Seminário discute maus-tratos a animais
O Instituto Brasília Ambiental promoveu nesta segunda-feira (18), o I Seminário Interinstitucional sobre Fiscalização de Maus-Tratos a Animais no Distrito Federal. O evento ocorreu no auditório da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e teve como público-alvo os auditores fiscais, servidores de outras áreas do instituto e representantes de diferentes instituições que atuam na temática no DF. No ano passado, a autarquia apurou 184 casos de maus-tratos a animais entre silvestres e domésticos. O evento teve como objetivo o alinhamento conceitual, jurídico e institucional sobre a temática, com abordagem da definição e caracterização de maus-tratos, aspectos técnicos e legais relacionados à fiscalização, responsabilidades governamentais, necessidade de integração entre os órgãos e estratégias para fortalecimento da atuação conjunta, especialmente em casos complexos e de difíceis soluções, envolvendo vulnerabilidade social e acumulação de animais. Gutemberg Gomes: "Gosto muito dessa lógica de rede que vocês estão executando aqui, na qual servidores de vários órgãos, que direta ou indiretamente estão envolvidos no tema, estão aqui participando do debate" | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou o desafio que é exercer a fiscalização ambiental nesta área, o que, para ele, dá a medida da importância do seminário. “Imagino que vocês (auditores fiscais) devem se deparar com cenas e situações nessa questão de maus-tratos a animais, que, de fato, são essencialmente sensíveis e complexas. Essa preparação é extremamente importante. Gosto muito dessa lógica de rede que vocês estão executando aqui, na qual servidores de vários órgãos, que direta ou indiretamente estão envolvidos no tema, estão aqui participando do debate”, ressaltou. Durante o seminário, a diretora da Peritus Vet Consultoria Veterinária, Janaina Hammerschmidt apontou o maior desafio desse tipo de fiscalização. “Por maus-tratos ser um tema transversal, que atinge diversas instituições, atinge condutas humanas e sofrimento animal, o maior desafio dos auditores fiscais dessa área é estabelecer protocolos e fluxos de trabalho que atinjam todas as instituições envolvidas, e que cada uma assuma a sua responsabilidade tanto no contexto da fiscalização, propriamente dita, como dos encaminhamentos para a resolutividade dos casos, que muitas vezes são bem complexos, tanto pensando em sofrimento animal quanto em sofrimento humano”, explicou. "As pessoas estão criando a consciência de que os animais têm vontades, são seres que sentem dores. Isso está gerando uma aproximação maior entre seres humanos e animais" Luiza Brasileiro, auditora fiscal Auditora fiscal do Brasília Ambiental, Luiza Brasileiro lembra que as demandas referentes a maus-tratos de animais têm crescido, consideravelmente, nos últimos anos, e explica que isso tem a ver com uma mudança de comportamento humano. “As pessoas estão criando a consciência de que os animais têm vontades, são seres que sentem dores. Isso está gerando uma aproximação maior entre seres humanos e animais, o que aumenta a nossa demanda, porque as pessoas, estando mais conscientes, denunciam mais e estão mais atentas aos atos de crueldade. Ao mesmo tempo, identificar maus-tratos não é uma coisa simples, muitas vezes têm nuances que são difíceis de identificar. Então, uma capacitação técnica, como essa, que visa uniformizar os entendimentos, é fundamental para termos maior respaldo científico e conseguir embasar melhor nossos autos”, considerou. A abordagem do assunto terá continuidade nesta terça-feira (19) e na quarta-feira (20), com capacitação técnica voltada aos servidores que atuam diretamente na fiscalização, com enfoque prático na aplicação de protocolos de perícia em bem-estar animal, análise de estudos de caso, elaboração de relatórios técnicos, condução de processos administrativos de fiscalização e estratégias de atuação em ocorrências envolvendo diferentes espécies animais domésticos. *Com informações do Brasília Ambiental
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Macaco-aranha chega ao Zoo de Brasília para ajudar na conservação da espécie
O Zoológico de Brasília recebeu, nesta segunda-feira (4), um novo integrante que simboliza o esforço conjunto pela conservação da fauna brasileira. O macaco-aranha-de-cara-preta Ateles chamek, batizado de Juninho, desembarcou no Distrito Federal em uma ação coordenada com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Nascido em 2017 no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), o animal agora passa a integrar o plantel brasiliense com uma missão clara: contribuir para a reprodução de uma espécie ameaçada de extinção. O macaco-aranha Juninho faz parte de uma espécie ameaçada de extinção | Foto: Divulgação/Zoológico de Brasília Após um período de quarentena, o primata será apresentado a uma fêmea, estratégia essencial para garantir a sobrevivência do macaco-aranha-de-cara-preta, classificado como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), principalmente devido à perda de habitat. "Cada animal que chega aqui representa uma oportunidade real de preservar espécies que enfrentam sérios riscos na natureza” Wallison Couto, diretor-presidente do Zoológico "A chegada de Juninho representa mais um passo no fortalecimento dos programas de conservação desenvolvidos pelo Zoológico de Brasília, que atua não apenas como espaço de visitação, mas como um centro técnico voltado à proteção da biodiversidade. Cada animal que chega aqui representa uma oportunidade real de preservar espécies que enfrentam sérios riscos na natureza”, destacou o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto. O período de quarentena é importante para observação e adaptação do animal recém-chegado e faz parte do protocolo dos zoológicos. Em breve, Juninho poderá ser visitado em seu recinto, junto com sua companheira. *Com informações do Jardim Zoológico de Brasília
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Brasília Ambiental: Ações de preservação e educação em favor do Cerrado marcam 2025
Ao longo de 2025, o Instituto Brasília Ambiental registrou avanços significativos na proteção do meio ambiente, da fauna silvestre, na educação ambiental, na fiscalização e no fortalecimento de sua estrutura administrativa e das condições de trabalho dos servidores. As ações reforçam o compromisso com o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal e a preservação do Cerrado. “O Cerrado é reconhecido como o berço das águas e demanda atenção e compromisso institucional com para a sua preservação” Celina Leão, vice-governadora “O Cerrado é reconhecido como o berço das águas e demanda atenção e compromisso institucional com para a sua preservação. Por isso, nós reafirmamos o nosso compromisso de manter alinhado o processo de desenvolvimento à sustentabilidade, garantindo que o progresso e a conservação caminhem de forma equilibrada e responsável”, afirma a vice-governadora Celina Leão. O presidente da autarquia, Rôney Nemer, pontuou o ano de trabalho: “Foi um ano de lutas e ganhos muito importantes para nossa gestão, nosso desejo é continuar evoluindo seja com instrumentos normativos, ou ações que permitam que o nosso Cerrado continue sendo cuidado e respeitado”. O resgate da fauna silvestre foi uma das prioridades do Brasília Ambiental em 2025 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental No licenciamento ambiental, até 3 de dezembro deste ano, foram emitidas 395 autorizações, entre licenças de instalação e operação, representando um aumento de 33% em relação a 2024. Também foi lançado o Painel de Licenciamento Ambiental, ferramenta digital integrada ao Observatório da Natureza e Desempenho Ambiental (Onda), que amplia a transparência e facilita o acesso da população às informações. Nas unidades de conservação, a aprovação da Lei da Brigada garantiu contratos de dois anos para brigadistas, assegurando mais estabilidade e continuidade no combate a incêndios florestais. Outro destaque foi a criação do Fundo de Compensação do Cerrado, voltado à melhor aplicação dos recursos ambientais para proteção e recuperação do bioma no DF. O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) realizou 2.274 atendimentos em 2025, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. A maioria dos animais atendidos foram aves, seguidas por mamíferos e répteis, com tempo médio de tratamento de cerca de três semanas. 24 mil Número de estudantes beneficiados pelo projeto Parque Educador desde 2018 Na educação ambiental, o projeto Parque Educador atendeu quase quatro mil crianças no ano, somando cerca de 24 mil estudantes beneficiados desde 2018. O programa Eu Amo o Cerrado distribuiu mais de 30 mil materiais educativos. Na fiscalização, 56 novos auditores fiscais foram incorporados à equipe. Ao todo, foram realizadas 2.817 ações em todo o DF, combatendo crimes ambientais como desmatamento, tráfico e maus-tratos de animais, além de outras irregularidades. Com esses resultados, o Brasília Ambiental reafirma seu compromisso com a proteção da natureza, a sustentabilidade e o fortalecimento das políticas ambientais no Distrito Federal. *Com informações do Brasília Ambiental
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Plenária apresenta resultados da gestão de áreas ambientais protegidas no DF em 2025
O Instituto Brasília Ambiental, por meio da Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon) promoveu nesta terça-feira (9), a terceira e última plenária de planejamento de 2025. O encontro reuniu servidores da sede da autarquia e agentes de unidades de conservação para tratar de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026. Essas reuniões anuais da Sucon foram instituídas desde 2024, por meio da Instrução Normativa nº 22 e objetivam reforçar a governança com a discussão de estratégias na gestão das Unidades de Conservação (UCs) do Distrito Federal sob a responsabilidade do Brasília Ambiental. A plenária tratou de ações planejadas e executadas no ano e fazer uma prévia das atividades para 2026 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Segundo o superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água, Marcos Cunha, as plenárias são a possibilidade de olhar para o que foi feito, analisar e, até mesmo, modificar o prosseguimento de medidas adotadas. “É um momento de troca, para discutir as metas para as unidades de conservação, trazendo as pessoas para os projetos, para entenderem, também, o seu papel em cada ação”, comentou Cunha. Nesta edição foi apresentado o relatório das principais atividades empreendidas, com destaque para tópicos como retrospectiva das edições anteriores das plenárias, ocorridas nos meses de março e setembro; e elaboração de 14 normativos que instituíram, regulamentaram ou atualizaram alguma atividade da competência do Brasília Ambiental. Na segunda parte do encontro técnico, foram apresentadas, ainda, todas as obras realizadas nos parques ecológicos, a proposição de revisão da IN 22, com a sugestão de mudanças em alguns indicadores e as prioridades do setor para 2026. “Tudo o que foi exposto nesta reunião demonstrou o quanto o corpo técnico da Sucon se empenhou, com afinco, em importantes entregas para o meio ambiente do DF. São muitos os exemplos: o lançamento da instrução normativa de fauna exótica; a gestão das brigadas florestais na prevenção e combate aos incêndios florestais em UCs; e, mais recentemente, a criação do Fundo de Conservação do Cerrado (FCC), para o pagamento das compensações ambientais”, reconhece o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, lembra a importância da execução de um planejamento cuidadoso das áreas protegidas. “Essas unidades são essenciais não apenas para a preservação do nosso bioma, mas, principalmente, para a manutenção da qualidade de vida dos brasilienses”, conclui. *Com informações do Brasília Ambiental
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