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Nefrologia

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Vice-governadora Celina Leão inaugura ala de nefrologia do HRT e destaca ampliação da hemodiálise no DF

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, visitou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que passou por reforma completa e já está em funcionamento. Durante a agenda, Celina Leão conheceu a estrutura modernizada e acompanhou de perto a ampliação da capacidade de atendimento em hemodiálise na rede pública de saúde. “Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades. Já inauguramos nos hospitais do Gama e Taguatinga e o próximo será o de Sobradinho”, afirmou. A reestruturação do setor faz parte da estratégia deste Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência aos pacientes renais. Com a manutenção feita no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta de atendimento hospitalar saltou de 70 vagas para 180 vagas de hemodiálise, um crescimento de 157%.  Celina Leão: "Todos os nossos hospitais receberam máquinas novas, todas elas foram trocadas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O governo também prepara um novo edital de credenciamento para ampliar a participação de clínicas particulares e aumentar a oferta de vagas. “Revisitamos e melhoramos o edital em vários aspectos para torná-lo mais atrativo. A previsão é publicá-lo nos próximos dias, com expectativa de ampliar em cerca de 700 vagas e chegar à plenitude do atendimento”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.   O maior centro de nefrologia do Centro-Oeste No Hospital Regional de Taguatinga, a unidade de nefrologia passou por uma reforma completa. O espaço recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações na infraestrutura elétrica e a troca integral do sistema de osmose, etapa fundamental para garantir segurança e qualidade no tratamento. O sistema de osmose reversa é considerado o “coração” da hemodiálise, responsável pela purificação extrema da água utilizada no procedimento e pela eliminação de impurezas, assegurando padrões rigorosos de segurança para pacientes com insuficiência renal. A expectativa é que todos os hospitais da rede recebam esse equipamento.   O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com a modernização, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas, ampliando significativamente a oferta de tratamento. A médica Iara Campos de Carvalho ressalta que as novas máquinas trarão mais conforto para pacientes e servidores A médica nefrologista e gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, Iara Campos de Carvalho, destacou o impacto técnico das melhorias. “A gente renovou a osmose, que hoje é de duplo passo, muito moderna, trazendo mais segurança para o paciente porque é ela que produz a água usada na hemodiálise. Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos e o setor ficou totalmente revitalizado, com mais conforto para servidores e pacientes”, explicou. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que a modernização também melhora a organização da rede hospitalar. “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada. Isso aumenta a capacidade de atendimento e melhora a qualidade da assistência para todos os pacientes”, afirmou. Em 2025, o HRT já realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o maior serviço do Distrito Federal. Inaugurado em 1974, o hospital é referência em diversas áreas da saúde pública e foi a primeira unidade da rede a contar com Banco de Leite Humano, implantado em 1978. Ampliação também no HRG No Hospital Regional do Gama (HRG), o novo setor de nefrologia começou a receber pacientes na última semana, após investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Juracy Lacerda: “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos tirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada” A reestruturação incluiu troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 novas máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais, além de adequações elétricas, hidráulicas e de climatização. [LEIA_TAMBEM]Com a modernização, a capacidade oficial hospitalar dobrou, passando de 20 vagas para 40 vagas. Além das vagas regulares, o HRG passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o cuidado aos pacientes críticos. Segundo a vice-governadora Celina Leão, a ampliação da estrutura segue um planejamento para toda a rede. “O objetivo é ter 100% dos leitos de UTI com suporte para hemodiálise e evitar transferências desnecessárias, garantindo mais cuidado e eficiência na rede”, destacou. O investimento na ampliação contribui diretamente para a continuidade do tratamento após a alta da UTI e para o aumento do giro de leitos, permitindo que mais pacientes sejam atendidos com segurança e agilidade.  

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Hospital de Base será pioneiro no Centro-Oeste em monitorar, em tempo real, pacientes de diálise peritoneal

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) será a primeira unidade de saúde do Centro-Oeste a adotar um sistema capaz de acompanhar, em tempo real, pacientes em tratamento de diálise peritoneal. A iniciativa integra um projeto-piloto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), em parceria com a plataforma ShareSource, e está entre os primeiros testes dessa tecnologia em toda a América Latina. Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, a implantação do sistema deve começar ainda neste ano em novos pacientes atendidos pelo setor de nefrologia. “É mais um passo para uma saúde pública moderna, conectada e centrada no paciente. O Hospital de Base, junto com o Hospital do Rim, em São Paulo, é um dos primeiros da América Latina a receber a plataforma”, destaca. Máquina de Diálise Peritonial permite que o tratamento seja realizado no conforto da casa do paciente | Foto: Alberto Ruy/IgesDF A diálise peritoneal é indicada para pacientes que perderam a função dos rins. Diferente da hemodiálise, que exige deslocamentos frequentes a unidades de saúde, o procedimento pode ser realizado em casa, pelo próprio paciente. No HBDF, 120 pessoas já utilizam  esse método diariamente, com aparelhos cedidos em comodato. Tecnologia O uso da nova tecnologia permitirá que a equipe médica acompanhe, em tempo real, dados do tratamento domiciliar. O sistema envia informações como volume de saída, tempo de sessão, adesão e possíveis intercorrências diretamente aos profissionais de saúde. A diretora clínica do HBDF, Cristhiane Gico, afirma estar ansiosa para começar a usar o sistema nos pacientes do hospital. “A tecnologia possibilita ajustes rápidos na prescrição, acompanhamento mais próximo e redução de complicações, oferecendo ao paciente mais autonomia, conforto e segurança”. Cristhiane Gico foi responsável pela apresentação da plataforma | Foto: Divulgação/IgesDF A médica nefrologista complementa que com o novo sistema os retornos ao hospital vão diminuir. “Com esse monitoramento, o paciente só precisará voltar para consulta presencial caso seja necessário alguma modificação na prescrição do equipamento. No mais, ele fica sendo assistido à distância, de forma on-line pela plataforma”. Como funciona [LEIA_TAMBEM]No Hospital de Base, antes de iniciar o tratamento, o paciente passa por consulta de acolhimento, avaliação e treinamento. A diálise peritoneal utiliza a membrana natural do abdômen, chamada de peritônio, como filtro para remover toxinas e líquidos. O procedimento começa com a implantação de um cateter na região abdominal, de forma simples e indolor. Em casa, o tratamento é realizado com o auxílio de uma máquina de cerca de 70 cm, que faz a filtragem automaticamente durante a noite, por um período de oito a dez horas. Para garantir segurança, os pacientes recebem, em média, 15 aulas práticas ministradas pela equipe de enfermagem. A chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do HBDF, Flávia Gonçalves, ressalta que a diálise peritoneal traz vantagens significativas em relação à hemodiálise. “Além de possibilitar que o tratamento seja feito em casa, com mais conforto e independência, reduz a exposição a ambientes hospitalares, diminuindo o risco de infecções, especialmente as associadas a cateteres. E com o novo sistema é ainda melhor, já que o monitoramento é integral”, explica. *Com informações do IgesDF

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Telemedicina garante segurança em atendimentos no Hospital Cidade do Sol

A telemedicina é um recurso disponibilizado pelo IgesDF há quatro anos para que os médicos das unidades possam discutir quadros clínicos com especialistas e otimizar condutas, seja na alteração de um medicamento, na avaliação de resultado de exames ou na promoção de alta médica com segurança. De acordo com a coordenadora médica do HSol, Juliana Barros, o uso da telemedicina gera segurança para o colaborador e para o paciente, além de acelerar o processo de alta Para o médico cardiologista Elisson Furtado, chefe do Núcleo da Telemedicina, a busca pelo formato é, em geral, feita por profissionais que ainda não possuem especialidades. “A telemedicina é muitas vezes acionada por médicos generalistas que sentem a necessidade de um apoio na tomada de decisão”. Segundo a coordenadora médica do HSol, Juliana Barros, o uso da telemedicina gera segurança para o colaborador e para o paciente, além de acelerar o processo de alta. “Desde o início dos trabalhos aqui no HSol, o uso da telemedicina é incentivado entre os médicos da equipe e foi muito aceito pelos mesmos. Eles sentem mais segurança na hora de assinar uma alta sabendo que tiveram o suporte de um especialista e os pacientes sentem o mesmo sabendo que estão sendo bem assistidos”, lembra Juliana. “Todo esse processo ajuda a acelerar o tratamento do paciente que não precisa ficar saindo da unidade para receber um atendimento, facilmente resolvido por meio da plataforma de chamada de vídeo”, completa. Vinícius da Silva, médico plantonista do HSol, elogiou o sistema. “A telemedicina gerou uma eficiência no cuidado com os pacientes e agilidade no acompanhamento com o especialista porque conseguimos resolver no dia a dia questões que antes iam necessitar do transporte do paciente, que também ia precisar de uma vaga disponível para poder fazer esse atendimento, além de trazer segurança e maior conhecimento para quem está aqui na ponta”. Algumas das especialidades disponíveis para os médicos do IgesDF na telemedicina são cardiologia, clínica médica, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria e nefrologia. *Com informações do IgesDF

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Novas contratações vão reduzir tempo de espera para hemodiálise

Em busca de aprimorar o atendimento e reduzir o tempo de espera na realização de hemodiálise no sistema público, a Secretaria de Saúde do DF (SES) contratou 138 vagas para o serviço na rede complementar. O extrato do contrato com a empresa Clínica do Rim foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). “Com a contratação, o usuário ambulatorial que hoje ocupa uma vaga hospitalar poderá ir para a sua residência e ser atendido na rede complementar”, diz a diretora de Serviços de Internação substituta, Raquel Mesquita | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O objeto do documento é a prestação de serviços médicos complementares de nefrologia, especificamente de hemodiálise. O valor total do contrato é de mais de R$ 10 milhões, sendo o empenho inicial de quase R$ 6 milhões. A previsão é que mais vagas sejam contratadas em outras unidades da rede complementar ainda neste ano. Atualmente na rede pública são realizadas as hemodiálises hospitalar e ambulatorial, sendo a primeira destinada aos pacientes internados e agudos; e a segunda, aos crônicos, que retornam às próprias casas. “Com a contratação, o usuário ambulatorial que hoje ocupa uma vaga hospitalar poderá ir para a sua residência e ser atendido na rede complementar, desafogando as unidades públicas”, explica a diretora de Serviços de Internação substituta, Raquel Mesquita. Hemodiálise e diálise peritoneal A hemodiálise auxilia na remoção de impurezas do sangue e de excesso de líquido do paciente por meio de uma máquina. No procedimento, o indivíduo fica por horas ligado ao equipamento. A terapia é fundamental para pessoas com doença renal crônica e vítimas de enfermidades que comprometam a função renal. Já a diálise peritoneal consiste na conexão por um cateter implantado no abdômen do paciente. Diferentemente da hemodiálise, o procedimento pode ser realizado em casa, à noite, enquanto a pessoa dorme, bastando o equipamento estar ligado a uma tomada e a uma pia. A SES fornece o aparelho a cada paciente, além de bolsas com o líquido usado para a filtragem do sangue, assim como outros materiais necessários. Na rede pública do DF, o acolhimento inicial é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs). Se houver indicação, a pessoa é encaminhada aos ambulatórios especializados. *Com informações da SES  

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