Atendimento com mediação em Libras já está disponível no Detran-DF
Pessoas surdas no DF já podem ser atendidas com mediação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), por meio de plataforma digital, em todas as unidades do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O serviço abrange habilitação, veículos, saúde e educação de trânsito. “A medida integra o projeto Libras no Trânsito e visa a ampliar a acessibilidade da comunidade surda aos serviços oferecidos pela autarquia”, explica o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini. “A expectativa de espera pelo atendimento do intérprete é de, no máximo, 90 segundos.” O acesso ao atendimento é rápido, podendo ser feito a partir de um QR Code | Foto: Vanessa Olinto/Detran-DF Para acessar, basta ler com o celular o QR Code disponível no balcão de atendimento, e imediatamente um intérprete de Libras será acionado para fazer a mediação da conversa com o servidor. “Adotar a mediação em Libras promove a autonomia do cidadão surdo no acesso aos serviços de trânsito, reduzindo barreiras comunicacionais historicamente enfrentadas por esse público, além de qualificar o atendimento prestado pelos servidores” Dayvson Franklin, diretor de Educação do Detran-DF O serviço de atendimento em Libras via plataforma digital está disponível de segunda a sexta-feira, em todas as unidades de atendimento do Detran-DF, durante o horário de atendimento da autarquia. Libras no Trânsito O projeto Libras no Trânsito é coordenado pela Diretoria de Educação do Detran-DF, por meio da Escola Pública de Trânsito, com ações para mitigar barreiras estruturais que dificultam a acessibilidade e ampliação da equidade de pessoas surdas no acesso a direitos fundamentais, ofertando serviços adaptados às especificidades da população surda. “Do ponto de vista pedagógico e institucional, adotar a mediação em Libras promove a autonomia do cidadão surdo no acesso aos serviços de trânsito, reduzindo barreiras comunicacionais historicamente enfrentadas por esse público, além de qualificar o atendimento prestado pelos servidores, ao viabilizar comunicação clara e precisa, fortalecendo a atuação do Detran-DF no cumprimento das políticas públicas inclusivas do Distrito Federal”, enfatiza o diretor de Educação do Detran-DF, Dayvson Franklin. Contrato [LEIA_TAMBEM]A empresa Gestalk Tecnologia para Inclusão Social Ltda foi contratada pelo Detran-DF, por meio de licitação na modalidade de pregão, para prestar serviço de tradução/interpretação de Libras. A solução contempla infraestrutura tecnológica própria, equipe especializada, monitoramento contínuo, relatórios mensais e mecanismos de controle, assegurando confiabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional, fornecidos pela empresa contratada. O contrato prevê carga horária de 360 horas em 12 meses, perfazendo um total de 30 horas mensais ao custo de R$ 155 a hora — com valor mensal estimado em R$ 4.650, podendo chegar a R$ 55,8 mil por ano. *Com informações do Detran-DF
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Dia Nacional de Libras: GDF investe em acessibilidade e autonomia
Há 22 anos, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida pela Lei nº 10.436 como meio de comunicação legal em território brasileiro. Em homenagem ao marco, nesta quinta-feira (24) é celebrado o Dia Nacional de Libras, ferramenta de expressão e autonomia para a comunidade surda. “Essa lei trouxe seguridade para nós enquanto comunidade surda, para a gente poder se comunicar usando essa língua. Antes, eu posso dizer que tínhamos muitas barreiras e dificuldades. Mas, com o poder da lei – que nasceu aqui em Brasília –, podemos dizer que vivemos muitos avanços. Ainda não estamos 100%, mas é preciso que a Libras seja cada vez mais divulgada e tenha apoio, para se difundir como linguagem” Waldimar Carvalho da Silva, diretor de Acessibilidade Comunicacional da Sepd-DF O Distrito Federal é uma das unidades da federação pioneiras na implementação de uma Central de Interpretação em Libras (CIL) – disponível para atendimento à comunidade surda, na Estação da 112 Sul –, bem como da criação de um sistema online para a assistência 24 horas a esse público, por meio de aplicativo. As iniciativas do Governo do Distrito Federal (GDF) também incluem projetos educacionais implementados na rede pública de ensino. As propostas são voltadas para dignidade e independência das 10.774 pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva no DF, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). “Essa lei trouxe seguridade para nós, enquanto comunidade surda, para a gente poder se comunicar usando essa língua. Antes, eu posso dizer que tínhamos muitas barreiras e dificuldades. Mas, com o poder da lei – que nasceu aqui em Brasília –, podemos dizer que vivemos muitos avanços. Ainda não estamos 100%, mas é preciso que a Libras seja cada vez mais divulgada e tenha apoio, para se difundir como linguagem”, frisa o diretor de Acessibilidade Comunicacional da Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF (Sepd-DF), Waldimar Carvalho da Silva. O Distrito Federal é uma das unidades da federação pioneiras na implementação de uma Central de Interpretação em Libras (CIL), disponível para atendimento à comunidade surda na Estação da 112 Sul | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Ex-professor da Escola Bilíngue de Taguatinga, o servidor ressalta que a data é importante para lembrar que o ensino voltado para a inclusão também precisa ser difundido entre as pessoas ouvintes, ou seja, aquelas que não possuem deficiência no aparelho auditivo. “Os ouvintes têm que entender, ter a maturidade de aceitar a nossa comunicação. Eu, como pessoa surda, já tenho experienciado e percebido que muitas vezes as pessoas não recebem isso de forma positiva. Falta um aprendizado das pessoas, de nos respeitar como pessoas surdas, no lugar de dor que nós temos”, destaca. Acessibilidade nas salas de aula Desde as etapas iniciais do desenvolvimento, a rede pública de ensino do DF conta com uma série de iniciativas que promovem a inclusão e acessibilidade, em busca de oportunidades igualitárias para a comunidade surda. Segundo a Secretaria de Educação, 825 alunos com surdez estão matriculados nas instituições de ensino, dos quais 818 apresentam alguma deficiência auditiva e sete, surdocegueira. Ainda de acordo com a pasta, 337 turmas realizam o atendimento aos estudantes com algum tipo de limitação no aparelho auditivo. Entre elas, 118 são classes bilíngues, 17 classes bilíngues diferenciadas, 182 classes bilíngues mediadas e outras 20 exclusivas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A paraibana Seliane Almeida Rocha descobriu o atendimento pelas redes sociais e celebra os avanços em termos de acessibilidade na capital da República A Escola Bilíngue de Taguatinga (QNH 01/03 Área Especial 1 e 2) atende estudantes com deficiência auditiva e ouvintes filhos de pais com surdez, em aulas pensadas para pessoas com deficiência, e não adaptadas para elas. “A língua de sinais é um direito adquirido pelo surdo, porque é sua via de comunicação e instrução. É por meio dela que o surdo consegue se expressar, e com o ensino pensado para ele, ele vai conseguir participar ativamente, se sentir incluso, entendendo o professor, conseguindo responder, participando. No futuro, irá se tornar um cidadão crítico e consciente, que é a proposta da Secretaria de Educação”, explica a supervisora da instituição de ensino, Adriana Reis. A escola recebe estudantes de todos os segmentos – da educação infantil ao ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), em período integral. Também há estimulação precoce para crianças entre seis meses e 3 anos, com atendimentos semanais. É uma maneira de preparar os pequenos para ingressarem na escola. Além da CIL, o DF também é pioneiro na criação de um sistema online para a assistência 24 horas a esse público, por meio de aplicativo Interessados em se matricular na Escola Bilíngue, ou os responsáveis, devem comparecer presencialmente à secretaria da unidade escolar, para requisitar uma vaga ou a transferência do aluno vindo de outra escola. Esse procedimento pode ser solicitado durante todo o ano. Ferramentas de acessibilidade Outra conquista recente dos brasilienses é o DF Libras CIL Online. Lançada em dezembro de 2023 pela Secretaria da Pessoa com Deficiência (Sepd-DF), a plataforma oferece atendimento gratuito em Língua Brasileira de Sinais garantindo a comunicação dos cidadãos com os órgãos públicos, de forma acessível e digital, em qualquer horário e em todos os dias da semana. O acesso à ferramenta é feito por meio de um QR Code, que conecta o usuário a uma videochamada com um intérprete de Libras. O código está disponível em diversos equipamentos do Governo do Distrito Federal (GDF), como unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPA), centros de referência de assistência social (Cras) e núcleos de assistência jurídica da Defensoria Pública (DPDF). Ex-professor da Escola Bilíngue de Taguatinga, Waldimar Carvalho da Silva ressalta que a data é importante para lembrar que o ensino voltado para a inclusão também precisa ser difundido entre as pessoas ouvintes, ou seja, aquelas que não possuem deficiência no aparelho auditivo Desde o lançamento, em 6 de dezembro de 2023, até o dia 4 de abril, o programa totalizou quase 90 horas de uso e chegou a 4.526 acessos. No período, que contabiliza quatro meses, foram registradas 37 ligações diárias em média. Segundo o diretor da Central de Interpretação de Libras, Alexandre Castro, o sistema implementado pelo GDF é o mais rápido do país, com previsão de atendimento em até 90 segundos. “Ao longo dos últimos anos, tivemos conquistas importantes, como essa ferramenta 24 horas, e outras iniciativas para atender a população. Salvamos pessoas de situações críticas e contribuímos com o acesso a políticas do governo”, destaca o profissional. Há ainda os cidadãos que prefiram visitar a central presencialmente para auxílio dos tradutores. É o caso da Ana Karoline Silva de Araújo, de 30 anos, que esteve no CIL nesta quarta-feira (24) em busca da assistência para uma avaliação no INSS. “Eu fiquei sabendo desse atendimento aqui do CIL quando vim com a minha mãe, há muito tempo”, conta Ana Karoline, em Libras. “Então, eu descobri que eu não precisava depender dela, eu poderia resolver as coisas sozinha. Como eu sou maior de idade, é muito importante para mim essa autonomia para fazer as coisas, sem precisar de algum familiar”, segue. Já Seliane Almeida Rocha, 36, descobriu o atendimento pelas redes sociais. Nascida em Pombal, no interior da Paraíba, a fiscal administrativa se mudou para o DF com a família, em busca de mais qualidade de vida, e celebra os avanços em termos de acessibilidade na capital. No entanto, ressalta que os estabelecimentos e cidadãos ainda precisam avançar nesse quesito. “O CIL é muito importante, porque nos ajuda em termos de acessibilidade. Eu preciso de um atendimento médico, eu chamo um intérprete, eu preciso de uma informação sobre um programa do governo, eu venho aqui. A CIL é o nosso local de informação. É fundamental ter um espaço para nós, com esse cuidado”, avalia.
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Servidores da segurança pública são capacitados em Libras
Quarenta e cinco servidores da segurança pública estão aptos a atender, por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), a população do Distrito Federal. Após cerca de quatro meses de formação, policiais civis e militares, bombeiros, agentes de trânsito e colaboradores da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) receberam, nesta quarta-feira (27), o certificado de conclusão de curso durante cerimônia, realizada no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A capacitação faz parte de um acordo de cooperação técnica com o Instituto Federal de Brasília (IFB) e está na terceira edição do projeto, iniciado em 2022. O objetivo do curso é proporcionar melhor qualificação dos agentes da segurança pública na prestação do serviço à sociedade, tendo como base a inclusão e aceitação da Pessoa com Deficiência (PcD). Esta é a segunda edição do curso de Libras para a segurança pública | Fotos: Divulgação/SSP-DF A importância da continuidade do projeto foi ressaltada pelo secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. “Esta capacitação é essencial para melhor prestação de nossos serviços e mais qualidade em nossos atendimentos, pois facilita o entendimento e a comunicação entre agentes de segurança e comunidade surda.” Para Avelar, a capacitação é uma forma de inclusão e, também, de integração. “Esta é uma oportunidade de interação e compartilhamento de experiências entre as diferentes forças de segurança”, afirma. O curso ocorreu de forma online e ao vivo, com carga horária de 120 horas. Com início em 20 de março, as aulas eram administradas duas vezes por semana. A capacitação foi elogiada pelo secretário da Pessoa com Deficiência do DF, Flávio Santos. “Entendo que ações como essa evidenciam um outro tipo de acessibilidade que deve ser muito valorizado, que é a acessibilidade atitudinal, que é a atitude de querer contribuir e se aproximar desse público e trazer para eles uma igualdade de condição.” Parceria Esta é a segunda edição do curso de Libras para a segurança pública. A primeira ocorreu em 2022. O professor da formação atual foi Leandro Torres, docente de Libras do Campus Taguatinga do IFB e também surdo. O curso ocorreu de forma online e ao vivo, com carga horária de 120 horas “Vocês agora são defensores da igualdade. Comunicar por Libras transcende obstáculos que tínhamos, para que todos possam estar protegidos, compreendidos e entendidos. Vocês são heróis da inclusão”, ressaltou o chefe de gabinete da reitoria do IFB, Rodrigo Alfane. Para o professor Leandro Alves Torres, a procura pelo curso é grande. “Isso ocorre devido ao fato da inclusão ter sido cada vez mais necessária para ser aplicada no dia a dia da comunidade e nas atividades de segurança pública. Já estamos com a terceira turma em andamento. Logo, teremos mais 45 servidores capacitados. Isso é muito importante.” Protocolo Os participantes da primeira edição do curso estão trabalhando, por meio de um grupo, em um protocolo que servirá de base para o atendimento de ocorrências nas forças de segurança. O primeiro protocolo, que está em fase de elaboração, será o da Polícia Civil, para atendimentos em delegacias e abordagens. “Os demais serão elaborados na sequência. O grupo de trabalho tem se reunido para elaborar o material que ficará disponível na escola virtual da SSP”, afirma o coordenador de ensino da Subsecretaria de Ensino e Gestão de Pessoas (Suegep) da SSP, André Telles.
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Agentes de segurança pública terão formação em Libras
Servidores da Segurança Pública poderão participar do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), a partir de março. A capacitação faz parte de um acordo de cooperação técnica com o Instituto Federal de Brasília (IFB). Foram disponibilizadas 80 vagas, para as forças de segurança – polícias Civil (PCDF) e Militar do DF (PMDF), Corpo de Bombeiros (CBMDF) e Departamento de Trânsito (Detran) – e para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape). Resultado de uma cooperação técnica com o Instituto Federal de Brasília (IFB), a segunda edição do curso de Libras tem o objetivo de proporcionar melhor qualificação dos agentes da segurança pública na prestação do serviço à sociedade | Foto: Divulgação / SSP O objetivo do curso é proporcionar melhor qualificação dos agentes da segurança pública na prestação do serviço à sociedade, tendo como base a inclusão e aceitação da Pessoa com Deficiência (PcD). As inscrições podem ser feitas até 10 de março, por meio deste link. [Olho texto=”“Este tipo de iniciativa inclusiva é essencial para melhorar a qualidade de nosso atendimento, pois facilita o entendimento e a comunicação entre agentes de segurança e comunidade surda. Além disso, é uma oportunidade de interação e compartilhamento de experiências entre as diferentes forças de segurança”” assinatura=”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O curso ocorrerá de forma online e ao vivo, pela plataforma Zoom, com carga horária de 120 horas. Com início em 20 de março, as aulas serão realizadas duas vezes por semana, sendo uma turma às segundas e quartas, das 14h às 16h, e outra às terças e quintas, das 9h às 11h. A importância da continuidade do projeto, que teve início em 2022 com a primeira turma certificada no final de novembro, é ressaltada pelo secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. “Este tipo de iniciativa inclusiva é essencial para melhorar a qualidade de nosso atendimento, pois facilita o entendimento e a comunicação entre agentes de segurança e comunidade surda. Além disso, é uma oportunidade de interação e compartilhamento de experiências entre as diferentes forças de segurança”, afirma. Parceria Esta é a segunda edição do curso de Libras para a Segurança Pública. A primeira foi em 2022. O professor da formação atual será Leandro Torres, docente de Libras do Campus Taguatinga do IFB e também surdo. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Com essa parceria, o IFB pretende capacitar e facilitar a atuação das forças de segurança do Distrito Federal – nas abordagens policiais, nos registros de ocorrências nas delegacias, no atendimento emergencial pelos bombeiros e na solicitação de documentos durante uma blitz feita pelo agente de trânsito, por exemplo. Esse projeto possibilita a participação e inclusão social, entregando à população um atendimento melhor”, ressalta o professor de Libras do IFB, Leandro Torres. Protocolo Os participantes da primeira edição do curso estão trabalhando, por meio de um grupo, em um protocolo que servirá de base para atendimento de ocorrências nas forças. “O primeiro protocolo a ser elaborado será o da Polícia Civil, para atendimentos em delegacias e abordagens. Os demais serão elaborados na sequência. O grupo de trabalho tem se reunido; somente neste ano, já foram três encontros”, relata o coordenador de ensino da Subsecretaria de Ensino e Gestão de Pessoas (Suegep) da SSP, André Telles. *Com informações da SSP
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