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Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)

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Heróis da Alegria levam música e presentes a crianças internadas no Hospital de Santa Maria

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Fantasiados de personagens infantis, os voluntários do projeto Heróis da Alegria percorreram, na quinta-feira (8/10), os setores pediátricos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) com músicas, brincadeiras e presentes. A visita antecipou as comemorações do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e levou momentos de descontração às crianças internadas e aos familiares que as acompanham. Entre os pacientes que receberam os voluntários estava Davi Moreira, de 5 anos, internado havia três dias e com previsão de alta para o fim de semana. O menino ganhou um caminhão de brinquedo e logo descobriu uma utilidade para o presente. “Eu amei, ele é grandão e cabe até os meus outros carrinhos dentro. Muito legal”, disse, sorridente. Para o pai, Lucas Moreira, a visita representou uma oportunidade de aliviar a tensão vivida durante a hospitalização do filho. “É importante demais ter esses momentos, pois às vezes estamos passando por um momento difícil na vida e essa ação faz a gente se alegrar, sorrir. Ajuda tanto a criança quanto os pais na saúde mental”, avalia. Momento de alegria, fé e esperança Voluntários do Heróis da Alegria: com música, brincadeiras e presentes, grupo antecipa comemoração do Dia das Crianças e leva descontração à meninada internada no Hospital Regional de Santa Maria | Fotos: Divulgação/IgesDF As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava” Renilda Orneles, mãe de Pollyana, de 3 anos, internada desde 27 de setembro A pequena Mariah Oliveira, de 1 ano e 2 meses, também participou da comemoração. Internada havia dois dias, ela estava acompanhada da mãe, Stefanie Lays Oliveira, que observou a reação da filha à chegada dos personagens. “Gostei desse momento porque a minha filha se animou bastante, interagiu e ficou bem alegre”, conta Stefanie. Para outras famílias, a visita aconteceu em meio a períodos mais longos de internação. Richard Guimarães, de 4 anos, está no hospital desde 1º de setembro, em tratamento de uma infecção nos ossos, conhecida como osteomielite. O pai, Ítalo Guimarães, precisou deixar o emprego para acompanhar o filho, enquanto a esposa permaneceu em casa com um bebê pequeno. Diante dessa rotina, a presença dos voluntários trouxe um momento de esperança. “Esse é um momento que traz fé e esperança, porque é uma situação bem difícil. Eu tive que sair do meu emprego pra ficar aqui com ele, já que minha esposa está com um bebê pequeno em casa e não pode vir sempre. Tem sido muito desafiador, mas tenho fé de que logo ele estará curado”, diz Ítalo. A visita também chegou até Pollyana Orneles, de 3 anos, internada desde 27 de setembro. Em tratamento de um abscesso nos rins e de uma infecção urinária, a menina se divertiu especialmente com as bolinhas de sabão. A mãe, Renilda Orneles, conta que a comemoração trouxe alegria em um período de hospitalização mais longo do que a família esperava. “Me emocionei muito com a visita, pois nos traz esperança e fé. As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava”, explicou Renilda. O cuidado além dos procedimentos Chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli diz que presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças  “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa”  Dartway Santiago, enfermeiro rotineiro da Pediatria Para os profissionais do Hospital Regional de Santa Maria, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças. A chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli, explica que estar longe de casa e passar por procedimentos médicos pode tornar a internação especialmente desafiadora nessa fase da vida. “Se para um adulto já é complexo ficar internado, imagine para uma criança, que está fora do ambiente ao qual está acostumada e precisa passar por procedimentos, como punções venosas, que podem ser dolorosos. Tudo o que podemos fazer para tornar esse período mais leve, nós procuramos fazer”, explica Michelle. Segundo ela, o hospital procura realizar atividades em datas comemorativas, como o Dia das Crianças e o Natal, com o apoio de voluntários. Sempre que possível e respeitando os cuidados de segurança e controle de infecção, os profissionais participam das ações usando acessórios e fantasias. “As crianças adoram, e a equipe também se sente motivada. Nossos profissionais já têm esse olhar humanizado, esse carinho e cuidado com os pequenos. Quando essas ações acontecem, todos se envolvem para tornar a internação um pouco mais tranquila”, destaca Michelle. No Pronto-Socorro Infantil (PSI), a chegada dos personagens foi acompanhada pelos profissionais da unidade. Para a chefe do Serviço de Enfermagem do setor, Layana Lopes, a brincadeira permite que os pequenos vivenciem momentos próprios da infância, mesmo durante o tratamento. “Por alguns instantes, a criança deixa de pensar que está no hospital e volta a ser apenas criança, brincando, sorrindo e se divertindo. Isso faz toda a diferença! Afinal, nosso cuidado vai muito além dos procedimentos e medicamentos, também envolve carinho, acolhimento e amor”, observa Layana. O enfermeiro rotineiro da Pediatria, Dartway Santiago, ressalta que o acolhimento se estende aos familiares, que convivem com preocupações e incertezas durante a internação. “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. A criança está fragilizada, e os pais também vivem momentos de insegurança e incerteza. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa”, afirma. De uma iniciativa individual a 150 voluntários  Hoje, grupo reúne cerca de 150 voluntários e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições Criado em 2019, o projeto Heróis da Alegria começou com visitas realizadas pelo enfermeiro e professor de Enfermagem Marcos André Lima a unidades de saúde. Com o tempo, estudantes e outras pessoas passaram a participar das ações. Atualmente, a iniciativa reúne aproximadamente 150 voluntários em sua rede de organização e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições, atendendo crianças, adultos e idosos. “Comecei sozinho e, aos poucos, meus alunos foram se juntando. Percebi que, na correria da assistência, muitas vezes uma pessoa precisa apenas de um abraço, de uma palavra de carinho ou de alguém que esteja disposto a ouvi-la. Foi dessa vontade de fazer a diferença que nasceu o projeto”, recorda Marcos. Para as visitas em comemoração ao Dia das Crianças, o grupo passou cerca de um mês arrecadando brinquedos. A mobilização resultou em aproximadamente 400 presentes destinados às ações realizadas em unidades hospitalares. Além das fantasias e dos brinquedos, os voluntários levam músicas, mensagens de fé e momentos de escuta, respeitando as necessidades de cada pessoa. “Todos que participam têm esse desejo de levar algo bom para quem está passando por um momento difícil. Uma música, uma oração, uma palavra ou um abraço podem transformar o dia de alguém. Nossa missão é fazer com que as pessoas se sintam acolhidas e lembradas”, ressalta Marcos. O grupo já se organiza para as atividades de Natal, quando pretende ampliar a arrecadação de brinquedos e roupas. *Com informações do IgesDF

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Pilates no Hospital de Santa Maria oferece autocuidado a mães de crianças internadas

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Para as mães que acompanham os filhos com condições crônicas complexas, a internação pode durar semanas ou até meses. Nesse período, a rotina se concentra nos cuidados com a criança, deixando pouco espaço para descanso, movimento e atenção à própria saúde. Foi a partir dessa realidade que a Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta segunda-feira (5/10), a primeira aula de Pilates voltada às mães de pacientes internados. A atividade foi conduzida pelos fisioterapeutas Matheus Adrian e Aline Leite, ambos com formação em Pilates, e reuniu exercícios de mobilidade, alongamento, respiração e relaxamento adaptados ao ambiente hospitalar. A proposta é começar com uma atividade mensal e, gradativamente, ampliar a frequência para uma vez por semana, conforme a demanda das famílias e a rotina assistencial da unidade. “Percebemos que essa era uma necessidade das próprias mães. Elas acompanham os filhos por longos períodos e, muitas vezes, não conseguem fazer nem uma caminhada. Para que possam continuar cuidando das crianças, também precisamos olhar para a saúde e a qualidade de vida delas”, explica o fisioterapeuta Matheus Adrian, da UCPPed. A proposta é começar com uma atividade mensal e, gradativamente, ampliar a frequência para uma vez por semana | Foto: Divulgação/IgesDF Movimento também é cuidado Além das aulas, os fisioterapeutas desenvolveram a cartilha “Movimento também é cuidado!”, com 12 exercícios simples que podem ser incorporados à rotina das mães durante a permanência no hospital. O material reúne alongamentos para pescoço, ombros, costas e membros inferiores, além de exercícios de mobilidade da coluna e do quadril, respiração e relaxamento. As atividades podem ser feitas sentadas ou em pé, sempre respeitando os limites de cada pessoa. “São mulheres que permanecem muito tempo dentro do hospital e nem sempre conseguem sair do setor para cuidar de si. Por isso, pensamos em movimentos simples, que possam ser incorporados à própria rotina e realizados próximos ao leito. Pequenas pausas para alongar, respirar e movimentar o corpo também são uma forma de autocuidado”, destaca a fisioterapeuta Aline Leite, da UCPPed. A intenção é que os exercícios sejam utilizados nos intervalos entre as aulas, especialmente pelas mães que permanecem por meses acompanhando os filhos. Uma pausa em meio à internação Para Dayse Carvalho, mãe de um menino de sete anos que está hospitalizado há cerca de dois meses e há aproximadamente 15 dias na UCPPed, participar da primeira aula trouxe alívio em meio a uma rotina cansativa e marcada por momentos difíceis. “Eu estava tensa e um pouco estressada. Foi incrível conseguir relaxar e aliviar a tensão. Percebi que estava precisando muito desse momento. Até pensei em recusar o convite, mas ainda bem que não fiz isso. Teria me arrependido. Valeu cada minuto”, conta Dayse. Jéssica Vieira encontrou na atividade uma oportunidade para fazer uma pausa. O filho está internado desde o nascimento, há seis meses, e há mais de um mês na UCPPed. Depois de meses acompanhando a rotina de cuidados do bebê, Jéssica conta que a atividade ajudou a aliviar, ainda que por alguns instantes, a tensão do dia a dia.  Legal, divertido e relaxante “Foi um momento muito legal, divertido e relaxante. Quando a gente passa tanto tempo dentro do hospital, a cabeça fica muito voltada para as preocupações com o filho. A atividade ajuda a distrair a mente, relaxar um pouco e sair, mesmo que por alguns instantes, dessa rotina”, relata. Na UCPPed, crianças e adolescentes com condições crônicas complexas podem precisar de internações prolongadas e da participação constante dos familiares. Além de acompanhar os filhos, mães e outros cuidadores aprendem como manter a assistência após a alta. Para a chefe do Serviço de Enfermagem da UCPPed, Raquel Caetano, reconhecer as necessidades de quem permanece ao lado da criança faz parte da humanização da assistência. “Essas mães participam intensamente do cuidado e, muitas vezes, permanecem conosco por meses. Quando criamos um espaço para que possam olhar para o próprio corpo e bem-estar, estamos cuidando também de quem sustenta essa rede ao lado da criança. Esse acolhimento faz parte da assistência que queremos oferecer”, destaca. “Quando a internação se prolonga, cuidar de quem permanece todos os dias ao lado do paciente também é parte do cuidado”, avalia Raquel. *Com informações do IgesDF

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Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça importância do cuidado precoce e da inclusão

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quando um bebê demora mais para sustentar a cabeça, apresentar rigidez ou flacidez muscular, movimentar um lado do corpo de forma diferente ou demorar a alcançar etapas esperadas do desenvolvimento são sinais que merecem atenção. Nem sempre essas alterações significam paralisia cerebral, mas elas podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada. Celebrado em 6 de outubro, o Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça a importância do diagnóstico, da assistência multiprofissional e de um olhar que veja a criança para além da deficiência. Identificar alterações precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia. A paralisia cerebral reúne alterações permanentes do movimento e da postura decorrentes de uma lesão ou alteração no cérebro em desenvolvimento. A lesão que dá origem à condição não é progressiva, mas as manifestações e as necessidades da criança podem mudar ao longo do crescimento. Identificar os sinais da paralisia cerebral precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia | Fotos: Divulgação/IgesDF No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado pode começar ainda na assistência neonatal e continuar ao longo da infância, conforme as necessidades de cada paciente. Relação com o parto Um dos principais mitos sobre a paralisia cerebral é associar automaticamente a condição à falta de oxigênio durante o nascimento. Segundo a chefe do serviço de neonatologia do HRSM, Phabyana Araújo, as causas são diversas e podem ocorrer antes, durante ou depois do parto. Prematuridade, baixo peso ao nascer, alterações no desenvolvimento cerebral, infecções e acidente vascular cerebral fetal ou neonatal estão entre os fatores associados à condição. "A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto" Phabyana Araújo, chefe do serviço de neonatologia do HRSM “A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto. Cada caso precisa ser analisado individualmente”, explica Phabyana. Uma das condições que podem provocar comprometimento neurológico é a encefalopatia hipóxico-isquêmica, quando há redução importante da oferta de oxigênio ou do fluxo sanguíneo para o cérebro. Ela pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento. “A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma lesão cerebral aguda e pode deixar sequelas neurológicas. Entre elas, a paralisia cerebral. Mas não é a única causa. Da mesma forma, um Apgar baixo, isoladamente, não permite concluir que houve asfixia ou lesão cerebral”, esclarece Phabyana. O Apgar é uma avaliação rápida feita logo após o nascimento para verificar as condições do bebê. A nota, que varia de zero a 10, leva em conta sinais como frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta aos estímulos e cor da pele. Um resultado baixo indica que o recém-nascido precisa de atenção, mas não permite, sozinho, diagnosticar falta de oxigênio, lesão cerebral ou prever paralisia cerebral. “Na neonatologia, reconhecer rapidamente um bebê que pode estar evoluindo com EHI é fundamental. É uma situação tempo-dependente e, quando a criança atende aos critérios, a hipotermia terapêutica iniciada precocemente pode melhorar os desfechos”, destaca Phabyana. O cuidado em crianças com paralisia é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia A atenção precoce é importante porque os primeiros anos de vida são marcados por intensa neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se reorganizar e aprender. Quando existe diagnóstico ou risco elevado para paralisia cerebral, começar as intervenções o quanto antes pode favorecer habilidades, funcionalidade e participação, além de ajudar a prevenir complicações. O cuidado é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia. Dependendo da necessidade, podem ser utilizados órteses, tecnologias assistivas e recursos de comunicação alternativa. Além do diagnóstico Na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do HRSM, esse olhar faz parte da rotina de assistência a crianças e adolescentes com condições crônicas complexas de saúde. A maioria dos pacientes atendidos no setor tem paralisia cerebral, incluindo crianças dependentes de tecnologias de suporte à vida. A unidade oferece assistência integral, humanizada e multiprofissional, com foco na funcionalidade, qualidade de vida, capacitação dos familiares e preparação para uma desospitalização segura, além de cuidados paliativos quando necessários. “Na UCPPed, não cuidamos apenas da paralisia cerebral, mas da criança em sua integralidade. Cada paciente tem capacidades, necessidades e uma história própria. Nosso trabalho é identificar potencialidades, favorecer funcionalidade e qualidade de vida e preparar a família para que esse cuidado tenha continuidade também fora do hospital”, destaca a chefe do Serviço da UCPPed, Lara Vieira. Dimensões diferentes  Paralisia cerebral não significa, necessariamente, deficiência intelectual. O comprometimento motor e o intelectual são dimensões diferentes. Uma criança pode ter grande dificuldade para andar ou falar e, ainda assim, compreender o que acontece ao seu redor. Da mesma forma, não falar não significa não compreender. Com os recursos adequados, muitas crianças podem se comunicar, participar das atividades da família, frequentar a escola e fazer escolhas. “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades” Lara Vieira, chefe do Serviço da UCPPed “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades”, reforça Lara. Nesse contexto, autonomia não significa necessariamente fazer tudo sozinho. Significa ter oportunidades de participar, expressar preferências e exercer escolhas com os apoios necessários. Onde buscar atendimento no DF Crianças com atraso no desenvolvimento ou alterações nos movimentos devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Na rede pública, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para avaliação e, quando necessário, encaminhamento para atendimento especializado. O Distrito Federal conta com centros especializados em reabilitação (CER) que oferecem atendimento multiprofissional para pessoas que necessitam de reabilitação, incluindo pacientes com paralisia cerebral. Os serviços podem envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e outras especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. *Com informações do IgesDF  

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HRSM prepara equipes para identificar potenciais doadores e acolher famílias

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Sua família sabe que você gostaria de ser doador de órgãos? A pergunta não precisa surgir pela primeira vez dentro de uma unidade de terapia intensiva (UTI), em um momento de dor e despedida. Pode fazer parte de uma conversa em casa, durante um almoço ou em qualquer momento ao lado de quem se ama. No Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, essa é uma das mensagens em destaque: falar sobre doação é uma decisão que pode começar ainda em vida. Uma doação capaz de transformar diferentes histórias começa muito antes do transplante. Depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família que atravessa um dos momentos mais delicados de sua vida. Para fortalecer esse processo, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou, nesta quinta-feira (17/9), o 1º Simpósio de Conscientização do Papel da Equipe na Doação de Órgãos, como parte das ações do Setembro Verde. “A doação de órgãos pode devolver qualidade de vida aos pacientes que aguardam por um transplante. Apesar de acontecer em um momento de muita dor para quem perde um familiar, esse gesto pode representar uma nova possibilidade de vida para quem recebe”, afirma o superintendente do HRSM, Lucas da Silva Santos. O encontro reuniu gestores, profissionais assistenciais e administrativos e especialistas envolvidos no processo. Participaram representantes das Equipes de Doação de Órgãos e Tecidos (Edot) do HRSM e do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), do Banco de Olhos do Distrito Federal e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do DF. Entre os convidados estavam a coordenadora da Edot/HBDF, enfermeira Ângela Aguiar; a representante do Banco de Olhos do DF, enfermeira Viviane Marçal; e o coordenador da OPO/DF, enfermeiro Jean Pierre. Uma doação depende da identificação de um potencial doador, de profissionais preparados, de protocolos seguros e de uma abordagem cuidadosa à família | Foto: Divulgação/IgesDF   Da identificação à doação Durante o simpósio, os profissionais conheceram as diferentes etapas que tornam a doação possível. O processo começa com a identificação do potencial doador e passa pela notificação, avaliação e, quando indicada, determinação da morte encefálica. Envolve ainda a manutenção do potencial doador, o acolhimento e a entrevista da família. Com a autorização familiar, o fluxo segue para avaliação, captação, transporte, distribuição e transplante. A programação esclareceu que doação e transplante representam momentos distintos. A doação corresponde à disponibilização de órgãos ou tecidos para utilização terapêutica, enquanto o transplante ocorre após outras etapas, como captação, logística e distribuição. Para o gerente de Enfermagem do HRSM, Izaías Silva, conhecer esse caminho permite compreender as diferentes dimensões humanas presentes em cada etapa. “Não é um momento fácil. De um lado, existe uma família enfrentando a perda; do outro, pessoas que aguardam a possibilidade de continuar vivendo por meio de um transplante. Por isso, é necessário acolhimento, preparo e uma abordagem adequada junto aos familiares”, destaca. Outro ponto abordado foi a determinação da morte encefálica. Diferentemente do coma, a morte encefálica é um diagnóstico médico estabelecido a partir de critérios específicos e envolve pré-requisitos, exames clínicos, teste de apneia, exame complementar e registro documental. Para o coordenador da OPO/DF, Jean Pierre, ampliar o conhecimento sobre o tema ajuda a reduzir dúvidas e reforça a importância de conversar sobre doação ainda em vida. “Todos nós podemos, em algum momento, precisar de um transplante. Por isso, é tão importante conversar em vida e deixar claro para a família o desejo de ser doador. Precisamos falar sobre a morte, apesar de ser um assunto difícil, porque essa conversa pode ajudar a família a conhecer e respeitar a vontade daquela pessoa”, enfatiza. Doação de córneas A doação de tecidos, especialmente de córneas, ganhou espaço na programação. O Banco de Olhos do Distrito Federal atua na capacitação de equipes multidisciplinares, em campanhas educativas, na busca ativa de potenciais doadores, na entrevista familiar e na captação. A enfermeira Viviane Marçal chamou a atenção para informações equivocadas que podem afastar famílias da possibilidade da doação. “Precisamos desmistificar a doação, principalmente de córneas. Existem situações que muitas pessoas acreditam impedirem automaticamente a doação, mas é necessária uma avaliação clínica. Uma doação de córneas pode beneficiar até quatro pessoas, trazendo a possibilidade de recuperar a visão e retomar atividades da vida cotidiana”, explica. Segundo Viviane, a possibilidade de captação de córneas está relacionada a uma janela de tempo após o óbito. A experiência da família com a assistência recebida durante a internação é outro aspecto considerado nesse processo. “Se a família não percebe um atendimento digno e cuidadoso, a abordagem para a doação se torna ainda mais difícil. Por isso, as equipes precisam estar preparadas, e a conversa sobre doação deve ser conduzida por profissionais capacitados para acolher essa família”, ressalta. Equipes preparadas para acolher O simpósio reuniu aspectos técnicos e humanos de uma cadeia que depende da participação e da articulação entre diferentes áreas. Para a vice-presidente da Edot do HRSM, Érika Melo, compreender o papel desempenhado em cada etapa é parte dessa preparação. “Neste Setembro Verde, nosso foco é também olhar para dentro e conscientizar as equipes que participam diretamente do processo de doação. São várias etapas, e cada profissional precisa compreender o seu papel para que tudo aconteça de forma segura e integrada. Quanto mais preparada estiver a equipe, melhor será a condução do processo e o acolhimento às famílias”, destaca. Atualmente, a Edot do HRSM é formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem e conta com um médico como responsável técnico. A equipe atua de forma articulada com outros profissionais e serviços envolvidos na doação. A mensagem que encerra o simpósio, porém, ultrapassa os limites do hospital. A conversa sobre doação pode começar muito antes de uma situação de perda, entre familiares que conhecem a vontade uns dos outros. Dizer “eu quero ser doador” e compartilhar esse desejo com quem está próximo é uma maneira de permitir que essa vontade seja conhecida. No Setembro Verde, o convite é para que essa conversa aconteça em vida.   *Com informações do IgesDF

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