Saiba como solicitar exames e prontuários em unidades de saúde do DF
Exames, laudos e prontuários guardam informações importantes sobre a saúde de cada paciente e, justamente por reunirem dados pessoais e sensíveis, não podem ser acessados por qualquer pessoa. A liberação desses documentos segue critérios específicos para garantir sigilo, segurança e proteção dos dados. O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF seguem estas regras. Muitas pessoas, no entanto, ainda têm dúvidas sobre quem pode fazer o pedido, quais documentos são necessários ou o que fazer quando não é possível comparecer pessoalmente. Conhecer essas orientações ajuda a evitar transtornos e torna o atendimento mais ágil. “Toda solicitação de acesso a informações médicas é tratada com sigilo absoluto e em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas correlatas, protegendo os dados sensíveis de saúde dos pacientes em todas as etapas”, explica Saulo Reis, coordenador jurídico consultivo. Quem pode solicitar? O próprio paciente pode solicitar e consultar seus registros médicos sempre que precisar. Também podem fazer o pedido, conforme cada situação, pais ou responsáveis legais de crianças e adolescentes, tutores, curadores e pessoas autorizadas pelo paciente por meio de procuração específica. Os resultados de exames devem ser solicitados diretamente na unidade na qual o procedimento foi realizado. Já os prontuários médicos podem ser requisitados nas recepções dos hospitais e das UPAs, além dos canais eletrônicos disponibilizados para esse atendimento. Os pedidos também podem ser encaminhados por e-mail: HRSM: nuarq.hrsm@igesdf.org.br HBDF: arquivo@igesdf.org.br UPAs: arquivoupas@igesdf.org.br Para requerer o documento, é necessário preencher o formulário de solicitação de prontuário médico e apresentar a documentação exigida. O pedido passa pela análise dos setores responsáveis e, após a conclusão do processo, os registros podem ser disponibilizados em formato impresso ou por e-mail, conforme o caso. Outra pessoa pode retirar os documentos? Quando o paciente não pode comparecer presencialmente, outra pessoa pode solicitar ou retirar os documentos, desde que apresente procuração específica ou autorização expressa do titular. A autorização pode ser validada por diferentes meios, entre eles: Procuração com poderes específicos: documento assinado pelo paciente autorizando expressamente o acesso aos registros para essa finalidade. Assinatura eletrônica avançada: deve permitir a identificação inequívoca do signatário e estar vinculada ao documento de forma que qualquer alteração posterior possa ser detectada. Um exemplo são as assinaturas realizadas pelo GOV.BR nos níveis Prata e Ouro. Assinatura eletrônica qualificada: utiliza certificado digital emitido por autoridade reconhecida, de acordo com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). E quando o paciente falece? Em caso de falecimento, o acesso ao prontuário também segue regras específicas. O documento pode ser consultado por cônjuge ou companheiro, filhos, netos, bisnetos, pais, avós, bisavós, irmãos, sobrinhos, tios, sobrinhos-netos, tios-avós e primos, desde que seja comprovado o vínculo familiar. A liberação também pode ocorrer mediante determinação judicial. Órgãos públicos e instituições precisam seguir regras específicas. O sigilo das informações médicas permanece protegido mesmo quando a solicitação parte dessas entidades. Algumas organizações podem requerer os documentos diretamente, por meio de ofício encaminhado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Entre elas estão: Conselho Federal de Medicina (CFM); Conselhos regionais de medicina (CRMs); Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF); Corregedoria de Saúde (SES/CONT/USCOR); Instituições de ensino que tenham Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF); Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), desde que tenha procuração válida. Para os demais órgãos e instituições, o acesso às informações médicas depende de determinação judicial ou de termo de consentimento expresso assinado pelo titular, acompanhado da documentação pessoal necessária.
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Setembro amarelo: Saúde mental da mãe é decisiva para o futuro do bebê
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, em todo o mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das puérperas sofrem algum transtorno mental, principalmente depressão. Quando não identificada e tratada, a condição pode comprometer tanto a saúde da mãe quanto a do bebê. No Setembro Amarelo, campanha mundial dedicada à prevenção do suicídio, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) chama atenção para a importância do cuidado com a saúde mental de gestantes e puérperas. A ginecologista e obstetra Rafaella Torres, que atua no ambulatório de pré-natal de alto risco do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), explica que até 20% das mulheres podem enfrentar transtornos emocionais durante a gravidez e no pós-parto. Gestantes com depressão são classificadas como pacientes de alto risco | Foto: Divulgação/IgesDF “A depressão durante a gestação é considerada um fator de risco independente para a ideação suicida, que infelizmente ainda é uma das principais causas de mortalidade materna nesse período”, alerta a especialista. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), gestantes com depressão são classificadas como pacientes de alto risco. Entre as complicações associadas estão maior probabilidade de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, tabagismo, uso de álcool e abortamento auto-induzido. Também podem ocorrer alterações no desenvolvimento da criança, como problemas cerebrais e comportamentais, restrição de crescimento intrauterino, prematuridade e baixo peso ao nascer. Ansiedade e mudanças emocionais O período gestacional traz desafios naturais: preocupação com a saúde do bebê, medo do parto, expectativas sobre a maternidade e adaptação à nova fase. Somadas às oscilações hormonais, essas questões podem desencadear ansiedade e tristeza. "Quando a mãe está fragilizada emocionalmente, a interação inicial com o bebê pode ser prejudicada, o que aumenta o risco de dificuldades emocionais na infância" Rafaella Torres, ginecologista e obstetra A saúde mental materna influencia diretamente o desenvolvimento infantil. A depressão perinatal pode ocorrer durante a gravidez ou até 12 meses após o parto. Os sintomas podem afetar a relação mãe-bebê e comprometer áreas como cognição, comportamento, linguagem e desenvolvimento socioemocional. “Quando a mãe está fragilizada emocionalmente, a interação inicial com o bebê pode ser prejudicada, o que aumenta o risco de dificuldades emocionais na infância”, destaca Rafaella. Um dos principais desafios é diferenciar o chamado baby blues da depressão pós-parto. O baby blues é caracterizado por choro fácil e sobrecarga nos primeiros dias após o nascimento do bebê e costuma desaparecer espontaneamente em até duas semanas. Já a depressão se prolonga, podendo incluir isolamento, tristeza persistente, dificuldade de interação com o bebê e até pensamentos suicidas. Prevenção e cuidados Além do acompanhamento médico, alguns hábitos ajudam a reduzir os riscos de ansiedade e depressão. Uma alimentação equilibrada auxilia a estabilizar o nível de açúcar no sangue, evitando oscilações de humor. Vitaminas do complexo B, como B6, B9 e B12, estão associadas à saúde mental, e sua deficiência pode aumentar o risco de depressão. A hidratação adequada também é essencial para o bom funcionamento do organismo. A prática regular de atividade física contribui para a liberação de endorfina, hormônio que melhora o humor e reduz sintomas de ansiedade e depressão. O sono de qualidade é igualmente importante, já que a privação acentua estresse e ansiedade. Práticas de relaxamento, como meditação, yoga e técnicas de respiração, também ajudam no equilíbrio emocional. “O obstetra tem papel fundamental em reconhecer os sinais e encaminhar a paciente ao psiquiatra, quando necessário. Distúrbios psiquiátricos precisam de tratamento especializado”, reforça Rafaella. A rede de apoio familiar e social, a psicoterapia e o planejamento para a chegada do bebê também ajudam a proteger a saúde emocional da mulher Segundo ela, a rede de apoio familiar e social, a psicoterapia e o planejamento para a chegada do bebê também ajudam a proteger a saúde emocional da mulher nesse período. Apoio psicológico A psicóloga Alane Lima, que acompanha pacientes internadas na maternidade do HRSM, observa que quadros de ansiedade e depressão são comuns na gestação e no puerpério. “Na ansiedade, os sintomas mais frequentes são taquicardia, falta de ar, insônia, dor no peito e preocupação excessiva. Já a depressão se manifesta por tristeza profunda, choro fácil e desesperança”, explica. O acompanhamento psicológico oferece um espaço seguro para que a mulher expresse seus medos e expectativas, desenvolva estratégias para lidar com o estresse e fortaleça o vínculo com o bebê após o parto. Também são trabalhados temas como amamentação, pressão social e a diferença entre a maternidade idealizada e a real. “A saúde mental da mãe está diretamente ligada à saúde do bebê. Por isso, o suporte psicológico é essencial para que esse período seja vivido de forma mais tranquila”, reforça Alane. *Com informações do IgesDF
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Potência elétrica do Hospital Regional de Santa Maria é triplicada
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) acaba de dar um passo importante para modernizar o atendimento do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Após uma operação de 13 horas, a unidade teve a capacidade da sua subestação elétrica triplicada, e agora conta com 3.000 kVA de potência. Na prática, essa ampliação significa mais estabilidade, segurança e a possibilidade de instalação de novos aparelhos de grande porte. Entre eles estão equipamentos de ressonância magnética e tomografia — que garantem exames de imagem mais precisos —, além de uma autoclave e uma lavadora termodesinfectora, fundamentais para a esterilização de materiais e segurança dos procedimentos. Com a potência elétrica triplicada, o HRSM já pode receber novos aparelhos de grande porte, como equipamentos de ressonância magnética e tomografia | Fotos: Divulgação/IgesDF “Planejamos a operação com antecedência para que os serviços críticos fossem mantidos sem grandes impactos. Só concluímos após todos os testes confirmarem a segurança e o desempenho esperados”, explica Lucas Lourenço Marques, chefe do Núcleo de Manutenção e Infraestrutura (NUMSM) do HRSM. Com a modernização, o hospital ganha em potência e em confiabilidade. Segundo o engenheiro eletricista do hospital, Jefferson dos Santos de Carvalho Rosa, foram feitas inspeções, reapertos de conexões, ajustes e testes em todos os transformadores, que agora operam com redundância, ou seja, prontos para assumir em caso de necessidade. “A atualização devolve segurança ao sistema e prepara a estrutura para suportar tecnologias mais complexas. Foi um trabalho detalhado, que garante que a subestação esteja pronta para operar de forma contínua e segura”, destaca o profissional. O trabalho para triplicar a capacidade da sua subestação elétrica do HRSM levou 13 horas para ser concluído Tecnologia a favor da saúde A ampliação energética não é apenas um investimento técnico, mas uma conquista que impacta diretamente a assistência em saúde. Equipamentos de alta demanda poderão ser instalados e utilizados plenamente, ampliando o acesso da população a exames e procedimentos de maior complexidade. [LEIA_TAMBEM]Para o gerente-geral do HRSM, Anderson Rodrigues, cada avanço é pensado para beneficiar quem mais importa: o paciente. “Durante a modernização, tivemos pouquíssimas e esperadas intercorrências, todas rapidamente sanadas. Hoje, celebramos não apenas mais potência energética, mas um futuro com mais segurança e tecnologia a serviço da vida”, afirma. Na mesma linha, o superintendente de Engenharia e Arquitetura do IgesDF, Adisson Gabriel Vieira, aponta que este é um grande passo para a unidade. “A nova capacidade viabiliza a chegada de tecnologias que fazem diferença no diagnóstico e no tratamento em diversos setores, além de reforçar a segurança dos serviços já existentes.” *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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HRSM realiza dois cursos de capacitação para colaboradores
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) foi palco, nesta terça-feira (4), de capacitação de colaboradores. Foram ofertados, ao longo do dia, dois treinamentos: um deles voltado para os residentes médicos de emergência e o outro para as equipes de nutrição. Os cursos são promovidos pela Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação (Diep). Os residentes médicos participaram do curso de emergências médicas, que ocorreu, das 8h às 18h, no Centro de Simulação Realística. A abordagem foi voltada para situações de emergências que podem acontecer no dia a dia de um plantão e que eles devem estar preparados e capacitados para atender. A abordagem foi voltada para situações de emergências que podem acontecer no dia a dia de um plantão | Foto: Divulgação/IgesDF O objetivo é treinar todos os residentes médicos, por isso foram tratadas situações hipotéticas de casos diversos, como acidente vascular cerebral (AVC), intubação, infarto, parada cardiorrespiratória (PCR), traumas, afogamentos, entre outras coisas. O treinamento foi promovido pela responsável técnica dos residentes médicos do HRSM, Julie Santos, e foi mesclado com parte teórica e aplicação dos conhecimentos na prática. Paralelamente, ocorreu o treinamento sobre importância e cuidados com nutrição parental (via venosa), voltados aos estagiários de nutrição e nutricionistas, pois são eles os responsáveis por fazer o cálculo das necessidades calóricas de cada paciente. “A nutrição parental é prescrita pelos médicos e nós, da nutrição, avaliamos se essa prescrição atende as necessidades dos pacientes, se é necessário acrescentar polivitamínicos ou outro tipo de nutriente, envolve toda a equipe multidisciplinar. É indicada somente para pacientes que não têm possibilidade de utilização do trato gastrointestinal”, explica a chefe do Serviço de Nutrição do HRSM, Patrícia Santos. De acordo com ela, a nutrição parental pode ser por fórmulas manipuladas ou prontas para uso. Geralmente, os pacientes do HRSM que mais utilizam da nutrição parental são os cirúrgicos, desnutridos e pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva, tanto adulto quanto neonatal. *Com informações do Iges-DF
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