando essa abordagem a estratégia mais adequada ao quadro clínico. As equipes dos núcleos são habilitadas pelo Ministério da Saúde e, em geral, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e assistentes sociais. Também podem integrar outras especialidades, como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e cirurgiões-dentistas. Atendimento do Núcleo de Atenção Domiciliar (Nrad) ultrapassa limites dos hospitais e acompanha as crianças pelo tempo necessário | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Acesso ao serviço O acesso ao serviço pode ocorrer de duas formas: durante a internação hospitalar ou por meio do acompanhamento na Atenção Primária. No primeiro caso, a equipe assistencial da unidade de saúde preenche os formulários específicos e encaminha o paciente ao Nrad correspondente ao seu domicílio, para avaliação dos critérios de ingresso no programa. Já no acompanhamento pela Atenção Primária, o paciente permanece em casa sob responsabilidade da equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Nessa situação, o encaminhamento também é realizado mediante o preenchimento dos formulários padronizados. Após o recebimento da documentação, o Núcleo realiza a avaliação técnica e, havendo critérios para admissão, inclui o paciente no serviço, com a elaboração de um Plano Terapêutico Singular (PTS) que contemple as necessidades assistenciais individuais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Hospital de Ceilândia completa 44 anos com mais de 55 mil atendimentos só em 2025

Uma das principais unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF), o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) completa 44 anos nesta quarta-feira (27). A unidade é referência principalmente para a população de Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. Sua grandeza é refletida nos números: apenas neste ano, até julho, foram realizados mais de 55,2 mil atendimentos de urgência e emergência; 38,6 mil exames laboratoriais e de imagem; 4,3 mil cirurgias e 2,2 mil partos. "O HRC é um gigante que, apesar das dificuldades, conquista o amor dos servidores. Atendemos a maior cidade do DF [Ceilândia] e somos referência em muitas áreas. Que possamos crescer e acolher a população com muito amor, carinho e dedicação", deseja o diretor do hospital, Cézar Brenol Renk. Servidor de carreira da SES-DF, o médico destaca que, dos 30 anos na profissão, 24 tiveram dedicação ao HRC. "É uma vida de aprendizados", conta. Hospital Regional de Ceilândia completa 44 anos nesta quarta-feira (27) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Serviços Com atendimento de emergência 24 horas, o hospital é referência nas áreas de clínica médica, ortopedia e traumatologia, ginecologia, obstetrícia, cirurgia geral e pediatria. O centro cirúrgico, além de apoiar a emergência, é especializado nos procedimentos de hérnia e colecistectomia. Já a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tem dez vagas e a UTI Neonatal outras dez. Os leitos de enfermaria somam 229 e o hospital ainda conta com um Banco de Leite Humano (BLH). Inaugurado em 27 de agosto de 1981, quando todo o Distrito Federal abarcava uma população de cerca de 1,2 milhão de pessoas, o HRC vive hoje o desafio do salto demográfico. Só o número de residentes das localidades abrangidas pela Região de Saúde Oeste já se aproxima de 450 mil indivíduos. O HRC é um dos principais locais de parto do DF, já tendo realizado mais de 2,2 mil apenas em 2025 | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Não bastasse, o hospital também recebe pacientes de outras partes da capital e até de municípios do Entorno, tanto para urgência e emergência quanto para procedimentos eletivos. Para fazer frente a essas demandas, a SES-DF tem investido na unidade. Neste ano, por exemplo, foram adquiridos novos equipamentos cirúrgicos a um investimento superior a R$ 2,5 milhões, permitindo, entre outras possibilidades, reforçar a segurança dos procedimentos nas seis salas cirúrgicas. Ainda em 2025, a ala pediátrica do HRC passa por revitalização, com adequações nas enfermarias, banheiros, recepção, salas de triagem, entre outros.  *Com informações da Secretaria de Saúde

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Países estrangeiros reconhecem ações de combate à Aids do HRC

Onze profissionais de saúde de seis países de língua portuguesa conheceram, nesta quarta-feira (13), os serviços disponíveis no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para o combate à Aids e ao vírus causador da doença, o HIV. Os convidados – de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Portugal – puderam conversar com servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) sobre diversas ações, com destaque para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), além dos cuidados para evitar a chamada transmissão vertical, da mãe para o filho. Comitiva conversou com servidores da SES-DF sobre diversas ações de combate à Aids | Fotos: Divulgação/ Agência Saúde Alira Nhamaze, que atua no combate ao HIV em Moçambique, elogiou o serviço desenvolvido no HRC. “Tudo organizado. Posso levar a experiência do contato feito pelos profissionais com as mães, antes do parto”, disse. Ela destacou o protocolo brasileiro de fazer análises da carga viral das gestantes e das crianças recém-nascidas, além dos procedimentos adotados após o parto, como orientar para que não haja amamentação no caso de mães positivas para o vírus. “É uma boa estratégia para evitar a transmissão vertical”, argumentou. Alira Nhamaze, de Moçambique, elogiou o serviço desenvolvido no HRC Já o médico português Gonçalo Figueiredo Augusto ressaltou o fácil acesso à PrEP e à PEP, métodos necessários às pessoas com risco ampliado para contaminação pelo HIV, como profissionais do sexo ou cônjuges de pacientes da doença, bem como vítimas de violência e outros casos específicos. “A administração na PrEP é feita de uma forma muito mais acessível à população. Isso pode funcionar como um exemplo para Portugal”, afirmou o médico. Acesso facilitado No Distrito Federal, a PrEP e a PEP estão disponíveis em emergências hospitalares, policlínicas, no Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) e até em unidades básicas de saúde (UBSs). No caso do HRC, pacientes interessados na medicação específica têm acesso ao serviço de maneira discreta: basta comparecer à entrada da policlínica das 7h às 12h e das 13h às 17h para ser encaminhado a consultórios reservados. “A própria rapidez e a proximidade do atendimento são melhores”, elogiou o médico europeu. No Distrito Federal, a PrEP e a PEP estão disponíveis em emergências hospitalares, policlínicas, no Cedin e nas UBSs A enfermeira Maria das Dores França, uma das servidoras da SES-DF que atuam na área, destacou ainda o fato de haver um atendimento completo aos pacientes. “O ambulatório também ajuda a identificar pessoas com HIV, pois todos que procuram o serviço são testados. Se for o caso, podemos começar o tratamento imediatamente”, ressaltou. Além disso, há o esclarecimento sobre outras doenças e a necessidade do uso de preservativos para reforçar a proteção – o acesso ao item também é fácil, com cestas para distribuição localizadas na entrada de unidades de saúde. Inaugurado há um ano, o ambulatório de PrEP e PEP do HRC realizou 1.984 atendimentos somente em 2023. Reconhecimento O superintendente da Região Oeste de Saúde, André Luiz de Queiroz, enfatizou a importância da visita como uma valorização da qualidade do serviço prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O Brasil é exemplo no mundo inteiro no tratamento da Aids. Essa visita é muito importante porque, além de mostrar o nosso trabalho, que eles já conhecem e sabem que é efetivo, é bom para trocar opiniões e informações”, afirmou. A visita faz parte da programação da 3ª reunião de países lusófonos, que acontece em Brasília, de 12 a 14 de março, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Ministério da Saúde do Brasil. Também ocorreram visitas a UBSs, ao Cedin, ao Hospital de Base do Distrito Federal, ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) e a unidades do sistema de saúde prisional. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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